PGR sacode a água do capote para cima dos Oficiais de Justiça
Agora que está a um par de meses de acabar o seu mandato, e já começou a arrumar as tralhas das gavetas, a procuradora-geral da República (PGR) deu ontem uma entrevista à RTP e, ao que pensamos, é a primeira vez que dá uma entrevista como esta, em todo o seu mandato de PGR, isto é, uma única entrevista em meia-dúzia de anos.
De toda a entrevista queremos aqui destacar a passagem em que a PGR sacode a água do capote para cima dos Oficiais de Justiça.
Lucília Gago atribui culpas aos Oficiais de Justiça e suas greves, nos casos dos detidos da Madeira, naquela megaoperação que tanto tempo demorou a ouvir todos os arguidos (mais de 20 dias).
Na opinião de Lucília Gago, a culpa da demora nos interrogatórios não foi do megaprocesso, da megaoperação, isto é, não foi das diligências, nem da instrução do processo por parte do Ministério Público, nem da quantidade de arguidos e suas defesas, a culpa da demora, segundo a PGR, deveu-se também aos Oficiais de Justiça e às suas greves.
“A circunstância de estarem a decorrer, à data, greves dos Oficiais de Justiça, não contribuiu de modo algum para o bom andamento dessas diligências”, frisando ainda que a forma como ambos os processos decorreram diferiu muito entre Lisboa e Porto, tendo sido mais morosos na capital devido à greve, comparando com o caso das detenções na claque dos Super Dragões.
É verdade que à data existiam greves de Oficiais de Justiça, como afirma a PGR, e é também verdade que essas mesmas greves ainda hoje vigoram, designadamente, na parte em que salvam os Oficiais de Justiça de trabalhar fora de hora, pela noite dentro, sem qualquer tipo de compensação por tal trabalho extraordinário.
Mas não corresponde à verdade que as greves dos Oficiais de Justiça tenham causado especial transtorno nesses processos, tanto mais que os Oficiais de Justiça afetos a tais diligências sempre trabalharam após a hora em que deveriam sair, fazendo horas extraordinárias, e muitas, não remuneradas nem compensadas. É verdade que não o fizeram pela madrugada dentro, porque os demais intervenientes nesses interrogatórios também não o pretenderam e ainda porque a Lei processual atual impõe limites e já não se pode ir pela madrugada adentro como antigamente ocorria e bem se recorda a PGR.
Quando Lucília Gago afirma que as diligências “à noite não foram feitas até à hora legalmente admissível”, isto é, até, no máximo, à meia-noite (cfr. artº. 103º CPP), entre outras condicionantes, e quando houve Oficiais de Justiça que estiveram no tribunal até para além dessa hora, mesmo num sábado, que dizer?
A demora nos interrogatórios não se deveu às greves dos Oficiais de Justiça, embora tais greves, ocorridas noutros momentos, tenham contribuído para uma mentalidade nova de preocupação com os horários e o excesso de trabalho, sem qualquer compensação, dos Oficiais de Justiça.
Se as greves contribuíram para algo, não temos dúvida nenhuma que, antes de mais, aportaram luz sobre o trabalho escravo dos Oficiais de Justiça e despertaram a atenção de muitos outros profissionais da Justiça que passaram a ter algum cuidado suplementar com os horários, quando antes não tinham.
As greves mantêm-se, especialmente ao trabalho fora de horas, pelo que é perfeitamente natural que, tal como houve problemas até hoje, continuem a ocorrer os mesmos problemas amanhã. E isto porque aquilo que os Oficiais de Justiça clamam há anos e que é, em síntese, nada mais, nada menos, do que o simples aspeto de que se faça justiça a estes profissionais que nela trabalham, se mantém pendente hoje, tal e qual como há 20 anos.
Já António Marçal, solicitado a pronunciar-se na rádio Observador sobre as declarações da PGR, disse que esta “faltou completamente à verdade” e que “deve estar esquecida” de que os Oficiais de Justiça garantiram a realização das diligências “até às 23, até às 24 e mesmo até à 1 da manhã”, trabalhando “sete a oito horas a mais para além do seu horário de trabalho”, pelo que não se lhes pode assacar qualquer responsabilidade pela demora, bem pelo contrário, é “deselegante e é uma mentira”.
Marçal afirma que a “a senhora PGR faltou à verdade nesta questão, que é factual e pode ser comprovada”, questionando-se “em que outras questões poderá também ter faltado à verdade dos factos”.
Questionado sobre a eventual demissão da PGR, Marçal é perentório afirmando que Lucília Gago se deveria demitir, para se poder voltar a dignificar a instituição. “A instituição Ministério Público não merece continuar a ser liderada por alguém que continua a pô-la em causa.”, conclui.
Lucília Gago, na entrevista à RTP refere ainda que “o que deve ser pensado”, são os casos em que “cidadãos detidos pelas polícias, em flagrante delito, designadamente, e que depois não podem ser interrogados por força da greve dos Oficiais de Justiça”.
É isso mesmo que tem de ser pensado e tem de ser pensado pelo Governo, pelo Ministério da Justiça, encontrando as soluções que teimam em não querer encontrar, apresentando alternativas mínimas que consideram satisfatórias e até, ilusoriamente, pacificadoras.
Mas será que alguém acredita que o envio de um e-mail a cada Oficial de Justiça, resolve as reivindicações de mais de 20 anos? E que vai acabar com as greves? E que os detidos deixarão de ser postos em liberdade por efeito das greves?
Ou haverá alguém que acredite que a grande manifestação concretizada por estes dias com o abaixo-assinado para dirigir à Assembleia da República, como alternativa por total falta de credibilidade de outras entidades, significa que existe “paz social” entre os Oficiais de Justiça?
É que o abaixo-assinado não recolheu apenas uma meia-dúzia de assinaturas. Só da nossa parte, sem termos nada a ver com a organização, tendo sido mero veículo transmissor e colaborador, recebemos e reencaminhamos dezenas de abaixo-assinados provindos de todo o país e de todo o tipo de secções, judiciais e do Ministério Público, contendo, no seu conjunto, mais de um milhar de assinaturas.
Foi essa a nossa pequena participação, pequeníssima, mas que denota uma grande movimentação dos Oficiais de Justiça e uma enorme inquietação e isto significa que não há paz nenhuma e que os problemas só podem continuar e continuar até que aquela mensagem inscrita há anos nas camisolas pretas já desbotadas se concretize: “Justiça para quem nela trabalha!”

Fontes: “RTP” e “Rádio Observador”.
Uns dias todos empolgados porque o JIC de Matosinhos fechou portas, criou atrasos levou à libertação de criminosos.
ResponderEliminarOutros dias todos indignados porque fomos acusados em horário nobre de criar atrasos e levar à libertação de criminosos.
A chamada lógica da batata.
Vamos falar do que interessa!
ResponderEliminarDepois de por aqui andar a avisar os sindicatos que deveriam levar as negociações para um reforço salarial, deixando a integração do subsidio para revisão do estatuto, questão desde logo deixada para trás pelo SFJ que preferiu o ganho de 30 euros mensais a prazo que 300 mensais para sempre, eis que outras profissões, enfermeiros e militares, começam já a exigir do governo aumentos salariais por referência a aumentos de outras carreiras (forças policias).
Os OJ perderam, como eu avisei até ao nojo, a oportunidade única!
E não me venham dizer que não era isso que estava em cima da mesa, porque era, como aliás passou e toda a comunicação social - "dignificação da carreira dos Oficiais de Justiça"
As decisões tomadas, o dito acordo alcançado, foram extramente graves, e podem ser contabilizados em milhares de euros que cada OJ, individualmente, perderá pro ano, ao longo de todos os anos que restem das suas carreiras.
Tudo isto é de uma gravidade sem precedentes e , desculpem-me, ultrapassa, ou continua e continuará a ultrapassar a maioria dos temas aqui em questão, isto sem os querer menorizar.
Portanto, caros colegas, quando chegarmos à discussão do estatuto lá virá o governo, como até já o está a fazer, dizer que não há dinheiro para todos.
Mas a verdade é que todos o sabemos o que aconteceu.
Repito mais uma vez, perdemos a oportunidade de numa negociação de 2/3 semanas avançarmos salarialmente o equivalente a anos de antiguidade.
Pensem nisto que vos digo, e acuem em conformidade, promovam a mudança!
Abraço.
Ainda bem que falou nas greves dis oficiais de justiça, para bem ou para mal.
ResponderEliminarAinda bem que falou para ao menos sermos notados.
Por mim, muito positiva essa parte.
Já que teimam em silenciar-nos, assim ainda somos falados.
Haja mais intervenientes a falar em nós.
Já o Marcal pedir demissão da pgr, não me parece de bom tom, quando podia falar noutras coisas da justiça que todos sabemos que não funcionam por desinvestimento.
É o que temos.
Politica à mistura?
Quanto maior a visibilidade dos OJ e das greves melhor!
ResponderEliminar... mesmo sabendo que algumas coisas são desculpas por inoperância própria!
Os funcionários do JIC que estiveram na operação influencer e depois de terem trabalhado fora de horas para agradar as chefias...agora o que sentem por terem na mesma sido criticados...
ResponderEliminarEsta notícia é de extrema gravidade , uma vez que a mesma por outras palavras pretende arranjar uma forma de descartar os oficiais de justiça, ou seja como evitar que os detidos sejam libertados retirando esse poder aos oficiais de justiça..
Aí já se vê o desprezo que os magistrados e a tutela tem pelos o.j.
Bom dia,
ResponderEliminarEstou estupefacto com aquilo que a Exma. Sra. PGR não disse, repito com aquilo que não disse, mais até do que aquilo que disse, onde parece ter assumido a responsabilidade que se impunha nuns casos.
Mas então o que é que a Exma. Sra. PGR não disse?
Não disse que há uma enorme escassez de oficiais de justiça no MP, não disse que é preciso valorizar estes profissionais, não disse que é preciso requalificar os serviços, não disse ou sequer aflorou a importância da coadjuvação aos magistrados que é assegurada por estes profissionais e nem sequer se referiu às polícias (em sentido amplo ou lato), não avaliou o seu quinquénio de funções nem se referiu aos resultados das ações e metas definidas, dificuldades encontradas e medidas gestionárias tomadas - para quem esteve estes cinco anos ligado aos assuntos dos tribunais fica com a ideia de que naquela cadeira tivesse assentado um belo casaco tecido com a mais pura das lãs de cordeiro ou então uma bela pele de raposa tudo seria igual e não é assim.
Estou em crer que a entrevista só surgiu por antecipação a uma reação que seria bastante enérgica, pelas sinergias que espoletou no corpo da magistratura que encabeça e que por estes dias terá encetado uma forma de, no seu seio, dar uma resposta à comunidade, aquela que a sra. PGR se furtava a dar até agora (e se o não fizesse ganhava sentido e corpo o que a sra Ministra da Justiça disse sobre a perda de mão na casa).
É preciso não esquecer que, nos tribunais, há uma carreira bem distinta de uma outra, denominada de carreira do Ministério Público, cujas funções primordiais são a coadjuvação dos magistrados do MP mas que o seu corpo a desconsidera e até menoriza mas chama sempre à colação para justificar os seus insucessos ou má prestação.
Sobre essa classe de profissionais tão importante que considerações foram feitas pela Exma. Sra. PGR? ZERO considerações!
Com incidência sobre a carreira judicial, todas as considerações que foram feitas, segundo o sr. Marçal, foram desfavoráveis e no sentido de - imaginem - se sugerir uma alteração por forma a prolongar a estadia de oficiais de justiça nas referidas diligências (teríamos assim dois grupos de presos, os detidos pelo delito e os detidos pelas funções) que, quiçá como outrora, no seu entender se se prolongassem até ao encavalitar dos ponteiros do relógio quando o sol se esconde e a lua por vezes aparece outras vezes as estrelas ou tudo se ofusca numa noite escura e cerrada em que nada se vê.
Fiquei triste com esta entrevista e com a menorização que me deram.
Se até aqui ainda tinha algum espírito de missão e ânimo, este perdeu-se para nunca mais se recuperar pois agora temos a confirmação de que na máquina da justiça não interessamos a ninguém e somos o "bode expiatório" das más prestações.
Indignação e desilusão profunda.
Noto que o que me indignou, pessoalmente, foi a desconsideração do nosso papel - o de oficial de justiça - tudo o mais não me diz respeito e não estou habilitado a opinar pois outros o saberão fazer melhor que eu que não tenho informação nenhuma sobre os assuntos abordados.
ResponderEliminarNão sei se a Exma. Sra. PGR se portou como o sr. Marçal refere, mas o meu foco vai para a desconsideração gritante e profunda do nosso papel no apoio à magistratura do MP.
Se somos assim tão insignificantes então o melhor é acabar com a carreira como muitos defendem - e muito bem na minha opinião pessoal!
Vamos agora esperar a ida ao Parlamento e ver qual a justificação pelos resultados (bons ou maus).
Mas quem será o novo PGR ?
A magistratura do MP parece querer alguém do seu círculo, um dos seus pares, mas será que é isso que o sistema precisa ou antes uma ideia diferente, uma nova forma de atuação? Não sabemos e só podemos esperar pela notícia sem ansiedade ou grande expetativa pois que afinal não interessamos para nada - parece que aos olhos de alguns não sabemos atuar neste palco embora nos bastidores todos chamem por nós.
Colega para ter este tipo de comentários, é preferível estar letárgico(a)...
ResponderEliminar"...caladinho(a) é poeta..."
Força Matosinhos!
ResponderEliminarForça Famalicão!
ResponderEliminarSOJ
não desistas!
contra o acordo de ninharia.
Acordo dos "papos secos" ou o acordo da "proposta indigna"!
ResponderEliminarAtenção que o exemplo e a adjetivação não são meus, mas sim de um dos sindicatos!
Adivinhem qual?
... nunca poderia ser pelo que acabou por fazer o acordo, pois não?!!
ResponderEliminarSeria absolutamente incongruente, destituído de sentido!....
Não gostam de ouvir as verdades ?
ResponderEliminarQuerem Sol na eira e chuva no nabal ???
comentário das 8.39 - é isso mesmo! Em vez de até ficarmos satisfeitos por tais afirmações, ou seja, a importância das nossas funções e disponibilidade, disparamos para todo o lado como se tivéssemos sido insultados. Eu acho que isto será mesmo um caso de (psci)análise freudiana.
ResponderEliminarJá houve informação do SOJ sobre a reunião de dia 2?
ResponderEliminarO Colega é daqueles "...Yes-Man..."
ResponderEliminarsim já houve!
ResponderEliminarFalaram sobre o SIADAP
ResponderEliminarQuanto à reestruturação dos serviços - configuração dos quadros de pessoal nas secretarias, em termos mínimos, e ao reforço dos quadros - nicles batatóides!
Já agora, sobre o que esta equipa pensa para o futuro e o que espera de nós, que papel têm em mente, adivinhe-se a resposta - nicles batatóides!
Mas animem-se que, aos poucochinhos, a seu tempo vamos descobrir, no seu "iter processual", dizem que nos vão informando "par e passu" sobre os desenvolvimentos - será quase como "as obras do Fidalgo" expressão que no norte usamos para as obras começadas e inacabadas como sucedeu com a pessoa de um ilustre de uma terra "Vila Boa de Quires"!
Resumindo - não têm ideia nenhuma sobre a nossa carreira e o talho do pano que irá servir para as nossas vestes nem sequer está alinhavado, está a ser gizado por alguém que não perceberá do ofício ou então iniciou a sua aprendizagem - só dali sairá uma boa peça se tiver um bom mestre ou caso tenham sido prendados com tal engenho e mestria.
Pela experiência que tenho receio que as vestes não vão ser à nossa medida - pois será outra a medida que terão em conta!
A ver vamos!
Será a medida dada pelas magistraturas!
ResponderEliminarColega o Marçal faz parte daquele tal coro de vozes...
ResponderEliminarDaquelas dos que ficaram chateados e dizem que a PGR derrubou o Governo fazendo com que a esquerda perdesse a maioria no Parlamento e tivessem de largar da mão os nossos destinos, até há quem diga que foi um golpe de Estado (um senhor ex-ministro da cultura).
O senhor Marçal prontifica-se e serve-se a estes interesses políticos - tomando assento num determinado lugar da mesa, situado mais à esquerda e onde não participam as magistraturas - prejudicando-nos seriamente com o que diz e com o que não diz e devia dizer - é uma pessoa manifestamente inepta para as funções que exerce (não duvido que seja boa pessoa e tenha virtudes mas será fora da atividade sindical) e que nos está a prejudicar a todos vai largos anos.
Para o colega o que importa é que se fale - se bem se mal isso já não lhe importa !?
ResponderEliminarOra, se o colega fosse comerciante estaria desgraçado pela má publicidade ao produto que vende a não ser que tirasse rendimentos de uma plataforma suportada no número de pessoas que a visita onde o que imposta é a visualização e não tanto o conteúdo que pode ser "caca" literalmente falando.
Eu não concordo consigo - ou é que se fala pelos melhores motivos ou então é melhor que se calem para não desinformarem as pessoas e criarem opiniões falseadas pela má informação de que são veículos transmissores.
Mal por mal é preferível estar-se calado - não conhece aquele ditado "é pela boca que morde o peixe..." ou da expressão "já me arrependi de ter falado mas nunca de me ter calado ...".
Já ouviu por certo dizer-se de que quem não sabe dançar justifica-se com o "salão que está torto" mas nunca se justificou com o não saber dançar do seu par.
Quando se atribuí culpas a um "par" da equipa de trabalho e na verdade é o salão que está torto, o que se pretende é dizer-se que se dança melhor que o par e por isso quer-se outro par para a dança.
Ora, eu entendo que já "dançamos" à muito tempo a dança das "cadeiras" e já perdemos o lugar faz décadas e o que vivemos agora só o vem confirmar!
ResponderEliminarAs palavras da Srª PGR foram óptimas e pertinentes.
Diria que principalmente destinadas aos que continuam a dar horas de borla nos JIC.
Continuem!
Prefiro o "yes-woman".
ResponderEliminarColega isso já não é relevante, dada confusão que anda aí por causa "...dos géneros..."
ResponderEliminarO comunicado do SOJ é muito elucidativo sobre a última reuniāo com o Governo.
ResponderEliminarOs sócios, bem como os do SFJ, e também porque todos pagam , têm todos o direito e precisam de saber o que é falado nas reuniőes e que lhes diga respeito,
São os sócios e as suas necessidades, o motivo das reuniőes e conversas. Os não sócios, esses usufruem sem custos para o utilizador, tal como nas antigas SCUT(s)...
A dificuldade em comunicar tudo e tudo aos pagantes, foi sempre uma constante ao longo dos anos por parte do SFJ, ă semelhança agora da Exm@ PGR, em não comunicar com os cidadãos.
" O segredo é a alma do negócio" nem sempre funciona e sendo sfj acho que o soj comunica melhor.
Boa escravos do JIC e MP, continuem a dar horas... apesar de terem sido gozados pela PGR continuem....
ResponderEliminarViva aos oficiais de justiça de Matosinhos...
E se o Marçal na vez de estar a emitir, mais uma vez, uma opinião pessoal, mandando a PGR demitir-se, como se a opinião dele contasse para alguma coisa, tivesse aproveitado para apresentar o que vai pessimamente mal nesta profissão?
ResponderEliminarMais uma vez mal!!
ResponderEliminarSim, que falem nos OJS pelas greves e por parar o sistema que nos mal trata há décadas!
Está a brincar não entende?
Pois é colega, eu não sou sindicalizado (já fui por mais de uma década) e tenho que levar com o que decidem sobre a carreira quer concorde ou não com o afinamento que se lhe quer.
ResponderEliminarTodos nós conhecemos bons exemplos e maus exemplos - e não devemos tomar a parte pelo todo ou o todo pela parte - mas convenhamos que o que se decide sobre o nosso futuro - de todos os OJ - é para ser noticiado não é para reservarem sabe-se lá com que motivos (não existe segredo de justiça ou comercial ou sequer negocial).
Transparência é o que se exige e esta não existe em nenhum dos intervenientes que não seja no SOJ, onde, verdade seja dita, nos vão informando sobre as principais novidades.
Os vícios de outros persistem - se calhar influenciados pelo tempo da clandestinidade - teimando em reservar para si o que é decidido por detrás das cortinas e não deve de ser assim.
O ar que se respira nos tribunais é cada vez mais pesado - é imensa a presença de toxidade que provém de vários sítios - e agora até nos querem "amedrontar" com o SIADAP que para muitos de nós é como se fosse o "DIABO".
Quero lá saber se é o SIADAP ou outra coisa qualquer, todos sabemos que temos de ser avaliados como o são outros funcionários do Estado.
Preparem-se que vêm aí os arautos da desgraça, a cultura do medo, e por aí fora.
Todos temos medo de morrer e todos os dias enfrentamos e sofremos as adversidades da vida, e esta será apenas mais uma delas, coisa pouca comparada com outras como a saúde.
Venha daí o SIADAP e o novo Estatuto, do que é que estão espera ? A vida é finita mesmo para quem acredite na transmutação nasce-se noutra pele !
Escravos da operação influencer...e dos super dragões gostaram da escravidão....
ResponderEliminarDEMITE-TE MARÇAL JÁ !!!!!!!
ResponderEliminarFalo por mim e ainda está bem definida a diferença
ResponderEliminarFoi o Carlos Almeida que esteve presente na reunião de dia 2?
ResponderEliminarDisse o colega
ResponderEliminar"E se o Marçal na vez de estar a emitir"
mas queria dizer
"E se o Marçal na vez de se estar a demitir"
Ora, é uma pena, ele emite mas não se demite!...
Onde é que o colega vê a virtude dessa posição que defende e que diz que eu não entendo - eu respeito a sua opinião, mas na minha opinião falar-se mal de qualquer coisa, ou de forma injusta, como muitas vezes sucede não advoga nada em favor do que quer que seja apenas provoca repúdio e desinteresse.
ResponderEliminarÉs tão engraçadinho!
ResponderEliminarÉ pena te faltar o resto.
Diz-me lá, não sei quem, o que é que me falta?!!!
ResponderEliminarE, já agora, porque te incomodou tanto a brincadeira?!!
Desculpem mas acabei de ler a notícia sobre o falecimento da Exma. Sra. Dra. Joana Marques Vidal.
ResponderEliminarFoi a primeira mulher a ocupar o cargo de PGR e de longe, no meu tempo de vida nos tribunais, a melhor pessoa que eu encontrei numa liderança tão exigente como o foi num período difícil para o país, sob o jugo da troika.
Pessoa simples, de bom trato e de uma dinâmica e inesgotável energia que a todos contagiava.
Hoje não é só a magistratura do MP que está de luto, são acima de tudo todos aqueles que apreciam a correção, a retidão e uma liderança pelo exemplo, uma voz que se houve e é escutada, enfim o virtuosismo de quem logrou ver reconhecido o mérito e soube apreciar o mérito em seu redor.
À Sua família e amigos próximos o meu enorme pesar.
acho que não...foi sequestrado pelo ascensorista
ResponderEliminardo palácio
E quando um oficial de justiça alguém ker saber...
ResponderEliminarclaro que sim, quando morrermos tb seremos excelentíssimos senhores oficiais de justiça.
ResponderEliminarEnfim, paz à sua alma e sentimentos à familia, mas para quê tanta cagança.🙄
Vai tudo na mesma posição.
Acordo de 3OO€ para PSP.
ResponderEliminarE por aqui ainda se insiste na porcaria da integração de meia dúzia de tostões, sem se perceber que só nos iria prejudicar na hora de negociar a valorização da tabela salarial, ainda neste ano, que é inequivocamente o que garante um futuro para esta carreira.
Enfim, é mesmo o egoísmo e oportunismo a falar mais alto.
Os mais novos que se cosam.
Ainda bem que não lhes dão ouvidos.🙏
30 euros por mês não dá para uma semana de gasóleo que gasto para ir trabalhar.
ResponderEliminarAté os policias, que sempre ganharam bem menos que nós, já nos ultrapassaram.
Somos o olho do c* de toda a função pública.
20 anos de luta e negociações que não nos trouxeram nada de novo.
Relembro que a nossa tabela salarial é exactamente a mesma de quando eu entrei em 1999.
Uma tabela salarial com 25 anos!!
A culpa não é dos desgraçados que passam os dias nas secretarias e nas salas de audiências.
A culpa é dos sindicatos que nunca tiveram habilidade e não fizeram absolutamente nada ao longo dos anos e deixaram que isto chegasse a este ponto.
Muita conversa, muito paleio, muito comunicado, muitas ameaças e no fundo conseguimos apenas 30 euritos por mês.
E nem sequer nos pagam o que nos devem.
Miséria de vida.
Miséria de sindicatos.
Pobres de nós.
Em 9/7, 13.47:
ResponderEliminarLeia-se o primeiro parágrafo, alguém que resolve poupar uns euros nāo se associando aos colegas, pois sabe que o esforço dos outros o contempla: tal como nas antigas SCUT(s), sem custos para o utilizador.
Agora veja-se tem de" levar com o que decidem sobre a carreira" e esta pessoa o que fez de positivo sobre isto? Já pediu alguma audiência ao governo, já escreveu ao Presidente da República, já se queixou à
Assembleia da República?
Ou seja, não havendo sindicatos e sócios, estaríamos mesmo dependentes da boa vontade anual dos vários governantes ao longo dos anos, porque de modo individual ninguém faz nada.
Querem agora rápido receber o que falta de tantos anos em dívida e esse direito vem de quê? De um processo do sindicato ao qual pago mas que contribui para todos e não me importo nada com isso. É nosso dever ser solidários.