Que comecem as reuniões!

      O Gabinete da ministra da justiça, Rita Alarcão Júdice, já deu conta ao Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) de que irá marcar uma reunião brevemente.


      Carlos Almeida, presidente do SOJ, confirmou ter recebido na passada quinta-feira, 11ABR, um contacto do gabinete da ministra dando conta de que irão ser chamados ao ministério nos próximos dias, estando ainda por agendar a data concreta.


      À semelhança do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), também o SOJ apresentou na semana passada um pedido de reunião com a ministra que recentemente tomou posse.


      O objetivo dos dois sindicatos é discutir aquele que é neste momento um dos maiores problemas do funcionamento da Justiça: a falta de funcionários nos tribunais, em grande parte devido à não atualização das suas tabelas remuneratórias.


      “Já conhecemos muito bem os representantes do setor. Portanto o que nós pedimos não foi apenas uma reunião de apresentação de cumprimentos. Queremos que seja já uma primeira reunião de trabalho e demos nota disso”, disse Carlos Almeida.


      A prioridade que estará em cima da mesa será aumentar o número de funcionários nos tribunais: “Não somos só nós que o dizemos. Todos os operadores judiciários apontam que são precisos quadros para os tribunais. Ainda ontem o novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) o disse.” A própria Comissão Europeia já sinalizou que há falta de quadros na carreira dos Oficiais de Justiça. O sindicato estima que sejam necessários entre 1500 a 2000 novos Oficiais de Justiça.


      Para isso, defende Carlos Almeida, a primeira medida a tomar deverá ser “a revisão da tabela remuneratória”: “Não conseguimos reter talento nem abrir concursos sem atualizar as tabelas. Mesmo que abrissem agora um concurso para 10 mil trabalhadores, nem 500 se candidatariam, porque os salários não são atrativos.”


      Neste momento, um Oficial de Justiça que entre na carreira recebe 862 euros mensais. No topo, onde se encontram apenas os funcionários dos tribunais superiores, o salário é de 2500 euros brutos. “Mas o grosso da carreira está na base”, explica Carlos Almeida.


      Catarina Sarmento e Castro, antiga ministra da justiça, já tinha referido publicamente que havia margem para um suplemento de 20% sobre os salários atuais. “Vamos trabalhar agora com estes números para discutir uma tabela remuneratória digna.”


      Além disso, reforça o presidente do SOJ, há outros fatores e exigências que tornam a carreira pouco atrativa. “Não temos um horário. Ultrapassamos largamente as 35 horas semanais e não temos direito a horas extraordinárias. Não podemos ter um segundo emprego. Podemos ser colocados fora das nossas áreas de residência. Temos obrigatoriamente de fazer férias no período oficial e temos de avisar onde vamos estar, porque como somos poucos e temos todos de fazer férias num período muito curto, basta um ficar doente para precisar de ser substituído.”


      O sindicato irá reivindicar junto da nova ministra que é preciso “tornar a carreira mais atrativa” e ter processos de seleção mais exigentes. “No último concurso para 200 vagas houve 200 e poucos candidatos. Já todos foram chamados, mesmo os que estavam com nota negativa. Mas mesmo assim atualmente só se mantêm na carreira 110 desses 200.”


MJ-RitaJudice3.jpg


      Fonte: "O Novo".

Comentários

  1. Líder dos licenciados15/4/24 08:24

    Vamos ver se desta vez vão recusar de novo receber mais dinheiro....

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  2. O dinheiro que te queriam dar era uma ratueira.
    Acorda.

    O que é preciso é mexer na tabela de salário toda.

    Como está não vão conseguir atrair ninguém.
    A receber 800€ e deslocado é ter pior vida que os imigrantes indianos, nepaleses, etc

    Atinem

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  3. Bem, pelo menos o SOJ já nem refere a tal integração dos 10%. Vai mais além e pega na disponibilidade dos 20%. Hajam alguns com disponibilidade de actualizarem as suas reivindicações.

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  4. NÃO à integração do suplemento no vencimento!!

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  5. Se for como a da Adminsitração Interna, será só para se conhecerem.
    O que interessa é baixar o IRC ao que lhe financiaram a campanha, aos amigos da mesma corrente ideológica.

    A farsa com a descida do IRS já nos disse tudo o que precisavamos de saber. E de chico espertos, andamos nós cheios.

    Sei que sindicatos vão querer medidas concretas e rápidas. Mas já estou a ver a mesma postura de adiamento.

    Em concreto, esta profissão paga o preço de ter sido uma das mais cobiçadas e razoavelmente bem remuneradas, com as melhores regalias da FP, até ao final do século passado.

    A inveja que provocou, tanto no privado como nos restantes FP´s, levou à ideia generalizada de que haveria que castigar, nivelando por baixo, na velha ideia do verdadeiro tuga que não quer melhor vida, quer é que o vizinho tenha a mesma existência miserável que ele.

    E entretanto, muitas profissões foram vendo os seus salários aumentando em proporção muito maior que esta. Sei bem do que falo, pois tenho familiares que há vinte anos ganhavam pouco mais de metade do que eu ganhava e agora estão no mesmo patamar.

    Quero com isto dizer que, num certo sentido, esta foi a profissão-alvo, foi o benchmark para os salários atuais.

    Este fator, associado a uma total descredibilização da classe (muitas vezes por culpa própria, também), mas principalmente por profissões funcionalmente ligadas a esta, deu no que deu, em duas décadas.
    O nosso mal, foi benção para outros.

    E até que não se instale uma visão distinta, de conciencialização da premente necessidade de atrair novos, retendo e motivando quem já cá está, bem podem implementar as medidas que quiserem, que nunca serão mais do que epidérmicas.

    A questão aqui é de fundo, estrutural. E sobrepôe-se a qualquer mudança que pretendam fazer.
    E esta consciencialização passa também por mudança de paradigmas e ideias e ideais profundamente instalados.

    A minha geração - que é a de maior representatividade aqui - foi educada a "comer e calar", num certo sentido. E aguenta...e aguenta...e segura as frágeis cordas que vão mantendo o barco à tona.

    As gerações seguintes já não veem as coisas dessa forma. E não permitem serem destratados, desconsiderados profissional e pessoalmente por ninguém. e muito menos pelo salário que ganham.

    Daí até se irem embora, vai linha muito ténue. Niguém vem agora para os tribunais ganhar o que ganha e aceita os desaforos e faltas de consideraçao diários e constantes, por parte de magistrados e advogados.

    Há uma política de exigência de reverência, de temor, que não se compadece com a realidade social e laboral atual.

    Respeito mútuo, sim!! Reverência e temor, não!!





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  6. Muito bem

    Ser mal tratado a custo de 900€? e deslocado de casa?

    Não conseguem ninguém desta malta nova, sem duvida.

    Acordem todos

    Isto vai afundar ainda mais pelo pais todo

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  7. Muito bem!!


    Os sindicatos que aproveitem comentários como este, que os recolham e que os apresentem à tutela agora nas reuniões que se avizinham!

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  8. pobre da cuca15/4/24 11:15

    10:14: destratado e desconsiderado é só para quem deixa, que será talvez o caso. Ninguém é superior a ninguém mas todos devem saber o que estāo a fazer, serem bons profissionais.
    E na verdade se alguém mais responsável tem consigo a trabalhar em equipa, pessoas que nāo escolheu e que nāo são responsáveis no trabalho, cometem erros atrás de erros porque nāo tomam atençāo, distraiem-se na converseta, o trabalho que fazem é pouco e com erros que prejudicam os processos e como tal os cidadãos e empresas, como pode reagir o responsável , seja Magistrado ou outro superior?
    É pôr a mão na consciência e colocarem-se do outro lado, a quem sāo pedidos resultados.
    Se não fosse por vezes a benevolência de advogados, do utente, muitos maiores problemas alguns teriam e isto é da experiência.

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  9. RatOeira! Aprenda a escrever!

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  10. Haja. Aprenda a escrever!

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  11. tu és o perfeito, o corretor ortográfico humano.

    deixa as ideias virem ao de cima

    porque do formalista não falarão

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  12. tu és o perfeito, o corretor ortográfico humano.

    deixa as ideias virem ao de cima

    porque do formalista não falarão

    ResponderEliminar
  13. Bem haja pela correção

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  14. Muito cuidado com o pulissia dos errus ortugraficos!!

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  15. Serviu a carapuça ao Drzinho !!

    Não queira vir pelo campo da competência, Drzinho !

    Olhe que fica mal visto !

    Estou a falar de educação e cidadania.

    E se pensa que alguém pode ser destratado por não ser competente como pretende...então estamos falados !!
    Está bem enfiada, a carapuça.

    Para a incompetência, há as avaliações de desempenho, (que os Oficias de Justiça têm, contrariamente a outras profissões liberais).

    O canudito não traz tudo...
    Distraiem-se ???!!!
    Pois...lá está !!

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  16. Relativamente ao artigo de hoje, a MJ diz que vai marcar uma reunião.

    Não diz quando nem para quando.

    Talvez para ali junto às férias.

    Não esperem nada antes da discussão do orçamento de Estado para 2025!!

    Mais um ano perdido!

    VERGONHA!!

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  17. Líder dos licenciados15/4/24 12:35

    Tenha vergonha uma coisa são erros com dolo outros são por negligencia.

    Alguém pode ser responsabilizados por cometer ocasionalmente lapsos??

    É por isso que esta classe é destratada, e violada com brutalidade os direitos dos trabalhadores.

    Vá estudar e aprender a diferença entre dolo e negligência.

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  18. Líder dos licenciados15/4/24 12:39

    Finalmente se calaram com a porcaria dos 10 por cento.

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  19. A porcaria dos 10% faria com que no próximo mês de junho cada OJ recebesse uma média de mais 200 euros no vencimento. Não seja burro.

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  20. Distraem-se. Aprenda a escrever!

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  21. É mesmo, formalistas da treta.

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  22. ó grande líder dos iletrados, ninguém de acusou de escreveres mal português por dolo, tu escreves mal por ignorância mesmo

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  23. ue entrarambemdepoisd e mim15/4/24 14:39

    Ano perdido só se quiserem. Vejam os enfermeiros, vejamos professores. Para estes que já conseguiram antes muito mais do que nós, que conseguimos nada, a greve e manifestações não são formas de luta arcaicas. Antes, são as mais assertivas.
    Nós, por cá, continuamos a discutir porque écque o caracol tem casca e as zebras riscas.

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  24. Líder dos licenciados15/4/24 14:43

    Eu escrevo mali porki gosto ponto final.

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  25. Concordo, culpa dos sindicatos que andam a dormir, greve de 1 mês a tempo inteiro.
    Por mim se toda (quase toda) gente aderisse era greve aos atos...

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  26. Não é auxiliar, com certeza. Se o fosse, perceberia que 10% daria mais ou menos 120 euros sem descontos. Sim é dinheiro, mas só por mais 3 meses. Ou seja, 360 euros/14 = 25,71€ sem contar com os descontos (3,5% nos tais três meses de acréscimo). Faça este raciocínio se houver a integração no vencimento e veja o ganho efetivo que a classe obtém. E os colegas que ingressem vao ficar ricos. E depois o governo dirá que era o que nós queríamos...Muito bem ao SOJ que parece já ter percebido o logro que é a questão dos 10%, isto passadas décadas.

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  27. Lá tá o pessoal com as greves...um ano e tal com tantas greves e ninguém nos ligou mas a malta insiste. Isto só lá vai quando estivermos dispostos a mudar.

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  28. Que não integração do suplemento? Mas vocês são burros ou comem fardos de palha? Só depois da integração do suplemento é que podem ser negociados aumentos. Se não a integração será o próprio aumento e ficamos a chupar no dedo sem qualquer aumento. Parece que andam nisto à 2 dias. Parece que não conhecem a classe política que com grande sacrifício nos estenderá uma mão vazia. Ponham se a dizer não à integração do vencimento e depois queixem-se. Asnos...

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  29. E eles a darem-lhe com a treta dos 10%!!

    Há colegas que por mais desenhos que lhes façam não conseguem entender ...


    NÃO à integração do suplemento no vencimento!!

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  30. Asno é quem pede a integração que será dada como um aumento...
    Não á integração, ligar para que seja x 14 e aumentos dos salários..
    Claro está que não se pode deixar de entender que isto não é gratuito e eu bom que as pessoas tenham mente aberta para a mudança....
    O que duvido...
    Caso contrário... Fica tudo na mesma.
    Não á parvoíce da integração.
    Acordem para a vida

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  31. Para além da revisão das tabelas remuneratórias, uma das prioridades para atrair novos Oficiais é proceder á alteração do
    Artigo 1.º do Dec-Lei que atribuí o Suplemento remuneratório

    "Artigo 1.º

    É atribuído ao pessoal oficial de justiça, com provimento definitivo, colocado em lugares dos quadros das secretarias dos tribunais e de serviços do Ministério Público, um suplemento para compensação do trabalho de recuperação dos atrasos processuais a designar abreviadamente por suplemento"

    Onde consta que "é atribuído ao pessoal oficial de justiça, com provimento definitivo..." deve passar a constar que "é atribuído ao pessoal oficial de justiça..."

    Não se compreende que não seja atribuído o referido suplemento, aos Oficiais de Justiça com vínculo provisório, uma vez que estão sujeitos aos mesmos deveres estatutários.

    Esta discriminação é inaceitável!....

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  32. É só inteligentes. Andam nisto há anos e acham que conseguimos tudo. Primeiro a integração, depois aumentos da tabela e depois mais 20% e já agora, mais 10 dias de férias. E criar o dia do Oficial de Justiça em que seja feriado

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  33. pobre da cuca15/4/24 20:14

    Entāo mas se o vínculo é provisório,estão ainda à experiência e a ganhá-la, como podem ser compensados de trabalho de " recuperação de atrasos processuais" ?
    Esse trabalho se é para poder recuperar atrasos, tem de ser com pessoas experientes nos processos e só pode ser o de fora de horas ( que o normal é pago pelo vencimento ).
    Nova tabela remuneratória é uma das prioridades seguida da integração e já, que outros já passaram à frente, lá atrás com A. Costa.

    ResponderEliminar
  34. e nos tribunais onde o serviço está em dia, não há recuperação processual. até o nome é infeliz.

    ResponderEliminar
  35. É a diferença de uma carreira nível 4 e uma carreira nível 2 (com a exigência de entrada igual à escolaridade mínima obrigatória...)
    É o que é...
    Enquanto impedirem a carreira de andar para a frente... É isto...

    ResponderEliminar
  36. pois...mas se o colega escreve esse pensamento caem-lhe logo em cima dizendo que não precisamos de mais nada a não ser os 10% e que é só mania dos licenciados. E depois ainda aparece o "Oficial de Justiça" a dizer que muitos aqui têm estigmas (para não dizer outro nome) sobre os mais velhos. Temos o que merecemos.

    ResponderEliminar
  37. E a causa caiu!

    Parece evidente que a causa caiu porque a quiseram deixar cair.
    Intencionalmente?
    Investigue-se

    ResponderEliminar
  38. Realmente, insistir na questão da integração dos 10%, e achar que depois vinham mais aumentos de 15 ou 20% sobre isso, era preciso muita ingenuidade.🤦

    ResponderEliminar
  39. Um dos motivos do estado da carreira é haver uma boa parte dos quadros sem qualquer formação cívica, moral e eventualmente sem os mínimos conhecimentos técnicos, que nem para assistente operacional de limpeza reúne os requisitos.
    Você é o seu exemplo clássico!
    Eu até acredito que no cume da sua ingenuidade, esteja convicto da bondade da integração dos 10%.
    Agora chamar Asno a quem gastou 5 minutos a pensar, e conclua que é um absurdo achar que o pressuposto da negociação da valorização salarial, é a pré integração dos 10%,, é revelador de um dos grandes obstáculos ao reconhecimento e dignificação da carreira, que são um conjunto de trabalhadores sem qualquer qualificação cívica e técnica para o exercício da profissão.
    Enquanto não se aposentarem, estamos feitos.

    ResponderEliminar
  40. "caem-lhe logo em cima..." E ainda vem o outro com o estigma...
    Perceba: a generalização é estúpida e é falsa. É tão estúpido dizer que os outros, os mais velhos, só querem os 10%, como estúpido é dizer que os mais novos são uma cambada de burros.
    Haverá mais velhos que pensam de determinada maneira e haverá mais novos que nem sequer pensam, mas o contrário também se verifica.
    Não há uns e os outros, não há uma barricada, não há os do contra, porque todos (todos) estão no mesmo barco.
    É infame essa postura de combate contra quem pensa diferente e mesmo quem pensa errado. Apresentem-se os diferentes pontos de vista, admita-se o contraditório e, antes de mais, por favor, não metam nunca tudo no mesmo saco, nem dividam entre os bons e os maus, entre os nós e os eles, apenas porque há diversidade de opiniões e algumas delas erradas. Esclareçam as erradas, justifiquem as boas ideias, mas não menosprezem ninguém.

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  41. Concordo na íntegra com o que disse. Só estava era a relembrar as suas opiniões há uns dias sobre as divisões e pensamentos "fascistas". Tão só! Ainda bem que defende a liberdade de pensamento e de opinião. Cumprimentos!

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  42. ah...e quanto à estupidez, tanto lhe assiste a si (e outros) quando defende tão só os 10%, ingressos e promoções, quanto a mim (e outros) que defende uma valorização salarial para Todos, acima dos 10% mas com uma necessária mudança de estatuto onde a Todos seja assegurada a igualdade de oportunidades, valorização da carreira e perspetivas de futuro. Digamos assim, que é uma estupidez recíproca.

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  43. Ainda bem que compreendeu, pois sempre tememos não conseguir transmitir em condições adequadas de percetibilidade e, por tal motivo, dar azo a erradas interpretações, aquelas que alimentam o monstro das falsidades fascistas.

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  44. Está a ver! Afinal não somos assim tão estúpidos.

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  45. Afinal, não; não percebeu nada sobre a estupidez da mente humana. Enfim... Nem sempre se pode conseguir tudo, para todos e ao mesmo tempo, só no cinema.

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  46. Pronto, eu sou estúpido e V.Exa. não é. Admito que não consiga acompanhar o seu distinto pensamento e no cinema, o meu realizador preferido é o Kusturica. Aconselho o "underground" que feitas as possíveis comparações, sempre acompanhadas de perspetivas estúpidas da minha parte, faz lembrar um pouco esta classe, onde estamos numa cave, todos algo entretidos e a guerra acontece lá fora. No filme, o que interessa é dar música, não deixar o pessoal subir os degraus e constatar a realidade do exterior. Como se costuma dizer, "qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência".

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  47. Muito bem. Às vezes é necessário desistir, especialmente quando não se vislumbra que da insistência resulte algo mais do que cansaço.
    A facção, o eu e o outro, sem nós, como no futebol, na política, na gritaria... Às vezes não vale a pena e mais vale desistir por uma questão de preservação da sanidade mental.
    Desisto!

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  48. pobre da cuca16/4/24 16:21

    Não desista! Nunca!

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