3 centenas de Oficiais de Justiça em regime de substituição
Os Oficiais de Justiça não estão preocupados apenas com a questão remuneratória, embora seja, obviamente, um dos fatores que mais os irrita, mas com muitos outros aspetos igualmente irritantes que estão em cima da mesa que delineia o percurso para o incerto futuro regulatório da sua vida profissional.
Um dos aspetos mais irritantes prende-se com a arbitrariedade das nomeações para cargos ou afetações a funções, sem que haja critérios transparentes, acessíveis e compreensíveis para todos.
Enquanto que as normas estatutárias tentaram, ao longo destas mais de duas décadas, aportar essa transparência e justiça na movimentação, colocação e afetação de Oficiais de Justiça, designadamente através dos Movimentos (ordinários e extraordinários), assistiu-se, em simultâneo, a uma degradação e paulatina deterioração desse mesmo objetivo de transparência, especialmente após a criação da figura das mini-direções-gerais-locais e seus superpoderes discricionários.
Hoje coloca-se e recoloca-se, seja no judicial ou no Ministério Público, mas especialmente no regime de substituição de cargos de chefia, estes com aumento de remuneração, pelo tempo que as pessoas merecerem a confiança ou a simpatia, o que pode durar anos, havendo mesmo casos extraordinários que a contagem já se pode fazer em décadas.
Entretanto, os outros, ficam com o caminho barrado, vendo como de nada lhes valeu o tempo perdido na dedicação ao serviço e aos estudos, nem sequer a boa classificação obtida nas provas ou nas avaliações de desempenho, porque, ou não estão próximos dos centros decisores, ou não reúnem outros aspetos mais comezinhos do dia a dia.
As nomeações para os cargos em regime de substituição sem abertura a todo o universo de candidatos possíveis é, pois, algo que muito vem irritando os Oficiais de Justiça e é mesmo algo que os sucessivos governos dizem que querem combater e, pasmem-se todos, é algo que o próprio Ministério da Justiça e até a sua atual ministra da Justiça dizem, com orgulho e vaidade, que não é para permitir em lado nenhum.
Claro que esse lado nenhum, como se sabe, não se aplica, mais uma vez, aos Oficiais de Justiça.
A este propósito, diz o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), na sua última informação sindical, que a ministra da Justiça, “com pompa e circunstância, no dia 20 de junho de 2024, afirmou publicamente, na apresentação da Agenda Anticorrupção, a importância de se
«Garantir que as nomeações em regime de substituição sejam acompanhadas da abertura de concurso público para preenchimento da vaga.»
E conclui o SOJ:
«Ora, a Senhora Ministra da Justiça não pode, sem se sujeitar à crítica, afirmar que as nomeações em regime de substituição devem ser acompanhadas da abertura de concursos públicos e, dentro dos tribunais, aceitar que o “filho do sapateiro ande descalço”.»
E continuamos a transcrever a informação do SOJ:
«As nomeações em regime de substituição, dentro dos tribunais e “promovidas” não só pela DGAJ, mas também por magistrados e colegas nossos, oficiais de justiça, têm-se perpetuado durante anos (algumas ultrapassam uma década), servindo para premiar amizades e garantir favorecimentos, cunhas e compadrios. A situação é grave e, ocorresse em outros serviços, seguramente haveria lugar a processos-crime.
Facto é que o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), desde a sua constituição, tem procurado denunciar esta e outras situações. Contudo, e por razões que todos conhecem, deparamo-nos com muitos anticorpos dentro dos tribunais e denunciar estas situações, até por força da passividade da maioria da carreira, não se tem mostrado eficaz.
Ainda recentemente, logo que Sua Excelência a Senhora Ministra da Justiça reuniu com o SOJ, a questão foi colocada por este Sindicato, mas mereceu o silêncio e indiferença da Senhora Ministra da Justiça.»
A nota sindical termina com o seguinte apelo:
«Assim, e por ora, o SOJ solicita aos colegas informem se têm conhecimento de outras nomeações, entretanto ocorridas e que não constem do documento requerido pelo SOJ à DGAJ, pois os números de nomeações em regime de substituição, sem abertura de concurso público, são elevados, mas poderão ser ainda de maior dimensão.
Posteriormente, o SOJ irá denunciar a falta de coerência do Ministério da Justiça, pois o combate à corrupção não pode ser seletivo. Exige-se a abertura de concurso público!»
Com esta nota o SOJ disponibiliza uma lista dos regimes de substituição por todo o país, onde se conta um total de 300 Oficiais de Justiça colocados nesse regime.
Pode aceder ao documento oficial fornecido pela DGAJ ao SOJ diretamente através da seguinte ligação: “Regimes de Substituição”.
Pode ainda aceder à briosa Agenda Anticorrupção, a menina-dos-olhos de Rita Júdice, que serve a todos menos aos Oficiais de Justiça, seguindo estas hiperligações: “Notícia do Governo sobre a Agenda” e a “Agenda Anticorrupção”.
Na tal Agenda, encontra a Medida 29º que diz o seguinte:
«Garantir que as nomeações em regime de substituição sejam acompanhadas da abertura de concurso público para preenchimento da vaga».
É isso mesmo que os Oficiais de Justiça pretendem, garantir a Agenda, e desde há muito, mesmo quando a dita Agenda não existia.
Entretanto, o SOJ deixou um pedido aos Oficiais de Justiça, para que verifiquem a lista de substituições, designadamente àquilo que é do conhecimento de cada um, isto é, ao seu núcleo e, ou, comarca, e comuniquem se se mantêm aqueles casos ou se a lista sofreu alguma alteração, para mais ou para menos.

Fonte: “SOJ-Info-07OUT2024”.
Ao estilo Martin Luther King, mas aqui destinado a todos nós, O.J....
ResponderEliminarEspero que gostem!
Eu tenho um sonho
Hoje, digo-vos, meus colegas Oficiais de Justiça, que ainda enfrentamos desafios imensos.
Mas eu tenho um sonho. Um sonho de que um dia, o nosso trabalho será reconhecido pelo seu verdadeiro valor. Que a nossa dedicação e esforço serão recompensados com a valorização da nossa carreira e com salários justos.
Eu tenho um sonho de que um dia, em cada tribunal de Portugal, os Oficiais de Justiça serão respeitados e honrados pelo seu papel crucial no sistema judicial. Que não seremos mais vistos como meros auxiliares, mas como pilares fundamentais da justiça.
Eu tenho um sonho de que um dia, os nossos filhos e filhas poderão olhar para nós com orgulho, sabendo que lutamos por um futuro melhor, não apenas para nós, mas para todas as gerações de Oficiais de Justiça que virão.
Eu tenho um sonho de que um dia, a nossa voz será ouvida. Que as nossas reivindicações por melhores condições de trabalho e por uma remuneração digna não serão ignoradas, mas atendidas com a seriedade e o respeito que merecem.
Eu tenho um sonho de que um dia, a justiça não será apenas um conceito abstrato, mas uma realidade vivida por todos nós, dentro e fora dos tribunais. Que a justiça que defendemos para os outros será também a justiça que receberemos.
Com esta fé, avançamos juntos, determinados a transformar este sonho em realidade. A valorização dos Oficiais de Justiça é um passo essencial para um sistema judicial mais justo e eficiente.
Bom dia,
ResponderEliminarLembro de há algum tempo atrás ter suscitado a questão junto dos sindicatos.
Aí que sei, através de um filiado do SFJ, o Marçal preparava-se para, junto da tutela, fazer força para que os colegas que hoje ocupam o cargo em regime de substituição, ficassem definitivamente com o lugar, isto tudo ao arrepio de todos os princípios e regras vigentes.
Uma vergonha o que andaram a fazer e deixaram que o problema se avolumasse... até ao ponto de haver super chefes a ocupar vários lugares prejudicando muitos outros colegas.
Vergonha e indignação!
Também vergonhoso é, estarmos a 15 de outubro e nada sabermos do estatuto, eventual data para publicação, eventual agenda negocial. O que está acordado e o que falta acordar. A tutela não passa cavaco, o SOJ não acorda nada e o SFJ limita-se a videos inócuos que tanto podem dizer muito, mas que não dizem nada
ResponderEliminarAssim andamos, quiçá até o novo ano entrar, á espera, tal qual ovelhas no pasto á espera que o pastor se digne aparecer e enviar-lhes um assobio.
A tutela já se porta como a anterior e o pastor continua com os mesmos defeitos, considera-nos ovelhas
Estar a juntar secções em alguns tribunais e quem chefia são adjuntos em regime de substituição. Inclusive Tribunais sem secretários no entanto puros ocupam o lugar e nunca é decretado vago o lugar. É injusto para quem tem os requisitos e não pode concorrer para ocupar o lugar. É verdade que ao aceitar essa nomeação recebe mais, mas prejudica a carreira, ou seja somos inimigos de nós próprios.
ResponderEliminarIsto também explica muita coisas, 300 são suficientes para fazerem adormecer ou manter a redes curta de pelo menos 3000 ou mais..
ResponderEliminarIsto explica a resistência á mudança.
Como a história de irem discutir com o governo um suplementozinho.
Existe oficial de justiça que de fato estão bem...
Aqui está a explicação cabal porque existe oficiais de justiça sempre prontos a estar disponíveis para apagar os fogos...
ResponderEliminarPorque existe oficiais de justiça amiguinhos dos magistrados.
Isto explica o medo dos licenciados..
O medo que sejam defendidas regras..
Está muito bom.
ResponderEliminarNa realidade os casos mediáticos estão aí, a comunicação social á porta ...alguém vê alguma concentração nessa hora??
ResponderEliminarAlguém vê algum sindicato pedir para alguém aparecer nessa hora??
Não nada então o que querem??
Para mim isto representa o reino da ilegalidade!
ResponderEliminarPassa o extraordinária a ordinário, passa o normal sentido da lei!
A questão é:
Ninguém vai fazer nada?!!
Isso seria criminoso!
ResponderEliminarColoquei a seguinte questão á IA qual a probabilidade do estatuto estar pronto em 2025?
ResponderEliminarCom base nas informações disponíveis e no progresso atual, acredito que há uma **probabilidade de cerca de 70%** de o novo estatuto dos oficiais de justiça ser publicado em 2025. No entanto, isso pode variar dependendo de vários fatores, incluindo as prioridades governamentais e os processos de revisão e negociação.
Claro que vão colega...! Os afilhados dos administradores... dos juizes e dos procuradores coordenadores... sim vão..
ResponderEliminarVão dar dormidas aos administradores... oferecer relogios suíços... enfiar lembrancas a toda esta boa gente que todos os dias e a todas as horas temos que levar com esta gentinha em cima... uma podridão dentro da justiça. . Corrupção nas nomeações interinas. Hoje o mais novo passou a mais velho por saber lamber o sapatinho e levar tudo ao superior enquanto o mais velho por já saber o que gasta e é gerida a nossa casa fica em silêncio ...! Concorre ... concorre mas o lugar fica igual.
Num movimento, 2 auxiliares foram nomeados adjuntos. No mesmo dia ocuparam lugares de Escrivão, em regimedesubstituição. Uma escriva com menos de 1 ano de funções, sem nota, foi nomeada secretária de justiça em regime de substituição, onde se mantém há 1 década.
ResponderEliminarConfirma-se na íntegra que no meu Tribunal existem duas pessoas em regime de substituição sem terem cursos para tal nem antiguidade. Aliás há colegas neste Tribunal que foram a ambos cursos, tecnicos principais, escrivão de direitos e secretário de justiça sem que esses ocupem esses lugares. Vergonha
ResponderEliminarAcorda pá.
ResponderEliminarAcorda para a realidade.
Há um estudo que refere que estamos a ficar cada vez mais inteligentes - não são todos, mas alguns de nós, pelo menos, e eu quero acreditar que sou um deles mas cada vez me convenço mais que não sou!
ResponderEliminarNa verdade, quando era miúdo lembro-me de se falar em bruxas e que havia quem a elas recorresse para adivinhar o futuro - e ainda hoje há quem acredite nisso!
Mas agora parece que se deitam a perguntar as coisas da vida a uma entidade inexistente, etérea mesmo, como se a vida fosse assim, levada por tretas.
Já que o "Rei" descobriu um novo brinquedo, desafio-o a vir aqui publicar um projeto de estatuto ideal feito com as medidas da tal I.A.
ResponderEliminarSonho de 25 anos.
Será pesadelo?
ResponderEliminarNOJO
Metem nojo mesmo.
ResponderEliminarNão têm vergonha na cara.
Gente sem berço.
ResponderEliminarTanto é ladrão quem vai à vinha como quem fica à porta e aceita.
Gente mesmo sem vergonha na cara.
Quer quem nomeia, quer quem aceita.
Tudo o que desvirtue o sentido normal da lei de forma grosseira e/ou continuamente poderá ser considerado ilegal!
ResponderEliminarApurem-se responsabilidades, cunhas, tráficos de influência, e siga para tribunal, que já é tarde!...
Bom dia colega,
ResponderEliminarJá aqui deixei o meu exemplo mas vou insistir porque parece que nem todos os colegas se sentem livres para denunciar as injustiças - não se trata de acusar os colegas ou de censurar comportamentos de forma generalizada embora muitos deles o mereçam.
Há uns anos atrás fui colocado, por movimento ordinário, num determinado núcleo na sequência do reporte à DGAJ, pela gestão da comarca, da falta de funcionários nesse mesmo núcleo.
No dia da aceitação do lugar, apresentei-me nesse local para trabalhar e fui informado de que não ficaria no núcleo tendo sido recolocado num outro, exercendo as funções de adjunto.
No núcleo onde fui provido e onde não cheguei sequer a assentar praça, foram entretanto providos outros colegas - diga-se com toda a justiça - na sequência de promoção a adjunto e logo de seguida, passaram a exercer funções de chefia em regime de substituição.
Eu que contava com cerca de 15 anos, por via da recolocação, fiquei como Adjunto e aqueles outros, em quem reconheço muita competência (não é isso que está em causa), nem um ano tinham de ajunto e já estavam com funções e salário melhorado.
A acrescer, nenhum deles se tinha proposto a qualquer curso (seja para promoção a Esc Direito, a Tec Justiça Principal ou mesmo a Secretário) e eu, que me tinha proposto a todos eles, com classificação cimeira (entre 16,5 a 18,5 valores), fiquei a ver navios.
Mais ainda, no núcleo onde fui recolocado, a unidade central ficou a cargo de um colega que declaradamente não quis e por isso não se propôs a qualquer concurso para promoção - foi uma opção pessoal que respeito - dizendo que estava confortável, comodamente perto de casa e não tinha interesse nenhum no cargo.
O certo é que essa pessoa acabou por ficar a chefiar aquela unidade - só porque o seu tempo foi vivido antes do meu e de muitos como eu.
Eu não censuro nenhum - absolutamente nenhum dos colegas - e também não atiro responsabilidades aos Administradores que prosseguem as orientações dos Juízes Presidentes e dos Coordenadores da Comarca, tanto mais que a DGAJ justificou dizendo que era competência destes decidirem dentro da margem de discricionariedade que a lei lhes confere.
O que pretendo aqui denunciar não é uma injustiça pessoal - aliás conformei-me muito bem com a situação o que não significa que concorde com ela - apenas sensibilizar para situações inadmissíveis num Estado de Direito.
Ademais que são bem conhecidos casos de nomeação de Administradores sem curso, de secretários, escrivães e TJ Principais ao arrepio das regras e apenas por conveniência.
Se querem que a coisa funcione assim - numa lógica de comissões de serviço por nomeação dos amigos - então que o escrevam no texto do estatuto (o SFJ parece defender algo parecido).
E eu já nem falo em TJ Principais que aceitam chefiar várias secções/núcleos ou Escrivães que assumem várias secções como está a acontecer em muitas comarcas, ou sequer de recolocações destes em núcleos para serem investidos secretários.
Assim não são três centenas - são bem mais pois que destas três centenas há uma boa parte que se dividiu e assumem mais que uma chefia/secção.
Tudo isto com o consentimento do SFJ que não mexe uma palha apenas porque muitos dos seus associados figuram nestes.
Foi com um "sonho" destes e com um discurso que ficou na história em pleno Lincoln Memorial, que houve mudanças reais!
ResponderEliminarFoi com um "sonho" destes que se despertaram mentes, para se reescrever a história e um rumo que durava há uma eternidade...
PRAISE THE LORD ´CAUSE I HAVE SEEN THE LIGHT !!!!
ResponderEliminarVocê utiliza o termo "injustiça" mas não se trata de "injustiça" mas sim de "ilegalidade".
ResponderEliminarQuando se pretende passar a excecionalidade, prevista na lei, para o regime "ordinário", ultrapassando o sentido da lei, estamos no âmbito da ilegalidade!
Atue-se em conformidade, denunciando e responsabilizando civil e criminalmente aqueles que promovem os atropelos à lei!
Tudo o que acabo de ler é infelizmente uma verdadeira escumalha da sociedade..., mas esta sociedade é interna dentro da justiça . Um juiz presidente ao momear um administrador sem curso, um secretario interino sdm ir ou ter chumbado no curso de sexretario assim como nomear o mais novo em vez do mais antigo é pura corrupção...!
ResponderEliminarAdjuntos a exercer as funcoes de Escrivão sem terem ido a cursos e os lugares não são ocupados existindo pessoas a concorrer para aquela vaga é um descalabro... enfim...! Isto com os anos que tenho e atinngindo os 60 anos e se isto continuar asdim munca me apangam nos tribunais vou de bsixa até atingir os 70 anos de idade.
Que vergonha se tornou a nossa justiça.
Acabem rapidamente com as administrações por favor!
Não será tempo de a DGAJ elaborar um questionário com perguntas e respostas ( sim ou ) se estamos de acordo com esre modelo fundado em 2014?
Venha ele e veremos os resultados!
Atendendo ao evidente que é a lei da reciprocidade, acompanhado do velho chavão de que não há jantares de graça, é muito fácil perceber que estas situações vergonhosas tornam reféns de um micro ecossistema em cada comarca, os que aceitam estes cargos, obviamente
ResponderEliminarSobem escalando por cima dos restantes e quem os nomeia acaba, tarde ou cedo, por pretender tirar proveito desse favor.
Todos pretendemos, legitimamente, melhorar as nossas vidas e as nossas carreiras e todos sabemos o marasmo em que tais se encontram. Mas daí ao "salve-se quem puder", vai grande distância.
E ver colegas com o curso de escrivão tirado com aprovação e outros com habilitaçes ao nível da licenciatura, para não dizer mais, a ser preteridos por outros sem nenhum destes requisitos, (alguns com meia dúzia de anos ao serviço) é assustador e revelador de que nunca saberemos quem vamos ter contra nós este ou aquele dia, apenas porque não comungamos da mesma maneira de ser e de estar na vida, premiando a verticalidade e mantendo a espinha dorsal bem erecta.
Formam-se grupos de maneira mais ou menos visível e discute-se nestes a nossa vida sem o sabermos e por gente que não tem nem competências, nem legitimidade para tal. É o xadrez estratégico laboral a funcionar.
Tudo com o apio flagrante de quem tutela pois a estes convém estas situações na medida em que se disfarçam falhas de meios humanos sem custos adicionais de monta,comparado com a legítima ocupação de tais lugares.
E neste contexto, esteve e está muito bem o SOJ ao alertar para estas situações vergonhosas, não percebendo eu inclusivaemnte, como não tem o SFJ tal posição, mais preferindo olhar para o lado e assobiar.
Estas situações ocorrem em inúmeras comarcas do país, senão em todas, e minam as relações e o ambiente de trabalho de forma irreversível, desmotivando e enfurecendo muitos. Todos o sabemos.
São um vírus que corrói tudo.
Sim senhor.
ResponderEliminarMas por vezes cuidamos que estamos a viver um sonho e na realidade acordamos todos molhados ...!
A esta hora, estarão muitos desses 300 a ver o que aqui se escreveu.
ResponderEliminarCoram ligeiramente, se tiverem alguma consciência...mas siga para a frente!!
Logo arranjam meia dúzia de desculpas para justificar a sua posição, mesmo que nenhuma delas tenha qualquer cabimento e lhes venhas á memória o momento em que se mostraram "disponíveis" ou pediram o favor.
E nunca nos esqueçamos que também o avental tem uma palavra a dizer na vergonha que se tem passado por aí.
Um dia destes escrevo um livro com o que sei e vi em primeira mão, e com testemunhos de gente que conheço.
Até treme tudo !!!
Ui, treme tudo.😁
ResponderEliminarAcha mesmo que alguém quer saber dessas notícias escabrosas?
Eh pá, que degredo de atitude por parte do SOJ!
ResponderEliminarAinda que peça aos colegas que se estão ou estiveram em regime de substituição, que informem sobre a conformidade da situação funcional que consta do ficheiro, é uma coisa, outra é arranjar bufos entre os colegas.
Muito baixo mesmo!
Abre bem os olhos e começa a ficar atento ao que te rodeia.
ResponderEliminarTalvez te surpreendas...
Eu já cá ando há muito para saber que não há coincidências em certas coisas, por vezes.
Degredo é estar calado e aceitar !!
ResponderEliminarAs generalizações são sempre perigosas.
ResponderEliminarEnquadrar todos os casos de regime de substituição, em relações de compadrio ou de favorecimento, é apenas populista e revelador de falta de ética.
Já nem falo da estupidez de relacionar os mesmos com corrupção, como se o adjunto Ambrósio ou o esc dto Xiquinho, andassem a subornar órgãos de gestão para serem nomeados.
Enfim.....
Acompanhei de perto muitas situações em que os próprios colegas foram literalmente obrigados a aceitar o regime, pois caso contrário acabariam por assumir parte dessas funções sem receber mais.
É lógico que, salvo impossibilidade fundamentada, qualquer ato urgente nao vai deixar de ser praticado, só porque é da competência da chefia que não existe.
Por lado, tb é do conhecimento geral, que os órgãos de gestão são muitas vezes confrontados com vários lugares de chefia não preenchidos, existindo um leque bastante reduzido de OJs com competências evidentes de gestão e organização e com habilitações adequadas a assumir cargos de chefia.
E não é pelo facto de terem frequentado o curso que essas competências existem.
E é natural que se valorize a existência de habilitações académicas superiores.
Ou seja, o compadrio e favorecimento existem, mas cuidado com as generalizações.
os Tribunais existem para impugnar o que descreve.
ResponderEliminarPorque não faz nada? não impugna esses despachos?
SOJ ainda é diferente, logo porque abandona reuniões que não dão em nada.
ResponderEliminarE não fez acordos pela calada da véspera de reuniões.
Tenham vergonha
As generalizações são o espelho da realidade.
ResponderEliminarNão vou dizer que é um caso de policia, que talvez não seja, mas é um caso que merecia, no mínimo, um parecer da Procuradoria!
ResponderEliminarSe fosse aos sindicatos, atentava no que se está a passar, e tomava medidas!
Assim não!!
E, sim, os sindicatos deviam impugnar judicialmente estas decisões, que, de tão constantes, são contrárias ao espírito da lei!
ResponderEliminarTambém se deveria averiguar se os poderes dos Srs. JP estão a ser exercidos sem favorecimentos!
Os sindicatos ao longo dos anos pouco fazem.Nāo deviam nunca deixar parar esta causa que é, nāo colaborar com injustiças entre colegas e o cometer de ilegalidades nas substituições, ainda por cima que duram, duram.
ResponderEliminarImpugnar essas nomeações oficiosas fora de concurso público, ocupando lugares por vezes sem ter condições da lei e à revelia de outros colegas com essas condições e que querem ocupar esses lugares, deveria ser também a função dos si ndicatos, se os prejudicados o pretendessem.
Mas sabemos que há muitos interesses difusos no meio disto tudo.
Em caso de prejuízo não teria receio e impugnava mesmo a custo próprio, sem ajuda desses para quem pagamos quotas e se esquecem disso por vezes.
Eu sou um desses "em regime de substituição" mas não coro, passei de auxiliar a chefe de secção, sem conhecer ninguém na minha atual comarca. Fui indicado ao Administrador? ou ele apostou ao calhas?; não sei. Certo é que o meu núcleo foi o único da comarca que cumpriu todos os objetivos.
ResponderEliminarEstou de acordo de que deveria haver formação / concurso para cada subida de categoria, mas não há; e agora?
Desta vez estiveste bem, aliás, acertaste na mouche!!!
ResponderEliminarMas que grande cambalhota para no fim dizer que a culpa é do SFJ.
ResponderEliminarIrra...
Só falta dizer que a culpa é do Benfica
Pois são. E a realidade é que há muitos oj's com dor de cotovelo e muito ódio gratutio para destilar de forma anónima nas redes sociais.
ResponderEliminarQue tenham coragem e se acham que há alguma situação ilegal que a denunciem sem medos.
Agora vir para as redes sociais a coberto do anonimato lançar suspeitas vis sobre toda a gente é muita baixeza da carácter.
Se não gostas de estar no que é baixo passa para o de cima!!!
ResponderEliminarServiu-te o gorro, hã??
ResponderEliminarAgora falas em dor de cotovelo dos outros.
Todos te percebemos muito bem...
Caiste em graça sem saberes, queres ver?
ResponderEliminarMas que coisa fantástica, os que te escoilheram terem-no feito sem qualquer critério aparantemente válido.
Não te conheciam, há outros auxiliares e adjuntos à tua frente, de certeza e, de repente, deu-lhes assim uma coisa naquelas cabeças...e foste a escolha deles !!
É que, a ser verdade esse acontecimento, então ainda mais preocupados devemos ficar com as escolhas por aí feitas.
Não só são por amiguismo, como pelo método umdólitá !!
Fantástico !!!
É isso mesmo.
ResponderEliminarAgora qualquer merda que aconteça é culpa do Sfj.😅
Atenção: quem precisar de urologista e comprimido azul, o SFJ já veio dizer que não sabe nem tem culpa de nada!
E se for problema ginecológico já é da competência do SFJ?!!
ResponderEliminarE agora?!!
ResponderEliminarPossivelmente estás a desempenhar funções de outro, que de acordo com o estatuto deveria estar a chefiar a secção!
Ou não será assim?!
Isso é sinónimo de desregulação total, quer de mérito quer antiguidade!
É aí que reside a irregularidade, que, de tão comum, se torna, ao meu ver, em ilegalidade!
Srs. SJF e SOJ cheguem-se à frente, e façam algo!
ResponderEliminarO tema de hoje é sobejamente importante e gera muitíssimas injustiças. Além disso, gera uma cadeia de favores sem cessar. Favor a mim, favor a ti ... ... . Há os eternamente prejudicados que são, entre outros, os licenciados e todos os que reunem as qualidades necessárias à progressão dentro da lei. Até dói constatar que nestes anos todos nenhum sindicato, nomeadamente o SFJ, que é o maior, porque os OJ assim o querem, não tenha feito nada para regular esta situação tão injusta. Sinal de que está comprometido com o sistema! Esta altura, seria uma boa oportunidade para o SFJ aparecer nas televisões divulgando tudo o que de mau vai grassando neste reino dos OJ, mas zelar pelos próprios interesses e ficar no sofá a ver as notícias é muito mais cómodo e não traz chatices!
ResponderEliminarEstás enganado hater anónimo.
ResponderEliminarSou Escrivão de Direito com aprovação em curso há muitos anos.
Já tu nunca passaste da cepa torta e em vez de estudares só te sabes roer de inveja e destilar ódio. E esperas pelo milagre de te darem um nível 3 a pensar que isso será suficiente para te tirar da sala. Sonha !!!
Tenho nojo de trabalhar nesta profissão desonesta....e doentia.. corrupção brutal e cultural..
ResponderEliminarOs tribunais e fazem lembrar as festas do p.duddy...parecem intocáveis até arrebentar a polémica e começarem a rolar cabeças
Eu faço tudo pelos meus "boys" do sindicato, os outros todos que se ffffffffffff.
ResponderEliminarMeu caro, o mundo em que pensa que vive já não existe, felizmente.
ResponderEliminarUma sociedade que promove o mérito NUNCA pode aceitar a antiguidade como critério unico em matéria de gestão de recursos humanos.
Claro que a experiência é fator relevante, mas acima de tudo devem prevalecer as competências e habilitações académicas, e se for o mais novo a avançar que o seja, desde que tudo seja feito com a maxima transparência.
Quanto à realização de uma espécie de referendo quanto à reforma, era só o que faltava.
Então é que nada se fazia neste mundo.
Estatuto: Não vamos todos passar para o grau 3?
ResponderEliminarNão há oficiais de justiça que podem ser assessores?
Fica com o nivel 3 ou 4, tanto nivel
ResponderEliminarui que bom ter nivel
ResponderEliminarOra Rei, muito bem
Como também faço parte dos 300 sempre digo que me sinto muito prejudicado pois não passo do 1º escalão que no caso quase que se confunde com o último do escalão anterior.
ResponderEliminarA seu tempo hei-de intentar uma ação para recuperar todo este dinheiro que me estão a sonegar a não ser os sindicatos o façam o que duvido.
ResponderEliminarPelos vistos OJ´s podem tudo, desde que caiam em graças.
O artigo de hoje diz tudo sobre isso.
Face a estas ilegalidades todos os 300 ou mais que ocupam cargos de forma ilegal estão a incorrer no crime de usurpação de funções..
ResponderEliminarAssim desta forma podem incorrer numa pena de prisão de 8 a 10 anos .
Assim determino que abandonem os cargos no
imediato...sob pena de prisão preventiva...
Agora? Vais ser denunciado por estares a cometer vários crimes! Tu e quem te nomeou, porque sei quem tu és e quem te nomeou.
ResponderEliminarAté te posso afirmar que tens um inquérito crime a correr no MP, contra tí e, quem te nomeou!
Já que os sindicatos nada fazem, porque não criar um grupo e por ali denunciarem estas substituições criminosas com factos concretos, nomeadamente aqueles que detêm os cursos de Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e os de Secretário de Justiça que vêm há décadas alguém, que não reúne as condições plasmadas na Lei, e que estão a Usurpar esses lugares em funções! Por mim e, como sou um(a) das que se sente lesado há alguns anos sou menino(a) para denunciarem esses ratos. Quem quiser unir-se a mim, por favor responder. Juntos somos mais fortes!
ResponderEliminarCumprimentos
Convém republicar esse comentário amanhã de manhã a esta hora já ninguém vem Aki.
ResponderEliminarÉ pertinente essa abordagem...
Nunca vi tanto constitucionalista e criminologista junto, como neste forum
ResponderEliminarOu será que são sempre os mesmos?
Art. 49 EFJ
"Nas suas faltas e impedimentos, e sem prejuízo do disposto na alínea b) do n.º 2 do artigo 66.º, os secretários de tribunal superior, secretários de justiça, escrivães de direito e técnicos de justiça principais são substituídos pelo oficial de justiça de categoria imediatamente inferior, designado pelo respectivo superior hierárquico e autorizado pelo director-geral dos Serviços Judiciários."
Digam me onde é que nesta redação, existe algum fator ou critério de seleção, que obrigue a designar A ou B, e que tenha sido violado na generalidade das situações.
Se me disserem que existe favorecimento, na maioria dos casos de comissão de serviço em que não é declarada vacatura de lugar, até concordo.
Fora isso é delírio e iliteracia.
Trabalham há anos sem abrir um código, mas para dar pareceres jurídicos sobre o que é crime e não é, estao sempre prontos.
Chico-esperto das 21H51, achas correto que na comarca, onde exerço funções já se sabe quem vai substituir o(a) administrador(a) quando este(a) se reformar ou morrer.
ResponderEliminarMedo dos licenciados, falar no ar, são 300 (para mim são mais), quantos desses são licenciados e quantos não são? Só assim se vê se tem algo a ver com licenciados, e tendo se são solução ou problema. Parem com a treta dos licenciados, fala-se de oficiais de justiça, e quem tem qualificações e capacidade toca viola. Referi qualificações não habilitações. Um individuo que tenha andado em 3 cursos, tendo tendo feito dois anos num, 3 anos noutro e sendo finalista noutro, tem menos habilitações que um licenciado com nota 10, mas terá menos qualificações. Deixem-se das tretas é no trabalho, o que cada um consegue ou sabe fazer que no conjunto se vê a qualidade dos oficiais de justiça, sendo um licenciado deverá ter mais armas. Mas há muita gente com armas que só as sabe olear e por em exposição.
ResponderEliminarUma vergonha, a situação em si e depois os comentários que aqui lemos.
ResponderEliminarÉ por isto que a carreira já foi.
vê-se de tudo, desde o egoísmo puro, injustiças, invejas, falta de humildade, ganância e inação de toda a gente, mas sobretudo dos sindicatos, que não têm tomates para colocar em causa tudo isto nos Tribunais administrativos, provavelmente porque isso iria prejudicar alguns amigos.
Realmente cada vez me sinto mais triste e desiludido, com a carreira, mas também com as pessoas, com a sociedade, que se tornou nisto.
Hoje não se pode confiar em ninguém, não há verdadeiros amigos, é cada um por si.
Para mim há uma coisa muito mais importante que lugares, ou dinheiro, é fazer o que está certo, é ter a consciência tranquila.
Mais tarde ou mais cedo colhemos aquilo que semeamos.
Estarás com medo?!
ResponderEliminarSe é um lugar que depende da escolha do jp não vejo qual é o problema
ResponderEliminarAh, então este sr.(a) que comenta às 21,51 de ontem, dado o adiantado da hora, está em confusão.
ResponderEliminarPrimeiro parece dizer que está tudo bem, tudo "lêgal" nas comissões de serviço.
Logo, se adianta a dizer que concorda com a ideia (que é geral) de que existe FAVORECIMENTO.
Favorecimento, tráfico de influências, a ser provado é crime.
Mas também acho que não será isso que mais se pretende, mas sim a impugnação junto dos T. Administrativos de forma a ANULAR essas nomeações que não estivessem legais, obrigando as pessoas a concorrer a concurso público (movimentos previstos no Estatuto).
Agora pergunto: há colegas que trabalham há anos sem abrir um código, como escreveu? Acredita nisso?
É delírio pois então.
O/A colega até escreve bem, mas, sim Maria, há um, "mas" que se esqueceu de mencionar no seu comentário:
ResponderEliminarEsqueceu-se do n.º 3 desse disposto:
3 – O despacho que autorizar a substituição é
publicado no Diário da República.
Bem como o disposto no Artigo 11.º
Escrivão de direito e técnico de justiça principal
O acesso às categorias de escrivão de direito e de técnico de justiça principal faz-se de entre escrivães-adjuntos e técnicos de justiça-adjuntos possuidores dos requisitos referidos no artigo 9.º.
Artigo 9.º
Requisitos gerais
São requisitos de acesso:
a) Prestação de serviço efectivo pelo período
de três anos na categoria anterior;
b) Classificação mínima de Bom na categoria
anterior;
c) Aprovação na respectiva prova de acesso.
muito lindo
ResponderEliminarEsta em andamento esse novo grupo! Apenas necessito de alguns detalhes e, vão ter conhecimento em breve da abertura, com critérios apertados dado ser um grupo que se vai ocupar em denunciar às autoridades competentes Oficiais de Justiça que não obedecem aos critérios plasmados no E.F.J.
ResponderEliminarótimo
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