Hoje é Greve e as Reuniões são a 01JUL-SEG e a 02JUL-TER
Arranca a próxima semana com duas reuniões. Logo na segunda-feira (01JUL), pelas 14H30, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) vai reunir novamente com o MJ/Governo para continuar a reunião negocial suplementar em que se aborda essencialmente a questão do suplemento, no sentido de tentar a muito difícil melhoria da oferta do Governo que o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) prontamente aceitou, tornando agora muito difícil toda e qualquer possibilidade de melhoria.
No dia seguinte, terça-feira, 02JUL, haverá uma reunião preparatória, com ambos os sindicatos, que visa a recolha de informação para a posterior elaboração do projeto de Estatuto que há de ser publicado no BTE para posterior audição pública e processo negocial com os sindicatos. Não se trata da primeira reunião da negociação formal do Estatuto, mas, em síntese, de uma mera conversa formalizada.
Entretanto, hoje, o primeiro dia da nova greve do SOJ, que corresponde às reiniciadas manhãs das quartas e sextas-feiras, aliada à greve das tardes, haverá cobertura mediática, estando já prevista uma intervenção do presidente do SOJ, entre as 08H30 e as 10H00, a partir do Campus da Justiça de Lisboa.
Diz o SOJ:
«A atenção da comunicação social e a perceção do país e do Governo, sobre o impacto da greve, é importante, nomeadamente pelo facto da Senhora Ministra da Justiça reunir com o SOJ, dia 1 de julho, para continuar o processo negocial sobre o suplemento e reunir-se, depois, dia 2 de julho, com os dois sindicatos para falar sobre o estatuto.»
E prossegue a nota sindical assim:
«Este é, portanto, o momento em que o País e o Governo farão a “leitura” do estado de alma dos Oficiais de Justiça: estão conformados e satisfeitos, ou não. A resposta será dada amanhã [28JUN-Sexta] e os que não estão, devem aderir à greve, expressando de forma firme e inequívoca a força desta carreira.»
A informação sindical do SOJ, ontem divulgada, termina assim:
«Concluindo: dia 28 de junho, cabe a cada um de nós, individual e coletivamente, responder se está, ou não, resignado com a forma desrespeitosa como tem sido tratado.
Os Oficiais de Justiça têm, com a greve de sexta-feira, a oportunidade de afirmar ao país que não se resignam, exigem mais do que migalhas, exigem ser respeitados!»
E acrescentamos: este dia de hoje, 28JUN-SEX, é o dia útil imediatamente anterior à próxima reunião do SOJ com o MJ/Governo, que é na segunda-feira, 01JUL, pelo que os Oficiais de Justiça deveriam dar uma boa imagem de união e de fortalecimento da carreira, sobre a sua insatisfação.
Recordar que tanto a greve da manhã (às quartas e às sextas), como a greve da tarde (todas as tardes da semana), bem como a greve à hora de almoço e depois das 17H00, todas elas, seja em que momento for, estão isentas de serviços mínimos. O que é que isto quer dizer? Que ao não haver serviços mínimos fixados, não é necessário assegurar nada, nem mesmo o serviço urgente, tenha-se iniciado ou não e à hora que for.
Recordar ainda, e ainda, e ainda, que os serviços mínimos são fixados pelo colégio arbitral e não pela DGAJ ou pelo MJ/Governo, nem pelos Secretários de Justiça ou Escrivães de Direito e Técnicos de Justiça Principais, nem por qualquer um dos elementos dos órgãos de gestão.
Assim, toda e qualquer instrução que contrarie este direito à greve, não deve ser ouvido, nem, muito menos, acatado.
Por incrível que pareça ainda há quem diga que se começar uma diligência urgente, tem a obrigação de a acabar, sem poder aderir à greve – pois isto é mentira! Não interessa que a diligência tenha começado ou não e seja lá a hora que for, chegando à altura de querer aderir à greve, seja ela qual for, o Oficial de Justiça limita-se a avisar que vai embora por greve, pode picar o ponto de saída, desliga a audição, para não ouvir disparates e ameaças de ninguém, e vai embora de imediato à sua vida. Tudo o que possam dizer de diferente disto é falso.
Quem ainda tiver dúvidas sobre as greves, coloquem as mesmas nos comentários ao artigo que responderemos a todas as dúvidas.

Fonte: “SOJ-Info”.
A dúvida que eu tenho é a seguinte:
ResponderEliminarComo é que os sindicatos prevêem ajudar os oficiais de justiça actualmente expostos, sujeitos e viciados nestas greves todas, quando tudo isto terminar.
Existem colegas a viver situações gravíssimas de desabituação ao trabalho, alguns ja nem as refeições conseguem confecionar limitando-se a mandar vir comida para não entrarem em subnutrição.
Irá haver acompanhamento psicológico?
Ou será o dinheiro que irão ganhar com o fim das greves e o regresso a uma semana de 5 dias x 7 horas que irá resolver a situação?
Estão os sindicatos preparados para o depois?
Viciados? Desabituados?
ResponderEliminarSubnutridos?
Que comentário é esse?
Estás doente? Só pode.
Força SOJ
ResponderEliminarA negociação muito difícil??? Não será difícil apartir do momento que apenas se conseguiu um aumento de 30 euros ou 40...apenas será difícil se o ministério quiser..
ResponderEliminarNão esqueçam que no início do ano várias carreiras da função pública tiveram um aumento de 20 por cento sem alteração do estatuto...nos fomos dos poucos que não tivemos esse aumento..
A estratégia de negociação e revindicação foi errada..
Primeiro era a valorização salarial e depois em sede de estatuto pedir os vários suplementos...
Muito bom comentário.
ResponderEliminarOs entendido entenderão.
AH AH AH
Já esta 4ª feira no debate quinzenal na AR a bancada do governo anunciou alto e em bom som que chegou a acordo com os oficiais de justiça...
ResponderEliminarQual será o acordo?
Aqui há gato!
O acordo foi o já celebrado...com o sfj
ResponderEliminar
ResponderEliminarSó aldrabões!
Mais do mesmo!
Tal como o Costa a atirar areia para os olhos do Povo, deixou isto tudo rebentado e pirou-se, conseguiu o que quis ir para a europa .
E simulou a culpa para o Presidente da Republica e para o Ministerio Publico!
Trafulhas!
Meu eu disse isso aqui repetidas vezes!
ResponderEliminarVezes sem conta!...
O(A) Colega de certeza que ganha para cima de 2000€ e se calhar em termos práticos nem lida com processos como os demais. Provavelmente, generaliza o TODO por alguns e esses alguns estão dependentes da sua alçada.
ResponderEliminarÉ o chamado azar...
Porventura, aconselhava o(a) Colega a apoio psicológico por parte dos dois Sindicatos para tratamento "da compulsividade e obstinação de quem não tem mais nada na vida que faça sentido que não seja trabalho, trabalho, trabalho,...."
Esta desregulação psicológica tem tratamento adequado...é só ser humilde e não ser subserviente a outros interesses...e ser mais inclusivo, motivador e cooperante no trabalho!...
É preciso confrontar o Governo com as promessas do PSD em relação aos Oficias de Justiça.
ResponderEliminarDignificação salarial, integração do subsídio e regime de aposentação diferenciado!
Uma coisa importantissima para todos os colegas e poucos falam nisso, é a recuperação do tempo de serviço congelado. Não era hoje que ia haver uma reunião com um sindicato (que não os nossos) para começar a discutir sobre a devolução do tempo congelado, às carreiras da função pública não revistas (que é o caso da nossa) ? É que 7 anos e qualquer coisa que nos devem não é brincadeira! Equivale a quase 2 escalões e meio de tempo de serviço! Claro que a sua eventual devolução vai ser gradual, mas isso tudo tem que sair em DL/Portaria para a nossa (e outras carreiras). Mas só se fala na dos professores!
ResponderEliminarO das 09:58 parece andar rebentado mas é do cérebro, das ideias.Rebentada estará a sua tia sr(a).
ResponderEliminarInfelizmente é na Faixa de Gaza e na Ucrânia que está quase tudo rebentado!
Tenha respeito sim, por quem sofre com as guerras e não diga que deixou tudo rebentado. Comentário de café, não próprio e será de alguém que não é Oficial de Justiça.
ResponderEliminarSem alteração do Estatuto porque já têm carreira adaptada ao SIADAP.
Aqui andam a encanar a perna à rã, quem se lixa é o mexilhão.
há, de facto, carreiras que após terem sido revista já precisão de outra revisão do Estatuto. Mas a nossa - OJ - ainda não mexeu, nem para um lado nem para o outro.
Quem se lixa é o mexilhão.
Safam-se 2 ou 3 que pelos buraquinhos da chuva vão arranjando uns elevadores sociais (laborais) de ascensão rápida.
É Portugal !
Os escalões congelados merecem uma posição publica dos sindicatos
ResponderEliminarEu prescindo da recuperação do tempo de serviço desde que haja uma valorização salarial substancial.
ResponderEliminarE era isto que os sindicatos responsáveis deviam negociar.
Aplicar a fórmula dos profs a toda a função pública é rebentar o saldo orçamental e já sabemos o que acontece a seguir.
Eu não prescindo de nada!
ResponderEliminarTemos direito ao reforço salarial e temos também direito à recuperação do tempo de serviço!
Não prescindo de nada a que tenha direito!
Colega a forma e tempo correto não é "precisão" é precisam. A escrever assim ninguém nos leva a sério...
ResponderEliminarIntervenho para dizer que não deve trabalhar nos tribunais, pois que, se assim fosse, concordaria que a justiça já "rebentou" em muitos Tribunais, para dar exemplos: Sintra, Beja, SEIVD do Porto, aliás, na Comarca do Porto não demorará muito a serem encerrados serviços para se manterem em funcionamento - deverão faltar ais uns 70/80 funcionários só no MP.
ResponderEliminarA personagem referia-se sempre às reformas silenciosas, sem tumultos, e é o que parece ter sido feito, de forma silenciosa - diria "pela calada" - quiseram apanhar-nos distraídos propondo um projeto de estatuto abjeto, porque desvalorizava a carreira e pretendia ou, no mínimo, possibilitava uma porta de entrada de cariz mais político que outra coisa ao prever chefias em comissão de serviço e por aí fora ...
Deixou isto de "pantanas", como aliás sucedeu com o Guterres (pântano) e o Sócrates (falência) e pirou-se para um bom lugar, onde pouco se faz, o que, convenhamos, parece encher as medidas da sua competência - é a minha opinião pessoal!
Então não se esqueça que o Estado também não prescinde de nada a que tem direito sobre si - a contraprestação a que se vinculou quando aceitou a nomeação para os serviços.
ResponderEliminarIsto não é só encher a boca de direitos, os deveres existem e são para se cumprirem.
É fácil dar uma resposta ao seu comentário, qual seja: "procure a resposta no SFJ, onde certamente vai encontrar tratamento, pois que vão décadas de ociosidade, de um "dolce fare niente", e não me parece que se importem muito com isso - pois que quem se trama é o do costume.
ResponderEliminarEu, apesar de não concordar com as greves em vigor, não posso negar que a muitos de nós foi defraudada a expetativa de carreira e de uma forma perniciosa viram coartadas todos os seus projetos de vida - profissional e pessoal pois que estes dependem daqueles outros.
Andam por aqui um puritanos que não gostam de conversa de café.
ResponderEliminarJulgam-se superiores é?
Mudem de sangue do azul para o rosa.
Gostam ou não de trabalhar e serviços rebentados?
Quem os rebentou?
Caro colega, o Estado serve o cidadão e não o contrário.
ResponderEliminarE, já agora, quem lhe diz a si que eu não cumpro com as minhas obrigações?!!
Ó colega pública é com acento no "u".
ResponderEliminarMas não assento, é acento...
Esqueça isso da recuperação do serviço, não venha para aqui lançar o caos.
ResponderEliminarO que importa agora é o suplemento e a valorização salarial...
O resto vem depois.
Se há alguém que não tem cumprido com o acordo, não são os OJ´s, de certeza !!
ResponderEliminarBasta ver o que nos retiraram desde há mais de vinte anos para cá.
Tem sido sempre a perder.
Um acordo exige reciprocidade de atitude, honra e mantimento de palavra.
Não é o que tem acontecido.
Isto já só lá vai à cacetada... Já não vai lá com linguística.
ResponderEliminarInfelizmente, infelizmente, ahh... Infelizmente.
É uma pena "o estado a que isto chegou".
Felizmente, as vírgulas, a acentuação e a semântica ninguém nos tira.
Até ver...
Olhe, mas obrigadinho. Não deu nenhuma novidade, mas é esperto, está atento, e disposto a corrigir o próximo. Muito bem.
Já a extrapolação de elevar um lapso derivado do cansaço à ignorância, é excessivo.
Se não é arraçado, nem tem costela, de elástico ou de chiclette, não vá por aí.
Bon fim-de-semana.
Virá
ResponderEliminarEste colega está muito confiante
Sabe coisas que a gente não sabe
Só pode
ResponderEliminarO colega está cá há quanto tempo?
Entrou no ano passado, só pode...
Ou então é mais um que "já fritou".
Tenham calma que nós temos os Senhores Magistrados do nosso lado, vai tudo correr bem.
ResponderEliminarSó estou a dizer para não andar a lançar o caos com outras coisas e depois vai distrair a ministra..e fazermos
ResponderEliminarPonderei se devia responder!...
ResponderEliminarMas sim, vou responder-lhe...Caro(a) Colega, eu já sirvo o Estado desde 1986.Não vim para os Tribunais para aprender a trabalhar(estou cá desde 1998). Conheço três Ministérios e maneiras diferentes de servir o Estado. Num deles, quando assinava contrato anualmente, lá no fundo e com letras garrafais acabava sempre desta forma "....mesmo com o sacrifício da própria vida." Portanto, estou farto destes comentários fáceis e chasquiados que o(a) Colega tem ou terá por hábito fazer...querendo tornar-se engraçado(a)...
O que é importante dizer, é que deveremos manter sempre uma atitude reativa positiva e nunca uma que escarnece terceiros...ou que classifica um TODO.
Conhece o principio da composição em Economia?...
"...o que é válido para o indivíduo, pode não ser para o TODO e vice-versa..."(é claro que estou a simplificar este principio para que se entenda...).
Agora, situe-se na parte correspondente daquele principio...
Eu pertenço àqueles que quando abraçaram esta Carreira, as regras eram diferentes e foram assumidas..., a meio do "jogo", foram modificadas...e no entanto, como disse e bem "...não posso negar que a muitos de nós foi defraudada a expetativa de carreira e de uma forma perniciosa viram coartadas todos os seus projetos de vida - profissional e pessoal ..." foram suprimidas e deitadas no lixo...
Apetece-me dizer que "...o Estado é o primeiro a exigir, mas é o último a cumprir.."
Caro Colega, o direito à greve está consagrado num Estado de Direito...que infelizmente, no nosso País é TORTO!...
Não lhe vou responder mais...
Sabe quem prescinde do tempo de recuperação de serviço? Quem está no último escalão.
ResponderEliminarSot olha para o seu umbigo.
Era o que faltava, trabalhamos tal como os professores, não prescindimos de nada
Já estavas a demorar em aparecer, ó sapo parvo.
ResponderEliminarComeço a desconfiar que sei quem és...
A humildade é importante mas parece não ter sido presenteada a muitos de nós.
ResponderEliminarPor acaso, ao contrário de si, aprendi a trabalhar no setor privado e quando vim para os tribunais em 98, curiosamente na mesma altura do colega, não precisei que me fosse incutido qualquer especial dever, tinha-os como exemplo de vida e, por isso, não os estranhei.
Todavia, também curiosamente, conheço bem outros ministérios, nomeadamente o das Finanças, onde tive uma breve incursão.
Aquilo que uns pensam muitos outros não concordam . É o caso.
Valorização salarial, já! Para todos!
ResponderEliminar2000 euros de salário de entrada.
Subida de escalão de dois em dois anos.
Grau 3 para todos.
Obrigatoriedade do uso do título de "lic", "dr." ou "técnico superior de justiça" em todos os ofícios e notificações.
Suplemento de recuperação processual de 25%.
Subsídio de risco de 10%.
Abono para falhas para quem mexe com dinheiro e atende público.
Semana de 4 dias.
Aposentação aos 55 anos de idade.
Menos do que tudo isto é brincarmos às negociações!!
Então a recuperação do tempo de serviço não é uma valorização salarial?!...
ResponderEliminarSó não é para quem está na carreira há poucos anos como deve ser o caso do colega!...
Então uma valorização salarial substancial para todos, mesmo para aqueles que não viram congelado o tempo de serviço, não vai "rebentar com o saldo orçamental"!...
Mas que matemática é essa?!...
O que o colega realmente pretende dizer, de uma forma egoísta, é que "prescinde da recuperação do tempo de serviço dos outros", porque certamente não tem tempo a recuperar,
para poder também beneficiar de uma valorização salarial substancial.
Mas cuidado, que assim se pode "rebentar o saldo orçamental e já sabemos o que acontece a seguir"!...
🤣😭💰💰💰
Comentários de brincadeira com coisas sérias
ResponderEliminarEu gostei do comentário e resposta das 14,19 e 16,39 horas.
ResponderEliminarVocês não são diferentes, são iguais, mas, mesmo que fossem diferentes, estaria sempre tudo bem, porque têm ética, porque pensam nos problemas nas nossa profissão, e mais adiante ... (dá para ver isso).
É o que precisamos, de gente que pense, e nisso são iguais, somos (também eu) iguais!
Abraço aos dois comentaristas.
Eh pá já não há paciência. Todas gente sabe que os magistrados não querem saber de nós!
ResponderEliminarToda a gente sabe!
Descobriste isso agora?!!!
Não é preciso fazer esse comentário dias a fio!
Tem juízo, puxa pela cabeça, diz coisas diferentes!
Claro que não!
ResponderEliminarO salário mínimo na Suíça são 4.800 euros (sim, quatro mil),
ResponderEliminarTemos que trocar o Ronaldo pelo Federer, o vinho do porto pelo relógio, e a corrupção pelo ...
Resposta num outro posto, se houver! ...
Deixem-se de merdas, de miserabilismos, vamos à luta!
Estou farto de brincar, dizendo coisas sérias!
ResponderEliminarGreve. Greve e mais greve, fiz esta sexta-feira e vou continuar a fazer, não vou parar de lutar. 300€ /400€ para policias e 10x menos para nós?
ResponderEliminarEra o que faltava.
Agora é intensificar.
Mais detidos serão libertados a continuar assim.
Justiça para quem nela trabalha.