O fenómeno da transmutação dos candidatos admitidos triplicados pela atratividade

      No passado dia 08OUT, divulgou a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) as listas dos admitidos e dos excluídos ao concurso de admissão de novos Oficiais de Justiça aos 570 lugares apresentados ao concurso.


      No dia seguinte, 09OUT, publicamos aqui uma análise dos números e do conteúdo das listas divulgadas, análise que ficou expressa no artigo intitulado: “Para os novos 570 lugares há 1134 candidatos admitidos e 905 excluídos”.


      Nesta quarta-feira, 23OUT, a comunicação social foi inundada de informação com a reprodução acrítica de uma análise alternativa dos números e das considerações formuladas pelo Governo, via DGAJ, números esses que são agora substancialmente diferentes e iludem os cidadãos.


      Em comunicado, que a DGAJ intitula como: “Candidatos triplicam as vagas”, considerando que houve “uma elevada procura” pelo concurso, estamos perante uma espécie de “Milagre das Rosas”, não só pela transmutação ocorrida, como ainda pela quantidade espetacular que se diz a triplicar.


      Apresenta agora a DGAJ 1647 candidaturas válidas e 382 candidatos excluídos, conforme decisão do júri do concurso em reunião ocorrida na quarta-feira.


      Quer isto dizer que as listas fornecidas a 08OUT, com os candidatos admitidos e excluídos, estavam tão "perfeitas" e os erros eram "tão poucos" que transitaram dos excluídos para os admitidos, "tão-só" e "tão poucos" como 523 candidatos. Um "pequeno" erro, talvez ao nível do "mero lapso".  Alteração esta que não é abordada de forma absolutamente nenhuma, como se fosse normal ou mesmo não existisse. E não são dois ou três, mas 523.


      No comunicado consta a seguinte afirmação da própria diretora-geral em regime de substituição:


      «De acordo com as melhores práticas, a DGAJ está a tramitar todo o procedimento em formato eletrónico e a reduzir o cronograma de recrutamento, com vista a garantir o reforço das secretarias judiciais e do Ministério Público.»


      Portanto, o que deve ter acontecido, é aquilo que alguns costumam classificar como "lapso informático", dado o tratamento estar a ser agora todo ele "em formato eletrónico", como orgulhosamente se diz, como se tal fosse uma grande novidade, a não ser quer o seja de facto, se realmente ainda era tudo tramitado em papel até este concurso, o que seria espantoso, não deixando, no entanto, de ser espantoso que alguém se gabe, nos dias de hoje, de que está a tratar de algo “em formato eletrónico”.


      A alegria da diretora-geral da Administração da Justiça, em substituição, está ainda patente na seguinte afirmação, que consideramos, apesar da alegria implícita, como algo muito triste:


      «O número de candidatos, que ultrapassou os do ano passado, demonstra a atratividade das carreiras na área da Justiça e também confiança nos processos de recrutamento desta Direção-Geral.»


      Mas a diretora-geral da Administração da Justiça, em regime de substituição, ou não sabe, o que é grave, porque deveria saber, ou, se sabe, tenta enganar-nos, o que é igualmente grave, quando nos diz que o concurso é mais atrativo do que o do ano passado e ainda que também há confiança naquela Direção-Geral.


      Tal afirmação é duplamente errada e, embora seja capaz de enganar alguns jornalistas, que se comportam como meros reprodutores-transcritores dos comunicados oficiais, e, consequentemente, acabam enganando o povo eleitor, não conseguem enganar todo os profissionais da justiça, designadamente, os Oficiais de Justiça mais atentos à realidade, uma vez que nada do que está citado e afirmado pela diretora-geral tem correspondência com a realidade. Vejam bem: Nada!


      Vejamos:


      A tal dita maior atratividade que fez com que houvesse um aumento de candidatos não existe. O maior número de candidatos tem a ver com o maior número de portas abertas para o concurso. Este ano, ao arrepio das previsões estatutárias, foram admitidos a concurso possuidores de habilitações que, antes, não foram. De tal forma, que o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) viu-se obrigado a propor uma ação para anular todos os candidatos admitidos com habilitações que não sejam as legalmente previstas nas regras estatutárias.


      Evidentemente que, se mais se abrisse o leque das habilitações, mais candidatos haveria. Por exemplo: há vinte e picos anos, os concursos eram abertos a quem tivesse o 11º ano, sem mais, para ingresso em estágios formativos nos tribunais, isto é, para um período de formação nos tribunais, realizando-se a prova de conhecimentos após tal formação inicial de vários meses, sem vencimento, apenas com um subsídio muito baixo (cerca de 300 euros mensais). Nessa altura, a diretora-geral daria pulos e saltos mortais de alegria, porque os números das candidaturas, tal era a "atratividade", chegaram a ultrapassar os 60 mil, sim, isso mesmo: cerca de 65.000 candidatos para um concurso.


      Ora, se a dita "atratividade" atual é de cerca de 2000, o júbilo por tal "atratividade" deveria ser, antes, uma vergonha enorme, por ter tornado a carreira uma coisa assim, com uma atratividade que caiu dos 65 mil para os 2 mil.


      Mas, nem vergonha, nem erro, trata-se de mero descaramento e, por isso mesmo, o SOJ propôs a ação em tribunal para impugnar o concurso, apenas na parte das candidaturas com as habilitações indevidas, por não terem sustentação legal no atual Estatuto.


      Se o atual Estatuto não serve, nem para fazer um concurso, é muito simples: muda-se o Estatuto e depois faz-se um concurso dentro da legalidade, é esta a sequência. Não basta dizer que se irá mudar o Estatuto e não se faz nada, mas avança-se como se se tivesse feito. O Estatuto não é um mero regulamento interno, ou um manual de boas práticas para inglês ver, é um diploma legal, é lei que só pode ser observada, isto é, cumprida, e não ignorada e desrespeitada por conveniências do momento, porque isso faz com que tais conveniências sejam, simplesmente, contrárias à lei, portanto, ilegais.


      Note-se ainda que a tal “atratividade” deste ano, caso se mantivessem as mesmas portas abertas do ano passado, e não os portões que este ano se escancararam, isto é, se se mantivessem as mesmíssimas condições de acesso, o resultado da dita “atratividade” seria, no máximo, de cerca de 300 candidatos para os tais 570 lugares. Este ano há um incremento de mais de 1300 candidatos, porque as regras não são iguais às do ano anterior.


      Portanto, não há mais atratividade rigorosamente nenhuma, a diretora-geral em regime de substituição está a comparar o incomparável, porque, ao contrário do concurso do ano passado, há apenas mais permissões de entradas, por portas laterais e traseiras, para além das portas da frente, estas, sim, efetivamente previstas no Estatuto que está em vigor.


      Comparar o incomparável, para se criar a ilusão de progresso, quando o que ocorre é precisamente o inverso, é truque que ilude e até saca aplausos, ecoando pela comunicação social meramente ávida de paleio simples para preenchimento de espaços de venda, mas não pode convencer ninguém que pense, que realmente pense.


      O concurso do ano passado só permitia o acesso mediante condições que não incluíam a gama das licenciaturas, enquanto que este ano, o concurso ampliou as condições para estes, e só por esta via introduziu 1300 candidatos. Portanto, caso se mantivessem as mesmas condições do ano passado estaríamos aqui a falar de cerca de 300 candidatos admitidos, como grande máximo, uma vez que há também que descontar os do curso do IEFP, novidade este ano introduzida. Ou seja, estamos perante concursos muito diferentes, com condições muito diferentes, pelo que não podem ser comparados, porque, comparando-os é estar a fazer batota e, ainda por cima, se daí retirarmos ilações como as apresentadas, trata-se de uma batota ao quadrado.


      Por outro lado, alegar-se que a batota da comparação representa uma maior atratividade, é querer dizer que a carreira está de tal modo boa que, assim, conforme está, já está tudo bem, pelo que se consegue ridicularizar as iniciativas contestatárias dos Oficiais de Justiça, perante a opinião pública intoxicada pela mau serviço de informação que é prestado, quando os jornalistas tomam por boa toda e qualquer informação governamental. Uma vergonha!


      Não há atratividade nenhuma e muito menos, crescente, tal como não há nenhuma confiança nos procedimentos da entidade governamental e no procedimento concursal.


      Quanto à dita “confiança” nos procedimentos da Direção-Geral, como se auto avalia a própria diretora-geral, em regime de substituição, da mesma Direção-Geral, basta analisar, sem ir mais longe, os números das listas dos candidatos admitidos e excluídos. Inicialmente, a 08OUT foram excluídos 905 e, caso não “reclamassem”, acabavam assim, excluídos, no entanto, por não terem confiança no procedimento nem nos procedimentos, houve mais de 5 centenas de “reclamantes” admitidos, coisa que não é pouca, acabando, afinal, por ter razão, e acabando admitidos ao concurso do qual, há cerca de 15 dias, tinham sido carimbados com o afastamento por incumprimentos diversos, incumprimentos que, afinal, não eram nada confiáveis, tanto não eram que foram alterados em muito grande número.


      No universo de 905 excluídos, foram corrigidos e admitidos 523, isto é, bem mais de metade dos excluídos estavam mal excluídos.


      Ora, dizer-se que isto é um sinal de confiança é o quê? É, no mínimo, inqualificável.


      E se mais exemplos quiséssemos apresentar, sobre este mesmo assunto, bastaria com ir ver as caricatas observações que fizemos, aquando da análise das listas, no nosso artigo acima mencionado, do passado dia 09OUT, onde consta a menção aos nomes dos admitidos, como a candidata listada que se chama-se apenas "Ana", outra que se chama apenas "Catarina", ou uma terceira que se chama apenas "Graça Maria", etc., e mesmo na lista dos não admitidos, onde consta uma candidata que está identificada como "Patrícia", e apenas "Patrícia", sim, sim, e ainda, curiosamente, se na lista dos admitidos havia uma "Ana" e uma "Catarina", nos excluídos há uma conjunção: há uma "Ana catarina", assim mesmo, sem mais nomes ou apelidos, o que, claro está, deverá representar uma confiança extrema no procedimento concursal, como tal como é despudoradamente afirmado pela diretora-geral em regime de substituição da entidade administrativa governamental.


      No comunicado da DGAJ são prestadas mais algumas informações complementares.


      A começar, aquilo que já todos haviam notado quanto à esmagadora maioria dos candidatos serem do género feminino; diz a DGAJ que são cerca de 80%, percentagem que se mostra em linha com o que vai sucedendo em todas as demais carreiras da justiça, começando-se a pensar que a questão da paridade, que começou por se destinar a aumentar a presença feminina, deve começar a ser posta agora ao contrário.


      No que se refere às faixas etárias dos candidatos, diz a DGAJ que cerca de metade dos candidatos se encontra entre os 30 e os 50 anos, que mais de 40% dos candidatos estão abaixo dos 30 anos e apenas 10% estão acima dos 50 anos de idade.


      Informa também a DGAJ sobre a distribuição geográfica dos candidatos, constatando que quase metade são oriundos do norte do país, seguindo-se a região sul, que inclui Lisboa, com pouco mais de 30%, da região centro são 16% e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, totalizam 3% do total dos candidatos admitidos.


      Quanto ao Top 3 das cidades com mais candidatos, Lisboa tem 99, segue-se Braga com 88 e o Porto com 60 candidatos admitidos.


      No que diz respeito às habilitações literárias dos candidatos admitidos, algo que, como se sabe, está em apreciação em tribunal, informa a DGAJ que 76% dos candidatos têm licenciatura na área do Direito, um total de 1258 candidatos.


      Ora, a obter provimento a ação do SOJ, desde logo esse seria o número a descontar aos candidatos admitidos, isto é, dos atuais 1647, restariam 389 e, mesmo assim, destes, haveria ainda que descontar os detentores dos cursos do IEFP, igualmente não previstos nas normas legais existentes. Portanto, a obter vencimento a ação intentada pelo SOJ, talvez nem restem 300 candidatos.


      Quer isto dizer que, independentemente, do resultado que as provas caseiras venham a ter, há um risco sério de, mais uma vez, não se preencherem os lugares indicados para o concurso e, pior ainda, mesmo depois de serem ocupados rapidamente os lugares, logo no início de 2025, altura em que a ação proposta pelo SOJ, certamente ainda não terá decisão final e, caso a tivesse, seria objeto de recurso para a atirar para momento mais longínquo, enquanto se consolidam as ilegalidades.


      Claro que sempre se dirá que o SOJ já obteve no passado uma sentença que anulava as entradas ilegais de um outro concurso e que tal só serviu para alertar a DGAJ e, feito o alerta, o SOJ desistiu de executar a sentença, por forma a manter todos os que já estavam colocados.


      Evidentemente que, como se vê, aquele alerta acabou por cair em saco roto, pelo que seria escandaloso que, no caso de voltar a ter uma sentença favorável, voltasse o SOJ a apresentá-la como novo alerta e não a executasse desta vez.


      Por isso, desta vez, o risco das admissões e subsequentes colocações é tão grave e pode chegar a ser tão gravoso, não pelo processo do SOJ, não pelos candidatos, mas pela atitude das interpretações criativas das normas legais por conveniência pontual, para criar a ilusão de atratividade e de evolução.


      Por fim, o comunicado apresenta um agradecimento, pelo interesse e pela participação, aos candidatos não admitidos, concluindo de seguida com uma informação relativa à recente polémica do prazo para a revisão do Estatuto.


      Consta do comunicado que os trabalhos da revisão do Estatuto – Estatuto que a DGAJ denomina erradamente de “Estatuto dos Oficiais de Justiça”, que não existe e que poderá vir a ser essa a denominação futura, sendo que a atual denominação, que corresponde ao Estatuto que está verdadeiramente a ser revisto, que é o “Estatuto dos Funcionários de Justiça” –, poderão estar concluídos os tais trabalhos até ao final do ano, mas isto em sede de “trabalhos”, entrando “em vigor em 2025, em data a definir, atendendo aos procedimentos legalmente previstos”, lê-se no comunicado.


      Consta que a conclusão dos trabalhos se “aponta” até ao final de 2024 como “calendário desejado” – atenção que estas expressões entre aspas são citações do comunicado.


      Ou seja, trata-se de um desejo e um desejo do Ministério da Justiça em relação aos trabalhos e ao calendário, mas, como os trabalhos são realizados em conjunto com a Secretaria de Estado da Administração Pública e como esta já calendarizou a revisão do Estatuto para o primeiro semestre de 2025, conforme documento que apresentou às estruturas sindicais na semana passada, e que aqui demos a conhecer, atendendo ainda à última frase com que acaba o comunicado, não nos restam dúvidas nenhumas, tal como já não restavam antes, de que, efetivamente, até ao final deste ano não haverá novo Estatuto, admitindo, no entanto, como totalmente plausível o prazo adiantado do primeiro semestre de 2025.


      Conclui o comunicado com a seguinte “expectativa” sobre uns procedimentos:


      «A expectativa é a de que o novo Estatuto entre em vigor em 2025, em data a definir, atendendo aos procedimentos legalmente previstos.»


ExpressaoApertaBochechas.jpg


      Fontes: pode aceder ao comunicado da DGAJ aqui apreciado e citado, através da seguinte hiperligação: “Comunicado DGAJ 23OUT2024”, bem como apreciar a notícia do Governo, na sua página, ou na notícia padrão difundida em vários órgãos de comunicação social, como no “Jornal Económico” ou na “SIC Notícias”.

Comentários

  1. Rei dos Oficiais de Justiça25/10/24 08:37

    Então SOJ está na altura de prestar informação sobre o concurso. em que ponto está o processo já foi autuado? Já foi destruído? O juiz proferiu algum despacho?? Então sojinho não falas?

    Que tal meter uma nova ação com efeitos suspensivos de todo o concurso???

    Se a tua advogada não sabe como se faz diz a ela que eu lhe ensino...

    Quero deixar claro que os licenciados candidatos são bem vindos , mas DGAJ mais uma vez está a fazer pouco dos oficiais de justiça como o ministério de justiça.

    Acorda Soj acorda sojinho....

    ResponderEliminar
  2. Este blog não entendeu que quando a DGAJ justiça o concurso via eletrónica para agilizar está a justificar o porquê do exame ser por via elétronica...

    Isso sim será o que facilmente poderá meter o concurso em causa, porque viola claramente vários princípios como o de igualdade de oportunidades entre outros...

    ResponderEliminar
  3. Justifica e não justiça

    ResponderEliminar
  4. Mas será que alguém ainda quererá saber dos princípios que refere?!

    ResponderEliminar
  5. O aumento de candidatos aumenta proporcionalmente às vias de acesso, mas lógico que não deixa de estar relacionado com o acréscimo de +- €140 de aumento salarial para início de carreira, na sequencia do acordo do SFJ.
    Quanto à ação, se até transitar estiver em vigor um estatuto em que preveja a licenciatura com via de acesso, todos sabemos o destino da mesma.
    é evidente que não terá qualquer sucesso, e um dia transitada
    Caso contrário, a tutela irá sempre recorrer à "inexecucao da sentença por interesse público".
    Por isso, em vez de discutir o "sexo dos anjos", gostava era de ver o SOJ a apresentar uma proposta de novo estatuto que salvaguarde o interesse de todos os OJs, principalmente quanto ao regime de transição para as novas carreiras.
    Isso é que era trabalho!

    ResponderEliminar
  6. Os colegas do Puerto não perdoam carago!!!


    Greve outra vez?!!

    MUITO BEM!

    Grande abraço!

    ResponderEliminar
  7. Carago não, carago!


    São os maiores!

    ResponderEliminar

  8. SOJ

    força!

    Não vás em balelas do SFJ que acordou papo secos e que trazia de véspera da reunião vá-se lá saber porquê!


    ResponderEliminar


  9. Essa diretora em substituição, que está na DGAJ há anos e não gosta dos OJ´s, ainda não percebeu que sem aumentos salariais a sério, os candidatos, que ingressarem rapidamente vão sair, ou por salários baixos para as exigências ou porque não querem sair da sua zona de casa.

    Ninguém quer fazer acordar essa diretora??

    Esta carreira, como está, é uma carreira de escravatura, por isso não vão captar quase ninguém, depois de tomarem consciência da vida rela nos tribunais!





    ResponderEliminar
  10. Caça-Falácias25/10/24 10:01

    É só gente tolinha
    Estado de direito democrático
    A DGAJ não passa dum antro de arbitrariedade.
    A única coisa verdadeira no meio daquilo tudo é que conhecem bem e aplicam o adágio popular:
    Albarda-se o burro à vontade do dono

    ResponderEliminar
  11. Caça-Falácias25/10/24 10:06

    Enganou-se:
    Não queria dizer "rela" mas sim reles?
    Ou queria mesmo dizer rela rã?
    Vida de encanar a perna à rela?

    ResponderEliminar
  12. Caça-Falácias25/10/24 10:10

    O Sr. Articulista, depois de falar de portas abertas, escancaradas e portões, no artigo de hoje, só se terá esquecido de falar também das portas giratórias deste novo concurso!
    A não ser que isso seja de tal monta assunto que dê para um próximo artigo inteiro...

    ResponderEliminar
  13. Bom dia,

    É o descrédito total.

    Lembro as palavras de um ilustre conterrâneo que pereceu ainda jovem, aos 30 anos de idade, sobre as gentes de Lisboa: "gente tacanha com pensamento pequeno ...." "apesar da luz que irradia naquela linda cidade..." - mais coisa menos coisa foi assim que Amadeo Souza Cardoso falou da sua experiência em Lisboa muito diferente da que experimentou em Paris.

    Com efeito, sendo uma cidade cheia de luz, parece que teima no elitismo.

    Lisboa que teve origem no nome em "Olisipo", que significa "Porto Seguro" , a que foi acrescentado no tempo dos romanos, por Júlio César, a designação “Felicitas Julia” (“Da Felicidade Juliana”), deveria, por estes dias, ver acrescentado a designação "Dos Atropelos".

    Com efeito, por aquelas bandas vê-se o exemplo de tudo o que não deveria acontecer ... mas acontece ... a luz que nela irradia parece toldar o pensamento de quem ali vive e toma decisões que a todos afeta.

    Não percebo como é que teimam e persistem em manter na DGAJ magistrados judiciais, despromovidos a funções administrativas, para as quais não estão particularmente vocacionados - as funções administrativas conexas com a atividade de judicatura nada têm que ver com as do/a Diretor/a Geral.

    Tal só se compreende numa lógica entendida por muitos magistrados - à luz da Constituição de 1822 (Título V, “Do Poder Judicial”) - em que no CSM se compreendem as funções de administrar (latu sensu) sendo o/a Diretor/A da DGAJ a longa manu do CSM nesta lógica de compreensão.

    Compreenderia melhor se se tratasse de magistrado oriundo dos Tribunais Administrativos, apenas por supor uma intervenção mais conforme com as Leis da República.

    Nos últimos anos, os atropelos são tantos, as vicissitudes são tantas, os imbróglios nos Tribunais são de tal monta, que a classificação de quem exerceu funções não pode ser de forma alguma meritória, merecendo muitos e bons reparos como demonstram as decisões dos tribunais que vêm sendo proferidas.

    Dir-se-á que cumprem as orientações da Tutela (MJ) mas não será tudo assim, ninguém no seu perfeito juízo e em consciência decide arrepiar caminho com atropelos legais sem que assuma contemporaneamente uma boa dose de responsabilidade.

    De tal sorte que, a proceder a ação do SOJ, só restará uma solução à tutela: mudar toda a equipa da DGAJ pois que todos participaram nas (más) decisões nos últimos anos - seja por ação ou por omissão.

    O que hoje é retratado no texto é péssimo para os tribunais, pois ninguém acreditará que estes proponentes/candidatos se vão prontificar a trabalho de escravidão por tuta e meia ... e não fugirão da luta, pelo contrário , acredito que vão lutar com todas as armas contra o situacionismo imposto nos últimos anos com a conivência do "Mareshal" e do "Almeida" , o primeiro preocupado com o seu PS e o segundo com as suas funções na FESAP.

    Se fossem ambos descascar bananas ... com aquela parte do corpo por onde dejetamos tudo o que não nos interessa ...

    ResponderEliminar
  14. Em tempo,

    Como se adivinha que vão unificar as duas carreiras atuais, do judicial e do MP (e com isso atenuando a enorme escassez de recursos humanos), e se adivinha também que, ao mesmo tempo, vai haver uma cisão que originará outras duas carreiras diferenciadas: TJ Superior e TJ "tout court" , a primeira destinada a licenciados e funcionários mais qualificados e a segunda aos restantes (com cursos do IEFP e por aí), bastará uma alteração legislativa que esclareça o assunto no que respeita à base de recrutamento e requisitos para admissão (alteração pontual ao EFJ vigente como sucedeu com os movimentos).

    Assim, mesmo que os seus efeitos não retroajam ao tempo do atual concurso, perderia o seu valor qualquer ação que decidisse em desfavor pois que a repetir-se o concurso poderiam desde logo ser considerados todos aqueles que antes já o haviam feito.

    por uma questão de oportunidade, de aproveitamento de atos por um lado e de evitar a prática de atos inúteis por outro, até pela sua (in)exequibilidade e o peso do constrangimento associado - a eminente rutura (para além dos casos em que já aconteceu) de serviços essenciais ao cidadão - justificará uma decisão que acolha o recrutamento tal como sucedeu.

    Não obstante, não percebo porque é que o SFJ e também o SOJ não se atira, de forma serena e ponderada, a reivindicar pelo menos sinais mais concretos da tutela sobre o que está a fazer para acabar com a arbitrariedade flagrante que impera nos tribunais e que está a roer a instituição por dentro.

    Uma profunda indignação era o mínimo que deveriam significar junto de quem decide as nossas vidas ...

    ResponderEliminar
  15. Brilhante no diagnóstico!

    ResponderEliminar
  16. Se há a notícia de que alguém prevaricou então deve ser chamado a responder pelos seus atos.

    O desfecho do processo não importa ao caso, importa sobretudo repor o "ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO".

    Qualquer dia "mata-se uma pessoa" (perdoem-me o exagero mas os absurdos são bem exemplificativos) só porque se sabe que não vai ser chamado à justiça, pela complacência dos comportamentos omissivos de quem devia atuar e não atuou.

    Francamente, se há responsabilidades a apurar (e não é seguro que tenha havido) devem ser espoletados os meios próprios para o efeito.

    ResponderEliminar
  17. Quando se junta a fome (SFJ) com a vontade de comer (DGAJ), vale tudo, mas, vale mesmo tudo.
    Está tudo feito, para que a grande maioria dos que ingressarem, agora, fiquem logo a trabalhar perto de casa, ultrapassando, os auxiliares mais velhos que tenham essa pretensão.
    Mas, o que importa se o pecado mora nos adjuntos e não no SFJ, não é Marçal?

    ResponderEliminar
  18. Claro está que é uma porta para muitos.

    Vou-lhe dar o exemplo que conheço: tenho uma sobrinha licenciada em Solicitadoria que não pode concorrer a Oficial dos Registos /Conservadora (Conservatórias/IRN) por não ter concluído o curso de Direito.
    Entretanto concorreu para os tribunais, foi selecionada e vai fazer as provas, e, se tudo correr bem, pretende dar o salto assim que ingresse nos Tribunais, em eventuais concursos internos ou por mobilidade.

    E sei que a minha querida sobrinha tem várias colegas do Curso a fazer a mesmíssima coisa, pelo que admito que existem muitos mais na mesma situação.

    Temos assim que a resposta é SIM vai ser uma porta giratória para muitos.

    Sei também que, pelas exigências e requisitos, vai ser um facilitismo nunca antes visto ... vai entrar o trigo e o joio e... passado um tempo perde-se a farinha e fica o farelo ....

    ResponderEliminar
  19. Ou seja, deveria ter-se chamado Ulisseia e ponto final?

    ResponderEliminar
  20. Ninguém fala da greve e do adiamento da audição do caso "pretoriano"?!!

    Os canais de notícias estão sempre a falar disso!



    O meu agradecimento e abraço aos colegas que fazem greve a um processo tão mediático!

    FORÇA!

    ResponderEliminar
  21. Albarda-se e continuam a levar com processos em tribunal, pois é!

    e responsabilização pessoal de quem toma decisões nada.
    é assim que funciona a quinta do tio Bill

    ResponderEliminar
  22. Impõem-se mais uma vez que o provimento seja precedido de movimento extraordinário e de seguida a colocação com o ajustamento necessário dos proponentes/candidatos aprovados.

    É assim que está, neste momento, a acontecer no IRN e só lá para janeiro haverá colocações no âmbito do concurso geral externo em curso.

    ResponderEliminar

  23. Norte não são menininhos.
    São gente forjada a na dureza e cansados de mentirosos.

    ResponderEliminar
  24. Caça-Falácias25/10/24 10:48

    Parece simplista e redutor mas é isso mesmo que se verifica.
    Repare que até o COJ é reforçado na vice-presidência duma forma completamente descarada cumulativamente com a redundância da presidência do referido organismo.

    ResponderEliminar

  25. Mais nada!

    É fugir disto o quanto antes.

    Seremos os lacaios dos magistrados, quer tenhamos licenciatura quer não.
    Magistrados jamais permitirão que OJ´s licenciados, mestrados o que quer que forem se metam no trabalho deles nem mandem bitaites.

    Seremos sempre funciona´rios.

    ResponderEliminar

  26. A acção interposta não tem efeitos suspensivos, por isso o concurso seguirá até ao fim.

    Apenas servirá para possíveis indemnização a seu tempo e para que de futuro não se repitam atropelas destes.


    ResponderEliminar
  27. Não são inteligentes pois que estão-se todos a marimbar para a greve no processo "Pretoriano"

    O Salgado se calhar até agradecia a greve no caso do BES ... o Vieira também ...

    Mas porque é que não falam dos casos de prescrição das contraordenações dadas a execução no Porto que prescreveram por falta de impulso processual do Agente de Execução , no caso do Oficial de Justiça, pela escassez de funcionários para executar todas as tarefas associadas ...

    Porque é que as Câmaras Municipais envolvidas não vêm a público insurgir-se contra esta perda financeira ...

    Porque é que não se fala dos inúmeros processos a prescrever (em risco de) nos DIAP das áreas metropolitanas de Lisboa e também do Porto (por exemplo Loures, V. F. Xira, etc.) ...

    Porque é que raio estão todos tão serenos - e não deviam - e, aparentemente, confortáveis com a situação na VD e Sexuais, com (re)vitimizações dos abusos perpetrados reiteradamente nas mesmas vítimas apenas porque os processos estão "literalmente" parados ...

    A reação penal funciona também como meio de prevenção dando uma imagem de que os atos têm consequências dissuadindo os prevaricadores de persistirem nos abusos - no sentido contrário, a falta de reação dá cobertura e empoderecimento aos prevaricadores que vão insuflando como balões até a coisa "estourar" ...

    É incrível a passividade dos (ambos) sindicatos ...

    ResponderEliminar
  28. Obvio que o provimento tem que ser em movimento para todos os auxiliares e não só para os novos ingressantes.

    Não percebo a dúvida.

    ResponderEliminar

  29. Justiça não interessa que funcione.

    Nem a dita Ordem dos Advogados que se diz garante da legalidade se manifesta.

    Viva África!



    ResponderEliminar
  30. O que serve apenas para sedimentar a decisão, na notação, baseada nas informações hierárquicas dos magistrados (de quem dependem funcionalmente e demais, nomeadamente do/a J Presidente).

    ResponderEliminar
  31. Óbvio que o que disse foi que TEM DE SER PRECEDIDO DE MOVIMENTO EXTRAORDIÁRIO e acrescento EXCLUSIVO E RESTRITO A QUEM JÁ ESTÁ NOS SERVIÇOS pois que parece não ter percebido o exemplo que lhe dei.

    ResponderEliminar
  32. Tem razão, a Ordem dos Advogados te um papel importante e insubstituível na defesa da Carta dos Direitos Humanos e na defesa da legalidade e particularmente dos direitos constitucionais mas parece ter declinado esse papel ... não receberá valor suficiente nas oficiosas ...

    Ainda estou para perceber porque é que se mantêm calados este tempo todo ... será por inércia deliberada? ... por falta de meios não será, os advogados são muitos !

    No que isto se está a transformar ...

    ResponderEliminar
  33. Greve no processo Pretoriano


    Que vergonha SFJ!

    ResponderEliminar
  34. Não foi isso que quis dizer, o nome apenas foi referido para enfatizar o elitismo típico dos Romanos (com divisão clara entre os cidadãos) e que a cidade foi de provento a este tipo de gente, que até mereceu a designação a que me referi.

    E como por estes dias se fala na exclusão dos desfavorecidos, das pessoas de cor, dos imigrantes de 1º, 2ª e 3ª gerações, das tensões entre as classes estratificadas, com bairros apinhados de prestadores de serviço doméstico que asseguram o "cu limpo" a quem se assenta nos bancos da cidade mas a quem estes "cus" não são capazes de retribuir com as respostas aos seus problemas - no caso no âmbito da justiça.

    Foi a principal mensagem que quis passar - não está escrita ou melhor não está pormenorizadamente descrita mas julgo estar ao alcance de quem procura o significado do que se escreve mesmo que esteja eivado de erros ortográficos e de sintaxe ...

    Lembrar os tribunais que são limpos por muitos dos que vivem nestes bairros, em horas muito precoces do dia antes mesmo de nos sentarmos às secretárias ou de calcorrearmos os corredores dos edifícios públicos onde se incluem os tribunais ...

    ResponderEliminar
  35. Resposta ao comentário das 10:10.
    Não vemos, pelo menos para já, portas giratórias, pelo que não nos podemos pronunciar. Se não estamos a ver bem, por favor esclareça. Também pode usar e-mail: OJ@sapo.pt

    ResponderEliminar
  36. Dizer que no tratamento que merecemos da tutela/DGAJ por vezes fica a ideia de um tratamento idêntico ao sentido ou melhor percecionado pelas pessoas de cor que vivem nestes bairros, somos excluídos das decisões não nos dão resposta aos problemas mesmo que fiquem inundados de m.r.a!

    ResponderEliminar
  37. Justiceiro25/10/24 11:33


    Não é Puerto, mas sim Puarto, carago!

    ResponderEliminar
  38. Justiceiro25/10/24 11:39


    Vergonha não só para o SFJ mas, sobretudo, para os que enchem a boca com a pacificação da justiça. Sim, falo do PM e da ministra da justiça!


    ResponderEliminar
  39. E também não é maiores mas sim máióres!

    ResponderEliminar
  40. São Tomás de Aquino25/10/24 11:49

    Os maiores culpados são o Fernando Jorge e o Marçal.
    Estes dois senhores, ao longo de décadas, sim, décadas, como líderes do quase unico sindicato, por falta de interesse destes senhores, deixaram chegar as coisas ao estado em que estão
    Repare-se que passaram já seis anos desde que o sr. Presidente da república nos disse, na maior manifestação da classe, que estava connosco. Há também já alguns anos, a mesma personagem disse que agora era preciso não parar
    Passaram ainda 15 ou mais anos desde que foi alterada a idade da reforma sem que estas figuras nada tenham feito.
    Pior só o facto de terem sempre permitido e continuarem a permitir que sejamos obrigados a trabalhar sem receber
    O primeiro tinha mais o dom da palavra mas pouco mais, o segundo parece mais trabalhador mas de visionário e dirigente nada tem

    ResponderEliminar
  41. Para leitores atentos:

    Na informação sindical do SFJ consta, além do mais, que o acordo firmado em junho de 2024 tinha subjacente que a pré-negociação estatutária se iniciasse de seguida e o términus ocorresse em 31-12-2024.

    Lendo bem, todas as palavras, associando os ditongos, um por um, extraindo as ideias, verifico que o comprometimento da tutela foi a pré-negociação até 31 de dezembro.

    Logo, a negociação efetiva, com todos os trâmites associados, só pode sobrevir em ( a partir de) 1 de janeiro de 2025.

    Daí que a MJ tenha dito que "contava" com a sua aprovação a tempo do próximo movimento ordinário (cujos prazos decorrem em abril) não sendo certo e seguro que tal suceda.

    Quer dizer que estes habilidosos na escrita continuam a enganar-nos com a boca bem aberta e os dentes à mostra, notando-se as suas falhas ... por quem olha para as suas feições.

    É impressionante a conivência e a complacência dos "Mareshais " e dos "Almeidas" ...

    ResponderEliminar
  42. Não te estiques que a cama é curta...
    Olha que os pajens que tens..., não te livram da "forca..."

    ResponderEliminar
  43. Caça-Falácias25/10/24 12:05

    Nada de concreto.
    Pura especulação, mas que me parece legítima.
    Como o caso da sobrinha entretanto aqui comentado.
    Talvez tivesse sido mais correto da minha parte ter dito porta para o ginásio - trampolim -.
    Obviamente que os candidatos mais incautos, quando se depararem com a realidade da profissão, logo começarão a tentar tratar de vida, ainda para mais sendo detentores de habilitações, já para não falar dos que, apesar de alertados por familiares e amigos, ainda assim estão dispostos a fazer um sacrifício inicial com o tal salto em vista.
    Alguns não conseguirão, e é com os quais a carreira ficará, queira lá isso dizer o que quiser...
    Mas retifico, "porta para o ginásio", pois quanto à outra questão acho que já nem passam pelas giratórias como a que está no piso térreo da DGAJ, agora teletransportam-se logo diretamente duns edifícios para os outros ao nível dos pisos superiores.

    ResponderEliminar
  44. Que vergonha SFJ!

    Dizem existir pessoas capazes dentro do SFJ, com pensamento próprio e tudo!...


    Onde estão essas pessoas?!!!

    A ser verdade, como pactuam com tudo o que se está a passar?!!

    ResponderEliminar
  45. Tudo bem.
    Acriticamente, só queria dizer que se Lisboa tivesse tomado então o nome da lenda anterior aos romanos, talvez hoje fosse uma cidade mais de heróis pelo povo do que de oportunistas pelos interesses instalados como são os ditos elitistas.

    ResponderEliminar
  46. Obrigado ao JIC do Porto e de Matosinhos.
    Eu faço greve independentemente do Sindicato.
    Já outros. Parece um clube de futebol.
    Queixam-se mas nada fazem se não for patrocinado pelo sindicato respetivo.
    Marçal rua.os OJ não estão pacificados

    ResponderEliminar
  47. Neste momento, se não fosse o SOJ, não poderíamos fazer!

    É preciso não esquecer que o SFJ pôs termo às suas greves.

    Independentemente de gostarmos ou não do SOJ, as nossa greves "individuais" só podem ser realizadas porque esta entidade as decretou!

    ResponderEliminar
  48. pobre da cuca25/10/24 13:43

    Comentário 10-55:

    Mais uma vez o Norte na linha da frente e a comunicaçāo social a dar a notícia de mais este adiamento mas nāo ouvi informar das razões da greve.
    Tudo o restante do comentário, a ser verdade, coloca a questāo do porquê dos Sindicatos nāo se manifestarem na imprensa, televisão, sobre esse estado de coisas? O público precisa de saber. Os sindicatos também servem para denunciar tudo o que se passa dentro dos Serviços contra o cidadāo e que aqueles que governam que dirigem esses Serviços, nāo divulgam.
    E já que falou em Agente de execuçāo, o Oficial de Justiça, quantas dessas execuções quando entraram em juízo para executar não estavam já prescritas?
    E quantas estarāo a ser processadas em que o próprio AE nāo verificou a respetiva prescriçāo? Essa é a primeira tarefa, mas há quem nāo saiba, porque também nem a sabe contar, essa talvez seja a razāo.E é de conhecimento oficioso, assim se omitindo atos ilegais e inúteis....???

    ResponderEliminar
  49. Concordo plenamente com anterior comentário...
    Não poderias estar mais certo(a).

    ResponderEliminar
  50. O comentário de cima é resposta ao das 09:56

    ResponderEliminar
  51. Dos 1647, para aí 300 ou 400 vão conseguir reprovar na prova.
    Vai ser difícil mas vão conseguir.

    Depois do 1200/1300 que sobrarem, após terem a noção e de realmente terem uma perspetiva do que é isto, mais 200 ou 300 vão comunicar a sua desistência.

    Após as nomeações/colocações e aperceberem-se que não ficaram nos locais pretendidos, desistem mais 300 ou 400.

    Os resistentes, já menos que as 570 vagas a concurso, depois de tomarem posse, só para ver o que dá, desistem metade, e no final ficam nos Tribunais 200 ou 300, com metade deles à espera do salto para o IRN e outras carreiras.

    No final, os que entram, cobrem 6 meses de aposentações, no máximo.

    Vai tudo correr bem....

    FF



    ResponderEliminar
  52. Se não fosse o SOJ, não poderíamos fazer greve.
    Se não fosse o SFJ, não tinhas nem 10% das regalias que tens.

    Não pertenço à direção do SFJ, mas esta campanha contra eles que por aqui anda é tão desonesta, que um dia destes dedico-me apenas a defende-los de modo altruístico.

    Notas:
    -O Sfj não suspendeu todas as greves: encontra ativa a greve ao trabalho fora das horas de expediente das secretarias (almoço e após as 17h), por tempo indeterminado e SEM serviços mínimos.

    -A greve das tardes a que os colegas do JIC do Porto têm recorrido, orgulha-nos a todos e concerteza que não envergonhará ninguém, muito menos o SFJ, já que é mais uma razão para que o governo cumpra o acordo celebrado, relativo ao novo estatuto e valorização salarial.

    -Deixem-se de m...., e façam é pressão para que ambos os sindicatos se unam na elaboração de propostas para o novo estatuto, que as greves por só duvido que tenham o efeito que pretendemos.

    ResponderEliminar
  53. Comentário das 10H10m
    Que bem dito Colega...
    Definiu praticamente tudo o que se passa ao nível superior...
    Este pensamento deveria ser editado em carta aberta em todos os jornais, como artigo de opinião, com excepção do último parágrafo, pois poderia correr o risco de ser processado, não quanto à oportunidade da observação, que para mim é explendida, mas quanto ao pudor que tem existir... Contudo, aplaudo com um grande sorriso de satisfação e apreço

    ResponderEliminar
  54. Concordo. Obrigado pela partilha.

    ResponderEliminar
  55. Nem mais colega. Concordo com tudo o que escorreu sobre o assunto.

    ResponderEliminar
  56. Sim sim, e quem as decreta escolhe os processos e diz para não haver adesões à greve no processo BES.
    Estavas tão bem caladinho.

    ResponderEliminar
  57. O presidente do meu sindicato falou esta manhã na tv.
    Estava no Puarto, carago!!!

    ResponderEliminar


  58. Viva a pacificação do papo seco.

    30€ dão tanto jeito para uma sandocha.

    ResponderEliminar
  59. Esboço para o meu próximo romance. Uma tragicomédia:

    «O senhor doutor oficial de justiça provisório, mestre em Direito pela Universidade XPTO, é enviado sem estágio nem apoio para a sala de audiência para dar apoio ao julgamento.
    Na bancada frontal o juiz, imponente, ladeado de mais dois juízes com quem compõe o coletivo. O beleguim, ainda sem saber como veio parar àquela profissão, julga reconhecer no procurador da república um antigo colega de curso na universidade xpto.
    O seu olhar, ainda perdido naquela sala majestosa, vai parar na bancada dos advogados onde, agora com toda a certeza, reconhece no causídico que lhe sorri com malícia um antigo colega de curso e de turma.
    Sem saber bem o que fazer, baixa os olhos cabisbaixo e envergonhado, e só é despertado do torpor em que cai com o vozeirão do juiz presidente do coletivo:
    -Senhor funcionário! Acorde! Mande entrar a primeira testemunha.»

    ResponderEliminar
  60. Simplesmente excepcional .... só que a breve trecho vai acontecer nas salas o que sucede com os médicos: "ativa-se um sinal sonoro acompanhado da sinalização no ecrã" a avisar para a testemunha se deslocar à sala tal ... e ali chegada, encontrará um técnico de audiovisual pronto a "clicar" no botão para gravar ...

    Vi isto num Hospital do Norte e fiquei estupefacto com tanta tecnologia tendo ficado à espera no Gabinete do médico mais de meia hora só porque este não sabia onde tinha posto a bata ...

    Conclusão: quando se é velho não adiantam as tecnologias pois faltará sempre quaisquer coisa ...nem que seja a paciência para lidar com elas.

    Lembro que em Penafiel havia um senhor Juiz , hoje desembargador, por quem tenho muita estima, que chegadas as 17 horas, assegurava a continuação dos julgamentos no Trabalho, chamando as testemunhas e ativando a gravação no Citius até o encerramento.

    Na altura justificou e muito bem que só faltando o Juiz é que o Tribunal não está constituído, de resto, mostrando-se presentes todas as restantes pessoas não há problema.

    E assim aconteceu durante muito tempo - dizia-se que o/a colega encalacrava as gravações ... não sei se era verdade mas que aconteceu aconteceu e sou testemunha disso!

    ResponderEliminar
  61. Está profundamente enganado - vou-lhe dar um exemplo: em Lisboa, assim que seja garantida a estadia a quem queira ali trabalhar não faltarão candidatos - e eu serei um deles - e isso é simples, é pegar num dos edifícios do Estado e adaptá-lo - pode ser um antigo aquartelamento militar que até já tem camaratas e tudo o mais ...

    Depois, com o passe verde, as viagens a casa são fantabulásticas ...

    Nem sequer é preciso que nos deem o que deram aos professores (dinheiro) mas apenas um poiso ... e no meu caso como sou solteiro até aceito partilhar com o sexo oposto dependendo do caso.

    ResponderEliminar
  62. Estou a ser irónico (para os mais desatentos)!

    ResponderEliminar
  63. Não sejas mal educado, que eu também não fui.

    Tenho direito a expressar a minha opinião, tal como tu a tua ... mas com respeito, se faz favor!

    ResponderEliminar
  64. Ganda Juiz!

    Só é pena não prescindir também do OJ entre as 9:00 e as 17:00 horas!

    ResponderEliminar
  65. Você tem jeito, mas, visto pela personagem principal, o oficial de justiça, trata-se, sem dúvida, de uma tragédia!

    ResponderEliminar
  66. Não te esqueças que tudo o que o SFJ, fez foi aproveitar as propostas de SOJ. Foi o SOJ, que teve a Ideia. O SFJ apressou se e lixou nós a todos.

    ResponderEliminar
  67. Vai ser um corrilório de senhores doutores por esses tribunais fora ...

    E quando eles se aperceberem que ninguém os vai tratar por senhores doutores?!

    ResponderEliminar
  68. Mas estavam á espera do quê?
    Que a Sra Juiz tivesse o discernimento para perceber que medidas para o bem estar dos OJ´s não são uma despesa, mas sim um investimento?
    Alguém lhe explicou isso? E se explicou, ela ouviu?

    ResponderEliminar
  69. Parabéns pelo artigo de hoje aqui no Blog.

    Sem desprimor algum dos restantes já por cá deixados (e são muitos), este será certamente um dos melhores, com uma análise crítica ímpar e merecedora de destaque.

    Da minha parte, muito obrigado pelo trabalho desenvolvido em prol de todos nós.

    É impressionante o estado a que chegou a DGAJ e os atropelos e mentiras que...não só teimam em nos atirar à cara, como o fazem à comunicação social e, por consequência, à opinião pública.

    ResponderEliminar
  70. São Tomás de Aquino25/10/24 19:15

    Acreditem no que vos digo. Quando for publicado o estatuto, vai vir com dois aditamentos que vão acabar com as guerras na Ucrânia
    e médio oriente. Daí estar tão demorado.
    Por comparação com o ovo e a galinha. De tão grande que vai ser o documento, eu não queria estar na pele da ministra

    ResponderEliminar
  71. Ah ah ah!
    Cheira me que essa história é fruto de um almoço bem regado!
    Mas caso nao seja invenção, se esse colega se sentiu envergonhado por estar na sala, entao efetivamente têm uma filosofia de vida que lhe pode dar muitos desgostos.
    Já como licenciado fiz sala alguns anos e com muito orgulho.
    Os futuros colegas licenciados devem é tomar consciência da mais valia que tem em mãos, indispensável à progressão na carreira de acordo com o novo estatuto, ter objetivos e lutar por eles.
    Se não conseguirem o que desejam como OJs, apostem noutra carreira, sendo que a experiência que levam daqui sera sempre valiosa.

    ResponderEliminar
  72. Jornal económico:

    "...Para a Diretora-Geral da Administração da Justiça, Ana Cláudia Cáceres “o número de candidatos, que ultrapassou os do ano passado, demonstra a atratividade das carreiras na área da Justiça e também confiança nos processos de recrutamento desta Direção-Geral...'

    Surreal!

    Espelho meu espelho meu!

    Existiu algum Director-Geral
    que transmitiu tanta confiança nos processos de recrutamento como eu?!...

    O que tem a dizer a sua antecessora?!...



    ResponderEliminar
  73. Pois, se estão a contar que os tratem por doutores, vão ter um desgosto.
    Se forem espertos e com pouca cagança, safam-se e acabam por mandar em ti passado algum tempo.

    ResponderEliminar
  74. Está a dar um exemplo completamente ridículo e notório que o faz com regozijo.
    O conselho que dou aos novos Lics é que respeitem toda a gente e exijam que os tratem com respeito.
    A mim sempre que me tratavam por sr. funcionário no discurso direto, felizmente muito raramente, ouviam como resposta o meu nome sem mostrar os dentes.
    Dediquem-se a estudar arduamente as matérias com que trabalham de modo a não dependerem de ninguém a curto prazo.
    Fixem objetivos e lutem por eles e as portas acabam por se abrir.
    Quando os artistas abrirem os olhos, a hierarquia inverte-se.

    ResponderEliminar
  75. Mas você tá a gozar um exame feito casa de forma ilegal acha que alguém cumba??? Só Chimba quem quer..

    ResponderEliminar
  76. Tenha vergonha na forma como está a difamar a sua própria profissão...mais daqui a pouco vai afirmar que os oficiais de justiça limpam as retretes...essa mentalidade de escravidão perante magistrados foram vocês que criaram...

    ResponderEliminar
  77. Um papo seco de €150 de aumento logo no início, digamos que não é o termo apropriado.

    ResponderEliminar
  78. Prefere que o tratem pelo seu nome do que por "sr funcionário"?!

    Explique lá isso, pf.

    ResponderEliminar
  79. Vão passar todos precisamente para constituir uma reserva de recrutamento brutal.

    Passando todos, nunca vai faltar de carne para canhão.

    ResponderEliminar
  80. Nos concursos públicos, a coisa costuma andar assim: metade dos candidatos nem aparece à prova; da metade que aparece, metade chumba. Se pusermos isso em números para este concurso, dos 1647 candidatos, vamos ter 800 e tal (vá, 900 ou até 1.000) a fazer a prova. Desses, vamos ter para aí 450 ou 500 positivas. Ou seja, não se vai preencher as 570 vagas (e nem vou entrar na questão de muitos desses aprovados não aceitarem as colocações, basta ver que metade dos candidatos são do norte do país, onde não vão ter vagas). É a minha aposta. A ver vamos.

    ResponderEliminar
  81. Quando se refere a pré-negociação o que se pretende dizer, na verdade,
    são conversas. Foi sempre assim, conversas atrás de conversas, mas agora o SFJ encontrou uma forma mais encantadora de se referir a às conversas, pré negociações. E com isso a palha lá vai entrando por algumas bocas...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ