Começa hoje a apreciação do programa do Governo e os Oficiais de Justiça estão lá

      Começa hoje a discussão do programa do Governo na Assembleia da República. O programa, ontem entregue, é um documento com 185 páginas, ao qual pode aceder através da seguinte ligação: “Programa do XXIV Governo”.


      De acordo com o Governo, o programa incorpora 60 medidas de outros partidos com assento parlamentar.


      A seguir transcrevemos e sintetizamos aqueles aspetos que se referem à justiça e aos funcionários públicos, de forma a formem uma ideia daquilo que é a linha programática do atual governo.


      Esta discussão parlamentar do Programa do Governo, que decorrerá nestes dois dias (hoje e amanhã), será acompanhada – dia e noite – por Oficiais de Justiça que permanecerão junto à Assembleia da República, acampados, com o intuito de chamar a atenção para a existência desta tão sacrificada e invisível classe profissional.


      Esta necessidade de visibilidade advém também da ausência de menção concreta aos Oficiais de Justiça no sentido específico da resolução das anomalias da sua carreira. Ao contrário das muitas menções e propostas próprias para outras carreiras, que se tornaram mais visíveis e impertinentes, como é o caso dos professores, para os quais abundam propostas, para os Oficiais de Justiça, mantém-se a habitual invisibilidade e ausência de qualquer menção para a carreira.


      Por isso a necessidade de transformar estes seres transparentes em gente mais opaca e, portanto, mais visível para os atuais governantes, deixando definitivamente a tradição do passado que, como bem se comprova, não aportou nada de mais, mantendo tudo na mesma; na invisibilidade e na sombra.


      É na rua, seguindo o exemplo dos professores e dos polícias, que os Oficiais de Justiça podem ter alguma possibilidade, uma vez que na tranquilidade das suas cadeiras em frente às secretárias, aguardando pelas iniciativas sindicais e pela boa-vontade dos governantes, nada conseguirão, porque nada conseguiram; não no ano passado, não  nos últimos 2 anos, não nos últimos 10 anos, mas, por  incrível que pareça, é não nos últimos 20 anos.


      Rua e tendas montadas, cartas abertas e missivas, abaixo-assinados... há novas inquietudes que não param de surgir, bem demonstrando que algo novo é necessário, que algo novo se ambiciona.


      O programa do Governo ontem apresentado na Assembleia da República constitui um amontoado de boas intenções genéricas, espremidas dos programas eleitorais, inócuas e irrealizáveis.


      Atentem bem no começo do capítulo dedicado à justiça, diz assim:


      «A Justiça carece de uma reforma sólida e não de alterações casuísticas. Urge uma reforma profunda, com um horizonte que vá para além de uma legislatura.»


      Todos os partidos dizem, mais coisa menos coisa, isto e o Povo assina por baixo.  Depois diz-se que é “necessário desgovernamentalizar as escolhas políticas de Justiça”, alegando-se que “as políticas públicas da Justiça têm sido excessivamente governamentalizadas”, confundindo o básico das atribuições diferenciadas do judicial, do judiciário e do jurídico.


      Prossegue o Governo com mais uma banalidade:


      «Impõe-se democratizar a reforma da Justiça, gerando um consenso alargado, político e social, para que a mesma seja implementada com solidez e tenha resultados com eficácia.»


      Abordam-se mais generalidades sobre a justiça económica, a corrupção, a fraude e a evasão fiscal, a par da morosidade dos processos, a “falta de recursos humanos e materiais, a insuficiência de meios alternativos de resolução de litígios, a desigualdade no acesso à Justiça, a falta de transparência e de prestação de contas, e a insuficiente articulação entre os vários intervenientes do Sistema”.


      No que se refere à morosidade da justiça, o “combate”, refere o Governo, “terá de passar por várias medidas, algumas das quais requerem intervenção legislativa, outras decorrerão da introdução de uma nova visão do processo, que estimule a adoção de novas técnicas de gestão processual, para além de uma cultura de eficiência nos tribunais”. Portanto, nada de novo que não se diga em todos os programas políticos.


      O Programa aborda também as custas judiciais que, claro está, são consideradas elevadas, porque assim o diz o Povo, quando, na realidade, o que é elevado e insuportável são os honorários dos advogados e não propriamente as custas, embora a esmagadora maioria das pessoas ouça que os pagamentos que fazem são para as custas do processo.


      Diz-se até no Programas que as custas “devem ser claras, transparentes, determináveis e previsíveis” – como se agora não fossem assim.


      Em suma, este programa que o Governo apresentou não passa de um mero programa eleitoral; ou melhor, eleitoralista, perfeitamente enquadrado com as muito previsíveis próximas eleições legislativas que, lá mais para o final do ano se hão de marcar.


      Vejam só mais esta pérola: «Nenhuma reforma da Justiça pode lograr sucesso sem o empenho e a motivação de todos os seus agentes.» É a continuidade do vazio.


      Elencam-se de seguida algumas generalidades de intenções a que o Governo chama “medidas”, cujo exemplo mais cómico é o seguinte: «Agendamento das diligências judiciais com prévia articulação de agendas entre os intervenientes.», vejam lá a novidade, como se isto não se fizesse já, diariamente e desde sempre.


      Quando se aborda a “criação de unidades de recuperação de atrasos nos processos”, afirma-se a seguinte novidade: “priorizando os mais antigos”.


      Propõem-se também a habitual desjudicialização dos processos, apontando a mediação extrajudicial como solução “que incentive a negociação fora dos Tribunais, de modo a aumentar a celeridade nos processos”.


      No que se refere aos Inventários, que ainda recentemente regressaram aos tribunais, depois da péssima experiência quando foram corridos para fora, propõe o Governo o seguinte: «Agilizar os processos de heranças, favorecendo em simultâneo a sua resolução fora dos tribunais e evitando pendências de décadas.»


      No capítulo dedicado à “Valorização de carreiras”, elenca-se assim:


      «– Rever os modelos de formação contínua dos Magistrados;
      – Encetar um processo de revisão e valorização das carreiras profissionais dos Oficiais de Justiça;
      – Encetar um processo de revisão e valorização das carreiras profissionais dos Guardas Prisionais;
      – Garantir o reforço e otimização dos recursos humanos, bem como assegurar a qualificação dos profissionais para problemáticas criminais específicas;
      – Aprofundar a especialização dos Magistrados.»


      E já está. Em cinco pontos, dois são específicos para os magistrados, um para os Guardas Prisionais, um genérico sobre crime e um generalista relativo aos Oficiais de Justiça. Note-se ainda que, relativamente aos Oficiais de Justiça nem sequer há menção sobre a mesma necessidade de formação contínua nem especialização, como é preocupação para outras carreiras.


      Já para a Administração Pública e geral, propõe o Governo uma maior capacitação dos recursos humanos.


      «Só uma Administração Pública com recursos humanos capacitados e de qualidade pode responder aos desafios que se colocam a Portugal. Um “Estado mais qualificado” pressupõe uma nova política de recursos humanos, que dê prioridade às carências mais prementes de um conjunto de profissões essenciais dentro do Estado.»


      E prossegue assim o programa:


      «Para tal, impõe-se definir uma política de recursos humanos de médio prazo para cada entidade, bem como implementar planos individuais de desenvolvimento de carreira para os funcionários públicos. O mérito deve ser mais valorizado e ter reflexo nas condições remuneratórias dos funcionários públicos, o que será garantido pela modernização dos sistemas de atualização e progressões das carreiras gerais, visando a criação do suplemento remuneratório de desempenho.


      É imprescindível alinhar a competitividade do emprego público com o do setor privado. Mas é também fundamental aplicar critérios transparentes e reforçar a imparcialidade para processos de recrutamento para cargos públicos.


      A política de recursos humanos do Estado deve dotar os serviços públicos e os seus trabalhadores de competências críticas, de estratégias e políticas ajustadas de recursos humanos, e de autonomia e flexibilidade para realizarem as suas missões, e deve valorizar uma cultura de iniciativa e recompensa nos profissionais do Estado.»


      Prossegue o Governo com as seguintes intenções:


      «Com vista à recuperação da valorização, qualificação, propósito e incentivo ao emprego público, o Governo defende:


      – A prioridade estratégica e orçamental de resolver as carências mais dramáticas de um conjunto de profissões essenciais dentro do Estado, assumindo-se a necessidade de esforços especiais para compensar o desincentivo e desvalorização (material e profissional);


      – A definição da política de recursos humanos de médio prazo de cada serviço num contexto de autonomia de política remuneratória e de definição dos seus objetivos estratégicos. Este instrumento permitirá prever a evolução das competências humanas críticas, a integração do desenvolvimento tecnológico e o seu reflexo nos quadros de pessoal do serviço, as necessidades de renovação intergeracional, e desenvolver modelos de tutoria e passagem de conhecimento intergeracional;


      – Permitir a capacitação da gestão dos serviços/entidades através do desenvolvimento de sistemas de partilha de boas práticas de gestão e da aposta em programas de formação avançada dos quadros dirigentes, aprofundando as parcerias com as escolas de gestão do ensino superior português;


      – Promover a qualificação e capacitação dos dirigentes e trabalhadores da Administração Pública, garantindo a formação ao longo de toda a carreira, reforçando o papel do Instituto Nacional de Administração;


      – Implementar planos individuais de desenvolvimento de carreira dos trabalhadores, ao longo da vida ativa, numa cultura de flexibilidade e conciliação entre vida familiar e trabalho, facilitando a mobilidade intra e inter-Administrações Públicas e carreiras, e apostando na permanente qualificação e formação profissional dos trabalhadores;


      – Garantir que o mérito profissional tenha um reflexo imediato nas progressões de carreira e nas condições remuneratórias dos trabalhadores. O mérito deve ponderar o desempenho efetivo individual dos trabalhadores e coletivo do respetivo serviço/entidade, e ser aferido através de avaliações 360 graus desburocratizadas e focadas num processo de melhoria contínua, onde a autonomia e consequente responsabilização dos dirigentes e gestores públicos se assumam como pilares fundamentais;


      – Desenvolver incentivos materiais ao desempenho, ponderando soluções como suplementos remuneratórios ou bónus variáveis;


      – Assegurar o alinhamento e competitividade do emprego público com as condições das posições comparáveis no setor privado, preservando as proteções de emprego público. Em particular, permitir bonificações nos salários de entrada e dos salários dos profissionais de determinada carreira sempre que o recrutamento e retenção de trabalhadores com competências essenciais se torne dificultado;


      – Aplicar critérios transparentes e reforçar a imparcialidade nos processos de recrutamento para cargos públicos, de forma a atestar que a escolha dos candidatos é objetiva e de acordo com as suas qualificações, e de forma a promover um sistema baseado no mérito como forma de captar e reter bons profissionais e melhorar funcionamento das entidades públicas.»


ProgramaGovernoEntregue20240410.jpg


      Fonte: “Programa do XXIV Governo Constitucional”.

Comentários

  1. Avaliações 360º ??

    No particular e específico contexto que temos??

    Não fazem a mínima ideia do que estão a falar.

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  2. Blah! Blah! Blah!

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  3. Como classificar o programa de governo?

    No que toca à justiça, e nomeadamente tribunais, eu classifico-o de um "aborto", algo que foi anunciado que por aí vinha, com alegria, e depressa se desvaneceu num momento igual a tantos outros, em que era preciso ser-se incisivo.

    Entre o "vago" e o "vazio", são outras as classificações possíveis.

    Não sei se estar no texto algo como sucedeu no passado - por exemplo o programa do governo anterior, no setor da justiça, referia propostas concretas como a revisão da carreira da DGRSP, do sistema prisional, etc., que, como é sabido, ficou-se por aí, por letra morta.

    Este programa é - demasiadamente - "frouxo" em tudo o que importava à Justiça.

    Percebe-se agora que as pessoas investidas nos cargos são desprovidas de ideias para a Justiça - comungam apenas das daquelas coisas deitadas ao vento, a respeito dos megaprocessos, dos interrogatórios demorados, da corrupção e por aí ficam basicamente.

    Há algum tempo atrás, li uns textos do Dr. Nuno Garoupa, pessoa julgo que próxima da IL e que colaborou, à semelhança de outras personagens no diagnóstico da justiça, disponível num pequeno livro da FFMS (Fundação Francisco Manuel dos Santos) , intitulado o Governo da Justiça, e apontava, além do mais, a alteração da composição dos Conselhos Superiores, que se terminasse com as portas giratórias entre as magistraturas e a política.
    Também na FFMS existe um pequeno livro da autoria da Conceição Gomes, intitulado "Os atrasos da justiça" e, curiosamente, uma obra que pretende dar a conhecer o mundo mais "íntimo" dos tribunais num pequeno livro com o título "Com a devida vénia, diários dos Tribunais" onde se questiona, a propósito do funcionamento, se o cidadão comum sabe realmente o que vai dentro de um tribunal?.

    Quanto aos problemas identificados pela Conceição Gomes são essencialmente os seguintes:
    - demora na concretização das citações (cível);
    - demora nas notificações ( e eu diria também no paradeiros dos arguidos (crime));
    - demora nas perícias;
    - escassez de recursos humanos;
    - falta de agilização das leis processuais (não há harmonização de prazos e a fase dos articulados deveria ser mais concentrada - com menos peças processuais mas um pouco mais alargada, com um hiato temporal maior para a defesa ;
    - subtração de atos da competência dos magistrados (veja-se a alteração da prova testemunhal, concretização das moradas, etc.).

    Do programa do governo resulta claramente que são pessoas que não percebem nada - eu reafirmo e digo com maior ênfase "não percebem mesmo nada" do assunto relativo aos Tribunais e suspeito também de outros temas do setor (falo dos Registos /Conservatórias, da DGRSP (onde se incluem os Guardas Prisionais), etc.);

    Ora, desconhecendo a realidade sobre que se atua facil é

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  4. (ciont.) de perceber que as suas decisões não vão acontecer com a cadência que era preciso.

    Mas para os Oficiais de Justiça - contemplando mais assessores para os Magistrados - nada diz ...

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  5. Generalidades sem verdadeira intenção e sem cronologia definida.

    Um emaranhado de palavras ocas e mais do mesmo.

    Não existe verdadeira conjuntura e vontade políiica para mudar o que quer que seja, por aqui.

    Estão mais procupados em manter os preços elevados da habitação nos grandes meios populacionais, protegendo a subida de rendas e outras medidas similares. 40% do investimento estrangeiro dos últimos anos, tem ficado na especulação imobiliária em Lisboa.
    Os espanhóis já acabaram com os vistos gold. Por cá, é para proteger e manter.

    O que esperavam de um partido entalado entre o liberalismo económico selvagem e o fascismo, e que atualmente não sabe bem o que é?

    Desde que tirou O POVO da sua equacão ideológica, o PSD não mais se encontrou.

    Julgo que as próximas semanas nos vão trazer a triste e dolorosa realidade de que o que Montenegro disse em campanha não é para levar a sério, agora.

    Já há claros sinais de tal realidade.
    Pessoalmente, já não tenho qualquer dúvida. Até o fantasma Coelho já veio dizer que é preciso olhar para os desiludidos. Pois, esquece esse amigo que os desiludidos são em grande parte aqueles que ele próprio deixou durante já quase mais de uma década sem promoções, com cortes de tempo de serviço e com aumentos salariais sempre menores à inflação. Eram apenas medidas provisõrias, dizia a figura.

    A pressão é muita. Caímos - mais uma vez - na esparrela demagógica do discurso eleitoral.

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  6. Ia ser um partido de direita que nos ia dar alguma coisa...
    As grandes empresas é que vão lucrar é vira o disco e toca o mesmo, qual é a admiração???
    Negociar estatuto, o governo cai e continua tudo na mesma como a lesma...
    Qual é a surpresa do programa do governo? Nenhuma... Não queriam e apelaram ao voto na direita....
    Aqui está o resultado...
    O que vale é que depressa vão sair do poleiro...

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  7. É lógico que tudo pode não passar de retórica e todos sabemos a resistência que qualquer reforma da adm pública costuma enfrentar.

    Mas concordo com esta reforma estrutural da administração pública, quer orgânica, quer funcional, com especial ênfase na modernização e na valorização do mérito em detrimento da antiguidade.
    É disto que trata o "plano individual de desenvolvimento de carreira".
    A antiguidade enquanto critério de progressão e acesso a determinadas posições e categorias, é sem dúvida uma das causas do estado decrépito dos serviços e da falta de atratividade.

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  8. Sou de opinião de que:
    Desde a presente data e até ao final do Verão, altura em que poderá começar a ocorrer o ocaso do governo e até a sua queda, temos duas datas importantes, que poderão e deverão servir de marcos para a nossa causa. As eleições para o Parlamento Europeu e as Férias Judiciais de Verão.
    Aproveitemo-las pois.
    Tenhamos a coragem de marcar e divulgar fortemente na comunicação social uma greve geral, de um mês, por todos, ao mesmo tempo e em todo o lado, a começar a 17 de junho e a terminar a 15 de julho.
    Após o términus da greve seguem-se as férias judiciais, reabrindo os tribunais a 2 de setembro. Porém, se até à segunda semana de greve, nenhum compromisso fosse alcançado com a tutela, marcar-se-ia nova greve de 02 de setembro a 30 de setembro.
    Estas marcações, avisos e pré-avisos deveriam ser apresentados com muita antecedência, para dar tempo à discussão pública e desgaste político do governo.
    As nossas reivindicações à tutela deveriam ser ampliadas e secundarizarmos a integração dos dez por cento.
    Esta medida da integração do suplemento por tão antiga ser e haver legislação própria que legitima a sua integração, deveria ser falada nestes termos e não como a maior e principal reivindicação.
    As reivindicações à tutela deveriam ser:
    - Atribuição de um suplemento de disponibilidade:
    - Pagamento das horas extraordinárias efetivamente efetuadas:
    - Aumento do valor pecuniário dos vários escalões nas diversas categorias:
    - Aumento do número de escalões em cada categoria para compensação e cabimento de eventual descongelamento do tempo, similar ao da carreira dos professores.
    -Negociação de compensação pela disponibilidade perante e trabalho grátis efetuado ao longo dos anos, através da aplicação de um regime de reforma próprio.

    Quanto ao novo estatuto, caso queiram um novo, demos tempo à tutela para o seu estudo, apresentação e discussão, o que pode demorar, e as medidas atrás elencadas, por urgentes e justas, não podem esperar.

    É o que eu penso e que irei enviar para apresentação no congresso, e vós, o que pretendeis?

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  9. Existindo um dever de permanência e pagamento de horas extraordinárias, deixa de fazer sentido o suplemento de disponibilidade, podendo contudo ser discutido o subsídio de risco.
    Por outro lado, em detrimento da palhaçada da integração do atual suplemento, deve ser exigida a valorização salarial, nunca inferior a 15 ou 20%, atenta a enorme perda de poder de compra sofrida nos últimos anos.

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  10. OLHE QUE NÃO.
    Subsídio de disponibilidade, por ter de estar sempre alerta e não poder ter outro rendimento ou atividade. Existem muitas profissões a recebê-lo.
    Depois, quando o trabalho exceda as 07:00 horas diárias, o mesmo tem que ser pago com horas extraordinárias.
    Está tudo ligado mas um não impede o outro.
    A disponibilidade permanente é um dos aspetos que nos define como carreira especial.

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  11. Líder dos licenciados11/4/24 11:41

    Venho ensinar todos os oficiais de justiça, que a forma de luta mais potente é através de petições, será que ninguém se lembra deste instrumento....acordem para a vida seus miseráveis.

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  12. No próximo dia 26 podíamos mostrar à nova ministra que, sei lá, já não temos paciência.....
    Greve.
    Avisar os órgãos de comunicação social e fechar os Tribunais.mm..

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  13. Só se for petições iniciais nos Tribunais contra qualquer coisa que ponha em causa os Oficiais de Justiça


    Só depois o potencial acordo

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  14. Pretendo uma revisão de carreira urgente que valorize por um lado e por outro que reformule esta nossa forma de trabalho, que acabe com as distinção da carreira oficial/adjunto e que termine com o conceito de antiguidade... Essa abominação... Os melhores devem progredir independentemente da antiguidade... Esse critério é medonho e injusto....

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  15. ue entrarambemdepoisd e mim11/4/24 13:20

    Tem toda a razão e concordo. Todavia, ainda hoje, passados tantos anos desde que entrei e possuindo apenas o 12ºano, tiro algumas dúvidas e ajudo colegas que entraram bem depois de mim. Faço, com gosto o que me fizeram a mim.
    Entendimentos....

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  16. Decorre por estas horas o discurso de apresentação do programa do governo , onde ...bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla... PROFESSORES e .....bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla... MEDICOS, e ...bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla... EMPRESAS e JOVENS .....bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla...bla bla bla... e, olhem, pouco mais, aliás pouquíssimo mais.

    Bem pensei que se agigantariam os sonhos, que fosse outra a ambição, por exemplo na Justiça, se acolhesse as ideias da IL - que para mim tinha o melhor programa neste setor, a par do Livre.

    Em ugar disso chamaram para companhia os conservadores do CDS, com as mesmas questões fraturantes do BE, ... o aborto, a identidade de género, e coisas assim.

    Contemporaneamente, apareceu o Passos Coelho a piscar o olho ao CHEGA, se calhar pro perceber o quão fraca é a energia catalisadora do "MonteNEGRO".

    Que desilusão ...

    Abaixo o Governo ... e se pudéssemos voltar a 1640 ou por aí e continuarmos junto com os vizinhos ...

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  17. Adolfo Dias11/4/24 14:13

    Que o Kamarada Costa e Catarina regressem rápido

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  18. Seria bom que alguém com responsabilidade se inteirasse do que se está a passar com as indeminizações e com os erros grosseiros nas contas referentes ao processo do TACL, referente ao ano probatório .
    Há casos de colegas com o mesmo tempo de serviço, percurso igual e contas muito diferentes.
    Onde está o principio de igualdade?
    A própria DGAJ admite o erro embora não o tenha feito nas notificações e nas respostas a reclamações dos colegas.
    Também não quer pagar os juros vincendos e vencidos, fosse ao contrário estaria a exigir aos colegas este mundo e o outro.
    E isto para não falar nas contas que terão de ser feitas com as Finanças e com a Segurança Social.
    Onde anda o Tribunal de Contas? O MP?

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  19. ue entrarambemdepoisd e mim11/4/24 15:15

    Já ouviram o PM? Já leram as medidas urgentes e as outras?
    Ainda acham que um mês de greve junto ás férias é demais?

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  20. Muito bem colega.
    Haja alguém que meta o dedo no nariz dessa gente!

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  21. faz-te à estrada

    ResponderEliminar
  22. Não falei sequer em habilitações literárias... Falei de mérito apenas

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  23. Greve forte já...
    A causa está a cair... Rapidamente....
    Marquem greve dia tido 1 mês...

    ResponderEliminar
  24. Se não sabem lutar, e sindicalistas não têm
    ideias,

    colem-se aos policias e dêem nas vistas.
    Façam por ser noticia.

    Não apenas para a foto.

    ResponderEliminar
  25. Bolas, sempre o registo de mais dinheiro. Concordo plenamente. Mas temos de ter a consciência e de uma vez por todas de que temos de mudar. Os solicitadores, as finanças, os registos e notariado, e toda a administração pública mudou. Porquê? Porque o mundo mudou. Até os Magistrados mudaram, pois dantes para acederem a desembargadores ou conselheiros era por antiguidade e desde há uns anos, tal acesso faz-se por avaliação curricular. Nós, como somos muito importantes e continuamos a enviar cartas pelo correio e só não lambemos a cola porque os envelopes já não necessitam de saliva, só pensamos fazer greves em que o lema é mais dinheiro mas que mais nada mude. Sugiro, embora com muitas dúvidas, que os sindicatos comecem a fazer desenhos, que podem ser de banda desenhada para que possamos utilizar para adormecermos os filhotes. Caramba! Parem de olhar para o umbigo.

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  26. Concordo com a opinião e acrescento que os dirigentes sindicais e todos os que os acompanham deixaram de ter credibilidade junto dos governantes. Isto não vai lá com mais greves. Foram tantas em que não conseguimos nada e ninguém quer perceber onde está o problema. Mas como somos pequeninos, queremos é que falem em nós na televisão. Triste sina.

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  27. Não querem mudar por nada , por isso nenhuma negociação será bem sucedida...
    Não há honestidade intelectual e reconhecer que este modelo está ultrapassado...
    Tem de haver uma mudança... Não é uns acertos no estatuto, é mudar mesmo...

    ResponderEliminar
  28. Encetar, blá, blá.

    Encetar, blá, blá, blá.

    Encetar blá, blá, blá, blá.

    Daqui a um ano vem outro ...

    Encetar, blá, blá, blá, blá, blá.

    E assim é a politiquice e assim são os politiqueiros.

    Entretanto mais doze anos na mesma, como a lesma, e reforma.

    E a promoção, o incremento de escalões, a verdadeira valorização monetária da carreira... blá, blá, blá, blá, blá, encetar.

    Até logo!

    9 to 5

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