Oficiais de Justiça continuam discriminados

      Em 2018 o Governo iniciou um processo de descongelamento e de recuperação de uma parte do tempo congelado.


      A compensação pelo tempo congelado veio a ser estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 65/2019, de 20 de maio. Ao abrigo deste diploma, o Governo anuiu numa recuperação parcial dos 9 anos, 4 meses e 2 dias de congelamento, concedendo aos Oficiais de Justiça uma recuperação faseada, de seis meses de cada vez, até atingir um total de 2 anos, 1 mês e 6 dias.


      Esse Decreto-lei impôs algumas restrições, entre elas a de não conceder essa recuperação a todos os Oficiais de Justiça, estabelecendo restrição «Aos trabalhadores que, após o dia 1 de janeiro de 2018, tenham alteração do seu escalão ou posicionamento remuneratório, em resultado de promoção, não é contabilizado o período de tempo de serviço previsto no artigo anterior.»


      Ou seja, os Oficiais de Justiça então acabados de ser promovidos, apesar de terem estado os mesmos 9 anos e tal congelados, não tiveram nenhuma compensação, enquanto que os demais, obtiveram um total de 2 anos e pico de compensação.


      Desta forma, há hoje situações anómalas de Oficiais de Justiça com maior antiguidade na categoria a auferir menos vencimento do que outros que foram promovidos recentemente, tendo estes últimos beneficiado dos dois anos e pico de compensação e estando hoje um a dois escalões mais à frente dos outros que nunca acederam a esta compensação.


      Desde 2019 que aqui apontamos esta discriminação dos Oficiais de Justiça, embora na altura nem os próprios se apercebessem da desconformidade, uma vez que não havia promoções nenhumas. Atualmente, com o grande número de promoções recentes que se verificaram, as diferenças salarias tornaram-se notórias e alguns dos prejudicados em 2019 encetaram agora diligências no sentido de, por via de ações judiciais, recuperarem aquilo que o Governo lhes barrou há cerca de 4 anos.


      E vem isto a propósito da notícia ontem divulgada em vários meios de comunicação social e também pelas organizações representativas dos enfermeiros, de que o atual Governo – de gestão – que nada pode, segundo alguns; acaba de solucionar uma situação idêntica que bloqueou o mesmo descongelamento a alguns enfermeiros promovidos, facultando-lhes agora a mesma progressão que em 2019 lhes foi restringida.


      No caso dos enfermeiros a correção que o Governo ora se propôs tem a ver, não com tempo, mas com pontos, porque assim se conta a carreira deles. De acordo com as informações sindicais, serão centenas de enfermeiros-chefes, supervisores, especialistas e formadores que ficaram sem contagem de pontos para efeitos de progressão que agora os irão recuperar.


      O dito governo de gestão pode para os enfermeiros, mas não pode para os Oficiais de Justiça. Porquê? Porque ninguém lhe levou sequer a questão, embora tenham sido recentemente propostas ações judiciais nesse sentido.


      Em síntese é isto: os enfermeiros acabam de conseguir aquilo que os Oficiais de Justiça nem sequer tentaram, nem nunca incluíram nas suas reivindicações ou exigências, nunca tendo feito um greve sequer pela reposição desta injustiça.


      A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) dava ontem assim a notícia aos seus associados: «É como muita satisfação que anunciamos a correção desta injustiça que reivindicamos desde 2021.» e termina assim: «A ASPE agradece a todos os nossos associados que trabalharam para concretizar esta vitória. A ASPE mais do que reivindicar, faz acontecer!»


      Já o Sindicato dos Enfermeiros (SE) anunciava também ontem assim:


      «Depois de variadíssimas intervenções, o Governo veio dar razão ao Sindicato dos Enfermeiros, que assim viu finalmente reconhecido o direito de progressão dos enfermeiros que transitaram para uma categoria superior, nomeadamente os enfermeiros-chefes, os enfermeiros especialistas, os enfermeiros supervisores e os formadores em serviço por força de concursos realizados após 1 de janeiro de 2005.


      Recorde-se que, com a aplicação do Decreto-lei n.º 80-B/2022, que visou o descongelamento da avaliação de desempenho, muitos enfermeiros foram ultrapassados nas posições remuneratórias por colegas que, em concursos anteriores, não acederam a uma categoria superior.


      Na prática, o que sucedia é que os enfermeiros que haviam transitado para uma categoria superior nos concursos realizados após 31 de dezembro de 2004 viam a contagem de pontos para efeitos de avaliação de desempenho regressar a zero.»


      Pedro Costa, presidente do SE, salienta que “Repõe-se assim a justiça social” e recorda que “os colegas, apesar da maior diferenciação técnica na carreira, foram ultrapassados por outros com menos diferenciação por força de alterações legislativas e, sobretudo, do Decreto-lei que descongelou a avaliação de desempenho”. Pedro Costa acrescenta que esta situação gerou “um enorme mal-estar na classe”.


      Esta situação, mesmo a do mal-estar, é em tudo idêntica à situação dos Oficiais de Justiça.


      «Em todos os casos em que, por força da aplicação do Decreto-lei tenha havido uma inversão de posições remuneratórias, a situação terá de ser corrigida», defende Pedro Costa, lamentando que tenha sido necessário “mais de um ano e um período eleitoral para finalmente o Ministério da Saúde compreender o erro cometido”.


      Fica o exemplo para reflexão, especialmente pelos dois sindicatos dos Oficiais de Justiça,  que podem aceder às comunicações dos sindicatos (abaixo indicadas) e mesmo à documentação apresentada pela ASPE, para, no mínimo, poderem imitar estes sindicatos  dos enfermeiros.


MaçãsDuasDiferentes.jpg


      Fontes: estruturas sindicais dos enfermeiros: “ASPE” e “SE” e imprensa: “Público” e “Executive Digest”.

Comentários

  1. Pedir a reforma aos cinquenta anos é que é bom!

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  2. Francisco20/2/24 09:33

    Bom dia.
    Há ainda que considerar aqueles que foram promovidos a Escrivão Adjunto ou a Técnico de Justiça Adjunto com efeitos a 1 de setembro de 2017 que, considerando o disposto no n.º 2 do art.º 3 do referido diploma legal, que a seguir transcrevo: "Aos trabalhadores que, entre 2011 e 2017, tenham tido alteração do seu escalão ou posicionamento remuneratório, designadamente em resultado de promoção, contabiliza -se, nos termos previstos no artigo anterior, um período de tempo proporcional ao que tiveram congelado no seu escalão ou posicionamento remuneratório atual.” Que é exatamente o meu caso. Ou seja, contabilizaram-me uns míseros 36 dias em 3 anos (12 dias por ano). Neste momento, como acontece com muitos outros colegas, existem Oficiais de Justiça em categoria inferior e menor antiguidade a auferirem vencimentos muito superiores aos nossos. Bem como aqueles que foram recentemente promovidos a Escrivão Adjunto que passaram para o 4 escalão de adjunto enquanto eu e muitos colegas passamos agora para o 3.º. Espantosamente, a nossa carreira deve ser a única em que os 3 primeiros escalões de uma categoria superior (Escrivão Adjunto) são inferiores o último escalão da categoria imediatamente (Escrivão Auxiliar). Isto, como é óbvio, sem nunca colocar o mérito destes colegas. Mas que é uma injustiça é…. No entanto, este meu/nosso caso não é o mais grave e escandaloso, existem colegas ainda mais injustiçados …

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  3. Adolfo Dias20/2/24 09:35

    Pessoalmente não estranho esta atitude por parte dos nossos sindicatos. Nem estranho a atitude do governo pois é esta a imagem de marca desde 2015, uns são filhos outros enteados.
    Caso a cor politica do governo mude, o que eu não acredito, aí sim, iremos ver os sindicatos mais agressivos e com outro tom nas reivindicações.

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  4. E porque quanto aos oficiais de justiça que andaram como eventual desde 2001 a 2005, a fazer o mesmo serviço que os provisórios e não lhes foi possivel obter um escalão??

    foram roubados num escalão??

    Porque sindicatos não dizem o que vão fazer?? será que temos que meter ação individual para obter um escalão que nos roubaram??

    questiona-se sindicatos e dgaj e nada dizem porquê??

    palhaçada! roubalheira!

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  5. É o meu caso.~
    Transitei de auxiliar no último escalão para adjunto, no quarto escalão.
    O último escalão de auxiliar é um aumento de quase 200 euros.
    Certamente, quando fizeram a tabela julgaram que ninguém estaria mais de 20 anos á espera para subir à categoria a seguir....

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  6. Faz este ano sete anos que ocorreram as promoções de 2017.

    Em 2018 foi publicado o diploma da recuperação de serviço que prejudicou e continua a prejudicar muitos colegas que foram naquela ocasião promovidos.

    Apesar de diversas vezes denunciada a situação, a verdade é que passaram todos estes anos e os sindicatos nada fizeram.

    Urge, de uma vez por todas, meter uma acção em tribunal para vermos restabelecida essa desigualdade e injustiça.

    É para isso que pagamos as quotas!

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  7. Em tempos idos remeti uma comunicação ao SFJ e uma outra ao SOJ a alertar para a situação. Não obtive nenhuma resposta. Hoje não sou sindicalizado...

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  8. Sindicatos nada faze quanto aos eventuais!

    E por acaso há algum desses eventuais que faça parte da ação quanto aos provisórios e que tenha sido notificado?

    Muito se agradece que se algum tenha sido notificado nessa ação que informe para se saber o desfecho dos eventuais.

    Obrigdao a todos

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  9. Maria Cristina Melo20/2/24 13:15

    Não cabia aos Sindicatos terem negociado na altura?

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  10. Temos o que merecemos, ponto!

    Depois de devidamente avisados, é incompreensível e acima de tudo imperdoável que se queira que tudo fique na mesma.

    As propostas de quem governou nestes últimos anos e quer assim continuar - a governar num desgoverno generalizado - parece que estão a ter bom colhimento entre a população.

    Assim, parece-me que tudo vai ficar na mesma, e por isso ficaremos a ver navios mais um bom par de anos.

    Os cinquenta anos do 25 de abril mereciam uma alternância democrática - a revolução de abril não foi feita para que um partido governasse "ad aeternum" .

    O ócio instalou-se de forma generalizada nos serviços - não há expetativas de carreira pelo que também não nos merece uma maior dedicação - sentimo-nos derrotados.

    Sempre pensei que a nossa vida fosse feita de mudanças - pois lá diz o poeta "quem muda Deus ajuda" ...- a pensar num futuro melhor.

    Sucede que, há quem pense que tudo está bem assim - somos pobres de espírito - e que o nosso destino fatídico está traçado: caminharemos para a pobreza felizes e contentes ...

    Eu não me resigno a esta situação.

    Devemos lutar pela memória de quem já partiu, pelos seus esforços, e acreditar que valeu e vale sempre a pena uma mudança pois foi a essa a crença que nos libertou de uma ditadura às claras e que agora se quer impor mas às escuras (em Portugal ao que parece, querem-nos fazer crer que só há um partido capaz de governar, precisamente o mesmo que nos levou a várias bancas rotas e nos leva devagarinho para a cauda da Europa ...) .

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  11. até pensei que estivesse a falar dos nossos sindicatos

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  12. Tem que se reformular isto, primeiro por todos os auxiliares e adjuntos nos escalões acima de uma nova categoria base de técnico superior de forma a tornar esta carreira atrativa.

    Nessa carreira pluricategorial de grau funcional III de natureza especial só poderem concorrer á primeira categoria de Chefia ao fim de 12 anos e nota de mérito, após uma prova de exame escrito poder subir.

    Estas categorias têm que ter vários escalões e um regime especifico de avaliação próprio adequado á nossa profissão com a obrigatoriedade de todos os anos serem revistos os números clausulos dos quadros das unidades de processos/inquéritos, sem estar neste particular dependente da DGAJ, mas sim por força de lei.

    Só assim se pode voltar a ter uma carreira de Oficiais de Justiça condigna ás suas tão nobre funções.

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  13. Tem que se reformular isto, primeiro por todos os auxiliares e adjuntos nos escalões acima de uma nova categoria base de técnico superior de forma a tornar esta carreira atrativa.

    Nessa carreira pluricategorial de grau funcional III de natureza especial só poderem concorrer á primeira categoria de Chefia ao fim de 12 anos e nota de mérito, após uma prova de exame escrito poder subir.

    Estas categorias têm que ter vários escalões e um regime especifico de avaliação próprio adequado á nossa profissão com a obrigatoriedade de todos os anos serem revistos os números clausulos dos quadros das unidades de processos/inquéritos, sem estar neste particular dependente da DGAJ, mas sim por força de lei.

    Só assim se pode voltar a ter uma carreira de Oficiais de Justiça condigna ás suas tão nobre funções.

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  14. E continuar a lamber as botas aos magistrados

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  15. sim, e quanto mais sujas melhor!

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  16. Informação útil.

    Brutos ou líquidos?

    Obrigado.

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  17. Mario de Sousa20/2/24 17:14

    Anónimus versus .....

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  18. Aqui nada...de notificações ou dinheiro sentenciado há tempo de mais....

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  19. Já vão dois...

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  20. Sindicatos representativos dos Oficiais de Justiça, existem?

    É que procuro, procuro e não encontro nenhum!

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  21. Sou como o meu líder, licenciado e mestrado em Direito.
    Vou mas é concorrer ao CEJ!

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  22. Prometo, quando for juíz, tratar bem os Oficiais de Justiça.

    Tenho a ideia de os dispensar da Audiência de Julgamento, pois nada na lei obriga aqueles outros a estar em tal situação.

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  23. Acabei de ver os resultados das inscrições para o curso na Católica.

    Apresentam as horas de inscrição dos aprovados, mas sem qualquer forma de poder impugnar a lista na medida em que ninguém está identificado.

    No meu caso, tomei nota do momento preciso em que submeti a candidatura.

    Eram 09: horas e 34 minutos !!

    Mais uma a somar a tantas outras atitudes déspotas.

    Quanto mais opacas as coisas, mais azo dão à suspeita.

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  24. Não se entristeça.

    Só lá iria perder tempo.

    É mais uma "formação" para aproveitar fundos europeus.

    Não lhe dá acesso a nada restrita de aplicação aos tribunais.

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  25. Precisamente por saber que todos os lugares já estavam reservados, nem me dei ao trabalho de submeter o que quer que fosse ...

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  26. Para quem vai ao cursinho da católica, que o coma guisado com batatas ...

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  27. Quando fores juiz já não haverá um único oficial de justiça nos tribunais ...

    Uns estarão debaixo da terra, outros reformados e outros a trabalhar na Mercadona.

    Vais ser tu a pores a cassete a gravar e a fazer a chamada no átrio...

    E a fazeres a acta ...

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  28. Curso cujos conhecimentos terão de ter a provação do sr. magistrado

    tretas


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  29. Acta, outro grande anacronismo dos tribunais.

    Está tudo no digital e nós nas atas.

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  30. O PS e muitos analistas estão muito indignados com a manifestação não comunicada dos Policiais ontem junto ao Capitólio!...

    A pergunta que se coloca é se a "claque" da juventude do PS que se manifestou junto ao Capitólio, em momento anterior, a manifestação dos policias, foi comunicada e estava autorizada?!...

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  31. Várias vezes ao longo destes anos fui alertando pessoalmente alguns dirigentes do SFJ para a injustiça que estava a ocorrer em relação aos colegas que trabalharam exatamente o mesmo que os outros mas nunca tiveram direito à recuperação de um dia que fosse, e que o sindicato deveria tomar agir judicialmente para corrigir tal situação. A resposta foi impreterivelmente sempre a mesma: "Os colegas afetados deveriam despoletar o processo e o sindicato depois agiria". Ao que eu respondia sempre, quando foi a acção dos secretários não precisaram que ninguém despoletasse o processo, nuns casos agem de uma forma e em outros de forma diferente?
    Posto isto, os sindicatos não agiram porque não quiseram. Porquê? Perguntem-lhes quando os virem nas acções de campanha eleitoral a abanar a bandeirinha...

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  32. Os policias e os Oficiais de Justiça têm sido os enteados deste socialismo!

    Sujeitos a uma obrigação mútua e permanente para com as elites deste socialismo de caviar.

    A vassalagem, personalizada nos deveres de continência e de vénias permanentes!...

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  33. Em 23 anos nem ao 6 escalão cheguei.
    A 3 meses de alcançar o 6 ° escalão, na ordem de €1500,00 cheguei ao 3°escalao de adjunta, na ordem de€1499,09 para desenhar exatamente as mesmas funções e ganhar menos.Esperar mais um ano para ganhar mais €40,00.

    Se me sento com sorte, nem por isso.

    E obvioque não podia propriamente passar a ganhar menos ( já aconteceu por acaso).

    Mas há que não a concorde com tanta sorte, há.

    Também há quem não concorde que os destacados ganhem o dobro, sentem se revoltados.
    Ou seja, uns contra outros.

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  34. Queria dizer da ordem dos €1500,00 para €1400,00 e não €1499.00, menos €100,00 sensivelmente, para fazer o mesmo trabalho de auxiliar.
    Que sorte a minha, até é invejada

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  35. Não, não me parece que sejamos amigos uns dos outros, sinceramente.
    Já estou por tudo.
    O papão não é propriamente o que era esperado.

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  36. E o auxiliar que faz o mesmo trabalho do adjunto - e mais, com sala - e ganha menos?
    Não sei quem menos sorte tem.

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  37. Culpa de algumas chefias.
    Que fazem uma gestão interna muito injusta dos recursos humanos - serviço.
    Se olharem para as coisas tal como elas são, com "olhos de ver", as maiores injustiças diárias são perpetuadas pelos superiores.
    Que se esquecem que já estiveram na categoria "inferior".
    E que são igualmente oficiais de justiça.
    Que são colegas.
    São chefes sim, mas não são patrões.

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  38. Contem comigo para mais uma ação.

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