O Comunicado dos 4 Papos-Secos

      Ontem, ao final da tarde, o Governo publicou um comunicado no qual, em síntese, afirma que a sua proposta de aumento do suplemento em 1,66% a pagar em 12 vezes, é precisamente o equivalente àquilo que os Oficiais de Justiça reivindicam, isto é, os 14 pagamentos ao ano.


      Para o efeito apresenta o Governo contas com números e não com papos-secos, constando no comunicado a seguinte demonstração:


      «10% x 14 meses = 140
        11,66 x 12 meses = 139,92»


      Diz-se no comunicado que “em termos práticos, a proposta apresentada pelo Governo resulta num aumento do valor anual do Suplemento de um mínimo de 335,95 €”.


      Vejamos então as contas:


      Atualmente, pela tabela remuneratória em vigor este ano, um Oficial de Justiça no primeiro escalão de ingresso, após o período de provisoriedade, isto é, quando passa a ter direito ao suplemento de recuperação processual, aufere um salário bruto de 1122,82. Assim, o valor do suplemento é de 112,00.


      Atualmente, sendo esse valor extra pago 11 vezes num ano, no final de um ano completo representa um total de 1232,00.


      Caso o suplemento fosse pago 14 vezes num ano, no final de um ano completo representaria 1568,00.


      Portanto, constituiria um incremento de 336,00


      Com a proposta do Governo para que o pagamento se processe em 12 vezes a 11,66%, a mensalidade seria de 130,92 e, no final de um ano, seria de 1571,04.


      Ora, pelo que se vê, o aumento mensal de 18,92 representaria no final de um ano até um pouco mais do que a reivindicação dos 14 pagamentos, pelo que, assim sendo, estando os Oficiais de Justiça a reivindicar um valor que é idêntico ou até ligeiramente inferior, não se compreende a razão pela qual o Governo não acede à pretensão dos Oficiais de Justiça, pois até proporcionaria menos despesa; ou será que se compreende?


      Antes de mais vejamos se a indicação de Marçal quando, à saída da reunião, disse que o aumento proposto dava para cerca de 4 papos-secos é verdadeira.


      O preço atual médio de um papo-seco é de 0,13, ora, 4 papos-secos para 30 dias dá uma despesa mensal de 15,60.


      Assim, o cálculo mental de Marçal aproximou-se muito do valor do aumento (18,92), mas, tendo em conta que estamos a falar de valores brutos, isto é, antes dos descontos, então o cálculo do Marçal torna-se ainda mais exato, quando nos referimos ao valor que, de facto, o Oficial de Justiça leva no bolso quando vai comprar pão, poendo mesmo algum  dia levar três e não quatro papos-secos.


      Está, portanto, corretíssimo o cálculo de Marçal. Evidentemente que para quem já anda na profissão há mais anos, o número de papos-secos vai aumentando, de 4 para 5, de 5 para a meia-dúzia e só aqueles poucos, muito poucos, que estão nas categorias superiores e no final dos escalões é que, para além da meia-dúzia de papos-secos, podem comprar ainda uns pães de mistura especiais.


      Voltemos à estratégia da proposta do Governo.


      A proposta é para valer a partir de julho até à conclusão da revisão do Estatuto, o mais tardar até dezembro deste ano, altura em que se pretende que esteja previsto um suplemento de disponibilidade permanente e já não este de recuperação processual.


      Quer isto dizer que, na prática, esta proposta do Governo nunca seria paga 12 meses, mas apenas 6 meses, sendo certo que nem sequer abarca o mês de junho, mês em que o recebimento é zero e podia ser de dois suplementos, na categoria de ingresso seriam logo 112,00 x 2, portanto, 224,00 euros cortados.


      Para além disso, o suplemento, ao não ter correspondência com o vencimento nos seus 14 pagamentos anuais e, muito menos, estar integrado com o vencimento, será facilmente suprimido com a revisão estatutária, por não ser propriamente remuneração e se perspetivar a apresentação de um outro suplemento, perdendo-se, irremediavelmente, este atual suplemento, passando o novo a ser calculado não pelo valor final que se pretende, após a incorporação, portanto, em prejuízo.


      É evidente para todos que calcular, por exemplo, uma percentagem de 20% para um suplemento, como já foi proposto, sobre um vencimento com esta incorporação que se defende, ou sem esta incorporação, resulta, obviamente, em valores diferentes, podendo os Oficiais de Justiça ir buscar um pouco mais de rendimento com a incorporação, mas, como se diz: um pouco mais de migalhas, porque os Oficiais de Justiça não estão a pedir nada do outro mundo, mas meras migalhas.


      Por outro lado, a incorporação permite que o vencimento fique reforçado e não se perda valor aquando das ausências, por doença ou licenças, que sempre acabam por acontecer a todos, nem mesmo se perda valor aquando da aposentação. A este propósito, temos hoje em dia muitos Oficiais de Justiça que ultrapassam a idade da reforma e prosseguem até aos 70 anos, porque não se podem dar ao luxo de perder rendimento com a aposentação.


      Não há dúvida nenhuma de que com a revisão do Estatuto virá, necessariamente, uma valorização salarial, mas essa, nessa altura, tem de ser construída em cima desta pequena valorização que se reivindica e que agora deve ser conseguida.


      O valor é pequeno e insuficiente para tudo o que se pretende, mas deve ser consolidado já, antes de partir para outras apreciações, pois caso contrário, este valor acabará perdido, como, aliás, sempre foi intenção do governo anterior e, novamente, se pretende o mesmo com o atual governo, embora de uma forma mais rebuscada.


      Note-se bem que, se em termos de valor o Governo admite que a coisa é equivalente, então por que razão não aceita a proposta dos Oficiais de Justiça sem mais complicações? Por que razão há de o Governo apresentar a mesma coisa, mas sob outra forma?


      As razões são as expostas, entre elas o facto de ser só para pagar seis meses no máximo, até ao final do ano, altura em que este suplemento será eliminado.


      Trata-se, portanto, de uma nova ilusão, de um ardil, que se apresenta até junto com a ridícula menção, no comunicado, dos vencimentos dos Secretários dos Tribunais Superiores. Esta menção a estes vencimentos serve apenas para enganar a comunicação social e o povo, porque ignoram que nessa categoria, que é de topo ao nível de remuneração da carreira, existem, a nível nacional, apenas 8 elementos, em oposição aos demais cerca de 7400 Oficiais de Justiça que auferem vencimentos que estão bem longe daqueles mais de dois mil euros que menciona o comunicado para os tais 8 agraciados.


      Tudo isto sem ainda termos referido a pendência do cumprimento do nº. 2 do artigo 38º da Lei 2/2020 de 31MAR, onde a Assembleia da República determinou ao Governo que, até ao final de julho de 2020, deveria, e passamos a transcrever, “ser concretizada a integração, sem perda salarial, do suplemento de recuperação processual, previsto no Decreto-Lei n.º 485/99, de 10 de novembro, no vencimento dos oficiais de justiça”.


      Nem até ao final de julho de 2020 nem nunca e ainda hoje a Lei está por cumprir, propondo-se agora uma nova forma de não a cumprir.


      Os Oficiais de Justiça apenas desejam que se cumpra a lei em geral e essa Lei em particular, evidentemente com a devida justiça que é a reconstituição de todo o período do incumprimento. Não é pedir muito, é apenas pedir que se faça justiça para quem nela trabalha.


      Pode ler na íntegra o mencionado comunicado do Governo, acedendo diretamente por “Aqui”.


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Comentários

  1. Anónimo9/5/24 08:49

    Se eu não soubesse que temos novo governo, se outro partido, diria que o comunicado saiu da mente da desditosa Catarina.
    Afinal não.
    É apenas farinha do mesmo saco,
    Estamos lixados!

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  2. Anónimo9/5/24 08:57

    A culpa é do Marçal e do SFJ, que apenas falam na integração do subsídio.

    Mais importante que a integração do subsidio é um aumento substancial do salário.

    Quando penas se foca numa coisa, pequena por sinal, fica-se à mercê da tutela.

    Imaginem que a Srª. Ministra nos dá o subsídio tal qual ele quer, mas mais nada!
    Ele fica imediatamente condicionado!
    E mesmo que paguem também as horas extraordinárias, a verdade é que uma boa parte dos OJ não as faz, portanto nunca as receberia!

    Soa a burrice, que não se admite porque não o faz sozinho, a nível individual, ou a traição, que na verdade também não quero acreditar.

    O que ele tem de pedir de imediato é um substancial aumento salarial, seguido de negociações semanais para discussão do novo estatuto.

    Nessa altura discute-se a integração do 10% X 14, reportado a 2021.

    Imperdoável, portanto!!!!!




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  3. Anónimo9/5/24 09:27

    Estou de acordo com o comentário das 8.57.
    Devem os sindicatos exigir aumentos substanciais salariais, negociação do novo estatuto, integração do suplemento e pagamento das horas extraordinárias!

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  4. Anónimo9/5/24 09:55


    É só malabaristas para não dizer vigaristas.

    E não mexam nas tabelas também, que hão-de conseguir ingressos e muitos.

    Isto vai ruir se não mexerem nas tabelas,

    não querem ver e deixar afundar isto propositadamente.

    salario mínimo de entrada?

    com as exigências disto e deslocado a levar vida de escravo e emigrante?

    Fuja quem puder.




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  5. Anónimo9/5/24 10:07

    Bom dia,

    Não posso deixar de demonstrar o meu total acordo com o texto de hoje, embora com um reparo que acho importante densificar para além do que foi aflorado.

    Trata-se da não incorporação do suplemento ou subsídio de recuperação, e por isso a descaracterização do como remuneração.

    E este ponto é muito importante, não só agora, no momento da discussão da revisão, como para o futuro, senão vejamos:
    - o valor do subsídio não conta em caso de ausência por doença (pois não é considerado remuneração);
    - o valor do subsídio também não conta para o cálculo e pagamento das horas extraordinárias (pois não é considerado remuneração);
    - o valor do subsídio também pode suscitar a questão da sua não contabilização no cálculo para a aposentação (vide art.ºs 6.º n.1, e 48.º Decreto-Lei n.º 498/72, e art.º 2º n.º 2 do Decreto-Lei n.º 485/99) atento o seu carácter - não - permanente (pois, em hipótese, pode a qualquer momento ser retirado);
    - embora esteja indexado (10% sobre o vencimento) sempre que haja aumento salarial, esse aumento só se repercute em 12 meses (se fosse incorporado no vencimento seria repercutido em 14 meses) o que faz toda a diferença;

    Quanto aos "papos secos", é mesmo disso que se trata, pois nem sequer chega ao valor de uma "bica" ou "café" , que pelo norte anda no preço de 0,80 € (x 22 dias úteis =17,60 €).

    Assim, com esta proposta que muitos classificam de ardilosa, pretendem manter-nos num regime que muitos consideram assemelhar-se a uma forma de esclavagismo moderno, porque amarrados a uma obrigatoriedade de permanência nos serviços e de recuperação do serviço atrasado, pelo preço de uma "bica" ou, nas palavras do senhor Marçal, de 4 papos secos.

    Este tratamento que é denotado nestas propostas, que eu considero que, intelectualmente, são desrespeitosas da classe, julgando-a incapaz de fazer contas ou de ter poder de reivindicação merece uma resposta dignificante da classe - que é um NÃO !

    Só assim não será se anteciparem a discussão da revisão da carreira, nomeadamente remuneratória, até julho ou, no máximo, setembro com a inclusão dos 10% no vencimento a 14 meses e pagamento efetivo das horas extraordinárias a quem as realize por exigência do serviços (quer resulte da escassez de funcionários ou para assegurar diligências urgentes).

    Mas sempre, sempre, sempre, com os olhos voltados para a revisão do estatuto que é urgente e não esquecendo nunca as PROMOÇÕES que são sucessivamente olvidadas nos movimentos.

    É o que penso.

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  6. Anónimo9/5/24 10:31


    Perfeito.
    Mas não vejo vontade.
    Esta carreira está completamente desmotivada.
    Deram cabo disto tudo.

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  7. Anónimo9/5/24 10:39

    É um erro a integração do suplemento !!

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  8. Anónimo9/5/24 11:05

    Ora nem mais. Tudo dito.

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  9. Anónimo9/5/24 11:09

    Pois claro;

    as pessoas desistem pela porcaria dos salários

    os funcionários publicos, duma forma geral, andam a pagar as dividas dos portugueses

    e neste caminho, como reza a história, o que acontece a um estado com salários baixos

    como pode, o Estado, competir com o setor privado

    bastava atualizar o indice 100 duma forma real

    a unidade de conta é o parametro para o pagamento de honorários aos advogados, mas agora é uma percentagem que sobe na ur

    Porque não podem atualizar o indice 100?

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  10. Anónimo9/5/24 11:18

    Olho para o Marçal e não vejo legitimidade nenhuma no homem para nos representar

    está no trono por sucessão, que não devia existir, apesar de eleições - mas quem tem a maquina do sindicaro, até o Zé da esquina ganharia.

    no congresso ponham-no a andar

    alguns dos reformados e a maior parte dos seguidistas lá o vão ajudar com um congresso para cumprir formalmente sem substancia

    se não muda nisto, continuamos no buraco

    os de Aveiro que não se deixem iludir com promessas vazias, atacai-o


    Rua Marçal

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  11. Anónimo9/5/24 11:21

    E greve? Está tudo muito tranquilo estão á espera de quê? Francamente

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  12. Anónimo9/5/24 11:34


    Quando começa a greve a actos???


    ResponderEliminar
  13. Anónimo9/5/24 12:32

    Até o Pinto (Papa) foi no 27 de Abril, porque motivo não ode ir Marçal?!

    ResponderEliminar
  14. Anónimo9/5/24 13:37


    E agora Marçal, que vais fazer?!!

    ResponderEliminar
  15. Anónimo9/5/24 14:00


    E agora Marçal, que te deram o que estupidamente apenas pedias, o que vais fazer?

    ResponderEliminar
  16. Anónimo9/5/24 14:46

    Equivalente não é certamente.

    Se dissessem que a proposta vai de encontro ao reivindicado ainda tomaria por séria, agora dizer que é equivalente não, não o é!

    O que verdadeiramente queriam era acabar com as greves a troco do "bolores" do bolo que tão prontamente se propuseram a repartir, de forma substancial diga-se, por médicos, professores e polícias.

    Assim, ficaria tudo na mesma mais um aninho ou, pelo menos, até dezembro e ali chegados cai o governo ou acontece algo de novo e continua-se mais um ano no marasmo e outro a seguir e mais um depois até à falência total da máquina da justiça.

    Praticamente, desde que entrei nos tribunais, já lá vão mais de 25 anos, que andamos nisto e, faltando-me 15 para a aposentação, é certo que deixarei os tribunais se sobreviver a esta vida com os mesmíssimos problemas.

    Depois admiram-se dos votos começarem a fazer e trilhar outros caminhos ... mas afinal se é tudo igual, se não nos falam com verdade, para quê endereçar os votos aos mesmos de sempre?

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  17. Anónimo9/5/24 15:23

    Pois não é equivalente! Falta a integração, mas eles vão dá-la e depois o Marçal fica sem argumentos. e nós ficamos com os míseros 30/40 euros mensais, quando o polícias rejeitaram de imediato 100.

    Ele foi super avisado de que não devia forcar-se no subsidio, e que este até não era dos mais prementes.

    Com a inflação pós COVID perdemos muito, muito poder de compra.
    Ele deveria ter exigido aumentos salariais, e quando fosse discutido o "novo", aí sim, falar-se-ia da integração.

    Não é a questão de ser limitado em relação a si, mas em relação a nós, condicionando negativamente milhares de OJ e as sua famílias.

    Estou à espera de um comunicado, para nós associados, e para o governo. Um comunicado público, em que explique de fia a pavio o que exige do governo, e o que vai fazer, e quando, se este não respeitar as nossas (pelos vistos dele) aspirações.

    Não adianta estar a espera do Congresso Nacional, tem que agir!

    Tem que agir já!

    ResponderEliminar
  18. Anónimo9/5/24 15:24

    "novo" = "novo estatuto"

    ResponderEliminar
  19. Anónimo9/5/24 20:52

    Já vi este filme!...

    O Marçal que queria tudo ao mesmo tempo, segundo Francisca Van Dunen, e levamos Zero. Desde então continuamos a espera!...

    Um "general" das batalhas perdidas, sem estratégia credível e que teima em continuar a liderar um projeto falhado.

    Está na hora de prestar contas e de colocar o lugar a disposição.

    Democratizar o sindicato tem que ser uma prioridade e uma das medidas terá que passar pela limitação do número de mandatos dos dirigentes!...

    O dirigismo sindical não é uma profissão!...






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  20. Anónimo9/5/24 21:08

    A revolução de abril, que todos hoje clamam, começaram por reuniões em aveiro muita força aos colegas e que saibam que por todo o país e tribunais existem muitos oficiais de justiça que querem que muito mude e acompanham as vossas propostas. É aveiro, viana do castelo, braga, bragança, vila real, porto, gaia, guimarães, penafiel, viseu, guarda, coimbra, lisboa, évora, leiria, setúbal, santarém, portalegre, castelo branco, elvas, beja, portimão, faro, madeira, açores e por aí adiante. Não desistam das vossas convicções e lutemos por um sindicato muito mias democrático. Parabéns pela vossa coragem e muita sorte.

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  21. Anónimo9/5/24 21:11

    vai para a câmara da lousã e vai dizer que, passadas mais de duas décadas conseguiu uma esmola. Quer dizer-se, um suplemento de 10% por mais 3 meses. Muito bem!

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