A miserável pedinchice e a narrativa ficcional
Depois da publicação no passado sábado, 13JUL, na página da DGAJ dos dois assuntos relevantes para os Oficiais de Justiça: a lista dos abrangidos pela reconstituição a efetuar considerando o período probatório e ainda o projeto do Movimento Extraordinário, com aquelas cinco colocações de novos Oficiais de Justiça, tratamos de imediato aqui, no domingo, da lista dos abrangidos pela consideração do período probatório e, de seguida, na segunda-feira, do projeto do Movimento Extraordinário com aquelas pálidas cinco nomeações de ingresso.
Artigo de domingo 14JUL intitulado: “A lista dos Oficiais de Justiça fora da sentença do período probatório que a DGAJ vai agora apreciar”.
Artigo de segunda-feira 15JUL intitulado: “Movimento para ingresso de 106 novos Oficiais de Justiça só consegue colocar 5. Sim, cinco!”
Ontem, terça-feira, 16JUL, pronunciaram-se os dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça sobre o resultado do Movimento Extraordinário onde constam apenas aqueles cinco ingressos quando podiam ser até 108, pois essa é a autorização concedida pelo Ministério das Finanças.
Ainda não se pronunciaram os sindicatos sobre a possibilidade dos 4460 Oficiais de Justiça listados para apreciação do período probatório, ao ritmo atual da DGAJ (cerca de 500 ao ano), poderem demorar até quase 9 anos, mas pronunciaram-se sobre os cinco ingressos constantes do projeto do Movimento Extraordinário.
Em suma, os sindicatos repetem o óbvio: a falta de atratividade da carreira e o estado a que isto chegou, sem que o Governo tome as medidas necessárias para inverter este estado letárgico da carreira.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), subscritor do acordo com o Ministério da Justiça e desistente imediato das greves, em nota sindical, diz o seguinte:
«Este cenário em que apenas cinco candidatos aceitaram preencher 108 vagas autorizadas evidencia a urgência de valorizar esta carreira. O Governo precisa adotar medidas decisivas para reverter esta situação. A mera abertura de vagas não é suficiente. É essencial tornar esta carreira atrativa logo no ingresso, com um salário bastante superior ao atual e, também dar cumprimento à lei, de que para trabalho igual, salário igual e pagar logo de acordo com o primeiro escalão.»
Tudo o que alega o SFJ é correto, mas esbarra na reivindicação pobre do primeiro escalão para o ingresso, o que, claro está, não é solução para atrair candidatos.
Vejamos: o vencimento de ingresso como Provisório é atualmente de 915,47 e o vencimento do 1º escalão de definitivo é de 1122,82 (valores brutos ou ilíquidos). Ou seja, considera o SFJ que a atratividade reside na diferença de 207,35. Serão mesmo estes 200 euros sujeitos a impostos e contribuições, ou seja, cento e poucos euros limpos, que farão aparecer os restantes candidatos para além dos cinco?
Todas as considerações vertidas na nota sindical do SFJ são óbvias, a reivindicação é que tem de deixar de estar alinhada com o habitual pedido ou pedidinho de esmola, porque essa pedinchice não é a que vai resolver a ausência de atratividade da carreira. Aliás, qualquer Governo que se preze, perante um pedido de um sindicato que representa uma classe profissional da justiça no estado em que esta está, deveria negar imediatamente os 200 euros reivindicados e impor ao sindicato um outro valor de, pelo menos, 400 euros; como mínimo.
Tal como já aqui dissemos, um Governo a sério não pode deixar-se influenciar pelos pobres pedidos sindicais e deve ser o próprio Governo a apresentar soluções que verdadeiramente resolvam o problema da carreira de Oficial de Justiça e, para isso, o Governo só tem de ignorar os valores pedidos e dobrar ou triplicar tudo aquilo que é reivindicado.
Diz o SFJ e muito bem:
«Atualmente, enfrentamos uma situação insustentável, embora o Ministério das Finanças tenha autorizado a admissão de 108 novos Oficiais de Justiça, (o que já de si é manifestamente insuficiente, uma vez que faltam, pelo menos, 1260 oficiais de justiça para o preenchimento dos quadros oficiais) a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) conseguiu apenas preencher cinco dessas vagas de ingresso. Este número é um reflexo claro da falta de atratividade e desvalorização da carreira, e requer uma intervenção imediata.
Prevê-se que até ao final do ano 358 oficiais de justiça se aposentem e também haverá muitas saídas para outras carreiras, o problema nos tribunais e Serviços do Ministério Público que, atualmente já é insustentável, entrará em rutura definitiva.»
Portanto, quando o SFJ classifica a situação de “insustentável” e como estando na iminência de uma “rutura definitiva”, não pode reivindicar apenas que os candidatos ao ingresso recebam mais cento e picos euros limpos como solução, porque isso é manifestamente insuficiente. É verdade que esse valor poderá convencer outros cinco, mas cinco mais cinco são dez e não cem e nunca serão mil.
O SFJ termina a nota sindical da seguinte forma:
«O SFJ vai continuar a apelar ao Governo para que considere esta questão com a seriedade necessária e tome medidas concretas e imediatas para tornar a carreira dos Oficiais de Justiça atrativa e sustentável.
A justiça depende de profissionais dedicados e valorizados, e é responsabilidade do Governo garantir que estes profissionais recebam o reconhecimento e as condições adequadas para desempenhar as suas funções com excelência.
É essencial que este Governo tome as rédeas da situação e compreenda a gravidade desta situação. Deverá agir prontamente para assegurar a dignidade e a eficiência da justiça em Portugal.»
E deste final retemos a seguinte afirmação: “É essencial que este Governo tome as rédeas da situação”. Pois é verdade, é mesmo necessário que seja o Governo a tomar as rédeas e não se deixe enganar com as miseráveis pedinchices que não valorizam nem tornam a carreira efetiva e realmente atrativa no imediato.
Por sua vez, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) reagiu da seguinte forma aos mesmos cinco ingressos do projeto do Movimento Extraordinário:
Classificando o Governo como sendo de “muita parra e pouca uva”, considera o SOJ assim:
«O Ministério da Justiça ancorado numa narrativa ficcional, informou ao País, dia 30 de maio, que “após autorização do Ministério das Finanças (…) vai proceder ao recrutamento imediato de 108 (cento e oito) Oficiais de Justiça”.
Mais avisada, a Direção-Geral da Administração Pública, DGAJ, tornou público que iria proceder ao recrutamento de 106 (cento e seis) candidatos, para ingressar na carreira dos Oficiais de Justiça. Isto é, o Ministério da Justiça obteve uma autorização do Ministério das Finanças para recrutar 108 (cento e oito), mas no trajeto entre as Finanças e a DGAJ 2 (duas) vagas foram suprimidas.
Por outro lado, e como bem sabe o Ministério da Justiça, os números apresentados com pompa e circunstâncias, ainda que fossem dessa dimensão (108!), sempre serão meros placebos para que a opinião pública acredite que o Governo vai investir nos tribunais.
Mas a realidade sobrepõe-se à narrativa ficcional e, concluído o processo, o Ministério da Justiça vai recrutar 5 (cinco) candidatos para ingresso na carreira de Oficial de Justiça.
O Governo bem sabe, pois foi alertado por este Sindicato, SOJ, que a carreira de Oficial de Justiça não é atrativa e sem estes profissionais não se realiza Justiça.
Mas será que interessa investir na Justiça?
De salientar que este não é um Governo de “vacas voadoras”, mas é, seguramente, um Governo de “muita parra, pouca uva”. Um Governo que engrandeceu um acordo – conhecido como o “acordo do papo-seco”, apresentando-o como aceite por uma maioria de trabalhadores – o Ministério da Justiça despudoradamente citou 89% –, mas a verdade é que, praticamente metade desses trabalhadores, 3260 (três mil, duzentos e sessenta), afirmou, pelo seu próprio punho, em abaixo-assinado enviado ao Parlamento, que não se revia nesse acordo.
Assim, os Oficiais de Justiça vão continuar firmes, mantendo a coerência e a luta, pois o período de suspensão dos prazos judiciais (férias judiciais), que hoje se inicia, não suspende a luta pela verdade e por condições, para que os tribunais possam fazer justiça em nome do povo.»

Muita parra, pouca uva:
ResponderEliminar"O SOJ requereu, dia 19 de junho, à Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. Lucília Gago, fosse pedida a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Estatuto dos Funcionários
de Justiça."
Já obteve alguma resposta?
Se não, já insistiu pela mesma ou vai esperar que a Senhora PGR termine o seu mandato?!...
"Muita parra, pouca uva"
SFJ o que pediu?
ResponderEliminarparra
ResponderEliminarquestionem se queriam os vossos filhos nesta profissão nestas condições e têm a resposta.
Os dois sindicatos continuam a preferir rebaixar o outro e manter este jogo de táticas do que verdadeiramente defender a classe. Mais parecem partidos politicos do que sindicatos.
ResponderEliminarO governo agradece pois assim nem tem de se esforçar muito naquela manobra habitual de dividir para reinar.
No fim, com tribunais parados e sem funcionarios
todos vão perder. O pais, a
democracia a justiça.
Só os corruptos e meliantes vão lucrar com estas politicas.
Também agradecimentos aos sucessivos governos e partidos políticos pela falta de visão.
3261
ResponderEliminarSó não tive tempo para assinar porque estava em greve.
Nas duas primeiras semanas de Julho tive o chronus às bolinhas amarelas - como rezava o poema "TENHO UM CHRONUS" -.
Fiz todos os períodos possíveis nessa quinzena, quando lá cheguei na segunda feira seguinte, já era tarde para assinar.
Mas propunha que se fizessem as contas ao que passaremos a ganhar limpo mais com o acordo do papo-seco e nos organizássemos para doar esse valor todos juntos a instituições de solidariedade mensalmente, publicando os doadores numa lista numérica para ver quantos efectivamente não aceitam a esmola.
Pueril como a Sr.ª Ministra da Justiça:
ResponderEliminarTENHO UM CHRONUS
Tenho um chronus
às bolinhas amarelas,
eu tenho um chronus
às bolinhas amarelas,
e eu tenho um chronus
às bolinhas amarelas.
A semana passada
tive um chronus
às bolinhas amarelas;
e esta semana
vou voltar a ter
um chronus, imagine-se,
outra vez,
às bolinhas amarelas!
Ou quantos aceitam.
ResponderEliminarMas os pobres aceitam esmolas.
Pena estarmos englobados nos pobres.
Boa.
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarA hipocrisia e a figura ridícula a que se presta o SFJ já não tem limites.
A páginas tantas, reza assim o comunicado oficial "dar cumprimento à lei, de que para trabalho igual, salário igual....".
Ora, não podia estar mais de acordo, mas então porque razão este sindicato não atua em conformidade, porque razão permite acumulações em cargos de chefia, muitos deles em regime de substituição postergando todas as regras estabelecidas para a carreira, cerceando as legítimas expetativas de que nela ingressou com uma franca esperança de alcançar outros patamares e nisso investiu, em formação, em trabalho com afinco, e agora vê tudo gorado por um "grupo de amigos" (a expressão é minha pois é o que penso e sinto sobre os dirigentes sindicais, que se assemelham àqueles outros que sob a veste cândida prosseguem fins com pouca candura, como foi o caso do BPN, em que meia dúzia de amigos se associaram para, com a capa de um banco, sacarem dinheiro a muitos para financiarem projetos políticos e pessoais de que muito poucos beneficiaram).
Com efeito, já ontem aqui foi referido que o atual Estatuto continua eivado de normas inconstitucionais e outras manifestamente desatualizadas e completamente desfasadas da realidade.
Falo, por exemplo, da violação grosseira do espírito normativo ínsito no art.º 149.º da LGTFP, que veda à sobreposição de escalões e estabelece uma continuidade crescente entre os das diversas categorias não podendo haver sobreposição de escalões nas categorias inferiores com as superiores - ou seja, quem está na categoria superior deve, imperiosamente, auferir pelo menos mais que a última posição da categoria inferior.
Tal situação constituí uma violação grosseira do princípio ínsito no art.º 13.º da CRP, tratando de forma desigual e para pior, desfavorecendo, quem progrediu mais cedo na carreira, violando grosseiramente não só este princípio como outros princípios constitucionais, designadamente o ínsito no art.º 59.º nº1 al. a) da CRP, numa medida incomensurável porquanto em detrimento da antiguidade na categoria nem sequem faz equivaler quem tem a mesma antiguidade na carreira, prejudicando quem até é possuidor de maior antiguidade na carreira mas ascendeu mais cedo na categoria.
Isto é aberrante e só sucede porque ambos os sindicatos, com maior ênfase no SFJ, o permitem e toleram.
Depois vêm os regimes de substituição, muitos deles - eu conheço alguns - diga-se em abono da verdade que são impostos outros há que admitindo não ter sido querido, na verdade, constituem um favorecimento gritante e clamorosa violação das mais elementares regras de progressão na carreira, porventura até pode haver a subversão das mesmas, alguns desvios de poder, e manifestamente traduzem-se em verdadeiras frustrações e constitui um verdadeiro desacelerador da carreira a o qual os sindicatos nada fazem (e bem podiam-no fazer).
Com efeito, hoje temos recolocações de escrivães em núcleos que, logo após a recolocação, são nomeados secretários em regime de substituição, e o mesmo se passa com os adjuntos a assumirem a chefia de secções.
Conheço uma infinidade de casos em que os colegas nem sequer se propuseram ao concurso de Escrivães (porque não quiseram ou não puderam) e hoje assumem essa função e o mesmo se diga dos Secretários e até, veja-se, de Administradores Judiciais (alguns permanecem no mesmo lugar há cerca de 10 anos ?! quando o limite é de duas comissões - vide art.º 104.º e 105.º ambos da LOSJ).
Por outro lado o quadro das secretarias é manifestamente desajustado da realidade dos serviços atuais e não consegue dar a resposta demandada dos serviços, mormente face a situações conjunturais.
A divisão de tarefas foi uma conquista do século passado (materializada, pro exemplo, na especialização) e a meritocracia o verdadeiro incremento da produtividade pela justiça no percurso despida de outros fatores que nada favorecem a transparência das decisões e a auto-motivação dos demais funcionários.
A Procuradora Geral Lucília Gago já está jubilada!!
ResponderEliminarAos anónimos que por aqui andam:
ResponderEliminarCriticar sem se identificar para mim é cobardia.
Escrevem, escrevem, mas parece mais é que sofrem de ressabiamento.
Eu sou um desses muito falados "em regime de substituição"; não meti qualquer cunha, terei sido indicado aquando da minha promoção a adjunto (é verdade; fui promovido duas vezes no mesmo dia - primeira promoção em 25 anos de OJ fora os outros no M. Educação), vou ficar mais um ano, porque será? (não paguei nenhum cabrito).
Todos sabemos que a tutela se tem marimbado para os cursos de habilitação a chefias de unidades orgânicas e alguém tem de as assumir.
Há injustiças? há. Mas não se pode meter tudo no mesmo saco.
As competências não são os cursos que as dão, incompetente de início, (quase sempre) incompetente toda a carreira.
A Exma. Senhora PGR que culpa tem sobre o assunto?
ResponderEliminarNenhuma.
Mas alguém tem culpa de ter um determinado perfil, de ter um determinado carácter e uma determinada atitude? Cada um é como é e ninguém, absolutamente ninguém tem que ver com isso - só o teria se por qualquer motivo a atuação da Exma. Sra. PGR contendesse com os nossos assuntos e, pelo que me foi dado a saber, a pessoa em causa sempre defendeu a nossa valorização e, até mais que isso, deu sequência à preocupação pelas áreas sociais como o fez a sua antecessora embora noutra dimensão, pelo seu perfil diferenciado.
A propósito da valorização - reza assim o art.º 58.º n.º 2 al. c) da CRP : "Incumbe ao Estado promover (...) a valorização profissional."
A propósito da realização profissional e pessoal, reza assim o art.º 59.º n.º 1 al. b) da CRP: "Todos os trabalhadores (...) têm direito à organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da atividade profissional com a vida familiar; (...)".
A quem incumbe dar corpo a estas normas preceptivas?
Ao Estado, personificado na tutela ministerial e na administração da justiça, onde os seus atores, nos últimos anos, se têm esquecido que estes princípios, emanentes para todos, também se aplicam aos funcionários judiciais.
De tal sorte que, desde o imbróglio com o curso de Secretários aos demais imbróglios jurídicos criados pelos sucessivos movimentos eivados, na opinião de muitos, de ilegalidades tiveram sempre a capa e proteção da tutela das sucessivas equipas ministeriais num momento em que o país estava virado (supostamente) à esquerda, àquela esquerda populista que defende os princípios de uma forma acérrima quando não tem mão e quando a tem, não bule com nada e, muito pior, até faz (ou permite que se faça , o que vale o mesmo) o contrário do que defende no que diz e escreve.
Este Governo, nomeadamente esta equipa ministerial, tinha um grande desafio, qual seja o de desafiar estes poderes corporativos e decidir como é preciso que seja decidido e no interesse de todos.
Em lugar disso, começa a ver-se que é um logro monstruoso que aos poucos está a descobrir-se e quase todos já lhe vêm o rabo de fora - não demorará muito a que se imponha uma remodelação e ainda agora lá chegaram!
Desilusão é o melhor adjetivo para classificar estes 100 dias e isso diz tudo - não por não nos ter dado muito, porque até foi dado muito pouco comparativamente com outros, mas principalmente porque não foram capazes de nos dar a conhecer uma ideia, uma qualquer que fosse, para o setor (que envolve a PJ, o IRN, os Tribunais, a DGRSP, o INMLCF,IP, etc.) e concretamente sobre o nosso papel na justiça.
ResponderEliminarPor estes dias abriu concurso para vários técnicos de informática (serão dois por cada comarca) e eu pergunto para quê ou porquê? Será assim tão premente este apoio quando não temos gente para operar os equipamentos!?
Se calhar justifica-se o quadro de pessoal, mas então que digam e expliquem a prioridade que foi dada caso contrário fica a ideia que não sabem nada do que andam a fazer - fazer política é decidir é dar prioridade quando não há para tudo e por isso é preciso assumir o que se fez e, mais importante, o que se deixou por fazer - porquê?
João o meu nome é António - tem toda a razão no que escreve e por isso não tem razão nenhuma no que concluiu!
ResponderEliminarEntão acha bem que, havendo uma regra que determina um número determinado de anos e uma determinada classificação - na categoria - assim como a habilitação em concurso, se meta tudo no saco do lixo só porque entende que, pro portas travessas, até se lhe reconheceu o mérito que se calhar terá?
Saiba o colega que cobardia é lutar pela transparência das regras e deixar de o fazer quando a situação não o favorece - o que diga-se é hipocrisia pura e dura.
A não ser as situações pontuais, tipificadas na lei (Estatutos), para acudir a situações conjunturais e transitórias, estas substituições são apenas um tamponamento às progressões de que estou certo é defensor até porque diz ter esperado 25 anos para que tal acontecesse.
Quem não se sente não é filho de boa gente e normalmente quem reclama é porque lhe serviu a carapuça.
A sua situação, caro colega, para que saiba é uma aberração e não deveria ter acontecido ou sequer perpetuar-se não pela sua incompetência, como é óbvio, mas por consubstanciar uma subversão das regras que se querem observadas de forma transparente.
A meritocracia apura-se nas provas prestadas a que nos propomos e sujeitamos ao escrutínio e não nos convites de favor e falsos elogios que são feitos - não digo que seja o caso, mas encaro essa possibilidade porque é o que a realidade nos vai dando a conhecer.
Não o quis ofender João (se o é) mas, pela verdade dos factos, o certo é que se sentiu ofendido e não devia - se considera que foi pelo mérito e segundo as regras em vigor então nada tem que temer, se por outro lado foi ao arrepio de tudo isso então é puri simplesmente uma situação vergonhosa (no mínimo).
Desculpe qualquer coisa.
Mas o SFJ ainda não acordou??
ResponderEliminarOs policias tiveram um aumento de 300 euros + 200 no início do ano...
O que perfaz um total de 500 euros ..
Ainda não aprenderam que se pede muito mais para depois se conseguir negociar...isto é a regra de qualquer negociação....
Vergonha.
Esse SFJ já começa a exceder...certamente existe na cúpula muita boa gente a receber bem os desgraçados dos auxiliares e etc.. é que se lixam...
ResponderEliminarVenho apelar aos OJ que organizem um grupo e vamos tirar satisfações na sede do SFJ .
Satisfações pessoais..
O meu nome é rei dos oficiais de justiça, e venho declarar em nome do nosso reino que você é um inimigo público n1 dos o.j. .
ResponderEliminarAssim venho decretar que abandone no imediato o cargo que ocupa sobe pena de sanções exemplares.
Segundo o SFJ a Justiça está pacificada...Nada está resolvido, mas estamos em paz! É a chamada paz podre!
ResponderEliminarNa minha carreira não existem reis. Por isso Vossa Majestade não será Oficial de Justiça. Ou será como o Príncipe da Fuzeta?
ResponderEliminarEnquanto tudo isto, uns "bacanos" lançaram um Manifesto (dos 50)
ResponderEliminarem que sai esta pérola:
"10 - Corretamente entendida, a máxima “à política o que é da política e à justiça o que é da justiça” proíbe a interferência de uma esfera na outra, mas não subtrai ao poder político democrático a sua responsabilidade na definição e execução da política de justiça."
Ou seja justiça independente sim, mas devidamente controlada pelos politicos e todos aqueles que se julgam acima da lei e a quem a Sra. PGR tem a ousadia de investigar! E ainda por cima em silêncio absoluto sem lhes dar qualquer satisfação ou explicação, como eles entendem que deviam...E já agora, já se sabe para que eram ou para quem eram os 80000 € , convenientemente separados em envelopes, descobertos nas gavetas do gabinete do mais intimo colaborador do António Costa?
A legitimidade dos dirigentes, principalmente os presidentes, dos dois sindicatos, há muito que está comprometida.
ResponderEliminarOs OJs que por aqui comentam, não estão a ver bem o filme.
ResponderEliminarPensam mesmo que é com vinagre que se apanham moscas?
Defendem o SOJ até à exaustão. Mas conseguem dizer, o que ganharam até hoje com a atitude desse sindicato?
Estamos numa altura crucial para o futuro da carreira, se querem um estatuto bom, têm de ter mais um bocadinho de paciência. Não é altura de luta, mas de cooperação.
O Blogue e o SOJ, têm que preencher conteúdos, como qualquer influencer do tiktok, e o que vende mais é a critica...
A verdadeira valorização profissional da carreira é discutida no estatuto.
Na questão do SRP, só é legitima a crítica sobre a falta da integração, que não foi conseguida, o resto sobre comparar às polícias, é falacioso, nunca esteve um aumento em cima da mesa a não ser o pagamento em 14 meses. Entenderam?!
Chega a falar dos oficiais de justiça no debate do estado da Nação
ResponderEliminarTambém só lhes resta a nossa classe
Fiz um pedido de intervenção à Provedoria de Justiça em meu nome mas também por todos aqueles - que serão pelo menos algumas dezenas largas - que com 24 e mais anos de serviço são hoje por hoje remunerados pelo índice 410 enquanto outras centenas de oficiais de justiça com os mesmos 24 anos de serviço são por estes dias e já desde finais do ano passado remunerados pelo índice 440, e foi-me respondido que ter o mesmo tempo de serviço sem ser de categoria inferior e ser remunerado por índice mais baixo não consubstancia nenhuma violação do Art.º 13.º da CRP. Estão todos mancomunados, desconfio até que o Constitucional possa corroborar, e assim se faz jurisprudência sobre a Lei Fundamental.
ResponderEliminarentretanto um psp ou um GNR já ganha mais que um OJ ? querem eles malta com licenciatura em Direito e Solicitadoria....
ResponderEliminar
ResponderEliminarUm acordo miserável.
Permite ao governo alardear que pacificou o sector da justiça.
Miseráveis!
Porque é que um telejornal nunca abre a apresentar o número de OJ que falta nos tribunais e MP, o número de aposentados que vai haver este ano, os concursos de colocações atrasados e em cima da data do novo ano jurídico? Porque não aparece exposto os cinco candidatos para cento e tal lugares abertos? Porque não aparecem os sindicatos a queixarem-se falando dos baixos ordenados dos OJ?
ResponderEliminarTudo isto acontece devidamente denunciado pelos sindicatos dos médicos, etc.
Por isso, estamos como estamos com um aumento de 30 euros apresentado como uma festa, porque as pessoas alheias não conhecem a verdade?
Para que servem os sindicatos, neadamente o SFJ que é o maior deles?
Sr.João, anónimo:
ResponderEliminarSendo oficial de justiça, devia era exigir que fossem cumpridas as regras para todos que regem a profissão, na altura negociadas e que fazem parte do estatuto em vigor.
Estão ali previstas provas para acesso a categoria superior, às quais acedem todos os que têm as condições e querem prestar provas e uma lista final que gradua o acesso. É assim noutras profissões.
Invocar um mérito que pode não ter qualquer suporte perante os seus pares, invocar 25 anos que podem nada dizer em termos de mérito (quem nunca!) é subverter a lei.
Exija sim, a abertura de movimentos para promoçāo, que são públicos e abertos a todos os que têm as condições e a abertura de provas de acesso.
Exija isso do governo, dos Sindicatos.
A movimentação das pessoas não pode ser "sem rei nem roque". Há regras.
Se é oficial de justiça e no cumprimento da lei que todos os dias executa, exija também para si que alguém cumpra a lei.
Não é fácil isso quando se é beneficiado.???
ResponderEliminarEu digo apenas que quem aceita esses cargos de convite está a fazer mal a todos os OJ´s, a toda a profissão.
E muitos aceitam acumular várias secções ao mesmo tempo, que é pior ainda!
Porque enquanto se taparem os buracos dessa maneira, a tutela não preenche os quadros como deve ser!
Tristeza.
Caríssimo(a) os 30 euros são só para nós auxiliares. Aquele pessoal das comissões de serviço e que estão noutro lugar que não tribunais, recebe um pouquinho mais......
ResponderEliminarIntimo colaborar, muito bem.
ResponderEliminarEnfim, o dito Costa estava desejoso de se pôr a andar e conseguiu logo na primeira oportunidade.
Vão atirar areia para os olhos de outro.
Cansei dessa gente!
Todos para um sitio que eu cá sei.
Coveiros deste pais.
ResponderEliminarSFJ consegui papo seco de 30€ do qual andava a pedinchar há mais de 20 anos? foi isso?
ResponderEliminarNinguém te coragem de inundar os comentadores e jornalistas de mails a explicar o engano e o que se passa nos tribunais.
ResponderEliminarReencaminhar o mail da srª ministra para esses meios.
Muito bem!!
ResponderEliminaró rei, e os tremoços?
ResponderEliminarSim, sim mas a má da fita é a PGR que acrescentou o malfadado parágrafo...Se não fosse o parágrafo continuava no cargo, com 80000 € de origem obscura no Palácio de S. Bento e já devidamente divididinhos...É preciso não ter réstia de vergonha nem dignidade!!!!
ResponderEliminarSr. João venho apelar ao seu bom senso, deixe esse lugar vago que eu quero concorrer para esse lugar para receber mais.
ResponderEliminarAgradeço a compreensão....se você nos últimos anos já usufruiu de um ordenado superior agora pode dar a vez a outro.
É uma questão de justiça...
Obrigado a compreensão...
Venho pedir encarecidamente que deixe esse lugar..
ResponderEliminarAcredito que lhe acarreta stress excepcional.. você não tem necessidade disso.
Tou certo que nos últimos anos já recebeu o dinheiro que necessitava...
Assim apelo ao seu bom senso que deixe esse lugar vago pois eu preciso mais do que você ..
Preciso de dinheiro..
Agradeço do fundo do coração que sei que você fará o que é mais correto.
Até que enfim um comentário honesto. P.S. foi apenas um ano e os trocos nem se notam muito. Veja a diferença do 4° escalão de adj. Para o 1° de escrivão. Tenho colega adj que recebe mais que eu. Cumprimentos.
ResponderEliminarHoje mandei um email à sra ministra a dizer-lhe que me sinto um paquistanês a trabalhar numa estufa em Odemira pois ganho pouco, trabalho muito e ainda sou maltratado.
ResponderEliminarUm verdadeiro escravo!!
Espero que ela ainda não esteja de férias e que me responda amanhã.