O Programa para a Justiça da Coligação Democrática Unitária CDU
Os eleitores que forem votar no próximo dia 10 decidirão por si próprios e também pelos que não forem votar ou por aqueles que votarem em branco e mesmo por aqueles que, propositadamente, anulam o voto.
Seja qual for o número de votantes, de abstencionistas, de votos brancos ou nulos, serão sempre os votos válidos, e apenas estes, os que decidirão a composição da nova Assembleia da República, isto é, serão os votantes de facto que elegerão os 230 deputados que representarão todos os portugueses, mesmo os que não querem saber disto para nada e escolhem outras atitudes perante a votação.
Deixada aqui esta nota e advertência, recordamos que nesta semana iniciamos uma ronda e síntese pelos partidos políticos que concorrem às eleições legislativas em curso. Começamos com uma abordagem aos partidos políticos que atualmente não detêm representação parlamentar e, de seguida, iniciamos a apresentação dos programas dos partidos políticos e coligações que detêm atualmente representação parlamentar.
Assim, todos os dias estamos a apresentar um programa eleitoral de um dos 8 partidos com assento parlamentar na atual legislatura, concorrentes a estas eleições legislativas cuja votação ocorre no próximo dia 10MAR, na parte que disser respeito aos Oficiais de Justiça ou à justiça em geral.
Este é o foco: expor os programas naquilo que puder interessar aos Oficiais de Justiça.
Cada dia apresentamos um extrato de um dos 8 partidos ou coligações, sendo a apresentação efetuada por ordem alfabética de cada denominação.
Depois de no dia 26FEV termos apresentado uma síntese relativa aos 10 pequenos partidos e coligações sem representação parlamentar, a ordem das apresentações dos demais é a seguinte:
– Aliança Democrática AD (27Fev)
– Bloco de Esquerda BE (28Fev)
– Chega CH (29Fev)
– Coligação Democrática Unitária CDU (hoje)
– Iniciativa Liberal IL
– Livre L
– Partido Socialista PS
– Pessoas, Animais e Natureza PAN
Portanto, continuando com a abordagem aos programas políticos, hoje destacamos a coligação do Partido Comunista Português (PCP) com o Partido Ecologista os Verdes (PEV), que constituíram a Coligação Democrática Unitária (CDU). É usual os membros da coligação mencionarem ainda que a coligação abrange ainda uma associação (não um partido), a Associação de Intervenção Democrática (ID).
Esta coligação não possui um programa eleitoral pertença da coligação, mas, algo em separado. O único programa que existe é o do PCP e, quanto ao PEV, este apresenta um manifesto.
No ponto 6.9. do Programa do PCP, intitulado: “Por uma Justiça democrática e acessível”, consta o seguinte:
«Coerentemente com o que sempre defendeu, no quadro da política patriótica e de esquerda, o PCP afirma que uma reforma democrática da justiça é necessária, dando concretização aos princípios e comandos que a Constituição consagra e tendo como objetivos essenciais a defesa de uma justiça mais igualitária, acessível e próxima dos cidadãos, que é responsabilidade do Estado assegurar; a recusa da sua privatização; o combate eficaz ao crime organizado e à corrupção; a preservação do poder judicial soberano e independente.
A política de justiça de sucessivos governos, incluindo o atual, tem agudizado e avolumado problemas que há muito são conhecidos, degradando a imagem da Justiça perante os cidadãos, acentuando sentimentos de descrédito e de impunidade dos grandes interesses económicos e financeiros.
6.9.1 - O PCP continuará a lutar por maior investimento na Justiça que permita dar resposta, adequada e premente, aos muitos problemas que se arrastam sem resolução, propondo, designadamente:
– A garantia da regularidade de admissão de profissionais de justiça, planeando devidamente a sua concretização, com vista a ultrapassar a crónica situação deficitária do quadro de magistrados judiciais e do Ministério Público, guardas prisionais, funcionários de investigação criminal, dos registos e notariado, situação que atinge já níveis dramáticos no que se refere aos funcionários de justiça;
– A efetiva melhoria do parque judiciário, de forma a que seja melhorada a capacidade de resposta dos Conselhos de Gestão das Comarcas, assegurando as condições de dignidade aos tribunais – órgãos de soberania –, a quem neles trabalha e a quem a eles se dirige;
– A criação de estruturas de apoio direto aos magistrados, quer destinadas a apoiar a prática de atos que não impliquem o exercício da função jurisdicional, quer em termos de assessorias técnicas multidisciplinares para apoio em áreas de maior complexidade;
– O reconhecimento aos funcionários de justiça do seu trabalho e do papel decisivo no funcionamento da Justiça, dotando a classe de um estatuto profissional digno, incluindo em termos remuneratórios, de condições de trabalho e de progressão na carreira;
– O adequado apetrechamento técnico e tecnológico das entidades e organismos com competências e intervenção na área da Justiça, visando a melhoria da prestação dos serviços aos cidadãos, mas igualmente a maior eficácia da ação da Justiça;
– A adoção de medidas urgentes na jurisdição administrativa e fiscal que permitam ultrapassar os constrangimentos que se tornaram já incomportáveis e minam a confiança dos cidadãos no Estado e nos tribunais;
– A melhoria da acessibilidade dos cidadãos aos serviços de registos e notariado, com a dotação de instalações condignas para a cobertura nacional adequada, com condições de celeridade na tramitação dos processos, bem como com a correção das disparidades salariais que subsistem ao nível das carreiras dos seus profissionais;
– A tomada de medidas concretas de acrescida transparência na Justiça, através da melhoria efetiva da comunicação e relação com os cidadãos, incluindo designadamente a publicitação por meios eletrónicos das sentenças judiciais, incluindo na primeira instância.
6.9.2. – O PCP continuará a defender uma justiça igual para todos, acessível e célere, combatendo a insatisfação dos trabalhadores e do povo, que não consegue aceder aos tribunais para a defesa dos seus direitos. O PCP compromete-se a:
– Dar firme combate ao processo de crescente desjudicialização e privatização da administração da justiça, incluindo o recurso à arbitragem nos litígios que envolvem o Estado e demais pessoas coletivas de direito público, como forma de resolução de litígios em matéria administrativa e fiscal. Impedir a vulgarização e alargamento da utilização dos chamados meios alternativos de resolução de litígios, fora dos tribunais, como formas encapotadas de privatização da justiça;
– Adotar medidas que permitam a diminuição da morosidade dos processos judiciais, sobretudo os processos relativos à criminalidade grave, combatendo designadamente as possibilidades de recurso a expedientes dilatórios e reconfigurando a fase da instrução de forma a evitar que se transforme numa espécie de pré-julgamento.
– De entre os fatores que levam a que a maioria dos cidadãos continue afastada do recurso aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos destacam-se o valor das custas processuais, somado a outros custos; o alcance muito limitado do apoio judiciário; a ainda reduzida rede dos julgados de paz; a morosidade no funcionamento da justiça e a falta de proximidade dos tribunais.
O PCP defende:
– A extinção das custas judiciais de forma progressiva, no prazo da legislatura, fixando esse faseamento a partir de critérios de necessidade social do acesso à justiça e aos tribunais e mantendo apenas o regime dos litigantes em massa e o pagamento de encargos (certidões, cópias, etc.);
– O alargamento do regime do apoio judiciário de modo a aumentar o seu alcance social, adotando critérios de fácil aplicação que permitam a distinção do nível de apoio em função de diferentes níveis de carência ou insuficiência económica;
– O alargamento e generalização da rede de julgados de Paz, o aumento das competências desse meio de composição de litígios e a consideração de critérios para a sua competência obrigatória;
– O aumento e atualização anual do valor das remunerações devidas aos advogados no âmbito do acesso ao direito e apoio judiciário, a par de medidas de investimento na qualidade do serviço prestado aos cidadãos nesse âmbito, designadamente com a criação de condições para acesso a formação contínua nas áreas de preferência manifestadas pelos advogados inscritos; voltando a equacionar as condições de criação de um serviço público para a defesa oficiosa e o patrocínio judiciário;
– A criação de um regime de proteção social dos advogados, integrado na Segurança Social, que assegure o pagamento de pensões, mas também proteção social nas eventualidades de doença, maternidade, invalidez, ou desemprego, com um regime de contribuições adequado e sem que daí resultem para a Segurança Social encargos decorrentes de desequilíbrios financeiros atuais ou futuros da CPAS;
– A regulação das relações de trabalho subordinado no exercício profissional da Advocacia, assegurando, em respeito pelos princípios deontológicos, a regulação da relação laboral existente e dos direitos destes profissionais, sem interferência com o regime dos advogados de empresa;
– A preservação da natureza de interesse público relevante das profissões jurídicas, definindo e delimitando adequadamente as respetivas competências e atos próprios, designadamente enquadrando a advocacia de forma a garantir profissionalismo, qualidade na defesa de direitos e interesses legítimos e responsabilização na prática de atos de natureza jurídica.
6.11. – Um firme e sério combate à corrupção e à criminalidade económica e financeira. Neste âmbito o PCP propõe:
– Medidas de combate aos instrumentos utilizados para a corrupção e a criminalidade económica e financeira, designadamente a proibição de relações comerciais com paraísos fiscais em jurisdições não cooperantes, a criação da obrigatoriedade de registo e taxação das transferências para outros paraísos fiscais; e a ação junto de organizações internacionais no sentido do combate global que lhes deve ser dado com vista à sua extinção;
– Medidas de combate à promiscuidade entre o poder político e o poder económico, com soluções de combate às “portas giratórias” entre o governo e os grupos económicos;
– Medidas de transparência e publicidade das decisões governamentais e respetivo processo legislativo, designadamente quanto à informação e acesso públicos que devem ser assegurados;
– Recusar a legalização do crime de tráfico de influências sob a designação de “lobbying”, que constitui mais uma forma de legitimação da influência dos interesses económicos e financeiros junto do poder político, contribuindo para a subordinação deste e a degradação do regime democrático;
– Uma resposta cabal e consistente às necessidades da investigação criminal em matéria de meios humanos e materiais, designadamente técnicos e tecnológicos, principal dificuldade que continua a colocar-se no trabalho do Ministério Público e da Polícia Judiciária;
– Dotar o Departamento Central de Investigação e Ação Penal das condições indispensáveis para uma resposta mais pronta e eficaz na luta anticorrupção, particularmente o reforço do quadro de procuradores, a disponibilidade permanente de peritos e de apoio técnico especializado, adequados às exigências de maior celeridade dos processos de maior complexidade na investigação da criminalidade económica e financeira.
– Revalorizar a Polícia Judiciária, assegurando condições para a contínua qualificação da sua intervenção no âmbito das suas competências.
– Libertar os órgãos de polícia criminal e o Ministério Público de bagatelas penais injustificadas, sobretudo quando assentes em práticas policiais de identificação de pessoas em situações de exercício de direitos e interesses legalmente protegidos.»
Relativamente ao manifesto do PEV, as menções à Justiça resumem-se a isto:
«Reforçar os meios da justiça para investigar com celeridade crimes de corrupção, de tráfico de influências e de favorecimentos económico-financeiros.
Consagrar o crime de enriquecimento injustificado, com base na obrigatoriedade de declaração da origem do património e dos rendimentos de valor superior a 100 salários mínimos nacionais anuais.»

Fonte: “Programa do PCP na CDU” e “Manifesto do PEV na CDU”.
Estes estragaram a pintura toda ao apoiar Putin.
ResponderEliminarAté tinham a minha simpatia, pelo discurso de proteção dos trabalhadores e intenção de taxar justamente grandes fortunas (pelo menos, que pagassem o que pagam os restantes).
Mas em consciência, nao poderei nunca votar em quem desculpa e praticamente apoia um assassino ditador que se prepara para carbonizar todo o planeta, completamente convencido que tem toda a razção.
Sim também fiquei muito desiludido com o PCP na questão da Ucrânia. Por mais que este partido defenda os trabalhadores em alguns aspectos não acompanhou os tempos e defender e tentar justificar o Putín é inimaginável.
ResponderEliminarNao tem o meu voto por isso.
É preciso lembrar que o que estes senhores defendem, verdadeiramente, não são os direitos dos trabalhadores mas sim uma ideologia e uma forma de organização política e social já experimentada e comprovadamente falhada, assassina de muitos milhões de pessoas -
ResponderEliminarO que verdadeiramente defendem é a transformação política, à escala europeia, e por isso defenderem o senhor Putin e a invasão da Ucrânia, para que surja um regime unipartidário liderado por autoritários (como sucede com o dito Putin), pretendendo o colapso do capitalismo.
A defesa dos trabalhadores surge acima de tudo como base de apoio às suas políticas, alumiando pretenderem uma melhor distribuição da riqueza criada pretendem o colapso do capitalismo, para no final serem os donos disto tudo e obrigarem todos, mesmo todos, ao sacrifício pessoal em ordem àquilo a que chamam de "bem comum" que é definido pela cúpula do partido.
Amarrados ao passado, parecem viver num mundo distante ou uma realidade paralela.
Este partido que nunca colocou de parte o recurso à luta armada no pós 25 de abril, não deveria ter sequer o já baixíssimo protagonismo que lhe dão na comunicação social ou através das lutas sindicais.
Mas como vivemos num país diferente daquele que defendem, com liberdade, vamos "aturando" estas coisas absurdas como se fossem normais.
É a minha opinião pessoal.
Só para acrescentar que a "Justiça" para o PCP não tem o mesmo significado que para o normal cidadão.
ResponderEliminarPara estes senhores, invadir um país, matar crianças, jovens, pais de família e velhos indefesos, apenas por um ideal politico, por estratégia de um regime composto de pessoa que mais se assemelham a "animais", desumanos, frios e cruéis parece ser defensável.
Por mim, nem sequer deveriam figurar no boletim de voto (hoje é com os Ucranianos, amanhã pode ser connosco).
Só não concordo com esse pensamento de que o capitalismo, como actualmente o vivemos, é a solução ideal para uma sociedade.
ResponderEliminarInforme-se !!
ALUMIE-SE !! (Só por esta expressão exdrúxula, sei que é !).
Enganado. Muito enganado mesmo !!
Leia Martin Wolf. Leia Jonathan Tepper. O próprio Krugman Ou Stiglitz
Ao invés de vir para aqui mandar bitaites desinformados.
Isto é, realmente, um local de opinião, compreendo.
Mas não se exponha dessa maneira, meu caro!!
ALUMIE-SE !!
Capitalismo e comunismo são apenas as duas faces da mesma moeda. Ambos dominados pela mesma alite que governa e explora este planeta e seus habitantes.
ResponderEliminarTotalmente de acordo.
ResponderEliminarSó muda o método de subjugar !!
A maioria de todos nós, ao reclamar dtos sociais que permitam uma vida digna e que não sejam contra o atual sistema econômico, defendem um sistema: Socialismo de Mercado.
ResponderEliminarAssumam-se!!
Quanto ao programa do PCP, apesar da ideologia defendida, apresenta sem dúvida o melhor programa para a Justiça até agora.
A sério? Aquilo é só ideologia, não tem nada a ver com justiça.
ResponderEliminarUm exemplo:
"Libertar os órgãos de polícia criminal e o Ministério Público de bagatelas penais injustificadas, sobretudo quando assentes em práticas policiais de identificação de pessoas em situações de exercício de direitos e interesses "legalmente protegidos.»
Bagatelas penais?? 😀
Fala em desjudicialização da administração da justiça e mais à frente em "alargamento e generalização da rede de julgados de Paz...." assim esvaziando mais o acesso à Justiça que só deveria ter lugar nos Tribunais, assim diminuindo o número de Oficiais de Justiça e outros investimentos.
ResponderEliminarDe resto quanto ao apoio a Putin é erro crasso do partido (se fosse votante, também deixaria de votar conforme vários comentários por aqui) mas tenho memória, conheço a História e não podemos esquecer o papel importante que o PCP, ainda na clandestinidade teve, no combate a 40 anos de ditadura, muitos dos seus membros foram presos, deportados para o Tarrafal, lutaram para que houvesse mudança e com o contributo de ainda outros mais, finalmente ... a Democracia.
É o partido português mais antigo penso. Os outros surgiram depois.
Merece, independente de não votarem nele como eu não voto, o maior respeito de todos, mesmo dos que não passaram pela miséria, fome, censura, falta de liberdade, analfabetismo, emigração clandestina, guerra colonial, antes da Democracia, mas bem sabem, também por familiares que têm, que assim era.
Ainda assim, todos nós preferimos ser subjugados e explorados em, e pelo, capitalismo ...
ResponderEliminarBoa tarde.
ResponderEliminarSinto-me obrigado a retorquir para que o assunto não fique assim, com um vislumbre de engano.
Primeiro que tudo, para que fique claro, não sou de extrema esquerda ou de extrema direita, sequer da denominada direita liberal ou progressista, voto em políticas e não em ideologias, acredito nas pessoas, e naquilo que são capazes de fazer (para o bem e para o mal).
Isto quer dizer que acredito na liberdade individual e coletiva, numa sociedade que proporcione a todos a oportunidade de realizar os seus sonhos de vida, com o seu trabalho, com o seu mérito, bem sabendo que nem todos o conseguem alcançar.
Acredito numa sociedade solidária, que redistribua a riqueza criada por todos, segundo o seu trabalho, e nomeadamente a quem necessite de apoio pelas mais variadas razões providencie pela ajuda necessária, pelo mínimo de subsistência.
Acredito numa sociedade que dê a todos a mesma igualdade de oportunidades e que premeie quem mais investiu no sucesso pessoal, só assim será uma sociedade justa, uma retribuição pela justiça e não pelo dom de caridade.
Não conseguiria viver numa sociedade em que ao meu lado vivesse alguém à míngua, que por doença ou outro motivo não pudesse providenciar pelo seu sustento, mas também não conseguiria viver com alguém ao meu lado que com muita saúde se levanta às 10:00 horas para ir tomar o pequeno almoço ao café enquanto deixa os filhos na creche, em jejum, e não procura emprego porque o Estado patrocina o seu ócio (enquanto me levanto todos os dias às 6:30 horas para regressar a casa às 20:30 horas almoçando da marmita).
O relato deixado é verídico e convivo diariamente com ele.
Por isso acredito em valores como a justiça social mas também na compensação pelo mérito.
No mais dizer o seguinte,
É sabido que quem expressa num espaço público as suas ideias ou o que pensa, mesmo que sem grande aprofundamento de estudo, se expõe e se põe a jeito para merecer considerações como a do comentário feito.
Os raios de sol, que por estes dias frequentemente se escondem atrás das nuvens e nos cospem gotículas cristalinas de água, não têm o dom ou a virtude de "iluminar" muitos dos que vivem neste mundo influenciados apenas pela "escuridão ideológica" nascida de mentes que têm tanto de brilhantes como de perigosas.
Com tanta "cultura livresca", que tão prontamente elencou, sugerindo a sua leitura, não é capaz de ler o que a realidade escreve no livro do tempo ou de ouvir os gritos clamando por misericórdia dos moribundos.
Eu não defendo o capitalismo, o selvagem e o domesticado, apenas porque sim, eu defendo um modelo de organização de uma sociedade livre, que respeite a propriedade privada, a conseguida de forma justa, e preste apoio a quem dele necessite. Uma sociedade atenta aos desfavorecidos mas também ao mérito de quem se esforça pelos outros.
Quando se põem os assuntos arrumados apenas em dois pratos (esquerda/direita) sem respeitar o que está no meio, o fiel da balança, doseando o que ambos os pratos têm de bom é-se extremista - parece-se que é o seu caso.
O meu pensamento, leve como uma pena, vale tanto nos pesos desta vida como o de muitos outros, que são pesados pela miséria e morte que trazem de arrasto.
Eu não quero impor nada a ninguém. Quem quiser experimentar esta forma de vida, nos termos determinado por uma cúpula de pessoas, sem liberdade de decisão, sugiro que vá para a Coreia do Norte, para China, até para Cuba ou Venezuela, entre outros países.
Em lugar de frequentar bibliotecas como os ratos e baratas frequentam pastelarias, sugiro que abra a porta de casa ou a janela que dá para a rua e contacte com as pessoas, esse contacto fará com que tenha uma visão mais respeitadora da liberdade individual.
Desculpe não concordar consigo.
ResponderEliminarDigo-lhe o porquê:
A luta do PCP contra o fascismo é inegável e um legado indissociável do partido, mas não pensem que foi tudo pelas boas e melhores razões. Não foi!.
O que o PCP queria com a queda da ditadura fascista era implementar uma outra ditadura, desta feita autoritária, e por isso o meu enorme respeito à figura do Mário Soares e outros que o impediram.
Na verdade como já escreveu muita gente - leiam o livro do "Chico da C.u.f." para descobrirem a representação teatral de Cunhal, ou os escritos de Zita Seabra onde fica a descoberto que o PCP nunca colocou de parte uma revolução armada.
Eu até tenderia a concordar se a luta do PCP fosse acima de tudo pela liberdade mas não o foi, foi patrocinada pela Rússia como instrumento politico, também na denominada guerra fria.
No mercado de trabalho, antes destas modernices, eram escravos hoje somos colaboradores.
ResponderEliminarSó muda o cheiro..
Forte e competente função pública e aquela que é valorizada e eficiente, não necessariamente pelo seu número mas antes a acima de tudo pela sua qualidade.
ResponderEliminarAs sociedades mais evoluídas prestam bons serviços públicos mas há sociedades que não o sendo têm na mesma esse reconhecimento.
Cuba tem bons médicos mas de nada valeria esse crédito se a medicina desenvolvida pelo capitalismo não existisse - estaria estagnada (os principais métodos de diagnóstico, nomeadamente complementar, assim como tratamentos, nomeadamente farmacológicos, foram desenvolvidos com muita investigação e capital investido).
Quer isto dizer que a função pública não tem de estar presente em tudo, e que pelo serviço importante à comunidade tem de ser convenientemente valorizada.
Desculpe - concordo que o neoliberalismo não é solução ( o tal Estado minimalista) mas também não o é o socialismo estatizante.
ResponderEliminarComo tudo na vida é preciso encontrar o meio termo, é lá que está a virtude.
ResponderEliminarO PC ficou congelado no tempo da guerra fria.
A Ucrânia era da Rússia até bem pouco tempo, foi roubada pelos europeus que tem complexo de superioridade sobre outras culturas.
ResponderEliminarOs europeus escravizaram, pilharam durante séculos outras civilizações nomeadamente África.
Qual a moral que tem para apontar o dedo a Putin..
A nato foi provocar a Rússia está guerra era evitável, a culpa não é só do Putin.
ResponderEliminarA culpa é de fracos líderes europeus que no seu complexo de superioridade acham que ainda tem o poder de outros tempos.
Quando não passam de uma cambada de meninos mimados..
Sabe por acaso quem inventou a internet e muitas outras grandes ideias no mundo?
ResponderEliminarO privado está apenas com 60 anos de atraso na ida à Lua, por exemplo.
Acha bem que determinados medicamentos vitais para muita gente, custem fortunas e não haja laboratórios públicos a fazê-los??
Acha bem que privados controlem a água e a energia que consome e os preços praticados?
Achou bem a privatização da EDP quando afinal, com as devidas alterações na sua gestão, are altamente rentável e podia beneficiar todos, pelo menos nos preços cobrados, retirando algum do lucro exatamente para os descer e pagar compensações a funcionários, ao invés de estar nas mãos de cidadãos de uma ditadura?
Acha bem que não tenha um exército capaz e com os devidos meios por falta de investimento público?
Parece-lhe correto que o lucro se fique pelos acionistas e gestores e o prejuízo de torne de todos como tem ocorrido??
Angola e Moçambique , entre outros, também faziam parte de Portugal embora com o mar mediterrâneo pelo meio.
ResponderEliminarCom o fascismo, autonomizaram-se e muito bem - eram livres antes de serem povoados/invadidos/explorados pelos Portugueses entre outros.
Se é assim para uns porque não pode ser assim para todos os povos.
Depois o senhor desconhece a história geográfica daqueles povos por completo e até no Wikipédia poderia perceber melhor o seu contexto mas limitou-se às idiotices - Portugal foi território integrante do reino de Castela, também acha bem uma invasão pelos Espanhóis? e eu já nem falo na ideia peregrina da restauração do império muçulmano que, como deverá saber, esteve presente em toda a península ibérica.
Só uma mente muito tacanha como a sua para defender o indefensável - uma guerra por terra ... mas pior que isso pela ideologia ...
O senhor tem um pensamento "abrutalhado e troglodita".
Será mais ao contrário - o senhor vê o mundo de pernas para o ar!
ResponderEliminarQuem se acha superior é o senhor Putin.
E ao que parece todos os seus seguidores também assim se acham e serão mas apenas na barbárie e na desinteligência, na desumanidade e na crença.
No fim da vida morreremos todos, uns livres (de espírito e de pensamento também) e outros presos às ideias e crenças engendradas por gente sanguinária e cruel.
Tenho medo de si, e de quem acredita que matar por uma ideologia é justificável ...
Veja o significado de Holodomor.
ResponderEliminarAs suas palavras são tão macias e boas de ouvir que até era capaz de por elas me enfeitiçar.
ResponderEliminarÉ típico do funcionário público a soberba, como se não existisse mais nada - o privado é mau, o privado só quer dinheiro ...enfim o lucro!
Depois resume tudo para dizer que o lucro dos privados poderia ficar no Estado para pagar aos funcionários, melhorar os seus salários, e por aí fora.
Olhe e que tal perguntar a um trabalhador da construção civil, ou outra profissão, ao setor privado, o que é que ele acha sobre o assunto e para onde devem ir os seus impostos?
Terá uma resposta interessante.
A sua conceção das coisas - o Estado como grande patrão - sem empresas privadas, com todos a sermos funcionários públicos não funciona e nem preciso de lhe dar exemplos (desde a União Soviética, Coreia do Norte, China, etc.).
Mas concordo num ponto: nem tudo tem de ser do Estado e nem tudo deve ser do privado - os serviços essenciais e setores importantes para garantir uma democracia libre devem ser assegurados pelo Estado.
Falou em muitos exemplos, esqueceu-se da TAP , terá sido amnésia ou foi deliberado ...
Olhe que a Internet não foi inventada por uma entidade ("Estado") mas por pessoas e por sinal nos EUA no meandro do exército.
ResponderEliminarAs primeiras pessoas a orbitar terão sido os Russos e os Americanos que até alunaram. Com uma diferença, os Americanos regressaram à terra e os Russos parecem terem ficado por lá, perdidos (talvez alunados ou como diz o comentário "adiantados da cabeça" tal é o avanço).
Porque é que estas mentes tão inteligentes e de raciocínio rápido não percebem que a lei da vida é que dita como as coisas são e no caso dita que há diferentes formas de organização social, umas melhores que outras, umas que nos servem outras nem por isso, com certeza todas elas com algumas virtudes e com defeitos também mas o comunismo não é decididamente a solução.
Essa ideia de que "o que é teu é nosso" não me entra na cabeça mas o que é que se há de fazer, sou assim, e por ser assim atrevo-me a dizer que alguém quer ter o mesmo que eu tenho pelo menos que trabalhe tanto como eu e que não fique à espera que se banhar na água formada pelo meu suor.
Temos visões completamente diferentes e ainda bem que é assim.
Eisshhhhhh...tanto prosetilismo disfarçado de virtude superior.
ResponderEliminarOlhe, já vi que não gosta de livros, (bem sei, aquilo sem figurinhas, torna-se aborrecido).
Mas olhe que as suas ideias, contrariamente às baratas na pastelaria, gravitam pesadamente, com dificuldade e confusas, como moscas em volta de algo que bem sabemos...
Razão tinha Aleixo !!
Eu cá, tento ALUMIAR-ME no meio da escuridão das nuvens que tão prosaicamente refere, através dos livros. E penso tal como Sócrates, (o verdadeiro, não o corrupto), no tocante ao conhecimento atingido.
Durante muito tempo, abri as janelas que referiu. Vi muito mundo - mais do que alguma vez poderá imaginar, acredite.
É que não vim para os tribunais saído da escola ou da faculdade, percebe?
E essas janelas, efetivamente mostraram-me muitos pensamentos e ideias e ideais distintos.
E algo aprendi, também, com isso. Que quando abrimos as janelas demasiado sem saber filtrar e ter espírito analítico, também pode entrar muito lixo com o qual, depois, temos muita dificuldade em lidar e limpar. Entranha-se de tal forma que acaba por nos afetar.
Cuidado !!!
Pelo que a esta hora, já todos percebemos bem o que são para si liberdades individuais, quem são os vencedores que tanto venera e ao que vem.
Poupe a sua rica prosa para outro dia.
Camões ao pé de si, era um estagiário !!
Cá estarei para o trazer à terra, afastando-o pela mão e carinhosamente - como a uma criança - do perigoso voo de mosca que tem sido a sua existência e os ideais de egoísmo que preconiza, santificados, perdoados por uma misecórdia hipócrita perante os desvalidos, os fracos e não vencedores - mas só depois de bem cheia a tulha, claro!!!
Um excelente exemplo do comunismo.
ResponderEliminarEstá a ofender o seu interlocutor, que foi educado, por não concordar consigo, e acusa-o gratuitamente de tudo (infantilidade porque não lê dois ou três livros específicos; egoismo por não querer sustentar preguiçosos;etc…) Já o Comunista nunca está errado e tem sempre o manto da Justiça sobre si.
O comunismo é uma ideologia demagógica, por prometer soluções fáceis; perversa, por estimular a preguiça, a inveja e o aproveitamento; anti-natural por ir contra tendências intrínsecas da natureza humana. Como vai contra a Natureza Humana, sempre que tenta ser implementada necessita de ser acompanhada de medidas autoritárias/repressivas/totalitárias, responsáveis por alguns dos maiores crimes contra a Humanidade.
Esperemos que com estas eleições o PZP esteja um pouco mais perto do seu destino final: o caixote do lixo da História.
"Anti-natural por ir contra tendências intrínsecas da natureza humana."
ResponderEliminarMas a quais tendências intrínsecas se refere? À ganância ou à usura??? Ou a ambas?
É que essas já vêm bem definidas e relatadas no Velho Testamento, na mitologia grega, na arte medieval e por aí fora. São, por isso, consideradas verdadeiramente intrinsecas, viscerais e inatas da natureza humana. Qual cão que se enfurece ao ver alguém próximo do seu osso (mesmo que roubado a outro).
Essas são as legítimas a que se refere?
É que difícil mesmo, é pensar de uma forma global, pensar em governance, pensar no bem de todos e contribuir para isso sem trazer ao de cima essa visceralidade.
Volto a repetir-lhe que não preconizo ideias comunistas. Contrariamente à sua posição que pretende disfarçar mas que não consegue, fazendo-se passar por moderadozinho, mas que depois morde pela calada e revela uma ideologia Trumpiana.
É que Trump também chama Marxistas a quem vê o mundo como eu vejo. E esse mundo não é comunista e inerentemente Marxista, acredite.
Nãs fui eu que o comparei a um rato ou a uma barata, amigo. Por isso não venha agora vitimizar-se dizendo que foi insultado.
Você não passa de um pequeno hipócrita, convencido que sabe escrever umas coisitas, e que, claramente, está na profissão e no trabalho errado.
Saia lá do armário e vá explorar o próximo como tão ardentemente a sua escrita anseia e revela !!
Abandone a causa pública de vez e liberte-se !! Liberalize-se !!
Uma vez mais, confunde tudo. Atribui aos escritos de outros uma carga ou um sentido que nunca foi o propositado.
Obviamente, para realmente perceber o que dizem os outros, é preciso treinar. Esse treino vem dos livros, pois são o ginásio do cérebro. Não voando confusamente em círculos em volta de algo que cheira mal...
Chama preguiçosos a todos os que não são bem sucedidos na vida, e refere que o comunismo fomenta a preguiça??? Havia de ir trabalhar para um Gulag a pão e água por umas semanas, só para perceber o ridículo dessa afirmação.
Não, você não foi educado desde o início e perante isto, considere que até o estou a ser bastante, perante tanta moderação cínica da sua parte, ideias contorcidas e aglomerado confundido de ideias.
'Chama preguiçosos a todos os que não são bem sucedidos na vida, e refere que o comunismo fomenta a preguiça??? Havia de ir trabalhar para um Gulag a pão e água por umas semanas, só para perceber o ridículo dessa afirmação.'
ResponderEliminar- I rest my case
Com a atual liderança não vai sequer ser o partido do "taxi'. Vai ser o partido "Tuk-Tuk"!...
ResponderEliminar🤣😫😁
Mais uma vez, o seu lirismo de autodidata não lhe permitiu perceber a ironia.
ResponderEliminarAnda demasiado centrado no que escreve, para perceber os outros.
Já agora, entro no sarcasmo e lembro-lhe que à entrada de Auschwitz - fazia-lhe falta lá ir - está uma placa com os dizeres "O TRABALHO LIBERTA".
E foi lá posta sabe por quem? Exato. Por gente de direita. Extrema, mas sempre direita.
Mas pronto, quem tem um chicote na mente e outro nas mãos, irá sempre entender que os restantes são preguiçosos.
Imagino o tamanho do melão após as eleições.... hehehe
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