Adesão e efeitos das greves deste longo fim-de-semana
A adesão às greves deste último fim-de-semana, com feriado e ponte incorporados, foi muito significativa. O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) afirmou à comunicação social uma adesão na ordem dos 90%.
Estando a maioria dos Oficiais de Justiça em férias pessoais, com a adesão dos poucos que se encontravam ao serviço, houve muitos tribunais e serviços do Ministério Público completamente encerrados e imensas diligências e atos que não foram realizados.
Devido ao encerramento total, por adesão total dos Oficiais de Justiça em tantos tribunais, não foi sequer possível obter informação sobre todos os casos que ficaram por cumprir, designadamente, com detidos, tendo transpirado para a comunicação social apenas os casos a norte que o Jornal de Notícias, em página inteira, noticiou (Matosinhos e Porto) e não vimos mais notícias noutros meios.
Tivemos também uma informação de que em determinado núcleo, em face da adesão total às greves, foram contactados Oficiais de Justiça que estavam de férias para as que suspendessem e se apresentassem ao serviço, no entanto, todos responderam que se encontravam longe e não podiam comparecer atempadamente.
No artigo do Jornal de Notícias (JN) lê-se assim:
«O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) já tinha avisado para “uma semana quente”, durante a qual “previsivelmente” seriam “libertados cidadãos que deveriam estar presos e mantidos presos cidadãos que deveriam ser libertados”.
Ao JN, o presidente do SOJ, Carlos Almeida, garantiu que “centenas de diligências não foram realizadas, por todo o país”, devido aos “90% de adesão” à greve. “Houve detidos a serem libertados, mas também escutas telefónicas pedidas pelas polícias que não foram autorizadas pelos juízes e mandados de busca que não foram emitidos”, exemplificou.
Este tipo de constrangimentos, diz o dirigente sindical, vão-se “manter enquanto a ministra entender que os Oficiais de Justiça não têm os mesmos direitos dos restantes funcionários públicos”.»

Os casos de detidos que não puderam ser apresentados para primeiro interrogatório judicial dentro das 48 horas, diz o JN que começaram logo na terça e na quarta-feira.
«O JN apurou que, em Matosinhos, na terça e quarta-feira, foram libertados dois homens: um indiciado por tráfico de droga e outro por violência doméstica.
O mesmo se passou no Juízo de Instrução Criminal do Porto: quatro detidos saíram sem medidas de coação, entre terça e quarta-feira. E outro regressou à esquadra da Bela Vista sem prestar declarações.
Na semana passada, em Almada, dois detidos também tinham sido postos em liberdade sem serem interrogados pelo juiz.», lê-se no JN
E relata depois o JN o caso de Matosinhos, da mulher libertada na sexta-feira, detida por ter esfaqueado o companheiro, libertada logo na sexta-feira de manhã, sem a aplicação de qualquer medida de coação.
«Com os Oficiais de Justiça em greve, a suspeita não foi sequer interrogada pelo juiz de instrução criminal do Tribunal de Matosinhos. Devido a um protesto que teve uma adesão a rondar os 90% dos trabalhadores do setor, a situação repetiu-se noutros tribunais, nos quais também não foram autorizadas escutas telefónicas, nem emitidos mandados de busca.», lê-se no artigo do JN que continua a explicar a ocorrência:
«A suspeita da autoria de uma tentativa de homicídio, de 26 anos, foi detida na quarta-feira, já com os Oficiais de Justiça de greve, e passou o dia seguinte, feriado, nos calabouços da Polícia Judiciária do Porto.
Na manhã de sexta-feira, foi levada ao tribunal de Matosinhos para ser sujeita a primeiro interrogatório judicial. No final, o magistrado decretaria a medida de coação que considerasse mais apropriada e a prisão preventiva era uma das possibilidades. Contudo, a detida não chegou a ser levada à presença do juiz. Com a greve a prolongar-se por todo o dia, nenhum dos Oficiais de Justiça afetos à instrução criminal de Matosinhos se apresentou ao serviço e, sem estes trabalhadores, não foi possível realizar o interrogatório.
Como a lei impõe que um detido tem, obrigatoriamente, de ser interrogado no prazo de 48 horas, o juiz teve de ordenar a libertação imediata da mulher detida por tentar matar o companheiro à facada.»

Fontes: "Jornal de Notícias" e "SOJ-Nota-Fb".
Há qualquer coisa que nao bate certo.
ResponderEliminarSó a DGAJ pode suspender as férias de alguém, se foi algum superior hierárquico direto, o pedido não tem qualquer valor.
Por outro lado, se convocar alguém de outro juízo materialmente competente já é ilegal por constituir substituição de grevista, pior se for este o caso e ainda estivesse de férias.
Agiram bem os colegas ao se recusarem a suspender as férias.
As greves começam a fazer efeito e a incomodar a tutela, especialmente se sairem nos jornais noticias de detidos libertados.
ResponderEliminarNão sei por quanto tempo mais vai o SOJ manter as greves. O governo primeiro vai tentar subornar este sindicato com algum acordo para acabar com as greves.
Se o SOJ não ceder a tutela vai partir para a ameaça. É assim que o poder funciona, abuso de poder. Portanto vamos ver se existe mesmo democracia ou é só quando convém a quem está no governo.
ResponderEliminarO SOJ até agora não se borra de medo.
Parabéns
ResponderEliminarSr bloguer
Um funcionário de um juízo que não faça grave é obrigado, caso seja chamado, ordenado pelo administrador, a fazer diligências de outro juízo?
É melhor perguntar ao seu sindicato.Assim estará protegido/a no futuro em caso de aperto. Eu faria isso. Bom trabalho.
ResponderEliminarEu que sou meio burro alguém me pode explicar como o governo com.muita facilidade da aumentos a outras classes sem.lutas nenhumas e a nossa tem que ser esta guerra toda??
ResponderEliminarTemos que andar nesta lama..
Tudo isto é muito estranho, surreal, triste....
ResponderEliminarNão, não é obrigado. Pode e deve recusar e dar conhecimento aos sindicatos para os devidos efeitos.
Telefonaram a Colegas de férias para interromperem as mesmas para substituírem Colegas em greve?????
ResponderEliminarOnde é que isto aconteceu??
Era importante sabermos.
Quem foi a ave rara?
Espero uma queixa crime, no mínimo.....
Eu estive atento aos telejornais e não vi nada.
O incêndio na Madeira teve todo o protagonismo.
É engraçado, sempre que fazemos uma greve destas, acontece alguma coisa.
Seja um incêndio de grandes proporções, um atentado , alguém que se demite, futebol, política, guerra, etc, etc...
Nascemos para sofrer...
Abraço.
FF
Afinal a greve cria mossa!!
ResponderEliminarE mossa criou ainda saída de associados do SFJ para o SOJ ...
O SOJ já não é aquele sindicato de 10 ou 15% do OJ.
Tema, agora, muito mais que isso!
O MJ pensou que teve uma vitória ao acordar aquela vergonha com o SFJ, mas a vitória está a virara derrota!
Teria sido mais importante ter pago um pouco mais, os tais 300 paus que o governo andou a dar a toda a gente, e agora terem paz até à negociação do estatuto!
Eu até percebo a Ministra, já o SFJ !!! ....
Nada mau mas o que aconteceu nos outros tribunais de instrução...marco de Canaveses? Ponta delgada? Faro? Toda a zona do algarve, madeira, vila real?? Coimbra? Guarda? Castelo branco? Etc..
ResponderEliminarAfinal esses não fazem nada?
OBRIGADO
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ResponderEliminartriste mesmo sermos tratados como cães
olhe fazem, a comunicação social é que não falou
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ResponderEliminareu mudei para SOJ
Artigo 535.º - Proibição de substituição de grevistas - Código do Trabalho:
ResponderEliminarnº. 1 - "O empregador não pode, durante a greve, substituir os grevistas por pessoas que, à data do aviso prévio, não trabalhavam no respetivo estabelecimento ou serviço nem pode, desde essa data, admitir trabalhadores para aquele fim."
Nota:
Quando se refere a Juízo, que não seja a lugar de Juiz. Ou seja, por exemplo: um Juízo Local Criminal pode ter J1, J2, J3... Todos os lugares de juízes, ainda que estejam em locais diferentes, com unidades de processos independentes, não deixam de pertencer ao mesmo Juízo, pelo que se entende (salvo melhor opinião) que todos os OJ que trabalhem, seja no J1, seja no J20, pertencem ao mesmo Juízo, não havendo, neste caso substituição de grevistas.
Não faz mal, nao penses mais nisso.
ResponderEliminarPois, mas para quando os resultados das greves?
ResponderEliminarVamos continuar a fazer greves durante mais quanto tempo?
Quais os ganhos?
Quando é que a tutela vai ouvir o sindicato minoritário?
Não deveríamos esperar pela discussão do estatuto e da revisão da tabela salarial?
Digo...
Ok assim é mau pois os colegas não conseguem ver o seu esforço reconhecido...que tal enviarem uma comunicação ao Soj para comunicar todos os tribunais onde existiu libertação de detidos...
ResponderEliminarÉ só Matosinhos porto Lisboa....por amor de deus ....
Quando é que a tutela convoca o SOJ para negociação?
ResponderEliminarPara mim isso é tudo treta e conversa fiada.
ResponderEliminarO que interessa agora é que ambos os sindicatos levem a lição estudada para as negociações e não apareceram lá armados ao pingarelho, com ameaças e a pedir tudo e umas botas.
Se a espinha dorsal do estatuto está mais do que definida, ainda há muitas matérias a negociar, importantíssimas para dignificação e valorização da carreira.
Oficial de justiça no brasil começa com 2.078.43 euros.
ResponderEliminarAinda dizem que lá é o terceiro mundo.
Assim informo que
foi publicado nesta segunda-feira (19/8) o edital do concurso público para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O certame formará cadastro reserva para os cargos de analista judiciário para áreas administrativa, judiciária e de apoio especializado, cujo salário é de R$ 12.455,30. De acordo com o edital, haverá reserva de vagas observando as cotas obrigatórias previstas em lei. Acesse aqui o edital.
Organizada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), a seleção será composta por provas objetivas e prova discursiva. A aplicação das provas do concurso está marcada para o dia 1º de dezembro. Os candidatos ao cargo de analista judiciário — área administrativa — especialidade: inspetor da polícia judicial também farão teste de aptidão física.
Saiba mais no site do Correio.
📸 Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Ou seja no brasil começam a pagar os oficiais de justiça com
Ó rei, tira mais uns diazitos de férias. Descansa a cabeceira.
ResponderEliminarÓ rei, vai dar banho ao real canino.
ResponderEliminarDeixa lá de pesquisar no goolgle e vai estudar.
Em Setembro fecham a tabela salarial
ResponderEliminarSempre que é preciso...
ResponderEliminarMas também é bom que o Carlos Almeida não se meta em elevadores duvidosos... Ou vá às reuniões dizer que o assunto é extemporâneo e lhe apetece mais falar de sonhos...
Enfim, vamos ser honenzinhos com os pés acentes na terra.
Senão não faz sentido!
Sintra não chegou sequer à instrução criminal porque os Inquéritos nem sequer chegaram a entrar no DIAP para promoção de medidas de coacção...
ResponderEliminarNa instrução não estava lá ninguém, mas os processos nem lá chegadam.
Foi libertado um detido por Roubo a estourar as 48h na sexta feira.
ResponderEliminarEntão, se bem entendo, um funcionário do J2 que não esteja em greve, pode ser chamado para fazer o trabalho do J1 em que neste todos estão de greve? é isso?
Então pode dar-me um exemplo em que não poderá haver mesmo essa substituição?
Obrigado e desculpe
Sim é isso. Um exemplo de substituição de grevistas é quando alguém de um juízo cível substitui alguém de um criminal, ou do MP, etc., a não ser em situações excecionais, como durante as férias em que se organizaram equipas para assegurar o serviço enquanto outros estão de férias, algo que é muito comum, por exemplo, em núcleos com pouca gente ou em juízos com falta de gente. Se alguém de um juízo ou do MP está a assegurar determinado serviço combinado antes das férias, não vai agora dizer que não lhe compete.
ResponderEliminarComo é peçoal?
ResponderEliminarA manif é no terreiro do passo ou na sede do sindicato?!
É para avançar ?
Nã é "peçoal" é "péssual" !
ResponderEliminarDipois querem o grao 3!
Quero lembrar a todos que, para além da tutela, estamos também nas mãos dos sindicatos.
ResponderEliminarOs representantes sindicais agem em representação de todos, sindicalizados e não sindicalizados.
Quando vai a uma reunião e apresentam ou rejeitam uma proposta, fazem-no em nome de toda uma classe, obrigando a mesma.
Assim, quando se fazem alguns comentários, com um pouco de vernáculo , chamando a atenção para as possíveis futuras atitudes sindicais, é uma forma de alerta, não é para injuriar ninguém.
Se os dirigentes sindicais se portarem com elevação e nos significarem a todos, pelo menos tentando agir corretamente, também merecerão um B.M. neste caso, um belo de um carro. Noutros casos, á contrário, uma outra coisa que foi apagada, por, supostamente deixar cheiro
Não vale a pena tanto melindre, merda fazemos nos todos os dias
Alinho na manif se for para ir a Lisboa partir umas montras e incendiar uns caixotes de lixo.
ResponderEliminarSó assim nos darão atenção!!
Alinho na manif se for para ir a Lisboa partir umas montras e incendiar uns caixotes de lixo.
ResponderEliminarSó assim nos darão atenção!!
A única tabela salarial possível de aceitar é a dos registos e notariado, acrescida de subsídio de disponibilidade.
ResponderEliminarSe os dirigentes sindicais aceitarem qualquer outra coisa, estão a rebentar a classe.
Isto não são pesquisas do Google são fontes fidedignas e de elevada complexidade obter este tipo de informação...
ResponderEliminarJá arranjei informações do Japão, Afeganistão, Rússia , França, brasil, etc .
Isto não é uma simples pesquisa são conhecimentos profundos.
Tanto faz estarem rosas ou laranjas acompanhados do CDS/PP, foi uma forma de chegarem ao poleiro, se não já tinham desaparecido! É tudo a mesm m..... , realmente há dinheiro para toda a malta ! Para nós migalhas e ainda dão música! Montenegro no Pontal, engana tolinhos e ingénuos ! Vamos aguardar pelo fim do ano! Estou velho e cansado ! É hora de começar a meter umas baixas. Qdo entrei, em 2000' éramos 4 mais o escrivão, agora somos dois e há mais serviço, mais advogados, significa mais litigancia. Por isso ....
ResponderEliminarE é terreiro do paço.
ResponderEliminarIRRA!
Que tristeza de gente.
Mas acha que os OJ's fazem greve por convicção? Isto virou mesmo uma qualquer dependência e não vai ser fácil a desabituação.
ResponderEliminare quando meter baixas, não se preocupe que não lhe retiram na totalidade o SRP e mesmo que depois seja classificado de suficiente, acontece o mesmo tudo graças ao acordo do sfj
ResponderEliminarTodos querem o grão 3 porque é melhor do que o bago 2.
ResponderEliminarO novo estatuto deverá contemplar salário peçoal, pago à peça, portanto, e andamos de facto num terreiro a marcar passo enquanto isto não andar para a frente.
Temos dito.
Vocês estão é mal habituados.
ResponderEliminarOnde estou, levavam com uma visita de um médico em casa para confirmar a preguiça, que era um ápice.
E quando voltassem percebiam que tinha havido uma troca semi voluntária de posto de trabalho.
Mas pronto, é o lema habitual das chefias, de que " não me estou para chatear".
Era um redondo vocábulo
ResponderEliminarUma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa
A formiga no carreiro
ResponderEliminarVinha em sentido cantrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
Obrigado
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