A realidade real já não consegue impor-se à realidade virtual?
A alegada pacificação nos tribunais, que terá ocorrido com a assinatura conjunta do “acordo” entre o SFJ e o MJ, ainda não é visível, isto é, não é algo que corresponda à realidade, portanto, à verdade.
Mesmo depois do e-mail subscrito pela ministra da Justiça, dirigido a todos os Oficiais de Justiça nesta última sexta-feira, essa tal pacificação continua se se ver, conforme aqui abordamos neste último sábado, 06JUL, com o artigo intitulado: “O mundo ilusório da ministra da Justiça”.
As greves não acabaram, com exceção de apenas duas do SFJ. O SOJ lançou uma nova, repondo uma das que o SFJ anulara e estão hoje ativas três diferentes greves. Portanto, o dito acordo não acabou com as greves como é alegado pelo Governo, bem pelo contrário, as greves até têm sido objeto de constantes notícias pelos efeitos que têm causado, com adiamentos, libertação de detidos, etc.
Não se compreende como pode a ministra da Justiça acreditar que aquele acordo trouxe paz social, quando tal não se verifica na realidade.
A dita pacificação terá sido uma promessa meramente administrativa do SFJ à ministra da Justiça e esta acreditou naquilo que o SFJ lhe transmitiu. Mas os Oficiais de Justiça não estão nada pacificados, continuam a fazer as greves disponíveis e até acabam de se mobilizar com um abaixo-assinado dirigido à Assembleia da República, por já não acreditarem no Governo e mesmo naqueles que com ele possam firmar acordos e isto é factual.
A iniciativa do abaixo-assinado partiu de Oficiais de Justiça insatisfeitos e a sua divulgação nacional não chegou a todas as secretarias, motivo pelo qual aqui demos notícia da iniciativa e nos disponibilizamos a receber os abaixo-assinados para os reencaminhar para o sítio certo da iniciativa, para aqueles que não detinham esse conhecimento.
Foram-nos enviados mais de duas dezenas de e-mails, provenientes de outras tantas secretarias judiciais e do Ministério Público, correspondentes àqueles que não tiveram acesso ao e-mail original com a indicação de envio.
O nosso e-mail geral serviu como alternativa aos poucos que não tiveram acesso ao e-mail original e esses poucos enviaram-nos, logo no primeiro dia mais de 200 assinaturas e no segundo dia já contávamos 500 assinaturas e estes são os tais poucos que não tiveram acesso ao e-mail original que divulgou a iniciativa e indicava o e-mail para onde deviam enviar os abaixo-assinados.
Ontem, ao final do dia, remetemos para os elementos da iniciativa os mais de duas dezenas de abaixo-assinados que recebemos, contendo as tais centenas de assinaturas que são, repetimos, as poucas que apenas souberam da iniciativa através da nossa página, sem terem recebido a comunicação original.
Quer isto dizer que, em todo o país, a recolha de assinaturas atingirá um nível considerável de Oficiais de Justiça, Oficiais de Justiça estes que não se mostram ser parte dos pacificados pelo tal acordo.
A realidade mostra a todos que não há paz social nenhuma provinda daquele acordo, pelo que a afirmação da ministra da Justiça é ilusória, como também afirma o SOJ na sua página do Facebook: “Os factos demonstram que a Senhora Ministra da Justiça, infelizmente para o sistema de justiça, está a viver uma realidade virtual...”
A realidade virtual da ministra da Justiça parte do convencimento de que a realidade é de determinada forma, quando o que todos vemos no dia a dia é uma realidade muito diferente, talvez ainda mais distante do seu convencimento depois de assinado o acordo.
Por isso, podemos afirmar que o tal acordo não trouxe pacificação nenhuma, pelo contrário, intensificou o desânimo e encorajou o prosseguimento da luta contra o atual estado a que a carreira chegou. O acordo não pacificou, apenas intensificou o descontentamento.
Apesar de tudo o que vem acontecendo no último mês, pós-acordo, a “realidade real” ainda não se conseguiu impor, ou talvez já não se consiga impor à “realidade virtual” onde alguns preferem viver e acreditar.

Fontes: Reprodução do e-mail da MJ na página oficial do “SFJ” e no “Facebook”; notícia da libertação de detidos em Matosinhos no “Jornal de Notícias”, bem como de muitos outros casos idênticos por todo o país em “CNN Portugal”; notícia do abaixo-assinado, por exemplo: em órgãos de cobertura nacional como o “Eco”, o jornal “i” ou o “Sapo24” e em órgãos locais como o “Notícias Maia” e “SOJ-Facebook”.
Tréguas, tréguas, tréguas, tréguas.......
ResponderEliminarEsperemos e esperança. Acreditemos e esperemos um pouco, até setembro e então continuemos. Entretanto, descanso e tréguas, por favor.
Foi o pior acordo possível!
ResponderEliminarPara o MJ foi bom, mas para nós foi péssimo!
Péssimo porque abdicamos de 2 anos de luta intensa, com ameaças do ponto de vista económico e disciplinar, por meia dúzia de trocos, ou rebuçados ...
Nos não somos garotos, somos gente crescida, que merecia mais.
Nunca esquecerei como o SFJ, encabeçado por António Marçal, nos prejudicou!
Há 30 anos a creditar no pai natal
ResponderEliminar
ResponderEliminarMail e acordo
O verdadeiro POPULISMO
É esse.
E dizem que os outros é que são.
Nojo.
Neste momento ocorrem duas situações que me surpreendem pela negativa:
ResponderEliminar-o aproveitamento que o Soj está a fazer da insatisfação que parte dos OJs têm quanto ao acordo, cavalgando a mesma numa atitude extremada com o intuito evidente de angariar associados, quando nesta fase precisamos de serenidade para negociar.
-não valorizar a atitude da Sra. Ministra para trabalhar em soluções que dignifiquem e valorizem a carreira, em clima que possibilite o diálogo, apesar de nos últimos anos termos sido completamente transparentes perante os governos.
Isto sem prejuízo de serem adotadas fortes ações de luta, caso não se verifiquem resultados a curto prazo.
Não têm outro sítio para fazer campanha?
ResponderEliminarIsso de estar sempre com o nojo na boca, sem conseguir esgrimir qualquer raciocínio inteligente, já dá náuseas.
Dass ...
Que miseráveis!
B. Dia.
ResponderEliminarVamos agradecer/responder ao email de Sua Ex.ª Sr.ª Ministra da Justiça!
O SOJ já publicou comunicado sobre a reunião do passado dia 2 para a qual foi convidado ?
ResponderEliminarO SFJ e a Srª Ministra poderiam ter acordado em que, desde já (à altura do acordo), o MJ se comprometia em ver reconhecido o grau 3 à profissão, na integração 10% X 14, e no reforço salarial, que seriam plasmado no acordo final, no novo estatuto.
ResponderEliminarOu seja, não davam nada de imediata mas comprometiam-se a desde já reconhecer esses direitos, que assim já nem seriam levado à discussão do novo estatuto.
Mas não foi que aconteceu, não se comprometeram com nada, "deram um geladito de gelo à criancinha com fome", e garantiram o IMOBILISMO do maior sindicato dos OJ, o SFJ.
Tudo receberam, sem nenhumas garantias!
Ora, um sindicato não se pode pautar por amadorismos, autos de fé, ou qq outros estado de espírito desfasados da realidade!
Se tivesse sido o SOJ, era este agora a alvo das críticas, mas não foi, foi o SFJ e o seu presidente!
Esta é a verdade dos factos!
Qual é o seu problema?!!
ResponderEliminarO colega não tem o direito a expressar a sua opinião, a sua indignação?!!
Você é cá um democrata!
Bom dia.
ResponderEliminarO país está farto de gente inepta e já não atura uma inépcia travestida de falsos consensos com a propalação de acordos leoninos em que, do lado da tutela se apregoa uma pacificação que não existe e do lado do sindicatos uma vitória que nunca aconteceu e do lado dos oficiais de justiça uma derrota que, essa sim, é bem evidente.
A carreira está tamponada - não há promoções para cargos de chefia das secções/unidades orgânicas (Escrivães de Direito e T. J. Principal), os cargos de secretários tornou-se numa miragem que jamais irá acontecer (não se vislumbra uma solução para o imbróglio criado com o concurso anterior).
Os cargos em regime de substituição sucedem-se e o conteúdo funcional perdeu qualquer sentido.
Esta classe tornou-se numa classe sem prestigio gerida por sindicatos composta por pessoas sem visão ou ideias para o seu futuro, aliás sem qualquer virtuosismo nesta índole - da defesa da classe - mas com muita força na defesa dos interesses de fações, talvez por ter maior representatividade preocupam-se em demasia com quem se contenta com mais uns trocos no final do mês e menos com quem se preocupa com o papel do oficial de justiça nos tribunais, com a sua carreira (é a minha opinião pessoal), e por isso caminhamos para a desclassificação generalizada - já não interessamos nada na engrenagem - os Técnicos Superiores já são uma realidade em todos os tribunais - fomos preteridos nessa função - e agora resta-nos o papel residual costumeiro (aquele do sim senhor doutor, vou já cumprir senhor doutor, trago já senhor doutor, é o que farei senhor doutor ... enfim, limitamo-nos a cumprir o determinado e muitos de nós já se esqueceram daquilo que foram/fomos).
Para a maioria de nós é esperar que a espuma dos dias se esvaia com o cair da noite e o raiar do dia traga o mesmo que a véspera conheceu até se auto descartar de uma vida, uma carreira sem sentido porque nunca aconteceu e em que tudo se assemelha a um sonho, apercebendo-se a final que viveu num engano.
Lutar contra o sistema é lutar contra esta ideia, a de que alguém que não nós decidirá sobre nós melhor que nós e não é assim - nunca foi nem nunca será - e quando nos dermos conta a vida esfumou-se e o que dela restar serão reminiscências de uma viva adiada e não concretizada como uma viagem de férias pensada aos 18 anos e que nunca se fez mas cuja vontade todo os anos se renovou, até chegar o tempo que sobra e nos faltar a vontade e capacidade que se teve e não se soube aproveitar.
A vida é para ser vivida e isso implica lutar pelo que se acredita.
Eu apostei nesta equipa e deixei de acreditar nela - não tem qualquer ideia para a justiça que não seja enveredar nas discussões da ocasião que nada resolvem - e não é com mensagens no correio eletrónico ou manifestações de (meras intenções) de vontade mas antes com o fazer acontecer e com o diálogo aberto e sem cortinas de fumo que não curam as maleitas nem apuram a visão do futuro apenas adiam as decisões que têm de ser tomadas.
Na minha opinião os sindicatos têm de rever como atuam - são meros instrumentos políticos e representam pequenas fações ou até interesses muito particulares - e as equipas ministeriais têm de atuar sobre a realidade, resolver os seus problemas, e não serem meros expetadores ficando à espera que a cena corra sem encenador e cada um represente o seu papel sem o conhecer pois que, com o cair do pano, cairá sobre todos a triste realidade: no placo da vida houve quem descurasse o sue papel e a peça não trouxe o desfecho que todos ansiavam - será antes uma espécie de ópera (obra) com um fim dramático.
Eu não acredito em ninguém que negoceia às escondidas, quem assim atua é falso e não é credível - por isso espero um futuro muito sombria para a classe, em boa parte por culpa própria !
E a opinião não pode ser criticada ?
ResponderEliminarVocê é cá um democrata!
Com este remoer de um assunto que já devia ter sido ultrapassado, vemos que os tribunais ficaram mais pobres e com menos 20 funcionários que se aposentaram. A juntar a isto mais dois ou três que pediram a exoneração.
ResponderEliminarDeveriam, na minha opinião, estar a arranjar propostas de soluções para que o governo consiga criar atratividade da carreira.
Mas o que se vê são ataques entre sindicatos, seja aqui, seja nas redes sociais.
Enfim, estamos a colher o que semeamos.
O governo com apenas três meses de funções, conseguiu criar a divisão para poder reinar.
Um primeiro paço foi dado
ResponderEliminarUma caminhada nos espera
Vamos aproveitar a harmonia e caminhar a bom porto
Tenham vergonha de vir/ir a público manifestar "democraticamente" sob anonimato a falta de educação pessoal
Deem ideias para a carreira
Parem de insultar as pessoas
Era preciso acabar com as greves e tomar uma posição de força relativamente à falta de promoções e à ocupação, "ad hoc" e em regime de substituição, de cargos com responsabilidade acrescida.
ResponderEliminarOs sindicatos não o fazem por não quererem ir contra os interesses concretos de um colega, porventura seu filiado - e por isso fica prostergado o interesse geral da classe que vai sacrificado em função dos interesses individuais (que não são de todos mas apenas de um e de outro colega, pelo que a realidade nos dá a conhecer) - e com isso vai permitindo atropelos generalizados muitas vezes eivados de ilegalidades (desvio de poder) tolerados pela tutela que julga se servir com isso mas apenas compromete irremediavelmente o bom funcionamento dos tribunais.
Se acabassem com todas as greves já - hoje mesmo - e anunciassem uma greve para as duas primeiras semanas de setembro o impacto era outro e a tomada de decisão sobre o nosso futuro ganhava corpo e começava a desenvolver-se.
É ridículo andarmos a negociar estatutos desde 2009 - com a Dra. Helena Ribeiro - e 15 anos depois continuamos no mesmo marasmo e isto só acontece porque todos - salvo raras exceções - assim o querem.
As epopeias só acontecem se houver pessoas com coragem que lhes dê sentido e na casa da justiça, há muito que os corajosos recolheram as âncoras e partiram para outros mundos.
Sé por cá ficaram os mais velhos, que já não têm robustez para outras vidas, os que se acobardaram e ainda os velhos do restelo e todos aqueles que se deixaram convencer pelos seus senhorios para não buscar a bonança noutras bandas quando na verdade apenas quiseram os seus serviços baratos.
Somos pajens decorativos que nos habituamos a segurar a vara do pálio na procissão onde vão abrigados todos os senhores mais importantes (falo das magistraturas) e a quem fletimos o corpo dobrando o dorso em sinal de uma subserviência a que nos auto impusemos.
É vergonhoso e indigno mas é assim que vejo a nossa classe - uma cambada de pessoas que não usam o cérebro, dispensando essa tarefa para outros e prontificando-se a desempenhar um papel menor num palco em que todos deveriam ser ou merecer igual importância.
Caro colega 10:23
ResponderEliminar1 º ponto - Nunca aqui insultei ninguém!
2º. Ponto - Não lhe reconheço qq superioridade moral ou ética para tecer considerações sobre "falta de educação", que, repito, da minha parte nunca houve!
3º. Ponto - Como você é livre de discordar das minhas opiniões, também eu o sou para mostrar repúdio pelo acordo alcançado pelo SFJ.
Sou pessoa de bem, mas não admito qq limitação ao meus direitos!
Fiquemos por aqui!
Basicíssimos não!
ResponderEliminarVocê pode ter qualquer opinião, e esse opinião pode ser alvo, também ela, de opinião!
Mas quando se critica a liberdade de opinião, isso não corresponde em si mesmo a uma opinião. mas sim a limitação da liberdade de criticar.
Ou seja, há um assunto, e há muitas opiniões sobre esse assunto!
Até ai tudo bem!
O problema é quando se crítica aquele que tem opinião diferente da nossa - isso é limitar a liberdade crítica do outros!
Agora você pode e deve ter a opinião que quiser!
Pois...ainda não houve uma palavra. Será que estiveram presentes?
ResponderEliminarNão acho assim.
ResponderEliminarO Governo não dividiu porque divididos já eles estavam - era ridículo haver reuniões em que menosprezavam o SOJ (pelo que é propalado não lhes era reconhecida qualquer importância alegadamente por não terem robustez na representatividade, dizia-se que eram um punhado de gatos, aí uns 60 ou 70).
Hoje essa realidade mudou mas, infelizmente, também o líder do SOJ, que começou a aprender com os dirigentes do SFJ e viu que é mais fácil gerir o descontentamento que procurar resolver os problemas e encontrar soluções.
Se a tutela pensa que tem o problema resolvido está muito enganada - não dou mais um ano para que os meios noticiosos - que pro estes dias andam calados - comecem a divulgar as prescrições (nas contraordenações e inquéritos) com enorme prejuízo para as receitas das autarquias e não só.
Todos sabemos que muitas vezes as coisas só acontecem quando lhes vão aos bolsos e é precisamente o que vai suceder - o rombo é gigante ...e mais não digo!
A colega das 10:23
ResponderEliminarNão demos paço nenhum e a caminhada não foi encetada, até porque não nos foi dado conforto para a fazer ( e não falo de calçado).
Na reunião deveria desde logo terem sido fixados os eixos do nosso estatuto - o que se pretende para a carreira - e não foi isso que aconteceu!
O que se passou assemelha-se ao seguinte retrato de imagem:
- um "arremediado ou mendigo" malcheiroso e nauseabundo abeirou-se de um "senhor" de boa aparência, apessoado e oriundo de boas famílias (com posses) dizendo-lhe que vivia na sua quinta , trabalhava de sol a sol, e vivia à míngua pedindo-lhe que ficasse com mais um pouco daquilo que colhia regado com o seu suor , ao que o dito "senhor", sem se doer pelo seu sofrimento, mas com pressas de o enxotar para longe, não abdicando da sua parte arremessou-lhe uns tostões que trazia porventura provindos de outro sofredor, adiando-lhe o desespero por mais um par de meses e mantendo-o na quinta apenas com a força suficiente para trabalhar mas exangue para reivindicar.
Esta imagem não me sai da cabeça: é preciso atribuir a cada um o que é seu por direito e por justiça e não por dom de caridade.
Quer-se a reforma do estatuto já - para ontem!
Então mas o SOJ agora é convidado? Já agora, será convidado pelo SFJ ou pelo Governo? Cada vez mais parece claro que o SFJ/MJ andam muito ativos...
ResponderEliminarTás perdoado tens mentalidade de escravo.
ResponderEliminarLibertate dessa mentalidade.
Para os mais pessimistas que dizem mal de tudo está na hora de reflexão.
ResponderEliminarA realidade é que os oficiais de justiça iniciaram uma luta com visibilidade acerca de 2 anos.
Agora já se fala dos problemas dos oficiais de justiça quando antes não se passava nada.
Problemas esses divulgados nos meios de comunicação social, sindicatos, blog, deputados, partidos...
Existe uma análise critica aos sindicatos antes não se passava nada
Ou seja está tudo a mudar e ninguém ainda se apercebeu disso
Já existe petições, cartas abertas, abaixo assinados.
Os oficiais de justiça estão a perder o medo, a ter visibilidade.
Até às discussões no blog são úteis, as guerras entre sindicatos...
Isto tudo está a contribuir para que a ministra tenha outra atitude com os oj até ao ponto de enviar emails.
Mas não chega, é preciso mais, mais musculo!
ResponderEliminarO texto que escreveu retrata, precisamente, a imagem que tenho da classe (como aquele condutor que se senta ao volante do seu automóvel, já muito velho a quem não foram substituídas as peças gastas, e cuida de encetar uma viagem de milhares de quilómetros sabendo que vai ficar pelo caminho - que não vai sequer sair do sítio - ou então daquele que tem um carro moderno, elétrico, e não programa a viagem desconhecendo onde e como pode abastecer correndo o risco de ficar apeado - quer um quer outro, agarrados a estilos diferentes de vida, vão ter o mesmo destino).
ResponderEliminarNão adianta discutir em reuniões que não servem a coisa nenhuma e não nos levam a lado nenhum.
Nas Conservatórias dos Registos (IRN) a carreira foi revista, nas Finanças (AT) a mesmíssima coisa, na DGRSP (integrada no MJ) está em curso uma revisão que já aconteceu vão décadas na PJ.
Nos tribunais discutimos o assunto desde o século passado e por sinal há quem ache que a coisa evoluiu ... pois não é que evoluiu mesmo, de um estado eufórico para letárgico e agora depressivo...
E eis que, chegados aqui, ao estado depressivo, parece que já dão atenção ao doente, mas o diagnóstico traçado já é irreversível e como está moribundo já não merecerá tratamento.
Colega, não acredite que nos estão a dar atenção, pois não estão, a premência é outra e verdade seja dita ninguém a esconde.
Convidado ou convocado, isso não importa nada.
ResponderEliminarNão tente deitar areia para os olhos dos outros com joguinhos de palavras
O que importa saber é se o SOJ esteve presente e o que tem a dizer sobre o ali foi discutido.
Colega, estamos todos velhos e, como deve de saber, com a idade perde-se massa muscular e ganha-se tecido adiposo.
ResponderEliminarA reação musculada que pede vai mandar uma série de gente para a fisioterapia e congestionar ainda mais os doentes à porta do hospital.
Não peça a ninguém mais do que aquilo que ele é capaz, conheça as suas limitações e fique-se por aí, no nosso caso - o dos Oficiais de Justiça - não peça para pensarmos muito pois muitos de nós também perdeu massa cinzenta com tanto trauma sofrido ao longo dos tempos.
Peça antes aquilo que sabemos fazer bem - qual seja ficar no nosso sitinho sem incomodar ninguém à espera da reforma ...
Revisão do estatuto já este ano!
ResponderEliminarAcabe-se com as promoções encapotadas - nomeadamente feitas em regime de substituição - e encetem-se concursos para o preenchimento dos respetivos lugares!
Como é da vida, tudo muda e é preciso rever os quadros de pessoal nas secretarias e acabar com a falsa ideia de que faltam mais funcionários do que aqueles que na realidade são precisos apenas porque a composição está desfasada da realidade atual - no MP é premente o reforço generalizado e por outro lado, no Judicial, é premente uma melhor redistribuição (há comarcas com 100% do quadro e outras a 70% ou até menos).
Kennedy disse um dia: «A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.»
Isso é que era mesmo importante saber. Mas o que terá acontecido para tanto silêncio?
ResponderEliminarQual paço?
ResponderEliminarO dos duques de Bragança?
Rei, acordaste pá. Boa
ResponderEliminarÉ preciso um reforço de quadros no MP e no Judicial!
ResponderEliminarPorque somos cada menos!
Porque somos cada vez mais velhos!
Atenção que não são só os números, as pessoas com a idade não conseguem tanto serviço!
Quanto a Kennedy e o futuro.
Na América, desse tempo, ele seria o futuro.
Não o foi porque não o deixaram ser ...
E nós?!! Qual é o nosso futuro?!! Com Marçal ao leme?!!!
Deus nos livre desse futuro!...
ResponderEliminarComo fazer para arranjar um autógrafo do Sr Marçal?
Bem consegue explicar o que isto quer dizer??
ResponderEliminarAinda bem que o distinto Colega usa o cérebro.
ResponderEliminarE que cérebro.
FF
"Na minha opinião os sindicatos têm de rever como atuam - são meros instrumentos políticos e representam pequenas fações ou até interesses muito particulares - e as equipas ministeriais têm de atuar sobre a realidade, resolver os seus problemas, e não serem meros expetadores ficando à espera que a cena corra sem encenador e cada um represente o seu papel sem o conhecer pois que, com o cair do pano, cairá sobre todos a triste realidade: no placo da vida houve quem descurasse o seu papel e a peça não trouxe o desfecho que todos ansiavam - será antes uma espécie de ópera (obra) com um fim dramático."
ResponderEliminar"Eu não acredito em ninguém que negoceia às escondidas, quem assim atua é falso e não é credível - por isso espero um futuro muito sombria para a classe, em boa parte por culpa própria !"
Muito bem dito Colega!
Faço minhas as suas palavras...🙏
Belo comentário colega, mas nunca é tarde para reganhar a dignidade e verticalidade.
ResponderEliminarTemos é de fazer por isso!
Se fosse um opera nem era muito mal, mas tratando-se de mera opereta!...
ResponderEliminarMARÇAL faz a única coisa "digna" que resta e DEMITE-TE !
ResponderEliminarDo Luís de Camões ainda arranjo...Agora do Sr. Marçal !!!!
ResponderEliminarUpa, upa!
Desanimem-se aqueles que cuidavam que lhes seriam assegurados os lugares mesmo sem serem oponentes em concursos.
ResponderEliminarHá muito que se defende a (RE)classificação profissional face às funções exercidas, mas a falta de requisitos é um verdadeiro obstáculo à reclassificação profissional.
Embora a referida inviabilidade de reclassificação profissional persista, tal não tem sido obstáculo ao pagamento da retribuição pelo escalão superior (no regime de substituição).
Mas é preciso desenganar quem pensa que o exercício de funções típicas de escalão superior, que impõem o pagamento da respetiva remuneração, dão lugar ai cargo, por não dão!
Aliás - COMO FOI BEM DITO POR AQUI - o suplemento de recuperação processual é para a acabar - quiçá será substituído pelo subsídio de disponibilidade ... se o for - e depois cairá sobre nós a realidade, uma hecatombe e incomensuráveis dimensões, e muitos ficarão desiludidos com o que lhes fizeram ... e o arrependimento não virá a tempo apenas o enxugar das lágrimas de uma acidez que mudará os nossos rostos e dará os queixos caídos.
Triste sina a nossa ...
Desculpe Sr(a) FF não o/a quis ofender - perceba que é apenas um desabafo ... ou decorrência de um surto psicótico ainda não fui ao médico ...
ResponderEliminarCORRECÇÃO
ResponderEliminar[referindo-me à publicação na separata ] "Desanimem-se aqueles que cuidavam que lhes seriam assegurados os lugares mesmo sem serem oponentes em concursos.
Há muito que se defende a (RE)classificação profissional face às funções exercidas (falo do sindicato -SFJ), mas a falta de requisitos é um verdadeiro obstáculo à reclassificação profissional que defendem para quem está a ocupar lugar em regime de substituição.
Embora a inviabilidade de reclassificação profissional persista, tal não tem sido obstáculo ao pagamento da retribuição pelo escalão superior (no regime de substituição) a muitos de nós - dos que aceitam tais funções.
Mas é preciso desenganar quem pensa que o exercício de funções típicas de escalão superior, e que impõem o pagamento da respetiva remuneração, dão lugar ao tão apetecível cargo, porque não dão!
Aliás - COMO FOI BEM DITO POR AQUI - o suplemento de recuperação processual é para a acabar - e na melhor das hipóteses será, quiçá, substituído por um qualquer subsídio, concretamente o de disponibilidade se o for - e então, nessa altura, cairá sobre nós a realidade, será uma hecatombe de incomensuráveis dimensões e muitos ficarão desiludidos com o que lhes fizeram e nessa altura o arrependimento não virá a tempo e restará apenas o enxugar de lágrimas de uma acidez tal que mudará para sempre os nossos rostos e nos deixará de queixos caídos.
Triste sina a nossa ... em acreditar em anjos e auréolas de santos que só figuram naqueles que estão expostos nas igrejas à espera que lhes acendam uma velinha ...
Continuamos a ser comidos de cebolada ...
Concluído o processo de negociação com os sindicatos, e ainda antes do processamento efetivo da remuneração que integre este aumento, são exigidos, ainda, alguns passos de cariz legal e técnico, a saber:
ResponderEliminara aprovação em Reunião de Secretários de Estado, o que já ocorreu;
a publicitação do projeto no Boletim do Trabalho e do Emprego (BTE) pelo prazo mínimo de 20 dias, por forma a garantir o direito de participação legalmente previsto. O projeto já se encontra publicado;
após esses 20 dias
o processo legislativo ainda sofre:
a aprovação em Reunião de Conselho de Ministros;
a promulgação pelo Presidente da República;
a publicação do diploma em Diário da República;
a parametrização do processamento do SRP, no sistema de gestão de recursos humanos, de acordo com as novas regras.
Bem pensado
ResponderEliminar"Nenhuma Carta deve ficar sem Resposta"
Mas em que termos?
Ainda decorrem os 20 dias de prazo para o exercício do direito de participação (que é um direito constitucional ENORME ) cuja existência nos é relembrada pela Exm.ª Remetente...
Grau 3... sem sequer saber escrever.
ResponderEliminarNão te trates não....🙄
ResponderEliminarPorcaria de burocracia! Assim se vê a sofisticação deste nosso Portugal!
ResponderEliminarAS coias têm de passar por meia dúzia de capelinhas para justificar ... meia dúzia de capelinhas!
Tristeza!
Nojo sempre contra não quer ouvir nojo!
ResponderEliminarCaros venho lembrar a todos que a Ministra é uma advogada de topo.
ResponderEliminarQualquer advogado o objetivo é pacificar o conflito, independentemente do resultado.
É uma autêntica especialista em resolução de conflitos por isso conseguiu levar a melhor sobre o SFJ.
Obvio que se estivesse de boa fé já estava delineado um calendário das próximas reuniões até á conclusão do estatuto.
Obvio que garantia a integração do suplemento uma vez que o juízes tem vários suplementos integrados a 14 meses.
Assim chego á triste conclusão que a ministra como advogada de topo que é, vai dar migalhas aos OJ , com o intuito de cessar a libertação de detidos...isso sim está a incomodar a tutela..
.
E os esclarecimentos do SOJ acerca da reunião?
ResponderEliminarMigalhas é o que acordaram.
ResponderEliminarFamalicão obrigado.
Força!
Afinal o k aconteceu em Famalicão?
ResponderEliminarEm Vila Nova de Famalicão nasceu a iniciativa do abaixo-assinado para a Assembleia da República
ResponderEliminarVer os comentários que por aqui são feitos espelham de forma assustadora a desunião que existe.
ResponderEliminarApontar erros gramaticais/lapsos de escrita, dizer que os colegas não são merecedores de grau 3, entre tantas outras críticas...
Se se perdesse menos tempo a criticar certamente estaríamos melhor.
Não tenho duvidas que este blog é acompanhado por determinadas pessoas de poder no que toca à nossa carreira.
Ao lerem o que por aqui se passa, é-lhes mostrado que podem fazer o que quiserem connosco, uma vez que não nos respeitamos uns aos outros.
Artigo 2.º Montante do suplemento
ResponderEliminar1- O suplemento é de 13,5 % sobre a respetiva remuneração base.
2- O suplemento é pago 12 meses por ano e considerado para o efeito do disposto no número 1 do artigo 6.º e no artigo 48.º do Decreto-Lei n.º 498/1972, de 9 de dezembro, na sua redação atual, e no artigo 44.º do anexo à Lei n.º 110/2009, de 16 de setembro, na sua redação atual.
Artigo 3.º Suspensão de pagamento
1- Para além dos casos referidos nos artigos 7.º e 8.º, o pagamento do suplemento é suspenso relativamente ao pessoal das secretarias ou serviços quando se verificar que, por razões que lhe são imputáveis, não houve sensível recuperação dos atrasos processuais.
2- A suspensão a que respeita o número anterior mantém-se até decisão em contrário, nos termos do número 4 do artigo 5.º
Artigo 4.º Comissão de avaliação
1- A avaliação da produtividade dos oficiais de justiça compete a uma comissão presidida pelo presidente do Conselho dos Oficiais de Justiça, que tem voto de qualidade, e constituída pelos seguintes membros:
a) Um magistrado a indicar pelo Conselho Superior da Magistratura ou pelo Conselho Superior dos Tribu nais Administrativos e Fiscais, conforme os casos;
b) Um magistrado a indicar pelo Conselho Superior do Ministério Público;
c) Um oficial de justiça a indicar pelo Conselho dos Oficiais de Justiça.
2- A indicação a que se referem as alíneas a) e b) do número anterior é efetuada a solicitação do presidente do Conselho dos Oficiais de Justiça.
3- O presidente da comissão pode delegar a sua competência, sem poder de subdelegação, no vice-presiden te do Conselho dos Oficiais de Justiça.
Artigo 5.º Procedimentos de avaliação
1- A avaliação a que se refere o número 1 do artigo anterior deve realizar-se, em regra, com periodicidade não superior a dois anos.
2- A avaliação a que se refere o número anterior deve ainda realizar-se em qualquer altura, por iniciativa do Ministro da Justiça ou sob proposta a este dirigida pelo Conselho Superior da Magistratura, pelo Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, pelo Conselho Superior do Ministério Público ou pelo Conselho dos Oficiais de Justiça.
3- O resultado da avaliação consta de relatório, devidamente fundamentado, a apresentar ao Ministro da Justiça pelo presidente da comissão.
4- Compete ao Ministro da Justiça, com base no relatório a que se refere o número anterior, decidir sobre a suspensão ou sobre o levantamento da suspensão do pagamento do suplemento