A "Atividade Sindical" da Assembleia da República
Foi publicada nesta última terça-feira, 09JUL, em Diário da República (DR), mais uma resolução da Assembleia da República, a 52/2024, dizendo esta respeito aos Oficiais de Justiça.
A Resolução, que foi aprovada a 21JUN e esta semana publicada em Diário da República, consiste em recomendar ao Governo "a revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça, a valorização da respetiva carreira e a abertura de procedimentos de recrutamento".
Já no passado dia 21JUN, aqui dávamos notícia da aprovação desta Resolução na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias – conforme foi apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) –, com o artigo intitulado: "Projetos na AR: Aprovações, Reprovações, Pendentes e o Parecer do COJ" e antes, também em abril e maio, demos notícia das propostas apresentadas pelo BE e pelo PCP, pelo que para os leitores habituais desta página isto não é notícia, mas para os leitores não habituais também não é notícia, uma vez que estamos perante uma mera recomendação ao Governo que, como tantas outras, o Governo não segue, nem a isso está obrigado.
Diz assim a citada Resolução:
«A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo:
.1 – A abertura de procedimentos para acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos, designadamente as de escrivão adjunto, técnico de justiça adjunto, escrivão de direito, técnico de justiça principal e secretário de justiça.
.2 – A inclusão dos funcionários de justiça num regime especial de aposentação e de acesso ao regime de pré-aposentação.
.3 – A revisão do estatuto profissional que valorize e dignifique a carreira, tornando-a mais atrativa.»
A Assembleia da República toma aqui um papel sindical ao recomendar, isto é, ao reivindicar, do Governo que pratique determinados atos que vão ao encontro das ambições dos Oficiais de Justiça.
Bem sabemos que esta "ação sindical" da Assembleia da República é "instigada" pelos sindicatos que representam os Oficiais de Justiça que, por esta via, tentam influenciar as decisões do Governo no sentido daquilo que eles próprios não conseguem.
A reivindicação da realização de promoções para os lugares vagos é uma reivindicação velha a que o Governo só acede por via de uma sentença de um tribunal, como sucedeu no ano passado com a sentença circunscrita a duas das cinco categorias reclamadas.
É fundamental que haja mobilidade na carreira de Oficial de Justiça, porque, desde logo, aproveita a todos, quer em termos de valorização remuneratória, quer em termos de abertura de novas oportunidades de movimentação de lugares, abrangendo todos, por um motivo ou por outro, desde os mais novos aos mais antigos na carreira.
Por outro lado, trata-se de colocar nos devidos lugares as pessoas aprovadas nos respetivos cursos, de forma efetiva e com a devida habilitação.
É necessário terminar, o quanto antes, com o regime de conveniência dos substitutos, não só pela precariedade da colocação, que pode terminar a qualquer momento, como pela arbitrariedade dessa mesma colocação que, por tal motivo, é injusta para outros que não podem concorrer aos mesmos lugares e, em alguns casos, estão mais habilitados, desde logo com aprovação no curso habilitante e, tantas vezes, com classificação superior nessa aprovação.
O regime de ocupação de lugares em substituição foi pensado para solucionar faltas temporárias limitadas no tempo, como uma baixa médica, por um par de meses, mas não para isto, para a enorme falta de preenchimento dos lugares durante anos e anos.
O regime de substituição resulta, para os Oficiais de Justiça num novo e óbvio congelamento da carreira, congelamento este que prejudica todos os Oficiais de Justiça.
Vejamos um exemplo vulgar: um lugar de Escrivão de Direito ocupado por um Escrivão Adjunto, faz com que haja um Escrivão Auxiliar a desempenhar as funções daquele Adjunto sem auferir por tal categoria e, não havendo promoções aos respetivos lugares, o Escrivão Auxiliar permanece congelado na categoria de ingresso durante tantos anos que, atualmente, já se contam em décadas. Mas também o Adjunto em substituição está congelado, porque continua a ser Adjunto embora temporariamente desempenhe aquelas outras funções e até aufira por tal categoria enquanto dura a substituição por um prazo desconhecido.
O exercício de funções neste regime de substituição eterno, sem prazo limite, é um atentado à carreira dos Oficiais de Justiça e deveria ser fortemente combatido pelos sindicatos.
Quanto à segunda reivindicação-recomendação: o regime especial de aposentação e o acesso à pré-aposentação, é algo mais do justo e também necessário. Os tribunais estão carregados – e carregados é a palavra certa – com Oficiais de Justiça com avançadas idades que devem poder sair da profissão, não só para dar lugar a novos, mas para promover a mobilidade nas categorias.
Permitir a saída mais cedo dos Oficiais de Justiça é algo que não serve apenas para beneficiar os mais antigos na profissão, satisfazendo os seus desejos de abandonar as funções o quanto antes, mas serve, sem dúvida alguma, para a renovação da profissão, permitindo que os mais novos progridam e que outros mais novos entrem, todos renovando os quadros, o que se torna também claramente vantajoso para o serviço.
Por tais motivos, a reivindicação relativa às aposentações, não deveria ser uma reivindicação dos trabalhadores, mas um pressuposto certo, estabelecido e até incentivado, desde sempre, tanto nesta como em todas as profissões.
Por fim, a terceira recomendação da Assembleia da República, aborda a questão da revisão do Estatuto, mas não uma revisão qualquer, pela simples revisão. O que se pretende é uma revisão que “valorize e dignifique a carreira”, lê-se no terceiro ponto, com o objetivo de a tornar “mais atrativa”, conclui a recomendação.
Ora, as palavras gastas de “valorização” e “dignificação” nada de certo aportam, mas já a atratividade pretendida como objetivo, implica algo tão simples quanto isto: remuneração e possibilidade de progressão.
A revisão estatutária tem de trazer obrigatoriamente uma valorização remuneratória significativa, no mínimo dos mínimos, idêntica à concedida às forças policiais e logo para o ingresso, desde o período probatório.
Qualquer profissão para ser efetivamente atrativa tem de ser bem remunerada desde o início e ainda permitir melhor remuneração com uma progressão possível ao longo do tempo, como, por exemplo, hoje já existe previsto no atual Estatuto: o Auxiliar pode progredir para Adjunto e depois para um dos cargos de chefia de secção, depois para Secretário de Justiça e daqui, por exemplo, ainda poder vir a exercer funções de Administrador Judiciário ou de Inspetor do COJ; é esta abertura de possibilidades, mas que se quer descongelada, que torna a carreira atrativa e não a compartimentação e impossibilidade de progressão ao longo de várias categorias como recentemente se propõe desde várias fontes como se isso aportasse vontade às pessoas para o ingresso e para suportar o dia a dia.
Os Oficiais de Justiça que hoje tenham mais de 20 anos de serviço recordar-se-ão muito bem daquele espírito, por vezes louco por tão desmedido, de sacrifício e entrega à profissão que existia à época. Esse espírito de dedicação só existia porque havia compensações, desde logo remuneratórias, com um vencimento acima da média e não abaixo, como é hoje, mas também pela grande mobilidade na carreira, com os três movimentos ordinários anuais, os cursos para as promoções e estas a acontecerem sempre que havia vagas e estas sempre a surgirem porque a partir dos 55 anos de idade havia a hipótese de se aposentarem, libertando lugares. Mas ainda pelo período das férias pessoais, pelos extintos Serviços Sociais do Ministério da Justiça, enfim, por vários aspetos que tornavam atrativa a carreira para todos, para os que cá andavam e para os que queriam ingressar.
Quem tenha hoje mais de 20 anos de Oficial de Justiça deverá estar recordado que aos concursos para ingresso na carreira se candidatavam dezenas de milhares e não algumas centenas como hoje ocorre e condicionalmente, uma vez que hoje, caso a colocação seja distante do domicílio desistem da profissão e antes tal não se verificava, precisamente pelo conjunto da motivos que tornavam a profissão atrativa.
Por tudo isso, o terceiro ponto da Resolução da Assembleia da República é tão importante e deve ser lido integralmente, até ao ponto final: «A revisão do estatuto profissional que valorize e dignifique a carreira, tornando-a mais atrativa.»
Tanto nas propostas dos governos, já apresentadas, como nas dos sindicatos, já enunciadas, não vemos em nenhuma delas a possibilidade de ressurgimento de um conjunto de características de atratividade global, isto é, a hipótese pretendida de uma profissão atrativa verdadeiramente para todos.
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Fonte: "Diário da República".
Calma...
ResponderEliminarA atratividade e a dignificação poderia ter-se iniciado com o ganho significativo de ... 300 euros !....
ResponderEliminarVejam a tabela salarial, e como um escrivão auxiliar precisa de 9 anos para subir 246 euros na antiguidade.
O governo acabou de dar 300 euros a dezenas de milhar, sim, dezenas de milhares, e nós, por iniciativa própria (vocês sabem porquê) ficamos de fora!
Assim se faz o caminho (tormenta) dos OJ!
"(....) A revisão estatutária tem de trazer obrigatoriamente uma valorização remuneratória significativa, no mínimo dos mínimos, idêntica à concedida às forças policiais e logo para o ingresso, desde o período probatório.(....)"
ResponderEliminarSeria da maior justiça para estes profissionais que todos os dias trabalham nos Tribunais, mas depois de tanta luta e tanto dinheiro perdido, neste momento a esperança é pequena.
Uma esperança que tem sido violentamente chicoteada, ao ver que outras classes profissionais têm já assegurando (no presente) aquilo com que a nós nem nos deram a possibilidade de sonhar...
Sim, sonhar com um pouco mais e que foi castrado pela teimosia de que seria importante ter o SRP assegurado, para deixar 'o resto' lá para a frente, para um momento desconhecido e de alguma forma incerto.
E nisto continuamos eternamente a perder dinheiro, vendo outras profissões a ser valorizadas.
Desânimo na profissão é pouco, para o que certamente todos sentimos.
https://www.facebook.com/reel/1133343491258119
ResponderEliminarDesanimo de todos,
ResponderEliminarMesmo para os filhos que são obrigados a emigrar porque os pais não ganham suficiente para os ajudar .
Tutela ainda não percebeu que esta carreira bateu no chão?
ResponderEliminarServiços todis estoirados, sem pessial e más condições de trabalho.
E mal pagos.
Fujam
Como vai ser feita a recuperação do tempo de serviço dos professores no caso do OJ?!!!
ResponderEliminarSe uma boa parte deles (OJ) estão no último escalão da sua categoria, não vão receber nada?
Perderam quando estiveram "congelados" e agora não têm direito a ser ressarcidos de nada?!!
É tão justo, não é?!!
Os sindicatos deveriam ter esclarecido a comunicação social que os aumentos que tivemos a nível mensal .
ResponderEliminarEssa ideia não está esclarecida na comunicação social.
O governo de uma forma inteligente apenas abordou o aumentos anuais para dar a ideia da grandiosidade do aumento..
Atualmente ninguém sabe o que se passa com os OJ.
Claro que seria justo.
ResponderEliminarMas acreditar que o Estado teria capacidade para valorizar os salários de todos e ainda proceder à recuperação do tempo de serviço nas carreiras todas e ainda baixar impostos, tudo isto sem arruinar as contas públicas anos a fio, é um bocado inocente.
Se valorizarem as tabelas salariais e baixarem a carga fiscal já seria magnífico.
A tutela está a tentar aguentar ao maximo os tribunais a funcionarem com os funcionarios que tem e o minimo de novos ingressos.
ResponderEliminarTudo para economizar.
Esta tatica funciona até certo ponto. E a corda esta a comecar a romper.
Com a idade avançada da maior parte da força de trabalho e o pouco interesse na carreira dos jovens, esta a aproximar-se um terramoto nos tribunais.
Alguém na tutela ainda pensa que as coisas vão se compor com algum truque tipo inteligência artificial e que não vai ser necessario o devido investimento e aposta no capital humano.
Não vai demorar muito para vermos depois o atirar de culpas. Esta semana ja vimos o começo de um exemplo com a procuradora geral a atribuir atrasos e soltas de detidos aos oficiais de justiça.
Ainda vamos ser culpados de ver tribunais a fechar porque não nos disponibilizamos a estar presentes nas instalações 24 horas por dia ou a fazer dois turnos em tribunais diferentes.
Contentem-se com as indignas e humilhantes migalhas que vos tocam e ao trabalho, que se faz tarde !!!
ResponderEliminarVendo outros acordos e realidades, é esta a conclusão a que tristemente devemos chegar.
Tanta arrogância e mania de que somos mais espertos que os outros...e olhem lá o resultado !!
PJ: 700/800 mais por mês
PSP: 300 mais por mês
GNR: 300 mais por mês:
Professores: 400 mais por mês e contagem do tempo congelado.
Médicos: aumento poderá chegar aos 60% de aumento em 2025.
OJ´s...+/- 30 euritos por mês !!!
Ora toma lá que já vens tarde !!!
É que já nem somos filhos de um Deus menor.
Somos mesmo é filhos da outra !!
Marçal, és grande !!!!!
ResponderEliminarTodos temos culpa! pela falta de união!
Ponham os olhos nas outras carreiras que são unidas no cambate!
Os meus filhos ninguém obriga...
ResponderEliminarVão, se quiseres, porque conquistámos a LIBERDADE e com a UE a LIVRE CURCULAÇÃO DE PESSOAS.
Quem achar que Portugal, com a nossa identidade e dimensão, pode ter melhores condições laborais para o proletariado do que o norte da Europa: BOM DIA !! - Acordar que já é hora...
Isto é para reduzir a 1/3 do que era no início do Séc. XXI
ResponderEliminarPlano bianual, geral para a função pública.
ResponderEliminarCheira-me que não vai acontecer!
Esse terramoto já vem sido anunciado há mais de uma década e não tenho dúvidas nenhumas de que é do profundo conhecimento de quem manda.
ResponderEliminarE interessa a muitos.
Mas, na realidade, não passa de pequeno sismo que anuncia o verdadeiro cataclisma que se avizinha.
Cataclismo, obviamente.
ResponderEliminarQuanto ao que foi negociado com o governo temos culpa, no cartório, já é muitos anos que tem percebido as ações do Sfj. Muitos colegas defendiam um único sindicato e não compreendiam porque os dois sindicatos não faziam as coisas em conjunto. Para os que demoraram a acordar, agora tem a resposta.
ResponderEliminarNOTA: É com o que os liberais chamam "carga fiscal" e os estadistas chamam "impostos" que garantimos, e melhoramos, a Justiça, a Saúde, a Segurança, a Defesa, a Educação...
ResponderEliminarPôr essa nota pejorativa nos imposto é "só estupido" por definição de Estado.
Desses somos os únicos que não temos a carreira revista...
ResponderEliminarSão sentido.
Nem um estatuto sabemos fazer/negociar...
Aqui alguns ainda acham que "assim está bom"...
- Bacalhau Basta!
Afinal se contas qual o motivo de os oficiais de justiça serem humilhados e escravizados?
ResponderEliminarÉ porque gostam? Ou será que a lei assim faz com que seja explorado?
A meu ver o estatuto tem graves lacunas, que violam o direito dos trabalhadores.
A começar pela informação dada pelos procuradores para avaliar um funcionário...isso tem que acabar uma vez que os mesmos não são nossos superiores hierárquicos.
Depois a indefinição do conteúdo funcional.
A parte que refere tudo o que for superiormente ordenado, isso faz com que muitos auxiliares desempenhem funções dos adjuntos e principais.
É uma vergonha..
Bem vindo o siadap.
A
Quando foi para retirar o estado não se importou com o orçamento das famílias, mas agora para reparar, só em pequena parte, o dano feito, aí já temos que pensar no Orçamento de Estado!
ResponderEliminarEstá bem!
Até parece que existimos para o estado e não o contrário!
Já me tenho debatido aqui, para se acabar com as substituições na próxima revisão do estatuto. Infelizmente ninguém entende a razão. Hoje felizmente o assunto foi aqui exposto. Nós na verdade é que deixamos que a carreira não tenha a sua progressão normal. Enquanto permitirmos que os regimes de substituição funcionem na forma como funcionam. Já referi cá algumas vezes que de momento em vários tribunais, não existem auxiliares nem adjuntos . Muitos adjuntos estão em regime de substituição muito sem qualquer critério de seleção, ou seja por conveniência, gerem 4 ou mais Juízos. Lugar que era ocupado por dois escrivães. Além dos lugares de secretário que são ocupados por escrivães, com menos requisitos que alguns auxiliares ou adjuntos ou até escrivães com curso de secretário. O mais grave é ainda essas vagas não serem postas a disposição. Essa é maior injustiça. Ninguém se manifesta contra isso. Os sindicatos deviam pensar nisso e fazerem um levantamento destas situações e apresentarem a ministra. Lembrem se que toda a classe é prejudicada com estes malabarismos. Mas nós também somos maus para nós próprios porque queremos estes lugares para recebermos mais.
ResponderEliminar100% de acordo
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarO SFJ apenas existe para serventia de alguns, de muito poucos, pelo menis é o que dá a entender com a sua passividade relativamente a estas situações de ocupação de lugares "ad eternun" de forma "ad hoc", ou seja sem concursos e para colmatar as vagas deixadas por colegas que se reformam, que morrem e já não para as ausências de longa duração por doença ou outro motivo.
O SFJ não defende a classe, pois que defender a classe é defender a clareza das regras, a sua boa aplicação para com isso haver justiça nas decisões, e todos sabemos que se as decisões forem justas serão acatadas e se forem injustas semeiam a discórdia.
É aberrante as inúmeras situações que por esse país acontecem, até há casos de Técnicos Principais a acumular funções em várias secções do DIAP e outras Procuradorias de núcleos diferentes.
O SFJ mantém-se impávido e sereno quando rejeitou uma proposta de revisão de estatuto que abria as portas ao exercício nos mesmos termos ou perto disso, com efeito na proposta podiam acumular, em comissão de serviço, com várias unidades do mesmo ou diferente núcleo da comarca.
Hoje não há paralelo nos serviços públicos - não há igual, repito, não há igual - são centenas as substituições de funções pelo não preenchimento de lugares/promoções.
O SFJ só não atua por ser do interesse de alguns dos seus associados/dirigentes e/ou delegados - conheço alguns que estão a acumular vários serviços do mesmo núcleo - isto é insólito e aberrante ... para não dizer mais.
A situação deveria indignar a todos mas parece que não é assim, há muito boa gente que convive muito bem com a situação.
Na casa da justiça impera o desnorte, não há regras para cumprir nem metas a alcançar, superar o ciclo diurno tornou-se o objetivo maior, já não há futuro - tornamo-nos liquidatários da carreira e para lá caminhamos apressadamente até ser declarada extinta.
Somos os otários do sítio ...!
Essas medidas permiteem poupança de milhões.
ResponderEliminarCriam-se injustiças, mas poupam-se milhões !!
Acordas-te agora.
ResponderEliminarSim senhor, viva a liberdade que descobriste.
Colega, não diga isso.
ResponderEliminarNão sejam ingratos.
Foram 30 euritos e um e-mail da sra ministra!!
Quantos se poderão gabar de terem recebido um e-mail da sra ministra?!
Quantos?!
Ah pois! Não é para todos!!
SIADAP?
ResponderEliminarqueres ficar parado no tempo? e progredir de 8 em 8 anos se não fores lambe botas?
ResponderEliminarUm Estado que não cumpre as Leis da AR vai cumprir resoluções?
Porque é que o SFJ não informa sobre as ações judiciais em curso e que a todos nos afetam (seja qual for o sentido da decisão).
ResponderEliminarFalo da ação referente aos Secretários de Justiça que está no STA a marinar sem que ninguém a apresse - parece interessar aos sindicatos e à tutela pois que, afetando a vida de muitos e o bom funcionamento da instituição, dos tribunais, ninguém lhe impõe o carácter prioritário que deveria ter e não tem.
As ações sobre as promoções a Escrivães e Técnicos Principais pelo preenchimento dos lugares vagos nos sucessivos concursos também ninguém sabe de nada - se procedeu a que levou à promoção dos adjuntos também estas outras deverão proceder pois que o fundamento, a razão de fundo e a sustentação, são as mesmas.
Porque é que não se sentam todos e apresentam uma solução que resulte positivamente para todos em lugar de se perpetuar este imbróglio que parece durar até a finitude dos nossos dias.
Tudo isto é ultrajante para a carreira que não vê virtuosismo nas pessoas que a deveriam defender e em lugar disso, cuidando que estão a fazer bem, fazem-lhe muito mal.
O fim parece anunciado só não se sabe quando vai acontecer e isso não se deveria negar a um moribundo.
É vergonhoso o que se está a passar e com prejuízo de muitos de nós como bem explicita o texto hoje publicado.
Oxalá alguém parasse um pouco para o ler com atenção mas todos passam pelo mesmo sem pararem ou repousarem os olhos sobre a boa conjugação de ideias que ali consta.
Apressam-se a comentar coisas desconexas, por vezes as balelas do costume, por vezes sem qualquer sentido lógico que não seja pedir mais dinheiro, em lugar dos 30 os 300, e porquê? porque foi dado aos outros e nós também tem de ser dado, só por isso?!
Atirar ideias sobre o nosso futuro, os principais eixos de transformação da nossa carreira, isso é que já não importa tanto, desconhecendo e ignorando-se que só assim se melhorará os vencimentos.
É indignante e vergonhoso o que se passa nos tribunais!
siadap é a morte da carreira.
ResponderEliminarpior que tudo.
então acabem de vez com isto e passem-nos a assistentes técnicos.
é isso que querem?
Pois...
ResponderEliminarOtário és tu!
ResponderEliminarEu não tenho outra opção, ó Otário!
Não concordo nada...
ResponderEliminarÉ a morte dos Muito Bom "janjão", isso sim.
Tem toda a razão!
ResponderEliminarÉ preciso por o Estado em Tribunal!
ResponderEliminarEspera! Já está?!!!
Então que fazer?
Se os tribunais nacionais não funcionam, temos de recorre a instâncias supra nacionais!...
Mas é ilegal?
ResponderEliminarOu você vive numa redoma de moralidade própria que quer impor aos demais?
Melhor que isso foi o que deram aos Professores.
ResponderEliminarO que deram aos Policias - 300 €.
O que deram aos Guardas Prisionais - 300 €.
E o que nos deram a nós, não chega a 50 €...
Tanto tempo perdido em greves.
Para não falarmos nos congelamentos, 6 anos, 6 meses e 23 dias...
Para não falarmos da ação dos provisórios...
Do tempo da eventualidade, dos juros...
Enfim. meus caros amigos estamos para ver o que nos vão oferecer com a negociação do estatuto...
Tenham vergonha e deixem de pensar no umbigo.
Só pensam em tachos.
Ide, ide, ide...
MARÇAL ainda não tens VERGONHA!?
ResponderEliminarAh ah ah!
ResponderEliminarNão gostou do resultado dos concursos, e por isso afetam o funcionamento dos tribunais.
Que presunção!!
Se estivesses lá tu no cargo, é claro que estava tudo melhor, certo?
Enfim, sem mais comentários.
Mas por outro lado reconheço que deve ser chato andar ressabiado e com dor de corno anos a fio.
Que paciencia, é preciso não ter mesmo mais nada em que pensar.
Deve ser masoquismo católico.
Temo que na negociação do estatuto se passe qualquer coisa do género do que se passou com o subsídio!
ResponderEliminarNão tenho confiança no SFJ e em quem o dirige!
Não digo isto com alegria! - Estive mais de vinte ano associado ao SFJ!
Não sei quantos de nós perderam horas do seu período de descanso a pensar, e elaborar e remeter sugestões aos sindicatos, com os resultados que estão à vista ...
Está na altura de depositarmos essa confiança no SOJ, está na hora de mudar!
Abraço
Em que Comarca se encontra a petição para destituir o MARÇAL?!
ResponderEliminarE as férias aí estão.
ResponderEliminarE noticias sobre a agenda das, eventuais, reuniões, nada.
E valorização salarial, nada.
E noticias sobre promoções, nada.
E noticias sobre o preenchimento dos quadros, nada.
E noticias sobre reforma diferenciada, nada.
E noticias sindicais nada.
Agora, aguardar até Setembro.
Nada de lutas, nada de problemas, nada de noticias.
Se até Setembro nada for anunciado, estou a pensar em ir a um psiquiatra para me dar o descanso mental que a tutela e os representantes sindicais e da classe não me estão a saber dar ou, tão pouco reconhecer, que, tanto eu como os colegas somos obrigados a trabalhar por dois ou três.
Meus amigos estou a começar a passar de crente nos representantes sindicais a não crente.
eheh
ResponderEliminarentão vai para o siadap e vais ver quando mudas de escalão
até rio para não chorar
Ora ai está,
ResponderEliminarpsiquiatria
burnout
aí só a magistratura é que sofre de burnout?
Não querem contratar uma boa empresa de marketing?
ResponderEliminarAndam há semanas nesta campanha, conseguiram uma mão cheia de nada.
A mim não me levam para o abismo de certeza.
Era mesma essa ideia que faltava para vocês todos parecerem produtores de novelas.
ResponderEliminarO drama, a tragédia, a traição e o cancelamento!
Chatos do c.....😤
Mas por acaso eu pessoalizei a questão, dirigi toda a indignação para o SFJ e o colega achou-se acossado e apressou-se a responder dizendo o óbvio - somos todos obrigados ...
ResponderEliminarSim, fui otário muitos anos mas vou deixar de o ser.
Um dia destes mando-o para aquele sítio que ambos sabemos.
A sua observação não merece sequer resposta.
ResponderEliminarAgora, pela sua bitola de moralidade, deixam-se os amos passar enquanto uns são beneficiados os outros perdem-se em lamúrias como é o meu caso.
Olhe colega tem toda a razão.
ResponderEliminarAté me doem os guizos de tanto rir ...
:Ao comentário das 18:22
ResponderEliminarNinguém te convence porque estás a mamar !
Os outros, os oficiais de justiça anónimos, esses têm a mama seca!
Mas espera, porque ainda se vai saber quanto custou e quem ganhou o quê com a traição!
É só esperar!
Rapazinho ou rapariguita das 18:27
ResponderEliminarGozas com a vida dos teus colegas?!!!
Achas bonito aquilo que se passou, com um prejuízo mensal a cada um de nós de mais de 250 euros?!!
TU és um ser abjeto, sem sentimentos, e que nitidamente estás corroborante da porcaria que se passou!
Não prestas e de nada tens vergonha!
És uma nulidade!
A magistratura nada tem com isto!
ResponderEliminarEu já tinha visto em filmes norte-americanos, com dezenas de anos, coisas do género - Polícias ao lado do patronato, e os trabalhadores uns aos lados dos outros.
Histórias em que líderes sindicais que são "seduzidos" por patrões ...
A nossa luta tem tantos, tantos anos !...
Caros colegas, o que nos fizeram?!!
Ajudem-me a perceber o que se passou, porque eu não consigo!...
divide et impera - estratégia já usada pelo PSD em 2013 para implementação da LOSF. assegurar o apoio das partes mais poderosas das classes, sendo até conveniente deixar os menos influentes descontentes para que assim andando entretidos percam o foco nas questões mais importantes e não chateiem muito. Em plena troika, quem é que teve aumentos na justiça? Recentemente, nos nossos dias, quantos sindicatos dos professores não assinaram o acordo? E dos médicos? Ou dos polícias? O porta voz antes era de todos e agora declara-se só dos oficiais. Todas as carreiras foram divididas pelo governo, não foi só na nossa que o acordo foi assinado pela metade.
ResponderEliminarSIM os OJ`s com vencimento miserável não podem comprar BEBIDAS ou DRUNFOS!!!
ResponderEliminarDesculpe na nossa por 3,5% !!!!!
ResponderEliminarSABEM onde se encontra abaixo assinado para destituir o MARÇAL?!
ResponderEliminarSonhaste com ele fofinho?
ResponderEliminarE tu, dormes com ele?!!
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