Recapitular? Sim, recapitulemos!
É já para o próximo sábado que está marcada a concentração nacional de Oficiais de Justiça em 5 cidades do país, tantas, mas tão poucas, neste número assim reduzido com o propósito de permitir maiores aglomerações, menor pulverização e, portanto, maior impacto e visibilidade, sem deixar de manter alguma proximidade. Um equilíbrio difícil, mas desejável.
No próximo sábado, 17FEV, a concentração está marcada, em todo o lado para as 14H30, hora do continente, portanto, 13H30 nos Açores.
No entanto, como os professores têm uma marcha prevista para Lisboa nesse mesmo sábado, a acabar na Assembleia da República, os organizadores pediram aos Oficiais de Justiça que ali compareçam mais cedo, podendo ser pelas 14H00, para, de alguma forma, marcar lugar.
A circunstância de haver uma marcha dos professores, embora possa, à primeira vista, ser interpretada como um contratempo, temendo-se que possa absorver toda a atenção da comunicação social, por outro lado, poderá, pelo contrário, converter-se numa oportunidade, dada a coincidência da presença dos meios e a oportunidade de, previamente, os Oficiais de Justiça ocuparem o seu lugar e ali permanecerem até que, mais tarde, chegue a marcha dos professores.
A vicissitude de Lisboa poderá tornar-se uma vantagem.
No Porto, a concentração estava prevista para ocorrer em frente ao Palácio da Justiça do Porto, mas a PSP avisou os organizadores de que é ilegal concentrarem-se a menos de 100 metros de um órgão de soberania e que agiria levantando auto de contraordenação aos organizadores caso se concentrem em frente ao Palácio da Justiça.
A PSP já admite que a concentração ocorra do outro lado da rua, no jardim em frente ao Palácio da Justiça, por já haver uma distância maior, ainda que possa não ser exatamente superior a 100 metros. Claro que este problema é comum às concentrações nas outras cidades, no entanto, a PSP dessas localidades não se mostrou tão exigente quanto a do Porto.
Mais uma vicissitude, mas que não deverá considerar-se um problema, podendo mesmo ser usada para a comunicação social como a colocação de mais um obstáculo posto no caminho dos Oficiais de Justiça, que, veja-se bem, podem entrar e sair todos os dias do edifício, mas estão proibidos de se concentrarem nos dias em que não vão trabalhar naquele que é o seu local de trabalho.
Deverá ser apontado este ridículo da situação, indicando que tal mesquinhez não aconteceu noutras cidades. Mais se deverá apontar que, apesar da proibição, ali estão, firmes e determinados, perante a injustiça a que estão votados, venha ela lá de onde vier.
É necessário converter as dificuldades e as vicissitudes em trunfos e usá-los com maestria. Neste sentido, os Oficiais de Justiça organizadores carecem de uma preparação para melhor lidar com a comunicação social. Desde logo, escolher Oficiais de Justiça comunicadores em cada cidade e instruí-los com uma comunicação simples e essencial, bem como prepararem-se para algumas questões possíveis e ainda a elaboração de um pequeno folheto com a motivação, em traços largos, para fazer entrega aos jornalistas, de forma a que, depois, nas suas redações ou emissões, cada um deles possa prestar uma informação mais consentânea.
A preparação da comunicação é fundamental e não deve ser uma comunicação voltada para dentro, para os Oficiais de Justiça, mas para fora, para o grande público e para a comunicação social, para a campanha eleitoral e para os comentadores televisivos.
Por exemplo, e já aqui demos este exemplo, já não se deverá apresentar a falta de pagamento do suplemento 14 vezes ao ano ou a sua integração, mas dar-lhe a volta, apresentando o problema de uma outra forma, apresentando a situação não como a falta de uma dádiva, mas como a existência de uma subtração.
Deverá afirmar-se que o Governo corta no vencimento dos Oficiais de Justiça 10% do seu vencimento três vezes ao ano; quando os Oficiais de Justiça estão de férias, levam o corte por estarem de férias e quando recebem os subsídios de férias e de Natal, levam também cortes no vencimento desses meses.
Trata-se, efetivamente, de um corte no vencimento, uma vez que o suplemento não aporta nenhum benefício as Oficiais de Justiça, como o de estar isento de tributação, como ocorre noutros e para outros, porque o suplemento é tratado como vencimento e é tributado também como tal.
E como se este tratamento inédito não fosse já suficientemente penalizador, os Oficiais de Justiça ainda são obrigados a trabalhar fora de horas, depois das 17H00 até, por exemplo, à meia-noite, todos os dias e mesmo ao fim de semana, sem que sejam remunerados pelas horas que fazem, nem um minuto, não havendo sequer qualquer limite para essas horas a mais, e ainda sem que tenham qualquer tipo de compensação, de nenhum género, a sério, ninguém acredita nisto, mas é verdade: rigorosamente nenhuma compensação, constando do seu Estatuto que se à meia-noite quiserem ir para casa dormir, têm de pedir autorização para o fazer.
Esta é uma mensagem que tem de ser passada, desta forma alternativa para despertar interesse na comunicação social e nos fazedores de opinião.
Apesar da iniciativa ter nascido espontaneamente de um grupo de Oficiais de Justiça à margem dos sindicatos, os mentores não se estabeleceram como marginais da carreira nem marginalizaram os dois sindicatos, pelo contrário, mantiveram sempre uma postura aglutinadora e apelaram ao apoio dos sindicatos, o que, desde logo, foi manifestado pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que publicamente manifestou o seu apoio ao ato, à organização e aos organizadores.
Refere o SFJ em nota pública o seguinte:
«O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) felicita todos os colegas pela iniciativa em prol da união de todos os Oficiais de Justiça e com o objetivo maior de continuar a dar visibilidade à nossa causa. Acreditamos que só juntos podemos alcançar os nossos objetivos, pelo que cada um de nós deverá juntar-se às concentrações marcadas, nos locais anunciados, no próximo dia 17 de fevereiro.»
A nota sindical do SFJ diz mais:
«Esta iniciativa, tratando-se de uma manifestação espontânea, demonstra o exercício do direito de manifestação previsto pelo art.º 45.º da CRP e no art.º 1 do DL n º 406/74, de 29 de agosto, direito que tantas vezes é negligenciado e que, neste momento, vai ter a sua concretização, em defesa de uma classe “invisível”.»
E de seguida o SFJ reproduz os artigos que cita.
O artigo 45.º da Constituição (CRP), que versa sobre o “Direito de reunião e de manifestação”, diz assim: «Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.»
E não, não é necessária autorização, mas tão-só comunicação a informar os respetivos municípios, com uma antecedência mínima de, pelo menos, dois dias, nos termos previstos no velhinho Decreto-lei 406/74 de 29AGO, ainda em vigor, após 50 anos.
No artigo 1º deste mencionado Decreto-lei consta assim:
«A todos os cidadãos é garantido o livre exercício do direito de se reunirem pacificamente em lugares públicos, abertos ao público e particulares, independentemente de autorizações, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou coletivas e à ordem e à tranquilidade pública.»
O que o grupo espontâneo de Oficiais de Justiça está a fazer é um verdadeiro exercício de cidadania que só pode merecer todo o nosso apoio, sem qualquer tipo de clubite. Nesse sentido, o SFJ termina assim a sua nota informativa:
«O Sindicato dos Funcionários Judiciais é solidário e, os seus dirigentes, enquanto trabalhadores, irão marcar presença nas concentrações, pelo que apelamos a que todos se juntem a esta iniciativa, porque só juntos seremos mais fortes!»
Portanto, os Oficiais de Justiça, familiares, amigos e conhecidos, podem comparecer na tarde do próximo sábado 17FEV, pelas 14H30 (13H30 nos Açores), num dos seguintes locais, o que ficar mais à mão:
– PORTO – junto ao Palácio da Justiça do Porto;
– LISBOA – junto à Assembleia da República;
– FARO – junto ao Palácio da Justiça de Faro;
– AÇORES – junto ao Palácio da Justiça de Ponta Delgada;
– MADEIRA – junto ao Palácio da Justiça do Funchal.
Vejam o documento desta iniciativa através da seguinte hiperligação: “O Dia da Concentração dos Oficiais de Justiça” – atente nas atualizações que acima indicamos (horas e locais).
No documento pode ler-se assim:
«A classe não deve estar simplesmente à espera que os sindicatos tomem a iniciativa de tudo, podemos e devemos ter ideias de formas de luta, agregar vontades e solicitar ajuda aos sindicatos. Sindicatos fortes fazem uma classe forte! Uma classe forte e com iniciativa faz sindicatos ainda mais fortes!»
Esta iniciativa dos Oficiais de Justiça acompanha, aliás, o sentimento que está a invadir grande parte dos trabalhadores, com iniciativas espontâneas que acabam em grandes manifestações, sendo exemplo flagrante disso as manifestações dos polícias e guardas, bem como as últimas dos agricultores e bombeiros, mas também tantas iniciativas dos professores.
Convém ainda apontar o facto de haver algo em comum a todos esses profissionais: um forte sentimento de união que cola todos os profissionais e que não permite nenhuma rendição, mesmo perante as já muitas declarações, de todos aqueles que poderão formar governo após 10MAR, afirmando a justiça da compensação salarial dos polícias e guardas ou a assunção da recuperação integral do tempo de congelamento das carreiras, situação esta da qual beneficiarão também os Oficiais de Justiça.

Fonte: “SFJ info 02FEV2024”.
Sou o chato do costume.
ResponderEliminarNo sábado lá estarei, em Lisboa
Mas, marque-se desde já uma greve de um mês
junto às férias, para, tal facto fazer parte da campanha eleitoral e ser comentado pelos intervenientes na mesma
Faça-mo-nos notar, de todas as maneiras e feitios, para sermos tema de conversas.
Sr. Blogger por favor não me bata mais .
Nunca lhe batemos, apenas lhe explicamos que a alegada greve de um mês já existe desde janeiro a abril e a utilização está à vista. No entanto, hoje, pela primeira vez, apresenta essa greve sob outra perspetiva, não como uma greve, mas como um ato de propaganda, algo para exibir e isso, sim, agora, assim, explicado, é um ato novo e positivo. Talvez fosse esta a sua intenção desde sempre, mas nunca a transmitiu com esta clareza.
ResponderEliminarQuem é (são) o (s) responsável(veis) pela manifestação?
ResponderEliminarQual ou quais foram os nomes indicados à PSP?
Curiosidades e oportunismos!
Os sindicatos, assobiar para o lado!
Façam o favor.
Não enganem mais o pessoal.
O zelo extremo desta PSP contrasta com a da outra que permite concentrações nos mesmos locais quando se trata de público para assistir ao circo que periodicamente monta com investigações nado-mortas. Para esses não há coimas nem há “falta de meios”
ResponderEliminarSugiro que compareçam à concentração ao volante de tractores. Pelos vistos, esse facto concede imunidade à prática de crimes aos olhos da PSP
A simples ameaça de greve no período e timing mencionados faria com que os candidatos ao poder tivessem que apresentar soluções e, depois, enquanto governantes, previamente á greve as soluções apareceriam porque, uma greve deste gênero, a fazer-se, seria calamitosa para a justiça.
ResponderEliminarSabendo-se com tanta antecedência e não sendo resolvidos os problemas, seria calamitosa para quem estivesse a pasta, começando o exercício de forma tão negativa
Está sempre foi a minha ideia, sermos falados, pressionarmos nos momentos devidos
Repare que as greves activas não são faladas e não têm adesão. Então, porquê, mantê-las e não partir para outras?
Fazer, analisar, reconhecer o que correu menos bem e mudar, não e sinal de fraqueza, antes pelo contrário.
Bom dia.
ResponderEliminarUm ano de greves e agora quer-se manifestações inócuas numa espécie de maria vai com as outras num período de imensa confusão de reivindicações em que facilmente se esquecem quando se sobrepõem umas às outras.
O maior foco terá de ser nós 60 dias imediatos á tomada de posse.
Mas antes disso, a verdadeira mudança e ato reivindicativo é o voto e eu sei em quem não vou votar .
E está visto nas entrevistas e debates que a geringonça está já acertada e vem aí um calhambeque.
Querem manter-se no poder a todo o custo.
O legado do atual governo é péssimo e trágico!
Bom dia.
ResponderEliminarComeçam-se a conhecer os relatórios das comarcas, Coimbra já apresentou o seu e o diagnóstico é igual ao da comarca do Porto do ano anterior.
Se tudo estava mal, agora parece estar bem pior, trágico é o termo comummente usado
Hoje, noticia de capa do jornal NOVO, falta de candidatos interessados para colmatar eminente rutura e paralização dos tribunais de Sintra e Cascais por falta de funcionários.
ResponderEliminarQue vergonha. O descalabro está a começar. E estes são apenas os primeiros tribunais e com a situação mais grave.
Somando às apresentações previstas para este ano, daqui a um ano vamos ver este problema agravado.
Só este facto de eminente fecho de tribunais devwria ser assunto para a imprensa e assunto de campanha eleitoral. Mas nada. Os candidatos tudo caladinho.
Pode ser que esta noticia desperte mais curiosidade no resto da imprensa e que a mesma comece a fazer estas perguntas incômodas aos candidatos de cada partido.
Com a geringonça vamos ter funcionários das autarquias a dar apoio nos tribunais.
ResponderEliminarAfinal somos todos administrativos ...
ResponderEliminar9h -17h
Nem mais um minuto
Com a falta de funcionários
Já deviam estar em curso mais milhares de ingressos
Mas com salário digno
Por este andar admira-me que ainda não tenham encerrado tribunais
Canalhada
Concordo!
ResponderEliminarUm mês ou mais!
Isto de greves da treta não se consegue nada.
Mas insistem no mesmo, fosca-se.
Ponham os olhos em que faz algo a sério, como os franceses!
ACORDEM
Bom dia colega. Felicito os meus colegas que tiveram a coragem de propor e realizar uma manifestação sem ter por de trás os sindicatos ou estarem à espera destes.
ResponderEliminarÉ muito fácil apontar o dedo à estes colegas, mas mais ninguém teve a coragem deles em apresentar uma missiva e fazer uma manifestação.
A eles o meu maior agradecimento, por terem dado o seu tempo para organizarem uma coisa destas e por serem inquietos.
É para participar ao Coj?
ResponderEliminarBom dia.
ResponderEliminarEu concordo consigo em parabenizar os colegas.
E felecito-os a todos e não queria que fosse entendido como desmobilizador apenas quis manifestar a discordância em termos de utilidade da concentração.
Bem haja.
Com as melhores considerações e na esperança dos melhores sucessos do evento.
Gostava muito de participar nas concentrações do próximo fim de semana.
ResponderEliminarMas já fiz as contas e o gasóleo e portagens fica muito caro, não consigo suportar uma deslocação assim.
Cheguei a um ponto que até participar numa manifestação é um luxo.
Força colegas!!
ResponderEliminar"A nova paralisação convocada pelo SNCGP vai dar continuidade à anterior greve às diligências definida para decorrer entre as 00:00 de 13 de fevereiro e as 23:59 de 25 de fevereiro, que pode comprometer o transporte de presos para os tribunais."
Que eu saiba greve às diligências ou a actos é a mesmíssima coisa. O Ministério é o mesmo. Porque é que a dos G Prisionais é legal e a dos OJ ilegal?
Alguém ispiliqua?
A dos OJ não foi considerada ilegal. Só não sei é porque não voltamos a ela.
ResponderEliminarO futuro vai ser passarmos todos para as autarquias como fizeram na educação.
ResponderEliminarRestarão apenas alguns OJ na dependência da dgaj, em funções de chefia.
A nossa carreira acabou.
Passaremos a simples assistentes técnicos.
ResponderEliminar"Encetar um processo de revisão e valorização das carreiras profissionais, incluindo o estatuto dos funcionários de justiça e o estatuto profissional dos Guardas Prisionais;
Encetar um processo de revisão e valorização das carreiras profissionais dos Oficiais de Justiça."
ESTA AD É MAIS DO MESMO
Então não há matéria de facto assente - 3 itens - submetidos a votação pelo PSD na AR? Isso não entra de imediato em vigor porquê???
O "encetar" aceita-se para o Estatuto, apenas para o Estatuto!!!
Este blogue só vê os 10%! Chiça. Cá para mim os autores devem de estar junta à reforma
ResponderEliminarÉ uma pena que ainda haja gente com visão tão curta.
ResponderEliminarAntes de mais vamos explicar a história dos 10 e dos 20%.
A concessão dos 20%, como vinha anunciada, implicava a perda dos 10% atuais. Ora, aritmeticamente, não há nenhum ganho de 20%, mas tão só de 10%.
Se o João tiver uma laranja e eu lhe disser que lhe vou dar duas quando ele me der a que já tem, quantas laranjas ganha o João? Duas ou uma?
Percebe-se?
Ninguém ia ganharam 20%, mas apenas 10%.
O que se pretende é que antes da revisão do Estatuto seja resolvida a questão dos atuais 10% com a integração e pagamento em 14 vezes ao ano e só depois disso abordar novis suplementos e condições, sendo certo que 20% para a disponibilidade permanente é pouco, mas se viessem assim, seriam já realmente 20% em cima do vencimento já valorizado com is 10%.
Por outro lado, o foco inicial nos 10% é justificado por ser algo simples e já com muito histórico que os governos podem começar por aceitar. É má gestão das reivindicações querer tudo ao mesmo tempo, essa política deu sempre em nada. Por isso os sindicatos têm agora este foco: primeiro consolidar o vencimento atual com a integração e depois construir em cima disso novas valorizações. Percebe? Não se trata de querer ou não querer duas laranjas, trata-se de estratégia para ficar com o cesto das laranjas. Estratégia para valorizar efetivamente a carreira de todos
Não é mais do mesmo colega porque quem esteve e está no governo foi o PS e não a AD.
ResponderEliminarEntão se recusamos o projeto do estatuto apresentado não tem que se iniciar novo processo? Por acaso o SOJ ou o SFJ apresentou alguma alternativa, que eu saiba apenas se fizeram reparos.
Depois ao contrário da atual equipa do ministério e da equipa anterior que apresentou um projeto sem negociação, sem qualquer recetividade para ouvir dizendo estar a reunir sem o fazer e por fim atirar com um papel que foi buscar ao caixote do lixo do anterior SEAJ.
Sei, de fonte segura, que com a AD vai haver uma nova lufada de ar fresco e a nossa carreira vai ser objeto de revisão com seriedade e respeito pela classe.
Eu não tenho dúvidas que é preciso mudar de vida.
Estratégia!?
ResponderEliminarEu sempre pensei que nos tribunais, as decisões devem além do mais dar uma imagem de justiça, devemos ser sérios e assertivos para gerar confiança.
Não temos de ter medo de dizer o que queremos e o que pretendemos.
Por isso a revisão da carreira é urgente e, enquanto não acontece, a incorporação no salário nada contente com ela.
Esqueçam a aposentação diferenciada porque não vai acontecer - só um maluco pensaria fazê-lo nesta altura, com serviços quase encerrados por falta de funcionários seria o fecho automático da maior parte dos serviços.
Esta diferenciação tem de ser articulada com a revisão da carreira, na reforma dos quadros da secretaria, na sua valorização e qualificação e também na organização e funcionamento.
Por isso a premência é o desbloqueio das promoções e uma reestruturação da carreira que só pode ser por via da revisão do estatuto.
Não ver isto é ter falta de largura de banda cognitiva!
Fonte: vozes na minha cabeça.
ResponderEliminarClaro que toda a gente vê isso, mas há uma exceção: o Governo. E é contra esse muro que os Oficiais de Justiça estão a bater com a cabeça há muitos anos. O problema não reside nos Oficiais de Justiça nem nos sindicatos, mas tão-só nos governos; pedra dura que a água mole ainda não conseguiu furar. Por isso, é necessário ter uma estratégia para enfrentar tamanho monstro.
ResponderEliminarNos livros sobre as personagens políticas, Ana Sá Lopes, descreve assim um político na CNN (passou hoje às 11 horas da manhã):
ResponderEliminarUm privilegiado que provém de uma família considerável rica, com posses, mas que sempre mostrou uma simpatia por uma vida mais humilde e que por isso disfarçou durante muito tempo aos colegas e amigos o que era, diz ser descendente de sapateiro quando afinal é descendente (avô materno) de dono de uma oficina/empresa de sapatos, andava de transportes públicos com um jipe na garagem dado aos 18 anos.
Resumindo, era rico mas disfarçou que o era junto dos amigos e aproveitou-se da alcunha do avô (sapateiro) para se aproximar do povo deixando passar a imagem de origens humildes, que não tinha
A paixão e aventura de quem luta por melhores condições de vida terá cativado o seu interesse.
Mas convenhamos, agora se percebe porque é que não se lembrou da indemnização àquela senhora da TAP, confunde o que realmente é com o que gostaria de ser!
Desculpe mas não acredito em nada do que é dito por este senhor, mormente no que nos respeita, na revisão da nossa carreira e na satisfação das nossas reivindicações.
Por acaso não ouvi do pai do Rui Tavares, ou do avô sapateiro do Pedro Nuno Santos, ou sequer da avó da Mariana Mortágua.
ResponderEliminarSim acredito em quem fala com seriedade e já não vou em cantigas de "amigo".
Aos otários desejo o que merecem ... Que continuem na m...a.
Com o PS vai ficar tudo na mesma - fonte: Pedro Nuno Santos, Rui Tavares e Mariana Mortágua... - com o Paulo Raimundo não fica igual, regride para meados do século passado.
ResponderEliminarO blogue tem um problema reivindicativo que consiste em dizer-nos que queremos uns 10% quando do que se trata é mais 3 meses com os tais 10%. Os 20% seriam por 12 meses. Não o devíamos aceitar pois se fossemos para a negociação estou convencido que o governo estaria disposto a dar-nos por 14 meses. Mas como temos uma mentalidade muito especial não queremos nada de novo. O que o blogue defende é que adaptemos um discurso para a sociedade onde o que se mostra urgente é o incremento de mais 10% por 3 meses. E os colegas que entram com oitocentos e tal euros? Onde está a preocupação? Cambada de interesseiros. Só mencionam o vencimento de ingresso quando lhes interessa. Vou estra na manifestação e se puder direi aos jornalistas que quero um novo estatuto com a merecida dignificação da carreira, onde os salários sejam condizentes coma as responsabilidades e a possibilidade de acesso a outras categorias seja pelo mérito. Ponto final quanto às esmolas para que tudo fique igual e venha de lá uma visão diferente.
ResponderEliminarQue rica estratégia
ResponderEliminar...a do "Oficial de Justiça", refira-se.
ResponderEliminar
ResponderEliminarIndividuo que diz nao se lembrar da indemnização milionária que aprovou!
Só é um trafulha e ponto final.
Mas que valores de integridade, seriedade são esses???
Quem o segue é como ele. Gente sem princípios, valores.
Potno final.
ResponderEliminarSenhores administradores
Uma questão se puderem e que nada tem a ver com o tema de hoje
Eu sou daqueles que andaram de 2001a 2005 como eventual. Coisa que a malta nova felizmente não passou e por isso não saberá.
Estao em causa um escalão que nos roubaram porque não contou. 3 a 4 5 anos parados.
Pergunto-vos se podem ter opinião se vale a pena meter acção individual em tribunal para reaver um escalão?
Podem dar uma opinião já que sindicatos e dgaj nada diz?
Obrigado
Ao comentador das 14:33:
ResponderEliminarReferi-me ao que consta do programa eleitoral da AD.
Não é sério que tudo volte à estaca zero, não o que já havia sido proposto pela PSD a votação na AR.
A integração do suplemento, as progressões na carreira e uma aposentação que "pague" a disponibilidade não necessitam de de qualquer "elencar" caso a AD ganhe as eleições!
Quem está em sitios assim sem quadros preenchidos que meta baixa enqusnto é tempo.
ResponderEliminarDepois pode ser mesmo tarde.
Olhem que há muita malta oj a falecer de ataque cerdisco por causa do stress de querer acudir a tudo.
Vejam bem se vale a pena matarem-se por um sidtema podre que deixa os quadros falirem e suga quem fica.
Quando derem conta forsm mais um numero e já foram para o hospital e cemitério.
Olá lider.
ResponderEliminarAté que enfim, algo de jeito.
À camionista e agricultor francês! Que não deixam os governantes a pisa-los.
Eu alinho nessa!
Força! Contra a censura que é o silêncio da ministra e governantes de mer‐---
Este assunto já foi abordado por diversas vezes e manifestamos a nossa opinião repetidamente, para além de transmitir informação da DGAJ sobre esse mesmo assunto.
ResponderEliminarEn síntese, defendemos que esse período tem de ser considerado com um longo período de provisoriedade e ser agora contado não um ano, como está a acontecer, por efeito da sentença, mas um escalão inteiro.
A DGAJ pediu um parecer interno para saber como haveria de lidar com esta situação e já não sabemos mais nada.
Se alguém esteve nessa situação e está na lista da sentença, teríamos muito interesse em saber como é que a DGAJ está a lidar com o assunto e se estiver bem não vale a pena intentar nenhuma ação.
Informações, por favor enviem para: OJ@sapo.pt - todas as informações são tratadas, como sempre, de forma sigilosa.
Concordo.
ResponderEliminarPenso exactamente o mesmo.
👍
Pedimos desculpa por não conseguir ser mais explícitos e não conseguirmos que compreenda o que dizemos. Nem com as laranjas...
ResponderEliminarApelei a outras formas de luta e o meu comentário sem lógica foi apagado...depois dizem que não existe censura neste blog..
ResponderEliminarDia 17 pega no teu tractor e junta-te à manifestação!!
ResponderEliminar💪
Tem toda a razão quando se refere ao "seu comentário sem lógica".
ResponderEliminarDe facto foram eliminados, não um, mas dois comentários que continham incitamento a atos que o Código Penal classifica como crime. Obviamente, não podemos manter tais comentários sob pena de responsabilização criminal. Tal como já aqui afirmamos muitas vezes, às vezes perdem-se comentários muito pertinentes, apenas porque, em determinado momento, descambam na criminalidade. Tente escrever de forma pública pensando nestes aspetos e, como bem vê, os outros comentários não são suprimidos. Se tentar perceber verá que não se trata de censura, mas de uma forma de sobrevivência para que este espaço possa continuar a existir, evitando as constantes tentativas de silenciamento de que somos alvo.
Venho esclarecer que a minha proposta de greve de fome não é crime.
ResponderEliminarAcampar em frente a um tribunal ou assembleia não é crime.
Levar musica de intervenção na manifestação não é crime.
Acorrentar uns aos outros não é crime.
Afinal qual o código penal que estudou?? O do tempo do Salazar??
Colega, estou na mesma situação. Há uns meses atrás o sindicato solicitou informações a quem está na mesma situação, com vista a ser intentada Acção, caso a DGAJ não o reconheça. Aguardemos mais um pouco. Caso contrário, estou disposto a aliar-me a si.
ResponderEliminarAntes uma geringonça de esquerda que uma de direita....
ResponderEliminarSe acham que a direita vai algo .... Ok lá isso vai... Mas aos patrões como de costume... Alimentar as grandes empresas com PPP's ... Subir ordenados esqueçam.... Acordem para a vida...
A simples integração é u.a porcaria... O que não percebem disso? Será tudo como um aumento...
ResponderEliminarO suplemento que deverá ser * 14 deve manter-se até porque a cada aumento aumenta na mesma proporção... Já não há paciência para tanta estupidez... Fdxxxx acordem para a vida...
É mesmo pelo ponto de honra..
Bem contas sabem fazer ...
Aumentar os ordenados e venham lá os 20% ... TX tanti medio da disponibilidade permanente... Chega às 17 e se não for urgente vem embora na mesma ..irra....
Para além de estúpido tem uma memória de galinha e escreve coisas sem pensar, tão parvas que as esquece ou tão idiotas que faz por as esquecer.
ResponderEliminarNo comentário suprimido dizia mais do que isso que agora enumera e por tal motivo foi suprimido.
Não.
ResponderEliminarÉ para perceber que esta a ser manipulado.
... mas os sindicatos estão metidos, não estando.
ResponderEliminarO Estado seria o financiador da "iniciativa privada"!
ResponderEliminarO pináculo do empreendedorismo.
E ainda há quem vá atrás do ex-comentador SLB e PSD renegado que anda para aí, feito tonto, a apregoar que chega!
Venha isso.
ResponderEliminarAssim vou para junto de casa onde existem diversos serviços administrativos.
O blog da faca e queijo na mão.
ResponderEliminarMais nada.
É assim mesmo.
Viva a ditadura democrática!
Eles agora são como os bufos. Estão em toda a parte. Jeitosos pidescos.
Lamentamos não poder responder-lhe em face da inutilidade do esforço, devido ao distúrbio intelectual de que padece e lhe tolda a compreensão e o raciocínio.
ResponderEliminarAcho que é fácil toda a gente perceber essa estratégia, e nem precisavam de se explicar com as laranjas.
ResponderEliminarA questão é que muitos não concordam com ela!
O que o comentador das 15.55 h quer dizer, é que a prioridade deve ser a valorização salarial, com ou sem integração, principalmente na categoria de ingresso, para tornar a carreira mais atrativa e dar dignidade a quem pretende vir para os tribunais.
Valorização salarial e um suplemento de 20 ou 30 % deve ser o foco da luta, não esta lenga lenga triste da integração que só interessa a pouco mais de metade dos OJs.
Que eloquência!
ResponderEliminarDe pasquim.
Há respostas que só podem ser dadas ao mesmo nível daquilo a que se está a responder. Percebe?
ResponderEliminarObrigado
ResponderEliminarEu também aguardo.
Esses eventuais terão direito a um escalão.
Fomos simplesmente roubados.
Espero justiça, mesmo que demore.
Obrigado a este blogue pelo esclarecimento.
Pelo bem que faz aos ojs