Oficiais de Justiça enviam missiva a 34 entidades
Acabou por ser enviada esta semana passada, na sexta-feira 02FEV, a missiva dirigida a 34 personalidades e entidades, cuja subscrição, apesar de inicialmente se restringir a um pequeno grupo de Oficiais de Justiça de Penafiel que tomaram a iniciativa, em poucos dias acabou assinada por 1454 Oficiais de Justiça em todo o país, contando com a iniciativa individual de Oficiais de Justiça não organizados dentro das estruturas sindicais.
Já aqui demos conta desta iniciativa espontânea de Oficiais de Justiça que, incomodados com a falta de ação, ou pouca ação, dos sindicatos, não só levaram a cabo esta iniciativa como ainda as concentrações agendadas para o próximo dia 17FEV.
A dita missiva, que é dirigida a mais de três dezenas de entidades e personalidades, começa assim:
«É com preocupação e desespero que dirigimos esta missiva a Vossas Excelências, na ânsia de que alguém olhe, “com olhos de ver” para a nossa causa.»
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) pronunciou-se em nota sindical desta sexta-feira 02FEV, nestes termos:
«O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) felicita todos os colegas pela iniciativa “Missiva para a classe”, em prol da união de todos os Oficiais de Justiça e com o objetivo maior de continuar a dar visibilidade à nossa causa.»
Pode aceder à dita missiva, através da hiperligação que segue: “Missiva enviada a 02FEV2024”.
É com grande prazer que assistimos a estas iniciativas que demonstram a existência de Oficiais de Justiça inquietos e irrequietos com o estado da carreira e que não estão dispostos a esperar pelas iniciativas de outros, designadamente, quando tardam em chegar.
O incómodo não pode dar lugar à desistência nem os contratempos e as contrariedades podem resultar numa rendição, por isso estes sinais de vivacidade são tão importantes.
É também com muito gosto que vemos como o nosso Grupo Nacional no WhatsApp, criado em 2019, grupo aberto a todos, serviu, e serve, de veículo de discussão e de impulso a estas iniciativas, par além de todos os dias fomentar a troca de informação e de opiniões.
Os Oficiais de Justiça têm perdido muitas batalhas, é certo, mas ainda não se mostram vencidos, simplesmente porque alguns ainda não se resignaram, porque nem todos vergaram com o peso da luta ou com o cansaço da perseverança.

ResponderEliminarObrigado à malta de Penafiel
E obrigado a este blogue!
Contra a inacção sindical e da tutetela.
Como ouvi um destes dias alguém dizer a sensura também é feita quando os governantes ignoram as manifestações e reivindicações de quem no dia a dia vê e sente o degradar dos serviços. Ou seja o silêncio da tutela é uma forma encapotada de sensura, o assobiar para o lado é uma forma de sensura.
Gentalha que nos governa ditadores encapotados.
Fora!
Para "sensurar" melhor é estar calado. Estamos cada vez mais desconsiderados pela falta de conhecimento de tanto "doutor".
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ResponderEliminarClaro, como diz o 1º comentário, quando o governo e essa gentalha que lhe dá cobertura, calam, estão a censurar.
Afinal a censura graça por todo lado.
Pensei que era só no tempo do Salazar!
Tem que se fazer algo como os policias e agricultores, caso contrário já fomos!
Aguenta Camões ...
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Isso! Voltar à escola e aprender a escrever.Censurar daquela forma fal mal à visão.
ResponderEliminare "grassa"
ResponderEliminarCada tiro...
ResponderEliminarEntra com o nono ano e sai técnico superior! Essa é que é essa!
ResponderEliminar«Sensura» ???
ResponderEliminarÉs tu grande líder ?
Eh pá, não digam isso senão os gajos lá em baixo vêem e ainda vão dizer que ganhamos muito ...
ResponderEliminarLi no texto «...porque nem todos vergaram com o peso da luta ou com o cansaço da perseverança ...»
ResponderEliminarQuando uma minoria, mesmo que encapotada por um conjunto vasto de sindicalizados apenas para beneficio dos seus protocolos - não sei se serão mais que um quinto (1/5) - se diz representativa de toda a classe e se arroga no direito de decidir sobre os nossos destinos, sem nos auscultar, sem perscrutar os nossos anseios, os nossos medos, fica bem explicita a ideia de "defesa dos nossos interesses" que ao fim e ao cabo se traduzem apenas em incentivar os funcionários não sindicalizados a proceder à sua inscrição, e aumentar a sua receita.
Muito gostaria que num futuro próximo fosse, esta ferramenta de controlo das massas, deixasse de fazer sentido, o que significaria que a nossa classe teria alcançado o que tanto almeja desde há muito tempo.
Volto aqui a classificar os oficiais de justiça - classe de que eu faço parte, cada vez com menos vontade confesso - SOMOS UNS OTÁRIOS!
Por estes dias a senhora Ministra da Justiça e o senhor SEAJ estão muito quietos - não se ouve um barulho , um ruído que seja, apesar de terem sido os autores deste descontentamento generalizado das polícias!
ResponderEliminarA Ministra e o SEAJ, aprestaram-se a definir um plano de recrutamento e a melhorar as condições dos profissionais da PJ sem se articularem com o Ministro da Adm. Interna, e agora têm nas mãos um problema que se avolumou como uma bola de neve e não se sabe quando vai parar e, pior que isso, prevendo-se um governo do PS não se sabe como será resolvido, uma vez que o dirigente máximo do partido "se fechou em copas".
No que nos toca a nós, aos oficiais de justiça, vigora aquela lógica matemática - de menos com menos dá mais - ou seja, vamos ter mais do mesmo: mais trabalho com menos gente, gente com menos rendimento e que rende (produz) cada vez menos, menos saúde, mais despesas ... enfim mais tristeza que alegrias.
Vejam só que um dia destes a desilusão é tanta que nos vamos contentar com os 10% e ficarmos estagnados na carreira, sem promoções mas com palmadinhas nas costas e palavras mansas, pois somos bem comportados e somos como os cães rafeiros - "ladramos mas não mordemos e até gostamos das festas que nos fazem, muitas delas uns valentes pontapés nos rabo".
SOMOS OTÁRIOS E MAL PAGOS
Agora são também os guardas prisionais a reclamar a sua parte.
ResponderEliminarComo estão sob a tutela da nossa ministra da justiça estou a ver a minha vida a continuar a andar pra trás.
Até estes guardas vão ter prioridade sobre os oficiais de justiça.
Porca miseria.
Louvo a iniciativa mas a missiva parece muito fraquinha.
ResponderEliminarLogo no início leva com um termo em latim para se perceber que foi feita por um licenciado em direito.
Dizer que é a profissão com maior índice de burnout é simplesmente idiota porque quem diz isso nao analisou todas as profissões.
Pôr em causa acórdãos de tribunais e transcrever serviços minimos fixados? Tecer considerações sobre a PJ ou as outrs polícias?
Falar do esforço passado que já lá vai para justificar o presente?
Falar em reforma eficiente legislativa na justiça? Desta é que é a serio! Mais uma? Estejam é quietinhos para não estragarem ainda mais.
Muito fraquinho e percebe-se que não causa impacto nenhum em quem lê.
Acho também piada que para agradar a todos se fale no 12 ano ou que também exige licenciatura em area do direto, dá para tudo, licenciados e não licenciados.
Vi na TV a representante do sindicato da PJ dizer nós somos de grau 3 para justificar a diferença para os outros.
Uma confusão.
Não digam mal da Sra. Catarina, de cognome ,a fazedora
ResponderEliminarEla faz, os outros dizem, mas ela, ela faz. Não sei bem o quê, pois para o pingue pingue não leva jeito e para as escondidas também não
Frontal e transparente também o não será, portanto , alguma coisa fará, enquanto está no ministério, nem que seja tomar chá, com os seus pajens, vulgo secretários de estado, administradora e vice
Se fosse noutro país, chamar-lhe-iam incompetentes, nas eu não, eu sei que ela promete e faz, só não sei o quê.
Dia 17 todos para a rua, exigir também dos sindicatos luta musculada, um mês de greve, já.
Essa conversa do mês de greve, que periodicamente repete, pode, de tão repetida, enganar os leitores. Desde logo porque o sonho de uma greve de um mês não passa de um sonho. Ninguém faria uma greve de um mês, nem seria possível que não levasse com uma boa carga de serviços mínimos. Por outro lado, essa greve de um mês já existiu em janeiro, existe agora para todo o mês de fevereiro, existe para todo o mês de março e existe ainda para quase todo o mês de abril (até ao dia 26Abr). Meses inteiros com greves que abrangem todo o dia e só com uns serviços bem mínimos, em três manhãs da semana. Portanto, quem quiser fazer um mês de greve pode fazê-lo já este mês, no mês que vem ou no seguinte e já poderia tê-lo feito no mês passado também.
ResponderEliminarE a greve aos atos? Este blogue está esquecido?
ResponderEliminarVergonha o Fernando Madureira a ser ouvido no Jic apartir das 18:00 vergonha, mais um funcionário a ser escravizado....vergonha
ResponderEliminarNem mais um dia faço, quanto mais um mês!!
ResponderEliminarE nem um sindicalista à porta com uma bandeirinha e uma t-shirt preta ...
ResponderEliminar😪
Estão mais preocupados com a derrota do PS nos Açores!...
ResponderEliminarEsse funcionário tem opção de fazer greve.
ResponderEliminarO que leva um colega a não dizer não ao trabalho depois das 17h?
Ou será que ja estão a pagar horas extra?
É por medo? Vergonha de ficar mal perante o juiz?
Que raio de obrigações para outras pessoas tem um oficial de justiça para ter de ficar depois da hora numa altura destas em que estamos a lutar por melhores condicoes?
10% e uma latinha de vaselina e não se fala mais nisso ...😏
ResponderEliminarO brio profissional chega a ser masoquista.
ResponderEliminarResposta ao blog
ResponderEliminarComo bem sabe, um mês integral de greve continua não é a mesma coisa que manhas de greve e tardes de greve, a que cada um adere quando quer de firma intermitente . Umas vezes podem estar 2 por cento de greve, outras 5 ou até 0.
É quase como comer uma panela de sopa durante um mês, um pouquinho de cada vez, ou num único dia, os efeitos são imensamente diferentes, dada a intermitência do alimento
Assim, um pouco desiludido mas respeitando o seu comentário, mantenho que a marcação de uma greve, desde já , antes das eleições, para efectuar junto às férias, antes ou depois, era a melhor forma de luta.
Porém respeito outras formas de pensar, até porque , já tivemos tantos resultados positivos com estas formas de luta eficientes, que sera de continuar com as mesmas.
Todos, menos eu, que sou bruto e teimoso e nem sequer licenciado sou .
Boa noite a todos, bom soninho, vir dormir, em vez de ler
cde ljta eficientes, adiferentes
que de tão sabis de cada qual e had OC de greve
ResponderEliminarContinuem a trabalhar fora de horas, escravos
E de borla
E paguem para ser escravos
Vá lá
E deixem- se de
sensuras e censuras
Eheheh
Escravos
Uma manhã mais uma tarde faz um dia inteiro. O facto de haver quem adira nuns dias mais do que outros, aplica-se a todas as greves, sejam elas de dois ou três dias ou de um mês. Não se vislumbra qual a diferença que alega.
ResponderEliminarReitera-se, os Oficiais de Justiça podem atualmente fazer greve um mês inteiro, de manhã e à tarde, à hora do almoço e depois das 17H00, todos os dias, havendo dias sem quaisquer serviços mínimos, com a vantagem de poderem aderir às greves de forma ainda mais livre, fazendo um dia completo em dois dias, ou seja, por exemplo: uma tarde e a manhã do dia seguinte. As possibilidades são maiores e mais vantajosas do que uma alegada greve que fosse decretada para um bloco de um mês, atacada por serviços mínimos que seriam máximos, dos quais estas greves atuais se livraram por terem sido convocadas em momentos diferentes e não de uma só vez.
E a macacada lá continua no TIC do Porto, noite dentro...
ResponderEliminar😂
Greve!
ResponderEliminarÉ como as quotas sindicais!
Nem mais uma!
Vão encher o mealheiro à custa de outros!
9 to 5
Porque se deu a isso.
ResponderEliminarAté para o domingo mostrou disponibilidade!
Andor.