Estudo conclui que a falta de Oficiais de Justiça constitui um “risco psicossocial com preocupante risco para a saúde”
Os estudos sobre as condições de trabalho de um determinado grupo profissional, sob auscultação ou sondagem dos próprios, é um recente meio das entidades sindicais demonstrarem as dificuldades dos seus representados, podendo pugnar pelas melhorias necessárias para contrariar ou minimizar tais transtornos.
Vem isto a propósito de um estudo recente, encomendado pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) cujas conclusões serão apresentadas amanhã à tarde no auditório do Centro de Estudos Judiciários (CEJ), em Lisboa, mas que já ontem foram sumariamente conhecidas.
Assim, entre os fatores de risco específicos da magistratura do Ministério Público, o estudo aponta que os magistrados destacaram como sendo uma das causas muito stressantes para o seu exercício profissional a falta de Oficiais de Justiça.
Este problema dos Oficiais de Justiça é sentido pelos magistrados do Ministério Público, de acordo com o estudo, como um fator de desgaste profissional e do bem-estar dos magistrados, sendo apontado como um “risco psicossocial com preocupante risco para a saúde”.
A falta de Oficiais de Justiça e o consequente emperramento, ou mesmo a paragem, dos processos das vidas das pessoas, constitui algo que não é apenas stressante para os magistrados do Ministério Público, mas, desde logo, para os próprios visados, interessados ou envolvidos nos processos, prejudicados, e, seguidamente, para todos os profissionais envolvidos e, destes, em primeiro lugar estão aqueles que dão a cara todos os dias às pessoas, frente a frente e não à distância de um despacho escrito num computador no recato de um gabinete ou no seu domicílio.
Todos os dias, especialmente durante as horas em que os Oficiais de Justiça têm de dar a cara às pessoas, ao vivo e em direto, explicando o inexplicável, gerindo as tensões, ouvindo as diversas narrativas, as versões, os desesperos e as loucuras, vindas de todos os lados, de todas as frentes de combate, é esse o mundo real em que vivem os Oficiais de Justiça e que, espantosamente, ainda conseguem controlar e acalmar quase todos.
São esses os profissionais da justiça que, não só desempenham as suas funções sob forte stresse, como esse estado ainda lhes vai sulcando perturbações a todos os níveis que se refletem nas suas vidas próprias, dentro e fora da profissão.
As conclusões do estudo que amanhã será apresentado, coloca a problemática dos Oficiais de Justiça no mesmo patamar de risco psicossocial do “elevado volume processual”, ou da “falta de apoio à conciliação entre trabalho e família”, “a participação nos concursos para movimentos”, ou as “inspeções ao desempenho profissional”.
Ou seja, os Oficiais de Justiça e as suas correntes que arrastam há décadas, estão no mesmo saco daquilo que os magistrados do Ministério Público consideram do pior que lhes podia suceder na vida profissional.
Os Oficiais de Justiça compreendem perfeitamente os resultados do estudo e assumem imediatamente que o estado da sua profissão, isto é o estado a que o Governo votou a profissão, é, sem dúvida nenhuma, atualmente, um risco muito grande para a vida dos outros e, sem dúvida alguma, para a dos próprios.

Mais uma muito boa análise por aqui deixada.
ResponderEliminarObrigado pelo esforço e chamada à atenção para todas estas questões que nos tocam. A saúde mental é um assunto muito sério e tenho colegas de baixa porque a pressão e o constante põe aqui e agora vai para ali, os estourou. Sem a família ao pé, pior fica.
Aproveito para perguntar se...é normal a ausência de informações por parte dos 2 sindicatos.
Já leio desde há uns dias para cá uns comentários a dizer 'hoje vai sair' ou 'espera até ao final do dia e o sindicato vai dar informações novas'...entre outras comentários claramente a lançar para o ar invenções.
Mas a realidade é que passam os dias e estranhamente nada é dito.
Sou uma pessoa tolerante q.b., mas estamos a 05/Setembro e 'convinha' existir uma palavra sobre o que está a ser preparado (ainda que genericamente), sobre uma eventual agenda de trabalhos...enfim, transmitir algum ânimo sobre o que esperar para esta carreira.
É estranha esta ausência de informações atualizadas de forma mais regular, penso eu.
Vamos lá ver uma coisa, se a falta de OJ é causa de stress para o MP, então o que acarretará para as secretarias?
ResponderEliminarOu será que a saúde mental dos OJ não conta, ou conta menos, que a das magistraturas?!
Está mais que na hora, na verdade já vem tarde, de os sindicatos mostrarem que estão vivos!
ResponderEliminarSe não têm nada de profundo para dizer, que digam coisa menos complexa ...
Num processo tão doloroso, e que já dura há anos, era de bom tom o SFJ e SOJ comunicarem qq coisa aos associados ...
Alguém que acorde os sindicatos por favor. Começo a ficar preocupado. Estão todos vivos?
ResponderEliminarTal como ontem tinha anunciado, aqui está a comunicação que falei e que passo novamente a transcrever para quem não teve oportunidade de ler no dia de ontem:
ResponderEliminarNeste fim de semana, mais propriamente nos próximos dias 6 e 7 de Setembro o SFJ irá reunir em Fátima os seus orgãos nacionais para análise dos seguintes pontos:
1-Análise dos conteúdos funcionais dos OJ proposto ao Ministério da justiça, conforme documento anexo
2 - Análise das fases subsequentes da revisão estatutária, designadamente:
estrutura da carreira - categorias e cargos;
vínculos;
regime de avaliação;
estrutura remuneratória - fixa e variável - incluindo suplementos
Nestes termos atendendo à importância desta revisão para o futuro de todos nós, solicito a todos que até ao final do dia de amanhã me enviem os seus contributos para esta discussão, a fim de serem apresentados nesta reunião plenária.
Mais informo que esta colaboração não foi solicitada antes uma vez que só no dia de hoje me foi enviada a convocatória e o documento anexo.
Certo da compreensão de todos vós, apelo à participação de todos, para que todos possamos contribuir para melhorarmos este documento, que irá definir o nosso futuro.
Todos juntos seremos mais fortes
Justiça para quem nela trabalha.
A carreira entra na fase mais decisiva dos últimos 25 anos. O novo estatuto definirá o futuro da carreira. Espero que os sindicatos sejam transparentes e expliquem o que se passa. Não podemos vacilar. É (literalmente) o tudo ou nada.
ResponderEliminarA sério colega? É agora que vamos enviar os nossos contributos para uma reunião de amanhhã? E vamos enviar por aqui, através do blog? Nem sabemos quem é o colega.
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ResponderEliminarHá 30 anos nisso?
A minha esposa anda apanhada de todo. Isto vai dar mau resultado.
ResponderEliminarNem deixou endereço!!!
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ResponderEliminarCom todo o respeito, mas
de há anos para cá a profissão de OJ é das mais desgastantes a nível psicológico e ninguém quer saber.
BURNOUT é o que quase todos os OJ´s sofre e muitos escondem e quem paga a fatura é a família.
sindicatos porque não discute isso também quanto aos funcionários, tal como os magistrados vão fazer??
Eu meto baixas sempre que o corpo e a mente acusam.
Já cansei de aguentar e família também.
Vai ser um excelente fim de semana. Levem uns agasalhos pois preveem um tempo fresquinho.
ResponderEliminarEntão o SFJ acredita que isto só lá irá por ordem e graça da Nª. Senhora?!!
ResponderEliminarEu por acaso, fico stressado é com a presença dos magistrados.....
ResponderEliminarE dos ilustres?!!
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ResponderEliminarpelos visto conta menos, tristeza de profissão esta
Não fiques, pá, eles gostam muito de ti.
ResponderEliminarInfelizmente colega,
ResponderEliminarDeixaram isto bater no fundo.
Quem esteve à frente da DGAJ estes ultimos anos desgraçou esta profissão. não gostam mesmo de OJ´s.
És um triste...
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ResponderEliminarGrande verdade! muitos escondem a sua depressão provocada pelos serviços, por vergonha.
Porquê?! Diga lá!
ResponderEliminarMas diga a verdade se tiver coragem!!
Claro que sim, para ... os servires!
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ResponderEliminarNesta semana a preocupação do sr marçal é com os honorários dos oficiosos...
Se não gostassem não estavam sempre a levá-los para lá.
ResponderEliminarSó gostam é daqueles que em vez de nicotina são adictos da tal lambebotina já ontem aqui abordada.
O texto é bem elucidativo mas, não obstante, tudo isso é esquecido nas intervenções solenes - falo da menção que é feita pela Exma. Sra. PGR entre muitos outros protagonistas como já ontem aqui deixei um bom exemplo (em dez páginas, cada uma com cerca de 35 linhas, apenas foi dedicado um curto parágrafo de 5 linhas onde a palavra de Oficial de Justiça figura uma única vez).
ResponderEliminarO problema agiganta-se - e parece que assim é querido pelo presidente do SFJ, atuação que pode servir determinados propósitos políticos (a pessoa em causa não tem auréolas de santo) - e ninguém pressiona uma solução, pois bastam-se com palavras e promessas que outros incumpriram e recorrentemente se furtaram a explicar porque razão.
Vão todos à Nossa Senhora de Fátima - quiçá procurar orientação - mas a questão não é do foro religioso e ali o que se colhe é orientação religiosa, embora o ambiente providencie um determinado "conforto espiritual", o que se compreenderá que alguns dos dignatários pretende a expiação dos seus pecados.
Acendam as velinhas por nós, que bem precisamos, pois mais que isso, ficou provado, não sabem fazer.
Vão discutir - internamente - no seio da instituição o que é da maior importância para a nossa carreira, como se fossem doutores sobre o assunto, sem perscrutar a sociedade, os ambientes universitários e as principais instituições.
Porque tiras satisfação em gozar com os of. de justiça avançando com supostas noticias, que só tu saberás e pensas que crias expetativas nas pessoas.
ResponderEliminarIsso é de alguém que sofre de um distúrbio e tem uma vida infeliz e pequenina, pois caso contrário terias outras motivações, como criar empatia com os outros (em vez de os enganar), acrescentar valor ao que fazes e dizes, enfim...ser melhor pessoa.
Desejo que reflitas e que evoluas, estamos sempre a tempo.
Devolve!
ResponderEliminarDevolve!
Eu Devolvi e sinto-me em paz com a minha consciência.
Eu meu nome não farão mais nada!
ResponderEliminarHá lá trotil...
Parece que já há colegas que não estavam incluídos na ação do SFJ do ano de provisoriedade, a receberem notificações relativas aos pagamentos.
ResponderEliminarAlguém sabe alguma coisa?
Critérios?
Ritmo?
Obrigado.
Sim, já há, mas não sei de ritmos nem de critérios!
ResponderEliminarJá alguém se lembrou de interpelar os sindicatos sobre o estado das negociações??
ResponderEliminarAfinal são oficiais de justiça ou uns pamonhas???
Que tal pegarem no telefone e ligar?
Que tal enviar uma carta registrada??
Karamba tenho que ensinar tudo?
Não tens que ensinar tudo mas como Rei és o responsável máximo!
ResponderEliminarÉ uma vergonha colega a verdade é dura demais...
ResponderEliminarBasta uma simples comunicação à DGAJ para acabar o "vínculo".
ResponderEliminarComentários contendo difamação com insinuações sobre corrupção, sem provas, constituem ilícito criminal cuja responsabilidade recai apenas sobre a administração da página por permitir a ilicitude, por isso, e dada a experiência destes casos, somos obrigados a suprimir todo o comentário.
ResponderEliminarDiga o mesmo sem a parte passível do processo-crime e não será apagado.
Será, que o sr. Marçal concorda com este estudo. Parece-me, que não.
ResponderEliminarPor onde anda a medicina no trabalho, obrigatória, no que diz respeito aos OJs?
ResponderEliminarObrigatória para todos menos no ministério da “justiça”.
Que vergonha
E o que é que nós temos a ver com a tua esposa?
ResponderEliminarHá com cada comentário ...
Estamos a falar de coisas sérias pá, não falamos das nossas mulheres ou dos problemas que temos com elas ...
Hahahah estas caixas de comentários estão a degenerar a um ritmo alarmante....
ResponderEliminarComentador das 13:26:
ResponderEliminarCaro colega, não vou fazer qualquer comentário relativamente às considerações que teceu a meu respeito.
Apenas vou reafirmar aquilo que havia dito:
Neste fim de semana, mais propriamente nos próximos dias 6 e 7 de Setembro o SFJ irá reunir em Fátima os seus orgãos nacionais para análise dos seguintes pontos:
1-Análise dos conteúdos funcionais dos OJ proposto ao Ministério da justiça, conforme documento anexo
2 - Análise das fases subsequentes da revisão estatutária, designadamente:
estrutura da carreira - categorias e cargos;
vínculos;
regime de avaliação;
estrutura remuneratória - fixa e variável - incluindo suplementos.
Poderá sempre confirmar o que estou a dizer junto do sindicato.
Cumprimentos.
Pelo que percebi, não tem havido quaisquer negociações pois este fim de semana, mais propriamente nos próximos dias 6 e 7 de Setembro o SFJ irá reunir em Fátima os seus orgãos nacionais para análise dos seguintes pontos:
ResponderEliminar1-Análise dos conteúdos funcionais dos OJ proposto ao Ministério da justiça, conforme documento anexo
2 - Análise das fases subsequentes da revisão estatutária, designadamente:
estrutura da carreira - categorias e cargos;
vínculos;
regime de avaliação;
estrutura remuneratória - fixa e variável - incluindo suplementos.
Isso é falta de carinho e de ... coiso
ResponderEliminarAbre os olhos!!
No estado a que deixaram cair os serviços, não há medicina que resolva.
ResponderEliminarApenas baixa ou sair disto.
A minha esposa é sua colega. Tristeza.
ResponderEliminarAssunto:
Estudo conclui que a falta de Oficiais de Justiça constitui um “risco psicossocial com preocupante risco para a saúde”