O Programa para a Justiça da Aliança Democrática AD

      Começamos ontem uma ronda e síntese pelos partidos políticos que atualmente não detêm representação parlamentar e, a partir de hoje, iniciamos uma abordagem aos programas dos partidos políticos e coligações que detêm atualmente representação parlamentar.


      Nos próximos dias, e até ao último dia de campanha eleitoral, vamos apresentar os programas eleitorais dos 8 partidos com assento parlamentar na atual legislatura, concorrentes a estas eleições legislativas cuja votação ocorre no próximo dia 10MAR, na parte que disser respeito aos Oficiais de Justiça, à justiça e, ou, aos trabalhadores em funções públicas, na parte que interessar aos Oficiais de Justiça.


      Este é o foco: esmiuçar os programas naquilo que puder interessar aos Oficiais de Justiça.


      Cada dia apresentaremos um dos 8 partidos ou coligações, sendo apesentados por ordem alfabética da sua denominação. Assim, a ordem será a seguinte:


      – Aliança Democrática AD
      – Bloco de Esquerda BE
      – Chega CH
      – Coligação Democrática Unitária CDU
      – Iniciativa Liberal IL
      – Livre L
      – Partido Socialista PS
      – Pessoas, Animais e Natureza PAN


      Os eleitores que forem votar decidirão por si e também pelos que não forem votar ou que votam em branco ou que anulam o voto. Seja qual for o número de votantes, abstencionistas, votos brancos ou nulos, serão sempre os votos válidos, e apenas estes, que decidirão a composição da nova Assembleia da República, isto é, serão os votantes que elegerão os 230 deputados que representarão todos os portugueses, mesmo os que não querem saber disto para nada.


      Em cada circunscrição eleitoral (distrito) os eleitores desse círculo eleitoral elegem os candidatos das listas desses distritos. Apesar dos portugueses verem por todo o país e na televisão os representantes dos vários partidos, serão poucos a votar realmente neles, uma vez que só os eleitores dos círculos pelos quais eles se candidatam poderão votar nesses e não o resto do país.


      Por exemplo: o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, concorre por Aveiro, pelo que só os residentes no distrito de Aveiro podem votar nele, todos os demais, por mais que votem no PS, nunca votarão nele, votarão noutros, nos candidatos do seu próprio distrito.


      Como dissemos, estas eleições destinam-se a eleger os 230 deputados na Assembleia da República e não, propriamente e diretamente, um primeiro-ministro.


      Postas estas explicações elementares, que ainda não são claras para todos, passemos ao programa de hoje.


      Portanto, hoje, começamos pela coligação da Aliança Democrática (AD), coligação que é composta pelo até agora maior partido da oposição, o PSD, e por dois partidos atualmente sem representação parlamentar: o CDS-PP e o PPM. Poder-se-ia dizer que se trata de uma “troika” ou mesmo de uma “geringonça” de partidos, pese embora só se reconheça tal “geringonça” à Esquerda.


      Verificamos o programa desta coligação, naquilo que para aqui nos interessa, tendo constatado o seguinte:


      No primeiro ponto afirma “Porque é preciso mudar” e diz que “a justiça precisa de uma reforma sólida e não de alterações casuísticas. Precisa de uma reforma profunda, com um horizonte que vá para além de uma legislatura.”


      Para alcançar essa “reforma profunda” na justiça, a AD refere que “a reforma da Justiça deverá ser inspirada em dois eixos transversais fundamentais.


      Primeiro, é preciso desgovernamentalizar as escolhas políticas de Justiça. As políticas públicas da Justiça têm sido excessivamente governamentalizadas. O que não é compatível com uma matéria cuja dignidade político-constitucional postula uma visão exigente do princípio da separação e interdependência dos poderes.


      Segundo, impõe-se democratizar a Reforma da Justiça, gerando um consenso alargado, político e social, para que a mesma seja implementada com solidez e tenha resultados com eficácia.


      Em paralelo, devemos reconhecer que a justiça económica é um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável, a coesão social e a competitividade do país.


      Uma justiça económica que funcione de forma célere, eficaz e transparente é essencial para garantir a confiança dos cidadãos, dos investidores e dos agentes económicos, bem como para prevenir e combater a corrupção, a fraude e a evasão fiscal. Neste domínio, Portugal ainda enfrenta vários desafios e problemas, como sejam a morosidade e a complexidade dos processos, a falta de recursos humanos e materiais, a insuficiência de meios alternativos de resolução de litígios, a desigualdade no acesso à justiça, a falta de transparência e de prestação de contas, e a insuficiente articulação entre os vários intervenientes do sistema.


      No âmbito do combate à morosidade da justiça e do tratamento da litigância complexa, a solução terá de passar por várias medidas, algumas das quais requerem intervenção legislativa, outras decorrerão da introdução de uma nova visão do processo, que estimule a adoção de novas técnicas de gestão processual, para além de uma cultura de eficiência nos tribunais.


      O montante elevado das custas judiciais representa muitas vezes um obstáculo no acesso dos cidadãos à justiça. As custas de um processo devem ser claras, transparentes, determináveis e previsíveis. Devem ser ajustadas ao serviço efetivamente prestado e pagas em função da situação, circunstâncias e da posição das partes.


      Nenhuma Reforma da Justiça pode lograr sucesso sem o empenho e a motivação de todos os seus agentes.


      É urgente atrair talentos e valorizar a carreira dos magistrados. Assim como valorizar as carreiras dos funcionários da Justiça e dos Guardas Prisionais. É, igualmente, fundamental que os tribunais disponham de todas as condições físicas, administrativas e financeiras, que garantam o seu normal funcionamento.”


      No segundo ponto, intitulado “Metas”, o programa da coligação indica o seguinte:



  • “Atingir, de forma significativa, uma redução substancial da duração efetiva dos processos judiciais;

  • Expandir o acesso à Justiça, especialmente para as populações mais vulneráveis;

  • Fortalecer as medidas de combate à corrupção, com resultados efetivos;

  • Implementar sistemas de tecnologia da informação mais eficientes para agilizar os processos judiciais e melhorar a transparência;

  • Estabelecer programas de formação contínua para magistrados e demais agentes, nomeadamente, focados em questões emergentes como o direito digital e ambiental;

  • Promover uma Justiça económica célere e amiga da competitividade e do desenvolvimento;

  • Aumentar o recurso a meios alternativos de resolução de litígios.”


      No terceiro ponto, intitulado “Medidas”, lê-se o seguinte:


      “Propor a criação de uma Comissão Permanente para a Reforma da Justiça (CPRJ), a funcionar preferencialmente junto da Assembleia da República, com a seguinte missão:



  • Apresentar uma Proposta de Reforma Integral e Integrada para a Modernização do Sistema de Justiça;

  • Apresentar, num prazo máximo de três meses, uma Proposta de Medidas Urgentes para a Jurisdição Administrativa e Fiscal, elaborada a partir de contributos já existentes, com vista à respetiva implementação imediata;

  • Criar um mecanismo permanente de avaliação das pendências e celeridade processual, através da publicação de um relatório anual;

  • Avaliar a exequibilidade de uma alteração constitucional, no sentido de:

  • Incluir a celeridade no artigo 20.º, da CRP, “como uma das respostas exigidas ao sistema de justiça”, como “característica geral do sistema”;

  • Clarificar o estatuto de todos os juízes, forma de designação, duração dos mandatos, garantias de inamovibilidade, entre outras matérias;

  • Garantir a independência financeira do sistema de justiça;

  • Consagrar as diversas dimensões da independência judicial:

  • Liberdade de julgamento e de decisão;

  • Liberdade contra injunções ou instruções externas;

  • Liberdade de ação, de responsabilidade.

  • Clarificar a posição constitucional do Ministério Público como uma magistratura autónoma, hierarquizada, independente do poder executivo.

  • Promover o estudo e um amplo debate sobre as vantagens e desvantagens da unificação da jurisdição comum com a jurisdição administrativa e fiscal, no sentido da existência de uma ordem única de tribunais, um único Supremo Tribunal e um único Conselho Superior da Magistratura Judicial.”


      Sob o título “Celeridade Processual”, o programa da AD elenca os seguintes aspetos:



  • “Desenvolver alterações da legislação processual penal no sentido de combater a formação dos chamados megaprocessos, que entorpecem a ação dos tribunais e se arrastam anos a fio, frustrando a aplicação de uma justiça célere e eficaz;

  • Proceder à revisão das normas processuais, nomeadamente em processo civil, em processo penal e em processos administrativo e tributário, de modo a reduzir as situações em que, injustificadamente, é possível a apresentação de expedientes processuais com a única finalidade de atrasar a marcha do processo;

  • Rever o regime geral de contraordenações, harmonizando os regimes setoriais;

  • Estimular a adoção de novas técnicas de gestão processual e que contribua para a edificação de uma cultura de eficiência nos tribunais, nomeadamente através de:

  • Cumprimento efetivo pelas secretarias dos tribunais e pelos magistrados dos prazos já previstos na lei para execução dos atos processuais;

  • Diminuição da extensão das peças processuais, incluindo decisões dos tribunais;

  • Melhoria dos procedimentos para citação e notificação de partes e intervenientes acidentais;

  • Agendamento das diligências judiciais com prévia (e não subsequente) articulação de agendas entre os intervenientes;

  • Aumento do número de salas de audiência disponíveis, por forma a evitar retardamento nos agendamentos;

  • Reforçar a disponibilização de assessores para as magistraturas.”


      Com a denominação de “Justiça Económica”, vêm elencados os seguintes aspetos:



  • “Criar uma unidade para recuperação dos atrasos nos processos, priorizando os mais antigos;

  • Apoiar e fomentar a especialização dos juízes, e não apenas dos tribunais, especialmente nas áreas de contencioso económico em transformação acelerada;

  • Reforçar e simplificar os procedimentos de resolução alternativa de conflitos no âmbito de causas de pequeno valor e de grandes litigantes, libertando os tribunais cíveis, e garantindo uma justiça mais rápida e eficiente;

  • Facilitar a recuperação extrajudicial das empresas, com a instituição de um procedimento de mediação extrajudicial entre credores e devedores, que incentive a negociação fora dos Tribunais, de modo a aumentar a celeridade nos processos de recuperação, que crie um clima de contexto favorável à recuperação de empresas em situação económica difícil, mas não insolvente, e que evite o anátema que constitui para a recuperação de uma empresa a intervenção judicial na homologação de uma recuperação empresarial;

  • Reformar os regimes de insolvência, com alteração de paradigma nos regimes de insolvência e recuperação de empresas, adotando as melhores práticas europeias no que respeita ao “cram-down” de credores para facilitação de acordos de reestruturação e no que concerne à facilitação de conversão de dívida em capital; mais responsabilidade (poder de negociação) atribuída aos credores; facilitação de financiamento “floating charge” (credores assumem responsabilidades de gestão em determinadas circunstâncias);

  • Agilizar os processos de heranças, em particular quando envolvam bens imóveis e participações sociais em empresas, facilitando o espoletar da sua alienação e/ou divisão (convertendo-se em liquidez essa parte dos ativos da herança), favorecendo em simultâneo a sua resolução fora dos tribunais e evitando pendências de décadas;

  • Simplificar os processos de registo de propriedade, combinando o registo de âmbito notarial e fiscal, e diminuindo os custos de transação em particular de propriedades rústicas de pequena dimensão, contribuindo para uma menor pulverização da propriedade e uma mais rentável gestão do território.”


      No que se refere à valorização das carreiras, consta o seguinte:



  • “Rever os modelos de formação contínua dos Magistrados;

  • Encetar um processo de revisão e valorização das carreiras profissionais, incluindo o estatuto dos funcionários de justiça e o estatuto profissional dos Guardas Prisionais;

  • Encetar um processo de revisão e valorização das carreiras profissionais dos Oficiais de Justiça;

  • Encetar um processo de revisão e valorização das carreiras profissionais dos Guardas Prisionais;

  • Garantir o reforço e otimização dos recursos humanos, bem como assegurar a qualificação dos profissionais para problemáticas criminais específicas;

  • Aprofundar a especialização dos magistrados.”


      De seguida, aborda o “sistema prisional” com cinco pontos:



  • “Alargar programas específicos de intervenção nas áreas da Saúde Mental / Toxicodependência / Novas adições e da Delinquência juvenil;

  • Reforçar e alargar as equipas de vigilância eletrónica;

  • Promover políticas de reforço da formação profissional e da recuperação da formação escolar dos reclusos;

  • Reforçar a prestação de trabalho a favor da comunidade como alternativa à reclusão;

  • Redimensionar a rede de Estabelecimentos Prisionais e das equipas de reinserção social e promover a diferenciação e individualização da intervenção dos Estabelecimentos Prisionais”.


      Por fim, neste capítulo dedicado à Justiça, o programa aborda o “acesso à justiça e funcionamento dos tribunais”, elencando os seguintes três aspetos:



  • “Promover a reforma do Regulamento das Custas Judiciais;

  • Atribuir autonomia administrativa e financeira aos Tribunais de primeira instância;

  • Requalificar os edifícios dos tribunais e reforçar o desenvolvimento dos respetivos equipamentos tecnológicos.”


Capa=ProgramaLegis10MAR2024=AD.jpg


      Fonte: “Programa AD”.


      Quer saber ou confirmar onde é que vai votar? Envie um SMS (gratuito) para o número 3838 com a seguinte mensagem: RE (Espaço) (Nº.CC) (Espaço) (Data Nascimento no formato AAAMMDD) e receberá a resposta de seguida. Por exemplo: um indivíduo com o cartão de cidadão nº. 123456789, nascido em 25-04-1974, enviaria a seguinte mensagem:
RE 123456789 19740425

Comentários

  1. Com a IL ao seu lado, bem sabemos todos o que aí vem para quem trabalha para o estado.

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  2. Sim. Vem aí a valorização em lugar de milhares de empregos públicos de fachada.

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  3. Realmente, com 50 anos de governos de esquerda, posso dizer que vivo como um rei, e mal posso esperar para a minha reforma aos 55 anos.

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  4. E tambem vem ai com a AD as 40h para os funcionários publicos sem qualquer aumento de salario correspondente.
    Está de volta o fantasma do Passos Coelho.
    Atenção, não estou a dizer que o PS é melhor. Esse desiludiu e muito.

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  5. Realmente, com 50 anos de governos de esquerda, posso dizer que vivo como um rei, e mal posso esperar para a minha reforma aos 55 anos.

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  6. A tia Katarina agradece o seu comentário. Dia 10 não se esqueça de votar com a mão esquerda.

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  7. E os sindicatos andam a entregar o caderno
    reivindicativo aos partidos. Mais do mesmo. Se viessem para os tribunais trabalhar, isso é que era assunto. Mas tá queto. São pessoas muito importantes e andam em aparições para consumo interno.

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  8. Somos mesmo muito otários, ainda há quem vá votar no mesmo partido que nos últimos 9 anos só fez cocó na justiça, não quis saber dela para nada e o mesmo aconteceu na saúde e educação.

    Limitaram-se a repor os cortes da troika após um período de enormes sacrifícios gerido por um governo que conseguiu libertar-se das amarras do acordo feito pelo PS antes do tempo e contra todas as expetativas .

    Um governo que só pensa em TAP , TGV, aeroportos e renacionalização dos CTT e REN, mas que se esqueceu de todos os portugueses, dos que precisam de um médico, de um professor, e não lhes serve de nada o TGV ou o Aeroporto quando precisam de ir "parir" a Espanha os nossos "meninos de ouro".

    Só mentes muito tacanhas é que não vêm que é preciso mudar e pregam a teoria do medo, têm o cérebro formatado e não tem capacidade de se colocarem na posição do outro, do que está a seu lado e pensa diferente, que acredita num futuro melhor e não se resigna a este empobrecimento contínuo.
    Acreditar na mudança sempre fez bem á vida.

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  9. Líder dos licenciados27/2/24 10:01

    Venho.ordenar a todos os oficiais de justiça que leiam a seguinte noticia no j.n.: "Cada funcionário do Fisco vai receber mais de cinco mil euros de prémio."

    Esse prémio é fruto da cobrança coerciva.

    Porque motivo os oficiais de justiça não reivindicam o mesmo? uma vez que também trabalhamos com a ação executiva.

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  10. O PS não reverteu as medidas que eram apenas provisórias, segundo o fantasma Coelho, que teima em aparecer, ele o o diabo que tanto anseia por ver chegar. O homem parece um desterrado vindo da outra senh..digo...época, cada vez mais propenso a discursos extremados e intolerantes.

    Os Socialistas, por sua vez, viram nessas medidas "provisórias" uma forma de colocar contas em dia.
    Praticamente não aumentaram salários, mantiveram o congelamento de progressões e de anos de serviço quase na totalidade e por aí fora.

    E à boleia, pararam com as cativações centenas de organismos e serviços públicos, deixando de rastos e na ruptura total a saúde, a educação,a justiça e muitos outros pilares de um país que se pretende democrático e desenvolvido.

    Mas há algo que nunca esquecerei. A falta de coragem política na altura e agora de taxar devidamente quem tem tido lucros escandalosos, face à miséria generalizada que se vive na população. Meio milhão de portugueses em pobreza severa ou no seu limiar. Classe média em grandes dificuldades económicas. Pequenas e médias empresas em dificuldades constantes, sempre a precisar de se financiar para o que quer que seja.
    E depois, vemos a banca - aquela que Passos tanta pressa teve em ajudar, com base na mentira da exposição à divida global - a gerar lucros astronómicos !!

    E entretanto, além de um subsídio de férias, lá se foram dias de férias, lá se foram promoções e subidas de escalão, lá se foram anos e anos de serviço que mais tarde pagaremos na reforma com língua de palmo e meio.
    O que era exceção, tornou-se regra.
    O PSD virou as costas ao Povo há muito. Aliás, ideologicamente, esta expressão "POVO" incomoda-os.
    Para estes, o que importa são as empresas e os seus lucros, numa perspectiva bacoca e maldosamente ingénua da teoria do trickle down economics. Como se as grandes fortunas que se têm visto a ser geradas e o paralelo aumento da miséria não fossem prova cabal de que tal teoria é uma farsa criada por Reagan e Friedmanh nos anos 80 e que tantos economistas teimam em alimentar.
    E mesmo que queiram associar a produtividade aos salários - coisa estatisticamente impossível pois há variáveis que não permitem tal raciocínio e esses mesmo economistas sabem-no muito bem - fiquem então sabendo que desde há mais de 30 anos que a produtividasde em Portugal tem aumentado muito mais do que os salários. Mas muito mais !!

    Mas o ajuste da inflação e políticas de massacre de quem trabalha, não tem permitido um crescimento igual dos salários. Este factor o a realidade de que os lucros não são divididos por empregados, mas sim por acionistas, tem trazido uma desigualdade de rendas abismal, um fosso assinalável.

    Ora este voltar de costas do PSD ao POVO, associado a uma aliança com liberais económicos cuja filosofia é exatamente fundada nestas permissas odelógias de economia para ricos, cria o caldo perfeito para um governo sem preocupações sociais, sem perspetivas de melhoria da qualidade de vida da classe média - bem antes pelo contrário. Estas ideologias protegem o capital a todo o custo !!

    E por isso mesmo, não contem comigo para mais coelhices.
    Ando a pagar bem pago o preço destas ideologias.

    O gestor que vê no corte de salários dos seus funcionários a solução para a capitalização da sua empresa, não é bom gestor. Faltam-lhe ideias e coragem para as realizar e assim ficam-se pela mediocridade.

    Foi exatamenteo que Coelho fez. Atacou quem trabalha para o estado com tudo o que podia. Até hoje.
    Havia outras soluções óbvias.
    Mas faltou discernimento e coragem.

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  11. É por isso que temos que manter quem lá está, nos mesmos moldes e com as mesmas pessoas desde 2015.
    O trabalho realizado é tão bom mas tão bom, que é uma pena aquelas pessoas deixarem de nos governar.
    A saúde está melhor, o ensino também, as forças de segurança nunca estiveram tão bem, a pobreza está erradicada, o alojamento está acessível para todos, carga fiscal mais baixa do que nunca, os transportes são ótimos e de grande qualidade, e sei do que falo porque ando diariamente na linha de Sintra, os serviços prisionais estão igualmente bem e sem qualquer problema, as secretarias dos tribunais também estão excelentes e com muitos trabalhadores mantendo o serviço em dia e funcionários cheios de alegria e felicidade.
    Enfim, como é que as pessoas não apreciam estas qualidades ao fim de 9 anos depois de terem chegado ao governo.
    São uns ingratos.

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  12. Em vez de colocar macaquices...leia bem o que foi escrito !!!

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  13. Para o futuro do OJ votar ad ou ps é a mesma m erd@. Apenas o cheiro muda...


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  14. Pergunta aos sindicatos.

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  15. AI! AI! Que dor de ... ... ... CORNO!!!!

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  16. É quase isso, no entanto, o nosso futuro próximo passa por aí ..
    Infelizmente!

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  17. NEM MAIS....BANDO DE TÓTÓS

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  18. ENTREGA DO CARTAO DE SÓCIO, JA.

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  19. pobre da cuca27/2/24 13:24

    10:19: fantasma do Coelho? Olhe que o fantasma do Cavaco é bem pior. De vez em quando lá sai e anuncia, não com as mesmas palavras de Coelho, que o diabo vem por aí!
    Bem esperaram mas se ele apareceu, terá sido em forma de pandemia, mas foi bem derrotado. Que não volte.
    Agora, a desenterrar fantasmas, só vai jogar contra o próprio psd . Não digo ad, porque acho que é mais um erro de casting. Nāo se pode voltar atrás e hoje o cds que não existe no Parlamento foi abandonado por muitos que foram para a "Nova Direita" e o PPM também nada acrescenta ã coligação.
    O programa transcrito para a justiça, da AD é extenso, vai a todas, mas com algumas ideias vagas, sem concretizar medidas para os fins que se pretendem.Mas isso faz parte da propaganda eleitoral de quase todos.

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  20. O verdadeiro diabo é não haver um único partido de jeito!

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  21. Com certeza que se lembram dos vossos tempos de estudantes!
    Havia uma espécie de inteligência média, e depois havia alunos que se destacavam pela positiva e pela negativa. Também é assim com os países, com as pessoas desses países.
    No caso português, a inteligência não impera. Não é só assim com comum cidadão de rua, mas, infelizmente, com o empresário e o político.

    Reina a mediocridade na política nacional e, como bem dizia Luís de Camões - "Fraco rei faz fraca a forte gente".

    Abraço.

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  22. Concordo com o comentário do anónimo das 10.13.
    Infelizmente o PS não é muito melhor do que o PSP do Passos. Está igualmente comprometido com o grande capital e as regras de Bruxelas que favorecem os bancos. O povo e a classe média vão continuar a definhar pois na ideologia das elites governantes existem somente para produzir e pagar impostos. É a realidade desta vida e deste paradigma da sociedade actual.

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  23. Os país ricos precisam sempre da mão de obra barata!

    Já viram o Sr. rico sem empregada para lhe limpar a casa ou cozinheira para lhe fazer a comidinha!...

    De que lhe serviria a riqueza?

    Eis o nosso papel, subserviência mal paga!...

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  24. "pais" = "países"

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  25. Como queremos ver este país de bananas a bater no fundo, tal a roubalheira que sai sempre mal para os acusadores, já é habitual, aqui em casa vão seis para o Chega.

    Rebentar de vez com este país de corruptos nunca culpados fruto de leis, leis e mais leis nas quais os mesmos se penduram!

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  26. Tanto recurso, do recurso, do recurso.


    Dasse.....

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  27. Esta secção de comentários ao tema em apreço é mesmo o reflexo do país.
    Uns não prestam e andam por cá desde sempre, pelo menos em democracia.
    Outros, como nada presta, há que escolher aqueles que sabemos não serem capazes de nada, exceto mentir, ameaçar e desrespeitar.
    Portugal no seu melhor.
    Relativamente aos sindicatos a mesma coisa!! Tudo descontente com o seu trabalho, mas quando se apela a filiação, participação e constituição de listas para concorrer, tudo assobia para o lado.
    O alheamento e o comodismo dos portugueses, no caso em apreço dos funcionários judiciais, contribui sobremaneira para a falta de qualidade e de visão de quem nos representa, tal como na política. A mediocridade é a marca que define este país.

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  28. Estamos a comentar partidos políticos e tal quando os dirigentes sindicais estão no poleiro há décadas. Um pertence ao ps e o outro ao psd. Quanto a resultados, cada vez pior. Será que o problema está mesmo na cena partidária?

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  29. Bem visto. E andam a entreter-nos com fotografias. O problema desta classe é que somos muito inteligentes para criticar os de fora enquanto os de cá dentro continuam tratar da sua vida e nós achamos muito bem.

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  30. Há décadas? O futuro presidente da camara da lousã está a mais de 25 anos sem pôr os pés numa secretaria e ainda acha que nos representa. Um oficial de justiça sem ter trabalhado nos tribunais. Vergonha

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  31. Rádio Observador agora 19.15 horas, debate sobre o judiciário.

    Falam, falam e ....
    Vazio.

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  32. .... "Falar com os vários operadores judiciários, Juízes, Advogados, Solicitadores, Policias e Guardas"...

    Falta alguém, não falta?!

    9 to 5, Forever.

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  33. Ninguém nos liga e porquê? Desliguem as redes sociais e liguem o cérebro.

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  34. RTP notícias:

    13 de abril de 2011:

    "... O Ministro das Finanças alertou para o risco de uma ruptura de financiamento. Numa entrevista à agência Reuters, Teixeira dos Santos revelou que o país só tem garantido dinheiro para mais um mês e meio...."

    E a culpa é do Pedro Passos Coelho?!...

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  35. É só comentadores políticos por este espaço. Venha quem vier só mudamos para melhor se estivermos para aí virados. Tudo o resto é propaganda política. Comecemos por nós e depois, seja quem for, apresentamos a nossa visão , desde que seja convincente. A mudança cabe-nos a nós.

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  36. Só pessoas com memória curta se esqueceram já do que fez, muito mal feito, Paula Teixeira da Cruz, à justiça!

    Só pessoas com memória curta se esqueceram das medidas para além "Troika" como corre nos salários e retirada,sim, retirada dos subsídios de natal e férias, levando, por exemplo, ao desaparecimento da dita "classe média" e ao suicídio de alguns funcionários da administração pública!

    Não esquecendo dos convites, de Passos Coelho, para o êxodo jovem que ao estado muitos milhares de euros custaram para formar ou, ainda, as suas constantes "mentiras" e contradições como, por exemplo, o corte nas reformas e o "brutal aumento de impostos" quando havia afirmado que "jamais" (outro que tal) o faria!

    O português tem memória curta e gosta de ser sodomizado, vem já desde os romanos e Viriato só existiu um.

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  37. Por isso é que em 2015, ganhou as eleições.

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  38. Sim, Paula Cruz, Celeste Cardona e outras pérolas...

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  39. Ainda bem, assim só se estraga uma família.

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  40. É normal que sejam seis.
    A burrice tb se herda.

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