A verdade da mentira ou a lucubração
Decorreu ontem aquela que será a primeira reunião de conversa preparatória para a elaboração do projeto de Estatuto que há de ser apresentado pelo Governo para negociação a sério com os sindicatos.
Destas conversas preliminares à publicação do projeto de Estatuto no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE), o que é que resultou?
De acordo com a nota sindical do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), ontem publicada, da reunião resultou o seguinte:
«De forma preliminar, nesta reunião, foram abordadas várias questões relacionadas com o futuro da carreira, as quais serão aprofundadas em reuniões ulteriores.»
E nada mais é avançado pelo SFJ. Foram “várias questões relacionadas com o futuro” e que hão de ser “aprofundadas” nas novas conversas que se hão de realizar.
Portanto, de concreto, concretamente falando, nada terá acontecido ou sido estabelecido, tratando-se de uma mera conversa sobre generalidades da carreira, a não merecer mais do que uma simples linha na nota sindical.
Mas se o SFJ dedica uma simples frase sobre o conteúdo das “várias questões relacionadas com o futuro da carreira”, isto é, se tão importante tema sobre o “futuro da carreira” e que é, afinal, o objeto da reunião, se resume ao vazio de uma frase na globalidade da informação sindical produzida, que dizer da justificação sobre o pagamento do suplemento na nova modalidade do acordo?
Já aqui o afirmamos antes, seria pouco provável que a máquina governamental conseguisse pagar a atualização do suplemento remuneratório acordado com o SFJ já no mês de julho, sendo mais provável, a correr bem, que o fizesse só a partir de agosto.
Seja como for, mais mês, menos mês, é algo que acaba por ser irrelevante, uma vez que a retroatividade está estabelecida ao mês de junho e junho será sempre, quer a atualização (diferença) seja paga em julho, agosto, em setembro… ou mesmo depois.
No entanto, o SFJ dedica a este assunto um esclarecimento de vários parágrafos (e não só uma linha) em que utiliza a justificação dada pelo Governo para a falta de pagamento em julho com uma desculpa sem sentido. E se o Governo aponta tal inverdade como querendo que seja verdade, é claro que é grave que a entidade governamental acredite na inverdade do argumento, mas, pior ainda, é a gravidade da entidade sindical acreditar na mesma inverdade e até que a difunda aos Oficiais de Justiça sem um mínimo crivo de apreciação crítica.
Diz a nota sindical do SFJ o seguinte:
«O SFJ informa ainda que o Governo nos comunicou que o pagamento do novo valor do Suplemento de Recuperação Processual (SRP), na sequência do acordo firmado entre o SFJ e o Governo em 05.06.2024, cujo valor aumentou para 13,5% e passou a abranger todos os colegas em situação de baixa médica, todos os colegas em situação experimental (vulgo provisórios) e todos os colegas com notação positiva (ou seja, incluindo os colegas com classificação de Suficiente), não iria constar do recibo do vencimento de julho.
Segundo o Governo, tal situação dever-se-á a questões procedimentais, resultantes do facto de só ontem ter sido encerrado o processo de negociação suplementar requerido pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), o que terá impedido a atempada alteração do Decreto-Lei 485/99.»
Ou seja, pensemos bem: o que o SFJ nos conta é que o Governo não mexeu uma palha, gelou, ficou congelado, por ter sido pedida a reunião suplementar pelo SOJ e, portanto, com essa reunião suplementar, o acordo poderia vir a ser alterado, por isso o Governo ficou quietinho a ver se alterava e como alterava o tal acordo firmado com o SFJ.
Será que isto é verdade? Será que o Governo previa mesmo que o acordo poderia ser alterado? Será que alguém é capaz de acreditar que o SOJ chegava lá e dizia para fazer um novo acordo com 11,66% em vez dos 13,5% e o Governo rasgava logo o acordo do SFJ? Ou, pelo contrário, chegava lá o SOJ e propunha uns 15% e o Governo deitava logo ao lixo o acordo do SFJ? Será possível alguém acreditar nisso? Sim, parece que é possível alguém acreditar nisso e, pior ainda, é possível que a crença seja de tal ordem que se atreve a difundir essa mesma convicção.
O Governo nunca deu crédito nenhum, e fez mesmo questão de o dizer publicamente, ao sindicato com menos associados, especialmente depois de ter um acordo firmado com o sindicato com maior número de associados, portanto, crente de que a maioria esmagadora dos Oficiais de Justiça defendem, com unhas e dentes, o acordo firmado com esse sindicato.
Por outro lado, mesmo aceitando-se a hipótese do Governo poder, realmente, vir a firmar um novo acordo, nunca rasgaria o acordo anteriormente assumido com o SFJ, pelo que tal acordo estava, e está, perfeitamente válido e validado, não tendo sido implementado por simples falta do Governo e não por culpa do SOJ, como o Governo pretende fazer crer e o SFJ parece querer acreditar, ao difundir tal desculpa.
Mas, no limite, se se acreditasse mesmo na desculpa esfarrapada do Governo, atirando as culpas para a tal reunião com o SOJ, tendo em conta que o assunto ficou encerrado no dia 01JUL, por culpa total do Governo, que adiou o encerramento para esse dia por ter interrompido a reunião anterior de junho, nunca seria sério acreditar que a responsabilidade do não cumprimento do acordado fosse do SOJ.
De facto, a responsabilidade pela não inclusão do pagamento atualizado do suplemento com o vencimento de julho, cujo recebimento será no próximo dia 19JUL, será de todos menos do SOJ e qualquer pessoa com um mínimo de sentido crítico veria como a desculpa do Governo é desajeitada, por inverosímil, e não acreditaria nessa versão governamental nem, muito menos, a difundiria com o entusiasmo e a profusão como vem descrita, em vários parágrafos, parecendo que esse, sim, foi o assunto central da reunião e esse, sim, foi o assunto com interesse para o futuro da carreira.
Claro que todos entendemos que este assunto não é assunto e que o atraso na atualização do suplemento é perfeitamente admissível, uma vez que a máquina montada processa os vencimentos com antecedência de dois meses, isto é, há sempre um atraso de dois meses desde o acontecimento ao reflexo no recibo do vencimento. Todos os Oficiais de Justiça sabem bem que uma greve realizada em julho só será descontada dois meses depois, em setembro, e que isso não é culpa do SOJ, mas do procedimento de registo e processamento dos salários.
Mas se o atraso na atualização não é tema, é tema, e muito relevante, a mensagem que o SFJ transmite, seja por acreditar acriticamente naquilo que o Governo lhe transmite, seja por não acreditar, mas querer transmitir algo que pode denegrir a outra estrutura sindical que, igualmente, defende os Oficiais de Justiça.
Não sabemos se com a repetição, na nota sindical, de que a responsabilidade do atraso se deve ao SOJ, acontece por crença acrítica em tudo o que provém do Governo, ou, não sendo esse o motivo, se existe algum propósito de simples desacreditação do outro sindicato, mas, seja por um ou por outro motivo, ambos são iníquos, embora um deles seja ainda, para além da iniquidade contida, mais perigoso para os Oficiais de Justiça do que o outro. Será muito perigoso para os Oficiais de Justiça caso a primeira hipótese corresponda com a realidade, isto é, caso o SFJ acredite mesmo naquilo que o Governo lhe vai dizendo, pelo que preferimos, de longe, que não acredite e seja apenas uma forma oportunística de desconsiderar a concorrência.
Termina o assunto o SFJ dizendo que “diligenciou junto do Governo no sentido de realizar o pagamento neste mês do valor atualizado”, isto é, a sua diligência consistiu em pedir ao interlocutor na mesa da reunião que se esforçasse por pagar este mês, não há diligência nenhuma e, logo depois, conclui afirmando que “Pelo Governo, e na sequência de um conjunto de contactos realizados após a interpelação do SFJ, foi transmitido que tudo fará para concretizar tal pagamento até ao final do corrente mês”. Ou seja, embora inicialmente afirme que “diligenciou” termina dizendo que apenas “interpelou” e que quem diligenciou foi, afinal, alguém do Governo, ao efetuar alguns contactos.
Estamos perante uma comunicação defeituosa que induz em erro os leitores menos atentos ou de leituras mais apressadas. Trata-se de uma comunicação pouco rigorosa e, portanto, pouco fiável, o que é, hoje, inadmissível para muitos Oficiais de Justiça que esperam de uma estrutura responsável que os representa, o máximo rigor e verdade possível e se este é o máximo possível, então é um desgosto.
Por outro lado, da leitura crítica que fazemos da mesma nota sindical, vemos ainda nela outra hipótese, a da possibilidade de brevemente alguém se poder vangloriar de que conseguiu mesmo o pagamento com o vencimento a receber a 19JUL, pela tal diligência encetada junto do Governo, portanto, mais uma vitória, se tal vier a suceder, mas, caso não suceda, a culpa será sempre do outro. Todas as pontas estão atadas.
Não é com este espírito que os Oficiais de Justiça se sentem seguros na sua representação à mesa das negociações ou das conversas, formais ou informais, públicas ou privadas.
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Fonte: “Info-SFJ-02JUL”.
O governo está de má fé.. está a gozar com os oficiais de justiça... até para pagar o que prometeu nem pretende pagar..ou seja a miséria dos 30 euros...
ResponderEliminarJá vi bandidos mais honestos.
Andam a preparar-se para fazer uns malabarismos em período de férias.
ResponderEliminarAmbos.
Não falha !!
Defendi a postura do SFJ, quando da assinatura do pré acordo que levou aí cancelamento das greves
ResponderEliminarFi-lo no pressuposto de que haveria um entendimento quanto á urgência de alguns assuntos a tratar, como sejam promoções, preenchimento total dos lugares, ingressos, reforço salarial
Contudo, constato com tristeza do comunicado do SFJ que nada disto irá acontecer em breve, muito menos o estatuto
Teremos assim sido, uma vez mais, enganados pela propaganda e pelo laxismo.
Calendário negocial, parece não haver, previsões para o estatuto, idem.
Assim, não. Mais uma vez, tínhamos uma posição forte que ficou fragilizada pela fraca posição só SFJ
Fartinha destes ataques de sindicatos! Mais uma vez, apesar de se terem sentado juntos à mesa o SFJ atirou culpas para o SOJ. O que vês o aqui é mesmo o jogo sujo da política. PS a denegrir PSD é você versa. É o mau exemplo que os políticos dão e que os nossos 2 sindicatos seguem. Espero que o SOJ ignore estas acusações e persista no seu intento, melhores condições para a carreira.
ResponderEliminarOu seja, a reunião não serviu para absolutamente nada! Aliás, serviu sim. Para nos informarem que as migalhas que o sindicato acordou, não vão ser pagas este mês. Que pobreza....
ResponderEliminarA culpa disto tudo é do SFJ!
ResponderEliminarJá não dá para esconder, e toda a gente, até os mais distraídos, se aperceberam.
Gastem 50 minutos da vossa vida e mudem para o SOJ.
Não muda o passado, mas pode mudar o futuro ...
Abraço.
Não são 50 minutos mas 5 (cinco).
ResponderEliminarBasta ir a "soj.pt" , "associados", "proposta de sócio"
Preencher, receber e mail, assinar e enviar!
Eles (SOJ) depois tratam de tudo junto da DGAJ!
Cinco minutos, para pelo menos sentirmos que fizemos algo para a mudança!
Pensem nisso, e mais um abraço.
Pagar o que devem aos trabalhadores é que nada há de novo.
ResponderEliminarQue vigarice.!!
Não lhes parece que este assunto se sobrepõe aos demais em sede de negociações??
Totozinho
ResponderEliminarDefende mais mentiras
Eheh
ResponderEliminarMais 20 anos de negociacoes e mentiras.
Sfj não aprende. Mais do mesmo.
Demitam-se!
Vergonha
Ouviram ontem o Dr. MONTENEGRO???
ResponderEliminarNem mais um cêntimo...
Puff...
Como é que há uma conversa entre a Tutela e os Representantes dos Trabalhadores e "se conclui": - Nada aconteceu.
ResponderEliminarEstiveram a falar sobre a bola?
São comadres?
Não terá sido uma conversa esclarecedora?
Não será importante a Tutela ouvir OJ, antes de decidir sobre OJ?
Que comentário mais TRANSMORFO.
CHIÇA, está mesmo tudo INQUINADO aqui !
Passar bem, um Galo e um Queijo.
Passou de reunião formal para negociar estatuto, para reunião preparatória para iniciar a negociação. O SFJ e o Governo completamente conluiados contra os oficiais de justiça.
ResponderEliminarEu também gostava que ele tivesse dito que não dava mais um cêntimos aos OJ para além do reforço de 300 euros mensais!
ResponderEliminarMas não, para nós são 10 (dez, twenty, dieci, zehn) euros, 10 vezes menos!
Obrigado SFJ!
O que me parece (e não é nenhum segredo, ou mesmo surpresa) é que o Governo nunca teria qualquer intenção de mover uma palha no já acordado com o SFJ, mas por causa da "negociação suplementar" requerida pelo SOJ, não lhes restava outra alternativa que aguardar. Claro que agora seremos nós a aguardar pelo pagamento acordado. Chama-se pagar o justo pelo pecador. E não tenho dúvida de que foi numa atitude de punir " pela "impertinência e teimosia" do SOJ e de que todos haveríamos de pagar pela demora. Nada de novo.
ResponderEliminarNão sabem mas vão ficar a saber muito brevemente!
ResponderEliminarA carreira de Oficiais de Justiça já acabou - o nome pomposo não passa disso mesmo, de um nome pomposo e o "ofício" da justiça já não prestigia ninguém - já tenho vergonha de o dizer faz muito tempo - aquele orgulho e sensação de pertença a um serviço tão nobre e importante desvaneceu-se nas sucessivas equipas que tutelaram o MJ, fracas, aliás muito fraquíssimas, e incompetentes, deixaram que se caminhasse para uma classe desprestigiada e vulgarizada, sendo desconsiderada por todos!
Era preciso uma posição de força para a revisão da carreira e isso não aconteceu - o SFJ e agora também o SOF estão muito confortáveis com esta situação.
Muitos dos colegas contentam-se e até se regozijam com os cargos que ocupam em regime de substituição que afinal são providos "ad eternum".
Gostei muito das palavras da ex-ministra Dra. Paula Teixeira da Cruz, a única com um pensamento estruturado sobre o funcionamento dos tribunais, o seu papel e o nosso papel, o dos oficiais de justiça.
Tudo o mais, são falantes de algibeira e fazedores de opiniões de ocasião, foram colocados em cargos para deles se servirem ou servirem a alguém numa lógica maçónica que se dispõe ao serviço de uma arquitetura de interesses bem desenhada e que se ramifica à medida que o tempo se escoa e nos torna exangues e sem forças para lutar.
Por isso eu, pessoalmente, já desisti de lutar contra este situacionismo e a única coisa em que penso é onde posso melhorar a minha vida, se é fora dos tribunais, pois que seja e depresso lhe viro as costas sem mágoa ou saudade - certo que atrás de mim virá quem melhor do que eu fará, pois ninguém é imprescindível.
Assim, se sou indiferente ao olhos do Estado, este começa a ser-me indiferente no meu modo atual de ver as coisas, se as coisas estão mal pois que "o Estado" que as melhore, fazendo o que lhe
compete (o espírito de missão e o dever de auto motivação já não fazem parte da virtude de muita gente e da minha pessoa especialmente).
Este país está decididamente perdido pois já não há pessoas sérias nem os assuntos são discutidos e tratados com seriedade, apenas com palavras vãs e com enormes falsidades sem nada ficar resolvido.
A grande medida nos tribunais é pagarem 13,5% em 12 meses em lugar dos 10% ?! e ficamos todos contentes com isso!? continuando com vidas adiadas sem expetativa de carreira e com cargos de chefia designados pelas feições dos funcionários!?
O SFJ entende que é isto que a maioria dos OJustiça quer e é por isso que tomou as posições que tomou.
Só resta abandonar o barco por quem pode ou a resignação e frustração de quem já não tem energia para o fazer!
Dizer:
ResponderEliminar- quando vai acontecer a revisão do Estatuto?
- quando vai ser revisto o quadro das secretarias e, nomeadamente, a fórmula que existe na LOSJ e ROFTJ uma vez que é desrespeitada?
Lembro que atualmente os quadros são fixados ao nível da Comarca, tal como os magistrados, para possibilitarem uma maior flexibilidade na sua gestão reafectando-os ocasionalmente de acordo com a variação dos fluxos de trabalho.
Daí que a anterior equipa - numa lógica que eu bem compreendi embora muitos de nós permaneçam num engano - queria acabar com a distinção da carreira entre Judicial e do MP.
Depois, eliminando as categorias e cindindo-a numa única, transformando-a numa carreira plana, distribuía comumente o conteúdo funcional por igual, e para coordenar as equipas em cada unidade orgânica/serviço, possibilitava a designação de pessoas de confiança - tal como acontece nos meandros políticos - abrindo as portas a uma nova forma, astuta e rebuscada, de controlo paralelo.
Era isto que estava em curso e é isto o que - na verdade já temos hoje - aos poucochinhos vamos assimilando esta nova forma de funcionamento até a enraizarmos e ter a aceitação pretendida.
Mas não há problemas pois os amigos dos amigos dos amigos estão em regime de substituição e enquanto assim estiverem e lhes for prometido que assim ficam nada acontecerá.
E é isto o que se passa - o conformismo generalizado - e para isso mais valia terem aceite o projeto do estatuto ..
Deixem mas é sair todos aqueles que têm pedidos de reforma antecipada.
ResponderEliminarJá estão a demorar quase 1 ano a deixar sair...
Para o ano mudam as regras para pior...
Temos (todos) de parar os serviços, mas há quem não queria perder dinheiro no processo.
ResponderEliminarOra, isso não é possível!
Até essa simples consciencialização tudo não passa de treta, ou tretas!...
Se pararmos a "máquina" na sua totalidade, por alguns, pucos, dias, vocês vão ver como a tutela muda de postura.
Mas lá está, é preciso perder dinheiro, para depois ganhar (mais) dinheiro!
Sem verticalidade, nós, OJ, não vamos lá!
Querias "pôr-te a andar" e os que cá ficavam, ficavam com o deles mais o teu!
ResponderEliminarEra bonito não era?!
Para ti!!!!....
Mais um artigo para denegrir o SFJ..
ResponderEliminarO que fez até hoje o SOJ ou o que conseguiu para os OJ's??
O que o SOJ conseguiu? Veja a nota informativa do SOJ do dia 17-05-2024. Tudo o que o SFJ "conseguiu" com o tal acordo, o SOJ já o tinha conseguido nessa reunião colega! Inclusive, conseguiu que o governo ponderar-se a retroatividade a Janeiro de 2024! O que fez o SFJ de seguida? Aproveitou o que o SOJ já tinha conseguido, vendeu-se por mais 1% e prejudicou-nos na retroatividade que passou a ser só a partir de Julho.
ResponderEliminarGRANDE RESPOSTA COLEGA
ResponderEliminarSim temos que expor os mentirosos com todos os factos !
ResponderEliminarOu seja, Não conseguiu NADA!!!
ResponderEliminarNão conseguiu nada? O SOJ foi o único sindicato que negociou! Os outros, foram a reboque, baixaram as calças por mais uns trocos e ficaram os o mérito do SOJ. Pior cego é aquele que não quer ver. O SFJ estava mandatado para uma coisa e fez outra! A isso eu chamo traição. Acha normal sabermos pela comunicação social no dia anterior à reunião que já havia acordo entre o governo e o sundicato mais representativo da classe? O corno é sempre o último a saber não é? Acordem!!!
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ResponderEliminarNão é difícil perceber isto!
Enquanto não for publicada a alteração ao Decreto-Lei 485/99 não pode existir pagamento.
Se ainda decorria o processo negocial com o SOJ, em sede de reunião suplementar, não era aceitável a publicação da alteração Decreto-Lei 485/99.
O que se diria se isso acontecesse!
Enfim, estamos a discutir um não tema!
O muito pouco conseguido, é de ambos os sindicatos e dos of. Justiça que aderem às greves por ambos decretadas.Mas é muito insignificante para o que tem sido reinvidicado e é merecido.
ResponderEliminarContentaram-se com tão pouco e vão mantendo as pessoas sem acesso a promoções ( calaram-se com um movimento anual que não as contemplou ); mantém-se pessoas em substituição ( que interesses se mantém nisso) e
há movimento para entrada de uns poucos mais, mas mal pagos pois houve um acordo que nāo contemplou aumentos na tabela salarial e na base.
Pelas leituras no sábado, pude ver que greve adiou leitura de acórdāo de homicidio em Albufeira, médico detido em Famalicão, não teve o primeiro int. Judicial e entre uma e 2 dezenas de detidos foram libertados, bem como nāo tiveram lugar buscas e outras diligências policiais,
Então a greve deu visibilidade ou nāo à luta dos of.justiça? Os Oficiais de Justiça sāo ou não muito importantes no funcionamento da Justiça?
Sei que sāo e muito mas alguns não se dão importância a si próprios.
Nesta "onda" o SFJ faz um acordo sem jeito nenhum, desistiu por agora de mais, ficando quase tudo na mesma e o governo só aproveitou.
Ainda bem que outros nāo desistem porque merecemos mais e somos os parentes pobres da justiça desde há muitos anos.
Nāo desistir de obter mais tem de ser o lema.
Já tentei alertar aqui a questão dos regimes de substituição que estão a dar cabo da carreira, já me chamaram de invejoso e afins. A carreira não é unida um pouco porque pessoas querem ascender a categoria de escrivão e secretário e até administradores, que não reunem os requisitos para tal. Já alertei ambos os sindicatos para retirar,o regime de substituição na próxima revisão do estatuto, porque isso só nos prejudica. É triste ver pessoas habilitadas com curso de secretário por exemplo e classificação superior a determinados secretários em regime de substituição que tiveram nota inferior nas provas de acesso e estão a exercer o cargo. Enquanto há secretarias sem escrivão e estão os cargos a ser exercidos por adjuntos. Tudo quer ganhar mais, mas estão a prejudicar a progressão na carreira. Pensem nisso.
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ResponderEliminarNão vamos a lado nenhum porque as secretarias estão cheias de pessoas invejosas e mesquinhas.
logo, sem união.
ponham os olhos nas outras carreiras. Unidas e Batem o pé firme.
quando os vossos filhos tiverem que emigrar porque aqui vocês não bateram o pá a nada, então deitem as mãos à cabeça.
O que se diria não sei, mas sei o que se faria - se fosse um acordo para maior valor - providenciava-se pelo seu ajustamento em termos legais (nova alteração legislativa) pois é assim que o mundo funciona e até se vê por aí retificações pois até neste âmbito acontecem erros... mas de palmatória vêm-se muito poucos pois quando se trata de dar/atribuir á sempre resistências, moderação e ponderação em demasia até!
ResponderEliminarNada disso colega!
ResponderEliminarRepare que o atraso ainda vai provocar um imbróglio maior com a atualização reportada à data negociada - a não ser que, pelo acréscimo de valor, será maior a fatia do bolo retida em imposto (IRS), neste caso não seria má intenção seria antes má-fé e deveria ter uma resposta robusta e à altura do ultraje (se foi o caso).
No mais é esperar pelos trocados para comprar a tal carcaça que o STJ, nos seus cálculos tão afinados conseguiu valorar o aumento do subsídio (podia tê-lo feito em copos de leite, pois todos nós nos assemelhamos mais a isso que a outra coisa, a uns copinhos de leite, porque além de uns mimados falta-nos aquela tez, a dos corajosos e valentes.
Valham-nos os Senhores Magistrados na Administração da DGAJ, no Ministérios da Justiça, como Ministros, Secretários de Estado, e Assessores durante as últimas décadas...
ResponderEliminarSenão, não sei o que seria da carreira dos Oficial de Justiça.
Ainda bem que "estamos entregues" a Magistrados!
Vai ficar tudo bem.
Outra vez o teu comentário da treta!
ResponderEliminarRespondo-te da mesma maneira que já o fiz anteriormente, e pensa numa coisa, se nada tens a dizer de diferente, não digas ... nada ..!
"Eh pá já não há paciência. Todas gente sabe que os magistrados não querem saber de nós!
Toda a gente sabe!
Descobriste isso agora?!!!
Não é preciso fazer esse comentário dias a fio!
Tem juízo, puxa pela cabeça, diz coisas diferentes!"
ABRAM OS OLHOS, MUDEM PARA O SOJ!
ResponderEliminarUi...
ResponderEliminarMais outra cibernauta "pessoa de bem" que sabe a perspetiva da vida exata que cada um deve ter, ou não ter.
Ui-ui... Vai lá vai.
"Mansos"
ResponderEliminarÉ há quem não compreenda a figura de estilo "IRONIA"...
ResponderEliminarO Carlos Almeida já fez algum comunicado sobre a sua posição na reunião?
ResponderEliminarNão te cansas de estar sempre a repetir o mesmo?
ResponderEliminarRecebes comissão como angariadora?
Já mete nojo esse discurso a recrutar associados para o SOJ.
Não te cansas de estar sempre a repetir o mesmo?
ResponderEliminarRecebes comissão como angariadora?
Já mete nojo esse discurso a recrutar associados para o SOJ.
Percebo a ironia mas não a estupidez!
ResponderEliminarNão critique os colegas que não fazem greve por motivos económicos.
ResponderEliminarA greve às audiências foi o maior trunfo que tivemos. Essa sim faria a tutela tremer.
Verticalidade têm de ter os sindicatos. Neste caso o SFJ que se agachou e levou-nos a “morrer na praia” novamente. Tenha vergonha e demita-se Marçal.
ResponderEliminarVenho comunicar a todos que estou a pensar em deixar de ser rei, já estou cansado desta luta inglória.
ResponderEliminarTanto que tenho lutado pela carreira e não dá em nada.
Que atitude ridícula!!!
ResponderEliminarSó por esta campanha agressiva e desesperada de angariação, já é de fugir de vocês como o diabo da cruz!
"Pensem nisso"?
Não há muito para pensar, e se o SFJ não tem agido da melhor forma, vocês simplesmente nada de palpável fizeram.
Resultados:0
Pena que não dá para pôr likes em cada post, se não podias levar 1€ por cada um.
ResponderEliminarSão os PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS, sim senhor!
ResponderEliminarDepois de ler agora mesmo o comunicado do dia de hoje do SOJ, jamais voltarei a acreditar numa única palavra do SFJ.
ResponderEliminarVergonhoso...
Mas qual comunicado? Não fala na reunião do dia 2.
ResponderEliminarDeixa de meter nojo com essa campanha de ódio contra o SFJ.
O nível desse discurso é abjeto e só mobiliza quem não pensa pela sua cabeça.
Ganha vergonha.
Pelo menos um SOJ que pondera, no futuro, em pagar o dia da greve aos associados!
ResponderEliminarAssim, sim.
Claro que está postura cria anticorpos.