O testemunho de uma desistente
No passado dia 23JAN publicamos aqui um artigo no qual atualizávamos o número de desistentes da carreira de Oficial de Justiça. De entre os que iniciaram funções e desistiram logo de seguida até àqueles que nem chegaram a iniciar funções, contávamos um total de 74 desistentes no universo do concurso que pretendia colocar 200 novos Oficiais de Justiça.
Perder 74 candidatos num concurso de 200 lugares, convenhamos que é um número muito considerável, mas saber que estão perdidos não só neste concurso de 2023, mas também em 2024 e em 2025 é bem pior, sendo mesmo péssimo quando sabemos que os candidatos passaram todas as fases para serem selecionados, designadamente a prova de conhecimentos que aprovaram, mostrando deter conhecimentos válidos para o exercício da profissão, a par do interesse em entrar para a carreira de Oficial de Justiça, para a qual até se prepararam durante, pelo menos, três anos, frequentando curso habilitante para tal efeito.
E desistiram, afinal, porque, em síntese, se depararam com uma vida de escravatura, longe de casa e dos seus, sem dispor de um vencimento em valor suficiente para, no mínimo, viverem de forma condigna e ainda porque não vislumbraram futuro que justificasse as privações do presente.
Por isso, os desistentes são expulsos por dois anos, conforme prevê o atual Estatuto no que se refere à falta de aceitação dos lugares das colocações oficiosas, portanto, quanto à falta de início de funções, como dispõe o artigo 48º, nº. 5, do EFJ, acontecendo isto porque também porque a entidade administrativa governamental gestora dos recursos humanos teima em disponibilizar lugares apenas para numa zona restrita, que retira toda a vida aos Oficiais de Justiça, não lhes permitindo concorrer a lugares em todo o país, como se o resto do país não necessitasse de ingressos.
As motivações para as desistências são quase todas iguais ou muito semelhantes, e nesse sentido foi deixado num comentário àquele mencionado artigo, que corresponde a um testemunho de uma Oficial de Justiça que ingressou e veio a desistir da carreira, pelos motivos que refere e a seguir vamos reproduzir.
«Fica aqui o meu testemunho. Fui colocada em Lisboa. Sou mãe de um menino de 3 anos. Sou casada. Dei por mim a ser "coagida" a trabalhar para além da hora, a perder constantemente a carreira num trajeto de quase 4 horas/dia de viagem, sem me pagarem as horas extra. Reclamei verbalmente e disseram que é assim! Inconstitucional! Portanto, serei fraca, terei perdido uma oportunidade e tinha mas é que aguentar pouco mais de 800€/mês, 4 horas de transportes, e mais de duas horas/dia para além do horário laboral não pagas! Saía de casa às 6 h para chegar, a maior parte dos dias, depois das 20 h. Estava com o meu pequeno 1 hora por dia! Não dá! Não tenho sorte na vida! A pensar que tinha feito uma boa escolha. As pessoas são más umas para as outras.»
Há muitos anos, os Oficiais de Justiça sempre aguentavam as colocações, apesar da deslocalização e apesar dos transportes serem piores do que atualmente, porque os seus vencimentos valiam cerca de dois a três ordenados mínimos e a movimentação, três vezes ao ano, bem como a permanente saída dos mais velhos e a subida nas categorias, permitia não só deter uma vida suficientemente digna, como ainda ter esperança num futuro melhor.
Com a destruição da carreira, travando a saída dos mais velhos e, assim, bloqueando as promoções, a par da depreciação do valor dos vencimentos, nunca atualizados e ainda congelados durante quase uma década, chegamos a este estado de degradação, de sobrevivência e de abandono.

Quando há fartamente para uns...tem de faltar para os restantes !!
ResponderEliminarÀ colega que fez o desabafo acima descrito: não diga que não tem sorte na vida! A sua sorte foi sair dos Tribunais! Vai certamente encontrar uma profissão onde será feliz e devidamente reconhecida e compensada! E as pessoas não são todas más umas para as outras...Infelizmente o ambiente nos Tribunais está completamente tóxico e degradado. Aqui, efectivamente as pessoas têm de ser más umas para as outras! É a lei da sobrevivência! Muitas felicidades para a colega e aproveite bem o convivio e a educação da sua filha que é o que realmente interessa!
ResponderEliminaros dirigentes dos sindicatos do setor (um auxiliar e um adjunto) nada ou pouco sabem de direito
ResponderEliminarcomo podem eles defender-nos
que sabedoria
sim, sabedoria e esperteza para se manterem no poder
é a sabedoria que têm
Bom dia!
ResponderEliminarNão preguei olho a noite inteira!
Asneirei e dei por mim a ver o debate televisivo, sempre na ânsia de ouvir algo que me acalentasse, que amainasse este sentimento de eruptivo, algo que nos devolvesse a esperança, que eliminasse esta angustia que carregamos todos os dias.
Mas, afinal, até poderia ficar toda a noite que não pescaria nada que me alimentasse a esperança e me desse o ânimo para iniciar a jornada seguinte com mais alegria.
Por isso começo o dia envolto numa tristeza profunda, este mundo não me serve, esta vida não me deixa viver, permaneço enclausurado entre a pequenez do pensamento sindical e o descaso, a indiferença incomensurável da tutela.
Somos como os filhos enjeitados, talvez a filha mais velha e solteirona que fica por ali, vai arrumando a casa, cuida dos mais novos e dos ais velhos também e até se acomoda com essa vida infecunda e de clausura, sem vida própria mas de inteira dedicação a quem por vezes se arroga no direito de exigir ainda mais sacrifício a quem já dá quase tudo de si.
Somos parvos e otários e assim continuaremos.
Não ouvi uma única palavra sobre justiça, e sobre tudo o resto ficaram-se pelas vulgaridades do costume, por meras intenções, uns de que tudo fique na mesma outros que se mude descendo dois graus na utopia para subir outros tantos na reserva do que diz.
Bom dia colega,
ResponderEliminarSempre que entro no tribunal o primeiro cumprimento dirijo-o sempre ao segurança, à senhora da limpeza e à telefonista, só depois entro no cubículo do trabalho e, com ligeireza e contrariado pela realidade, desejo um bom dia aos colegas mas que sei que só por ser igual aos anteriores já não o vai ser.
Sou licenciado, mas vejo ao meu lado pessoas melhores que eu, com mais humanidade, mais produtivas, mais dinâmicas e com capacidade de trabalho, e não são licenciados, são pessoas bem formadas e educadas e que dão o melhor de si.
Realmente tem razão na consideração que faz sobre os nossos líderes sindicais pois que, independentemente da sua formação e dos cargos que ocuparam, são pouco virtuosos, acomodaram-se a uma realidade que lhes empresta o seu ser - a luta constante por melhores condições e o perpetuar da reivindicação parece entreter-nos a todos e nos distrai da necessária avaliação da prestação dos mesmos - mas que não nos serve para nada.
O tempo de brandir a nossa bandeira, de tentar apanhar as promessas deitadas ao vento que fogem da boca dos seus autores como uma criança da escuridão, parece ter acabado, amainou como se vivêssemos num luto, em que a tristeza teima em esmorecer os nossos ímpetos de viver, em que tudo parece ruir à nossa volta, como se as alegrias vividas tivessem sido uma ilusão.
Mas não é assim, não foi uma ilusão, e o futuro pode ser mudado para melhor, se exigirmos o melhor de nós e o melhor dos outros.
Os sindicatos não estão a dar o melhor de si ou se o fizeram não estiveram à altura do que a classe exigia da sua prestação.
Precisam de uma verdadeira reflexão e se calhar de uma remodelação profunda.
São uns incompetentes, como nós porventura já fomos em algum aspeto da vida e assumir isso não é vergonha é antes uma virtude e requisito para se conseguir mudar o que está mal.
As maiores felicidades para os candidatos que tiveram o discernimento para ver que um futuro nos tribunais não ia ser vida para eles e saltaram fora a tempo.
ResponderEliminarCertamente vão conseguir uma vida melhor do que isto e a vossa familia vai agradecer um dia.
O que a colega diz, e bem, no seu testemunho é o grande problema entre nós: era obrigada a fazer mais horas. Era obrigada por quem? Por outros colegas! E termina referindo, as pessoas são más umas para as outras. A que pessoas se refere? Outros colegas é evidente. Aqui reside um enorme problema: há
ResponderEliminartraidores entre os oficiais de justiça e com traidores entre nós, nunca vamos alcançar nada.
Mas era obrigada, o quê? Ninguém obriga ninguém e a pessoa em causa só tem que defender-se disso. Não acredito, apenas acho que se enganou na escolha e vinha ver no que dava. Já teria ou tem outro lugar em mira para ir e fala assim. Há greve depois das 17. A nada podia ser obrigada, fazer ou não fazer.
ResponderEliminarA verdade por vezes custa dizer.
O Observador:
ResponderEliminar"Primeiro-ministro diz a polícias que ameaça a eleições seria "grave ato de traição à democracia"
Luís Carneiro classificou as ações dos Policias como um ato de insubordinação e de extremismo!...
Onde estavam estes Senhores em 2017!
J Público:
"Juízes aprovam greve que abranja o processo eleitoral autárquico
Decisão foi tomada neste sábado e pode comprometer o processo das eleições autárquicas agendadas para Outubro, caso a adesão seja grande. Associação sindical deixa porta aberta para solução negociada em 15 dias..." !...
Haja paciência para tanta impulsividade irracional!...
ResponderEliminarFalar assim é muito bonito quando não se está em regime probatório - que por si só condiciona a liberdade de decisão de qualquer pessoa com sentido de responsabilidade - ou então já se tem uma experiência e condição de vida que lhe permite tomar decisões.
ResponderEliminarJá não se lembra quando entrou para os tribunais ou então beneficiou de uma recetividade que não é muito comum nos serviços.
Eu conto com mais de 25 anos e vou-lhe partilhar uma historiazinha: nas primeiras semanas de uma primavera bonita - em maio de 1998 - fiquei no entremeio de dois colegas adjuntos que não se davam por nada, muito embora tenham sido muito amigos - vou-lhes chamar a Lúcia e Sérgio - fazia calor e havia uma ventoinha entre os dois que se encontrava virada para uma das secretárias e, porque desavindos, um deles pediu-me com toda a educação para virá-la para o outro lado, o que de imediato me aprontava para fazer quando fui advertido pela outra colega sobre quem mandava ali, gerando-se uma discussão acesa, com agressões verbais e ate mais, típica de uma banca de mercado, com ameaças recíprocas entre os dois colegas e eu, acabadinho de chegar, no meio da discussão e profundamente intimidado e a questionar-me onde me tinha metido. O ambiente era pesado, pesadíssimo, o serviço era muito, e a corrente de ar que fazia, conforme a proveniência, trazia consigo o murmurar de considerações depreciativas com o propósito de exercer uma pressão psicológica inaceitável e reveladora de falta de carácter, procurando que tomasse partido na contenda. A situação só ficou resolvida com a saída, primeiro de um e depois do outro colega, o trabalho continuou a ser muito mas fez-se muito menos com o bom ambiente entretanto criado.
Quantos colegas por esses tribunais não sofreram indigências bem piores que as descritas ...
Por isso é que em alguns serviços - como na AT ou no IRN - agora têm manuais de acolhimento, para integração dos colegas nas equipas de trabalho.
ResponderEliminarÉ um mundo diferente, de gente que evoluiu e não regrediu, como parece ter acontecido nos tribunais ...
Fala por ti.
ResponderEliminarA lei permite e esse senhor obtém.
ResponderEliminarÉ legal.
Não é?
Será que não mora?
DIAP! Onde andas?
Muito bem.
ResponderEliminarGostei do que escreveu e, na minha opinião, está inteiramente correcto na análise de toda esta situação que se vive.
Obviamente, pois não posso nem me atrevo a falar pelos outros, embora muitos dos que por aqui passam - por pertencerem a sindicatos - falam pelos outros, e tudo fizeram para que tudo ficasse no mesmo marasmo e assim aconteceu.
ResponderEliminarPor mim não era assim !
Se é verdade o que a senhora diz, e eu acredito que seja, pegue-se no seu testemunho e remeta-se ao Sr. PR, ao Sr. PM, à Srª. MJ, à Srª. Procuradora Geral, ao CSM, aos Srs. Juízes Presidentes, à OA e a todos os órgãos de comunicação social!
ResponderEliminarESTÃO À ESPERA DE QUÊ?!!!!!
O Colega comenta com moderação e até com alguma simpatia para com os demais.
ResponderEliminarNo que me diz respeito, e talvez em jeito de desculpa, para mim, com estes vinte e tal anos de profissão, é difícil manter o nível.
Não trato ninguém mal e a todos cumprimento, mas a parte da simpatia já foi ... e há muito tempo!
Sem esperança de mudança, mal pago e sem qualquer tipo de reconhecimento.
Ainda assim, gostei do que escreveu e da forma que o fez!
Não me atrevo a pedir o impossível.
ResponderEliminarNos tribunais já não existe aquela camaradagem de antigamente, e não é por culpa de quem ali trabalha, bem se calhar é um bocadinho pois é do senso comum que a democracia está em constante construção e exige a participação de todos em cada momento, a cada sopro de vida, seja com a denúncia do que está mal seja com a reivindicação para ficar melhor.
No nosso caso, dos oficiais de justiça, causamos impressão pela negativa.
Parecemos uns coitadinhos, uns pedintes, aceitando a situação "ta qual" sem qualquer intervenção ou atuação sobre a realidade existente - cada vez menos funcionários, cada vez mais velhos, cada vez mais cansados, cada vez mais desiludidos, frustrados e deixados à sua sorte.
Por estes dias pensar na justiça, para os políticos, é não falar nos casos mediáticos e que atingem quase todos.
Assim, pensa-se que se não se falar no assunto cai no esquecimento como aliás já todos nós caímos, pois parece que naufragamos no pensamento de quem dirige os nossos destinos também porque permanecemos ausentes na nossa própria luta.
Não somos solidários, pelo menos o suficiente, nem sequer bem formados para nos insurgirmos contra quem atua sem comiseração, muitas vezes com frieza de ânimo, desprendidos de qualquer humanidade.
Eu sinto o sofrimento de quem precisa de sobreviver e por isso há muito que perdeu a liberdade de escolher o seu futuro - são os outros que escolhem por eles.
Mudar ... é preciso!
Para a porcaria que tem vindo e para a que já há... Enfim...
ResponderEliminarSó sabem reclamar, em vez de aprenderem a trabalhar em condições e com o devido brio profissional, pois muito poucos o têm...
Haver compreensão e entreajuda até há, os auxiliares podem ajudar a tudo um pouco ... Já os adjuntos ajudar nas tarefas de auxiliares... São raras exceções... Que existem mas muito pouco...
ResponderEliminarSer simpático não é ajudar ... Ajudar é ... Ajudar sabemos como é... Há que mudar e urge acabar com a distinção sem sentido e desatualizada auxiliar/adjunto ...
Já para não falar das avaliações ridículas.... É só 0 à esquerda com muito bom...
Devemos exigir mas se não reconhecermos que este modelo está obsoleto, não resulta... E não mudar.... Ninguém nos vai dar nada...
Mudança urgente....
Ajudar era informar a colega dos seus direitos designadamente do direito à conciliação da atividade profissional com a vida familiar, consagrado
ResponderEliminarna alínea b) do n.º 1 do artigo 59.º da Constituição da República
Portuguesa, e nos termos previstos no artigo 56.º, no n.º 3 do artigo 127.º e na alínea b) do n.º 2 do
artigo 212.º, todos do Código do Trabalho.
A colega com um filho menor de 12 anos podia ter requerido um regime de trabalho na modalidade de horário flexível.
Ficaria dispensada, por exemplo, se assim o requeresse, a trabalho suplementar depois do horário normal de trabalho.
Lamento imenso, que ninguém a tenha informado dessa possibilidade!...
Toda a razão!
ResponderEliminarNem justica, nem educação, nem, nem da segurança, e muito pouco da saude, habitação e problemas dos serviços públicos em geral que estão tofos a ruir.
Que pobreza de politicos que não têm mínimas soluções para esclarecer.
Pobreza
É bem notória a desunião da nossa classe.
ResponderEliminarSempre foi assim.
Lamento.
Bem haja a todos.
Boa!
ResponderEliminarÉ gente que não presta!
Fazrm dos outros tolos!
Deve estar bem instalada e acomodada com a vidinha.
ResponderEliminarOu melhor, bem coberta.
Com esse paleio duvido que trabalhe numa secretaria.
ResponderEliminarCarreira que já foi.
E quem fica, na maioria gosta de ser escravo.
Felicidades para quem teve coragrm de sair, enquanto tem vida.
Força
Lamento dizer-lhe colega mas, ainda que agora lhe possa parecer que não, creia-me que fez a escolha certa.
ResponderEliminarEstou certa que a vida lhe dará a oportunidade que merece.
Quanto à forma como foi tratada, acredito em si. Eu já tive boas e muito más chefias. Hoje, de uns guardo memória e dos outros saudável distância.
Se quem vem trabalhar e nāo está informada dos seus direitos, lendo, perguntando, entāo veio para o sítio errado e só fez bem em saír. Lá fora será melhor informada já que os colegas năo o fizeram ...lol....e na privada são só rosas.
ResponderEliminarOficial de justiça ainda por cima trabalha com direitos, liberdades, garantias e nem os seus conhece?
Custa a crer com tanta informação que existe hoje em dia e por isso não se pode acreditar a 100% nas razões da ex-colega.
Tanta verborreia a sair desses dedinhos.
ResponderEliminarUma pessoa de boa fé não tem de se sujeitar, sob que pretexto for, à coação que nos tribunais existe. É um facto.
Deixe lá o comentário das 11.18h, depois de um inquérito desses que andam na berra, as notificações "para amanhã", tente!
A inconsequência do que escreve até dói.
Aparenta estar para aí numa daquelas "Locais" com 400 processos de pendência, a fazer capa, termo, cota, conclusão, só para que contabilize muitos atos para um muito bom à contrário sem serviço de monta.
Pense quando entrou!
Sabia tudo, correu tudo bem? Não teve de refazer atas , para além da hora, por capricho do decisor que às 16.50h de tal se lembrava?
Não avisava contas fora de horas, senão tinha missa cantada o resto do dia?
Ou seja, nunca esteve no lodo desta profissão, como certamente o "testemunho" terá estado ou para o qual foi atirado, tal é má gestão de recursos humanos da DGAJ, contando com os "ovos no cu da galinha".
Está à vista que uma pessoa de boa fé, civicamente culta, pede que lhe paguem as horas extras, como a CRP obriga e é socialmente correto, mas leva com pessoas, como o opinante das 11.18h, que lhe respondem, acomodados, "é assim"!
Fez muito bem.
Foi-se embora e terá sucesso e o ACT a quem recorrer no privado, coisa que aplicado aos Tribunais, ui, ui, era multa atrás de multa. Indemnização atrás de indemnização.