A Oficial de Justiça Alice existe mesmo
A Oficial de Justiça Alice é uma das personagens que conformam o recente romance de Ângela Maria Lopez, intitulado: “A finitude dos dias imperfeitos”.
Nesta obra, a autora pretende divulgar as dificuldades do sistema judicial, mas também a sua dimensão mais humana. Alice é uma das personagens principais, uma Oficial de Justiça que interroga a complexidade do mundo em que trabalha.
Tal como a outra Alice do romance de Lewis Carroll, a sua própria identidade é posta em causa pelas estranhas lógicas de uma teia relacional que a ligam a outras personagens através da função que exerce, numa procura de sentido às tarefas repetitivas, sempre inacabadas, pouco reconhecidas em que, tal como na sua vida pessoal, acaba por se tornar o que não quer ser.
Num dia imperfeito, a lógica absurda dos procedimentos que tem de cumprir confronta-a com a violência do sistema na sua normalidade para quem nele trabalha e para a quem ele recorre.
Tal como a pequena Alice do País das Maravilhas, esta personagem adulta para além dos questionamentos sobre o “O que é o normal e anómalo”, “o justo e o injusto” também se interroga sobre o que pode continuar a fazer sentido no lugar basilar e pouco visível que lhe é atribuído neste universo opaco, pouco eficiente pela sua complexidade e pelos seus formalismos. Um sistema em que o tempo nas suas lógicas funcionais, instrumentais se perde, escapa, esmaga as pessoas que a ele recorrem, mas também a quem nele trabalha.
Face às lógicas e limites daquele espaço-tempo do judiciário face a um mundo em constantes transformações, Alice, em busca de sentido aos dilemas pessoais e profissionais, constrói um espaço próprio para além das injunções formais, dos desentendimentos, dos desencontros, da violência, das dimensões trágicas da existência humana.
Segue um extrato:
«Ao fim de tantos anos, continuava desinquieta com a urgência dos prazos, de despachos, de diligências, dos caprichos enfatuados de muitos magistrados e advogados, e sobretudo com os fragmentos de vidas e de dramas que atravessavam os seus dias. Havia dias que aquele tribunal parecia destilar séries monocórdias de um presente insustentável sem opções e sem esperança.»
Nesta obra, Ângela Lopez, pretende mergulhar os leitores no complexo mundo da justiça, onde a autora trabalha há mais de 30 anos, essencialmente na área da Família e Menores.
Nas funções que a autora exerce, reconhece como primeiros interlocutores com o sistema judicial os Oficiais de Justiça e, por isso, a sua personagem da Alice surge natural e necessariamente.
A autora avisa-nos que apesar de Alice ser uma personagem fictícia, no entanto ela existe mesmo. Diz assim a autora: “A Alice existe, cruzei-me com muitas Alice. Ainda esta semana estive com ela, eficiente, atenta, solícita, angustiada com as inúmeras tarefas a cumprir, pressionada por telefonemas, injunções, diligências, interpelações, chamadas…»
Segue outro extrato:
«Desgastava-se mesmo assim na procura de sentido do decurso dos dias, nas tarefas desgastantes, quase todas sem sentido para melhorar a vida das pessoas. Não aspirava a um mundo perfeito, apenas queria manter a ilusão de não acreditar que isto tudo era um embuste. Ouvia, muitas vezes, nos desabafos, nas lamúrias, nas tagarelices constantes dos colegas que não estava sozinha nessa procura.»
Pode saber mais sobre a autora e sobre este romance – que hoje aconselhamos – e mesmo adquiri-lo, através das seguintes hiperligações:

... o compatível e o incompatível ... (na justiça)
ResponderEliminar"...Rita Alarcão Júdice é ainda membro da Comissão Executiva da Urban Land Institute (ULI) Portugal e é também associada da WIRE – Women in Real Estate..."
fonte "Advocatus".
e o Oficial de Justiça, parco de rendimentos da sua prestigiante função, nem numa faculdade de direito pode ser assistente!
É a porca a andar de bicicleta ou melhor, é do arco da velha!
Ainda alguns eleitores pedem a eliminação do Raul.
Pergunta-se, 765€/mês pagam tão imbricadas funções e tamanha exclusividade?
deve ter-se supra RAU.
ResponderEliminar10.04 horas,
ResponderEliminarEsqueceu-se do resto do texto da mesma fonte por si referenciada.
"Já o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) considerou que Rita Júdice, tem “profundo conhecimento do sistema judicial” e disse esperar a resolução dos problemas que afetam o setor. “Como líder da lista do PSD por Coimbra nas últimas eleições, ela (Rita Júdice) representa não só uma promessa de influência para a implementação oportuna das políticas públicas necessárias nesta área, mas também, espero, a garantia do sucesso da Justiça e, consequentemente, do Estado de Direito Democrático”, declarou à agência Lusa António Marçal.
O dirigente sindical referiu que o SFL está pronto a “colaborar nesta árdua missão que se avizinha”, vicando que, enquanto agentes de Justiça, esperam que a nova ministra “resolva de forma incisiva os problemas que afetam diretamente” os funcionários judiciais. Alertou ainda que muitos serviços judiciais e do Ministério Público estão à beira do colapso.
“Como temos afirmado, o Governo pode contar connosco para promover a tranquilidade e a coesão social indispensáveis para o progresso do país. Basta concretizar as medidas que o PSD sempre defendeu e reforçou ao longo da campanha eleitoral, e para as quais existe disponibilidade orçamental no atual Orçamento do Estado de 2024”, concluiu António Marçal."
Assim, sim, está o circo montado e a tenda armada para nós palhaços.
O Sr. sindicalista é apontado como futuro membro do Staff ministerial.
À semelhança das escolas, o futuro será integrar assistentes técnicos e assistentes operacionais dos municípios nas secretarias judiciais.
ResponderEliminarE isso vai acontecer em breve.
Sim sim, todos os meses os municípios fabricam assistentes técnicos para dispensar a outros serviços.😅
ResponderEliminarTêm lá pessoal que se atropelam uns aos outros.
É um trabalho muito atrativo.
Não invente colega.
Não estou a inventar.
ResponderEliminarE não se trata de dispensar mas sim de integrar!!
Eu não me importava de ter um indiano, um paquistanês ou um brasileiro a trabalhar comigo.
ResponderEliminarDava-me jeito para dar entrada aos papéis, digitalizar, tirar fotocópias, ir ao arquivo buscar processos, etc ...
Eu se fosse para um emprego desses, trabalhar por tua e meia para o servir ou a servir enquanto você exevutas as suas funções, preferia andar cá fora a varrer ..
ResponderEliminarOra esta!!!
Se for assim!!
Você não faz nada !!!.
Eu se fosse para um emprego desses, trabalhar por tuta e meia para o servir ou a servir enquanto você executa as suas funções, preferia andar cá fora a varrer ..
ResponderEliminarOra esta!!!
Se for assim!!
Você não faz nada !!!.
E já pensou se um assistente tecnico quer desempenhar funções, tarefas, de oficial de justiça, ao pelo mesmo ordenado?
ResponderEliminarA maioria quando vierem, virem a carga de trabalhos e a ganhar o mesmo, acha que querem ser oj's?
Ainda não perceberam que o nome da profissão não interessa? O que está em causa é se se é bem pago ou mal pago.
Porque é que não têm conseguido captar ingressos?
Exigências têm que ser bem pagas, não é com ordenados de miseria.
Acordem.
Não faz nada?!!!
ResponderEliminarEnfim.
Grande Alice!
ResponderEliminarE também, Grande Manel, Zé e todos mo mesmo barco.
Parabéns pela iniciativa de pôr no papel o que todos têm na cabeça.
ResponderEliminarE pagar mais, pelos pontapés que se kevam nesta profissão?
Nepias? Ok, tal dinheirinho, tal trabalhinho
Acho que nem para varrer deves servir ...
ResponderEliminarUm assistente técnico vai desempenhar as funções de um assistente técnico, que é exactamente aquilo que todos nós fazemos ...
ResponderEliminarAssistentes técnicos mas com uma designação diferente só para parecer que somos muito importantes, quando na verdade não passamos disso mesmo, de assistentes técnicos ...
Ora aí está
ResponderEliminarEnquanto em inicio de carreira me pagarem como assistente técnico, então
17h, sr tor, esta na minha hora. Com sua licença, amanhã às 9h
Depois das 17 horas vou ser tarefeiro do dito judice, sempre deixarei de ser funcionario publico para lhe agradar.
ResponderEliminarVão morrer como os outros e a cheirar mal também como todos nós que morremos.
"Dava-me jeito para dar entrada aos papéis, digitalizar, tirar fotocópias, ir ao arquivo buscar processos, etc .."
ResponderEliminarEnquanto o escravo trabalhava para mim, sempre podia andar no facebook e nas compras online. Assim, sem um escravo, nem tenho tempo para isso.
Para 14:39
ResponderEliminarSe estas nos tribunais como oj, e dizes desempenhar funcoes de assistente tecnico , desculpa que te diga, mas não devias ter sido aprovado para seres oj.
Oj, tem exigencias e deveres e funcoes tecnicas, desde logo, saber muito mais legislação, e cumprir processis complexos que tu não eeves saber com esse tipo de concersa. Sabes tramitar um inventário? Sabes tramitar uma insolvência? Fazes serviço externo à séria?
Fazes interrigatorios fora de horas?
Aturas as birras dos magistrados?
Não, tu não sabes o que isso é, porque comparas funções com as de assistente tecnico? Não estás melhor na secretária da escola ou na secretaria da camara municipal?
Estavas tão bem calado/a.
Toma oscomprimidos e experimenta vir para os tribunais trabalhar a serio, não é vires pendurar-se no trabalho dos colegas.
Parasita.
ResponderEliminarPonham os assistentes tecnicos nos tribunais, a fazer trabalho de oj e a ganhar o que ganham nas escolas e camaras.
No final digam quantos ficam.
E não só! Também me dava jeito para ir buscar-me café, comprar tabaco e meter o Euromilhões à sexta feira.
ResponderEliminarMas os OJ ganham muito mais do que os funcionários das escolas?
ResponderEliminarParece-me que não, mas pronto.
Aliás, no início da carreira, os assistentes técnicos até ganham mais do que um OJ!!
Acabem com a merda dedta profissao, com as policias, com os medicos, com os guardas prisionais, com os professores.
ResponderEliminarE politicos e grandes empresarios tem tudo.
Força.
Grande Zeca Afonso e Alvaro Cunhal, que tanto fizeste para esta malta viver em liberdade. Paz às vossas almas e perdoai quem nada sabe da história des pais.
Sem esquecer o Afonso Henriques que deve estar a dar voltas.
Triste pais cheio de empertigados, apesar de barriga vazia.
Vemdam tudo, pá
Pergunto-lhe
ResponderEliminarSe for assintente tecnico numa escola ou numa camara municipal, quer vir fazer o trabalho de oficial de justiça? Com o mesmo salario?
Ir para os tribunais fazer o serviço que qualquer assistente técnico faz?
ResponderEliminarIsso já faço e tu também...
Claro que um assistente técnico de uma escola não vai por vontade própria para um tribunal.
ResponderEliminarMal por mal é preferível aturar crianças do que certos arrongantezitos que se vêm em todos os tribunais ...
Não alimentem os parvos, deixem que falem sozinhos.
ResponderEliminarPara determinado tipo de comentários, não há respostas, só desprezo .
Aos olhos do doutor Marçal, são todas as pessoas certas no lugar certo. Já assim foi com a anterior e a anterior da anterior
ResponderEliminarÉ só amor, e só boa vontade para, as também, doutoras
Porra, homem, aprenda cós os outros, veja as boas vindas dos representantes policiais. Deram um prazo, Abril, para as coisas começarem a rodar, e depressa, senão..............
O amigo Marçal tem que fazer o mesmo, falar grosso, subir para cima de um banco, e enervar-se, da mm ar com tom zangado, ameaçar, dizer palavras menos eruditas, brutas se necessário
Porra, nunca mais aprende
Atitude, atitude, atitude, atitude ........ Como quer que o vejam como autarca? Deixando andar, andar, andar?
Porra, porra, porra, sempre no mesmo ritmo,então, lentinho e parado
Assim não dá.
Toma o medicamento, que estás a precisar.
ResponderEliminarSabes tramitar inventarios?
Sabes tramitar insilvencias?
Fazes interrigatorios no tic de Lisboa?
Fazes serviço externo em zona de droga?
Trata-te.
Deves ser continuo numa escola e muito bem que estas para o o que ganhas. Até ganhas demais.
Ah
ResponderEliminarMal por mal
Parasitas
Então diga, mal por mal, deixo-me estar a fazer nenhum numa escola ou numa secretaria de camara ou junta de freguesia, e ganhar o mesmo ou mais. Entao não se compare com quem tem mais responsabilidades, seja coerente se é que sabe o que isso significa.
ResponderEliminarExperimente bir para os tribunais e trabalhar a sério, sem se prndurar no trabalho dos colegas. Venha.
Não tenhas a mania das grandezas.
ResponderEliminarTramitas isso tudo mas não passas de um assistente técnico.
ResponderEliminarMania da grandezas terás tu, que dizes ser OJ e ao mesmo tempo assistente técnico. Vives do suor dos teus colegas. Parasita
E entregar o cartão de associado em debandada... Isso é que era!
ResponderEliminarNo meio disto tudo fiquei com uma dúvida. É preciso ter um estatuto próprio e um nome pomposo para aturar birras de magistrados?
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