Mais visibilidade para os Oficiais de Justiça marcada para 11 e 12ABR

      Já aqui demos notícia, no passado dia 30MAR, com o artigo intitulado “Nova Concentração e Vigília para 11 e 12 de Abril”, da nova iniciativa de um pequeno grupo de Oficiais de Justiça (são cinco os subscritores) que, mais uma vez, lançam uma nova iniciativa para dar visibilidade aos Oficiais de Justiça.


      Este é o mesmo grupo de Oficiais de Justiça que no passado dia 17FEV mobilizou Oficiais de Justiça para uma concentração em cinco cidades do país, acabando numa vigília ao longo de toda a noite desse mesmo dia junto à Assembleia da República.


      Nos dias 11 e 12ABR, isto é, já na próxima quinta e sexta-feira, será discutido na Assembleia da República o programa do Governo, pelo que a atenção mediática será muita e é precisamente nestes dias que os Oficiais de Justiça, ali concentrados, pretendem adquirir visibilidade, demonstrando que existem, para além das classes profissionais que a comunicação social sempre nomeia e repete, raramente referindo os Oficiais de Justiça.


      Ganhar visibilidade, mostrar presença, evidenciar determinação nas reivindicações, é isto que a iniciativa espontânea destes Oficiais de Justiça pretende alcançar, tendo para o efeito comunicado aos dois sindicatos a iniciativa e, claro, contado com a participação de ambos e de todos. Na concentração de 17FEV estiveram também presentes elementos do SFJ e o presidente do SOJ


      Fazendo jus àquele repto do Presidente da República, aquando da sua presença no Funchal dirigindo-se aos Oficiais de Justiça que ali se concentravam, dizendo-lhes: “Agora é não deixar cair a causa!”, estes cinco irrequietos Oficiais de Justiça não querem mesmo deixar “cair a causa”, mantendo sempre grande atividade nas redes sociais, designadamente, no nosso Grupo Nacional de Oficiais de Justiça no WhatsApp.


      Assim, tal como sucedeu na concentração de 17FEV, com a grande comparência de Oficiais de Justiça, designadamente, junto à Assembleia da República, também nestes dois dias essa presença e visibilidade se mostra muito relevante.


      Nesses dois dias de discussão do programa do Governo, a presença de Oficiais de Justiça em frente à Assembleia da República está assegurada pelas greves em curso.


      No primeiro dia, na quinta-feira de manhã, a greve do SFJ tem início à hora do primeiro agendamento dessa manhã, segue até ao final da manhã e tem serviços mínimos. Claro que quem não tiver agendamentos não poderá fazer greve na manhã e só poderá ir à tarde, uma vez que a greve do SOJ de todas as tardes se mantém inabalável por tempo indeterminado e sem serviços mínimos.


      Já no segundo dia, na sexta-feira, a greve das manhãs do SFJ não está dependente de agendamentos nem tem serviços mínimos, pelo que começa logo às 09:00, e à tarde volta a greve do SOJ, igualmente sem serviços mínimos.


      Mesmo quem não queira fazer greve nenhuma, poderá comparecer depois das 17H00 e até montar tenda para ali passar a noite em vigília. Na vigília de 17FEV foram vários os Oficiais de Justiça que ali permaneceram toda a noite.


17FEV2024-Lisboa12.jpg


      Estas iniciativas espontâneas dos Oficiais de Justiça, sem prévia organização dos sindicatos, começaram a ocorrer com mais frequência este ano. Temos vindo a dar notícia delas e, amanhã mesmo, prevemos dar notícia de uma outra iniciativa de um Oficial de Justiça sozinho que, por si só, decidiu levar a cabo uma ação para acalmar essa inquietação e desassossego, em defesa de todos.


      Sozinhos ou acompanhados, os Oficiais de Justiça já não esperam pelos sindicatos nem pelo Governo e vêm mobilizando-se de forma espontânea porque a sua intranquilidade já não lhes permite continuar à espera.


      Os Oficiais de Justiça já não estão à espera de impulsos sindicais, nem podem estar à espera como antes esperavam, os tempos novos demonstram que o impulso reside agora, mais do que nunca, em cada um e cada um tem, para além da sua própria responsabilidade, a responsabilidade também de todos, isto é, do coletivo dos Oficiais de Justiça.


      Relativamente à nota divulgada pelo grupo dos cinco, vai a mesma a seguir reproduzida.


      «Nos próximos dias 11 e 12 de abril, na Assembleia da República, será apresentado, discutido e submetido à aprovação o Programa do Governo.


      Dada a importância do evento em causa, não apenas na substância, mas também no que tange ao grande envolvente e cobertura mediática, é de primordial importância os Oficiais de Justiça marcarem presença (“Aqui estamos, vigilantes e decididos a continuar a nossa luta, em defesa da Justiça”).


      Este movimento espontâneo da classe contribuirá, além do mais, para reforçar todas as posições, iniciativas e ações dos nossos sindicatos, as quais devemos sempre apoiar e aderir, no sentido de alcançarmos a tão desejada, merecida e que tarda em chegar: dignificação profissional dos Oficiais de Justiça!


      Os Oficiais de Justiça são o suporte do bom funcionamento da Justiça. Ao defendermos e lutarmos pelo reconhecimento, valorização e cabal dignificação da classe não estamos a ter uma postura corporativista nem a ter uma "ambição desmedida", mas sim a defender a Justiça e a própria existência da nossa tão amada "nação valente e imortal".


      Nestes termos, sem mais delongas, passemos à ação, apelando a todos os colegas a máxima adesão, divulgação e mobilização da classe (redes sociais, telefonemas, sms, contactos pessoais, email...).


      Concentração/Vigília na Assembleia da República:
      Início: às 09H00 de 11 de abril de 2024
      Fim: pelo final do dia 12 de abril de 2024


      Assim, apela-se a todos os Oficiais de Justiça que compareçam logo que possível, seja no primeiro ou no segundo dia, seja com ou sem tenda, desde que munidos da habitual camisola negra e da também habitual grande determinação que urge mostrar.


      A união faz a força! Justiça para quem nela trabalha! Não é tempo de declarações, é tempo de ações!»


      Segue uma das muitas imagens que os Oficiais de Justiça criaram nas redes sociais para a divulgação desta concentração e vigília.


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Comentários

  1. Anónimo8/4/24 08:45

    A Causa se não caiu, está muito perto disso.

    Assim, esta será uma das últimas oportunidades de fazer algo que faça com que a nossa Carreira tome um novo rumo.

    Foram mais de 20 anos de promessas sem qualquer concretização.

    O 'grito", desta vez, tem que ser forte e bem audível.
    Quem não puder ir à manif, sempre poderá usar outros mecanismos para fazer ouvir a nossa Revolta.

    Este é o primeiro dia do resto da nossa Carreira!

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  2. Anónimo8/4/24 09:58

    Os sindicatos ninguém os ouve.
    Vergonha. Rua..

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  3. Anónimo8/4/24 10:05

    Comentário de "oficialdejustica a 06.04.2024 às 16:58".

    Não precisava de se justificar tanto assim quanto à imputação que fiz sobre a "semente" deixada para germinar, mas já que o fez vou-lhe justificar o meu pensamento (para não dizer que andam todos a verem os passarinhos a acasalar...).

    Nas vésperas da tomada de posse do atual Governo, ainda na fase de apuramento dos votos fora da Europa e da Europa, iniciou-se um processo que contou com o apoio esclarecido de muitos e de muitos outros sem o ser, por exemplo do partido Livre, na lógica de que se devia desprezar o CHEGA e atentar à maioria de esquerda pois que até o PS tinha o mesmo número de deputados (e é certo que assim é) sendo que são escassos os votos que distanciam uns de outros (cerca de 50.000).

    Tal lógica pretendia reverter a decisão precipitada do líder do PS na noite eleitoral e com isso legitimar um governo de maioria parlamentar como em 2015, que se perpetuaria, pelo menos, até 2025 uma vez que entre setembro deste ano e do próximo o PR não pode marcar eleições.

    Só se aperceberam que asneiraram quando o vento empurrava para longe a barcaça onde haviam embarcado e sem leme.

    Por estes dias vão tudo fazer para precipitar a queda do Governo e mais uma vez, nós todos, cidadãos oficiais de justiça, ficaremos mais um par de anos sem revisão da carreira o que só de pensar torna o assunto abjeto.

    Por isso estes senhores - independentemente de terem merecido o meu voto ou não - têm pelo menos o mesmo respeito que mereceram os que os antecederam quando iniciaram o governo em 2015 e em 2022 - nada mais e nada menos.

    Assim, qualquer alusão à ideia de trapalhada ou outra que não seja traduzida em má governação não me merece credibilidade nenhuma e só a posso compreender como parte integrante do processo que - na minha ótica - percebi que está em curso.

    Foi precisamente o caso do texto de 06-04-2024.

    Mas esteja certo que me merece todo o respeito, nomeadamente intelectual, mas não me merece a concordância de opinião e isso até é sadio.

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  4. Anónimo8/4/24 10:09

    Quanto ao texto de hoje apenas dizer que contam com o meu apoio.

    Pena é que não sejam os sindicatos a programar uma concentração, mas compreende-se pois os fundos ao que parece são poucos, e as contas prestadas pelo SFJ esclarecem bem o que fizeram neste último ano.

    Andaram com caravanas e tudo o mais quando as concentrações seja em Lisboa ou em cada Comarca tinham outros resultados e visibilidade, pelo menos em 23 dias do ano.

    Bem sei que muitos dos que por ali andaram são interessados nos nossos assuntos, outros nem tanto, preocupam-se mais com as suas vidinhas e carreira, nomeadamente, políticas.

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  5. Anónimo8/4/24 11:26

    Gostaria de ver neste novo governo e em particular por aqui uma atitude mais séria, que acabasse com a bandalheira de lambe botismo que por aí anda, ora por serem cola cartazes do partido, ora por serem moços de recados dos de sempre.

    É vergonhoso ver gente sem qualificações académicas ou outras socilamente aceitáveis (refiro-mea cargos de chefia em tribunais, por exemplo e provas dadas, por isso), em lugares de relevo.

    A meritocracia que tanto apregoam alguns, é bonita, mas não é para lhes ser aplicada.

    Vindo do privado, igualmente aguardo por uma visão mais gestionária e menos legalista por parte de quem aí vem, baseada em métricas, com a devida análise e subsequente tomada de decisões.

    A estatística não pode servir apenas para ser trabalhada/martelada no tocante a processos findos e entrados e pouco mais. Aliás, até esta tem duas versões, dependendo da ocasião e do freguês !!

    Há muito a fazer neste campo, para que se possam tomar decisões certas, ao invés de apenas tendo como cerne a visão legalista.




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  6. pobre da cuca8/4/24 13:29

    8.04.2024, 10-05:

    O blogue sentiu necessidade sim de responder e concordo, tal a imputação do sr.anónimo.
    Foi descrito facto verdadeiro que fez todos "andar ao engano". Mexem na lista para a Justiça, trocando nomes e não esclarecem o erro . Não assumem.
    Segundo facto: o próprio Presidente da República esclareceu sorrindo, que não foi divulgada a lista de sec. Estado mais cedo porque lá faltavam ainda 4 ou 5 nomes.
    Perante factos que se fossem praticados pela esquerda eram chamados de "trapalhadas", sendo-o pela direita, são isso mesmo, trapalhadas. E não ficaremos por aqui ....
    O blogue nada inventou.Tudo verdade.

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  7. Anónimo8/4/24 14:22

    Estava a ver as listas de antiguidade nas várias categorias e fiz uma contagem por alto:
    quantos oficiais de justiça vão se aposentar nos próximos dois anos?
    Escrivães de Direito, apenas contando aqueles nascidos até 1959, contei 220 em idade de se aposentar, de um total de 939 Escrivães.
    Nas outras categorias, Adjuntos e Auxiliares serão outros tantos pelo menos. Dá um numero de 600 oficiais de justiça prontos para aposentação até 2025.
    Se isto não faz soar campainhas de alarme no gabinete da ministra, então não sei o que faz. Só uma guerra talvez.

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  8. Anónimo8/4/24 14:39

    "Líder socialista defende que aumentos para profissionais de saúde, professores, forças de segurança e oficiais de justiça devem estar aprovados até julho"
    Expresso, 8.4.24

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  9. Líder dos licenciados8/4/24 15:45

    Este artigo está a mentir quando diz que não se fala dos oficiais de justiça na comunicação social...tem sido falado em vários canais e notícias.

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  10. Anónimo8/4/24 15:50

    Esqueça colega.

    Os próximos dois meses são para tratar da decoração dos gabinetes.

    Depois vêm as férias.

    Depois, logo se vê ...

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  11. Anónimo8/4/24 16:46

    Nós abdicamos dos aumentos.

    Não precisamos disso para nada

    Nós só queremos a integração dos 10%.

    Aumentos para quê?!

    ResponderEliminar
  12. Antes de acusar alguém de mentiroso ou algo como sendo uma produção mentirosa, deve ler o que está escrito e não o que a sua interpretação na sua cabeça faz do escrito.

    No artigo não se mente nem se diz nada disso, isto é, não se diz que a comunicação social não refere os Oficiais de Justiça, porque de facto refere.

    Veja o que consta no final do terceiro parágrafo.
    Diz assim:
    "... para além das classes profissionais que a comunicação social sempre nomeia e repete, raramente referindo os Oficiais de Justiça."

    Esta é a realidade daquilo que está escrito e a verdade daquilo que ocorre na comunicação social. Ou seja, não é zero, mas é muito pouco comparando com as demais carreiras.

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  13. Anónimo8/4/24 18:20

    Há malta que só sabe ler na transversal.

    Depois fazem figura de urso...

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  14. Anónimo8/4/24 18:24

    Talvez o tal "lider dos licenciados" estivesse a ser irónico.

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  15. Anónimo8/4/24 18:33

    O "Oficial de Justiça" não ponha em causa a atividade sindical e o seu poder junto da comunicação social. Somos sempre falados e até o Pedro Nuno também falou dos funcionários públicos e, imaginem, dos Oficiais de Justiça. Talvez seja o discurso político do momento mas a verdade é quem se disponibiliza para manter a chama acesa é um pequeno e admirável grupo de oficiais de justiça que organiza manifestações e estão dispostos a montar a tenda em frente da AR. Os sindicatos são gente fina. Reúnem com os partidos políticos várias vezes sem que haja qualquer resultado mas num gabinete de gabarito e com ar condicionado. São como que uma elite da classe.

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  16. Anónimo8/4/24 18:42

    Exactamente.

    Muito bem!


    Agradeçam a este grupo de colegas que tem feito muito pela nossa classe nos últimos tempos!!!

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  17. Anónimo8/4/24 19:07

    E para ficarem bem dizem apoiar as iniciativas e fazem questão de aparecer nas fotografias. Desde que, bem analisadas as pessoas e suas intenções, tenham a certeza de que não representam qualquer ameaça às respetivas organizações e aos grupos instituídos.

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  18. Anónimo8/4/24 20:02


    Mas foi este mesmo partido do PS que chumbou todos os projetos de alteração ao orçamento de Estado em matérias relativas aos Oficiais de Justiça!...

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  19. Anónimo8/4/24 23:45

    Ou melhor.
    Primeiro os 10%, depois os aumentos.
    Senão não queremos nada.😅

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  20. Anónimo9/4/24 09:31

    E isso interessa a quem ... aos seus tintins ...

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