A pública, mas parca, homenagem aos Oficiais de Justiça, vinda de Setúbal

      Na rentrée dos tribunais, eis que o presidente do Tribunal da Comarca de Setúbal, António José Fialho, fez uma análise daquilo que foram as alegadas férias judiciais de verão, relativamente aos Oficiais de Justiça.


      E diz assim:


      «Terminaram as férias judiciais.


      Em primeiro lugar, importa referir que, durante este período que, nos termos da lei, decorre entre 16 de julho a 31 de agosto, a única diferença é que não são praticados atos nos processos que não são considerados urgentes e é normalmente neste período que os juízes, magistrados do Ministério Público e os Oficiais de Justiça gozam as suas férias pessoais.


      Este é um direito que ninguém contesta e, em relação aos processos não urgentes, importa ter presente que as leis processuais atribuem natureza urgente a um conjunto significativo de processos, em diversas áreas, não apenas pelos interesses envolvidos, mas também pela relevância social das questões.


      Como exemplo, destaco os processos relativos a crianças em perigo, os processos de adoção, os processos de violência doméstica, os processos de insolvência, os processos de maior acompanhado, os processos que digam respeito à liberdade das pessoas (presos), os processos relativos a algumas questões laborais, os processos relativos ao arrendamento ou em que estejam em causa interesses patrimoniais relevantes, entre outros.


      Em suma, ao contrário do que alguma imprensa noticiou, os tribunais nunca estiveram fechados, havendo apenas uma pausa para permitir o gozo das férias pessoais dos magistrados e Oficiais de Justiça, algo que seria mais complicado de garantir em plena laboração, para além de que a realidade social tem demonstrado que também é o período em que os advogados organizam os seus escritórios e é mais difícil conseguir a comparência de muitas pessoas nos tribunais por se encontrarem de férias.


      Feito este esclarecimento, reservado para um momento em que a “silly season” já terminou, quero aqui prestar uma pública homenagem aos Oficiais de Justiça da Comarca de Setúbal que, neste período de férias judiciais e fora do gozo das suas férias pessoais, colaboraram na redução das pendências acumuladas ao longo do ano por força da elevada situação de défice de recursos verificada nos serviços do Ministério Público.


      Não foi público, mas, durante este mês e meio, os Oficiais de Justiça dos serviços judiciais do Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal prestaram a colaboração que lhes foi pedida pelos órgãos de gestão com vista a reduzir o serviço atrasado que havia sido identificado por força da falta de recursos humanos nos serviços do Ministério Público.


      Em poucas palavras, para além de assegurarem o trabalho urgente que não podiam deixar de fazer durante o período das férias judiciais, ainda dedicaram parte da sua atenção e trabalho a ajudar outros colegas confrontados com um número excessivamente elevado de tarefas e de processos que não puderam tratar até ao início das férias judiciais.


      É um esforço louvável que demonstra bem a qualidade e a dedicação dos verdadeiros Oficiais de Justiça, aqueles que merecem ser tratados por este nome.


      Apesar da falta de reconhecimento público e político pela função que exercem, não se negaram a colaborar na regularização dos serviços, efetuando um trabalho que não lhes era exigido e sem receberem mais por isso.


      Quem pode afirmar o mesmo noutras atividades públicas ou privadas?»


      Esta realidade que o juiz que preside ao Tribunal da Comarca de Setúbal nos traz, conflui naquilo que hoje em dia sucede por todo o país e que consiste em ver os Oficiais de Justiça dos tribunais a ajudar os Oficiais de Justiça dos serviços do Ministério Público, ao longo de todo o ano, com colocações permanentes e não apenas uma vez por ano, por volta das férias judiciais de verão, como o relato nos dá a conhecer.


      Há imensos Oficiais de Justiça dos tribunais a exercerem funções diárias no Ministério Público e, não fosse esta ajuda – com a necessária perda de elementos nas secções judiciais –, já haveria muitos serviços do Ministério Público encerrados, mais ainda do que aqueles que hoje foram comunicados.


      Sabemos como os serviços do Ministério Público sugam, hoje, Escrivães Auxiliares, Escrivães Adjuntos e ainda Escrivães de Direito, assim contribuindo para que o estado dos serviços do Ministério Público não seja mais caótica do que aquilo que já é, em face do grande défice de Oficiais de Justiça, nos serviços do Ministério Público e nos tribunais, situação que se vem minimizando, com o método do “Tapa aqui e destapa ali”, mas, como se disse, minimizando; ou melhor: reduzindo o risco do encerramento imediato dos serviços do Ministério Público por todo o país.


      No que se refere, em concreto, ao reconhecimento dos Oficiais de Justiça, vimos como neste público reconhecimento dos Oficiais de Justiça dessa Comarca de Setúbal, faltou, ainda, o reconhecimento a todos os demais outros bravos Oficiais de Justiça que, destemidamente, enfrentaram, e enfrentam, as contrariedades da vida, tal e qual ela é.


      No entanto, esse método não é o adequado para solucionar os problemas na justiça, desde logo porque é um métodos sazonal, isto é, que só corre  uma vez a cada ano, por altura das férias judiciais de verão, o que é manifestamente insuficiente e, por outro lado, porque a característica do “tapa aqui para destapar acolá”, embora resolva aqui, acaba a complicar acolá.


BorboletaAguia.jpg


      Fonte: "O Setubalense".

Comentários

  1. Anónimo4/9/24 08:29

    Já temos novidades basta ver a página do SOJ.

    ResponderEliminar
  2. Anónimo4/9/24 08:39

    Sim!
    Fresquinhas e boas!
    Só este sindicato proativo para informar os sócios das atividades desenvolvidas e do que propõe para a carreira!
    Sim, não é só discordar!

    ResponderEliminar
  3. Anónimo4/9/24 08:42

    Calma que o sindicato vai emitir um comunicado ao longo da manhã para dissipar algumas dúvidas que têm surgido por aqui.
    Obrigado.

    ResponderEliminar
  4. Anónimo4/9/24 08:48

    Já vi a proposta do aumento vamos ser aumentados em 500 euros.


    Boa finalmente conseguimos.

    ResponderEliminar
  5. Anónimo4/9/24 08:52

    tamos ???????????????

    ResponderEliminar
  6. Anónimo4/9/24 08:56

    ... banho ao cão!

    ResponderEliminar
  7. Anónimo4/9/24 09:17

    Relativamente ao grau, chegou a ver alguma coisa?

    Obrigado.
    Cumprimentos.

    ResponderEliminar
  8. Anónimo4/9/24 09:18

    Trabalham por 3, ficam com o grau 3.

    Tu vais ficar com o grau 1.

    Depois não te queixes.

    ResponderEliminar
  9. Anónimo4/9/24 09:19

    No "meu" tribunal, a partir das 16h vários colegas do judicial juntavam-se na conversa (e não antes por conta do atendimento ao público).
    Nenhum se voluntariou para ajudar os serviços do MP absolutamente afundados (como não lhes é devido) mas também ninguém lhes propôs tal.
    Iniciamos setembro com 6 OJ para 10 procuradores. Temos 2 baixas prolongadas e sem previsão de regresso.
    Somos o núcleo com mais pendência e entradas e o menos considerado.
    A resposta do órgão de gestão é "não se mexe no que está bem".
    E a disparidade na capacidade de resposta dos serviços torna-se imensa!

    ResponderEliminar
  10. Anónimo4/9/24 09:34

    Ahahaha confia

    ResponderEliminar
  11. Anónimo4/9/24 09:35

    Se ninguém tá preocupado...não se preocupem também. Só há mudanças quando estiver completamente afundado.

    ResponderEliminar
  12. Anónimo4/9/24 09:45

    No CEJ sairam 200 novos juizes e ouve um juiz que disse que deveriam ser o dobro para cobrir as necessidades dos tribunais.
    Assim se vê as prioridades dos nossos governantes.
    Quanto a oficiais de justiça, parece que vão tomar posse 3 (três).
    Sem stress.
    Continuem a ser otários e a trabalhar por 2 ou 3.

    ResponderEliminar
  13. Anónimo4/9/24 09:47


    Eu não louvo nada esse tipo de atitude.

    Já a tive há muito tempo atrás. Até sábados trabalhava, na esperança de mudança para melhor,

    mas afinal tudo piorou em todos os sentidos. Basta ver os 200o funcionários que faltam e nada é feito.

    Cansei.

    Quem quiser que faça o trabalho de 3 ou 4 e sem receber nada mais. Mas mesmo agora a pagarem-me não aceitava.

    CHEGA!

    vão chular e escravizar a família deles!

    Por mim nem mais um minuto além do horario.

    ResponderEliminar
  14. Anónimo4/9/24 09:54

    Acabar com as férias judiciais resolvia muitos problemas... E vários abusos também.

    ResponderEliminar
  15. Anónimo4/9/24 10:21

    E acabar com férias não judiciais, também resolvia?

    ResponderEliminar
  16. Anónimo4/9/24 10:25

    Colega:
    Não se apoquente.
    09:00-12:30
    13:30-17:00
    Cumprimento rigoroso da greve às horas extraordinárias.

    ResponderEliminar
  17. Anónimo4/9/24 10:29

    ferias judiciais só mesmo neste país. uma aberração.

    ResponderEliminar
  18. Anónimo4/9/24 10:30

    E vão dois...

    ResponderEliminar
  19. Anónimo4/9/24 10:33

    Assim, no final como não há atrasos não é preciso mais ninguém.

    ResponderEliminar
  20. Anónimo4/9/24 10:38

    isso é falso. Há férias judiciais na maiores dos países da UE.

    ResponderEliminar
  21. Anónimo4/9/24 10:39

    É isso mesmo. É trair a carreira.

    ResponderEliminar
  22. Anónimo4/9/24 10:42

    Infelizmente continuamos a dar para o "peditório" que nos estrangula.
    Este publico agradecimento aos colegas de Setúbal cheira a esturro. Daqui em diante todas as vias estão abertas para que a situação continue e se agrave.

    ResponderEliminar
  23. Anónimo4/9/24 10:44

    Já tivemos prescrições e nem assim...mas um dia estoura mesmo e as responsabilidades vão ter que ser assacadas.

    ResponderEliminar
  24. Anónimo4/9/24 10:44

    É mesmo isso!

    ResponderEliminar
  25. Anónimo4/9/24 10:56

    Tanto comentário de treta... só quem sabe do convento quem lá vai dentro...

    Os que tanto falam, são aqueles que em tempos idos iam trabalhar aos sábados e levavam os filhos para brincar nos corredores dos tribunais e, quando maiores os colocavam a arrumar papel...


    O que está em causa é secções que não tem (muito) serviço urgente a correr, ajudar aqueles que estão afundados e isso tem um nome, cooperação!

    ResponderEliminar
  26. Anónimo4/9/24 11:10

    É esse o espírito... assim não é preciso contratar ninguém. Bravo classe "cooperadora". Depois levam uma palmadinha nas costas como vencimento. Bravo heróis nacionais.

    ResponderEliminar
  27. Anónimo4/9/24 11:26

    Bom dia.

    Estamos em setembro de 2024 - os relógios agora avançam mais depressa encurtando a luz do dia e amenizando o calor da noite tornando frescas as manhãs que lhes sucedem. Pela aurora começa o boliço generalizado, com uma energia contagiante de corpos e entes recuperadas que para muitos abrandará pelo entardecer e para tantos outros só ali será incrementada, começando onde muitos acabam, fazendo no escuro o que muitos fazem às claras.

    Estranhamente, ali por Setúbal, num período em que se queria de recuperação física e psicológica, deitaram-se a fazer precisamente o contrário, ali se esgotando toda a energia que havia sido recuperada - é por demais evidente a incapacidade natural de quem gere recursos humanos nos tribunais, que se socorre da sua resiliência pensando estar a resolver um problema está-se na verdade a criar um ainda maior ( o problema é estrutural e não conjuntural).

    Nos tribunais, principiou mais um ciclo, e é bom lembrar o que noutros setembros idos, uns mais distantes que outros, se falou a propósito dos nossos problemas.

    Assim, em 2022, o SOJ, numa reunião institucional no Conselho Consultivo da Justiça, reivindicava o desbloqueamento das promoções assim como a compensação pelo dever a disponibilidade permanente e o pagamento de trabalho fora de horas.

    Na verdade existe mais do que uma carreira - por ex.plo os médicos de saúde pública - com um dever de disponibilidade permanente, devidamente compensado em termos remuneratórios e que, no período de Covid, viu estabelecida a compensação para além da 201ª hora de trabalho prestada fora do horário normal de trabalho (rabono e descanso) - vide o o parecer (extrato) n.º 18/2020 do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República, publicado na 2.ª Série do Diário da República, n.º 229, de 24 de novembro.

    Com as devidas distâncias e compreensão da especificidade de funções, seria possível algo semelhante para a nossa carreira que suporta a atividade dos tribunais, permanentemente em crise e constantemente com problemas de serviço atrasado decorrentes da falta de reformas estruturais por demais necessárias.

    Esperava-se que este setembro fosse diferente, que trouxesse algo de novo, mas não foi assim, aliás, nem sequer uma mensagem circulada por todos os OJ foram capazes de fazer (falo dos sindicatos).

    Lembro daquela canção que na letra dizia:

    Setembro foi o mês, eternidade
    Setembro sabe a mar e a saudade
    Das memórias que teço, não esqueço (...)

    E tantos setembros já passaram, sempre com as mesmas promessas transitadas de anos anteriores e sempre com as mesmas esperanças cada vez mais desvanecidas e desgastadas pelo tempo que é voraz.

    Por estes dias todos cozeram a boca ou terão mordido a língua ficando incapazes de falar a quem representam, talvez por cobardia, talvez por nada haver a dizer além do que já foi dito ou talvez porque já desarmaram e desistiram das suas batalhas, resignando-se, aceitaram os termos impostos pela tutela sem encetarem quaisquer reação enérgica ou amorfa.

    Se calhar seguem aquele brocardo popular: "se estiveres na mrda não pies ... para não seres comido".

    Precisamos que o "poio da vaca" assente no nosso retângulo de vida e que anime os corpos e mentes e lhes dê uma nova vitalidade.

    Na justiça, concretamente nos tribunais, vamos ver onde o poio vai parar, se aos mesmos do costume (magistraturas e PJ) ou , por uma vez que seja, nos Oficiais de Justiça.

    ResponderEliminar
  28. Anónimo4/9/24 11:32

    Belíssimo comentário. Subscrevo na íntegra. Que este comentário chegue a todos os Oficiais de Justiça.

    ResponderEliminar
  29. Anónimo4/9/24 11:35

    Tiraram-nos o SSMJ, a reforma diferenciada, um salário digno, e o número de funcionários para o volume de trabalho e alguns ainda falam de cooperação?!!!


    Tenham juízo!

    ResponderEliminar
  30. Anónimo4/9/24 11:46

    Quebraram a carreira!

    Quero dizer, quebraram o espirito de trabalho que envolvia os funcionários na sua maioria.

    Nunca mais volta, podem passar os anos que passarem.

    Levaram as pessoas ao limite e é aí que nos encontramos!

    É bom pensarem em reformar este pessoal e meterem outros, e recomeçar com aqueles ainda não massacrados pelo sistema.

    Ouçam o que eu vos digo, vocês "partiram" os Oficiais de Justiça, e agora não há remédio!

    ResponderEliminar
  31. Anónimo4/9/24 11:50

    Por sinal muita coisa se está a passar e que está a ser feita às escuras - naquele ano de 2022, em setembro, dizia-se que havia um estatuto pronto a ser apresentado mas que só o veio efetivamente a ser em finais de 2023 e sem que fosse justificado o motivo.

    Aquela equipa, julgada muito competente ou nem tanto assim, que se dizia trazer outro ar por ser proveniente de outro ambiente (a Ministra era professora universitária) afinal poluiu ainda mais a atmosfera já pouco respirável dos tribunais e deixou uma montanha cheia de problemas.

    O seu maior erro foi delegar em determinadas classes - falo das magistraturas e respetivos Conselhos - as soluções para os seus problemas e - nomo é natural - confundiram-se os problemas destas classes com os problemas da justiça que não são os mesmos.

    Os oficiais de justiça - coitadinhos - foram ficando permanentemente de fora da equação (toda a gente sabia que a qualidade decrescia e na justa medida inversamente proporcional a escassez aumentava) mas isso parecia servir como argumento para a satisfação das reivindicações daquelas classes numa lógica de compreensão de que aquele situacionismo serve os propósitos e reivindicações das classes (as crises na justiça resolvem-se com mais soluções para as magistraturas) ficando de fora tudo o mais - as entidades coadjuvantes dos mesmos (os Oficiais de Justiça e as Polícias entre muitos outros).

    Paralelamente, na DGRSP, existiram concursos e reforço dos quadros de pessoal e vão fazendo o seu caminho, como aliás, está a ser feito nas Conservatórias dos Registos.

    Por cá o caminho é bem mais tortuoso e em lugar de o encurtarem tornam-no cada vez mais sinuoso e difícil de percorrer - por isso muitos tendem a saltar fora (e eu sou um dos que apenas espera a sua efetivação que está por dias).

    Deixa-me pena os anos que dediquei a esta nobre causa, mas não levo saudade dos momentos difíceis que vivi nesta casa dita da justiça mas que está cheia de injustiças.

    Quando entrei as decisões de um magistrado eram quase sentenças bíblicas, e todos as aceitavam, hoje são genericamente postas em causa como meio de a retardar.

    Dou o exemplo da decisão no processo sobre o concurso a secretário - o processo está num limbo a aguardar decisão de um tribuna superior, quiçá, por se entender que não é urgente resolver a vida de centenas de funcionários não será prioritário para os senhores Conselheiros resolver um dos problemas no seio da sua casa - a casa da justiça - dando força ao que foi referido sobre o desinteresse pela resolução dos problemas da nossa classe, até porque a situação até pode servir para beneficio das outras classes nos tribunais.

    Da tutela é só "Paroles, Paroles" , com a pacificação da classe, e dos sindicatos nem uma "Parole" que se aproveite.

    ResponderEliminar
  32. Anónimo4/9/24 12:01

    ORA, TIRAM-NOS TUDO E ESCRAVIZAM!

    VÃO PEDIR COOPERAÇÃO DESTA ÀQUELE SITIO QUE EU CÁ SEI

    ResponderEliminar
  33. Anónimo4/9/24 12:04



    Paguem o que devem e acertem o tempo de provisório ao menos!

    Chularia!

    ResponderEliminar
  34. Valha-nos São Cifrónio4/9/24 12:14

    Estamos a caminho do final da primeira semana de trabalho, pós férias judiciais.
    Seria pedir muito que o sindicato mais representativo da classe, já tivesse publicado uma mensagem a toda a classe, sindicalizados e não, dizendo em que ponto estão as negociações estatutárias, quais as expectativas agendas, trabalho desenvolvido em férias, etc?
    Penso que não. Era o mínimo que se exigia enão foi feito.
    Mais uma vez, as estruturas de direção e secretariado colocam-se á parte, esquecendo-se que representam toda uma classe a quem devem explicações.
    Ano novo, motivações e defeitos antigos.
    Do outro sindicato, apesar de ter menos representatividade, esperava-se o mesmo e também nada obtivemos.
    Desgraça de vida a nossa, desgraça de sorte. Que infortúnio.

    ResponderEliminar
  35. Anónimo4/9/24 12:35

    Tudo o que disse é verdade, e representa uma verdadeira vergonha para a justiça!

    ResponderEliminar
  36. Anónimo4/9/24 12:37

    Deviam, no mínimo, dar a conhecer o calendário das negociações, isto é, se ele existe ...

    ResponderEliminar
  37. Anónimo4/9/24 12:56


    É mesmo, estrangula mesmo.

    Por mim, no more!

    ResponderEliminar
  38. Anónimo4/9/24 13:25

    Subscrevo na íntegra!

    ResponderEliminar
  39. Anónimo4/9/24 13:28

    Isto seria engraçado se fosse uma caricatura, ou fake news, mas não é!
    Passa-se hoje, nas sociedades mais evoluídas...

    O que aí vem não é bom.
    Já chegou ao poder uma geração de ignorantes LETRADOS, doutrinados.
    É apenas um sinal da irracionalidade intolerante e suicida desta gente... E vai ser pior..

    ResponderEliminar
  40. Velas de 7.º Dia _ NOVO EFJ 20244/9/24 13:29

    Vai ser aditado ao n.º 6, do art.º 59.º :

    : acresce um 7.º Dia obrigatoriamente gozado no dia de aniversário.


    ResponderEliminar
  41. Anónimo4/9/24 13:33

    O correio da justiça de hoje foi escrito pela senhora bastonária da OA.

    ResponderEliminar
  42. Anónimo4/9/24 13:43

    Exorto os sindicatos a virem a terreiro dizer, pelo menos mensalmente, o que foi feito no entretanto, quais os avanços (ou recuos) na revisão da carreira, nomeadamente remuneratória.

    Embora o ano judicial corresponda ao ano civil, isto é, de 1 janeiro a 31 de dezembro (art.º 27.º da LOSJ), contudo, a abertura de cada ano judicial era habitualmente assinalada a 1 de setembro mas, nos últimos anos, em 2023 foi assinalada em janeiro.

    Dos seus discursos ressalta a - pouca - importância que merecemos dos principais intervenientes na justiça.

    Com efeito no discurso do MP de 2023, em dez páginas, apenas um curto parágrafo, de pouco mais de cinco linhas, é dedicado aos oficiais de justiça e apenas para referir a afetação ao MP - pode ser lido em: https://www.ministeriopublico.pt/sites/default/files/anexos/intervencoes/discurso_abertura_ano_judicial_2023.pdf

    Aliás de todos os discursos ressalta que é bem evidenciado as conquistas de independência das magistraturas, com ênfase na autonomia financeira conquistada nos últimos anos.

    Mas é bom lembrar que a par desta autonomia, com a reforma do sistema de justiça, no atual arquétipo são as magistraturas quem gerem os recursos (humanos) dos tribunais e até influenciam as suas avaliações.

    Criou-se assim uma espécie de "micro-governo" (da justiça) com os vícios que são próprios a todos os tipos de governo, sobrevivendo aqui e ali algumas mentes capazes de criticar o que está mal mas também de realçar o que de bom se fez - mas é comumente aceite que foi muito pouco.

    A prioridade agora é criar um Pólo do CEJ em Vila do Conde, com os inerentes encargos (com mais um corpo de docentes, etc.) por se perceber que uma fatia substancial dos candidatos são provenientes do Norte, e a deslocação a Lisboa não os favorecer.

    Não digo que esta medida não é necessária, mas pergunto-me a mim mesmo se os coadjuvantes das magistraturas - falo, nomeadamente, dos oficiais de justiça - não incrementariam qualidade e produtividade se merecessem igual tratamento, com a sua valorização profissional.

    Quanto maior e melhor for o nível de qualidade dos coadjuvantes, maior e mais exponenciada será a produtividade de um magistrado (que, como é cientificamente aceite, depende de quadros estáveis, da experiência e do conhecimento dos funcionários).

    No setor da justiça, fazem-se ensaios sobre reformas no combate à corrupção mas esquecem-se de adotarem medidas na própria casa (falo da arbitrariedade na ocupação dos cargos de chefia).

    Nas magistraturas não há bloqueios às promoções e têm garantido, logo à partida, o salário que recebe uma larga maioria dos portugueses como "subsídio de compensação". É hoje uma profissão muito bem remunerada!

    Os Oficiais de Justiça, por seu lado, embora beneficiem de uma tabela salarial que não se pode menorizar, são todavia prendados com constantes bloqueios nas promoções - por não serem preenchidos os lugares vagos e nas sucessivas alterações terem visto os quadros diminuídos o que constitui um verdadeiro tamponamento - a diminuição dos lugares de chefia acompanha e é proporcional à diminuição dos quadros de pessoal.

    A qualidade dos serviços decresceu de forma gritante - com o apoio informático perdeu-se o sentido da maior parte das tarefas levadas a cabo e a dependência funcional - apesar das orientações de boas práticas - tornou-se num paradigma sendo agora um hábito profundamente enraizado - perdeu-se a (já pouco) autonomia que se tinha.

    Hoje somos meros capachos ... fantoches num teatro em que o nosso papel já não é sequer secundário - já não tem falas - somos apenas figurantes, enfim uma vida sem futuro.

    ResponderEliminar
  43. Anónimo4/9/24 13:45

    Não se apoquente??
    O que é isso??

    Quer dizer não á pão quente é isso???

    ResponderEliminar
  44. Anónimo4/9/24 13:59

    Isso não é cooperação é escravização.... usurpação de funções..

    Deviam de ser todos processados.

    ResponderEliminar
  45. Anónimo4/9/24 14:09

    A minha afilhada e sobrinha, com 4 anitos, consegue exprimir uma ideia bem mais elaborada e, com muita antecipação, espoletar os comportamentos que na sua cogitação pretende obter dos outros - já não berra ou faz birras por ter forme (querer "mamar") antes se torna chata ao ponto de se perceber que ou quer dormir ou está com fome ou não está satisfeita com o que se está a passar.

    Quando quer, ensaia discursos cantarolas e até insta à coragem de outros para se fazer o que ela pretende, com beicinhos ou, usando de ardil (uma raposa tem 7 manhas e uma mulher manha de 7 raposas) com o afeto lá convence todos daquilo que quer.

    O "Rei dos Oficiais d Justiça" não terá 4 anos de idade certamente, mas ou a minha sobrinha é sobredotada ou aquela pessoa, que se intitula de Rei, tem sérios problemas cognitivos.

    Para a pessoa em causa tratar-se-á de uma brincadeira, mas convenhamos que mesmo assim há quem faça coisas sérias a brincar (olhe a minha afilhada poderá ser o resultado de uma brincadeira assim).

    Quero dizer que mesmo quando se brinca é preciso ser-se minimamente responsável e olhe que pelo que vejo a minha sobrinha depressa o subjugava - pois consegue ser bem mais astuta e convincente ...

    ResponderEliminar
  46. Anónimo4/9/24 14:09

    Vai sair ainda no dia de hoje uma informação do sindicato.

    Aguardem por favor.

    Tenham paciência.

    ResponderEliminar
  47. Anónimo4/9/24 14:10



    Já tinha saudades tuas.

    Benvindo!

    ResponderEliminar
  48. Anónimo4/9/24 14:22

    Salvo o devido respeito, na minha modesta opinião, o "Rei" dá corpo à expressão «chato como a potassa» e ao substantivo masculino "Medíocre".

    É certo que só vem aqui dizer asneiras para se divertir com as respostas mas mesmo assim - asneirando - não devia ser tão básico - é o que acho!

    Manifestações contra colegas ??? Roupa vermelha e tochas ???

    De que filme tirou a ideia? terá sido um sonho mal dormido por ter acordado a meio? será dos ansiolíticos - da tal pílula da felicidade (Prozac) que provoca alucinações? Ou será doença congénita e sem tratamento, que se agrava com o decurso do tempo?

    É preciso ter serenidade no pensamento e nas ideias e esta não a faz o cabelos brancos - ou se tem ou se não tem, depende do berço mas mais ainda das pessoas em seu redor (e não ponho de parte que o autor esteja à frente de um PC num departamento de psiquiatria ou numa casa amarela com muitos corredores - há tribunais com esta configuração por muito que se estranhe!).

    ResponderEliminar
  49. Anónimo4/9/24 14:38


    Não vai há muitos anos assim era na... dgaj!

    ResponderEliminar
  50. Anónimo4/9/24 15:04

    o tempo que o Colega perdeu a escrever e que me fez perder a ler o seu comentário seria muito mais bem empregue a fazer uma rápida pesquisa.
    https://dicionario.priberam.org/apoquente

    ResponderEliminar
  51. Anónimo4/9/24 15:06

    Tudo de acordo, menos quanto à tabela salarial.

    Então em inicio de carreira acha que suporta despesas deslocado de casa?

    Paga para trabalhar e levar pontapés?

    ResponderEliminar
  52. Anónimo4/9/24 15:07

    Obviamente não existe. Devia ter sido uma imposição do SFJ aquando do triste acordo. Comidos de cebolada, de novo.

    ResponderEliminar
  53. Anónimo4/9/24 15:10

    Lá vem este com esta palhaçada

    ResponderEliminar
  54. Anónimo4/9/24 15:48

    Colega, não seja assim tão impaciente.

    Já falta pouco.

    ResponderEliminar
  55. Anónimo4/9/24 16:12

    continuem a pagar as quotas, continuem...

    ResponderEliminar
  56. Anónimo4/9/24 16:53

    A que horas sai o comunicado do sindicato?

    ResponderEliminar
  57. Anónimo4/9/24 17:02

    00:01 horas do dia de hoje!

    ResponderEliminar
  58. Anónimo4/9/24 18:03

    O/A colega já fumou.
    Sabe a dependência que a nicotina causa no organismo humano?
    O gostinho a bota lambida é muito semelhante ao da nicotina, não é fácil uma pessoa desabituar-se.
    Felizmente tem-se desenvolvido muita coisa para acabar com a tabagismo mas para o lambebotismo infelizmente ainda não existem pensos, nem pastilhas.

    ResponderEliminar
  59. Anónimo4/9/24 19:34

    O que é tortuoso é vir aqui ler devaneios com o seu!
    A qualidade desce em sentido proporcionalmente inverso à escassez?!😁
    Lógica da batata!
    O situacionismo quanto aos OJs favorece e é fundamento de satisfazer reinvindicacoes de outras classes?
    Dass, está pior que o Rei!!
    E tanto paleio absurdo só para tocar no que lhe interessa, que é não ter ficado como Secretário.
    Que obstinados!
    Por acaso sente se habilitado a essa função com as exigências atuais?
    Que venha o raio do estatuto para acabar com as atuais categoria de chefia, e prestarem todos novas provas, que já não se consegue aturar esta conversa passados tantos anos.
    Que doença!!!

    ResponderEliminar
  60. Anónimo4/9/24 20:43

    Vocês já leram "O infortúnio da virtude" ou "Justine" do Marquês de Sade?

    Pois bem, é o que o MJ quer fazer com os OJ!


    ResponderEliminar
  61. Anónimo4/9/24 21:07

    Para quem tinha dúvidas relativamente ao que eu tinha dito, vejam a informação do sindicato que acabou de ser divulgada.

    ResponderEliminar
  62. Anónimo4/9/24 21:08

    Caro colega, vá ver a informação do sindicato que acabou de sair.

    Depois diga alguma coisa...

    Obrigado e boa noite.

    ResponderEliminar
  63. Anónimo4/9/24 21:33

    Qual informação que cagada é esta nos ansiosos e você a gozar.

    Fique sabendo que por causa de si nem consigo dormir vou sempre ver os sindicatos de 5 em 5 minutos..

    Isso não se faz.. já nem durmo com a minha mulher á espera da informação que você diz que deram.

    Isso é crueldade...

    ResponderEliminar
  64. Anónimo4/9/24 21:38

    Neste fim de semana, mais propriamente nos próximos dias 6 e 7 de Setembro o SFJ irá reunir em Fátima os seus orgãos nacionais para análise dos seguintes pontos:
    1-Análise dos conteúdos funcionais dos OJ proposto ao Ministério da justiça, conforme documento anexo

    2 - Análise das fases subsequentes da revisão estatutária, designadamente:

    estrutura da carreira - categorias e cargos;
    vínculos;
    regime de avaliação;
    estrutura remuneratória - fixa e variável - incluindo suplementos

    Nestes termos atendendo à importância desta revisão para o futuro de todos nós, solicito a todos que até ao final do dia de amanhã me enviem os seus contributos para esta discussão, a fim de serem apresentados nesta reunião plenária.
    Mais informo que esta colaboração não foi solicitada antes uma vez que só no dia de hoje me foi enviada a convocatória e o documento anexo.
    Certo da compreensão de todos vós, apelo à participação de todos, para que todos possamos contribuir para melhorarmos este documento, que irá definir o nosso futuro.
    Todos juntos seremos mais fortes
    Justiça para quem nela trabalha

    ResponderEliminar
  65. Anónimo4/9/24 21:39

    Aqui vai para quem não acreditava em mim!!!


    Neste fim de semana, mais propriamente nos próximos dias 6 e 7 de Setembro o SFJ irá reunir em Fátima os seus orgãos nacionais para análise dos seguintes pontos:
    1-Análise dos conteúdos funcionais dos OJ proposto ao Ministério da justiça, conforme documento anexo

    2 - Análise das fases subsequentes da revisão estatutária, designadamente:

    estrutura da carreira - categorias e cargos;
    vínculos;
    regime de avaliação;
    estrutura remuneratória - fixa e variável - incluindo suplementos

    Nestes termos atendendo à importância desta revisão para o futuro de todos nós, solicito a todos que até ao final do dia de amanhã me enviem os seus contributos para esta discussão, a fim de serem apresentados nesta reunião plenária.
    Mais informo que esta colaboração não foi solicitada antes uma vez que só no dia de hoje me foi enviada a convocatória e o documento anexo.
    Certo da compreensão de todos vós, apelo à participação de todos, para que todos possamos contribuir para melhorarmos este documento, que irá definir o nosso futuro.
    Todos juntos seremos mais fortes
    Justiça para quem nela trabalha

    ResponderEliminar
  66. Anónimo5/9/24 02:41

    Foi um trabalho de recuperação 5 estrelas ( ao contrário, obviamente ).
    Enfim é o que temos...
    Organização, empenho, conhecimento, competência, e brio profissional do melhor, do mais alto luxo que pode existir, sem dúvida alguma ( ironia, com certeza ).
    Miséria franciscana, e assim está entregue o Órgão de Soberania - Tribunais.

    ResponderEliminar
  67. Anónimo5/9/24 02:47

    E o Cândido, de Voltaire?

    ResponderEliminar
  68. Anónimo5/9/24 06:39

    E é por causa dessa dedicação que a carreira está onde está. Como há sempre quem faça!
    Mereciam dois vencimentos os colegas de Setúbal!

    ResponderEliminar
  69. Anónimo5/9/24 06:51

    Olha a converseta da cooperação extra, de borla, por amor à camisola!

    Pague lá as suas contas com ar e vento cooperativo.

    É que era tão simples de resolver, pagar horas extra.

    Ah, não há dinheiro. Foi todo exaurido em públicos maus negócios do Estado, sem os seus agentes punidos!

    Enganem-se lá vocês OJ no valor de uma guia, são logo visitados pelo COJ com suspensão e multados pelo magistrado!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ