Já desistiram 74 do concurso dos 200 ingressos
No artigo que aqui publicamos em 15-11-2023, intitulado: "32 candidatos expulsos do concurso por dois anos", dávamos notícia da publicação em Diário da República, dias antes, a 13-11-2023, da lista de 32 candidatos às categorias de ingresso de Escrivão Auxiliar e de Técnico de Justiça Auxiliar que não iniciaram funções e que, por tal motivo, ficaram excluídos do concurso que pretendia colocar 200 novos Oficiais de Justiça.
Há dias, na passada quinta-feira, 18-01-2024, publicamos outro artigo intitulado: "Do concurso para ingresso dos 200 já desistiram mais de 40", dando notícia da publicação em Diário da República do dia anterior, 17JAN, de nova lista onde constavam mais 10 candidatos excluídos do concurso.
Nessa altura, contávamos os 32 conhecidos no ano passado mais os 10 conhecidos este ano, para chegar aos 42 candidatos perdidos.
Entretanto, ontem, 22JAN, foram publicados dois avisos no Diário da República, onde constam listados um total de mais 32 candidatos do concurso.
Assim, do concurso para preencher 200 vagas, já foram perdidos para este concurso e para os próximos dois anos, um total de 74 candidatos.
Ora, perder 74 candidatos num concurso de 200 lugares, convenhamos que é um número muito considerável. Pior ainda é saber que estes 74 candidatos passaram todas as fases para serem selecionados, designadamente a prova de conhecimentos, tendo interesse em entrar para a carreira de Oficial de Justiça, só não o fazendo pela teimosia da entidade administrativa que gere os recursos humanos do Órgão de Soberania, em restringir as colocações a uma área específica para a qual os candidatos ao ingresso não dispõem de vencimento em valor suficiente para ali viverem de forma condigna.
Com um vencimento de valor semelhante ao Salário Mínimo Nacional, não é possível aos candidatos deixar a sua atual residência numa ponta do país, para arrendarem uma segunda noutra ponta que, por sinal, é zona cara, e ter ainda dinheiro para, pelo menos, comer uma refeição diária.
O estado a que chegou a profissão é lamentável. A maioria dos Oficiais de Justiça hoje em serviço nos tribunais entrou quando o valor do vencimento que se auferia correspondia a quase 3 salários mínimos nacionais. Imagine o leitor que o vencimento mensal podia ser algo como se hoje fossem cerca de 2000 euros. Ora, com um valor assim, os Oficiais de Justiça fixar-se-iam em qualquer ponto do país. Aos concursos de ingresso concorriam dezenas de milhares de interessados e as listas dos aprovados ficavam pendentes em reserva de ingresso durante anos.
Os sucessivos governos e a gestão da entidade administrativa dos recursos humanos, não souberam gerir o objeto da sua existência, gerindo mal e deixando desvalorizar, perdendo-se, todos, ao longo dos últimos anos, numa variedade dispersa de interesses próprios que em nada valorizaram a carreira dos Oficiais de Justiça. Por isso, aqui chegamos a este estado lastimoso em que tantos optam, sem hesitar, pelo abandono, com exceção daqueles mais velhos, com mais de 50 ou 60 anos que não conseguem abandonar porque a idade os aprisiona à atual profissão, não lhes permitindo agora mudar.

Quanto à falta de aceitação dos lugares das colocações oficiosas, portanto, a falta de início de funções, existe previsão no artigo 48º, nº. 5, do atual Estatuto EFJ, onde se estabelece que, nestes casos, os candidatos são excluídos do concurso atual e ainda dos novos concursos que possa haver nos dois anos seguintes, isto é, em 2024 e em 2025.
Poder-se-á considerar que esta penalização é excessiva, porquanto haveria que conhecer os motivos da falta de início de funções desses candidatos. Desde logo, saber se as colocações foram indicadas de acordo com as suas preferências ou foram colocações oficiosas.
Tratar uma desistência de uma colocação quando é opção do candidato é coisa diferente da desistência quando a colocação lhe é imposta.
Em sede de revisão estatutária seria conveniente introduzir justiça nestas desistências e pensar se dois anos de castigo não será prazo exagerado ou até se tem mesmo de existir tal pena.
E esta reflexão impõe-se porque os Oficiais de Justiça não se podem dar ao luxo de perder nenhum interessado, portanto, muito menos, 74.
O governo demissionário havia anunciado novo concurso de admissão para o corrente ano de 2024, mas, em face dos desenvolvimentos e queda do Governo, temos dúvidas sobre a hipótese de 2024 vir a ter um novo concurso de ingresso, sendo certo que os 74 estão bloqueados por dois anos.
Compreendemos que é destrutivo que alguém se candidate a um lugar, passe à frente de outros e depois desista do lugar, causando prejuízo aos demais. É, pois, plausível que haja medidas penalizadoras que tentem desmotivar atitudes desse tipo, mas quando referimos essas atitudes, referimo-nos apenas a essas atitudes e não às que se referem às colocações oficiosas, isto é, sem que o candidato tenha optado por essa colocação.
Também é bem verdade que todos conheciam, ou tinham obrigação de conhecer, todas as regras do concurso de acesso, sendo todas estas regras as que existem desde 1999, pelo que, neste caso, não se pode considerar que os candidatos tenham sido prejudicados, uma vez que não há arbitrariedade, mas apenas cumprimento das regras estatutárias.
Mas se os próprios não se podem considerar prejudicados, o mesmo já não acontece com aqueles que não foram colocados nos locais que haviam escolhido pela ultrapassagem dos desistentes desses mesmos locais, portanto, sim, há esses prejudicados, tal como prejudicados são todos os demais Oficiais de Justiça, mesmo os que já exercem há anos e há décadas, porque perdem estas pessoas, aparentemente aptas a desempenhar funções, não se sabendo se em 2026, ou posteriormente, ainda estarão disponíveis para voltar a tentar ingressar, desconhecendo-se até se, nessa altura, o poderão fazer.
Fica a reflexão, porque uma revisão estatutária deve aproveitar cada aspeto do velho Estatuto, por pequeno que seja, para o melhorar, aperfeiçoando e corrigindo o que está mal, ou menos bem.

Fonte: Diário da República: "Aviso de 13-11-2023", "Aviso de 17-01-2024", "Aviso 1520 de 22-01-2024" e "Aviso 1521 de 22-01-2024".
Profissão a bater no fundo.
ResponderEliminarE com a falta gritante de pessoal, os que estão começam a entrar de baixa por burnout.
Quem puder que fuja disto.
Mal pago, escravo a levar pontapés de todos.
Fujam
You pay peanuts...you get monkeys !!!
ResponderEliminarA culpa não deve morrer solteira: quem são os culpados desta situação?
ResponderEliminarÉ uma situação efetivamente muito triste. Apesar de todo o stress, era uma carreira que gostava honestamente, mas vi-me obrigada a sair para poder vir para onde queria, a Madeira, visto ter a minha família toda cá e não ter de pagar quarto.
ResponderEliminarÉ lamentável, os grandes pensam que se podem dar ao luxo de perder funcionários quando sabem o estado em que se encontram os tribunais.
Do que adianta abrirem mais concursos se vai haver sempre desistências por causa do salário ou pelo simples facto de não conseguirem ficar perto de casa? Se as condições fossem outras ou se houvesse alguma indicação que a carreira fosse melhorar, poderia haver quem quisesse voltar. Preferem perder funcionários do que colocá-los nas suas áreas, por exemplo. Acho que seria uma situação win win para todos, mas enfim..
Estes inteligentes da DGAJ ainda não entenderam a situação em que estão a colocar a justiça em Portugal. Alguem faça um desenho urgentemente.
ResponderEliminarPensavam que a juventude tem a mesma subserviencia que os otários que trabalham nos tribunais há anos. Isso acabou.
Pensavam que era fácil conseguir uma nova geração de escravos.
Quando isto começar realmente a aquecer e a rebentar por todos os lados vamos assistir ao passar as culpas.
Bem, só lhes resta começar a contratar os novos imigrantes que tem chegado, esse devem aceitar o lugar. Mas primeiro convêm que aprendam a falar portugues.....
Srs sindicalistas
ResponderEliminara campanha eleitoral, tirando o que foi falado pelo Bloco
só se houve falar nas policias, na saúde e nos professores
não era de aproveitarem e entupirem os partidos todos e a comunicação social com este flagelo dos funcionários judiciais?
pensem!
Bom dia!
ResponderEliminarQuanto ao tema dizer que, obviamente, se fosse mais novo e não contasse com quase 30 anos de carreira desistia da profissão. Agora quem me comeu a carne que me roa os ossos!
Ouvi com atenção, no dia de ontem, numa rádio o antigo ministro da justiça de um governo PS, Luís campos e Cunha, a dizer que ficou muito agradado com o programa da AD com o qual concorda e, pelo contrário, a dizer muito mal do programa do PS, referindo que se tratava de uma visão que se estudava no seu tempo de curso, há cerca de 35/40 anos, como experimentada e falhada, que não tinha vingado em lado nenhum.
Estranhamente, referiu que embora o Pedro Nuno Santos seja mais novo apresentou um programa mais velho e comprovadamente falhado e, sendo Luís Montenegro mais velho, apresentou um programa renovado que, acrescentou, é o caminho para o futuro.
Fiquei perplexo e fui ver quem era a personagem e confirmei que foi o antecessor de Teixeira dos Santos que havia batido com a porta às loucuras do José Sócrates.
Bem, todos os que se opuseram com frontalidade ao caminho que levou Portugal à bancarrota merecem-me confiança no que dizem.
E o que diz a pessoa em causa:
- é preciso um desagravamento fiscal, nomeadamente a baixa generalizada do IRS (para todos e não só para os jovens);
- também do IRC para as empresas...
Não há problema: dia 10 de Março tudo vai ficar na mesma! Num país de subsidiodependentes, que este governo PS conseguiu de forma inteligente e cinica criar, aqueles que vivem à custa do trabalho dos outros, e que já são milhões, vão voltar a elegê-los!
ResponderEliminarDepois, os donos disto tudo, da democracia, os grandes lutadores pelas amplas e ilusórias liberdades, os carreiristas que fizeram a sua vida confortável e sem percalços, sempre a subir, de assessor para chefe de gabinete, deputado, para subsecretário de estado, para conselho de administração de empresa pública e por aí fora, assustam o povoléu com a ditadura, com o corte de direitos, com o papão da falta de liberdade, a mesma que cantavam os revolucionários de esquerda só existe com a paz, o pão, habitação, saúde e educação, ou seja, tudo aquilo que não temos e que procurámos aos milhares no estrangeiro, fugindo de um país completamente corrupto, partidocrata, incompetente, sem esperança, sem ilusões e a viver de subsidios, como o seu pobre povo!
Eu, vou dar o beneficio da dúvida, e votar em algo novo, politicamente incorrecto mas realista. Já chega de Costas, de Nunos Santos, de Montenegros, de comunistas moribundos, de esquerdo extremistas burgueses urbanos e de amantes de cães e gatos em apartamentos.
Se é para mudar, temos mesmo de mudar!
Não podia estar mais de acordo.
ResponderEliminarVejam hoje a sondagem no jornal correio da manhã e já se fica com uma ideia do que aí vem.
Concordo plenamente colega!
ResponderEliminar
ResponderEliminarEstá visto que das eleições sai um país ingovernável.
Mais nada!
ResponderEliminarDiz o ditado "quem muda Deus ajuda", mas também há outro que diz " quem longe vai buscar a boda - aos extremos (direita e esquerda) - pelo caminho a deixa toda".
ResponderEliminarNão confio o meu voto a pessoas que se empenham apenas pela vaidade de ter o poder que é o que verdadeiramente as move.
Não sou pessoa para encarreirar em aventuras, não sou seguidista ou tribalista, o meu voto não vai ser seguramente no PS!
Mas também não vai ser numa esquerda, qualquer que ela seja, mais preocupada em ser dona do espaço que guerreira da liberdade.
Também não será no partido dos populistas, oportunistas, vira casacas, onde predominam pessoas sem qualquer consideração moral ou intelectual, desprovidas de sentido de estado mas situacionistas e sorvedores das oportunidades do momento que acreditam na manutenção do seu lugar de deputado vestindo as malhas apertadas de partido liderado por uma mente em constante reserva mental, desprovida de conteúdo útil, onde como disse um dia alguém - “Um esquadrão de cavalaria à desfilada na sua cabeça não esbarra com uma ideia.” .
O meu voto vai ser útil não o vou desperdiçar como o colega - o seu voto não vai ser de mudança vai ser de confiança em quem manifestamente se deve ter cautelas, como os aldrabões que diariamente vemos nos tribunais.
Dar o benefício da dúvida a quem?
ResponderEliminarO colega tem dúvidas sobre o que move o partido ou melhor a pessoa em quem anuncia votar - saberá que é apenas o poder pelo poder, e para isso diz que dá tudo a toda a gente , que vai lutar contra a corrupção, quando o seu "bando" aumenta com pessoas de ética duvidosa, sem considerações morais ou intelectuais.
Quer ir em experimentalismos - sabe que propostas foram aprovadas por esse partido ou outros que emergiram do descontentamento dos que tinham ambição de poder e de protagonismo - pois bem vá por aí mas não se queixe do que vier depois.
vivemos num país em que quem grita mais alto é quem tem razão, em quem mais mente mais tem apoiantes e quanto maior é a incompetência maior é o protagonismo.
Estamos perdidos!
Cada dia que passa, cada dia com menos vontade...
ResponderEliminarNão há dia que não me arrependa de haver entrado para o curso de aveiro!
A única coisa que me prende a este indigno trabalho, é estar neste momento a frequentar outra licenciatura, que me leve para fora deste país. São menos 5 horas por semana e 2 dias por exame.
A única coisa positiva de ainda estar na função pública. Daqui a pouco tempo, xau, adeus, e até nunca mais!
Dizem que é o voto do protesto e eu digo que é mais o voto dos otários!
ResponderEliminarAlgum dia eu votaria num partido misógino, xenófobo, homofóbico, machista, sem ideias ou ideologia, desprovido de qualquer política de justiça social - não basta ajoelhar e rezar, é preciso praticar ... - que apoiou uma boa parte de propostas do BE, radicais, que hoje defende a prisão perpétua, amanhã a pena de morte e um dia destes o desterro no inferno!
Mas algum dia, uma pessoa que ande pelos tribunais, poderia sequer pensar em apoiar um individuo que se confunde com um partido que não se lhe conhece competência em coisa alguma - é como se eu autorizasse uma qualquer pessoa que se apresentasse à minha porta a dizer-se o maior de todos a gerir o meu orçamento familiar!
Não, nunca deixaria o assunto nas mãos de gente que pelo que diz e faz não me merece confiança alguma ...
Dizem uns que o voto nesse partido provocará um "sobressalto" e que este é preciso para acordar as tropas ... mas eu não vou nessa.
Faz bem colega.
ResponderEliminarForça nos estudos.
ResponderEliminarRespeitinho por cada opção.
Se eu quiser votar chega, ninguém tem nada a ver com isso. Afinal ainda estamos em democracia. Chame os nomes que quiser e respeite quem não tem a sua visão.
Disse este das 9,53, dos roer dos ossos:
ResponderEliminarAntigo Ministro da Justiça! Ora quem está há muitos anos sabe que nunca tivemos esta personagem como ministro da Justiça. É economista que escreve ou escreveu para o Observador.Está com a conversa a "fazer-se" ao PSD para a seguir, se não agradar, ainda poder saltar para o Chega, que é o que estāo a fazer alguns, prejudicando assim o psd dada a imagem que vão dando do partido, quando falam ao sair dele. Cospem no prato onde comeram.
Nada admira nesta altura de eleições.
Vem aí o Carnaval e a "dança dos cus" em Cabanas de Viriato, Viseu.
Nesta altura os politicos é mais a dança dos " tachos" e a corrida ao poleiro. Quanto mais na frente da lista, melhor. Só que o Povo não é parvo !
O colega faz-me lembrar uma outra colega que dizia cobras e lagartos do PS e do Costa e que quando soube da sua demissão, só se lamentava que lá ia acabar o subsidio de renda...
ResponderEliminarE o meu não é um voto de protesto, nem de otário: é um voto consciente e de quem conhece a História passada e a triste história recente do nosso país!
Isso!
ResponderEliminarFica aqui o meu testemunho.
ResponderEliminarFui colocada em Lisboa
Sou mãe de um menino de 3 anos.
Sou casada.
Dei por mim a ser "coagida" a trabalhar para além da hora, a perder constantemente a carreira num trajeto de quase 4 horas/dia de viagem, sem me pagarem as horas extra.
Reclamei verbalmente e disseram que é assim!
Inconstitucional!
Portanto, serei fraca, terei perdido uma oportunidade e tinha mais é que aguentar pouco mais de 800€/mês, 4 horas de transportes, e mais de duas horas/ dia para além do horário laboral não pagas!
Saía de casa às 6h para chegar, a maior parte dos dias, depois das 20h.
Estava com o meu pequeno 1hora por dia!
Não dá!
Não tenho sorte na vida!
A pensar que tinha feito uma boa escolha.
As pessoas más umas para as outras
Olhe colega, lamento profundamente tudo o que está a passar.
ResponderEliminarTal como a colega, muitos de nós passam ou já passaram pelo mesmo.
Esta profissão é uma autêntica escravidão.
Realmente, abdicar da família, do filho e do descanso por causa de uns míseros 800 euros não vale a pena.
Muita força.
Um conselho apenas:
Nunca troque a família pelo trabalho.
Ninguém nos agradece.
Somos apenas um número.
No dia que sair daí nunca mais se vão lembrar de si.
Ao invés, a sua família irá lembrar-se de todos os momentos que sentiu a sua falta e não esteve presente.
Meu Deus!
ResponderEliminarSem palavras.
Tudo de bom para si e para os seus.
Não perca a família.
E os sindicatos a verem passar os comboios!
Que nojo!
Obrigado pelo seu testemunho.
ResponderEliminarTenho esperança que a Senhora Diretora-Geral da Administração da Justiça o leia, e num último rasgo de nobreza, peça a demissão.
Agora analisem a quantidade de exonerações!
ResponderEliminarOs polícias já conseguiram promessas de todos os partidos relativamente ao suplemento.
ResponderEliminarE nós o que conseguimos?!
Nós conseguimos um das caldas e já vamos com sorte ....
Já vai tarde a incompetência.
ResponderEliminarMas antes do louvor aos serviços prestados, deveria a IGSJ dar uma vista de olhos, em conjunto com o Tribunal de Contas, ao contrato Crhonus e sua execução, em especial a verba gasta em "terminais" de picagem.
O Tó vai nás listas, ou não?
ResponderEliminarAinda não se sabe. Só sexta feira.
ResponderEliminarEste blog re quem trabalha diariamente nele tem toda a minha admiração e respeito, mas há um assunto, em que até hoje não vi a ser tomada uma opinião construtiva ou inovadora em relação à nossa carreira?
ResponderEliminarVão falando numas alterações pontuais ao atual estatuto, grau 3 para todos, mas qual sera, na opinião do blog a moeda de troca?
Qual o conteúdo funcional que a carreira poderá ter para a tornar mais atrativa, tanto para a manutenção como para renovação dos trabalhadores.
Acho que até hoje todos os colegas têm tido opiniões umbiguistas, não se interessam com o futuro da profissão, querem o mesmo, mas a ganhar mais.
Mas estão alheados que o futuro é hoje, todos os meses entre aposentações, desistências e transferências para outros organismos, vão-se esvaziando as secretarias, os que ficam estão desmotivados e constantemente pressionados pela estatística.
Não há qualquer perspetiva de progressão e somos cúmplices neste atentado à carreira.
Um dia, que não estará muito longe, vamos olhar para além do monte de processos que nos rodeiam e não vamos ver ninguém a quem passar o testemunho.
Os velhos do restelo que andam a assombrar os tribunais! Por eles terem passado por isso quer dizer que "nos" (novos funcionários) tenhamos de passar pelo mesmo! Camada.......
ResponderEliminarNa qualidade de líder dos licenciados venho comunicar que estou de volta.
ResponderEliminarNinguém já pode levar a sério estes dirigentes do PS.
ResponderEliminar"Defesa da escola pública não pesa na hora da escolha: Pedro Nuno Santos e Alexandra Leitão têm os filhos no ensino privado..."
A mesma Alexandra Leitão que, enquanto governante, acabou com os contratos de associação com colégios de assino particular e associativo.
Para os filhos dos comuns mortais não, mas para "os meus filhos sim" !
Para um pai, que aspira sempre o melhor para os seus filhos, Pedro Nuno Santos e Alexandra Leitão fizeram a escolha do ensino privado.
Socialismo de caviar.
A escola pública é muito boa, mesmo sem professores em algumas disciplinas, para os filhos do povo, mas não para os filhos de suas excelências!...
Bem vindo!
ResponderEliminarQue chegue rápido esse dia!
ResponderEliminarOpção!??
ResponderEliminarDeixa me rir.
Opção tem subjacente um raciocínio ponderado assente em determinadas premissas.
Ou seja, assente num programa político, que no caso da seita do chega, simplesmente não existe e nem o próprio lider acredita nele.
Antes de votar, pare para pensar em que parte do programa acredita como exequível.
Esqueça os soundbites racistas e anticorrupcao e análise o programa.
Pensar faz bem e faz-,nos sentir que fazemos parte da solução.
Sim...e daí...
ResponderEliminarSe acha que vai mudar alguma coisa, esqueça...ainda vai ter muito que andar
Fui Oficial de Justiça durante 11 anos e dos que dava tudo pela profissão. A culpa da função estar como está é muito dos sindicatos que andaram sempre por baixo dos governos e fizeram com que a muito nobre e importante (diria essencial) profissão estivesse neste momento a ser tratada como se fossem assistentes técnicos da carreira geral da função pública (com o elevado respeito por essa função, NÃO É A MESMA COISA). A mim, rapidamente me motivou a lutar para ter algo melhor, com muita pena. Tenho o máximo respeito por quem todos os dias luta pela justiça e é constantemente desvalorizado. E está a ficar preocupante a saída de OJ's e a não renovação da profissão... Mas ninguém quer saber...
ResponderEliminarBoa pergunta! Os responsáveis (todos) respondam.
ResponderEliminarEsse trabalho não é, nunca foi indigno (nem nenhum outro)... É mal pago, é exigente, é menosprezado (por alguns dos que o exercem também)... mas indigno não.
ResponderEliminardesculpe, mas quem se confessa eleitor do Chega não merece respeito porque desconhece sequer o que significa. Pode gritar a favor da liberdade de expressão mas o Chega é um partido de ressentidos e de seres que acham que podem dizer o que querem sem arcar com as consequências das suas escolhas. Abraçando as barbaridades que o chega apregoa, perde o direito a dizer ou pensar que é pessoa boa pessoa, esses que até agora viveram escondidos, camuflados em todos os outros partidos agora com aquele personagem sinistro acham-se no direito de dizer o que lhes apetece pensando-se livre de consequência...mas olhe que não
ResponderEliminarBoa, apoiado. Indignos são todos aqueles que o exercem sem dignidade e esses podem ter todas as licenciaturas para impressionar currículo, que serão sempre indignos, daqueles que até chegam a ministro
ResponderEliminar