Os não tão bons anos novos

      Neste novo ano que ora começa, o 11º ano de existência desta iniciativa informativa de publicações diárias, informamos hoje que ao logo destes anos publicamos cerca de 3700 artigos, detemos mais de 40 mil comentários a esses mesmos artigos, comentários estes que nos colocam diariamente no pódio dos blogues mais comentados do país na rede Sapo, e com um número diário de visitas que ultrapassa o número de Oficiais de Justiça existentes, tudo isto nesta aventura diária que nos coloca em mãos um enorme problema; um problema de já não conseguirmos parar com isto, pela responsabilidade alcançada.


      Nestes 11 anos de existência, esta iniciativa informativa tornou-se uma voz diária que rompeu com o silêncio e com algumas barreiras existentes.


      São 11 anos plenos de atividade diária neste projeto informativo divergente que diariamente teima em aportar algo novo aos Oficiais de Justiça, designadamente, informação e conhecimento, mas também, antes de mais, espírito crítico, isto é, ao fim e ao cabo, nada mais e nada menos do que acrescentar liberdade a todos e a cada um.


      Ao longo destes longos anos, este projeto informativo foi sempre crescendo, sempre acrescentando novas ofertas informativas e outros tantos aspetos novos, resultando hoje num local de passagem “obrigatária” de todos aqueles que se interessam pela carreira e ainda outros que, embora não sendo Oficiais de Justiça, se interessam pelos assuntos diversos que aqui se vão abordando todos os dias.


      Os milhares de leitores diários visitam esta página, seja a ela acedendo diretamente, seja através das demais plataformas onde pode ser encontrada e são já, nada mais, nada menos, do que 10 (dez) as plataformas de acesso a esta página, a saber:


      -1- Na plataforma dos blogues Sapo,


      -2- No Facebook,


      -3- No Instagram,


      -4- No Threads,


      -5- No Youtube,


      -6- No X (antigo Twitter),


      -7- No Reddit,


      -8- No Grupo Nacional do WhatsApp,


      -9- No Canal de distribuição do WhatsApp e


      -10- Nos e-mails para os subscritores.


      Este é um projeto simples, com uma página simples e que, com total simplicidade, ao longo destes dez anos, se converteu num assunto muito sério, incontornável, de grande dimensão e de grande responsabilidade.


      Essa responsabilidade mantém, no entanto, sempre presente, um fator imprescindível que norteia todas as publicações: o espicaçar das consciências, o despertar de um espírito crítico, enfim, um importante exercício de liberdade que, como tal, também é incómodo e incomoda de facto; o que é, portanto, uma mais-valia.


      A informação é uma arma poderosa mas a informação simples, sem espírito crítico associado, é um nada que pulula na Internet, partilhado vezes sem conta, algo passageiro e sujeito ao esquecimento, por isso, aqui não se reproduzem ou partilham notícias como todos estão habituados a fazer e a ler as redes sociais; aqui faz-se a notícia ou a informação.


      Cada artigo publicado não se limita, por regra, a informar apenas sobre determinado facto, mas obriga-se a acrescentar sempre algo mais, obriga-se a aportar mais informação e a levantar mais questões.


      A leitura de um artigo até a fim não pode deixar o leitor tranquilo e passivo, mas inquieto e ativo. Este é o propósito e neste sentido se vem espicaçando cada leitor, demonstrando que é possível fazer mais e melhor e que os factos podem ser vistos desde diversas perspetivas e, através desses diferentes olhares, é possível até radiografá-los, vendo-lhes claramente as entranhas e a sua composição visceral.


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      Sempre especialmente focados nos interesses gerais e particulares dos Oficiais de Justiça, os leitores desta página sabem que aqui encontram toda a informação relevante que se possa relacionar com a profissão, informação essa que é disponibilizada de forma independente e crítica, assumindo posições críticas sobre determinadas ações ou omissões, facto que, ao longo destes dez anos, tem angariado interesse e amigos, mas também ódios e inimigos e mesmo a instauração de processos.


      Apesar das controvérsias e das pressões, os números de leitores e de descidas de ficheiros crescem de forma esmagadora, ultrapassando mesmo o número de Oficiais de Justiça existentes, o que se compreende também pelas mensagens de retorno recebidas de pessoas de outras profissões, especialmente do mundo judiciário.


      Dia a dia os leitores não só cresceram como se mantiveram fiéis, firmes, interessados e cada vez mais participativos, bem como, também mais críticos, tendo passado a ver algumas notícias e informações sob outras perspetivas, perspetivas que se mostram quase sempre arredadas dos mass media e dos órgãos e entidades representativas dos Oficiais de Justiça.


      Os resultados deste percurso permitem afirmar que esta iniciativa alcançou resultados simplesmente extraordinários que permitem dar ânimo à continuação deste projeto informativo independente, mas também contundente, sempre que se tratar de defender a visão e os interesses dos Oficiais de Justiça Portugueses no seu todo, o que tem motivado alguma natural discordância e críticas diversas quando se discorda, ora das administrações da justiça, ora dos próprios sindicatos da classe, ora de interesses particulares concretos, tomando-se aqui muitas e frequentes posturas críticas e de defesa dos interesses da classe no seu todo, na sua globalidade, que não são vistas nem tidas pelos organismos que assim deveriam sempre proceder.


      Essas posturas têm colidido com alguma imobilidade que, de tão habitual, se considerava já normal, pelo que a surpresa das críticas negativas efetuadas a esta página se baseiam apenas numa certa falta de compreensão da liberdade de expressão que hoje já deveria estar bem entranhada, aceitando-se a multiplicidade de opiniões e vozes como uma mais-valia e não como algo negativo, como ainda alguns concebem.


      Recordemos o artigo 37º da Constituição da República Portuguesa que versa sobre a liberdade de expressão e informação:


      nº. 1 – “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.”


      nº. 2 – “O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.”


      Estes mesmos direitos essenciais constam também na Declaração Universal dos Direitos do Homem, onde, no seu artigo 19º, se estabelece que “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.”


      É este o propósito, é esta a intenção, independentemente de desagradar a alguns.


      Esta iniciativa informativa é única no espectro das várias iniciativas existentes vocacionadas para os Oficiais de Justiça, quase todas concentradas em páginas ou grupos fechados e de acesso condicionado nas redes sociais, a que nem todos os Oficiais de Justiça acedem e até, mesmo quando acedem, depois acabam afastados por não agradarem aos administradores desses grupos que classificam alguns como “persona non grata”, e que são Oficiais de Justiça.


      Assim, há aqui uma voz amplificada e aberta a todos; há aqui uma partilha de informação e de conhecimento aberto a todos; há aqui uma vantagem que pode e deve ser usada em benefício de todos. Aproveitemo-la e usemo-la ao máximo.


      Onze anos é ainda pouco tempo?


      Sim, é um quase nada, comparando com o tanto que falta ainda dizer e fazer acontecer, especialmente nestes conturbados momentos de mudança.


      Obrigado a todos e parabéns a todos, uma vez que são precisamente todos os leitores que constituem o verdadeiro suporte e a perseverança deste projeto que, embora possa interessar a muitos, está especialmente dedicado a todos os Oficiais de Justiça de Portugal.


      Como sempre, haja esperança num ano novo que seja melhor do que o anterior; esperança e votos que, ano após ano, teimam em não se concretizar para os Oficiais de Justiça.


      Ao longo destes onze anos, apesar dos votos de novo ano a cada início de ano, não temos visto que os desejos se concretizem, pelo contrário, chegamos mesmo a constatar que cada ano que se inicia aporta consigo mais prejuízo, mais incómodo e maiores dificuldades.


      Está visto que não basta expressarmos desejos de bom ano novo, mas que é necessário algo mais; algo mais ativo e reativo, algo mais contundente e afirmativo; mais concreto e concretizável.


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Comentários

  1. Anónimo1/1/24 13:07

    Os votos de bom ano novo, nunca sāo demais renovar, pois tanto podem significar novos desejos, mais bens materiais, como por vezes que não seja perdido o que já obtivemos ou perder os que temos como familiares e amigos.
    Um bom 2024 para todos, neste caso para quem dinamiza esta página e para quem a ela acede.

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  2. Anónimo1/1/24 13:21

    Vamos todos aderir á greve do dia 3 de janeiro, haja coragem.
    Bom ano
    Este sim tem de ser o nosso ano
    Aderir á greve para as eleições.

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  3. Anónimo1/1/24 15:44

    Este ano é que vai ser, será o ano dos oficiais de justiça...

    Se não for este, será o próximo, sim o próximo é que vai ser... o ano dos oficiais de justiça.

    Somos uns totós...

    Mas não há crise pois há sempre a possibilidade de vir r aqui extravasar as amarguras da vida ...

    Somos uns tristes...

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  4. Anónimo1/1/24 15:54

    É isso mesmo!!

    Este ano é que vai ser!!


    Se não for este ano, é pró ano!!!

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  5. Anónimo1/1/24 19:11

    Pois, pelos comentários que aqui se vê, só há covardes, na hora de fazer greve, de impugnar, lutar, pelos nossos interesses, só vejo quem critica.
    Pois a minha secção vai fazer greve 100% na quarta feira
    Ou vão fazer como nos Açores?????
    E depois criticam que os outros conseguem e criticam os sindicatos...
    Quem não faz greve, pelo menos nas alturas próprias, que se calem.....
    Apetecia dizer mais umas verdades ..

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  6. Anónimo1/1/24 19:14

    Muitos parabéns ao autor deste blogue, pelo seu trabalho em prol da nossa classe, sendo eu um leitor diário, retirando sempre um tempinho para o efeito, nem que seja já fora de horas, enfim, um grande bem haja

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  7. Anónimo1/1/24 21:21

    O colega saberá que o Mar(e)c(h)al e a sua troupe serviu de refreamento dos ímpetos dos oficiais de justiça anunciando umas greves de faz de conta e acreditando que estávamos bem na carreira - e alguns até poderiam e podem estar, mas não a maioria - os colegas estão frustrados, desacreditados e desmotivados, á espera que se precepite a idade da reforma.

    Enquanto isso acontece a carreira está destruída e pelo meio alguns vão -se arranjando em cargos que nunca ocupariam se fossem sujeitos a provas ou até ocupariam por mérito próprio, pela capacidade e conhecimentos demonstrados.

    Mas para o SFJ, na minha opinião, repito que é a minha opinião, quem o lidera não têm considerações morais, não são pessoas virtuosas que procurem a justiça, são antes gestores de expetativas e de particulares interesses.

    Não tenho pejo em dizer, pois é incomensurável a incompetência de quem lidera o SFJ ou então é de extrema habilidade.

    Com efeito se verificarmos como os principais protagonistas evoluem na carreira e na vida depressa se percebe a quem serve está situação.

    Greve ... ou se para cinco dias seguidos ... ou façam-na vocês!

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  8. Anónimo3/1/24 11:33

    Parabéns ao autor deste blogue, pelo seu trabalho em prol dos Oficiais de Justiça.
    Sou um leitor diário, procurando sempre tempo para tal.
    Continue este difícil trabalho diário.
    Os OJ agradecem.

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