Projetos na AR: Aprovações, Reprovações, Pendentes e o Parecer do COJ

      Acaba de ser aprovado na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o projeto de resolução apresentado pelo Bloco de Esquerda sobre a Revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça, valorização da respetiva carreira e abertura de procedimentos de recrutamento.


      Este é apenas um dos projetos apresentados pelo Bloco de Esquerda que diz respeito aos Oficiais de Justiça, estando pendente um outro projeto, que é o que mais interessa neste momento, isto é, neste imediato momento, aos Oficiais de Justiça, porquanto não constitui mera recomendação, mas pretende constituir-se como lei.


      O projeto de resolução ora aprovado na Comissão é o 11/XVI/1ª, apresentado em 26 de março de 2024, consiste numa recomendação ao Governo para os três seguintes aspetos:


       «.1. A abertura de procedimento para acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos, designadamente, Escrivão Adjunto, Técnico de Justiça Adjunto, Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e Secretário de Justiça.


      .2. A inclusão dos funcionários num regime especial de aposentação e de acesso ao regime de pré-aposentação e


      .3. A revisão do estatuto profissional que valorize e dignifique a carreira, tornando-a mais atrativa.»


      Pode aceder ao Projeto de Resolução do BE 11/XVI/1ª ora aprovado, através da hiperligação aqui incorporada.


      O outro projeto do Bloco de Esquerda ainda pendente é o Projeto de Lei nº. 12/XVI/1ª e diz respeito à integração do Suplemento de Recuperação Processual no vencimento dos Oficiais de Justiça.


      Pode aceder ao Projeto de Lei do BE 12/XVI/1ª que está pendente de ir ao Plenário para votação, através da hiperligação aqui incorporada.


      A ser aprovado, e, neste momento, tudo aponta a que possa vir realmente a sê-lo, propõe o Bloco de Esquerda que seja lei a incorporação, o pagamento em 14 vezes ao ano e ainda a retroatividade a janeiro de 2021. Ou seja, a tornar-se lei, passaria o Governo a estar obrigado a cumprir tudo aquilo que, em sede de negociações acabou de negar aos Oficiais de Justiça.


      Sobre este assunto já aqui demos notícia várias vezes, como com o artigo publicado a 04ABR passado intitulado: “BE já apresentou dois Projetos na AR”, ou a 02MAI passado com o artigo intitulado: “Propostas de recomendações do BE e do PCP” e a 10MAI com o artigo “Não confiáveis: PSD e PS chumbam as 2 propostas dos Oficiais de Justiça”, bem como a 14MAI com o artigo intitulado: “Sobre a mendácia da integração do suplemento pago 14 vezes


      No passado mês de maio, no mencionado artigo de 10MAI, transcrevemos mesmo a informação oficial da Assembleia da República, numa síntese que é uma espécie de ata da votação na mencionada Comissão, sobre duas outras recomendações, apresentadas pelo do BE e pelo PCP, sobre os seguintes aspetos:


      Concluía assim a proposta do Bloco de Esquerda:


      «.1. A abertura de procedimento para acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos, designadamente, Escrivão Adjunto, Técnico de Justiça Adjunto, Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e Secretário de Justiça.


      .2. A inclusão dos funcionários num regime especial de aposentação e de acesso ao regime de pré-aposentação.


      .3. A revisão do estatuto profissional que valorize e dignifique a carreira, tornando-a mais atrativa.»


      E a proposta do Partido Comunista conclui com os seguintes quatro pontos:


     «.1 – Durante o ano de 2024, conclua a revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça.


      .2 – Crie 1500 vagas nos Tribunais para recrutamento de funcionários judiciais e integração na respetiva carreira.


      .3 – O provimento das vagas previstas no número anterior, seja da responsabilidade da Direção-Geral da Administração da Justiça, ficando para este efeito dispensada de obter autorizações dos membros do Governo, e seja concretizado nos seguintes prazos: a). 50% até final de 2025 e b). 100% até final de 2026.


      .4 – Sejam disponibilizadas pelo Ministério da Justiça as verbas necessárias às contratações para 2024, desde que solicitadas pela Direção-Geral da Administração da Justiça.»


      A proposta do BE foi apresentada em março e, um mês depois, em abril, foi apresentada a proposta do PCP.


      Parecia que estas propostas seriam facilmente aprovadas, talvez mesmo por unanimidade, no entanto, foram reprovadas e vejam só com que argumentos:


      O Deputado Pedro Neves de Sousa, do PSD, centrou a sua atenção apontando – e passamos a transcrever o que consta da informação oficial da AR:


      «A incapacidade do BE na resolução do problema, dado ser uma reivindicação de há mais de 20 anos e atendendo a que o executivo denominado «geringonça» contara com o seu apoio. Afirmou que o Governo quando tomou posse encontrou um cenário de falta de paz social quanto a um conjunto de carreiras relacionadas com a função pública, reconhecendo que o caso mais gritante na Justiça era o dos oficiais de justiça, atentas as razões já elencadas.


      Aludiu ao procedimento do ano passado e à desistência dos candidatos devido às dificuldades encontradas, notando que os candidatos não sabiam onde seriam colocados e que em tal entroncavam vários outros problemas, como o da habitação.


      Notou que as greves não se tinham iniciado há um mês e que o Governo anterior não fora capaz de resolver a questão e de dialogar.


      Deu nota de que o novo Governo reunira com os vários sindicatos, no sentido de apresentar propostas que pudessem ser o pontapé de saída para uma resolução.


      Considerou, face ao exposto, que o projeto de resolução do BE enfermava de oportunismo político e de alguma injustiça em relação àquilo em que o Governo estava a trabalhar, frisando que o problema estava identificado e que era preciso negociar para depois tomar decisões.»


      Para além desta consideração do PSD para o voto contra, o PS, através da Deputada Isabel Moreira, referiu que “Estas resoluções caracterizam-se por oportunismo político e uma injustiça em relação ao Governo, que está a negociar com os sindicatos”, declarou, salientando o processo negocial em curso com o Governo que é do PSD.


      A Deputada do PS referiu que ambos os projetos de resolução continham pontos com os quais concordavam e outros com que discordavam e que, em todo o caso, era necessário respeitar o processo negocial em curso.


      Ou seja, a desculpa do PS foi, essencialmente, a da preocupação com o Governo PSD, alegando a Deputada que já que a coisa vai estar em negociação, não vale a pena votar favoravelmente estas propostas do BE e do PCP.


      O Chega, por intermédio de Cristina Rodrigues, manifestou estar de acordo com as resoluções do Bloco de Esquerda e do PCP sobre a revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça e valorização da respetiva carreira. Porém, estes dois diplomas foram travados pelo PSD e PS.


      No final do debate, a Deputada Joana Mortágua (BE) comentou a crítica tecida pelo PSD, referindo que, no seu entender, oportunismo era mudar de posição quando se passava da oposição para o Governo, o que não se podia confundir com a coerência na defesa das reivindicações dos funcionários judiciais.


      Portanto, embora a apreciação na mesma Comissão do Projeto Lei pendente do Bloco de Esquerda, o 12/XVI/1ª, esteja agora numa perspetiva muito favorável, nada impede que, subitamente, a maioria PSD e PS voltem a votar negativamente apenas porque há negociações em curso.


      Por fim, também como já no mês passado aqui demos notícia, sobre o Projeto de Lei do BE pendente foi oficialmente pedido um parecer ao Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), tendo esta entidade, que representa os Oficiais de Justiça sem ser ao nível sindical, emitido um parecer, datado de 30-04-2024, que espelha perfeitamente aquilo que é a realidade do estado da carreira dos Oficiais de Justiça. Aliás, outra coisa não seria de esperar daquele que é o Conselho próprio dos Oficiais de Justiça, embora muitos estivessem renitentes devido às más influências do passado.


      O parecer do COJ está subscrito pelo seu vice-presidente, em data em que a presidente do COJ ainda não se havia demitido a toda a pressa, como viria a suceder dois dias depois. Para os mais distraídos: a presidente do COJ era a diretora-geral da DGAJ. Portanto, as competências delegadas à data estavam válidas e o parecer mostra-se perfeitamente regular.


      No parecer do COJ sobre o Projeto Lei do BE, lê-se o seguinte:


      «Trata-se de reconhecer que o referido suplemento é parte do vencimento, devendo ser tratado como tal, ou seja, pago 14 vezes por ano. A medida transparece um merecido reconhecimento do:


      .a) labor dos Oficiais de Justiça;
      .b) de dignificação da carreira;
      .c) de dedicação no desempenho de funções;
      .d) da complexidade e da responsabilidade inerente ao exercício das funções;
      .e) termina com tratamento não igualitário entre Oficiais de Justiça, já que atualmente aqueles que tenham classificação igual ou superior a bom têm direito ao suplemento de recuperação processual.


      No desenvolvimento da sua atividade, o Conselho dos Oficiais de Justiça apercebe-se da desmotivação dos Oficiais de Justiça, tanto pela não revisão profunda do Estatuto profissional há muito reivindicada, pelo envelhecimento da classe, sem uma renovação que garanta um funcionamento regular do sistema de justiça e pela atribuição de um vencimento digno e compatível com a especificidade das funções exercidas.


      É cada vez mais relevante o número de saídas de Oficiais de Justiça para outras profissões, pelo que seria absolutamente oportuna a preconizada medida de reintegração do suplemento de remuneração, pela valorização da profissão, não se aguardando inclusive pela anunciada revisão do Estatuto, sem prejuízo daí ser oportunamente também consagrada.


      Em conclusão: a integração do suplemento no vencimento, com o pagamento de 14 vezes por ano é justa, proporcional e dignifica a profissão de Oficial de Justiça.»


      É este o parecer que o COJ prestou ao Parlamento e consta do procedimento da mencionada Comissão, no âmbito do Projeto de Lei do BE pendente (o nº. 12/XVI/1ª).


      Pode aceder a este citado Parecer do COJ seguindo a hiperligação incorporada.


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      Fontes, para além das diversas incorporadas ao longo do artigo: “SFJ-Info” e “SOJ-Info”. 

Comentários

  1. Passaram os 60 dias da tomada de posse do governo sem que tenha sido resolvida qq em relação aos OJ, não querendo aqui mencionar uma "espécie" de acordo que terá havido e que é nada!

    Portanto, temo que avançar com maior dureza, estado à espera da ordem de comando do SOJ!

    Se eles disserem não à ultima proposta do SOJ, temos que avançar.

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  2. Só gente sem palavra
    E demoram uma vida a tomar decisoes.
    Andamos nusto há 20 ou 40 anos de negociações?

    Canalhada.

    SOJ

    Nunca desistir!

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  3. O SOJ já desistiu.
    Pedia 25% em 05.06.2024, já baixou o pedido para 15% em 19.06.2024.
    E inventa mais umas tretas sobre a integração.
    A montanha pariu um rato.

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  4. Estava absolutamente condicionado pelo acordo do SFJ, mas se conseguir a integração o subsídio deixa de ser assunto e passaremos a questões de fundo!

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  5. O Bloco centrão ( PSD e PS) a bloquear uma solução para a carreira dos oficiais de justiça.
    Está visto que é uma carreira perdida, quem puder que se ponha a andar.

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  6. Não seja assim, temos de lutar!

    Não vamos fugir, vamos lutar!

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  7. Já viram o DR hoje?

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  8. Acho vi uma fotografia de um aperto de mão e da assinatura de um documento com o maior sindicato...

    Devo ter visto mal.

    Peço desculpa por interromper a destilação do ódio.

    Cumprimentos,

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  9. Deixe-se sem destilar nada, pois anda nisso há 20 ou 30 anos.

    Tadinho.

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  10. Ainda bem que temos a Magistratura sempre do nosso lado e do lado da valorização da carreira.

    Valha-nos isso...

    Neste serviço que é organizado em junção dos Magistrados, em que até a Administração Pública é feita por Magistrados, e o cargo político ministrial é feito a miúde por Magistrados... Se não fossem eles isto estaria mesmo mal.

    Não destilem ódio... Não vale a pena... Só serve para divertir a corte...

    Temos os Senhores Magistrados que vão resolver tudo. Não se preocupem.

    Tenham fé!

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  11. SFJ

    traiu, ainda não deram conta que de véspera já sabia o que ia acordar.

    Nem disfarçou que ia auscultar os associados.
    Porque não pediu 2 dias para quem quisesse se pronunciar sobre esse acordo, por ex via mail como fez na questão dos provisórios da sentença? criou mail para enviarem.

    Porque não criava um mail pra associados se pronunciarem em 2 dias e só depois decidia?

    Tanta pressa sem auscultar ninguém porque?

    Não cheira a algo estranho? porque será?

    Que interesses extra profissão estão por trás de tal acordo à pressa?

    NOJO




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  12. Não é ódio às personagem mas ao acordo em si!

    O acordo do SFJ é odioso de verdade!

    Pena é que o SFJ não se tenha mantido fiel sobre que andou durante anos e anos a fio.

    Só me surpreende a unanimidade dentro do SFJ. Se fosse por coisa positiva era de louvar, assim nem sei classificar !...

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  13. Então eu classifico:
    HIPOCRISIA.
    É o único adjetivo que me ocorre!

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  14. Acredito que o SOJ não deixe cair a reivindicação dos retroactivos a 2021...!


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  15. Se o governo caísse em Setembro/outubro e o SFJ não tivesse dado o acordo à proposta que acabou por assinar, queria ver o que se diria...
    Acho que foi realista em aceitar o valor (que na prática corresponde ao que se andava a pedir há anos) e agora negociar o novo estatuto com a correspondente tabela salarial.

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  16. Realista é o que deram aos policias e vão dar aos professores, e também nos podiam ter dado a nós isso sim...
    Está mania de ver o copo meio cheio que neste caso nem meio cheio está, está raso mesmo

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  17. ??????_!!!!21/6/24 12:48


    "Ainda bem que temos a Magistratura sempre do nosso lado "

    <img src="//blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_2020_LOL.png" style="width:3

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  18. O Governo de Portugal também tem de consultar os portugueses por cada decisão que tem de tomar?
    A Direção do SFJ está mandatada para tomar decisões.
    Pior do que uma decisão é uma não decisão e tentar mandar areia para os olhos das pessoas.

    O SOJ apenas se aproveitou do ruído feito por alguns.
    Agora não se veem criticas a ter baixado 10% na sua proposta? Que estranho...

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  19. Não! O SFJ é que não deixa cair, sabe porquê? Porque meteu uma ação em Tribunal para o conseguir. Entendeu?

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  20. Porque não desiste da integração. É por isso!

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  21. Chegou a um acordo mas mantém uma ação em tribunal?!!!!!

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  22. Mas alguém quer comparar o trabalho de um OJ com o trabalho por turnos de um Polícia ?

    quanto aos professores: Estudasses!

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  23. Se o governo cair agora, você fica sem nada!. Será que não percebe?!!

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  24. Para fazer o acordo que fez, já o podia ter feito há muito, muito tempo, anos!...

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  25. Se não perceberam, percebam, temos mais una ministra justiça que sorri demasiado, e fala pobremente e limita-se a ler o PowerPoint, como aliás, faz o primeiro que, quando não o tem pela frente, restringe-se a um silêncio cavaquista!

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  26. O Execrável acordo vai-nos sair muito caro!

    Ainda agora vi, que mesmo com todas as despesas previstas, o Ministro das Finanças dizer que o excedente orçamental vai continuar.

    Só não havia dinheiro (tipo 300 euritos mensais) par os Oficiais de Justiça, não é SFJ?

    Será que vocês já se aperceberam bem do prejuízo que nos fizeram?!

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  27. Basta um Estatuto como deve ser à sec. XXI que está tudo resolvido.

    Já perdemos muita coisa por não o fazer.

    Basta de encanar a perna à rã!

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  28. Não se preocupem que os Senhores Magistrados estão do nosso lado, e vai ficar tudo bem.

    Tenham fé!

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  29. Estatuto à sec. 21 salário à sec. 19!

    Viva o excedente orçamental, que não é para nós?!!!

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  30. Nós somos 7.300

    Cabemos bem dentro de um orçamento normal com um ordenado à séc. XXI

    Não precisamos de excedente orçamental para ter um ordenado digno

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  31. E retroatividade a 2021

    ResponderEliminar
  32. Obrigado SFJ, nós não nos vamos esquecer!!!!!

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  33. O Magistrado é o melhor amigo do Oficial de Justiça!

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  34. Eu fiz uma pergunta ao SFJ (que reproduzo):

    "O que mudou?"

    Penso que, atenta a alteração de posição de um dos partidos políticos, se pode suspeitar do que possa ter mudado e quem possa ter "interferido" nessa mudança...

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  35. Seremos 6453... ou menos...

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  36. Muito se podia especular, mas o mais grave seria sempre a existência de agendas próprias, e não quero acreditar nisso!

    De qualquer forma, eu próprio, em nome individual, avisei o SFJ para discutirem o subsídio aquando do novo estatuto, e falarem de imediato num reforço salarial.

    Comentei também aqui, quase diariamente, nesse sentido!

    Toda a gente sabia que para a PSP e GNR os 300 euros mensais custariam milhões e milhões, e que facilmente nos podíamos ter "colado" aí, e ganho!

    Mesmo que fossem os 300 euros que eles recusaram, era o equivalente a 4.200 euros por ano e 42.000 euros em 10 anos.

    Assim, é 10 vezes menos.

    Eu não compreendo, nem nunca vou compreender!

    Mas fizeram ainda pior, desistiram da integração.

    Muitos aqui utilizaram o termo "traição", e eu, não o fazendo, é o que sempre me vem à cabeça!

    Imperdoável!

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  37. Incrível como a estrutura do sfj nada percebe de negociação. O SOJ colocou em cima da mesa 25% e estava em processo negocial. Num processo negocial vai havendo cedências de ambas as partes. O SOJ perante o acordo negoceia ainda maus condicionado, ou não entende isso? Mas uma coisa é certa, o SOJ colocou linhas vermelhas e essas mantém. Estranho é o SFJ a meio de uma negociação nem esperar para ouvir a proposta que seria apresentada no dia da rendição. Rendeu-se antes de conhecer a proposta que a ministra levava. Isso é que é obsceno e uma traição.

    ResponderEliminar
  38. Isto é só artistas, assinou um acordo, foi para tribunal. Que credibilidade tem esta gente? Só rir🤣🤣🤣

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  39. Se o mundo acabar amanhã ninguém vai receber nada. Que tal o SFJ contratar agora um astrólogo para orientar as negociações?

    ResponderEliminar
  40. Estuda-se para ser polícia? O nosso trabalho é muito mais técnico.
    Sabia que aos 55 anos na GNR passam a reserva territorial (reforma)??
    Esta mania de puxar o nosso trabalho para baixo é de bradar aos céus.

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  41. Eu irei ficar contente quando receber os 20 ou 30 euros.
    Quem anda a fazer greves todas as sextas obviamente que se está a cagar para o que recebe ao fim do mês, pretende tão só que as greves não acabem para poder curtir a vida que é breve.

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  42. Sim, sim, tristeza de pensamento mesquinho.
    Curta bem os 30 ou 40€.

    Nem coma, para olhar bem para esse monte de dinheiro.

    Ou será que quis dizer 300€?

    ResponderEliminar
  43. Isto realmente a comparação com professoras é de uma soberba que até dá urticária.
    Alguns que que nem o 11 ano têm, a comparar se com a função mais nobre de todas e que devia ser sem dúvida, a profissão melhor remunerada de todas.
    Quanto aos polícias, apesar de correrem 10x mais riscos que nós, ainda estou para ver quantos vão receber os 300 €.

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  44. Anónimo9/7/24 18:27

    publicado hoje


    Resolução da Assembleia da República n.º 52/2024


    Recomenda ao Governo a revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça, a valorização da respetiva carreira e a abertura de procedimentos de recrutamento


    A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo:


    1 - A abertura de procedimentos para acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos, designadamente as de escrivão adjunto, técnico de justiça adjunto, escrivão de direito, técnico de justiça principal e secretário de justiça.


    2 - A inclusão dos funcionários de justiça num regime especial de aposentação e de acesso ao regime de pré-aposentação.


    3 - A revisão do estatuto profissional que valorize e dignifique a carreira, tornando-a mais atrativa.


    Aprovada em 21 de junho de 2024.


    O Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

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