É hoje às 14H30. Quem não vai?

      Sempre se assinalou o regresso de férias e o reinício dos trabalhos nos tribunais neste mês de setembro. Nos últimos anos os Oficiais de Justiça passaram a assinalar o reinício com ações de protesto, algumas até muito vistosas, organizadas pelo sindicato mais antigo.


      Este ano, ao contrário da tradição, o mundo dos Oficiais de Justiça, desde a perspetiva sindical, está a viver admiráveis momentos de perfeição e pacificação, motivo pelo qual nada foi organizado para assinalar o momento.


      No entanto, como a satisfação e tranquilidade sindical não reflete a satisfação do mundo real dos Oficiais de Justiça, nasceu no meio destes, um movimento espontâneo independente, composto por alguns Oficiais de Justiça que não se mostram nada conformados, nem pacificados; o que corresponde ao sentimento que atormenta a esmagadora maioria dos Oficiais de Justiça.


      De entre as várias iniciativas que o pequeno grupo de irrequietos Oficiais de Justiça vem levando a cabo, voluntariamente, para suprir a sentida inação sindical, desde logo por comparação com os resultados visíveis noutras carreiras, está a ação de rua marcada para a tarde de hoje, pelas 14H30, em Lisboa, junto ao Ministério da Justiça.


      Já aqui divulgamos a iniciativa e hoje voltamos a anunciá-la, porque muito gostaríamos que a mesma tivesse uma adesão com uma boa visibilidade que empurrasse os Oficiais de Justiça para uma atenção que não estão a ter.


      O grupo de Oficiais de Justiça informou da iniciativa a meio mundo e não se esqueceu dos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça. O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) nada disse sobre a iniciativa, ignorando-a, tanto de forma pública como de forma reservada para com o grupo da iniciativa. Já o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) publicou uma nota informativa sobre a iniciativa manifestando a sua postura da seguinte forma:


      «O SOJ foi informado, pelos promotores da iniciativa, de uma Concentração de Oficiais de Justiça, frente ao Ministério da Justiça, amanhã, dia 13 de setembro, às 14h30.


      A iniciativa, tal como outras – blogue do Oficial de Justiça, abaixo-assinados, petições, fóruns de discussão nas redes sociais e outras –, cumprem e realizam, no nosso entendimento, cidadania.


      Assim, tratando-se de uma iniciativa que se entende no exercício de cidadania, a que este Sindicato, SOJ, reconhece o mérito de tentar denunciar a falta de condições da carreira, se divulga e apela à presença dos colegas no evento.»


      Esta divulgação e apelo do SOJ vem, a final, com a seguinte ressalva:


      «O SOJ não participa da organização do evento, nem tem de participar, até para garantia da espontaneidade e genuinidade da iniciativa.»


      Note-se bem, porque já alguns leram mal, que o SOJ afirma a final que não participa na organização da iniciativa, mas não diz que não vai participar na mesma iniciativa; são coisas diferentes. A organização da iniciativa é do grupo de Oficiais de Justiça em pleno exercício do seu direito de cidadania, como classifica o SOJ todas as iniciativas não sindicais que elenca, na qual engloba esta iniciativa de publicações diárias, não se imiscuindo nessa organização, mas não dizendo que não vai participar nela. De igual forma, embora o SFJ nada diga sobre a iniciativa, poderá estar presente, com representantes sindicais desse sindicato, tal como já sucedeu noutras iniciativas, designadamente, aquela vigília levada a cabo junto à Assembleia da República, organizada também pelos mesmos irrequietos elementos da concentração do dia de hoje.


      Num apelo recentemente publicado no nosso Grupo Nacional de Oficiais de Justiça no WhatsApp, um dos organizadores escrevia assim:


      «Colegas Oficiais de Justiça, artigos de opinião de magistrados, estudos e inquéritos incidentes sobre a nossa classe e a da magistratura, relatórios de comarcas, conferências sobre a Justiça e os Oficiais de Justiça, todos eles realçando, e bem, que sem a resolução dos problemas que afetam a classe dos Oficiais de Justiça a Justiça não funciona, são e serão sempre bem acolhidos.


      Contudo, este Governo, à semelhança dos anteriores, fará ouvidos de mercador. Apresentará à classe, num curto prazo, um projeto de Estatuto que pouca ou nenhuma valorização trará aos Oficiais de Justiça, enfraquecerá o carácter de carreira especial, tentando impregná-la de características das carreiras gerais e até criará cisões, como já aconteceu em anteriores projetos. Seguidamente, e ao arrepio de todos os pareceres, aprovará o novo estatuto.


      Os nossos governos, incluindo o atual, são marcados por um denominador comum: são governos eleitoralistas, legislam e agem numa lógica de eventuais ganhos e perdas de eleitorado, com o intuito de se manterem no poder, de voltarem a ganhar eleições e não de acordo com as reais necessidades do país e das várias classes profissionais. Em consequência, as classes profissionais que, pela natureza das suas funções, podem potenciar maior sensibilidade dos Governos são as do Ensino, Saúde e forças de segurança.


      O cidadão, no geral, preocupa-se é em ter escolas para os filhos, centros de saúde e hospitais e sentir-se seguro quanto a si próprio e aos seus bens. A grande maioria do nosso eleitorado não tem, infelizmente, perceção e consciência cívica acerca da importância da Justiça, esta é uma dificuldade acrescida da nossa luta.


      Contudo, o grande fator que impulsionou e acelerou o atendimento das reivindicações das classes supra indicadas foi o facto de, por diversas vezes, terem saído à rua: vigílias, concentrações e manifestações, e com grandes taxas de adesão.


      São, sem dúvida, as ações de rua as que mais atingem e desgastam os governos eleitoralistas, obrigando-os a ceder.


      Esta iniciativa reforça o poder negocial de ambos os nossos sindicatos, independentemente da estratégia de cada um deles, pois o Governo saberá que somos uma classe forte, estamos dispostos a ir à luta para conquistar o que reivindicamos e passaremos uma mensagem bem vincada: sem a efetiva dignificação profissional dos Oficiais de Justiça não há pacificação nos tribunais!»


      Posto isto, a pergunta que se impõe não pode ser a de quem vai à concentração, mas precisamente o seu contrário, isto é, a de quem não vai, a esta que é a única ação que assinala o reinício do ano judicial.


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      Fonte sindical citada: “SOJ Nota de 12SET2024”.

Comentários

  1. Faltou apenas a referência a uma palavra importante do SOJ:
    Li ontem e não vou reler porque tenho a certeza de que está lá porque foi o que mais me ficou na retina:
    O SOJ "apelou" à participação na iniciativa.

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  2. Peço desculpa. "Se divulga e apela". Está no artigo de hoje, li apenas divulga.
    Mas pronto, que o meu erro sirva para realçar que o SOJ não ficou em silêncio relativamente à iniciativa, não só divulgando como também apelando à participação, estando dessa forma, no fundo, já a apelar à adesão à sua própria greve.

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  3. Colegas:
    Caso tenham a sorte de vir a ter algum tempo de antena individual no Terreiro do Paço, não se esqueçam de citar a Dr.ª Lucília Gago na sua mais recente intervenção e dizer que estão ali também para corroborar as declarações que a mesma fez na passada quarta-feira acerca do estado da nossa carreira, nomeadamente ao nível da pouca atratividade da mesma em termos remuneratórios, da sua precariedade em função dessa lacuna e da premente necessidade de admissão de novos oficiais de justiça que sejam efetivamente para fazer carreira ao invés de usar os ingressos como mera porta de entrada na função pública. E também, que ela disse e mais adiante se verá se tinha ou não razão, que os reflexos das nossas greves ainda estão para sair de debaixo do tapete no médio prazo, pois o cabo da vassoura dos estatísticos ou um dia vai partir ou deixa de caber lá mais lixo do que eles estão para lá a varrer por agora.

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  4. Fazer a manifestação e a greve é importante!

    Quem puder que vá, quem não puder que faça greve!

    Abraço

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  5. Ofereço metade daquilo que receber por causa do tempo de provisório para a criação de um fundo de greve que permita paralizar a instrução criminal neste país. Para isso é necessário também a criação de uma guarda pretoriana composta por psicólogos e advogados, que de imediato actue no terreno quer auxiliando e descansando os colegas quer investindo rapidamente contra quem lhes cause desassossego.

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  6. SFJ

    Nada diz, porque se vendeu completamente.
    Tristeza.
    Que nome tem essa atitude?
    ah meteram umas ações em tribunal.
    Então mas isso é o mínimo, se não fizessem isso então para que serviria um sindicato?
    ações em tribunal é o mínimo dos mínimos que se espera de um sindicato, por isso não venham com essa conversa das ações em tribunal que até deveriam ser mais, dados os atropelos da tutela.
    Agora vender-se uns papo secos?
    sem auscultar os seus próprios associados?

    E agora silêncio?




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  7. Bom dia.
    Eu não vou, por falta de cabimentação.
    Derivado da minha luta muito particular - na qual não só nunca contei com os sindicatos nem com a solidariedade da maioria dos colegas que, muito pelo contrário, alguns até têm tripudiado de mim -, estou completamente falido.
    A gestão do vencimento de setembro irá ser particularmente complicada, pois o mesmo irá refletir as greves integrais que fiz nas duas primeiras semanas de julho.
    Simultaneamente, tenho já que começar a acautelar o rombo que irei sofrer no vencimento de novembro, uma vez que estou em greve integral desde a passada sexta-feira, quando comecei a processar que a DGAJ estava a passar ao 6.º escalão de auxiliar oficiais de justiça ingressados em 2001, originando assim novas e ainda mais crassas violações do Princípio da Igualdade consagrado na CRP, na minha pessoa, uma vez que ganho menos do que mais de 300 colegas que fizeram estágio na mesma altura que eu em 2000, e agora passo a ganhar também menos do que qualquer um dos oficiais de justiça ingressados na carreira em 2001 a quem a DGAJ vá fazendo as contas da Ação 2073/09.
    Já ontem tive que abdicar de ir ao jantar de despedida duma colega que mudou de núcleo e, devido à contenção de despesas com que me debato, sendo que em outubro também não será melhor por via das greves da semana do 15 de agosto, hoje também não me é oportuno viajar para Lisboa.

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  8. O artigo de hoje é fastidioso,

    Ontem classifiquei de "bosta" aquilo que porventura resultou de uma reunião de amigos ali para os lados de Leiria/Fátima e que ninguém conhece - se é assunto classificado de reservado então não será boa coisa, caso contrário já era do conhecimento de todos.

    O comentário que até elogiava quem se tinha dedicado à tarefa com sentido de responsabilidade - falo do conteúdo funcional - foi apagado - terá sido o espasmo de um dedo a teclar no delete de alguém que se sentiu acossado.

    Admito que alguém não terá gostado da classificação ou adjetivação usada e não desprezo quem assim pensa mas os atos valem mais que as palavras - e os atos não são factos, os primeiros revelam-se pela atitude e estes últimos revelam-se por si só, e até pela inércia se dão a conhecer.

    Hoje ouvi na rádio a notícia sobre a concentração frente ao MJ, referindo-se que era para fazer notar as medidas prometidas e que ainda não estavam implementadas e falavam da contratação de funcionários - isto dois dias depois da publicação do aviso de abertura de concurso.


    Esta semana, ficou-se a saber que os Guardas Prisionais, após reunirem com a MJ vão subir de escalão a cada 3 anos (em lugar dos atuais 5) - à semelhança da PSP - dizendo-se que chegaram a bom porto quanto à revisão do sistema de avaliação e da carreira.

    Por cá - nos Tribunais - há quem atire para a mesa das negociações um regime diferente, querem o SIADAP dizendo que assim acontece por exemplo com os Oficiais do Registo/Conservatórias, mas esquecem-se dos saltos de nível que aqueles têm e nós não temos - e já não falo na parte dos emolumentos.

    As magistraturas, nomeadamente do MP, quiçá invejosas da proatividade dos Juízes, querem agora também mais assessorias - designadamente técnicas (ou seja Técnicos Superiores) e estão-se marimbando para os funcionários - até há quem se atreva a dizer que o suplemento (SRP) obriga a pelo menos mais uma hora diária para recuperação do trabalho e que até se perde muito tempo na máquina do café.

    É vergonhoso e já não sinto nenhuma simpatia por gente que só pensa no umbigo, gente elitista e que vive numa bolha que bem podia rebentar que não fazia falta nenhuma.

    Para adensar o problema há quem - de entre nós - se prepare para vender o tempo com a família e amigos em troca de uma disponibilidade permanente paga com uma côdea de pão.

    Tristeza de vida a nossa.

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  9. Rei dos Oficiais de Justiça13/9/24 09:59

    O SFJ não entende que os tempos mudaram.. a exigência da classe mudou, finalmente existe colegas que se interessam pela profissão.

    O SFJ acha que ainda goza daqueles tempos áureos que faziam o que queriam e não prestavam contas a ninguém..

    Esse tempo acabou contudo o SFJ continua arrogante e propotente.

    Ainda ontem vi que o advogado dos guardas prisionais é um advogado com visibilidade mediática...a advogada do SFJ nunca vi na televisão...

    Assim vou dar a minha sentença face ao SFJ apelo aos colegas que peçam um auditoria às contas e atas do SFJ se houver alguma irregularidade ...prontos prisão preventiva...

    Considero a sentença encerrada e caso concluído.

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  10. Sim, tenta enganar tolos com a vossa propaganda.

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  11. Sinceramente acho que o SFJ faz muito bem em manter-se mais reservado.
    Farto de fala baratos populistas, que do reclamam e nada fazem, estamos nós.
    O que está em discussão neste momento é bastante fraturante, e o que menos precisamos é o agudizar da divisão entre os OJs.
    Aparentemente é o sindicato que está mais proativo, a trabalhar com o governo num estatuto que dignifique a carreira e melhor a situação laboral de todos.
    Pelo menos, até à data o pouco que se conseguiu foi por ação do SFJ.
    Estou confiante nisso, veremos o que vem aí.

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  12. Com o devido respeito, colega,

    mas os que ingressaram em 2001 que andaram 4 anos a fazer serviço de auxiliar e a ganhar como provisórios, não lhes é devida a reposição do roubo? Foi justo o que lhe fizeram? e não é justo agora passado 20 anos, fazer-se mínima justiça repondo parte desse roubo e exploração?



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  13. Triste realidade que mete nojo sem duvida.

    Eu não me vendo, venha que vier.

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  14. papo seco, tão bom

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  15. "Pelo menos, até à data o pouco que se conseguiu foi por ação do SFJ."

    Sim, um pouco, quase nada, que impediu um muito!

    Otário.


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  16. Desculpa, mas não está a tentar enganar a verdade, está a dizer a verdade!

    Todo o comportamento do SFJ tem sido errado, um verdadeiro descalabro!

    E vão pagar por isso ...

    Tenho pena daqueles que ainda do SFJ não se reveem na "politica" da direção!

    Tenho pena por não se manifestarem contra o Sr. A. Marçal, por não tentarem eles fazer que este sindicato arrepie caminho e volte a entrar nos eixos, que volte a defender os interesses dos OJ!

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  17. Não, não se tratou de nenhum "espasmo de um dedo" na tecla "delete", como diz no comentário, mas de uma ação de refletida sobre um comentário que, embora contendo pertinente apreciação, infelizmente, continha também a tal "adjetivação" que diz, adjetivação essa que, em suma, injuriava e difamava pessoa concreta e que, como deve saber, constitui ilícito penal, pelo que, por esse motivo, teve de ser eliminado, para salvaguarda do comentador e, bem assim, da administração da página que seria responsabilizada pela cumplicidade.

    Já aqui esclarecemos muitas vezes que os comentários são todos verificados e, quando caiem para a responsabilidade penal, cível ou disciplinar, são suprimidos. Também já esclarecemos que é possível dizer tudo o que se pretende, mas tendo o cuidado de não cometer ou correr riscos de cometer tais ilicitudes.

    Para além desses motivos de eliminação de comentários, eliminamos ainda aqueles que contenham uma linguagem excessivamente ordinária, brejeira, malcriada... e desnecessária.

    São esses os aspetos que motivam a supressão de comentários, mais nenhum, nem sequer quando os comentários são disparatados, com considerações sem pés-nem cabeça, etc., isto é, não apagamos nada, mesmo nada, só porque não gostamos ou não concordamos. Que não restem dúvidas, que apenas eliminamos pelos motivos expostos.

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  18. Não estarei presente por ser de longe e ter uma criança, mas estou de greve.
    Pelo menos isto.
    No meu MP fizemos greve 4 de 6.
    Bem apelei, mas disseram que aquilo estava caótico. Aposto que 2a feira continuará caótico, mas isso lhes direi nesse dia.

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  19. Obviamente que merecem tudo e mais um par de botas.
    Mas não ao arrepio dos princípios consagrados na CRP.
    A forma de evitar tais inconstitucionalidades seria muito simples.
    Processar os direitos deles em simultâneo com os de maior antiguidade, nunca dando-lhes primazia, pois assim dá-se a subversão da Constituição, pelo menos e de forma evidente no que toca ao disposto no seu Art.º 13.º.
    Mas pelo vistos também acha justo que uma pessoa que entrou na carreira em 2000 ganhe menos do que quem entrou em 2001, como medida compensatória pela injustiça de que foram alvo, tal como os outros acham que devem ser beneficiados em relação aos adjuntos que têm o mesmo tempo de serviço que eles para compensar o tempo em que as progressões estiveram congeladas.

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  20. Mnham, mnham!!!

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  21. É o chamado caoticismo.
    Religião muito apreciada pelos Procuradores da República e Administradores Judiciários.

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  22. Esclarecimentos necessários:
    A proposta de Estatuto está pronta para publicação no BTE;
    É sempre negativo quando uma estrutura sindical, portanto de defesa dos trabalhadores, seus associados, trabalha de perto com o "patrão" na elaboração do estatuto profissional;
    A representatividade entre o SFJ e o SOJ, deveria ser equilibrada, a bem de todos, para evitar situações como a do vergonhoso e famigerado acordo assinado entre o SFJ e o Governo;
    A inclusão do suplemento no vencimento era o caminho a seguir porque evitaria, num futuro, já muito próximo, chantagens com a existência do suplemento para "pagar" disponibilidade permanente;
    A já ter sido incluído o SRP no vencimento, o governo teria que propor outro suplemento para a disponibilidade permanente;
    assim, proporá, eventualmente, a aumento do atual em mais uns "papos secos" para o efeito;
    Lembrar aqui que já desde 1998 que se pagam suplementos pela disponibilidade permanente em percentagens de 20% e 15", 14 meses por ano, estando até previsto nesses diplomas que do pagamento ficam excluídos os OJ;
    A postura do SFJ relativamente ao acordo, o seu silêncio quanto aos motivos para a assinatura do acordo, as reuniões do MJ com os conselhos e a reunião religiosa em Fátima levam a antecipar mais servilismo e subserviência dos sindicatos perante o MJ com claro prejuízo para os OJ;
    E os OJ? Cada a olhar para o seu umbigo, degladiando-se entre eles enquanto, de cabeça enterrada na areia, o mundo avança!
    Se calhar, temos o que merecemos!

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  23. Rei dos Oficiais de Justiça13/9/24 12:26

    Para o comentário das 11:00 mas por acaso já teve a oportunidade de ver como funciona os vários sindicatos dos professores??

    Pelos vistos não...

    Eu já...

    E posso lhe dizer que ajudam a classe verdadeiramente, ajudam os professores a efetuar requerimentos, protegem a nível jurídico, nas baixas, nos processos disciplinares etc...a disponibilidade é imediata ou no máximo de um dia para o outro...

    Qual reserva?? Os trabalhadores pagam quotas logo o SFJ tem que prestar contas a quem lhe paga..

    Que falta de noção...

    Por isso é que os oficiais de justiça não passam da cepa torta o que é anormal torna-se normal...

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  24. Esquecendo que também esses adjuntos, apesar de terem frequentado nesse período um curso de escrivães de direito e técnicos principais, igualmente foram impedidos de concorrer a essas categorias por força do mesmíssimo congelamento.

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  25. A si, atenta a falta de correção que demonstra e a má imagem que dá, até já lhe deram demais.
    Mas tudo tranquilo, o futuro tb terá um lugar para casos semelhantes.

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  26. Rei dos Oficiais de Justiça13/9/24 13:13

    Quem continua a pagar o SFJ sim agora quem não paga não tem o que merece.

    Mais uma vez fala da porcaria do suplemento foi precisamente essa discussão que nos arruinou....

    Primeiro se discutia o aumento salarial como as outras profissões...

    E depois a disponibilidade e o pagamento das horas extra em sede de tribunal se decidiria...

    É contra a lei trabalhar fora de horas e não ser pago..

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  27. Dispenso o par de botas, mas insurgir-se contra os eventuais de 2001, não me parece de bom tom.

    Fale com os sindicatos sobre essas inconstitucionalidades, porque haverá muito mais.

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  28. Qualquer insurgência contra o desrespeito pelos valores do estado de direito democrático num qualquer país que assim se considere não pode olhar para as tonalidades, ou é ou não é.
    Ninguém se está aqui a insurgir contra ninguém, exceto contra a DGAJ, que se coloca na posição de violadora da CRP.
    Não me faça rir com os sindicatos, conheço meia centena de casos no máximo, por ora, porque a partir daqui passarão a estar na mesma situação os promovidos nos primeiros anos após o descongelamento, o que, obviamente, não dá cotas aos sindicatos, pelo que nunca nada fariam por uma minoria de oficiais de justiça nem que os mesmos para além de serem espoliados dos seus direitos pudessem até ser esquartejados pela tutela.
    Como já disse, este caso teria sido perfeitamente evitável se a DGAJ simplesmente tivesse feito as contas em simultâneo a essa meia centena de lesados.
    Quem defenda a primazia de uns em desrespeito pela CRP é que poderá colocar-se num registo - tom - duvidoso no que à realização da Justiça concerne.

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  29. A proposta do novo estatuto não está pronta para publicação no BTE.
    Ainda não está concluído nem vai estar nos próximos dias.

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  30. De todo o modo, gostava que alguém aqui nomeasse pelo menos uma inconstitucionalidade que esteja a ocorrer na nossa carreira, mais direta e linear do que o facto de existirem oficiais de justiça com exatamente o mesmo ou ainda menos tempo de serviço a ganharem mais do que os seus colegas, sem serem de categoria superior.

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  31. De todo o modo, sem poder prometer nada, estou a contar não voltar a abordar mais este assunto, vou desconectar-me e aguardar serenamente que chegue a nossa vez.
    Mas nunca esquecerei.
    Olhem, estou a ver imagens da concentração no Terreiro do Paço, está a dar em todos os canais especializados em notícias.

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  32. NÃO TENDO POSSIBILIDADES DE ME DESLOCAR A LISBOA, ESTOU EM GREVE, EM SOLIDARIEDADE COM OS QUE ESTÃO EM LISBOA.
    LUTA, SEMPRE.

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  33. Alguém sabe se a concentração teve muita adesão?? Como está a correr?

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  34. Compreendido

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  35. É bom que não demorem muito ou seremos ultrapassados

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  36. Até ver, só me apercebi duns momentos de tempo de antena dados pela SIC Notícias ao colega Sousa, cerca das 16 horas.
    Que me tivesse dado conta, mais nenhum canal.
    No horário mais nobre, da hora do almoço, deram algum destaque à vigília do pessoal da DGRSP, de resto tem sido só Ministério da Educação, Luís Filipe Vieira, Fuga de Alcoentre, e pouco mais.

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  37. Porque sim13/9/24 19:14

    Até finais do mês, o mais tardar, primeira quinzena de outubro, o estatuto terá que ser publicado no BTE. Esperemos pois.
    Se as outras carreiras estão a acontecer coisas bonitas, a nossa, que tanto deu e dá, também algo de bom vai acontecer.
    Já falta pouco

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  38. Você não tá bom da cabeça..

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  39. Sim sim, podem ficar com o todo o tempo de antena a fazer propaganda sozinhos e a falar pro boneco.
    Mas manda o impresso pelo correio, dá jeito para fls de rascunho.

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  40. Colega, para mal desta carreira, há um conjunto de indivíduos, que nada fazem e nada sabem fazer a não ser reclamar e descredibilizar quem trabalha, que rezam para que nada de bom aconteça a curto prazo, já que neste momento só conseguem justificar a sua existência a explorar sentimentos de revolta.
    Esperam oportunisticamente o momento certo para tentar a sua sorte, mas acho que já vão tarde.
    Dos fracos não rezará a historia!

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  41. Acorde ainda não vê que ninguém diz qual o aumento salarial.

    Ainda não viu que outras carreiras foram aumentadas com facilidade.

    Ainda não viu que a prioridade foi abrir concurso com o mesmo valor salarial.

    Ainda não vê que não vem aí boa coisa..

    ResponderEliminar
  42. Já mandei baby!

    Bye Bye SFJ, hello SOJ!

    Fica bem, se puderes!

    ResponderEliminar
  43. Eu disse isso aqui, todos os dias, semanas a fio, antes do acordo. Perdi horas e mandei mails aos sindicatos!

    Mas os SFJ - Facada - nas costas de todos os OJ!

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  44. Temo que a sua visão vire realidade!

    Obrigado SFJ, perdemos logo de início €300 mensais!

    Vamos ver o que ainda vamos perder!

    Sim, porque o SSMJ e a reforma diferenciada já foram, e eles, SFJ, nada fizeram!

    ResponderEliminar
  45. Ah ah! Tb andas na propaganda a lutar por um lugar no poleiro não é?
    Mesmo que isso implique criar tensão e divisão, o umbigo primeiro, certo?

    ResponderEliminar

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