Os 8 longos anos de governo PS

      Nos últimos 8 anos de governo PS os Oficiais de Justiça não melhoraram em absolutamente nada a sua carreira, apenas tiveram perdas sucessivas que desvalorizaram cada vez mais as suas carreiras.


      O Ministério da Justiça não serviu para o governo dos Oficiais de Justiça, bem pelo contrário, governou sempre contra os Oficiais de Justiça, apenas tendo sido possível aos Oficiais de Justiça ganharem qualquer coisa à custa de muitas ações em tribunal.


      Mas a ação do Ministério da Justiça e das entidades administrativas que atuam na sua dependência, tem tido uma atuação (ou falta dela) igualmente má.


      Hoje chamamos a vossa atenção para os estabelecimentos prisionais que, como sabem estão na dependência do mesmo Ministério da Justiça.


      As celas onde os nossos concidadãos detidos são “reabilitados” são celas bolorentas e com ratos que já custaram a Portugal 823 mil euros nos últimos anos, de acordo com as decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que ainda recentemente voltou a condenar Portugal que, neste momento, já oferece milhares de euros aos reclusos para evitar sentenças desfavoráveis.


      O estado em que o Ministério da Justiça dos governos PS mantém as cadeias custou-nos, nos últimos cinco anos e até agora, cerca de 823 mil euros, entre condenações e acordos amigáveis com os reclusos no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.


      São condições de alojamento que chegam a incluir o convívio com roedores, em celas bolorentas onde se defeca à frente do parceiro por não haver sequer cortinas que resguardem o mínimo de privacidade.


      Do rol de casos deste tipo decididos recentemente em Estrasburgo, aquele ao qual foi atribuída a maior compensação dizia respeito a um homem de meia-idade que cumpriu três anos de cadeia na penitenciária de Lisboa por violência doméstica. Partilhava uma cela de 6,85 metros quadrados com outro preso e, apesar de sofrer de insuficiência cardíaca e de diabetes, Joaquim Ferreira nunca recebeu a devida assistência médica.


      Além da infestação por ratos, baratas e percevejos, a queixa que apresentou no tribunal europeu menciona os problemas de falta de privacidade: a sanita instalada no cárcere não tinha qualquer cortina. Os banhos, esses eram quase sempre de água fria. “Mas o pior é a alimentação: servem aos reclusos carne e peixe podre e quem quiser complementar a magra dieta tem de recorrer aos produtos vendidos na cantina a um preço proibitivo”, descreve o seu advogado, Vítor Carreto, que já ganhou no tribunal europeu nos últimos anos quatro dezenas de processos por motivos idênticos e aguarda o desfecho de mais de uma centena.


      “As pessoas saem das cadeias transformadas em farrapos humanos”, lamenta. Sobreviver nestas condições sub-humanas, suportando um frio de rachar no Inverno e um calor asfixiante no Verão, valeu a Joaquim Ferreira uma indemnização de 15.650 euros, que irá receber já em liberdade: foi libertado no verão passado.


      Na condenação que fez do Estado português neste caso, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos explica que a falta de espaço vital – os reclusos passam horas a fio fechados nas celas – é crucial para qualificar as condições de detenção como degradantes. Tal como o facto de a sanita não se encontrar separada do resto da cela, situação considerada inaceitável. “As condições de detenção excederam o nível inevitável de sofrimento inerente à detenção e ultrapassaram o limiar de gravidade” previsto nas normas internacionais no que respeita aos reclusos, pode ler-se na sentença.


      Em parte das sete dezenas de processos contra Portugal tramitados em Estrasburgo nos últimos cinco anos, foi o próprio representante do Estado português a sugerir acordos amigáveis, com indemnizações suficientemente elevadas para conseguir o arquivamento, evitando assim mais condenações. Teve, para isso, de reconhecer a sobrelotação das cadeias portuguesas, bem como a falta de condições higieno-sanitárias.


      Mas o Governo português não o admitiu num caso considerado emblemático, o de um cidadão romeno que esteve na cadeia anexa à Polícia Judiciária, em Lisboa, tendo depois sido transferido para Pinheiro da Cruz. Neste último estabelecimento prisional, o detido passou 18 dias numa cela na qual dispunha de um espaço individual de 1,79 m². O restante tempo da sua estadia foi passado em grande parte numa cela individual de 3,58 m².


     “Nenhum dos fatores invocados pelo Governo poderia compensar a exiguidade deste espaço individual, visto que, mais uma vez, as instalações sanitárias só estavam parcialmente separadas do resto da divisão, por um muro com a altura de uma pessoa”, refere o acórdão do final de 2019 que fala de um tratamento degradante e desumano, obrigando Portugal a desembolsar uma compensação de 15 mil euros.


      As libertações antecipadas propiciadas pela pandemia, dada a impossibilidade de impedir a propagação de doenças infetocontagiosas neste cenário, solucionaram algumas situações de sobrelotação. Mas há locais onde pouco ou nada mudou: ainda recentemente Vítor Carreto recebeu fotos de uma latrina que os reclusos de uma cadeia do interior do país têm de tapar no Verão, para que os roedores não subam por ali acima. Ao contrário de outros colegas, este advogado não aceita acordos amigáveis: “O Estado português ofereceu-me 23 mil euros para um recluso que esteve oito anos e quatro meses na cadeia. Recusei”.


      Já este ano Portugal foi condenado a pagar 34 mil euros a um doente com esquizofrenia paranoica a quem não foram prestados os devidos cuidados médicos no Hospital Prisional de Caxias. Foi também representado por Vítor Carreto, que explicou como o recluso foi submetido a uma abordagem terapêutica baseada em medicação excessiva e injeções de efeito prolongado. Os juízes declararam que as condições de detenção a que foi submetido agravaram sem necessidade o seu estado de saúde, ao poderem ter exacerbado os seus sentimentos de aflição, angústia e medo. Padecia da mesma patologia o jovem de Beja que esteve 14 meses preso na cadeia da cidade, em vez de ter sido tratado em Caxias. No Verão de 2022 foi-lhe decretada uma indemnização de 27 mil euros.


      Contactado pelo Público, o Ministério da Justiça remeteu-se ao silêncio sobre estas indemnizações.


      E se a justiça nacional passasse a condenar o Estado português? A ideia tem feito caminho noutros países europeus e estava a ser discutida em Portugal, no seio de um grupo de trabalho criado pelo Governo para o efeito, mas a dissolução da Assembleia da República impediu que pudesse ir por diante nesta legislatura.


      Consiste na criação de instrumentos legais que permitam aos juízes de execução de penas que recebam queixas apresentadas pelos reclusos desencadearem processos contra o Estado português, condenando-o a criar condições mínimas de habitabilidade nas cadeias. Se desencadear esse tipo de processos se enquadra no conteúdo funcional da atividade desses magistrados é uma questão a ver, mas o surgimento desse instrumento legal, que passaria pela introdução de alterações no Código de Execução de Penas, poderia fazer com que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos olhasse para o que se passa nas cadeias portuguesas com outros olhos.


      Entretanto, nestes últimos 8 anos, o Governo remodelou as páginas institucionais na Internet, designadamente, a da DGRSP, entre outras, chamando a tudo “Justiça+Próxima” a par da instalação de telefones nos estabelecimentos prisionais.


      Já no dia-a-dia das pessoas, a vida desenrola-se em modo de reabilitação para integração na sociedade em condições como as das imagens que seguem.


      A realidade virtual e a realidade de facto, são coisas bem distintas, sendo os governos PS exímios na arte da magnificência propagandística virtual, distante do chão real onde vivem as pessoas não etéreas.


      Estes últimos 8 anos não foram uns oito anos quaisquer e o ano de 2023 não foi “O Ano dos Oficiais de Justiça”, como dizia a ministra da Justiça, foram apenas anos de trevas, para os Oficiais de Justiça, mas não só.


      Os Oficiais de Justiça continuam a ter nas prateleiras e armários muitos processos e até códigos, mas nas suas páginas não se encontram notas de euro, tal como também não têm caixas de vinho, mas caixas de cartão com papéis para tratar, igualmente sem milhares de euros escondidos.


      No entanto, os Oficiais de Justiça têm telefones, por eles falam e trocam mensagens e, caso estejam a ser escutados, muita conversa e tantos impropérios deveriam ser gravados, sobre o estado da profissão e sobre os decisores incompetentes que, no seu tacho, apenas conseguem escangalhar.


CelasLisboa.jpg


      Fonte: “Público”.

Comentários

  1. Anónimo7/2/24 09:15

    a inação dos dirigentes sindicais

    ou

    ação com objetivos que interessavam os associados

    mas,

    pelos vistos: inacessíveis face à ação dos dirigentes

    que só sabem pedir greve para se auto legitimarem

    ResponderEliminar
  2. Anónimo7/2/24 10:06


    Perdas na carreira sim,

    mas ganharam algo

    ganharam mais trabalho e mais doenças

    é isso senhores governantes e sindicalistas de gabinete

    ResponderEliminar
  3. Anónimo7/2/24 10:26

    O problema nos serviços públicos, máxime nos tribunais, relativo aos recursos (humanos) está diagnosticado:
    - para aliviar o défice público (ficou abaixo da barreira dos 100% ) tomaram-se decisões politicas: em lugar do investimento e renovação dos quadros de pessoal, de forma gradual, os valores necessários foram canalisados para o alívio do défice no mais imediato ( e não tinha de o ser, pois uma parte deveria ter-lhe sido destinada com um alívio mais gradual e estendido no tempo);
    - a par desse desinvestimento, decorrente das políticas pré-troika e negociadas com esta, os recursos não foram rejuvenescidos precipitando-se agora o envelhecimento generalizado dos quadros de pessoal;
    - a acrescer a requalificação dos serviços não aconteceu, mantendo-se os seus quadros com efetivos que ingressaram antes da era digital e mesmo da era informática, com as dificuldades que lhe são inerentes;
    - tudo aliado, e apesar da enorme experiência profissional, a produtividade não pode ser nem é naturalmente a mesma.
    - ademais, associado ao dever de auto-motivação, deveriam existir mecanismos de criação de dinâmicas de trabalho alicerçados na ambição, na expetativa de uma carreira profissional aliciante, bem remunerada o que não existe nem está a ser criado.
    - os tribunais foram completamente abandonados e confundiram os seus problemas com os das magistraturas a quem foi dada a maior atenção nos últimos anos.

    É preciso outra visão, uma qualquer solução, pois não podemos ficar num marasmo de ideias e, por estes dias, não há ideia nenhuma para a justiça!

    ResponderEliminar
  4. Anónimo7/2/24 10:42

    Colega,
    Os sindicatos são, historicamente, ferramentas de controlo de massas, frenadoras dos seus ímpetos reivindicativos e catalisadoras da ação reivindicativa conforme sirva aos partidos que os sustentam e argutamente controlam.
    É sabido que, por cá, é o PC e o PS quem tem mão nas estruturas, sendo certo que ultimamente criaram-se movimentos inorgânicos, outros nem por isso, que se distanciaram daqueles outros manietados pelos hábeis dirigentes com filiação partidária conhecida.
    São poucas as estruturas verdadeiramente genuínas na reivindicação de melhores condições para os profissionais que representam - conheço algumas no IRN/Conservatórias dos Registos e nos Trabalhadores dos Impostos - que se preocupam verdadeiramente com a sua classe e distanciam-se das querelas partidárias, pensam o futuro e a carreira é pensada sobre a realidade esperada moldada sobre o presente, na qual atua.

    Nós, no setor da justiça, pensamos por modas antigas, talvez dos anos sessenta, usamos mini-saias e todos nos querem "comer", basta alumiar um ideal mesmo que inalcançável ou até utópico que embandeiramos como se estivéssemos anestesiados ou ébrios, talvez drogados como se apurou no estudo da Raquel Varela.

    É preciso sair deste estado letárgico antes de mergulharmos num estado depressivo profundo, reivindicar soluções para os nossos problemas e fazer com que se pense nessas soluções para com isso melhorar as soluções.

    O setor não sobrevive a soluções ideológicas mas apenas e tão só realistas e viradas para um futuro que nos vai ser mais exigente.

    ResponderEliminar
  5. Anónimo7/2/24 10:59

    O mais estranho é que ninguém tem vergonha e como não dá votos ninguém fala no assunto!

    O crime mais hediondo que existe é aquele que é perpetrado por nós sobre quem está ao nosso cuidado.

    Como exigir dos outros o que não exigimos de nós?!

    Eu acredito que há pessoas boas e competentes e, por outro lado, só acredito na capacidade demonstrada daqueles que atuam na sociedade e dão provas da sua capacidade.

    Para mim, os governos deveriam obrigatoriamente de ter metade ou até mais de governantes conhecedores do setor sob a sua tutela.

    A incompetência dos carreiristas políticos não pode continuar a ser premiada com a atribuição de lugares tão importantes para os nossos destinos.

    Por isso o apelo a quem nos for governar no futuro - no que respeita à justiça - façam o favor de nos prestigiar com uma figura reconhecidamente competente e merecedora da nossa confiança, expurguem todos aqueles que ocupam o lugar por não haver outro cargo para si ou por procurarem apenas o prestígio do lugar sem curarem de se preocuparem com tratar os seus males.

    ResponderEliminar
  6. Anónimo7/2/24 11:13

    Concordo com muitos dos comentários aqui feitos, agora achar que o PSD fará melhor é de bradar aos Céus...
    Se estiveram atentos, o plano geral passa por reduzir impostos, não por aumentar salários... Fazem umas promessas a processes e polícias porque precisam dos seus votos....
    Mas aumentos esqueçam...
    É mais do mesmo PPP, dar aos grandes grupos económicos.... E respeitar aquela velha máxima... Quanto mais ricos estiverem os mais ricos, mais estes irão redistribuir a riqueza pelos demais... Bem sabemos como é distribuída a riqueza...
    Tenho visto neste forum muita propaganda política... Se acham que PSD é solução para nós... Abram a pestana... Cada um vota como quer claro... É legítimo... Eu pessoalmente há muito deixei de votar dos 2 principais partidos...

    ResponderEliminar
  7. Anónimo7/2/24 11:42



    9h - 17h

    nem mais um minuto

    ResponderEliminar
  8. Anónimo7/2/24 11:45


    E cada recluso custa por mês ao Estado o valor de quase dois salários de OJ...

    ResponderEliminar
  9. Anónimo7/2/24 11:48


    Se as formas de luta não mudam como esperar resultados diferentes?

    Na greve aos actos tudo tremeu!

    ResponderEliminar
  10. Anónimo7/2/24 12:15

    o serviço já está consolidado

    ResponderEliminar
  11. Anónimo7/2/24 13:03

    Nos - muitos -comentários de hoje não se falou no PSD.

    Mas até podia porque o colega é daqueles que pensa que se pode votar em todos menos no PSD ...

    ResponderEliminar
  12. Anónimo7/2/24 13:12

    A culpa não é do PS ou de qualquer um dos partidos! A culpa é dos sindicatos e de uma maioria de OJ que não querem mudança nenhuma, só um suplemento de 10 por cento! É uma vergonha! Esta classe precisa urgentemente de revisão da estrutura da carreira e de revisão salarial!

    ResponderEliminar
  13. Anónimo7/2/24 13:21

    Até as Secretas viram a sua carreira revista e aumentos salariais!

    ResponderEliminar
  14. Anónimo7/2/24 13:31

    Hoje foi noticiado que o PM António Costa aumentou o vencimento dos "Espiões"!
    Sim, aqueles que foram buscar o PC do assessor do Galamba.

    A incorporação dos 10% é que ficou para as calendas, mas a PJ não foi esquecida na viragem do ano.
    E no início deste ano já é bem visível outro ânimo como sucedeu com a viagem á madeira.

    Claro que pessoas mais felizes são maus produtivas.

    Mas quem é que quer saber dos oficiais de justiça? Ninguém, absolutamente ninguém!

    ResponderEliminar
  15. Anónimo7/2/24 13:37

    Ouvi um protocandidato a PM, muito indignado, a questionar o adversário sobre qual o serviço público que estava pior ou não funcionava...
    Responderam-lhe que deveria usar cotonete e óculos para ouvir e ver o que se passa á sua volta, fora da sua bolha.

    Parece que se exilou! Fala de uma realidade que, no seu pensamento, está distante da sentida pelo comum dos mortais.

    E os otários continuam com o seu apoio ... impressionante...

    ResponderEliminar
  16. Anónimo7/2/24 13:41

    Não há justiça nas decisões do atual governo.

    Dá -se a uns e não se dá aos outros como se impunha por uma questão de justiça, mas apenas porque sim, talvez por a cara ou a feição ser mais bem recebida ou quiçá a claque ser mais numerosa.

    Palhaçada e desgoverno...

    ResponderEliminar
  17. Anónimo7/2/24 14:00

    Concordo.
    Já aqui expliquei em quem e porque é que a maioria de nós votou (no Sócrates e no Costa) - somos uma classe envelhecida, em que mais de 2/3 estão no último terço da vida ativa, nasceram antes do 25 de abril de 74 e ficaram amarrados a uma ideologia, a uma ideia de sociedade em que, na sua organização, os lugares cimeiros são ocupados por gente do aparelho, não há lugar para o mérito pois este, nas suas conceções, só existem no seio do seu partido, nos apelidados de carreiristas.

    Ora os sindicatos como já referi por aqui são a longa mão de alguns partidos - no caso do PS - pelo que qualquer ação ou inação deve ser lida com esse enquadramento.

    Fazem-se umas grevezitas, enfim umas birras disfarçadas, para ao final do dia continuar tudo igual.

    Não contam comigo e com muito boa gente, colegas, que pensam como eu.
    Já não há paciência para esperar por qualquer sinal de melhoria que não se vislumbra nas pessoas que querem continuar a fazer-nos o mesmo que fizeram vai para quase 9 anos.

    Admiro e tenho muita consideração por pessoas como Sérgio Sousa Pinto mas abomino espertalhaços disfarçados de virgens arrependidas quando no seu âmago têm uma enorme vontade de mandarem à fava as promessas vãs, de despirem um fato de virtudes que lhe não servem!

    ResponderEliminar
  18. Anónimo7/2/24 14:04

    Precisamos de um novo projeto de estatuto - para ontem!

    ResponderEliminar
  19. Anónimo7/2/24 14:12

    É preciso atribuir a cada um o que é seu por direito e já não por dom de caridade!
    Não somos - não devíamos ser - uns meros pedintes, que pedincham pela migalha que lhe vai amainar a dor no estômago, mas que não lhe permite saciar a fome ou provir de alimento suficiente para se erguer e conseguir lutar contra as injustiças da vida.

    A verdadeira liberdade, de espírito e de pensamento, alcança-se quando é providenciada a segurança, a certeza de que nada lhe faltará nas decisões que tomar.

    Quando começamos a viver um sentimento de dependência da bondade dos decisores, que decidem dar a uns e a outros segundo a sua vontade e sem aparente citério de justiça, ficamos aprisionados pelo temor reverencial que dele emana - Um diabinho parece querer sentar-se no ombro e dizer-nos : cuidado é melhor assim do que mudar porque pode-se ficar pior do que se está!

    Por isso, de tempos a tempos, é preciso alternância e mudança ou transformação para não ficarmos aprisionados.

    Viva a liberdade, obrigado 25 de abril!

    ResponderEliminar
  20. Líder dos licenciados7/2/24 14:39

    Acha que isso resolve alguma coisa?

    ResponderEliminar
  21. Líder dos licenciados7/2/24 14:44

    Uau o que você faz é incrível...acha que resolve algo com isso??

    ResponderEliminar
  22. Anónimo7/2/24 16:36


    Claro que é um passo importante no sentido da resolução dos nossos problemas a nível de disponibilidade permanente!

    Desde que em 2005 foi revogada a compensação - reforma aos 55 com 36 de serviço - ninguém deveria fazer 1 minuto a mais que o horário!

    Vc de líder nada tem!

    ResponderEliminar
  23. Anónimo7/2/24 19:23

    Ouvi na televisão, " a Justiça não dá votos"..
    Caramba, é bem verdade.
    Ninguém quer saber disto.
    Tivemos azar, devíamos ter escolhido outra profissão.
    Quanto ao senhor que esteve três anos preso por violência doméstica e achou que a cela era pequena demais....
    Vai receber 15.000 euros do Estado??
    Será que é a malta do Chronus que vai processar aquilo??
    FF

    ResponderEliminar
  24. Anónimo7/2/24 20:12

    O meu "amigo" blogger retirou-me 2 comentários no dia de hoje!

    Já não foi a primeira vez! A primeira foi uma brincadeira, que não foi de muito mau gosto! Foi até um pouco infantil ...

    Hoje falei duas vezes em guilhotina, instrumento inventado por um médico francès" e desapareceram dois comentários.

    Ninguém foi destratado, ninguém foi maltratado e ainda assim ...

    Gosto muito da verdade, seja lá o que isso for, mas de moral, ou pretensos moralistas, não!

    Ninguém deve ser censor, ZZZZ, e eu não sou moralista!

    Deixe-se de comentários da treta e se quiser o meu mail e-amail é só pedir, que eu dou para falarmos à vontade ....

    Isto poderia ser um início de uma bela amizade ,,, mas eu não acredito!...

    Passe bem!

    ResponderEliminar
  25. Aqui não há censor algum, há apenas responsabilidade imposta por lei. Na qualidade de administrador do espaço e, consequentemente, responsável por tudo quanto é publicado ou comentado, a administração está sujeita a responsabilidade penal e civil por tudo quanto é publicado, mesmo por outrem, desde que permita isso. Ao contrário de outros espaços onde não há comentários ou estes só são publicados após apreciação, aqui há a expectativa da existência de leitores sensatos e responsáveis, pelo que existe abertura total, sendo a fiscalização realizada posteriormente.
    Quando se encontram comentários que, por qualquer motivo, podem pressupor alguma penalização para a administração da página ou mesmo para alguém, então suprimimos esses comentários.
    No caso dos dois comentários da guilhotina, havia a apologia de que deveria haver guilhotinas em funcionamento permanente 24 horas pior dia para levar a cabo a sua função. Ora, como se sabe, este tipo de incitamento a prática ou a ideia violenta ou de ódio, é punida por lei, para além de desadequada.
    É uma pena quando encontramos comentários com opiniões muito válidas que desenvolvem ideias muito pertinentes e depois, no fim, espalham-se com um disparate qualquer de má-educação ou mesmo de conteúdo ilegal.
    Lamentamos muito perder alguns comentários muito bons apenas porque acabam por ter alguma expressão ou frase errada de excesso desnecessário. É possível dizer a mesma coisa sem conter aspetos ilegais ou excessos de linguagem que intoxicam o espaço. Mas este espaço é assim e é aberto a todos, não se trata de um grupo fechado no Facebook ou em qualquer outra rede social privada a membros. Esta exposição pública e aberta a par de opiniões controversas e impertinentes, fazem deste espaço um alvo desejável que já foi objeto de tentativas de silenciamento e mesmo de processos, pelo que, embora com pesar, temos que ter este cuidado e verificar todos os comentários, ficando obrigados a eliminar alguns.
    Esperamos que tenha ficado bem esclarecido.

    ResponderEliminar
  26. Anónimo7/2/24 23:19

    Eu fiquei bem esclarecido, mas os comentários que foram feitos são absolutamente inócuos.
    Não visam o individuo pessoalmente, mas o cargo(s) exercido(s), e logo estão dentro da liberdade de expressão politica, e, a não ser que "isto" seja uma ditadura, não vejo aqui qualquer responsabilidade civil ou criminal.

    Dizer que quem governa, atribuindo valorizações salarias 4 vezes maiores a alguns (médicos 15%) do que as restantes funcionários da função pública (3%) é apenas a verdade, objetiva.

    Dizer que quem governa, o faz de forma reiteradamente discricionária, injusta, e merece tratamento semelhante ao da revolução francesa, pode ser excessivo para alguns, ou subjetivo, mas ainda assim dentro da liberdade de opinião.

    Pode ser chocante o instrumento "guilhotina" mas este instrumento constituiu a punição do antigo regime, dando azo aos nossos valores actuais, liberdade, igualdade e fraternidade.
    Pode parecer paradoxal mas é assim mesmo.

    Você é o administrador, e eu o comentador, Não quero dizer que valha tudo porque não vale, mas não foram graves os meu comentários removidos, e disso tenho a certeza.

    Na América executam-se pessoas com nitrogénio, com gás, ou com milhares de volts. Aqui, no SEU blog, não se poder executar moralmente aqueles que durante mais de vintes anos impedem as justas aspirações de quem trabalha no duro.

    Sim, porque eu, e muitos, muitos como eu, trabalham aqui nesta coisa, chamada de "justiça", no duro.

    Portanto, quando alguém, sendo do povo ou dos OJ, diz que os nossos governantes merecem coisa mal, estão apenas a exercer a sua opinião, a sua liberdade de expressão.

    Pensava que era também para isso que este blog existia!

    ResponderEliminar
  27. Ora aqui está um bom comentário em que se diz tudo o que se quer, sem necessidade de escorregar em obscenidades, incitamentos a atos ilegais ou exacerbadas opiniões extremistas, respeitando todos os leitores e leitoras, bem como a lei.
    Muito obrigado pela sensatez.

    ResponderEliminar
  28. Anónimo8/2/24 00:27

    Se calhar só mesmo com guilhotina é que o estado a que chegamos mudará.
    Isto de pezinhos de lã está visto que não vai lá.
    Ponham os olhos nos franceses. Quando é para lutar por mais justiça social, os governantes não brincam.

    E parabéns aos policias pela luta que finalmente travam, pois doutra maneira de veludo também não iam lá. Finalmente acordaram também.
    Pode ser que outros setores mudem de estratégia também.



    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ