SOJ une-se ao apoio às concentrações de sábado 17FEV
As concentrações-manifestações que decorrerão no próximo sábado 17FEV, em cinco cidades do continente e das regiões autónomas, já contavam com o manifesto apoio público do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e, desde ontem, contam com o apoio, também manifesto de forma pública, do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ).
Quer isto dizer que a iniciativa de alguns Oficiais de Justiça está agora completa em termos de apoio e apelo à participação, no que se refere ao universo dos Oficiais de Justiça. Chama-se a isto união na ação e esta cola e colagem abrange todos os Oficiais de Justiça, seja qual for a sua tendência ou filiação sindical.
Todos estão convocados e, independentemente do resultado que se vier a verificar, a iniciativa, nascida na espontaneidade de um par de Oficiais de Justiça, concretizada e materializada na realidade da rua, depois do abandono das etéreas e eletrónicas opiniões das redes sociais, constitui, sem dúvida alguma, um exemplo muito relevante que há de servir para construir futuro.
Há Oficiais de Justiça irrequietos no meio de tantos desanimados e essa inquietude, que leva ao desassossego, permite alcançar quase tudo aquilo que se queira.
Mesmo sem o apoio organizativo e sem nenhum financiamento das estruturas sindicais, vemos os Oficiais de Justiça a ir às lojas de produtos baratos adquirir apitos, hastes para fazer bandeiras, um megafone, etc. Ao mesmo tempo vemos como alguns se organizam para encher automóveis e até verificarem da possibilidade de alugar um autocarro conjuntamente.
É bonito de se ver. Ainda há esperança.
Na nota sindical de ontem, o SOJ referiu-se assim à iniciativa:
«Alguns colegas, realizando a Constituição, apresentaram à classe dos Oficiais de Justiça uma ação de cidadania, Manifestação/Concentração, solicitando apoio aos Sindicatos.
A iniciativa é apresentada por colegas, no exercício de cidadania, mas deve ser esclarecido, relativamente ao documento que nos foi enviado, o seguinte:
Referem os colegas, nesse documento, “a classe não deve estar simplesmente à espera de que os sindicatos tomem a iniciativa de tudo, podemos e devemos ter ideias de formas de luta, agregar vontades e solicitar ajuda aos sindicatos (…)”.
Ora, daqui poderá extrair-se que os sindicatos são entidades externas, de quem uns esperam e outros, agindo fora dessas entidades, solicitam depois o apoio. Isto é, entendemos o que os colegas pretendem dizer, e reconhecemos mérito da sua ação, mas não podemos ignorar um erro que sistematicamente se comete, de se pensar que os sindicatos são entidades fora da carreira.
Reiteramos, entendemos o que os colegas pretendem dizer, mas não poderemos deixar de referir que os sindicatos são da carreira, “dirigidos” por colegas.
Feito este esclarecimento e tratando-se de uma iniciativa espontânea, no exercício de cidadania, a que este Sindicato, SOJ, reconhece o mérito de tentar unir a carreira, se apela a todos os colegas, Oficiais de Justiça, para que compareçam no próximo dia 17 de fevereiro, num dos seguintes locais:
PORTO – junto ao Palácio da Justiça do Porto, pelas 14h30; LISBOA – junto à Assembleia da República, pelas 14h00; FARO – junto ao Palácio da Justiça de Faro, pelas 14h30; AÇORES – junto ao Palácio da Justiça de Ponta Delgada, pelas 13h30 (hora dos Açores) e MADEIRA – junto ao Palácio da Justiça do Funchal, pelas 14h30.»
Termina o SOJ a sua nota com a seguinte afirmação: “Uma classe unida, esclarecida e com consciência critica, é sempre mais forte!” e ainda o apelo: “Dia 17 de fevereiro manifesta-te!”
A afirmação do SOJ sintetiza os pilares essenciais para o fortalecimento da classe dos Oficiais de Justiça: “uma classe unida” – e isto não quer dizer que todos tenham que pensar da mesma maneira ou seguir o mesmo líder –, quer apenas dizer que, apesar das divergências, têm uma luta e uma ação comum, unida no objetivo comum, colocando de lado as diferenças ou divergências que estorvem o atingimento desse objetivo comum, mas sem nunca desprezar ou esquecer as diferenças, porque elas são, em si mesmas, uma riqueza que engrandece.
Refere-se também a classe “esclarecida e com consciência crítica” como fator complementar para se deter uma classe que é “sempre mais forte”. Partilhamos completamente desta opinião, porque foi isso mesmo que nos levou a criar esta iniciativa informativa em 2013 e nos leva a esta sua manutenção diária, isto é, todos os dias do ano, durante tantos anos até ao presente: informar, esclarecer e criar consciência crítica. Ao mesmo tempo há que identificar os objetivos a alcançar e os obstáculos a superar, ainda que estes estejam, tantas vezes, disfarçados, mascarados, de coisa diferente que parecem mesmo ser aquilo que não são.

Fonte: “SOJ Info 12FEV”.
Ao estilo "Maria vai com as outras"!
ResponderEliminarCom um (des)governo em gestão, que nada continuará a fazer.
E todos a arder em mais de 5000€ já sentenciados.
Comecem os Sindicatos a pagar a greve!
Os Oficiais de Justiça já deram a sua alma.
ResponderEliminarServiços em rotura completa.
Vê-se algum magistrado preocupado? Porque será?
"os sindicatos são da carreira, “dirigidos” por colegas."
ResponderEliminarVerdade, mas porque será que se sentiu a necessidade de alguém se mexer?
Não será devido à inércia e inaptidão dos sindicatos e porque persistem em representar e defender apenas uma parte dos OJs ?
Estes movimentos inorgânicos significam, antes de mais, incapacidade de representação dos sindicatos, aburguesados nas suas rotinas e fechados nas suas bolhas, longe dos seus representados e com dificuldade de comunicação. Ainda assim estes momentos trazem algumas oportunidades para que todos os que se interessam pela sua profissão e estão descontentes com a sua representação sindical, se filiem, organizem listas e concorram aos órgãos sociais. Essa é a única via de melhorar a qualidade de representação sindical que, neste momento, não podia ser pior.
ResponderEliminarVenho informar criei o hino oficial dos oficiais de justiça a cantar na próxima concentração ( musica do original do Leandro) assim ordeno que treinem em casa a seguinte letra:
ResponderEliminarJustiça que mal te fiz eu que me tratas-te assim como um farrapo, um vagabundo um pobre coitado, escravizado no meu proprio local de trabalho, por horas extraordinárias que nunca serão pagas.
Espero que gostem tou aberto a sugestões para alteração da letra .
Afinal qual a legalidade da greve às diligências ? Os Guardas Prisionais voltaram à carga..... Onde andam os nossos sindicatos ??
ResponderEliminarO que nos vai valendo é termos o Grande Líder para nos divertir!
ResponderEliminarRidículo! Primeiro, aprenda a não dar erros ortográficos. Segundo, invista os seus conhecimentos noutra coisa!
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ResponderEliminarNão alinho mais em merda nenhuma.
Há vinte e tal anis de grevinhas e nem sequer os 10% conseguiram fazer integrar no salário!
Vergonha.
Por mim cansei de perder tempo e dinheiro.
9h -17h
Nem mais um minuto.
Afunde esta merda de vez!
Sindicalismo de pantufas!
Não!
Tomem atitudes drasticas!
Será que os advogados não vis dão ideias Há 20 anos??
Bastantes.
ResponderEliminarO pior do cenário é quando alguns desses são confrontados com a realidade e percebem que também nada podem fazer para a alterar, sentem-se impotentes e então descarregam a sua ira em quem está mais abaixo.
Por favor, não vão para a manifestação pedir 10 por cento de suplemento! Aumento salarial substancial, ajudas para os deslocalizados, novo estatuto, requalificação profissional para os não licenciados, mais entradas para a profissão etc!
ResponderEliminarTratas-te????
ResponderEliminarO homem é o grande líder dos iletrados, isso sim.
Os sindicatos a muito custo declaram o apoio a estas iniciativas. No seu seio consideram-nas como ameaças à sua organização. Mas como não têm alternativa ao politicamente correto, acompanham-nas. O Almeida e o Marçal nada têm criticado o psd e o ps porque não querem ferir sensibilidades. Vão gerindo a coisa. É o que temos e merecemos.
ResponderEliminarTêm medo de executar as sentenças e pedir juros?
ResponderEliminarRespeito por quem nos maltrata e não nos pisa mais porque não pode??
Tenham decência.
E magistraturas não lhes pesa na consciência o silêncio da degradação??
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ResponderEliminarTenham vergonha de andarem há 20 ou 30 anos
Com lutinhas da treta e nada conseguirem.
Basta ver o que conseguiram. Serviços e rotura. Salarios de ingresso de miséria.
E até os movimentos que passsrsm a anuais com a permanecia de mais um sno no lugar, alem do que era antes.
Sinficatos o que contestaram?
Sim, sr fernando jorge, lider sindical nessa epoca há decadas?
O que foi conseguido?
Jantaradas e paleio de papagaio?
Vão todos tomar banho.
Na quintinha que devem ter conseguido nesses lugares
E quem deu duro e continua a dar no dia dia. Que sustenta as secretarias, que se lixe, não é??
Tenham vergonha de ser taxistas a viver à custa de quem trabalha duro nas secretarias.
Respeito!!
Vão 8 para 9 anos de PS com o apoio do BE e do PC . Aliás, nos últimos 27 anos o PS governou mais de 20 e nos restantes o PSD governou com a imposição da "Troika"e quando o Guterres abandonou a governação dizendo que o país estava num "pântano", de tanga mesmo.
ResponderEliminarEu não sou militante do PSD mas começo a perceber uma tentativa de associar este partido a uma responsabilidade que não tem.
A verdade é que a culpa do estado da justiça é do PS e de quem apoiou os seus governos que priorizaram outros setores.
Tivemos um PM que foi ministro da justiça e da administração interna (onde se incluem as polícias) e que nos prometeu enquanto ministro da tutela uma coisa que em quase 9 anos de PM não foi capaz de cumprir.
O BE e o PC preocuparam-se mais com outros assuntos, a nacionalização da EDP como recentemente se descobriu nas negociações de governo, a intervenção na TAP, etc. O PAN preocupou-se mais com a saúde dos animais (cria um SNS idêntico ao das pessoas) quando o sistema nem sequer dá resposta aos velhinhos e as grávidas, enfim parvoíces...
E ainda há quem acredite nesta gente. Haja paciência!
Hoje estou convencido que as pessoas gostam de ser enganadas e por isso têm o que merecem - os oficiais de justiça, maioritariamente socialistas, são responsáveis pela sua situação, pois acreditam na mentira nas promessas fáceis das mesmas pessoas que reiteradamente incumprem e se afastam da verdade tratando-nos com indignidade e indiferença.
Somos otários e temos o que merecemos.
Desculpem os erros da escrita inteligente "... (queriam um SNS idêntico ao das pessoas) ..."
ResponderEliminarPrimeiro não é dos sindicatos, mas de um grupo de colegas que teve a coragem de pensar e reagir sem estar à de sindicatos. E é de louvar.
ResponderEliminarSegundo se não está bem com o serviço apareça na manifestação, dia 17 de Fevereiro em Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada.
Também não percebo porque é que não decretamos uma nova greve aos atos. Temos medo?
ResponderEliminarConcordo.
ResponderEliminarO anterior líder sindical deixou um legado enorme, de conquistas ... deixou zero, apenas de perda em perda ... Saiu e deixou um sucessor literalmente á sua altura, mediocre na luta e inadequado para as funções.
Manipulam e geram as nossas vidas como querem.
Descarregam a sua ira como? Traduza essa conversa que nāo se entende.Sabemos que se nāo houver funcionários a trabalhar, também os Magistrados trabalham menos, mas acredito que isso não os faça sentir bem. Certo é que junto do público a situação nāo é dada a conhecer como devia, não falam, nāo reclamam.
ResponderEliminarTemos agora a situação de Sintra, Cascais e também o Juíz Presidente da comarca de Coimbra veio no relatório anual denunciar a falta de Of.Justiça e de Juízes (?!) na comarca. E o resto do País? Está tudo bem?
Os Magistrados deviam também revoltar-se e denunciar o que se passa. Como conseguem trabalhar com poucos funcionários e tão mal pagos, sobretudo em início de carreira?
É que nos debates que tem havido, os partidos não falam da Justiça, dos Tribunais, do M.P.
Sabe-se que a anterior Ministra, sendo Magistrada, aumentou sim, mas os vencimentos dos Magistrados.A presente, tendo como profissão professora universitária e 9 anos como juíz do T.Constitucional, é muita teoria, mas muita dificuldade em lidar com os Tribunais.
Parece não entender que por mais elementos da PJ que entrem, bem pagos, bem subsidiados na sua missão, o seu trabalho nāo rende frutos no futuro porque faltam funcionários no MP e nos Tribunais para dar rápido seguimento. Está tudo dependente. O elo da cadeia é quebrado.
Ou seja, gastam-se milhões mas não resultam, porque falta o resto do investimento na outra parte.
É isso que querem, parece...
ResponderEliminarNós não temos medo. Quem tem medo é o SFJ.
Mais uma vez desculpem pela escrita inteligente... " ... gerem..."
ResponderEliminarRefiro-me a lutinhas da treta sindicais desde há mais de 20 anos!
ResponderEliminarO que conseguiram?? Ha rsta nem o minimo de algumas acoes em yribunal que estavam ganhas à partida.
E o que nao foi feito em 20 30 anos?
O que se perdeu?? E que lutas se travaram???
Sim sondicalistas facam o balanço!!
Comesainas??
Agora é tarde.
Com salario de.entrada minimo nacional.
Vergonha.
Vai te catatpr com o puritanismo de escrita
ResponderEliminarUm dia destes escreves brasileiro e ai não te queixas.
Lutei anos por uma mudança de paradigma no SFJ. Em meados de 2003 e 2004, quando centralizaram a gestão do orçamento dos tribunais, era preciso fazer a transferência da conta corrente dos processos -enviar dinheiro para Lisboa - e sugeri que fosse encetada uma reivindicação que era pertinente naquela altura sobre a incorporação dos 10% e as promoções tão ambicionada, mediante a recusa em trabalhar fora de horas para conseguir concretizar esse processo.
ResponderEliminarNão escutaram ninguém e o mesmo sucedeu com a reforma do sistema de justiça em 2014, envolvendo funcionários a lombar, tal como verdadeiros estivadores, com processos de um lado para o outro, com recolocação sem especialização.
Sempre com a promessa do reconhecimento que nunca veio.
Perdemos com o Sócrates a diferenciação na reforma e os SSMJ, perdemos a oportunidade de concorrer pelo menos mais que uma vez no ano já com o Costa o mesmo que nos prometeu em1999 a incorporação dos 10% assim que houvessem condições e volvidos 25 anos, os últimos com a personagem a gerir e decidir os nossos destinos tratou- nos como m...a. com uma indiferença indigna te e com uma desconsideração deliberada.
Mas ainda há gente que dará o seu voto a quem nos mentiu e continua a desconsiderar no discurso político.
Somos otários e assim seremos.
E qual é o problema? Não há quem escreva em inglês, francês ou o que seja !
ResponderEliminarParece que tem fobia aos brasileiros ou até a todo o tipo de estrangeiros, enfim é um puritano do caraças... para não dizer outra coisa...
Sim continuem a votar no "chuchalismo" ...
ResponderEliminarSucintamente, é isso mesmo. Muito lúcido.
ResponderEliminarConcordo com o colega a 100%. Já tenho em prática a greve de zelo e faz toda a diferença. Arquivados e arquivo são aos milhares sem lhes tocar. pendentes já vai em 200 sem conseguir cumprir. a saturação já é muita. Sempre sorridente e dar a ideia que está muito disponível, mas o trabalho anda ao ritmo de caracol, ao meu ritmo.
ResponderEliminarMagistrados assobiam para o lado, quanto a falta funcionários. Triste realidade, pois eles se se unissem e denunciassem a nossa situação, acredito que chegassemos a bom porto.
ResponderEliminarAssim não.
Alheamento completo por funcionarios.
Palhaçada
A postura do sindicalista anafado com mais de um milhão de euros em quotas/ano sem obra fazer!
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