Esclarecimento aos seguidores da “Cartilha”
Após a divulgação da informação do SOJ sobre a reunião de 06AGO, pulularam imediatamente comentários sobre o conteúdo de tal informação, o que é perfeitamente natural, uma vez que houve vários temas abordados nessa informação sindical, temas esses que não são assuntos pacíficos entre os Oficiais de Justiça e suscitam interpretações e opiniões diversas, divergentes e até totalmente opostas, o que, para além de ser perfeitamente natural, como dissemos, é ainda muito saudável e só pode representar motivo de satisfação, pela discussão e reflexão que gera, contribuindo para um maior conhecimento dos temas e um aprofundar de conhecimentos, o que não aconteceria se a informação nada informasse e se com isso todos se sentissem conformados.
No entanto, o SOJ sentiu necessidade de se pronunciar sobre uma das questões apontadas que é a de se considerar se a tabela remuneratória poderia ser revista já, antes da revisão estatutária, ou só depois da revisão estatutária.
Há argumentos válidos para o antes e para o depois, sendo que, em traços gerais, o SOJ defende uma revisão da tabela no imediato, por oposição aos demais que defendem uma revisão da tabela após a revisão estatutária.
Na nota de esclarecimento divulgada ontem, o SOJ admite a razoabilidade da corrente que pugna para a revisão da tabela no pós-revisão estatutária: “As carreiras têm de ser revistas estatutariamente para, posteriormente, reverem a tabela salarial. Argumento que parece até ter algum senso.”, mas alega que este entendimento segue a lógica da tutela e, portanto, aponta no sentido de que as coisas podem ser feitas de outro modo, ao contrário, apresentando até um exemplo concreto.
«Alguns colegas estão a tentar desenvolver uma campanha, segundo a "cartilha" da tutela”, lê-se na nota informativa, sendo a tal “cartilha” o deixar a revisão da tabela salarial para depois, e apresenta de seguida o tal exemplo de outra carreira, também não revista, onde o Governo reviu antecipadamente a tabela salarial por questões de falta de atratividade da carreira, precisamente o que está a ocorrer neste concreto momento com a carreira dos Oficiais de Justiça.
Recordemos mais uma vez que as Finanças concederam autorização para 108 novos ingressos e são apenas 5 os indicados no Movimento Extraordinário, havendo até dúvida sobre se todos esses cinco iniciarão funções. Há, pois, uma urgência, um imediatismo, tanto mais que o Ministério da Justiça diz estar a preparar outro concurso para ingresso, sem que a tabela tenha sido revista, portanto, mantendo a mesmíssima falta de atratividade da carreira, isto é, chovendo-no-molhado.
Diz o SOJ:
«Contudo, pois desconhecem o que se passa no mundo sindical, embora alguns com responsabilidades sindicais, que a carreira dos Polícias Municipais, por exemplo, ainda não foi revista, mas o Governo anterior, por estar essa carreira a perder atratividade, reviu em 2023 a sua tabela salarial, aumentando-a em 20% e acordou avançar com a revisão dessa carreira posteriormente.»
Ora, é precisamente isto que já deveria ter ocorrido com a carreira dos Oficiais de Justiça e, como não ocorreu, ainda se pode remediar, com urgência, abrindo depois concurso para ingresso onde não se consigam apenas 5 candidatos.
Conclui a nota do SOJ assim:
«Consequentemente, quando se defende que é possível rever a tabela salarial antes de rever o estatuto, fala-se com propriedade, pois há trabalho feito e antecedentes.»
Efetivamente é possível aumentar a atratividade da carreira e isso mesmo já foi tentado com o aumento de 3,5% do valor do suplemento, atribuindo-o também aos ingressantes, e isto consistiu numa valorização salarial prévia à revisão estatutária que, para os ingressantes vai resultar num incremento salarial de cerca de 100 euros, no entanto, como é fácil de prever, não vai ser por estes 100 euros que em vez de 5 vão surgir 100 ou 1000 interessados, mas talvez apenas outros 5.
Não há dúvida nenhuma de que o valor salarial tem de ser significativamente aumentado.
Recordemos que há cerca de vinte anos, quando a carreira era efetivamente atrativa, o valor do vencimento de um Oficial de Justiça equivalia, logo no início, a mais de dois salários mínimos nacionais, quase três, e, por isso, os candidatos vinham de todo o lado e um concurso externo atingia, com naturalidade, números enormes como 30 mil candidatos.
Os candidatos com melhor classificação avançavam para todo o país, sem problema algum, e, ao contrário daquilo que hoje sucede, que são raros os candidatos que permanecem na profissão, nessa altura eram raros, raríssimos, os que desistiam.
Ora, comparando a atratividade da época com a de hoje, o vencimento atual não vale mais do dobro do salário mínimo, mas está ali perto do salário mínimo. Por esta ordem de ideias, o salário de ingresso deveria ser hoje bem superior e naquela proporcionalidade com o salário mínimo, correspondendo ao patamar perdido e esse patamar e essa proporcionalidade deveria ser o foco da reivindicação salarial, porque ninguém pode considerar que o aumento dos 3,5% e o alargamento da sua abrangência servirão para atrair candidatos.
Vejamos dados concretos:
Em 1999 um Auxiliar (Escriturário, como se denominava na altura) auferia 159.500$00 Escudos e o salário mínimo nacional era de 61.300$00 Escudos, isto é, o vencimento representava bem mais do dobro do salário mínimo nacional, já bem a caminho de representar quase o triplo de um salário mínimo.
Meia dúzia de anos depois, em 2005, já em euros, um Auxiliar auferia 919,76 e o salário mínimo era de 374,70, isto é, a diferença continuava a ser mais do dobro, embora a diferença já começasse a diminuir.
Atualmente o ordenado mínimo é de 820,00 euros e, por exemplo, para manter a mesma proporção de 2005, deveríamos ter de o multiplicar por cerca de 2,45, isto é, o vencimento deveria ser de cerca de 2000 euros à entrada, porque esta diferença já existiu de facto e com esta diferença para o ordenado mínimo, não havia falta de Oficiais de Justiça em lado nenhum.
Ah! E já agora, a diferença para o ordenado mínimo nacional nunca foi problema para quem tinha ou deixava de ter determinadas habilitações ou graus académicos, bastava com trabalhar num órgão de soberania, exercendo funções que, à data, eram consideradas, só por si, de relevo e especiais.
Vinte anos depois, todos os Oficiais de Justiça podem olhar, a dia de hoje, para trás e verem tudo quanto deixaram perder; tudo quanto permitiram que se perdesse. As tentativas atuais de elaboradas construções de cursos e habilitações não deixam de ser ridículas perante aquilo que esta profissão já foi, sendo igualmente grotesco que os sindicatos recorram a essas justificações que, pura e simplesmente, nunca foram necessárias e que simplesmente voltam a tolher a carreira.
A valorização da carreira deve ser encarada como uma reposição daquilo que foi perdido, de forma incondicional. Os cursos são uma mais-valia, mas não devem ser uma imposição nem fazer com que deles dependa qualquer valorização da carreira.
A cartilha aplica-se também ao aprisionamento e à dependência de que a valorização salarial só pode ocorrer para uns e não para todos e sob determinadas condições.
Ora, sucede que, tal como diz o SOJ, há “antecedentes” e há também o impacto da realidade do presente, pelo que ver os próprios sindicatos a criarem condições, restrições e requisitos para repor a dignidade perdida é um puro disparate, maior ainda quando provindo de entidades que deveriam defender de forma intransigente os trabalhadores que representam em vez de inventar e arranjar esquemas que os condicionam e impedem de voltar a ter a dignidade devida.
A tal “cartilha” vem sendo seguida não apenas pelos outros, não apenas pelo Governo, mas também, infelizmente, pelos sindicatos, e prova disso é a forma como alguns hoje encaram com total naturalidade a invenção da necessidade de requisitos e de outras condições utópicas para a valorização da carreira, sendo ainda prova de tudo isto o estado a que chegou a profissão com a cartilha que tem vindo a ser seguida, não por este ou por aquele, mas por todos.

Fonte: "SOJ-Info-08AGO-Fb".
Onde estão os cartilheiros?
ResponderEliminarEu respondo, aqui e ali.
Obrigado por este contributo diário.
ResponderEliminarNão sei se provém de uma pessoa ou de um grupo de pessoas a manutenção deste Blog a funcionar, mas é importantíssima a sua existência, é por demais pertinente a forma como agita as mentes, a maneira (por vezes com alguma necessária ironia) como vai dando conta dos temas que pendem sobre nós e o nosso futuro enquanto OJ.
Concorde-se com tudo, com parte ou com nada (e esta última parte não acredito que se verifique), é um prazer ler esta forma acutilante de escrita a qual, com toda a certeza, pretende o melhor para todos nós e para esta carreira.
Muito bom, o texto. Parabéns e muito obrigado.
ResponderEliminarBom argumento para a negociação.
ResponderEliminarO Fernando Jorge e o Marçal: ai nossa senhora nos valhas, ou melhor: andar com eles.
E tu Regina, faz juz ao teu nome.
Carlos Almeida já vão quase 20 anos e ainda andas por aí - vê se começas a pensar em passar o testemunho.
K raio de mariquice é esse seu comentário?? É uma notícia como outra qualquer...
ResponderEliminarExcelente.
ResponderEliminarPrecisamos deste sentido analítico pragmático quanto às remunerações, e a comparação com a inflação, também.
Agora venha a Tutela dizer "à não dá..." - Ok, dá cá já o que for possível e ficam a haver o resto. Nós não esquecemos. Esta é a razão... Toda a gente percebe!
Na minha modesta opinião, a actividade representativa colectiva sindical é um trabalho de constante atribuição de valor a quem nos valoriza (o possível, sabendo que nunca fica tudo feito 100%). E não é possível realizar-se esta actividade de forma birrenta, teimosa ou "autista" da realidade humana e política vigente.
Nota:
Os Polícia Municipais há dois tipos:
- Lisboa e Porto são Polícias Municipais fornecidas com efectivos dispensados pela PSP; e
- Os restante Municípios fazem recrutamento próprio. Estes já têm SIADAP adaptado desde 2009. Estão a revindicar uma nova revisão do Estatuto, mas eles já são uma carreira especial revista, actualmente.
Os que são fornecidos com elementos pela PSP (Lisboa e Porto), não sei em que estado está a carreira deles.
Mariquice? Oh colega, se não tem nada para dizer, esteja calado! Fazia melhor figura.
ResponderEliminarElogiável, o parágrafo que refere “Os cursos são uma mais-valia, mas não devem ser uma imposição nem fazer com que deles dependa qualquer valorização da carreira“ e ainda caricato que os sindicatos recorram a essas justificações para refrear a carreira. Digo eu, desenganem-se os senhores licenciados que pensam vir a tomar decisões ou sugestões em processos judiciais ! Nunca o irão fazer!
ResponderEliminarNeste contexto veja-se o que recentemente aconteceu em Inglaterra. Angela Rayner Vice primeira Ministra Britânica, número dois do Governo Trabalhista, a segunda maior economia da Europa, com Doutoramento em Vida Real, sem Formação académica e mãe solteira. Num país onde as elites frequentam as prestigiadas Universidades de Oxford e Cambridge!
Viva os licenciados e os tecnocratas que estão a conduzir-nos sabe-se lá para onde!!m
Mas que raio de texto é este??
ResponderEliminarO caminho para a valorização é a qualificação e sim curso superior...
Mas alguém tem dúvidas que o caminho é o que aconteceu com os solicitadores...
Os mesmos á cerca de 15 anos não era necessário licenciatura para aceder á profissão...
Eram desconsiderados , desrespeitados etc...
Fizeram o seu caminho, ganharam competências e atualmente são respeitados e mudaram a sua imagem.
Na reforma da acção executiva as últimas alterações versaram sobre o conteúdo funcional do agente de execução, os mesmos atualmente oficiosamente tomam diversas decisões no processo e só vai ao juiz excepcionalmente.
Ou seja ganharam autonomia, tiraram carga de trabalho dos juízes.
Tem o melhor plataforma de vendas de bens penhorados, até a estado recorre a tal plataforma.
O mesmo caminho havia de ser feito para os oficiais de justiça ou seja este é o único caminho..
É.
ResponderEliminarHá malta que gosta é de discursar para manadas de cordeiros obediente, sem oposição nem questionamento.
Quando deparam com alguém com uma ideia formada, uma reflexão crítica ou uma ideologia desenvolvida sobre o assunto, vêm recorrente com esta da "Cartilha".
Só que não...
O pensamento é progressista e evolutivo. Aprende-se a desenvolver.
Mas primeiro é preciso conhecer "as Cartilhas" (todas)
Não me interessa tomar decisões judiciais, apenas ganhar mais e acabar com a injusta diferenciação entre auxiliares e adjuntos.
ResponderEliminarJá fica boa a carreira
Muito Bem!
ResponderEliminarNos tempos idos referidos no texto de hoje, a cartilha era a de Aristóteles.
ResponderEliminarNós éramos aquilo que fazíamos repetidamente e a excelência do nosso trabalho era reconhecida em termos salariais, ainda que sem alguma dose de criatividade aqui e ali sobretudo para as tarefas complementares como por exemplo a informática pudéssemos experimentar alguma dificuldade em sobreviver.
Nos tempos que correm não sei se haverá necessidade de mudar o paradigma, achando eu que o padrão sempre se tem mantido desde então mais ou menos inalterável - se bem me lembro um escrivão meu chumbou uma filha de um secretário num estágio -, residindo o problema na falta de recursos humanos, menos ou mais qualificados.
Outra questão mais efetiva será saber se quem de direito permitirá que ele seja alterado.
Os oficiais de justiça nunca me pareceram os criadores, apesar de criativos, sempre os vi como executores, mas não custa nada tentar.
Confiar a DGAJ a técnicos jurídicos de excelência, como acontece há muito tempo...
ResponderEliminarE depois ter recorrentemente que recorrer aos Tribunais para fazer valer direitos básicos colectivos é, no mínimo, incongruente, mas chega a ser hilariante de tão absurdo.
O que faz falta é animar a malta!
ResponderEliminarCom mais um dinheirito ao final do mês, uma reforma diferenciada e o quadro de pessoal reforçado e ficamos, essencialmente, bem!
A(O) colega podia ser mais explícita(o)?
ResponderEliminarInjusta em que termos, salariais?
Por exemplo, sou adjunto há 14 anos, tomei posse em 2000 conjuntamente com mais cerca de mil oficiais de justiça e todos os que estiveram comigo nessa cerimónia que continuam auxiliares ganham atualmente e já há algum tempo a esta parte mais 105€ do que eu.
Lembre-se, que os agentes de execução, foram valorizados por nossa causa. A verdade é que os oficiais de justiça estavam subcarregados com as execuções e ficaram satisfeitos elas saírem dos tribunais. Mas foi o maior erro que cometeram. Deixaram o seu trabalho passar para a mão de outros. Porque na realidade os agentes de execução e solicitadores não tinham muito trabalho a data. Aconteceu o que provavelmente irá acontecer brevemente, ou seja o governo não investiu em recursos humanos para que os processos fossem movimentados com a maior eficácia e eficiência possível. Antes pelo contrário, deu a justiça a privados. Assim os oficiais de justiça perderam a sua força. Atualmente andamos atrás dos agentes de execução a insistir para cumprir vendas juntar documentos ect. E ainda submetemos a apreciação do juiz requerimentos a processos que nem fazem sentido nenhum.
ResponderEliminarExcelente análise !!
ResponderEliminarEfetivamente, tem sido sempre a perder, desde que entrei para estas masmorras.
Sem pretender desviar-me muito do tópico e pretendendo perceber as causas desta perda salarial constante, apercebo-me haver uma classe neste ministério que tudo absorve e tudo domina, desde as retribuições a toda a dinâmica funcional.
Quando temos uma profissão que aufere de um simples subsídio o equivalente ao salário de quem diretamente com esta trabalha, algo de muito grave se passa na perceção de equidade de quem manda e gere.
Não deve existir em mais nenhum ministério uma classe profissional que domine e controle interesses como por aqui.
E esse poder, contrariamente ao que alguns pensam, tem-nos prejudicado e de que maneira!!
É que orçamento, só há um. E quando a parte de leão vai para essa classe...as contas são fáceis de fazer quanto ás migalhas que restam dessa dentada inicial. Não vale a pena fazer muitas mais contas. As coisas são o que são.
Por outro lado, temos a triste realidade de ver rendimentos do trabalho a praticamente não crescer, em detrimento das grandes fortunas que, na Europa, cresceram 13 vezes mais, desde o ano 2000. As maiores empresas nunca tiveram tão elevados lucros como este ano. Alguém viu os rendimentos dos seus trabalhadores serem aumentados?
E sem querer entrar em questões e discussões ideológicas pois hoje não tenho nem tempo nem paciência para fazer ver o óbvio, esta tendência terá de ser invertida, a bem da estabilidade social e económica mundial. Muito radicalismo de direita e de esquerda tem crescido fruto desta desigualdade obscena que vivemos e inerente descontentamento geral.
Os nossos salários são assim o alvo principal desta política de desvalorização salarial em curso. São os rendimentos da função pública que servem de barómetro ao privado e economistas e gestores percebem muito bem essa importância de maximizar lucros, a todo o custo, controlando a despesa com salários.
Ou seja, não bestasse a tendência mundial em curso, ainda temos uma outra causa interna a prejudicar os nossos rendimentos.
É mesmo caso para dizer: Que mais irá me acontecer???
Injustiças existem em todo o lado... Na UO onde exerço funções, tenho um adjunto já com largos anos nessa categoria e eu, auxiliar há meia dúzia de anos, faço o mesmo trabalho que ele, tenho mais números de processos atribuídos e faço sala. O salário ao final do mês é bem diferente. Desculpem-me os colegas adjuntos, mas é muito injusto.
ResponderEliminarConcordo, aleluia que aparece aqui colegas com conhecimentos profundos para de uma forma construtiva podermos discutir e tirar conclusões.
ResponderEliminarSe o estatuto não fosse mudar, eu dir-lhe-ia que, pelo que está estatuído atualmente, o seu caso era mais fácil de solucionar, pois para passar a ganhar mais, do que ganha atualmente, não do que o adjunto ou adjunta que refere, bastaria cumprir os dois requisitos para o efeito, ter muito bom na última inspeção ou requerer uma extraordinária com esse fito, e estar na disposição de ir para qualquer sítio onde houvesse vaga aberta no próximo movimento.
ResponderEliminarNo meu caso até já a Provedoria de Justiça me respondeu que não consubstancia qualquer violação do Princípio da Igualdade ganhar menos do que os meus contemporâneos na tomada de posse, pois que a entidade empregadora é que sabe se mereço ser castigado por ter ousado concorrer para a promoção.
Mas como vai tudo mudar, só lhe posso desejar sinceramente que tenha habilitações e que possa obter a valorização que merece, num futuro próximo.
Se trabalhasse consigo, nesses termos, eu não teria pejo algum em reconhecer essa ou outra qualquer injustiça do género, como reconheço que há no sítio onde trabalho quem trabalhe se não mais do que eu pelo menos melhor sendo auxiliar, mas também já trabalhei com quem me mandasse com os processos para cima da mesa e me dissesse que os cumprisse eu por ser adjunto, quando eu na verdade ganhava menos do que os dois últimos escalões de auxiliar.
Não podemos desistir.
Enquanto lá está está a render.
ResponderEliminarDepois, por pouco que seja e por mais apoio que haja, sempre entra algum nos cofres, pelo menos estatisticamente.
E condenações em incidentes e prática de atos inúteis por não praticar o que deviam praticar:
Bola!
Está a falar da casinha?
ResponderEliminarEnquadra-se na CRP, na parte do direito à habitação condigna.
Mariquice é inoportuno, mas há alguma ingenuidade nesse comentário ou querer que os outros o sejam.
ResponderEliminarNão retiro a importância a este blogue, mas é preciso perceber a sua intrínseca ligação à retorica e visão do SOJ, com a qual discordo vivamente e rezo que seja ignorada.
SFJ Comunicado 16/23: "“A Assembleia Geral Extraordinária delibera mandatar o Secretariado Nacional a proceder à negociação, com o Ministério da Justiça, com as seguintes premissas:
ResponderEliminar1.
Não deixar para trás nenhum dos trabalhadores que atualmente integram a carreira especial de Oficial de Justiça, independentemente da sua categoria ou grau de formação académica;
2.
Integração do Suplemento de Recuperação Processual (SRP) no vencimento e pago em 14 meses;
3.
Garantir uma efetiva valorização remuneratória e funcional na carreira.
TRADUÇÃO:
Marçal é vendido!
1. Espera lá que é mesmo (a cozinhar no malfadado EFJ)
2. Toma 3 carcaças (daquelas que falava)...
3. Grau 2 CHUPA!
É um prazer ler os conteúdos deste blog. De forma séria e imparcial demonstra um contributo sério para a discussão do papel dos Oficiais de Justiça. Pena é que os nossos dirigentes sindicais não tirem partido destas publicações, muitas delas importantes para a carreira. Em vez disso, recorrem a utopia, por vezes substituindo até a tutela.
ResponderEliminarFalando a sério.
ResponderEliminarNem é da minha conta, a existência de...
É um direito adquirido pela classe.
Pode-se concordar mais ou menos com o valor.
Nós com 5% do deles para o mesmo fim, ficaríamos muito bem.
Em relação ao assunto, o que me chocou foi o substancial aumento sobre esse subsídio em plena época das vacas magras da troika.
Bem me parecia...
ResponderEliminarAula n. 19
ResponderEliminarIntromissão dos magistrados na avaliação dos funcionários.
Mais um motivo para os oficiais serem escravizados, e o motivo de andarem sempre a dizer" sim Dr."
Artigo 72.º
Inspecções
1 - A classificação dos oficiais de justiça, com excepção dos secretários de tribunal superior, é precedida de inspecção pelo Conselho dos Oficiais de Justiça e de parecer do juiz-presidente.
2 - Nos casos do Departamento Central de Investigação e Acção Penal e dos departamentos de investigação e acção penal o parecer é emitido pelo magistrado coordenador.
Afinal os magistrados não tem trabalho para andarem a se ocuparem com a inspeção dos funcionários???
Pelos vistos tem tempo que sobra.
Não será o nosso superior hierárquico suficientemente idóneo para avaliar o funcionário em conjunto com o COJ e seus métodos de controlo, aliado ao administrador judiciário e Secretário...
Afinal está gente toda não tem competência para contribuir para a inspeção do funcionário??
Esta norma é inconstitucional uma vez que temos um estatuto independente dos magistrados.
Já foi pior atualmente trabalham com algum controlo..contudo ganharam mais prestígio, estão mais bem organizados do que nós.
ResponderEliminarApesar de concordar em parte com o que diz.
Bem visto...Bem visto...
ResponderEliminarMas acha que alguma vez os Magistrados vão deixar de ter influência na avaliação dos funcionários...!!! Você deve ser muito novo!!! Isso não acontece em lado nenhum, nem nunca vai acontecer aqui nos Tribunais. A última palavra caberá sempre á cúpula!!
ResponderEliminarResposta ao comentário das 10:54:
ResponderEliminarA sensação que tem de que existe uma “intrínseca ligação à retórica e à visão do SOJ” desta página, como refere, é uma sensação que tem que advém da falta de compreensão crítica daquilo que lê pela metade. Ainda hoje mesmo, caso lê-se o artigo até ao fim, poderia perceber que existe um profundo desfasamento com a tal “visão intrínseca”.
Tem de conseguir diferenciar a divulgação de informação da manifestação crítica de opinião.
Por um lado, temos de divulgar a informação que vai surgindo com interesse para os Oficiais de Justiça, a isso nos comprometemos, e, por outro lado, produzimos reflexões críticas dessa mesma informação.
No artigo de hoje, apresentamos a nossa visão crítica e discordante daquela que é a do SOJ e a de tanta gente, pelo que não vale a pena inventar ligações retóricas nenhumas, às vezes coincidem, outras vezes não, que é perfeitamente normal que assim seja, agora daí só apreciarem algumas e as que coincidem, ignorando tudo o mais, quando há aqui uma produção diária, isto é, de todos os dias, desde há 11 anos, resumindo toda esta produção a esse comentário, é algo que nos ofende e entristece.
Sempre disse que esta treta dos cursos e cursinhos e licenciaturas todas xptos inventadas pelo SOJ, vão lixar a carreira. Aliás, está à vista o que tem acontecido.
ResponderEliminarNum Mundo normal sim, ficamos bem.
ResponderEliminarE mais uns quadros superiores nas secretarias para tentar dar um "boost"... Fixe. Ninguém fica a perder.
Só que há egos maiores que a pele... E pessoas que só estariam bem quando regredíssemos décadas civilizacionais e voltássemos aos tempos retrógrados, com que sonham.
Esses nunca estão, nem estarão, bem. Vivem de ódio do progresso alcançado e medo do progresso a alcançar.
É sobejamente conhecida a alergia que o senhor bloguista tem às licenciaturas. Mais uma vez, o demonstra hoje. As carreiras profissionais já há muito que enveredaram por esse caminho. Julgo que não contribui em nada para a resolução em que nos encontramos. Se precisar de tratamento médico vai ao barbeiro? Esse tempo já passou.
ResponderEliminarSupondo que tem filhos, nenhum deles é licenciado?
Espero que não apague o meu comentário.
Resolução do impasse.
ResponderEliminarA carreira foi lixada durante os últimos 20 anos por uma classe sem cursos que foram perdendo direitos face a outra carreiras...
ResponderEliminarPor falta de solidariedade, falta de conhecimentos, falta de espírito crítico..
Apenas se preocuparam com a carteira que na altura era muito bem pago para quem nem cursos nem.cursozinhos tinha...
COLEGA DESCULPE NÃO SEJA ALDRABÃO!
ResponderEliminarBasta olhar para a tabela remuneratória, que, atualmente, em nenhuma categoria imediatamente superior, nem que sejam apenas diferenças de 20€, se ganha menos...
Questão diferente é:
V.ª Ex.ª esteve estagnado desde o Sócrates enquanto estes, agora lhe parece (mas muito ilusoriamente), sobem desmesuradamente e quase ganham o mesmo que o Sr.(Sra.) !
PRECISAMOS ASSIM DE UMA TABELA REMUNERATÓRIA DIGNA!
ResponderEliminarEu vejo assim:
ResponderEliminarO mundo laboral avançou, na carreira OJ, para além de trabalharem com computadores, nada mudou, e o tempo passou.
Muito bem dito..
ResponderEliminarPimba toma que já vai tarde
..
Resposta ao comentário das 13:39:
ResponderEliminarO que é sobejamente conhecida é a iliteracia de alguns comentadores. O autor dos artigos não tem, nem nunca teve nenhuma alergia a licenciaturas, não confunde é a necessidade de as ter para que a carreira seja bem remunerada. São coisas diferentes e que não se devem confundir.
Já aqui nos fartamos de exemplificar carreiras com valorização salarial e mesmo ao nível do grau de complexidade, sem que houvesse como condição prévia cursos, cursinhos ou licenciaturas.
Reafirmamos: a valorização salarial é uma coisa que pode ser independente do grau 3 e mesmo este das licenciaturas. Ou seja, a ver se compreende: há três assuntos: dinheiro, grau 3 e licenciaturas e nenhum deles carece de qualquer um dos outros para poder ser implementado. Não é necessário que se ponham todos no mesmo saco, não é necessário que se verifiquem os requisitos cumulativamente. Quer isto dizer que cada um deles pode existir por si só e ser implementado e desenvolvido independentemente dos outros. Percebe-se?
A implementação do grau 3 não carece da implementação das licenciaturas, mesmo sem licenciaturas o grau 3 pode ser implementado e há exemplos noutras carreiras, mas isto não quer dizer que somos contra as licenciaturas ou os cursos tipo bacharelato, simplesmente achamos que os sindicatos, e desde logo o SOJ, está a pôr tudo no mesmo saco quando é desnecessário. Uma coisa é pugnar pelo grau 3 e outra coisa é pugnar pelas licenciaturas, de forma independente e nunca de forma dependente. Porquê? Porque ao colocar uma implementação na dependência de outra, se uma falhar, não há nada para ninguém e o risco disto acontecer é bem real.
Exemplificando: se só pode ser atribuído o grau 3 com acessos por licenciatura, caso o MJ opte por não criara acessos por licenciatura, o que é muito provável dada a escassez de recursos humanos, já não pode haver grau 3? É neste aspeto das condições e nas dependências que discordamos, tal como discordamos da valorização monetária, do dinheiro no bolso ao final do mês, pensamos que este pode ser aumentado sem outras condições, restrições ou dependências e damos hoje exemplos até com valores concretos.
Esperamos que perceba.
Por fim, quando se refere ao apagar comentários, já explicamos inúmeras vezes e até consta das condições permanentemente afixadas na página. Não pagamos nunca opiniões, sejam lá elas quais forem, apenas os comentários que contenham injúria, difamação ou linguagem imprópria dirigida a indivíduos ou entidades terceiras, isto por questões de responsabilidade legal (penal e civil). No entanto, se tais injúrias nos forem dirigidas, desde que a linguagem não seja demasiado porca, não as apagamos, porque connosco não há o risco de alguém poder vir a ser processado.
Há alguns a desistirem: a pressão dos executados e dos exequentes é imensa.
ResponderEliminarFalo porque ouvi queixas de ex agentes de execução que fecharam os processos e nesses processos ainda há dinheiro para distribuir ao(s) executado(s).
E muitos estão fartos.
Mas que os honorários são principescos não há dúvida nenhuma.
Muito bem. Excelente.
ResponderEliminarCaro Colega, esta resposta não é para si,
ResponderEliminarPelos vistos o lápis azul do gestor deste blogue é muito cioso em relação ao meu ID.
Para o Colega cioso...
Pois fique sabendo que não vai ter mais a possibilidade de cortar os meus comentários...nem precisa de responder a este, pois de imediato vou abandonar este espaço que pelos vistos é seu...
Nem sequer possibilita responder-lhe diretamente...Enfim, isto é uma coutada sua ...
Sem mais!...
As fantasias de Antônio Marçal e da sua direção!...
ResponderEliminarNão é necessário inventar nada.
Basta exigir a igualdade de tratamento que tiveram os Oficiais de Registo e Notariado.
Decreto-Lei n.º 115/2018, de 21 de dezembro - todos, sem exceção, transitaram para a carreira de Oficiais de Registo - grau 3 de complexidade.
Alguns deles, com 4, 6 e 9 anos de escolaridade e muitos com 11 ou 12 anos de escolaridade!...
Apenas para os futuros ingressos é que é exigida a licenciatura.
Marçal, em matéria negocial, liga sempre o "complicometro" e lixa tudo!...
Eu explico não faz sentido existir tal distinção, cada um com os seus processos nos diferentes momentos.
ResponderEliminarOs auxiliares fazem trabalho hoje em dia denominado de auxiliar e o de adjunto (a preço de saldo) já o inverso valha-me Deus, querem o nível 3 e depois dizem que não podem ir para a sala porque não sabem pôr a gravar a audiência.
Devia ser tudo nivelado por cima, naturalmente, até para preencher lacunas de lugares, que não podem ser preenchidas devida a esta distinção sem sentido
Este modelo está obsoleto assim como o atual estatuto que permite a substituição de categorias a preço surreal.
É injusto porque não contempla a capacidade apenas a antiguidade.
R sobretudo não responde às atuais necessidades da profissão.
Para mim, é dos principais problemas da nossa carreira.
Quem tiver do lado de lá certamente consegue facilmente identificar isto.
Principalmente a cartilha das varas criminais.
ResponderEliminarAs quais não são de porcos tal como também as manadas só podem ser de animais de grande porte.
Eu cá li até ao fim.
ResponderEliminarE notei bem que para o final até foi o SOJ que levou mais por tabela.
Desde que navego por aqui, confesso que me fica a impressão de que o blogue acompanha mais vezes o SOJ, sem deixar doutras de discordar com ele, do que o SFJ, mas pus-me a pensar e concluí que se calhar é porque o SOJ ainda assim tramará menos os OJ do que SFJ. Se isto é assim mesmo ou não, não sei, a minha visão não é absoluta.
Certezas, certezas, só tenho uma, quem não nos ama e se está nas tintas para nós, sei bem quem é, não lhes podemos dar o flanco e não estou a falar certamente do Oficial de Justiça, nem tão-pouco do SFJ ou do SOJ...
Resposta ao comentário das 15:08:
ResponderEliminarReiteramos que não se trata de um lápis azul que risca, sublinha ou delimita, permitindo partes. Como tal não é possível, todo o comentário anómalo tem de ser suprimido, ainda que contivesse partes interessantes que, infelizmente, por um excesso de linguagem ficam logo prejudicadas.
Assim, são suprimidos conteúdos excessivos e que possam dar origem a problemas legais e não por qualquer controle de identificação. Aliás, essa sua autoconsideração de que a sua pessoa é o centro do Mundo e que está sempre a ser vigiado é um perfeito disparate.
No que diz respeito à possibilidade de responder diretamente, pode sempre fazê-lo por aqui ou, como toda a gente faz, via o e-mail próprio que está permanentemente afixado na página e que é: OJ@sapo.pt
No que se refere ao abandono e à alegação de que nunca mais vai voltar, é uma pena que não queira continuar a poder saber mais e querer continuar com essas opiniões e posturas ridículas, mas é a vida, uns vão, outros vêm, nada se perde, só se tem a ganhar.
LOSJ - Lei n.º 62/2013, de 26 de Agosto, regulamentada pelo Decreto Lei n.º 49/2014, de 27 de Março.
ResponderEliminarPeço desculpa se confiei na tabela remuneratória que o aldrabão do blogue aqui publicou no artigo do pretérito domingo, dia 28 de julho de 2024.
ResponderEliminarAliás, a propósito deste assunto, dizem-me associados do SFJ que o mesmo divulgou informação acerca de uma tabela única da função pública que afirmam estar em vigor desde a última revisão estatutária e que já não existe atualmente nenhuma tabela remuneratória de oficiais de justiça, e de facto eu tenho andado com essa pulga atrás da orelha e, como agora parece vir a talhe de foice, gostaria de pedir esclarecimento ao blogue.
ResponderEliminar10 € por dia, 300 € por mês e 4.200 por ano.
ResponderEliminarLixou tudo, lixou!...
Somos um carneiros
ResponderEliminarTrabalham por gosto quase de borla.
Forca ai, que os governantes agradecem o que lhes dais a galhar para as suas vidas de rei.
Continuem escravos!
Até que enfim...
ResponderEliminarEspero que esta malta perceba.
Este comentário devia ficar em destaque para os muchachos licenciados perceberem o que está em causa.
Infelizmente muitos deles não vão compreender....
Há coisas que não se apreendem nas universidades....
Abraço.
FF
Segundo a tabela remuneratória de 2024 que referi ter sido o mês passado aqui publicada no blogue, um secretário de justiça do 5.º escalão ganha mais do que um secretário de tribunal superior ou do que um inspetor do COJ de 1.º escalão.
ResponderEliminarSegundo a mesma tabela, também um escrivão de direito e um técnico principal do 6.º escalão ganham mais do que um secretário de justiça do 1.º escalão.
Ainda de acordo com o mesmo documento, um escrivão auxiliar ou um técnico de justiça auxiliar do 6.º escalão, ganham mais do que um escrivão adjunto ou um técnico de justiça adjunto dos primeiro, segundo e terceiro escalões.
Finalmente, novamente fazendo fé na referida tabela apresentada pelo blogue, um técnico de justiça auxiliar ou um escrivão auxiliar do 5.º escalão ganham mais do que um técnico adjunto de justiça ou um escrivão adjunto do 1.º escalão.
Já vi que vais ter um mês de agosto, com muito trabalho. Não sei se este provérbio, penso que dos Balcãs, te vai dar forças, mas, aqui vai na mesma “Quem chega aos 40 anos e não tem “inimigos”, é porque viveu uma vida com pouco significado”.
ResponderEliminarUm muito obrigado, por tudo o que tens feito, pelos oficiais de justiça.
Eu quero dois mil euros por mês a cair na conta e mais nada!!
ResponderEliminarA mim só me interessa o que me cai na conta no fim do mês.
Os graus não me pagam as contas, nem enchem a minha despensa.
Não quero saber dos graus para nada.
Quero dinheiro 💰 e que paguem o que me devem!!
Claro que existe uma tabela própria dos Oficiais de Justiça e também uma denominada como "única" da função pública.
ResponderEliminarExistem ainda muitas outras tabelas das carreiras da função pública e todas estão disponíveis, mesmo a dos Oficiais de Justiça, para além da nossa página, também no sítio próprio oficial da DGAEP, entidade governamental.
Esclarecedora a comparação entre os salarios minimos nacional e da categoria de auxiliar nos idos anos noventa, principio deste século XXI e corrente ano.
ResponderEliminarDa para ver a erosão do poder de compra que tivemos desde o princípio deste sec.
Na mesma proporção de à 25 anos atrás deveriamos
ter um salario à volta de 2000 euros.
Isto para quem acha que pedir ordenados desses valores é demais que pense então que afinal o pais não evoluiu mas regrediu e não houve criação de riqueza.
Ou melhor houve e há mais riqueza mas está nas mãos de alguns poucos enquanto a multidão de escravos está cada vez pior.
Eu não sou comunista mas tenho olhos de ver e sei ver que o grande problema do capitalismo é saber distribuiu e compensar quem trabalha.
Pois, então não há aldrabice nem revogação nenhuma.
ResponderEliminarDa nossa de 2024, a tal que foi aqui publicada no pretérito dia 28 de julho, constam de facto os enquadramentos que reportei, desde o secretário de justiça do 5.º escalão que ganha mais do que o secretário de justiça de tribunal superior ou o inspetor do COJ de 1.º escalão até ao auxiliar do 5.º escalão quer do MP quer do Judicial que ganha mais do que os respetivos adjuntos de 1.º escalão, passando, claro, pelo auxiliar do 6.º escalão que ganha mais do que os adjuntos do 1.º, 2.º e 3.º escalões.
Pois sim, mas se o grau subir um pontito o teu ordenando também vai subir!
ResponderEliminarNão é preciso muita coisa para se ser apelidado de comunista.
ResponderEliminarNão me orgulho disso, mas a única vez que perdi a urbanidade com um utente foi em meados de 2014.
É só para contar mais uma estória.
Estava a trabalhar numa genérica a atendi uma chamada sobre um processo cível de um demandante que precisa duma certidão para um efeito qualquer.
Quando lhe estava a tentar explicar o que era o trânsito em julgado, que ainda não tinha transcorrido, disse-me que me pusesse à tabela - não foi este o exato termo mas já não me lembro de qual foi o que usou - que era do PSD, chamou-me seu comunista e disse-me que era ele quem me pagava o ordenado e eu tinha que fazer aquilo que ele queria.
Foi a única vez que desliguei o telefone a alguém.
Muito bem!
ResponderEliminarExiste a relação entre o ordenado de entrada de então e o salário mínimo, a que tem que acrescer o ganho de riqueza do país desde então até agora!
Será brutal, se alguém fizer a conta!
Ordenado de OJ em 1979 em relação ao Ordenando Mínimo de então, mais o crescimento do PIB per capita!
Façam favor (consultem o instituto de estatística),
Que sapiência... mas quando sobe do terceiro de auxiliar... já não vai para o primeiro de Adjunto. Ou vai "cartilheiro"?!?!?
ResponderEliminarALDRABÃO NÃO HÁ OUTRO NOME!
ResponderEliminarEfetivamente, aproxima sempre ao 2.º ou ao escalão que mais se aproxime, logo é ALDRABÃO!
ResponderEliminarOs 200 do penúltimo concurso, esses sim foram prejudicados... o SFJ vendeu que ganhou a ação para todos os efeitos legais (2021), MAS A DGAJ aproximou-os ao escalão à DATA DE 2021, e os seguintes mesmo mais novos catapultaram para o 4.º de adjunto. Os SINDICATOS SABEM ISTO CLARO!!!!! Mas o que fazem é CONLUIO...
ResponderEliminarNO MINÍMO CONIVENTES.
ResponderEliminarObrigado bloguers.
ResponderEliminarE que nunca percam o animo.
Calma "Confucio"...
ResponderEliminarSão figuras de estilo literarias...
Nessa altura acontece algo de fantástico, passa para a frente em vencimento mas vai para trás em antiguidade.
ResponderEliminarO que diz bem das cabecinhas pensantes que elaboram as tabelas.
Deve ser isso então o Direito...
ResponderEliminarAproximar 20 por baixo é o mesmo que aproximar 20 por cima.
Quem não ama = Marçal + Ministra
ResponderEliminarTá quieto, que dá trabalho!
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