É já amanhã!

      Não é uma greve, não é uma marcha, não é uma vigília; é uma concentração, ou melhor: são cinco concentrações e ocorrem num sábado à tarde depois do almoço.


      Os Oficiais de Justiça, acompanhados dos seus familiares e amigos, vão dar um saltinho ali à cidade que lhes ficar mais à mão, para participar numa das concentrações organizadas para a tarde do dia de amanhã.


      Já aqui demos notícia, em diversas ocasiões, desta iniciativa espontânea nascida e desenvolvida no seio de um par de Oficiais de Justiça, e quem diz um par quer dizer meia-dúzia, mas não mais.


      Obtido o apoio de um vasto número de Oficiais de Justiça espalhados por todo o país, continente e ilhas, bem como dos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça, as ações de amanhã contêm os ingredientes-chave para poderem ser ações relevantes que acabem a ter de ser abordadas na campanha eleitoral pelos candidatos, dessa forma os prendendo a eventuais compromissos para o pós 10 de março.


20230609-VianaDoCastelo3.jpg


      Sobre a iniciativa das concentrações, disse assim o SFJ:


      «O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) felicita todos os colegas pela iniciativa, em prol da união de todos os Oficiais de Justiça e com o objetivo maior de continuar a dar visibilidade à nossa causa. Acreditamos que só juntos podemos alcançar os nossos objetivos, pelo que cada um de nós deverá juntar-se às concentrações marcadas, nos locais anunciados, no próximo dia 17 de fevereiro.»


      Por sua vez, o SOJ comunicou o seguinte:


      «Tratando-se de uma iniciativa espontânea, no exercício de cidadania, a que este Sindicato, SOJ, reconhece o mérito de tentar unir a carreira, se apela a todos os colegas, Oficiais de Justiça, para que compareçam no próximo dia 17 de fevereiro, num dos locais indicados. Uma classe unida, esclarecida e com consciência critica, é sempre mais forte!»


      E os locais são:


   – PORTO – junto ao Palácio da Justiça do Porto, pelas 14h30.
   – LISBOA – junto à Assembleia da República, pelas 14h00.
   – FARO – junto ao Palácio da Justiça de Faro, pelas 14h30.
   – AÇORES – junto ao Palácio da Justiça de Ponta Delgada, pelas 13h30 (hora dos Açores).
   – MADEIRA – junto ao Palácio da Justiça do Funchal, pelas 14h30.


      Para além das diversas comunicações produzidas pelos Oficiais de Justiça organizadores, elaboraram também um pequeno folheto tripartido (uma folha com frente e verso, dobrável) contendo uma mensagem simples para passar aos concidadãos nos locais das concentrações.


      Pode aceder e descer o folheto, cujas imagens abaixo reproduzimos, através da seguinte hiperligação: “Folheto 17FEV2024”.


Folheto17FEV2024(1).jpg


Folheto17FEV2024(2).jpg


      Para além do folheto, foi elaborado um documento mais detalhado contendo as principais reivindicações dos Oficiais de Justiça, em doze páginas, para entregar à comunicação social e outras entidades. Este documento está disponível para baixar através da seguinte hiperligação: “Reivindicações OJ 17Fev2024”.


      O documento começa assim:


      «Como é do conhecimento geral, a luta dos Oficiais de Justiça pela dignificação da sua carreira é longa, demasiado longa!


      Apesar de sucessivas greves, plenários, manifestações e alertas para a sua situação, todas as suas reivindicações não têm merecido, por parte da tutela, as considerações devidas, bem como não têm, do cidadão comum, regra geral, a necessária sensibilidade para o grave problema destes profissionais.


      Falamos de uma classe envelhecida (das mais envelhecidas da função pública!), desprezada e que não tem o reconhecimento devido, uma vez que os Oficiais de Justiça são o motor de um dos pilares da democracia: a Justiça!»


      E terminamos nos mesmos termos com que começamos, convictos de que os Oficiais de Justiça, acompanhados dos seus familiares e amigos, vão dar um saltinho ali à cidade que lhes ficar mais à mão, para participar numa das concentrações organizadas para a tarde do dia de amanhã.


CamisolaPreta-Plano(1).jpg


      Fontes sindicais: “SFJ Info 02FEV” e “SOJ Info 12FEV”.

Comentários

  1. Já parece os ajuntamentos do partido comunista junto às estações da CP.
    Os sindicatos são os ministros daquelas religiões que no mesmo local expõem todo o material de propaganda nas não dizem ou fazem nada.

    Apesar disso desejo uma boa campanha.

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  2. Há uma coisa que facholas não gostam nada.
    É de sindicatos !!
    E de manifestações e ajuntamentos.

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  3. Excelente iniciativa.
    FORÇA!!!

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  4. Lider dos Facholas16/2/24 08:28

    La vem o Facholas...
    Não sabem dizer outra coisa, é sempre a história do facho....

    Os comunas também não gostam muito...
    Que digam os países de domínio comunista...
    Nesses então nem sequer abres a boca...

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  5. Quando o argumento é verberar os sujeitos dos comentários com afirmações inócuas e considerações subjetivas desprovidas de qualquer sustentação - a não ser que a pessoa conheça o autor do conteúdo o que se torna ainda mais grave, por ser desonesta - está tudo dito.



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  6. Obrigado Bloguers

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  7. Eu até ia agora tomar um cafezito rápido, mas descobri que tenho é de ir à papelaria comprar um DICIONÁRIO !!
    Lol.
    Tanta jactância, mon dieu !!

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  8. Exatamente !!
    Extremismos nunca foram coisa boa.

    Pergunte aos chilenos, aos expanhóis, aos portugueses, e a tantos outros de há umas gerações atrás.

    Andam por aí saudosistas, bem o sabemos. Até levantam a mão direita aberta, para a frente e para cima !!

    Deve ser o sol, que os ofusca.

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  9. ???
    Por sinal foge à descrição típica do funcionário público - aquela que diz o seguinte: "não fazem nada porque têm as duas mãos a segurar os tintins ou a coçá-los ..." - deve ser bem apessoado e culto, e o espelho onde se vê - se é que olha para ele - deve refletir a imagem de uma outra pessoa, tal é a falta de humildade, ou então é cego pois que também o é aquele que tendo visão não quer ver as coisas como elas são.

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  10. Tudo o que vai ser distribuido é palavreado de sindicato. E lá está a reforma mais cedo do que a dos restantes funcionários públicos e a pré-reforma. Lá estão em bichinha os cinquentões (sem ofensa) que obtiveram promoções e que estão prontos para ir para casa trabalhar nos seus campos ou nas suas empresas familiares! Acham que isso vai acontecer? Veem os outros a fazerem greves e manifestações por esses motivos? São esses OJ que emperram esta classe!

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  11. Pinhão & Cremalheira16/2/24 13:24

    : Levanta-se agora um coro de críticas sobre o aparato da operação aerotransportada da PJ na Madeira...

    : Para a próxima requisitem um submarino à Marinha...

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  12. Concordo!
    Só se pensa na reforma diferenciada, quando a prioridade é e deverá ser a valorização da carreira já! para ontem!

    Melhores vencimentos no ingresso e uma carreira com progressões pautadas por regras, por isso sem amiguismo, e reais expetativas de uma carreira digna, valorizada é o que urge no momento.

    Sendo certo que a aposentação também levaria a promoções, é também certo que levariam ao fecho de muitos serviços - e ainda há gente boa da cabeça que não envereda por caminhos suicidas, pois a justiça não funciona sem uma boa coadjuvação, numa palavra somos precisos!

    Mas devo dizer que aceito e até apoio quem legitimamente pensa diferente e luta pelo que acredita e, a não ser que me seja de todo impossível ou faça chuva, amanhã estarei a apoiar a iniciativa.

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  13. O SFJ a aproveitar-se de uma manifestação que não teve a coragem de convocar! Ainda à espera dos tachos! A esperança é a última a morrer! Covardes!

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  14. [:-)>] Convenhamos que a coisa ganhou uma qualquer simbologia!
    Na verdade, a última arrufa havida naquele arquipélago vai para meados da primeira metade do século passado, naquela altura com forças de segurança da GNR.

    Desta feita, decidiram os continentais que as instituições daquela "pérola do oceano atlântico" mereciam uma visita que foi, por muitos, entendida como reveladora de desconfiança nas instituições locais.

    O aparato indiciava algo de gigantesco, de uma gravidade tal que implicou uma operação logística de que não há memória recente.

    Porventura a ação justificou-se plenamente e, em sede de recurso, merecerá essa confirmação.

    Mas, até lá, importa perceber se no regresso vieram todos de avião ou de barco, pois que na versão no JIC alguém meteu água, de tal forma que poderá provocar um naufrágio de quem não está habituado a nadar em águas agitadas.

    Será que irá ser prestado socorro à justiça a tempo? ou será que a intervenção se limitará a recolher os "corpos inertes" de quem se deixou levar fervor do momento, pela ânsia de protagonismo, ou por outro lado se refugiou das palavras e do esclarecimento exigido.

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  15. Outra vez a história dos velhos..desta vez são os cinquentoes..
    Por acaso até vou fazer 50 e sou Adjunto.
    Devo ser algum criminoso...
    Também por acaso não tenho negócios de família nem campos para trabalhar..
    Não sabia que havia tantos OJ empresários e latifundiários....
    Também não sabia que os tais velhos OJ subiam na carreira através dos amigos, pensava que havia inspeções onde era avaliado o mérito e depois as pessoas eram graduadas conforme as avaliações e a antiguidade e depois concorriam às vagas existentes...
    Afinal se tivesse amigos tinha passado de auxiliar a escrivão ou a secretário em três ou quatro anos e não tinha que ter esperado mais de 20 para subir....
    Mas todos os dias vejo estes " novos" colegas...
    São todos muito cultos..
    Falam bem, vestem bem...
    São especialistas em quase todos os assuntos e a cada 30 segundos de conversa fazem questão de mencionar a licenciatura.
    Depois, no mundo real, os tais funcionários velhos, os cinquentoes, são chamados aos gabinetes dos magistrados e são informados que já não há paciência para aturar "os doutores" e que nem um despacho sabem cumprir....
    São as novas elites dos Tribunais...

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  16. Para ser adjunto basta esperar. Não tem de fazer qualquer prova de conhecimentos. Essa e outras é o que se espera que mude nesta classe. Percebeu o alcance?

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  17. Pode ser que não chegue aos 50. Pois na infelicidade de lá chegar, vai perceber a alarvidade das suas palavras. Reze para que nessa altura tenha um campo para ir lavrar ou uma empresa familiar.

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  18. É cá com cada despacho às vezes!

    Deixam de ter os magistrados quem pape grupos de subserviência.

    Vicissitudes dos novos tempos.

    Ainda sou do tempo em que o urbano juiz, já o vão sendo poucos, todas as manhãs vinha à secção cumprimentar o pessoal de igual para igual, já sabendo nós que é magistrado e superior hierárquico.

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  19. Esperar e ter classificação de serviço, era assim em abono da verdade.

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  20. Totalmente de acordo.
    É que com as imbecilidades e egoísmo que evidenciam alguns recém chegados por aqui, associado à sociopatia que caracteriza a sua geração, provavelmente já serão puros escravos acomodados e resignados, ou então eternos despedidos a viver de rendimento mínimo pois já ninguém os quer aturar.
    Só olham para eles, numa visão puramente transacional, sem sentido de grupo, de esforço comum, de luta, seja ela qual for.
    Pior ainda, caracterizam-se igualmente por uma arrogância já dentro da má educação, de resposta rápida, mas bruta e desprovida de qualquer sentido analítico, de controlo emocional ou de saber-se simplesmente SER.
    Ficam sensibilizados com o gatinho abandonado, mas nada lhes diz o estado a que chegámos como sociedade ou o pedinte cheio de frio ou de fome ao seu lado.
    Há dias ouvi alguém dizer algo que me bateu relativamente a estas gerações:
    "Têm canudo, mas comportam-se à mesa como verdadeiros labregos"
    E isso carateriza muito bem o facto de nada terem aprendido a nível social e de socialização.

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  21. Isto está mesmo muito mal. Até os pais que se esforçam para que os filhos tenham um canudo e gabam-se de tal feito - o meu filho anda na universidade, a minha já tirou a licenciatura com média de 18, vai para a empresa tal mas como engenheira pois estudou e os outros operários que se lixem - e depois tecem estas considerações sobre eles. Quer dizer, sobre colegas porque se os filhos forem ultrapassados por quem não estudou cai o carmo e a trindade. Enfim...

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  22. A posição forçada dos sindicatos tem muito que se lhe diga. Mas ninguém se iluda pois por eles nada se fazia.

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  23. boa tarde,
    Alguém me sabe como se processa as licenças sem vencimento para oficiais de justiça? Existe? Posso requerer em que termos e de que forma?
    Desde já obrigado...

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  24. Líder dos licenciados16/2/24 19:36

    Colegas venho dar novas ideias para a manifestação, devíamos levar um garrafões de vinho, e comida e mesas portáteis, e musica pimba, aproveitar para fazer um convivio, não é só olhar uns para os outros e ficar la feito mumias...

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  25. Pena nāo ter dado ideias aos colegas para um folheto informativo aos cidadāos mais simples, menos massudo, com gráfica mais atrativa para ser lido e entendido rápido.
    Menos palavras diziam tudo e nāo começar o folheto pelas horas nāo pagas, pelo aumento do salário, acho
    nāo estar correto. O resto seria no final, mas.... quem sabe, sabe.

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  26. Pessoa das 13:06:

    Saiba que a ignorância por vezes é uma benção.
    Como disse o outro cinquentão " era a sua tia" e nāo é bichinha, diz-se fila !? ?!

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  27. Existe e pode pedir à DGAJ. Veja condições no artigo 280° da Lei 35/2014 de 20JUN -LGTFP.

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  28. O Lider dos Vendedores de caixoes16/2/24 23:48

    E não esquecer um caixão...
    Isso sim seria o toque

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  29. É pela elaboração de documentos como este que as reivindicações dos OJ não têm credibilidade. Pedem suplemento de disponibilidade permanente e pagamento de horas extraordinárias. Até me admira não pedirem também subsídio de trabalho por turnos porque, segundo dizem, saem constantemente de madrugada quando já não há transportes.
    Depois falam do risco que correm nas penhoras de bens móveis como se ainda houvesse essa prática atualmente nos tribunais. E colocam a notícia de um agente de execução que morreu, mas que, pasme-se, não era oficial de justiça. Tudo serve para defender o que se pretende. Que falta de verdade.

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  30. Tem toda a razāo. Lutar, mas mostrar sempre factos verdadeiros. Quando há interrogatórios fora de horas, era aí que deviam comparecer e esperar pelo final deles como fazem os jornalistas. Depois, explicariam as condições em que se trabalha, horários, remunerações de início de carreira , etc.
    Mas nunca se viu nada , nada. E as oportunidades têm sido muitas. Os mais velhos dormem, os mais novos no computador ou discoteca.

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