A boa (sim, a boa) e a má notícia

      No dia de ontem houve boas e más notícias. Quanto às más, já quase todos as ouviram e viram nas televisões, mas quanto às boas já nem todos as conhecem.


      Assim, vamos começar pelas boas. Aqui vai:


      A diretora-geral da Administração da Justiça cessou funções.


      Isabel Matos Namora não vai cessar funções, já as cessou ontem mesmo.


      Depois de ter desempenhado as funções de diretora-geral, desde a nomeação para o cargo pela então ministra da Justiça Francisca van Dunem, em novembro de 2019, isto é, durante cerca de quatro anos e meio, atravessou, protagonizando, um dos momentos mais negros da história da carreira dos Oficiais de Justiça.


      Foi com esta diretora-geral que os Oficiais de Justiça mais penaram na sua carreira, fazendo as greves mais incríveis e inéditas de todo o sempre, nunca vistas, em qualidade e em quantidade, bem como foi neste mesmo período que os Oficiais de Justiça sofreram as maiores sevícias no que diz respeito ao constrangimento das greves, com imposições, interpretações, pareceres e ameaças de todo o género, algumas a ser contrariadas e revertidas pelos inúmeros recursos nos tribunais.


      Nada de positivo ocorreu nestes quatro anos e meio por iniciativa daquela entidade que dirigiu, para os Oficiais de Justiça, e tudo quanto foi conseguido para a carreira foi à custa de sentenças nos tribunais. Portanto, trata-se de um alívio e de uma boa notícia que já há muito se aguardava.


      Claro que agora já só falta aplaudir a saída da subdiretora-geral.


DGAJ-3-IsabelMariaAfonsoMatosNamora.jpg


      Já no que se refere às más notícias, estas têm que ver com as duas reuniões de ontem no Ministério da Justiça, onde os sindicatos receberam a proposta mais iníqua que se poderia imaginar.


      O Ministério da Justiça tinha para oferecer aos Oficiais de Justiça apenas isto e nada mais do que isto:


      Um aumento de 1,66% no valor do suplemento de recuperação processual, isto é, aumentar a atual percentagem de 10% para 11,66%.


      Quanto à integração nada e quanto ao pagamento em 14 vezes ao ano, em vez das atuais 11 vezes, o Governo propôs 12 vezes/meses.


      Mais prometia o Governo que o pagamento desse aumento de 1,66% e do 12º mês, começasse em julho, isto é, nem sequer em junho, mês do corte do suplemento.


      E mais ainda, esta grandiosa benesse seria algo provisório, para durar apenas durante o período negocial que, de acordo com a opinião da ministra da Justiça, duraria até ao final do ano.


      E nada mais.


ReuniaoMJ20240503(Mesa).jpg


      Como é evidente, logo à saída das reuniões, os presidentes dos sindicatos, manifestaram o seu completo repúdio pela perversidade da proposta, o que denota a malvadez da postura do Governo.


      O presidente do SOJ, Carlos Almeida, disse à comunicação social que os Oficiais de Justiça saíram “bastante desapontados” da reunião, insistindo que a prioridade é a valorização da tabela salarial, prometida durante a campanha da Alternativa Democrática (AD).


      «Os Oficiais de Justiça mereciam mais do que a proposta que foi aqui apresentada. Esta proposta contradita tudo aquilo que a AD falou em termos de campanha eleitoral. Foi dito que havia a valorização da carreira dos Oficiais de Justiça e aquilo que nós assistimos, a proposta que nos foi aqui apresentada, não significa absolutamente valorização nenhuma.», criticou Carlos Almeida, acrescentando que tal proposta “é quase uma ofensa aos Oficiais de Justiça”, que rejeitam passar “algumas reuniões” a discutir este complemento remuneratório, algo que “não serve os interesses” da classe, que vai continuar e “seguramente reforçar a luta, se não houver uma alteração que valorize e dê resposta àquilo que foi a campanha eleitoral e ao programa que apresentou a AD ao país”.


ReuniaoMJ20240503(SOJ).jpg


      Carlos Almeida insistiu que sem aumentos salariais que retirem os Oficiais de Justiça de um nível remuneratório pouco acima do salário mínimo nacional não será possível reter nem atrair talento para a carreira: “Não é com um salário pouco acima do salário mínimo nacional que se consegue ter trabalhadores motivados”.


ReuniaoMJ20240503(CarlosAlmeida).jpg


      Por sua vez, o presidente do SFJ, à saída da reunião, em declarações aos jornalistas disse assim:


      «A reunião correu muito bem, os resultados é que são muito maus. Um aumento de 1,66% (…) estamos a brincar com coisas demasiado sérias. Isto não faz nenhum sentido.


      Nós sabemos dos problemas que estão a afetar os tribunais e os serviços do Ministério Público. Nós demonstramos toda a disponibilidade para uma resolução faseada e que o primeiro sinal deveria ser a integração do suplemento para depois podermos negociar calmamente aquilo que é estrutural: a revisão da tabela salarial, a revisão dos novos conteúdos funcionais e a senhora ministra aquilo que diz é que o mandato que tem do Governo é de propor um aumento de 1,66% no suplemento que atualmente é pago 11 vezes ao ano e agora passaria a ser pago 12 vezes. (…)


      Mas também com uma subtileza no protocolo que nos foi apresentado, que nós temos de analisar muito bem, que é ligar isto à disponibilidade permanente e continuar a não pagar as muitas centenas de horas que os meus colegas, especialmente aqueles que estão na instrução criminal e nos serviços do Ministério Público fazem sem receberem um único cêntimo. (…)


      Aquilo que a senhora ministra apenas nos garantiu é que a partir de julho o aumento de 1,66% devia ser pago 12 vezes. Integração nada, trabalho suplementar nada, e depois veríamos o resto.


      Ora, por muito boa vontade que tenhamos de acreditar… (…) Depois os políticos queixam-se que os portugueses não confiam, é claro que não podem confiar, se na campanha me dizem que vão fazer isto e aquilo e prometem tudo e depois chegam ao poder e a resposta é mais do mesmo, então a confiança não existe. (…)


      A proposta deste aumento, em relação ao suplemento – eu estou com algum cuidado em escolher as palavras –, mas é um ataque à dignidade pessoal de homens e mulheres que dão o melhor de si para que a justiça não entre efetivamente em rutura. E portanto, falarmos de um aumento destes é indigno e, portanto, eu irei ouvir os meus associados, os meus colegas, mas estou convicto que a resposta  será mais luta, mais protesto, porque aquilo que nós pedimos  é reconhecido por toda a gente como justo e razoável; o que não é justo nem razoável é que o Governo nos faça esta proposta que é indigna.»


ReuniaoMJ20240503(SFJ).jpg


      Sem dúvida alguma que se verifica uma continuidade na investida, na ofensa e no espancamento dos Oficiais de Justiça.


      Ficou já agendada nova reunião negocial para dia 17 deste mês, na parte da manhã.


ReuniaoMJ20240503(Marcal).jpg


      Fontes: “Eco”, “Info-SFJ”.

Comentários

  1. Anónimo4/5/24 08:39

    Atendendo ao brugêncio das Finanças que, obviamente, não faz ideia do que está ali a fazer, é óbvio que vamos continuar a penar. Este governo são uma dúzia de ganapos, uns batanetes sem uma mínima ideia de jeito para o país, que apresenta medidas de treta com pompa e circunstância.

    A desculpa está dada e é a de sempre. A culpa é dos outros e por isso, não há nada para ninguém.

    Agora expliquem-me lá como é possível atender a plenários da assembleia todos os dias, ir a reunições orçamentais regularmente e não saber como andam as finanças do país?

    A tática tem sido, ano após anos, a mesma.

    Prometemos mundos e fundos para ganhar eleições e depois culpamos os outros por não cumprirmos o que prometemos. É o atual PSD no seu melhor e desde sempre, aliás!!!

    Eu cá, não me esqueço que andamos a lutar para reaver algo que este partido nos tirou !!

    E bem podem vir com a conversa de sempre e tal, foi o Sócrates e tal. Pese embora ser um escroque, a verdade é que houve toda uma ideologia económica externa que Coelho engoliu com muito gosto e que passava, acima de tudo, por cortar com salários, tempo de serviço e pensões dos FP´s portugueses.

    E assim continua. O discurso do brugêncio das Finanças já nos disse tudo!! E se têm dúvidas, atentem na frequência com a Lagarde avisa que não se podem subir salários em Portugal. Acordem !!

    É hora de encher as carteiras ainda mais a grandes patrões e a grandes grupos económicos, que andam vazias.

    E nunca mais aprendemos...

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  2. Anónimo4/5/24 09:03

    Canalhada mesmo.

    Dgaj toda embora, que já metem nojo com decisões de ditadores e serviços humanos nos tribunais todos depenados . Não percebo porque não se demitem todos ou todas depois de decisões que tomam cairem por terra nos tribunais.

    Quanto ao dinheirinho que nos querem dar nem há qualificação. Nojo.

    Isto vai mesmo abaixo sem aumentos da tabela. Assim não vem ingressar ninguém, que era o que eu faria se fosse hoje.

    Assim e porque nos sindicatos os advogados não têm ideias para formas de luta diferentes, continuarei a fazer o minimo,

    Das 9h -17h

    Nem mais um minuto e umas baixas medicas pelo meio.

    Vão brincar com o---‐‐-

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  3. Anónimo4/5/24 09:07


    Depois admiram-se que o chega vá ganhando mais adeptos.

    Eu serei um deles a mudar de mentirosos.

    Caguei.

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  4. Anónimo4/5/24 09:11


    Sem duvida unica notícia boa a saida dessa diretora e que leve os despachos de restrições aos movimentos bem como as decisões que perdeu nos tribunais.

    Que leve também os serviços em rotura.

    Só não percebo porque a outra não sai também.

    Pagina bem negra que deixam.

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  5. Pode aprender lendo o Memorando assinado pelo PS com a troika. Depois pode perguntar a quem o assinou porque recusou as primeiras medidas propostas e optou pelas que incidiam sobre o trabalho.

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  6. Se calhar não sai, mas sobe… medo

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  7. Anónimo4/5/24 10:06

    Tudo pessimas notícias. A boa notícia pode passar a má rapidamente, o mais certo é vir alguem pior para a DGAJ.
    É um insulto a esta classe oferecer 1.66 a 12 meses.
    Não entendo como há oficiais de justiça que não ficam indignados e revoltados. Os juizes tem os 900 € a 14 meses e nem precisaram negociar.
    Alguém tem de dar um murro na mesa, trabalhar num tribunal é equivalente a ser um escravo. Ainda não tomamos consciencia que estamos já neste estado.

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  8. Anónimo4/5/24 11:10

    Sim, os escroques que fazem acordos com a AD e depois votam contra e aliam se ao PS, merecem uma confiança brutal.
    A agenda do chega é só uma, demonstrar que a democracia não funciona.
    E não é efeito do álcool como demonstram alguns dos seus dirigentes, um deves detido a conduzir, é mesmo má fé!
    Só a geringonça pode fazer alguma coisa, o resto é lixo.

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  9. Líder dos licenciados4/5/24 11:11

    Quando foi os 20 por cento ,os conspiradores inventaram um cálculo que era 20-10= 10, e agora qual é o cálculo??? 20-1.6=8.4.....

    Afinal tão melhor?? Gostaram???


    É triste esta classe tenho que admitir que está na hora de mudar de carreira...

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  10. Líder dos licenciados4/5/24 11:15

    Em termos monetários um aumento de 1,6 por cento quanto é em euros??

    Pede se pouco.o.governo ainda irá dar menos isto é obvio...


    Agora quem se responsabiliza pelo aumento dos 20 por cento???


    Vergonha

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  11. Anónimo4/5/24 11:38

    Bom dia.
    É preciso perder o medo e a vergonha.
    Eu não me importo de dizer em quem votei, todos os meus colegas o sabem, apostei na AD e há muita boa gente que o fez, sem medo ou vergonha.
    Agora é chegado o momento de perceber se a aposta foi acertada.
    Não foi acertada e lamento-o!
    Costumo votar PS ou PSD, agora será IL ou Livre.
    Com estas políticas vai-se por certo ter o Chega como líder do próximo governo.

    Se governar é decidir com base na mentira então são mentirosos quanto os outros.

    É já nas próximas eleições que vão pagar o prejuízo - cá por casa 5 votos vão mudar de endereço.

    Assim se faz democracia.

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  12. Anónimo4/5/24 11:43

    A subdiretora-geral vai substituir provisoriamente a directora-geral?!...

    Mas qual subdiretora-geral?!...

    É a que todos nós conhecemos cessou a comissão de serviço em 15 de janeiro e não lhe foi renovada a comissão de serviço!....

    Encontra-se em funções, para ser simpático, numa situação irregular para não lhe chamar ilegal!...

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  13. Anónimo4/5/24 12:30

    Cada um tem o que escolhe.

    Para mim é chega.
    Mudo de mentirosos e geringonças e o que lhe chamarem.
    Caguei.
    Continuem.

    Tudo máfia.

    Mudo de máfia.

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  14. Anónimo4/5/24 12:33

    Irra que é burro! Vossa Excelência será tão mentecapto que ainda não entendeu que o facto desta proposta ser pior que a anterior, não transforma a outra em boa? Será vossa excelência tão limitado cognitivamente que não desampara a carreira e vai vender batatas, pois a sua capacidade cognitiva é mais apropriada a esse setor? Ide com a diretora...

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  15. Anónimo4/5/24 12:33


    IL ????????????????????????????????

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  16. Anónimo4/5/24 12:35

    Não existe despacho.... Procurei no Diário da República e não encontrei....

    Quem pode ajudar....

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  17. Anónimo4/5/24 12:36

    Magistrados 14 meses livres de impostos para renda de casa, quando a renda só é paga aos senhorios 12 meses.
    Vergonha.

    Sem dúvida há colegas que não se indignam.
    Masoquistas.

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  18. Anónimo4/5/24 12:40

    Tudo mentirosos.
    Máfia.
    Máfia por mafia.
    Para mim é chega mesmo também.

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  19. Anónimo4/5/24 12:41

    Cala-te rapazola.
    Esse neurónio solitário ainda não percebeu que os 20% eram uma armadilha para asnos?
    Só mesmo um burro para se deixar guiar pela cenoura

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  20. Anónimo4/5/24 12:42

    Pena irem embora sem serem responsabilizadas pelo que fizeram aos funcionários e serviços.

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  21. Anónimo4/5/24 13:00

    Das 9 as 17 devagarinho e com muitas greves....pouco dinheiro = pouco trabalho..

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  22. Líder dos licenciados4/5/24 13:10

    Acha k lhe vou fazer a vontade não mudo é nada .

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  23. Líder dos licenciados4/5/24 13:11

    Quanto mais dizem para eu sair aí é que fico para vos arruinar ...

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  24. Líder dos licenciados4/5/24 13:13

    Hehe das 9 às 17 você está a cumprir o horário de trabalho ... não está a fazer nada de especial...se for para uma câmara ou outro serviço tb tem o horário das 9 às 17 só que recebe muito mais..

    Grande luta que você está a fazer ....ridiculo..

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  25. Anónimo4/5/24 13:46

    Fenómenos do Entroncamento não param de ocorrer na DGAJ!...

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  26. Anónimo4/5/24 13:51

    Contas certas mas!...

    Eco:

    "...Costa aprovou Resoluções de Conselho de Ministros, já na condição de demissionário, de valor superior a 1,2 mil milhões de euros e sem cabimento orçamental, de acordo com as contas da Direção Geral do Orçamento. A execução destes compromissos, sem inscrição em programas orçamentais, fica assim dependente das ‘almofadas’ que dependem da assinatura do ministro das Finanças, mas superam os 952 milhões de euros que constam do Orçamento do Estado para 2024 sob a forma de dotação provisional e reservas, apurou o ECO junto de uma fonte governamental..."

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  27. Já aqui demos notícia das comissões de serviço. A da agora ex-diretora-geral acabava em novembro e a da subdiretora foi prorrogada a título excecional até janeiro de 2025, alegando-se no despacho que tinha em mãos um projeto que ainda não estava acabado.

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  28. Anónimo4/5/24 14:14

    O caos está instalado na DGAJ!

    A diretora-geral cessou funções a pedido.

    A subdirectora-geral mantém-se em funções sem despacho que o habilite, pois cessou a comissão de serviço em 15 de janeiro de 2024!...

    O anterior Secretário de Estado Adjunto e da Justiça não proferiu o despacho de renovação da comissão de serviço, apesar da autorização do CSM!...

    O que se passa?!...

    As irregularidades ou ilegalidades das decisões da Senhora vão continuar sem despacho que o habilite?!...

    Os sindicatos têm que questionar a nova Senhora Ministra da Justiça sobre este assunto, pois avizinham-se mais umas impugnações judiciais das decisões proferidas pela Senhora, irregularmente mantida no cargo.

    Nem o anterior Secretário de Estado Adjunto e da Justiça lhe renovou a comissão de serviço!

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  29. Já aqui demos notícia das comissões de serviço. A da agora ex-diretora-geral acabava em novembro e a da subdiretora foi prorrogada a título excecional até janeiro de 2025, alegando-se no despacho que tinha em mãos um projeto que ainda não estava concluído, assim se justificando a prorrogação.

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  30. Anónimo4/5/24 14:27

    Que surpresa um governo de direita não dá nada a trabalhadores... Ah como fui enganado .
    Neo Liberais que governam sobre o princípio "quanto mais ricos estiverem os ricos, mais distribuem a riqueza".
    Qual é a surpresa????
    Quando vai um verdadeiro esquerdista para o PS (o que já não se verificava faz anos) votam á direita e achavam que o trabalhador é que sairia beneficiado..
    Francamente santa ignorância.

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  31. Meus amigos, o chato do costume:
    Vamos fechar os tribunais durante dois meses e meio, de 15 de junho a 1 de setembro, para já, depois logo se vê.
    Ao ultraje temos que responder de forma forte, com a bomba atómica, que como na vida real, serve de aviso e dissuasão

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  32. Anónimo4/5/24 16:23

    Argumentar a ofender os outros é a forma clássica de tentar parar a discussão por reconhecer que não tem capacidade para mais.
    O colega que falou tem razão.
    Recusar os 20% sem discutir, só porque estavam num pacote maior, foi de uma estupidez e falta de visão sem paralelo.
    Nenhuma carreira recusava tal coisa sem pelo menos discutir a contrapartida, neste caso o dever de disponibilidade.

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  33. Anónimo4/5/24 16:30

    Quanto à Senhora Subdiretora:

    Olhe que não....
    Olhe que não....

    ResponderEliminar
  34. Anónimo4/5/24 16:33

    Não existe algum colega que queira apresentar queixa crime contra a DGAJ? Há muitos factos ilícitos em nosso poder.
    Uma sindicância resolvia muita mer&€# que ali passa.

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  35. Anónimo4/5/24 16:47

    Faça boa viagem e boa sorte. A classe não precisa de pessoas do bota abaixo que se contentam com migalhas

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  36. Anónimo4/5/24 17:13

    Aprender o que é mafia? É?

    Tadinho de ti

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  37. Anónimo4/5/24 17:15

    Vai para a dgaj pá

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  38. Anónimo4/5/24 17:17

    O lider
    Em casa nem pias

    A sogra ou a mamã se te dizem algo até te borras

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  39. Anónimo4/5/24 17:17

    Por isso voto noutra tribo
    Chega

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  40. Anónimo4/5/24 17:19

    Só acho que vão tarde

    Olhem o estado em ficam os serviços

    E não há responsaveis?

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  41. Anónimo4/5/24 17:20

    Ignorância é acreditar em politicos. Seja de onde forem. Tudo esterco.

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  42. Anónimo4/5/24 17:20

    Não há tomates

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  43. Anónimo4/5/24 17:21

    Ora, porque sindicatos não o fazem??

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  44. Anónimo4/5/24 17:22

    SOJ
    Porque não largaste logo a reunião como tens feito?
    Ainda ficaram para o final para quê?
    Respeito por quem?

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  45. Anónimo4/5/24 17:35

    Porque mais altos valores se levantam quando as cores partidárias são iguais. Temos o que merecemos.

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  46. Anónimo4/5/24 18:03

    Não existe despacho.
    O que existe é uma autorização do CSM, mas carece de despacho de um membro responsável do governo do ministério da justiça.

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  47. Anónimo4/5/24 18:16

    Anda tudo na mesma esparrela. Olhe, quanto aos 20% era só negociar o texto e por 14 meses e a ministra estava disposta a isso. O problema era o estatuto. E como quisemos arranjar uma desculpa, aqui vai disto. O atual suplemento não é para todos. Os que têm suficiente como nota não o recebem. Causa-lhe alguma impressão? Não, porque têm MB. Os outros que se lixem. Se estiver ausente justificadamente ao serviço também não recebe o subsídio. Acha normal? Vamos penar e por culpa própria.

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  48. Anónimo4/5/24 18:39

    Pelos visto, até dia 17 (nova reunião com a ministra) não haverão novidades. Entretanto haverá um congresso do sfj. É o lugar adequado para a discussão de muitos assuntos importantes para a classe e o sindicato. E muitas alterações são propostas, algumas muito graves. Só um exemplo, que é a alínea c) e que o secretariado quer fazer acrescentar/constar do estatuto do sfj em respeito e memória dos 50 anos do 25 de abril:

    Artigo 15.º
    Expulsão
    Incorrem na pena de expulsão, os associados que, designadamente:
    a) Não acatem, de forma consciente e objetiva, as decisões e resoluções tomadas em Assembleia-Geral;
    b) Pratiquem atos gravemente contrários às exigências da função profissional ou lesivos dos interesses e direitos do Sindicato ou dos associados.
    c) Quem de forma deliberada e consciente, por qualquer meio, difame o Sindicato ou os seus dirigentes, após apreciação e decisão do Conselho Fiscal e Disciplinar, nos termos dos artigos 16.º, 17.º e 18.º.

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  49. Anónimo4/5/24 18:46

    Quem trm estado na frente deste ministerio e dgsj se tivesse vergonha na cara já tinha ido embora há anos.

    Quanto aos serviços digo

    Ai querem gente a entrar nestes serviços a pagarem o ordenado de varredor de rua?

    Eheheh

    Pensem bem no desastre quanfo for tarde para mexerem na tabela salarial.

    Mas alguém de perfeito juízo quer vir para os tribunais fora de casa pelo ordensdo mínimo?

    Tenham juizo.

    Eheh

    ResponderEliminar
  50. Anónimo4/5/24 18:48

    Uii...querem mesmo calar a malta. Faz lembrar o Putin

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  51. Anónimo4/5/24 18:53

    tal e qual os sindicatos, não concorda?

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  52. Anónimo4/5/24 18:59

    Olhe que não olhe que não!

    Não faça confusão. O CSM infelizmente autorizou a prorrogação da comissão de serviço por mais um ano com a fundamentação blala blala!!!!

    Mas a competência para a renovação da comissão de serviço é do membro do governo do Ministério da Justiça.

    Com estas portas giratórias escancaradas, até
    percebo a confusão instalada sobre as competências dos diferentes órgãos de soberania!

    Á política o que é da política (e as comissões de serviço nas direções gerais é da competência dos membros do governo ) e á justiça o que é da justiça ( os tribunais).

    ResponderEliminar
  53. A comissão de serviço autorizada pelo membro do Governo é para o cargo dirigente, no caso a diretora. As comissões de serviço de todos os demais cargos subalternos, como o da subdiretora, já não dependem do membro do Governo, mas da própria diretora-geral.

    ResponderEliminar
  54. Lider dos Amanhas que cantam ou talvez não4/5/24 19:30

    "Que surpresa um governo de direita não dá nada a trabalhadores... Ah como fui enganado "
    .

    Nos ultimos 8 anos de governos de esquerda, recebeste alguma coisa ?.

    ResponderEliminar
  55. Anónimo4/5/24 19:34

    Errado. A competência para nomear os dirigentes superiores de grau 1 ou 2 é do governo. Não são os DG que nomeiam os subs

    ResponderEliminar
  56. Anónimo4/5/24 19:58

    Verdade
    Se tivessem vergonha já há anos que tinham ido

    Eu meto baixas
    E vou-me aguentando
    Mas se fosse sgora nunca na vida tinha vindo para idto
    Muito menos com ordenado quase mínimo

    Viver deslocado pior que imigrantes da india ou paquistanês



    ResponderEliminar
  57. Anónimo4/5/24 20:31

    Recebi 52€ por mês a cada ano, estes nem perto chegam

    ResponderEliminar
  58. Anónimo4/5/24 22:04

    Estes só lá estão há pouco mais de um mês!...

    ResponderEliminar
  59. Anónimo4/5/24 22:47

    Medo??

    Ui

    Eheh

    Só perde quem tem, pá

    Que medo, nem durmo

    ResponderEliminar
  60. Anónimo4/5/24 22:53

    Vergonha de carreira

    Só responsabilidades
    Pelo ordenado minimo

    Está tudo doido

    Fuja quem puder
    Larguem esta podridão

    Já foi bom

    Agora é de morte

    Fujam putos novos que têm a vida prla frente.

    ResponderEliminar
  61. Anónimo4/5/24 22:57


    Mesmo,
    Trabalhar num sitio que só lida com a merda da sociedade e a receber o ordenado de miséria?

    É de fugir quem puder e quem pensa vir a preço de saldo, pense dez vezes.

    Conselho de um nabo, mas que dá valor à vida em primeiro lugar.

    Alimentar corruptos não obrigado.

    ResponderEliminar
  62. Errado, efetivamente.
    No caso da subsdiretora-geral é realmente necessário despacho do secretário de Estado SEAJ para lhe renovar a comissão de serviço. E de facto a comissão de serviço terminou em janeiro, não havendo notícia pública (DR) da existência de um despacho de renovação ou prorrogação por parte do SEAJ que, necessariamente deverá retroagir a janeiro, sob pena de todos os despachos que, entretanto, tenha exarado sejam invalidados.

    O que existe é apenas uma deliberação do CSM a autorizar por mais um ano a comissão de serviço. A deliberação do CSM, que é de fevereiro e retroage a janeiro, diz o seguinte:

    «Foi deliberado por unanimidade autorizar a renovação da comissão de serviço da Exma. Senhora Juíza de Direito Ana Cláudia Figueiredo dos Santos de Cáceres Pires, como subdiretora-geral da Direção-Geral da Administração da Justiça, com efeitos a 15 de janeiro de 2024, ao abrigo do disposto no artigo 62.º, n.ºs 1, 4 e 5 do E.M.J. e artigo 22.º da Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, pelo período de um ano, atenta a responsabilidade que a mesma detém em vários projetos em curso no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência em curso na D.G.A.J., nos quais assume a respetiva coordenação, ao conhecimento que detém nas matérias que são abrangidas por todos os projetos pendentes e aos apertados prazos para a sua concretização, conforme descrito no mencionado pedido e não por três anos considerando que a comissão de serviço da Exma. Senhora diretora-geral da D.G.A.J. termina já no próximo dia 19 de novembro.»

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  63. Brilhante argumento.

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  64. Anónimo6/5/24 09:53

    Ontem já era tarde essa mudança. Fora!

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  65. Anónimo6/5/24 13:29

    e o órgão jurisdicional vai passar a chamar-se Comissão de Controlo e Quadros

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