O primeiro dia: poucos, mas bons

      O balanço do primeiro dia da concentração e vigília dos Oficiais de Justiça em frente à Assembleia da República correu de forma satisfatória.


      Logo à primeira hora da manhã começaram a surgir diversos meios de comunicação social solicitando informações aos ainda parcos Oficiais de Justiça presentes.


      Ao longo do dia os Oficiais de Justiça contaram com a presença de alguns deputados o que originou, nesses momentos, mais atenção mediática.


      Para além da imprensa escrita, da rádio, também as televisões deram notícia, colhendo mesmo declarações dos presentes.


      As tendas foram montadas para ali passar a noite e se ao longo do dia foram comparecendo mais Oficiais de Justiça, à noite também compareceram outros, estes tendo a iniciativa de levar comida quente para os campistas e fazendo-lhes companhia na noite já mais arrefecida.


      A iniciativa, para ser em Lisboa, numa área onde há mais Oficiais de Justiça por metro quadrado do que no resto do país, deveria ter tido uma adesão muito mais vistosa. Em face dessa adesão, pelo menos no primeiro dia, houve mesmo Oficiais de Justiça a defender que este tipo de iniciativa teria maior adesão a norte, defendendo que a próxima ação se realizasse apenas no Porto, justificando que no passado outras ações organizadas em Lisboa só tiveram grande adesão pela presença de Oficiais de Justiça transportados do norte em autocarros, e não propriamente pela adesão dos Oficiais de Justiça da zona de Lisboa. A alegação não é descabida, tal como também não é descabida a proposta de levar a cabo uma ação idêntica na cidade do Porto.


      E passemos agora às imagens mais representativas colhidas no dia de ontem.


      Segue uma dúzia de imagens que ilustram o dia, e também a noite, do primeiro dia da manifestação de presença e existência levada a cabo por alguns Oficiais de Justiça que, apesar de alguém os considerar poucos, todos temos de os considerar bons, fazendo jus ao ditado: “poucos, mas bons”.


      Hoje, sexta-feira, são esperados muitos mais Oficiais de Justiça, tanto mais que se mostram respaldados por greves que abarcam todo o dia, sem condições e sem serviços mínimos.


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Comentários

  1. A minha força e solidariedade para com os colegas. E um muito obrigado. É por todos, sem dúvida.

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  2. Têm a minha solidariedade.

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  3. Nunca vi um programa tão "pífio" num setor tão importante, onde nada se aponta para ser feito.

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  4. ue entrarambemdepoisd e mim12/4/24 09:39

    Obrigado colegas. Desta vez não pude ir, porém, sempre agradecido e em mente convosco.
    Gente grande.

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  5. Obrigado e força.

    Pena os sindicatos não disponibilizarem transporte das outras zonas do País.

    Pena mesmo!

    Mas é isso, poucos e bons!
    Força contra a mentira e prepotência de deixar cair e adoecer os poucos que estão no ativo.

    E obrigado a esta página

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  6. dos sindicatos nada.... uma altura importante para lutar e quase ninguém participa.....

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  7. vai-te embora Marçal

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  8. Estes politicos só vão fazer alguma coisa quando começarem a fechar tribunais por falta de pessoal, quando for noticia em todos os jornais.
    O poder politico tem pavor a noticias desagradáveis.
    Se for só pelos protestos da classe nunca irão fazer nada.

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  9. Como alguem já referiu,

    juntem-se aos policias já que não conseguem de outra maneira.

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  10. Estão em reunião com os partidos político e cada reunião demora, no mínimo, 3 dias

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  11. Seria bom que alguém com responsabilidade se inteirasse do que se está a passar com as indeminizações e com os erros grosseiros nas contas referentes ao processo do TACL, referente ao ano probatório .
    Há casos de colegas com o mesmo tempo de serviço, percurso igual e contas muito diferentes.
    Onde está o principio de igualdade?
    A própria DGAJ admite o erro embora não o tenha feito nas notificações e nas respostas a reclamações dos colegas.
    Também não quer pagar os juros vincendos e vencidos, fosse ao contrário estaria a exigir aos colegas este mundo e o outro.
    E isto para não falar nas contas que terão de ser feitas com as Finanças e com a Segurança Social.
    Onde anda o Tribunal de Contas? O MP?

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  12. e este só está preocupado com o seu dinheiro. Compreende-se, colega, mas a classe não se resume ao pagamento devido a só alguns. E todos os outros? Principalmente aqueles mais novos que não vao ter direito a qualquer acréscimo financeiro pela ano probatório. Eles que se lixem...porque até são uns reles auxiliares...

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  13. Disparate. Os mais novos é que já têm o escalão a contar desde o primeiro dia que entraram para o ano de provisório, designadamente os que entraram a partir de 2006. Já os mais velhos, os que entraram há mais de 20 anos é que estão desde então à espera e continuam à espera do escalão perdido, do ano perdido, cujos mais novos já beneficiam desde 2006.

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  14. Disparate interpretativo. O que se quer dizer é que os auxiliares - mesmo com o ano de provisório incluído - ganham uma miséria. Assim, a preocupação primordial deverá ser uma valorização salarial mas que necessariamente terá se ser acompanhada por um novo estatuto. Custa mas é a verdade! Também custa é ver colegas mais velhos que nada querem que mude a não ser receber justamente mais uns dinheiros. É isto!

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  15. Disparate mental. O que custa é ver uma cambada de putos invejosos que pensam que são o centro do Mundo e que o sol gira à sua volta. Não! Desde Copérnico e Galileu que sabemos que não é assim, isto é, que as aparências iludem, quer dizer: que o disparate mental de alguns não é a realidade, é só disparate mesmo.

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  16. Disparate é o seu egoísmo e falta de espírito de serviço público.
    Os mais novos são sem dúvida os mais sacrificados, quer pelas funções que exercem, quer pelos parcos rendimentos que têm.
    São o garante do futuro, mas sem qualquer perspetiva.
    Caso haja escolhas a fazer na satisfação de reinvindicações, a prioridade deverá ser a valorização do salário base e a seguir os restantes, se possivel.

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  17. Disparate umbilical. Egoísmo é achar que os mais velhos são secundários, dispensáveis, lixo, e que primeiro estão os mais novos, em vez de ter respeito igual por todos e cada um, sem escalas dos que mais merecem e dos que menos merecem, dos que vão à frente e dos que vão atrás

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  18. Está conversa dia mais velhos e mais novos já enoja
    Eu ainda sou relativamente jovem 40 ( licenciado em direito) já que parece ser um tema muito relevante e também já tenho alguns anos disto quase 15 e se calhar remar tudo para o mesmo lado era boa ideia .
    E quando não se é da mesma opinião, pelo menos respeitar opinião não seria mau não acham?
    Já não há paciência e sinceramente a maioria das pessoas com esse tipo de discurso não têm razão quer com um quer com outro argumento...
    Acordem para a vida.

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  19. Desculpem os erros escrever no telemóvel enquanto se conduz é má ideia...

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  20. Pena foi que hoje, segundo dia, estiveram ainda menos.

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  21. Não. Numericamente, o segundo dia contou com mais e não com menos presenças. No entanto, esse "mais" numérico, apesar de não ser "menos", não deixa de ser pouco, ou melhor: vergonhosamente pouco.

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  22. Os mais novos deviam eleger como prioridade mudar de profissão.

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