O tefe-tefe dos Oficiais de Justiça
Mais uma vez, os Guardas Prisionais levam a cabo uma greve às diligências nos tribunais.
O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) justificou a ação de protesto com as mesmas reivindicações da última greve. Entre essas estão a "valorização dos profissionais" e a "reestruturação de suplementos remuneratórios", bem como “aprovação do sistema de avaliação de desempenho dos profissionais do corpo da guarda prisional já concluído”.
Este reatar da greve às diligências ocorrerá em todas as unidades, afetando, portanto, todos os tribunais, estando já a decorrer, desde 13FEV até 25FEV e uma nova, de continuidade, de 26FEV a 09MAR.
Com estas greves, o transporte de presos para os tribunais volta a estar comprometido.
O aviso prévio de greve foi enviado ao primeiro-ministro e a vários elementos do Governo, aos executivos regionais da Madeira e dos Açores, à diretora-geral da Administração e Emprego Público, à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, e aos diretores das prisões.
Para além desta greve, o sindicato dos Guardas Prisionais já anunciou uma greve total para o dia 22 de fevereiro.
Já em 31 de janeiro os guardas prisionais cumpriram um dia de greve total, tendo, entretanto, recebido a promessa do Governo de que até março haveria a aprovação do sistema de avaliação e desempenho.
Os guardas prisionais têm também marcado presença nos protestos das forças de segurança no último mês, motivados sobretudo pela questão da atribuição do subsídio de missão à PJ que deixou de fora, não só a guarda prisional, mas também a PSP e a GNR.
Todos os Oficiais de Justiça sabem e bem recordam o êxito obtido com a greve às diligências encetada pelos Oficiais de Justiça no ano passado, nunca considerada ilegal, apenas atípica, com um parecer repleto de insinuações idênticas àquelas do recente acórdão do colégio arbitral, que a DGAJ ousou reproduzir, para obter o mesmo medo, indicado aquele disparate de que os filiados de um sindicato só podiam fazer as greves desse mesmo sindicato e não do outro.
Com as insinuações últimas do colégio arbitral quase ninguém se amedrontou, mas antes, com o tal parecer que nada conclui, mas que apenas produz insinuações para casos hipotéticos, o amedrontamento intoxicou muitos, desde logo o sindicato convocante que deixou cair essa eficaz greve aos atos.
Faz agora um ano que a DGAJ ameaçava tudo e todos com a marcação de faltas por greve a quem fazia greve aos atos, tendo mesmo conseguido que muitos Secretários de Justiça marcassem faltas de presença a quem estava presente e depois acabasse a DGAJ a anular todos os registos das greves, mesmo aqueles em que os Oficiais de Justiça estiveram mesmo ausentes por ter aderido à greve das tardes do SOJ. Tudo foi anulado e ninguém teve faltas por greve naqueles meses.
Esta greve dos Guardas Prisionais nunca foi objeto de pareceres, de insinuações, de amedrontamentos ou de ameaças, apesar da produção de opiniões que, no entanto, não intimidaram esses profissionais que acabam de demonstrar estar unidos, firmes e sem medos.
Será possível cumular mais greves às que já estão em curso, designadamente após o dia 10 de março? Claro que sim, desde logo o retomar da greve aos atos.
Será possível cumular às greves em curso outras ações como concentrações, missivas ou cartas abertas, entre outras iniciativas? Claro que sim e é isso mesmo que está a acontecer, agora com iniciativas nascidas no seio de Oficiais de Justiça não organizados nas estruturas sindicais. São conhecidas as últimas iniciativas da missiva com abaixo-assinado e das concentrações do próximo sábado, ações que começaram já a despertar a atenção da comunicação social, no entanto, sabemos que já se estão a cozinhar outras iniciativas, por outros Oficiais de Justiça, para levar a cabo depois deste sábado. No entanto, não são iniciativas tão determinantes como uma greve aos atos, cujo injustificado temor se sobrepõe à necessária coragem e à indispensável ousadia.

Fonte: “Lusa/Observador”.
Vamos a ela. Greve aos actos, por tempo indeterminada.
ResponderEliminarEstou por tudo.
Cobardia, ou covardia, não falta por aqui, nos tribunais....
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ResponderEliminarNossos sindicatos são muito brandos!
Porque será??
Assim, de pantufas não se consegue nada.
Será que os advogados dos sindicatos não podem aconselhar como montar uma estratégia de jeito??
Andamos há 30 anos nisto de pantufas?
Qual o resultado?
Sim, também sr fernando Jorge, também você que fez? Letra
Nada de novo na vida de suas majestades, e o mesmo se passa com as suas saúdes.
ResponderEliminarSó não vê quem não quer!
Politizar a justiça não foi o anunciado mas foi o que sucedeu ao longo dos anos, lentamente os membros da UEC (união estudantil comunista) e da juventude socialista universitária da década de finais de sessenta e primeira metade de setenta, ocuparam cargos importantes, também na justiça, e a pouco e pouco foi ganhando forma um certo predomínio ou tendência partidária.
ResponderEliminarO SFJ tem medo da greve aos actos!
E o SOJ, por onde anda? Porque é que não alinha numa greve aos atos? Para haver força deviam ser ambos os sindicatos a tomarem posição de força. Vamos a ver o que vão fazer.
ResponderEliminarO SFJ tem um dirigente que é militante de um determinado partido e que por estes dias se presta ao favor de fazer pouco barulho.
ResponderEliminarSe faz bem ou mal, cada um de nós decidirá, pois que o afastamento da luta pode ser entendido como um ato democrático ou então como favor ao amigo do partido de que faz parte.
Certo é que não nos serve, a visibilidade da nossa luta é cada vez mais um frame de segundo rapidamente esquecido por quem tem tido memória de peixe.
É a vida...
O blogue diz que a greve aos atos foi um êxito??!! Conseguimos tudo.
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ResponderEliminarFoi a única que fez estrebuchar a tutela!
Foi um êxito na perspetiva da adesão muito grande que teve e foi isso que se conseguiu, a par de um grande alvoroço em reação, não se tendo conseguido o que realmente interessava, porque a greve acabou descontinuada.
ResponderEliminarAcha mesmo? Não se apercebeu dos insultos entre colegas? E só não conseguimos os intentos porque a greve não continuou? Muito bem! É o que temos.
ResponderEliminarOuvi dizer que o Marssal no próximo sábado vai aparecer na manifestação de tractor agrícola
ResponderEliminarNão será de tractor mas de carroça puxada por burros
ResponderEliminarEu é que dei a ideia de inovar na manifestação e por acaso até tenho trator as tantas levo mesmo o meu...
ResponderEliminarJá chega de manifestações insignificantes e silenciosas.
Mais uma vez, parabéns ao maior fornecedor de ideias deste Blog!
ResponderEliminar👏👏👏👏
💪
O melhor é seguir o conselho do SOJ de hoje: ler páginas e páginas de programas dos partidos,como se o pessoal acreditasse no cumprimento de tantas promessas.
ResponderEliminarAli é que estão os maiores fornecedores de ideias, só para inglês ver/ler.
Passou o Carnaval, o dia dos (e)namorados, agora é altura de ler carradas de coisa nenhuma e meditar para o voto consciente??!!!!
Só ontem, após terminar aquela "vergonha" de se manterem detidas 3 semanas, pessoas que segundo entendimento do Magistrado não cometeram qualquer crime, é que os politicos começaram a falar de Justiça, mas só ouvi um comentador a falar na falta de meios : de funcionários .
Como explicar ao cidadão esta situaçāo, mesmo que o processo prossiga?
Tantos meios desbaratados para pouco ou nada, por enquanto é o que parece....!!?
Afinal qualquer oficial de justiça - não filiado em qualquer sindicato - pode fazer as greves em vigor ou não? Obrigada.
ResponderEliminarEsta pergunta não pode existir sequer.
ResponderEliminarBem me pareceu, mas é uma questão que tem sido levantada…
ResponderEliminarSim, tem razão, há ainda quem tenha dúvidas, porque a intoxicação promovida com o intuito de quebrar as adesões às greves, acabou por quebrar a imunidade de grupo que existia infetando alguns. Se bem que muitos já recuperaram da infeção, ainda há uns resquícios da enfermidade aqui e ali. Proteja-se das infecções consultando a nossa página todos os dias, pois aqui encontra o diagnóstico, o tratamento e a desinfecção, no contraditório e nas análises clínicas, ou talvez: análises críticas. Usamos com frequência o Raio X para ver em profundidade e a ecografia para localizar a origem da maleita.
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ResponderEliminarObrigada ao serviço prestado por este blogue.
Por coincidência de tons laranja, o programa do PS é o único que não abre 😁
ResponderEliminarOutra coincidência curiosa é que o programa do Chega para a justiça, é +- copypaste das reinvindicações constantes de qualquer um dos avisos prévios das greves dos últimos anos.
A trafulhice e o oportunismo no seu pior.
Claramente nem sabem o que significam aquelas propostas, apenas as copiaram.
Que nojo de gente!🤮