“Nunca mais lá meto os pés”
Nos últimos meses aposentaram-se 47 Oficiais de Justiça, referindo a DGAJ que essas aposentações se referem aos meses de novembro e dezembro de 2023. Pese embora a informação não esteja correta e essas aposentações não correspondam exatamente a apenas esses dois meses, como vem referido no último boletim informativo da DGAJ, o que releva é o facto da carreira ter acabado de perder mais esta quase meia centena de Oficiais de Justiça. E é uma perda porque não existe um número semelhante de ingressos, pois caso existisse não seria uma perda, mas uma renovação e um ganho.
Desta leva de perdas por aposentação, são 4 Secretários de Justiça, 7 Escrivães de Direito, 20 Escrivães Adjuntos, 7 Escrivães Auxiliares, 7 Técnicos de Justiça Adjuntos e 2 Técnicos de Justiça Auxiliares.
Ainda nesta última quinta-feira, 18JAN, aqui referíamos o perdimento de mais de 40 candidatos ao ingresso, por desistência – artigo intitulado: “Do concurso para ingresso dos 200 já desistiram mais de 40”.
Quer isto dizer que nos últimos meses o perdimento de antigos e de novos Oficiais de Justiça se cifra em cerca de uma centena, sem reposição e sem perspetivas de reposição.
Os Oficiais de Justiça que continuam a trabalhar, têm mais este peso a suportar.
A propósito das aposentações, hoje queremos destacar um recém aposentado, como exemplo de um Oficial de Justiça com um percurso profissional que lhe permitiu percorrer todas as categorias e terminar na de Administrador Judiciário.
Este recém aposentado Oficial de Justiça obteve também a atenção do jornal regional “O Mirante” que o entrevistou e cujas declarações a seguir vamos reproduzir, delas destacando, obviamente, a que dá título ao artigo de hoje.
Também a atitude deste Oficial de Justiça aposentado mereceu o louvor que na passada quinta-feira, 18JAN, foi publicado no Diário da República.
Entre outras considerações, consta assim: «É de elementar justiça expressar público reconhecimento pelo percurso profissional dedicado à causa pública do Secretário de Justiça Manuel Luís dos Santos Grilo, que a serviu de forma intransigente, séria e rigorosa.»
Este espírito de missão dos Oficiais de Justiça já não está aceso em todos, uma vez que a degradação da carreira, não só pelo vencimento, mas pela falta de futuro, retém os Oficiais de Justiça em qualquer propósito de maior interesse pela profissão, autorreduzindo-se a meros executantes com o olhar posto no relógio para picar o ponto e fugir.
No jornal regional “O Mirante” lê-se assim:
«Manuel Grilo desceu as escadarias de pedra do Tribunal de Santarém pela última vez como quadro da justiça no dia 3 de janeiro, depois da tomada de posse do seu sucessor. Diz que nunca mais lá mete os pés. Promessa de quem carrega um peso de 47 anos de justiça, mas ninguém acredita.
Quem o conhece sabe que é um desabafo de quem precisa de descansar dos dias de angústia. Como naquele 5 de março de 2012 em que lhe ligaram para instalar o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão em 26 dias. No dia 1 de abril a Troika deslocava-se a Santarém para confirmar que o Estado estava a cumprir esta exigência. E nesse dia estava tudo a funcionar.
Primeiro Administrador Judiciário da Comarca de Santarém, criada com a reforma judiciária de 2014, Manuel Luís dos Santos Grilo deixa uma imagem de exigência. Característica que foi fundamental para acabar com a má fama que o Tribunal de Santarém tinha quando para lá foi como Secretário de Justiça da Secretaria-Geral.
Chegou a Santarém em 2008, depois de quatro anos como secretário em Tomar. O tribunal da capital de distrito era motivo de conversas na cidade. Alguns funcionários passavam tardes nos cafés e o tribunal demorava muito a pagar serviços. Foram dois anos de “uma gestão com pulso”. Chegou a ir aos cafés buscar funcionários para irem trabalhar.
Manuel Grilo, 66 anos, com a “felicidade de nunca ter estado de baixa médica”, reconhece que algumas pessoas têm dele uma imagem de ter um mau-feitio. Mas é apenas da exigência que colocou sempre no seu trabalho desde que fez o estágio em Torres Novas com 18 anos.»
«Natural do concelho de Torres Novas, onde estudou na escola industrial e comercial, fez o antigo sétimo ano (11º ano de escolaridade atual) em Tomar. Quando na década de 80 foi colocado em Alcanena, o primeiro juiz do tribunal, que já funcionava em más condições, chamava-o ao gabinete para falarem de Direito. Incentivou-o a prosseguir os estudos. Poderia ter chegado a juiz, mas já tinha filhos, um casal de gémeos e outro rapaz. Pensou mais naquilo que ia deixar de lhes poder dar com as despesas dos estudos e a falta de tempo.
Não tem pena. Depois do estágio teve de esperar quatro anos para entrar na função pública, que só estava a colocar quem vinha das ex-colónias. Trabalhou como empregado de escritório numa metalúrgica e no grémio da lavoura. A primeira colocação foi no Tribunal de Alcobaça e só ia ao fim-de-semana a casa, de autocarro. Até ao último dia de trabalho usou os transportes públicos.»
«Manuel Grilo gostava de ver a classe dos Oficiais de Justiça reconhecida e valorizada pela magistratura, pelos advogados e pelos cidadãos. São a primeira imagem que o cidadão leva da justiça e dão a cara por ela, realça.
Uma das perdas destes profissionais foi a saída das penhoras dos tribunais. Quando se ia fazer uma diligência os funcionários tinham muitas vezes de tomar decisões no local conforme as circunstâncias que encontravam e isso dava-lhes experiência e conhecimento.
Há quatro décadas, “sabiam mais e tinham mais interesse pela profissão, por aprender”. Era tudo escrito à máquina, mas não havia tanto papel nos processos porque os juízes faziam fé nos escrivães. Bastava dizerem no processo que tinha cumprido as notificações e não era preciso lá colocar os ofícios.»
«O conselho que deu ao seu sucessor (um Escrivão Adjunto…) foi para falar pouco. Na justiça, nestas funções, qualquer palava pode ser mal interpretada, previne. “Agora o telefone vai descansar”, diz com ar de alívio sentado no cadeirão do gabinete impecavelmente arrumado e sem papéis em cima da secretária. Mas acredita que vai ter saudades da adrenalina diária. Vai compensá-la a brincar com as três netas. Ou a viajar para Londres, ou para França, onde tem filhos.
Leva muitas horas dadas ao Estado e muito tempo em casa a pensar no trabalho. As funções que não gostou tanto de exercer foram as de secretário de inspetor que o levaram a percorrer o país durante uma década e a ser “olhado de lado”. Mas foi “uma boa experiência profissional”.»
Manuel Grilo também era (e poderá continuar a ser) um leitor desta página e chegou mesmo a comunicar-nos informações muito pertinentes e oportunas sobre assuntos relativos à Comarca de Santarém, comarca sobre a qual sempre fomos dando notícias.
Como é normal, nem todos os Oficiais de Justiça da Comarca de Santarém têm boa opinião sobre o aposentado Administrador Judiciário. São quase três centenas os Oficiais de Justiça daquela Comarca e seria estranho que todos tivessem a mesma opinião, e seria até bem estranho que a opinião fosse boa, uma vez que os cargos de gestão implicam sempre a tomada de decisões que não podem agradar a todos. Mas com o artigo de hoje não pretendemos dar destaque a este Oficial de Justiça, pretendemos apenas apresentar um exemplo de um Oficial de Justiça com uma carreira e com uma dedicação à carreira, algo que nos parece que será difícil de acontecer no futuro, caso o próximo governo prossiga os mesmos intentos de degradação e desagregação da carreira.

Fontes: louvor no “Diário da República” e artigo no jornal “O Mirante”.
Conseguiu ou não conseguiu, sem doutorite aguda?
ResponderEliminarA falta de licenciatura impediu-o de ser extremamente competente e reconhecido como tal?
Como é possivel que hoje em dia ainda existam comentários destes.
ResponderEliminarO estigma da licenciatura o sr. doutor, que ainda assola parte da classe, da população.
A predisposição para aprender todos os dias já é outra história.
Mas quem tem discursos destes, não percebe, já não vai perceber. Depois admiram -se de não serem reconhecidos eles próprios.
E ja agora porque será que o substituto escolhido pelo administrador que se reformou é um escrivão adjunto quando na comarca existem escrivaes e secretários? Sera que é por ser licenciado? Mas então um não licenciado escolhe um licenciado?
O Grilo?
ResponderEliminarAinda bem que se reformou... nao fazia falta nenhuma!
Os tribunais só deviam ter licenciados, tudo o resto passariam a administrativos.
ResponderEliminarAssim se obteria a excelência.
Enfim.
Pode ser um penedo com dois olhos preguiçoso, mas desde que seja licenciado... está tudo bem.
Muito bem dito!
ResponderEliminarTal como se explica no artigo e, aliás, caracteriza esta publicação diária, não nos interessa propriamente o indivíduo em si, mas o caso.
ResponderEliminarO caso do percurso profissional que hoje colocamos serve para mostrar aquilo que consideramos ser histórico, isto é, vidas destas, com uma progressão tão grande, já não estão ao alcance dos Oficiais de Justiça, nem se perspetiva que venham a estar. Por isso, estamos perante um caso de um Oficial de Justiça com um percurso que dificilmente se voltará a ver. Recordemos que a pessoa passou por todas as categorias, sem saltos à vara, e aguentou 47 anos de tribunais. Isto dificilmente se voltará a ver, tanto é assim que, para o substituir, foi escolhido um Escrivão Adjunto, que chega ao topo da carreira dos Oficiais de Justiça, saltando por cima de, não uma, mas duas categorias e isto é o futuro. Por isso, o caso Grilo hoje exposto, corresponde ao fim de um tempo. É como se estivéssemos a ler um livro de História. Por isso aqui está hoje, como caso, não como pessoa.
ResponderEliminarRestam ainda muitos "Grilos" na profissão. Porém, estão em extinção.
E não, não se pode agradar a gregos e troianos...
Que exagero, o homem tb não era o demónio.
ResponderEliminarE como se diz neste artigo, não se pode agradar a todos e exercer cargos de chefia, implica na maioria das vezes ter que decidir a pensar essencialmente nos serviços e menos nas pessoas.
Mas claro que deve existir o mínimo de sensibilidade.
Vejamos, o Grilo agia, bastas vezes, oprimindo o seu colega. Se virmos o seu percurso, veremos que não houve salto à vara mas foram as constantes comissões de serviço, passagem por interino, lugares ocupados por 4 e 5 pessoas... Sempre a criticar e a oprimir quem pedia justiça, mas sabemos agora que às escondidas era também informador do blogue. Está tudo dito sobre o percurso.
ResponderEliminarInformador? O blogue não tem informadores nem bufos, tem gente que aprecia contribuir com informação correta para aumentar o conhecimento de todos, fazendo isso sem retirar nenhum benefício, bem pelo contrário, dando-se ao trabalho gratuito para que não haja comentários parvos como este.
ResponderEliminarNão percebi o texto mas apraz-me dizer que conheci a pessoa e posso dizer que tive uma boa impressão profissional.
ResponderEliminarÉ certo que sendo-se responsável de um serviços, tendo de prestar contas dos resultados, é-se desde logo sujeito de considerações pessoais, positivas e negativas.
Posto isto, digo com toda a propriedade que precisávamos de gente diferente a gerir as comarcas, pessoas que conheçam a profissão, as suas exigências, em cada carreira, e que tenham autoridade reconhecida e não imposta.
Por isso era importante uma revisão da carreira, uma requalificação valorizando-a, mas não foi isso que foi querido por isso avante ...
Foi o unico que conheci, que faz uma pergunta a um orador numa conferencia, o orador está a responder a ele pessoalmente e o sr atende o telefone, levanta-se vira as costas ao orador e vai embora..
ResponderEliminarDeve ser deve...
ResponderEliminarO home como dirigente de uma comarca, no minimo devia ser
recatado e não passar informação.
Se não concorda com a direção, demitia-se e ai tinha toda a legitimade para informar, caso contrario é mais um "informador"
que informava o que lhe interessava.
Mas so desejo boa reforma para o homem.
Ou seja andou a meter fogo, com informação selecionada
Se queria passar informações ala do cargo, porque existe uma coisa chamada lealdade e confiança, se essa se quebra ou o ser grilo não concordava com as coisas , batia com a porta..
Informar e esclarecer nada tem de maledicência. Vamos dar um exemplo: um dia demos notícia da criação de uma sala de crianças em Santarém com intervenção de uma entidade externa ao tribunal. Lamentamos na altura a dependência dos tribunais a entidades externas. Perante essa notícia, o Administrador esclareceu que a intervenção externa se circunscreveu a determinados aspetos e o tribunal fez o resto. Na posse dessa informação procedemos à correção da nossa notícia e agradecemos, como sempre, a correção e a partilha de informação, seja dos Administradores, seja dos Auxiliares. Todos os dias recebemos informações, que muito agradecemos, pois contribuem positivamente para o conhecimento geral.
ResponderEliminarAparentemente não faz qualquer sentido que o cargo de AJ em regime de substituição, seja exercido por um Esc adjunto, em detrimento de todos os outros.
ResponderEliminarEm princípio, deverá ser alguém já familiarizado com as funções dos órgãos de gestão, e concerteza, detentor de formação academica superior.
Confirmando-se está escolha por parte do Juiz Presidente, é de todo revelador da reforma que se pretende realizar nos tribunais, principalmente quanto aos cargos de chefia, e que tem encontrado a resistência que se conhece.
Mas a mesma será inevitável.
Lutar contra isto é tentar parar o vento com as mãos.
CNN:
ResponderEliminarPedro Nuno Santos
"...Não nos resignamos. Não queremos um país a arrastar os pés. Queremos um país que decida, que faça, que faça acontecer”, reforçou..."
Só pode ser uma critica a governação socialista, dos últimos 8 anos, liderada por António Costa!...
Um país a arrastar os pés, o legado de António Costa!...
Esqueceu-se de referir que também foi Ministro desta liderança.
Já temos no nosso ordenamento jurídico a figura do maior acompanhado. António Costa na sua governação criou outra, a do "ministro acompanhado" quando teve que desautorizar Pedro Nuno Santos sobre a decisão do aeroporto.
Mas pelo andar da carruagem, temos que criar uma nova figura, a "do primeiro ministro acompanhado" caso Pedro Nuno Santos venha a ser primeiro ministro!...
Ah ah!
ResponderEliminarÉ porque não lhe estava a agradar a música.
Um administrador não escolhe substituto nenhum, quanto muito sugere uma escolha ao JP.
ResponderEliminarFoi....se em que país vivemos nós? Ainda há regras a cumprir!
ResponderEliminarCumpra-se a lei e mais nada.
A nossa classe está impregnada de otários, não é assim que funciona uma democracia, há regras e procedimentos que têm de ser observados.
Na cada de justiça é preciso dar a imagem de justiça e ponto.
Não me calo ... foi assim que um jovem indignado, filho de um polícia, manifestou de forma elequente, educada, com elevação as condições profissionais do seu pai.
ResponderEliminarMais um imbróglio criado pela ministra da justiça, foi ela a autora dos subsídios á PJ.
ResponderEliminarPara os OJ, nicles batatoides...
Mas que par bonito, o Pedro Nuno Santos e a Alexandra Leitão, o amnésico e a senhora acusada de bullying aos funcionários do IRN.
ResponderEliminarEnchem bem a televisão, embora de formas diferentes, o volume do não sei, não é comigo, não me lembro, ou então do é preciso, temos de, é de elementar justiça, etc., enfim palavras tão fáceis na boca de uns mas que lhes ficam tal mal porque lhes tiram qualquer valor, se fechassem a boca fazia-lhes bem á saúde e á política.
Talvez por isso recomendaram recato ... talvez se nada disserem pode ser que a coisa passe ...
Não vou em conversa de mentirosos com estes jamais...
A inveja, o ódio que há da parte dos não licenciados para com os licenciados é o que impede esta carreira de evoluir, de se nivelar por cima.
ResponderEliminarEu sou licenciado, do tempo das licenciaturas de cinco anos, e sinto desprezo por comentários como estes!..
ResponderEliminarEu diria que a inveja dos licenciados para com os não licenciados com capacidades é que ainda impede mais a evolução em armonia.
ResponderEliminarAlguns só têm umbigo.
E o Sindicato unipessoal do Carlos Almeida?! Caladinhos que nem um rato...
ResponderEliminarInfelizmente à DIR e à ESQ só as moscas mudam porque a M.... é sempre a mesma!!!
Concordo plenamente... Desde quando a licenciatura é sinónimo de qualidades??? Nem no tempo da outra...
ResponderEliminarTenho a dizer que em geral os Administradores são paus mandados, pois desee logo por colocação a convite.
ResponderEliminarE em geral nada sabem de liderar pessoas. Apenas vêm os subordinados como numeros e assim os distribuem como numeros, sem ter em conta afinidades.
E por aqui me fico.
Assim não vamos lá
Basta ver as notas dos novos entrados!!! Com 9,5 e a fzaer disto trampolim para outra miragem... Disso não falam licenciados e não ::)))
ResponderEliminarUPSSSSSSS!
ResponderEliminarConcordo completamente. Não foi só o Grilo que saiu o Daniel de Sintra também se foi.
ResponderEliminarTambém tratava as pessoas como números.
Subsidio de risco p/ OJ`s no CRIMINAL!!! Viram a notícia?! BOM TRABALHO SINDICAL!
ResponderEliminarEssa do tratar as pessoas como números...
ResponderEliminarEu nunca os trataria como números, talvez como letras, é mais fácil e todos ficam felizes, principalmente os que não gostam de ser tratados como números.
Acho que vou concorrer a administrador.
sobre a pessoa do artigo, pessoalmente não tenho razão de queixas. Do que se ouvia este sr sabia de coisas ocorridas em vários núcleos porque havia sempre alguém que o informava. este srº esteve vários anos como AJ e não tinha licenciatura, ocupando o lugar de outros com licenciatura. creio que houve uma decisão numa acção ganha pelos reclamantes, mas de nada lhes valeu.
ResponderEliminarquanto ao actual AJ ele tem licenciatura em direito, mas as funções serão de curta duração.
Se ele se desenrascar e fizer um bom trabalho, mesmo que abra concurso, na entrevista o juiz presidente não escolhe nenhum dos concorrentes, e ele continua, desta vez por 3 anos.
ResponderEliminarEstá a acontecer isso pelo pais todo.
O Sr. Grilo é licenciado em Direito.
ResponderEliminarNão vais concorrer, já concorreste, pá
ResponderEliminar
ResponderEliminarTenho vergonha de trabalhar na Justiça.