DGAJ admite "rutura" e que não consegue "assegurar os serviços essenciais”

      Anunciou ontem a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) a abertura de uma espécie de Movimento de Oficiais de Justiça para 22 lugares de Oficiais de Justiça nos núcleos de Sintra e Cascais.


      Trata-se de uma mobilidade especial por – e note-se bem a designação – “Destacamentos excecionais”.


      O Destacamento excecional não é um Destacamento normal previsto no artigo 55º do Estatuto EFJ, mas previsto no artigo 56º do EFJ.


      E qual é a diferença?


      O destacamento excecional tem uma duração limitada a 6 meses, podendo ser prorrogado por uma vez, isto é, a duração máxima do destacamento é de 1 ano, já esticado, após o que regressará o Oficial de Justiça ao seu lugar de origem.


      Este tipo de destacamento excecional dá lugar ao pagamento de ajudas de custo, isto é, o Oficial de Justiça destacado pode auferir ajudas de custo pela sua deslocação, valores e condições, isto é, abrangência, que deve ser averiguada junto da DGAJ, uma vez que, ainda assim, costuma haver restrições.


      A DGAJ procede a muitos destacamentos, mas normais, no entanto, para estes tribunais em estado mais crítico de rutura, que na realidade não são só estes, há bem mais, a figura do Destacamento Excecional parece ser a que melhor pode ter êxito uma vez que as ajudas de custo podem ser um bom chamariz.


      No ano passado já a DGAJ levou a cabo um pedido de destacamento excecional também para estes mesmos núcleos, antes mesmo das infrutíferas colocações oficiosas do concurso dos 200 do ano passado.


      Essa anterior mobilidade foi aqui amplamente noticiada e convém recordá-la porque é um pouco da história desta mobilidade atual e representa também a história dos Oficiais de Justiça nos últimos tempos, cuja gestão dos recursos humanos tem passado de má para péssima, sem que haja responsabilização de ninguém, apenas a penalização dos mesmos, dos Oficiais de Justiça.


      Atente-se bem na história:


      No final de agosto de 2022 a Gestão da Comarca de Lisboa Oeste dirigiu uma missiva ao Ministério da Justiça na qual era denunciado o estado de “desespero” e a “rutura” em que se encontravam os tribunais daquela Comarca, designadamente Sintra e Cascais. Na altura, perante a situação desesperada, a Comarca propunha a contratação de 80 tarefeiros por dois anos.


      Em reação, a DGAJ abriu a possibilidade dos destacamentos excecionais. Em vez dos dois anos, passou a um ano e em vez dos 80 passou a 26.


      O resultado destes destacamentos foi a colocação de apenas 1 Oficial de Justiça. Nem 80, nem 26, acabou por ser apenas 1.


      Isto até parece cómico, mas é profundamente triste.


      Este ano, comprovando-se que a gestão dos Oficiais de Justiça continua péssima e caótica, sem que haja uma mudança de rumo na gestão ou na governação da justiça, vem a DGAJ propor mais do mesmo, usando a mesma fórmula que já se provou ser inútil, isto é tropeçar duas vezes na mesma pedra.


      A questão que se coloca hoje é a de se esta nova possibilidade de destacamento para 22, consegue colocar novamente 1 Oficial de Justiça ou se, desta vez, será nenhum. Que comecem as apostas.


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      Este ano, no ofício circular, a DGAJ diz precisamente o mesmo que disse no ano passado para os destacamentos de então, embora este ano a situação seja ainda pior.


      No ano passado dizia assim a DGAJ:


      «Esta medida excecional visa dar uma resposta urgente a uma situação em que, esgotados todos os meios ao alcance dos órgãos de gestão daquela Comarca e desta Direção-Geral não é possível assegurar o funcionamento dos serviços dos núcleos de Sintra e de Cascais.»


      Realçamos as afirmações da DGAJ: “esgotados todos os meios ao alcance” e “não é possível assegurar o funcionamento dos serviços”.


      Agora diz assim a DGAJ:


      «Esta medida excecional visa dar uma resposta urgente a uma situação de rutura extremamente delicada naqueles núcleos em que, esgotados todos os meios ao alcance dos órgãos de gestão daquela Comarca e pese embora as diligências efetuadas por desta Direção-Geral para reforço dos recursos humanos naqueles núcleos, nomeadamente através de colocações oficiosas no âmbito dos movimentos dos oficiais de justiça, face à não aceitação das nomeações não foi possível assegurar os serviços essenciais dos núcleos de Sintra e de Cascais.»


      Realçamos este ano as seguintes expressões: “situação de rutura extremamente delicada”, “esgotados todos os meios”, “pese embora as diligências efetuadas”, “face à não aceitação das nomeações não foi possível assegurar os serviços essenciais”.


      Ora, a situação é nitidamente pior e é pior porque a carreira dos Oficiais de Justiça está pior e porque as pessoas, porque de pessoas se trata, não têm condições de poder aceitar estes lugares. Fossem os Oficiais de Justiça bem remunerados, e com isso não queremos dizer que devessem auferir bons salários, mas apenas salários justos, e, tal como antes sucedia, todo o país teria gente suficiente, ainda que em movimento, para todos os lugares, sem este estado diário de rutura.


      Esta situação tem culpados e essa culpa, como é óbvio, não é dos Oficiais de Justiça que se negam a ir trabalhar para esses locais, nem dos candidatos ao ingresso que veem a sua candidatura ser recusada e serem excluídos por dois anos de novos concursos, porque não aceitaram esses lugares em troca dos 800 euros de vencimento.


      Os culpados desta situação são muitos e arrastam-se desde há alguns anos, ocupando todos lugares governamentais de convite, sem que demonstrem ter a mais mínima noção da realidade.


      No ano passado, perante esta mesma situação, embora agora seja bem pior, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) pronunciava-se assim:


      «Perante a factualidade, fica a convicção, depois de anos de desinvestimento nos tribunais, que há um programa de governo, desconhecidos dos portugueses, que promove o mau funcionamento dos tribunais, não os dotando de meios e condições, para assim afastar a realização da justiça.


      Perante esta situação, em que está em causa o regular funcionamento do Órgão de Soberania “tribunais”, por falta de respostas do Governo, pois é ao Governo que cabe dotar os tribunais de condições, nada mais resta a este Sindicato, SOJ, do que apelar a Sua Excelência o Senhor Presidente da República para que convoque o Conselho de Estado e seja avaliada a matéria em apreço: está em causa, como reconhece o próprio CSM, o regular funcionamento, por inação do Governo, do Órgão de soberania “tribunais”.»


      É a isto que chegamos, porque é a isto que permitimos que a carreira chegasse e é a isto que também quiseram que a carreira chegasse, não havendo interesse em qualquer melhoria, uma vez que a reiterada apresentação de um Estatuto mau que mantém a esmagadora maioria dos Oficiais de Justiça na mesma situação de precaridade atual não indicia outra coisa senão o desejo de encravar a máquina da justiça, isto é, a vontade nítida de corroer o órgão de soberania.


ApontarDedo.jpg


      Fontes:


      Notícia em destaque na página da DGAJ e o Ofício Circular 1/2024. Notícia difundida pela Lusa em vários órgãos de comunicação social, como no Correio da Manhã.


      Destacamos também os artigos aqui publicados neste Diário Digital dos Oficiais de Justiça (DD-OJ), abaixo mencionados e, neles, também as fontes lá indicadas, bem como a edição do Público de 15JUN2023, com o título: “Nem com ajudas de custo funcionários querem ir para os tribunais de Cascais e Sintra” e também o “Observador” que fez igual menção a esta notícia.


– 26DEZ2022: “Comarca considera ineficaz a ação da DGAJ/MJ e propõe contratos para ingresso de 80 tarefeiros”;


– 29DEZ2022: “Querem 80? Levam 26, se os houver; para não dizerem que não fazemos nada”;


– 30DEZ2022: “O Destacamento com pagamento extra e a nova Greve por tempo indeterminado”,


– 02JAN2023: “SOJ pede a PR que convoque o Conselho de Estado” e


– 16JUN2023: “Comarca queria 80, DGAJ concedia 26; foi colocado apenas 1”.

Comentários

  1. Anónimo1/2/24 09:08

    Paguem o justo.
    A cada um seu.
    Paguem.

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  2. Anónimo1/2/24 09:09

    Paguem o justo.
    A cada um o seu.
    Paguem.

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  3. Anónimo1/2/24 09:49



    E porque sindicatos não interpõem ação judicial contra a DGAJ e Ministério da Justiça? por não gerir bem os recursos humanos e deixarem entrar isto em rotura? não é crime contra a Nação?

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  4. Anónimo1/2/24 09:49

    Um país de falsetes que gritam "justiça para quem nela trabalha", mas que não têm a coragem de corporizar a luta e cedem às suas simpatias partidárias numa lógica tribalista incompreensível..

    Ouvi há algum tempo atrás António Barreto justificar a sua desfiliação do PS, justificando que não estava disposto a fazer concessões ideológicas, mas assumindo a identidade de valores.

    Hoje há muito pouca gente corajosa que esteja disposto a desvincular-se da lógica tribalista em que se defende o indefensável, só por se integrar o grupo tornam-se acéfalos, acríticos e funcionam numa lógica de situacionismo seguidista.

    Como fazem tanta falta hoje pessoas com o espírito aberto, virtuosas e com a consideração de valores ético-morais que cada vez mais não se usam.

    Hoje, o texto descobre mais uma vez a incapacidade desta equipa que lidera dentro do setor da justiça os Tribunais, e atira-nos com uma realidade que se vai estender gradualmente a todas as comarcas do país, com mais incidência numas que noutras é certo.

    Vou falar de dois casos que conheço bem:

    Em Bragança, núcleo e sede da comarca com o mesmo nome, a média de idades de um amplo conjunto de funcionários situa-se entre os 60 e os 65 anos de idade, e não há renovação visível.

    Em Celorico da Beira, na comarca da Guarda, ao que julgo saber a realidade é ainda mais grave, parece que existe apenas um funcionário abaixo dos 50 anos e todos os outros superaram já os 60 anos e estão muito próximos da aposentação - adivinha-se o fecho dos serviços em 2/3 anos.

    Mas esta realidade, pelo que me dizem colegas e amigos de muitos anos, é verificável em vários pontos geográficos e o fenómeno demográfico tende a agravar-se de forma galopante.

    De tal sorte que as vozes que se vão fazer ouvir nos próximos tempos irão reivindicar mais funcionários como prioridade alargando o número de funcionários numa situação de miserabilidade com uma carreira sem interesse e sem futuro que urge rever.

    Num tempo em que tudo muda muito rapidamente eu pergunto se alguém sabe quais são os vetores os eixos mais importantes que a reforma do digital e da A.I. vai exigir da classe.

    Ninguém sabe dizer porque também ninguém sabe fazer a pergunta certa.

    Estamos condenados a um destino idêntico ao que é votado aos idosos deste país, tristes e abandonados!

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  5. Anónimo1/2/24 09:51

    Já nem é pelo que é justo...
    Anos de congelamentos e num país normal eram exigidas reposições integrais dos tempos de serviço e retroactivos pelo serviço prestado nesse período, isto sim seria justo!

    Não há ninguém que nos seu perfeito juízo pague para trabalhar e vá para uma cidade em que a renda de um quarto é igual a um salário... Ou se vai é só pelo vínculo e fazem o investimento de uma aninho até aprovação.

    Não têm mesmo noção do verdadeiro estado da carreira de oficial de justiça e acredito que haja ignorância nesse aspecto pois se soubessem o que se vai passar neste ano e no próximo metiam mãos à cabeça...
    Quanto se vão aposentar este ano com tempo ou fora dele? Quantos de baixa prolongada? Quantos vão mudar de carreira?
    Acho que é uma questão de ignorância e quando tentarem agir será um fracasso monumental... Nunca deveriam subestimar as nossas funções na maquina da justiça... Vamos ter tanta gente boquiaberta...
    Para breve... Muito muito em breve...

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  6. Adolfo Dias1/2/24 10:01

    Uma realidade que não é só nessa comarca e que se estende gradualmente aos restantes tribunais.
    Não é preciso nenhuma formação superior para saber que isto iria acontecer e que irá ficar muito pior.
    Mas não fiquem muito preocupados, pois o governo irá sair das próximas eleições, segundo as sondagens, vai ser do partido que nos governa desde 2015 e, portanto, é só manter as politicas, se possível, com a mesma ministra.
    Tenhamos saúde e basta cumprir o horário. 9:00-12:30 e 13:30-17:00.

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  7. Anónimo1/2/24 10:02

    Bom dia a todos,

    No meu tribunal, em Lisboa, sou o mais novo tenho 50.

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  8. Anónimo1/2/24 10:06

    Isto é o princípio do fim destes serviços, como os conhecemos.

    Aliás, caminhamos a passos largos para a ruptura total do sistema social vigente.

    Tudo por uma fixação doentia de contas certas, tudo pela imposição de ditames e ideologias económias surreais, que em tudo têm prejudicado a grande maioria da sociedade mundial e nacional, particularmente as classes médias.

    GNR, PSP, Médicos, Enfermeiros, Professores, Oficiais de Justiça, Agricultores...ou seja, a bem das contas certas, parou-se o país totalmente há mais de 10 anos.

    Há tribunais sem envelopes para proceder às necessárias notificações da pertes !!! Como é isto possível?

    Enquanto isso desde 1980, 1% das riquezas no mundo aumentaram mais de 350 vezes e 90% da população mundial viu os seus rendimentos aumentar apenas 30%.

    São inúmeros os estudos que confirmam estes resultados ou muito similares, nomeadamente do WB, do FMI, do Economic Policy Institute, da OCDE e outros.

    Mais ainda, o COVID veio trazer ainda mais inequidade,
    contrariamente ao que se pensou inicialmente.

    Pelo que se alguém duvidá de que estamos já num período de total cleptocracia em grande escala, olhem bem para as vossas carteiras nesta altura do mês.

    E depois, claro, este descontentamento tem consequências. E elas estão bem à vista.
    Vemos porcos fascistas, verdadeiros labregos da traulitada e da gritaria a fazer a saudação nazi e a ser aplaudidos em pé.
    Acaba de acontecer algo negativo em qualquer lado e parece que têm jornalistas avençados a tempo inteiro colados a si pois logo de imediato se aproveitam da situação e acusam, julgam e condenam ali, na hora.

    Pululam nas redes sociais como se tivessem uma missão única e nobre, (andam por aqui alguns).
    Comigo e por mim, NÃO PASSARÃO !!

    Algo têm em comum com os seguidores de Trump e outros do género. É a ignorância, o desconhecimento da história, ódio a tudo e todos, racismo, xenofobia, sede de poder e revolta com o o sistema. Só têm razão na última.

    Efetivamente, estes políticos que temos eleito democráticamente e a nível mundial, nos últimos 50 anos, não cumpriram, Deixaram-se vender e subjugar pelo poder económico e agora é capaz de ser tarde demais para endireitar a mão, sem passarmos por graves privações e um conflito mundial à larga escala.

    Não foi a democracia que falhou. Foi a ganância que corrompeu tudo, mais uma vez. Lagardes, Macrons, Sunaks e outros que tais, têm de sair das posições onde estão exatamente porque vêm destes 1% que sugam toda a sociedade. Não estão ao serviço de quem trabalha, nunca estiveram.

    E enquanto não encontremos uma postura diferente de estar em sociedade, mais humana, mais tolerante, mais colaborante e menos doentiamente competitiva, caminhamos para uma inevitável entropia.
    Já esteve mais longe...

    ResponderEliminar
  9. Anónimo1/2/24 10:10

    Já aqui dei a solução para a justiça: dêem uma moca de Fafe ou de Rio Maior a cada cidadão e vão ver como a justiça passa a ser célere e eficiente! E ainda por cima não vão ser necessárias policias a quem pagar subsidios de risco nem forças armadas!
    Para a saúde também tenho a solução: um estojo básico de primeiros socorros (à venda na net) para cada cidadão!
    Para a educação: pôr os mais velhos a ensinar os mais novos e dispensar essa cambada de parasitas que são os professores!
    E se não gostarem destas soluções, tenho a final:
    Mudem de politicas, de politicos e arrisquem...

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  10. Anónimo1/2/24 10:13

    Querida DGAJ,

    Paga mais de ordenado e aprende que as horas extra são para ser pagas e não "obrigatoriamente" de borla. Terás o quadro completo!

    À contrário, beijinho no ombro para ti, fofa, querida.

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  11. Anónimo1/2/24 11:42

    Claro que sim, o melhor seria eleger o nosso Trump, com um grau de estupidez semelhante, e distribuir não só uma moka mas uma metralhadora automática a toda a gente como ele defende.
    Com um bocado de sorte os primeiros a marchar seriam quem votou neles.

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  12. Anónimo1/2/24 11:59

    Mentezinha limitada: alguém falou ou insinuou o Chega????

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  13. Anónimo1/2/24 12:09

    No núcleo de Lamego sou o segundo mais novo e tenho 56 anos.

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  14. Anónimo1/2/24 12:12

    Não era a primeira vez que isso acontecia, após o 25/4 não andaram a distribuir armar.

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  15. Anónimo1/2/24 13:16

    PQP
    Das 9 às 17, com intervalo para almoço.

    Eu estou em Cascais-DIAP - "desci" agora a pendência para 860 inquéritos.

    Temos pena. Das 9 às 17 sempre e cada vez mais.

    Há que pôr esta gentalha no banco dos réus.

    E VAI FICAR PIOR.

    PQP

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  16. Anónimo1/2/24 13:21

    Muito bem CRL!!!

    👏

    Tem de ser essa a atitude!

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  17. Anónimo1/2/24 13:25

    No meu núcleo somos quatro.

    Dois sexagenários e outros dois na casa dos 50 e poucos

    Um dos sexagenários vai este ano para a reforma.

    Próximo ano seremos três e logo após apenas dois.

    Francamente, não estou minimamente preocupado.

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  18. Anónimo1/2/24 13:27

    Ponham os olhos nos agricultores!!

    Não precisaram das confederações para nada.

    ResponderEliminar
  19. Anónimo1/2/24 13:53

    e pela falta da devida dialectica das direções dos sindicatos que por lá se arrastam

    ResponderEliminar
  20. Anónimo1/2/24 13:56

    quem devia gerir o processo:


    dos aumentos salariais;

    da formação;

    do estatuto.

    Seria o CSM.


    A DGAJ pertence ao Governo


    os funcionário públicos, em sentido estrito, é que estão a gerir os funcionários judiciais, tendo estes sido paradigma para aqueles.

    a má moeda afasta a boa moeda

    ResponderEliminar
  21. Anónimo1/2/24 14:14

    Os meus parabéns ao(s) autor(es) do artigo.
    Muito bem explicado e a tocar exatamente nos pontos certos!

    Ainda bem que existe este espaço e que puxa por todos nós, iluminando um pouco o local de penumbra para onde o Ministério nos parece querer empurrar.

    ResponderEliminar
  22. Anónimo1/2/24 15:45


    Há umas décadas o OJ não era considerado funcionário público.

    Era considerado funcionário FORENSE!!!


    ResponderEliminar
  23. Anónimo1/2/24 17:03

    Vamos resolver tudo de uma vez por todas.
    Para as coisas ficarem bem melhor, ou vai ou racha...
    Greve de 15 de Junho a15 de Julho e de 01 a 30 de Setembro.
    A marcar desde já.
    Haja coragem.
    António e Carlos, vamos lá.

    ResponderEliminar
  24. Anónimo1/2/24 17:25


    Conclusão:

    - Se a DGAJ alterar o número de lugares previstos, diminui a rácio relativamente aos ocupados.

    - Logo, adivinha-se a próxima medida neste âmbito: alteração do quadro de pessoal por comarca.

    No futuro, iremos constatar que até sobram funcionários !?.

    Não sei se na contabilização são excluídos os funcionários que embora colocados estão em comissão de serviço noutros organismos, mas parece-me que os números até são simpáticos se compararmos, por exemplo, com as conservatórias/IRN.

    ResponderEliminar
  25. Anónimo1/2/24 17:28

    Quer férias grandes, como no tempo de escola?

    Deixemo-nos disso, as greves quando se banalizam tornam-se inúteis e apenas servem para justificar o absentismo autorizado de quem não precisa tanto do vencimento no final do mês por se encontrar numa situação mais confortável.

    Paragem absoluta durante CINCO dias - com manifestação, nesses 5 dias - continuadamente à porta do MJ/DGAJ.

    ResponderEliminar
  26. Anónimo1/2/24 18:39

    J Negócios:

    "...O candidato, e secretário-geral do Partido Socialista, às eleições legislativas, Pedro Nuno Santos, recebeu, durante nove anos, entre 2005 e 2015, 203 mil euros em subsídio de deslocação, apesar de ter casa em Lisboa.

    Pedro Nuno Santos foi deputado pelo PS e durante todo esse período era proprietário de um apartamento na rua Marcos Portugal, na capital. No entanto, ao preencher os seus dados no formulário da Assembleia da República indicou sempre que a sua morada era em São João da Madeira, o que teve implicações no pagamento de abonos de deslocação (uma compensação salarial para os deputados que residem fora de Lisboa) e ajudas de custo, noticia a Sábado"

    Trabalha Oficial de Justiça!...

    ResponderEliminar
  27. Anónimo1/2/24 19:30

    "Eles comem tudo e não deixam nada"

    Socialismo de caviar!...

    ResponderEliminar
  28. Anónimo1/2/24 19:36

    J Negócios:

    "....O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, garantiu esta segunda-feira que o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que paga relativamente a um imóvel que comprou no Alentejo corresponde ao valor que foi determinado pelas Finanças.

    "Eu pago o IMI que decorre da avaliação das Finanças como qualquer português", afirmou Pedro Nuno, em resposta a uma notícia do Correio da Manhã que refere que o líder do PS paga 143 euros de IMI por uma casa que custou mais de meio milhão de euros...."

    143 euros por uma casa que custou mais de meio milhão de euros!...

    É obra!....

    ResponderEliminar
  29. Anónimo1/2/24 20:11

    Também faço e acampo no terreiro do paço. Porém, greve de cinco dias,eles comem com pão, como em tantas outras ocasiões. Já uma de um mês a anteceder ou a seguir as férias, aí sim, teriam um grande problema em mais e teriam que o resolver com antecedência. Porém, são opiniões, e, todas respeitáveis.

    ResponderEliminar
  30. Anónimo1/2/24 22:19

    São 22h00, estou a ver um direto na TV em que terminou o interrogatório dos arguidos dos super dragões. Um tribunal a funcionar, com juizes, procuradores e funcionarios, com este caso e outros mediaticos que obrigam um numero considerável de oficiais de justiça a trabalhar fora do horario normal de trabalho, pergunto eu, qual a importância e utilidade no funcionamento da sociedade e da maquina do estado desta classe profissional dos oficiais de justiça? Que compensação tem? Os juizes foram bem recompensados pelo seu serviço na sociedade, a policia judiciária tambem. Alguma coisa nao bate certo quando na máquina da justiça se teima em manter algumas peças deste motor deliberadamente em estado de pré ruptura. É obvio que toda a maquina vai falhar e gripar quando o elo mais fraco quebrar. Nao vai adiantar nada ter mantido umas peças bem oleadas e outras em estado de ferrugem e pensar que o motor funciona na mesma.
    Estes nossos governantes não tem o minimo de raciocinio para ver que o arranjo vai sair bem caro por terem se armado em espertos ao evitar as revisões necessarias no tempo devido deste motor da justica?

    ResponderEliminar
  31. Anónimo2/2/24 11:38


    Os OJ trabalham fora do horário normal porque querem, por são otários, lambe-botas e sabotadores cobardes da luta levada a cabo por outros com sacrifício.

    ResponderEliminar
  32. Anónimo2/2/24 13:20

    Quando temos um sindicato que luta contra os próprios colegas em prol aos próprios interesses políticos, nada a fazer .

    ResponderEliminar

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