Como relatam os sindicatos as reuniões com o Governo

      Na próxima terça-feira, 28MAI, ao final da tarde (mesmo na véspera do fim-de-semana grande), ocorre a 4ª ronda das negociações entre o Ministério da Justiça e outros membros do Governo com os dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.


      Entretanto, ambos os sindicatos publicaram esta semana informações sobre o que aconteceu na 3ª ronda das reuniões do passado dia 17MAI.


      Vamos a seguir apreciar o que aconteceu nessas reuniões, em separado, de acordo com aquilo que cada sindicato revelou.


      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) relata que “logo no início da reunião foi pedida a alteração do protocolo de negociação na parte em que relacionava o Suplemento de Recuperação Processual (SRP) com o conceito de disponibilidade permanente, tendo resultado a eliminação de tal associação no protocolo de negociação, uma vez que, conforme foi devidamente fundamentado pelo SFJ, se tratam de matérias completamente distintas”.


      O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) relata algo semelhante: “Ora, este Sindicato, SOJ, na sequência do que vem defendendo, informou ao Governo que a discussão da disponibilidade, no âmbito do DL n.º 485/99, se constituía como uma linha vermelha, pelo que teria de ser afastada deste protocolo negocial. O conceito de disponibilidade deve ocorrer noutro quadro negocial e, no entendimento deste Sindicato, a disponibilidade deve restringir-se a Direitos, Liberdades e Garantias, pois aos Oficiais de Justiça também têm de ser assegurados direitos constitucionais, como sejam, por exemplo, o direito à família, ao descanso e ao lazer”.


      O SOJ, acrescenta mais elementos informativos, nos seguintes termos:


      «Da ordem de trabalhos constava a assinatura do protocolo negocial e a discussão de uma proposta, a apresentar pelo Ministério da Justiça, respeitante ao DL n.º 485/99, de 10 de novembro. Do protocolo negocial constava – artigo 2.º (Objeto da negociação) – o seguinte:


      .1. As matérias acordadas para negociação são as seguintes:


         .a) Revisão do suplemento de recuperação processual;


         .b) Reforço do conceito de disponibilidade permanente no âmbito do suplemento de recuperação processual;


         .c) Regime de colaboração do Sindicato com o Governo na revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais fixando o período, a periodicidade de reuniões mensais.


      .2. Mediante acordo das partes, podem ser objeto de negociação outras matérias a identificar no decurso das reuniões.”


      Como já se disse, o SOJ recusou a inserção neste momento e neste protocolo na questão da disponibilidade, para outro quadro negocial.


      “O SOJ recusou, igualmente, participar de um “regime de colaboração”, pois os Sindicatos não colaboram com os Governos, mas participam dos processos negociais.


      As razões deste Sindicato foram aceites, tendo sido eliminada a referência ao conceito de disponibilidade e passando a constar, como alínea b), o “Regime de Participação”.»


      Prosseguem as informações sindicais no que se refere à proposta da nova percentagem apresentada pelo Governo.


      Diz o SFJ que “De seguida, pela Sra. Ministra da Justiça foi apresentada uma proposta que consistia no incremento de 2,5% na percentagem do SRP, o qual passaria para 12,5% da remuneração base, pago em 12 meses e com efeitos a partir do próximo mês de julho. Ou seja, tal proposta não integrava o SRP no vencimento base, e teria efeitos até ao final do período negocial.


      O SFJ rejeitou de imediato a proposta apresentada pelo Governo, tendo questionado o porquê deste constante anátema relacionado com a integração do SRP no vencimento base, tendo sublinhado que este suplemento integra o conceito de remuneração, e que a sua integração na remuneração base, e consequente pagamento em 14 meses, faria com que os colegas não fossem penalizados em situações de ausência do serviço por doença, bem como durante o período probatório.


      O SFJ sublinhou que esta integração, prometida pelo PSD desde há 20 anos a esta parte, permitirá negociar com maior tranquilidade as demais questões relativas à nossa carreira, tão prementes e urgentes, nomeadamente a revalorização da carreira através do estatuto profissional e subsequente componente remuneratória a este associado e, para além de outras matérias, um regime de aposentação específico para a carreira.”


      Por sua vez, o SOJ, refere-se ao assunto nos seguintes termos, onde constam mais dados:


      «Após, assinado o protocolo negocial com as alterações acima referenciadas, a Senhora Ministra da Justiça verbalizou uma nova proposta de alteração ao DL n.º 485/99, constituída nos seguintes termos: 12,50% (ao invés dos atuais 10%) e o pagamento em 12 meses (ao invés dos 11 meses), a iniciar em julho de 2024.


      Perante a proposta, o SOJ insistiu que a mesma fica aquém do que é justo e reiterou a sua reivindicação de 25%, por 14 meses. O valor reivindicado tem por base, também, o facto de ter o Governo anterior tornado público que a proposta apresentada de 20%, era para todos os Oficiais de Justiça.


      Mais, perante o excedente orçamental, inicialmente assumido pelo atual Governo, sempre teremos de considerar que o mesmo se deveu, em grande parte, ao esforço dos trabalhadores, no caso concreto dos Oficiais de Justiça, pelo que é ajustado o valor de 25%.


      Após, a equipa técnica que acompanha o Governo e que acompanhou o anterior executivo, pediu a palavra e interveio afirmando que o SOJ tinha entendido, e bem, que as condições que estavam a ser oferecidas, pela anterior Ministra da Justiça, não eram nos moldes que agora desenvolve. Isto é, o que foi dito nesta reunião, por uma equipa técnica que acompanhou o Governo anterior, é que os 20%, que iludiram (continuam a iludir) alguns colegas, não eram para todos, nem se tratava somente de aumentar o valor de 10% para 20%, como alguns foram desenvolvendo.


      Todavia, para este este Sindicato, e isso mesmo referiu, não importa, nesta fase, avaliar se percecionou corretamente ou não a proposta então apresentada, pois o que foi tornado público, pela então Ministra da Justiça, é que os 20% eram para todos e a proposta ultrapassava a reivindicação dos Sindicatos. Foi essa a mensagem transmitida ao país.


      A Senhora Ministra da Justiça interveio, referindo que o Governo aumentou a sua proposta inicial, mas que não tem condições para apreciar a reivindicação de 25%, apresentada pelo SOJ.


      O SOJ, consciente da natureza do processo negocial, informou ao Governo que deve apresentar uma proposta mais robusta, se efetivamente quer um acordo, pois os 12,50%, em 12 meses, não se mostram suficientes para dar resposta à carreira. É um facto que a atual proposta é melhor do que a anterior, mas, ainda assim, poderá vir a revelar-se inferior ao Projeto de Lei que será discutido no Parlamento. Facto é que está aquém do que é justo para a carreira dos Oficiais de Justiça.


      Mais, o SOJ quer também discutir as condições inerente à atribuição desse suplemento. Desde logo este Sindicato reivindicou:


      – O pagamento com efeitos retroativos a janeiro de 2021;


      – O pagamento aos Oficiais de Justiça definitivos e provisórios (o Governo mostrou-se disponível para aceitar);


      – O pagamento aos Oficiais de Justiça que se encontrem de baixa médica (o Governo mostrou-se disponível para aceitar);


      – O pagamento a todos os que tenham notação igual ou superior a suficiente (o Governo mostrou-se disponível para aceitar);


      A Senhora Ministra da Justiça aceitou estas reivindicações, com exceção da retroatividade pois o Governo não aceita retroagir a anos anteriores. Mas, e isso mesmo foi discutido, o Governo mostra-se disponível para analisar, perante o quadro global reivindicado pelo SOJ – acima descrito –, a questão da retroatividade a janeiro de 2024”.»


      Nas reuniões foram abordados outros assuntos.


      Refere o SFJ assim:


      «O SFJ defendeu, uma vez mais, a necessidade urgente do ingresso de novos Oficiais de Justiça nos Tribunais e serviços do Ministério Público e que, enquanto não existir um novo estatuto e, consequentemente, uma nova tabela remuneratória, deverá ser criado um subsídio de ingresso.


      Sustentando a defesa e argumentação apresentada pelo SFJ, foram entregues à Sra. Ministra da Justiça as Propostas apresentadas pelo PSD na Assembleia da República no passado mês de novembro (Proposta 515-C – SRP; Proposta 505-C – Admissão de Oficiais de Justiça; Proposta 516-C – regime de aposentação diferenciado para os Oficiais de Justiça), relembrando que o seu primeiro subscritor foi o Sr. Ministro de Estado e das Finanças, Dr. Joaquim Miranda Sarmento.


      O SFJ, no âmbito da negociação estatutária, propôs a criação de um grupo de trabalho composto, para além do Governo e Sindicatos, por representantes do CSM e do CSMP/PGR, o que teve a concordância da Sra. Ministra da Justiça.


      O SFJ voltou a sublinhar à Sra. Ministra da Justiça que é necessária a resolução urgente de vários problemas existentes, nomeadamente (entre outros):


      – O pagamento do trabalho suplementar realizado todos os dias nos Tribunais e serviços do Ministério Público;


      – A falta de cumprimento integral da sentença condenatória sobre o período probatório (Ação Administrativa Comum 2073/09.1BELSB);


      – Que seja garantida a autorização para que, no âmbito do Movimento anual de Oficiais de Justiça, sejam ocupados todos os lugares vagos, nas mais diversas categorias, o que implica a necessária realização de promoções;


      – Os diversos constrangimentos e disfuncionalidades provocados pelo “CRHONUS”;


      – A necessidade de criação de posições remuneratórias virtuais na atual tabela remuneratória dos Oficiais de Justiça, de forma a permitir a continuidade das progressões horizontais a todos os colegas, uma vez que os escalões remuneratórios atuais foram criados para uma carreira com uma idade de aposentação muito inferior à atual (aposentação com o cumprimento dos seguintes pressupostos: 55 anos e 36 anos de serviço).


      A Sra. Ministra da Justiça afirmou que, atento o exposto pelo SFJ, iria pedir uma reunião urgente com a DGAJ de forma a resolver os problemas apresentados.


      Antes do final da reunião, a Sra. Secretária de Estado da Administração Pública, Dra. Marisa Garrido, comunicou que o Governo estava disposto a alterar a proposta apresentada no início desta reunião, a qual produziria efeitos desde o início do corrente ano.


      Pelo Secretariado do SFJ foi decidido que esta proposta não responde aos anseios dos Oficiais de Justiça, o que foi comunicado ao Governo, pugnando que, enquanto não existir nova tabela remuneratória, exista um incremento salarial digno para com os Oficiais de Justiça, condizente com todo o seu esforço e brio profissional, comummente reconhecido por todos, e que muito têm mitigado a enorme carência de recursos humanos nos Tribunais e serviços do Ministério Público. Tal é mais do que justo!


      Pela Sra. Ministra da Justiça foi comunicado o agendamento de nova reunião para o próximo dia 28 de maio, pelas 17 horas, para continuação das negociações em curso.


      Esperamos que exista bom senso por parte do Governo e que este cumpra a sua palavra! Nomeadamente o que o PSD, na pessoa do atual Ministro de Estado e das Finanças, Dr. Joaquim Miranda Sarmento, propôs no parlamento há cerca de seis meses atrás! Pois, tal como afirmou o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. Luís Montenegro, em plena Assembleia da República na passada semana, “Compromisso assumido é para ser cumprido!”.»


      Por sua vez, a informação do SOJ conclui assim:


      «Outras matérias foram discutidas, nomeadamente os lugares ocupados em regime de substituição, o regime de aposentação, a questão dos colegas promovidos e que não beneficiaram do descongelamento da carreira. A Senhora Ministra da Justiça informou que está, conjuntamente com a Senhora secretária de Estado Adjunta e da Justiça, a acompanhar essas e outras matérias.


      Ainda no âmbito da reunião, e como questão prévia, o SOJ alertou ao Governo para a necessidade de ser estudado o impacto do novo aeroporto sobre a Comarca de Lisboa, nomeadamente o núcleo do Montijo. A Senhora Ministra da Justiça assumiu o compromisso de avaliar a matéria, considerando-a bastante pertinente.»


Conversas.jpg


      Fontes: "SFJ-Info" e "SOJ-Info".

Comentários

  1. Miséria

    Anis e anos com a mesna treta, negociações, negociações de vazio

    Acabem com esta fantochada de vez

    Já nete nojo este gozar com quem segura os tribunais.

    Canalhada de governantes
    E magistrados a assobiar.

    Escravatura?

    Parem com isto.

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  2. Parem vocês de iludir os 20% era para todos, pela disponibilidade, se não houve 1 minuto extra no mês, ganhava- se na mesma os 20% , pela disponibilidade.
    Deixem de iludir as pessoas.

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  3. É preciso resolver rapidamente e de vez a questão de aumentos salariais e da integração do subsidio.

    Resolvida essa questão, e já em sede de discussão do novo estatuto é preciso ver questões como o pagamento de horas extra, disponibilidade perante, diferenciação da idade de reforma e o grau de complexidade da profissão (este último, que só em si, poderá levar a ulterior subida das remunerações)

    A Srª. Ministra parece pessoa mais "consciente" que aquelas que a antecederam, no entanto, não se pode baixar a guarda!...

    É preciso fazer um "pressing" nas negociações, tais como outros (professores) fizeram, no sentido de se marcarem pelo menos 2 rondas negociais por semana, a começar de manha e a acabar de tarde, isto é, trabalho a sério!

    Abraço.

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  4. Quando o SOJ entrou na reunião, a proposta que já estava em cima da mesa, era o pagamento de 12,5% X 12 meses, com retroactivos a Janeiro de 2024.

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  5. Fica a clara convicção que o SOJ conseguiu contornar a questão a integração com o pagamento a todos, sejam provisórios, estejam doentes ou tenham suficiente, conseguiu verdadeiramente colocar o suplemento ao nivel da integração no vencimento. Agora sim, é para todos num valor superior aos 10% em 14 meses. O SFJ tendo reunido antes não conseguiu afastar-se da repetida e velha cassete. O SOJ tem assumido uma posição bastante mais proativa do que o SFJ. Esperei pelo congresso, mas vou mudar...

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  6. Já estou farto disto tudo. Vou ao PSIQ

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  7. Resumidamente, tudo na mesma.
    Conversa não falta.

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  8. Bom dia, os textos publicado por ambos os sindicatos mais parece o de uma "homilia" em que se tenta convencer os discípulos a enveredarem numa crença, num verdadeiro ato de fé, em algo que se desvaneceu à medida do tempo que tudo devora.

    Então a postura dos sindicatos também não é a procura da melhor resolução dos problemas da justiça, onde se incluem os da classe, e por isso de colaboração institucional?

    Porque é que fazem tanta questão em alterarem a palavra - de colaboradores a participantes? Será que ambos os sindicatos estão de tal ordem capturados pelos partidos (PS e PCP) que se servem aos interesses destes e já não da classe e instituição onde se integram!

    Hoje sabe-se - pois foi confirmado pela equipa técnica que acompanha as negociações (a mesma da anterior equipa do MJ) - que os 20% era uma falácia, que na verdade desclassificavam toda a classe, passava-mos todos a meros assistentes administrativos e obrigados a uma disponibilidade permanente a troco de tostões.

    As duas anteriores equipas do MJ foram, de longe, as piores que o país viu, nomeadamente a última - por sinal e a acreditar nas palavras da equipa técnica faltaram-nos à verdade e tentaram-nos enganar a todos.

    Antes tínhamos um SEAJ que dizia dar a cara e um MJ que se dizia em negociações quando se bastava com meras trocas de cumprimentos - a anterior MJ nem sequer dava a cara e não sei em que buraco se meteu mas não deverá ser muito diferente do anterior.


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  9. Colega mas essa proposta foi "arrancada" pelo SFJ ou a ministra apresentou de entrada como segunda proposta depois dos 11,66? É que pelos vistos o SFJ recebeu a proposta da ministra e saiu da reunião satisfeito com o que ouviu. O SOJ ouviu a mesma coisa e foi além, conseguiu para os provisórios, para os colegas de baixa médica e até para os que tiverem suficiente. Para fazer anúncios não são necessários sindicatos e a verdade é que o SOJ ultrapassou o que era expectável, pelo menos para mim.

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  10. Realmente tem razão, uns são colaboradores outros ainda se acham trabalhadores.

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  11. Alguem sabe dizer se a contagem de tempo dos professores que (chegaram a acordo com o governo) se vai aplicar aos OJ's pelo principio da igualdade?

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  12. Eu se fosse mais novo não estava para aturar isto. Mudava de vida. Agora perto da reforma o remedio é ir aguentando estas merdas.
    Nunca vi tamanha desconsideração por parte dos governantes, parece que estão a ficar piores com os anos em qualidade, como pessoas e profissionais.
    Perderam completamente o respeito por quem trabalha neste pais carregando quem produz com uma carga de impostos e salario de sobrevivência.
    Para darem umas migalhas que era no nosso caso a integração a 14 meses fazem um teatro que mete nojo.
    Sobre valorização salarial e novo estatuto a politica seja de que governo e partido for vai ser para manter o estado de escravatura dando o minimo só para calar os sindicatos.
    Fazem disto um jogo. Os biliões para aeroportos e grandes obras aparecem logo.
    Só servimos para manter o sistema.

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  13. Alguem sabe se a contagem de tempo que os professores chegaram a acordo com o governo se vai aplicar aos OJ's pelo principio da igualdade.

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  14. Somos únicos: todos os dias a fazer as mesmas perguntas. Nunca sabem se podem fazer greves, nunca sabem se é para todos, nunca sabem nada... A pergunta é: como é estes "colegas' conseguem informar o cidadão, se eles próprios nada sabem nunca. Eis a grande dúvida.

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  15. mais um

    por acaso leste o teor do projeto?

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  16. o SR articulista já informou isso ontem no artigo de ontem.
    vão lá ler.

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  17. Sim, vai-se aplicar, depois das negociações terminarem (com os professores), porque ainda não terminaram, e depois de publicado o decreto-lei.
    Haverá negociação com as demais carreiras especiais (a carreira dos professores é também uma carreira especial) e o resultado final será praticamente igual ao dos professores adaptado a cada carreira.

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  18. O SOJ andou bem, bem melhor que o SFJ, mas é preciso antecipar a calendarização da revisão do Estatuto e não percebo porque é que há uma teimosia na chamada das magistraturas para esse fito - no meu entendimento, porque compreendo os serviços numa lógica que não é a de um Feudalismo de subserviência cega e perene, temos uma competência própria e distinta.

    A nossa função distingue-se da daqueles outros - uns decidem outros executam e prestam o necessário auxílio - sendo um serviço prestando um todo, que integra várias classes profissionais - a visão há de ser no conjunto e integrada mas isso não significa que sejam aqueles a decidir por nós ou a influenciar negativamente a nossa carreira/classe.

    Temos de ter capacidade criativa, espírito crítico e iniciativa, e não podemos deixar as nossas vidas nas mãos dos outros, perceber isto é meio caminho andado para avançar rumo a um estatuto profissional digno, sem dependência de fetiches ou desvarios na gestão dos recursos nos Tribunais.

    Olhemos para os diversos exemplos na Europa (Irlanda, Espanha), e encetemos um projeto ousado em que se procure dar respostas à demanda futura dos Tribunais.

    Os Técnicos Superiores - assessores dos magistrados e dos órgãos de gestão estão a proliferar sem resultados visíveis em termos de incremento da produtividade.


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  19. Srs. António Marçal e Carlos Almeida, precisa-se serenidade e determinação ... e também rapidez!

    A questão da integração e reforço salarial deverá ser resolvida na próxima semana, para se avançar para a questão de fundo, o novo estatuto!

    É preciso confrontar o MJ com as propostas do grupo parlamentar do PSD, como a reforma diferenciada, e também com os compromissos já assumidos no passado, de outros governos, no âmbito desse mesmo estatuto, nomeadamente o grau 3, que segundo o SFJ já teria tido concordância da tutela na altura.

    Não é por agora se mudar de governo que se volta ao ponto de partida, não se honrando compromissos já assumidos...

    Os pontos já acordados, e que devem constar de actas dessas reuniões, já não deverão ser discutidos novamente, permitindo que se avance noutras questões desse mesmo estatuto.

    É absolutamente necessário que, como forma de compensação, pela impossibilidade de subir de categoria, seja, os OJ minimamente compensados, criando-se um mínimo de 3 escalões de antiguidade adicionais.

    Mas, por favor, sejam rápidos, avancem!...

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  20. Tem que se ver é a questão dos entretanto promovidos, porque caso fiquem de fora ficam roubados.

    Pois além de não receberem o dinheiro devido na anterior categoria, ao serem promovidos poderiam sê-lo para escalão superior para o qual foram.

    Terei razão Sr Bloguer?

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  21. Pedir rapidez ao SFJ é como acreditar que a tartaruga consegue correr - não isso nunca irá acontecer é contranatura!

    Então não vê que enquanto o SOJ conseguiu cedências em diversos assuntos - retroatividade a jan de 2024, aplicação a um universo alargado de OJ, pagamento na doença, etc. - aproximando-se a tutela das suas reivindicações, o SFJ não sai do mesmo registo.

    Porque é que não pode haver cedência das partes no mais essencial - a atribuição imediata do suplemento por 14 meses ou equivalente - e se enceta a discussão do estatuto onde todas as outras questões podem e devem ser discutidas.

    Dinheiro já, no imediato, e este pode vir por via do suplemento (x 14 meses) e do desbloqueio das promoções - estas são prementes.

    É preciso acabar com o regime de substituições "a la carte" e premiar o mérito no desbloqueio da carreira sem que se ascenda pelas feições ou estatuto social como agora se vê por muita banda.

    Ontem já era tarde, aceitem lá as propostas, que devem contemplar as promoções, e avencemos com a revisão do estatuto.

    Lembro que os professores também conseguiram suprimir o tampão/bloqueio às promoções/progressões (as tais quotas).

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  22. em vez de aniz se calhar é a vinho

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  23. Importantíssimo !

    E quanto a isto, nem uma palavra...

    Porquê ?

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  24. "Irra que é burro". O blogue respondeu a isso 30 vezes. O processo já ocorreu de forma idêntica no primeiro descongelamento, mas alguns não conseguem atingir um pouco mais. Gente assim só prejudica a imagem dos oficiais de justica. Hoje em dia qualquer mentecapto entra. Arre!

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  25. Como é que o senhor Marçal diz na tv à hora do almoço que os OJ , mesmo com falta de meios e com falta de recursos humanos (falta dizer ganhando tão mal) produzem ao melhor nível da Europa? Este homem sabe dizer alguma coisa de jeito? A ministra até deve ficar com ideias ...!
    É urgente aumentar os ordenados, reforçar o suplemento e negociar o no vo estatuto!

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  26. Desculpe-me a "burrice" aqui do "burro"...

    Tenha como certo que a "burrice" foi apenas motivada pela "ignorância".

    Este "burro" desconhecia que "o blog" também vai às reuniões com o governo.

    Veja só a "burrice" em estar unicamente focado na mensagem que passa ao governo, descurando "o seu umbigo", caro cibernauta.

    Mais uma vez rogo a que aceite as minhas mais sinceras desculpas pela falta, pela qual desde já me penitencio.

    Com os melhores cumprimentos,

    Í-i-i Ó-o-o

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  27. Na América é muito comum ver "Gnomos" (pequenos génios) a embelezar os Jardins.

    Por cá há alguns deles que foram "animados" por um qualquer feitiço e teimam em querer "enganar os tolinhos".

    E os tolinhos somos nós, os Oficiais de Justiça.

    Isto é verdadeiramente impressionante, já se permitem a tudo ... sem qualquer aderência à realidade afastam-se da verdade e apregoam o indefensável ...

    Impera o caos nos serviços, está tudo parado ... ou em risco de parar e procura-se esconder o sol com a peneira, o que só se vai conseguindo porque este vai andando escondido por detrás das nuvens.

    É só gente aluada e dessincronizada ...

    Valha-nos Deus ...

    ResponderEliminar
  28. O fim está para breve!

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  29. Rei dos Oficiais de Justiça23/5/24 15:24

    Agora sim, já dá gosto ver os sindicatos a trabalhar, desde que anunciei para irmos às suas instalações tirar satisfações, os meninos com medo começaram a se mexer...

    Graças a mim a carreira está a melhorar.

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  30. Obrigado King!

    🙏

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  31. O caminho do homem justo está assolado por todos os lados

    Pelas iniquidades dos egoístas.

    E pela tirania dos homens maus

    Bendito seja aquele que em nome da caridade e da boa vontade pastoreia os fracos através do vale da escuridão.

    Ámen

    🙏

    ResponderEliminar
  32. Não te cures, não.....vais ver onde vais parar.

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  33. Sobre a DGAJ pagar o que deve é que nada. Está certo.

    ResponderEliminar
  34. burro serão os seus familiares

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