O Mundo de Marçal
Ontem, 15OUT, a propósito do início do julgamento do megaprocesso do BES, em breve entrevista à RTP3, António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), abordou o assunto, explicando as novidades tecnológicas que estão a ser usadas no julgamento mediático e na sala de audiências.
Referiu que, desde o seu ponto de vista, processos desta grandeza deveriam ter Oficiais de Justiça afetos desde o início, isto é, sempre os mesmos desde o inquérito até ao julgamento, para que conhecessem o processo todo, não tendo comentado que o mesmo princípio se devesse aplicar também, pelos mesmos motivos, aos juízes do coletivo, que também deveriam participar desde o início na fase de inquérito, alegando que “porque só a tecnologia não resolve o problema”.
Marçal abordou também a formação especial que foi dada ao coletivo de juízes e aos funcionários, lamentando que a afetação de um único Oficial de Justiça ao julgamento seja “curta”.
«Temo que a afetação de um único Oficial de Justiça em permanência seja curta».
No que se refere a outras preocupações, Marçal reivindicou que a fase de inquérito fosse, toda ela, desmaterializada, aspeto este que, aliás, ainda ontem foi publicado em Diário da República, com a alteração e alargamento das regras da tramitação eletrónica aos processos e procedimentos que correm termos nos serviços do Ministério Público – Portaria 266/2024/1, de 15OUT.

Reivindicou ainda que as ferramentas aplicadas a este julgamento possam ser usadas noutros julgamentos e que haja mais salas de audiências, pelo menos nas maiores comarcas do país, devidamente apetrechadas para usar as mesmas ferramentas tecnológicas usadas no megajulgamento.
Desejou ainda que este julgamento sirva para testar as ferramentas, para que “possamos melhorar, para que se dê um salto qualitativo que vai reduzir bastante o tempo de decisão, que me parece que poderá facilitar muito o papel do julgador”.
Defendeu também a inteligência artificial e os algoritmos, uma melhor articulação entre o Ministério Público e o juiz de Instrução, a interoperabilidade entre os sistemas, designadamente dos sistemas dos órgãos de polícia criminal, observando, no entanto, que “sem meios humanos isto não se consegue”.
Relativamente a problemas da carreira dos Oficiais de Justiça, o presidente do sindicato mais representativo destes profissionais – por ser mais antigo e ter mais associados em relação ao sindicato mais recente –, nada disse, pressupondo os telespectadores que o comentador televisivo representa, de facto, uma carreira satisfeita e pacificada.
Assista às declarações aqui citadas através do vídeo que segue.
Fonte: “SFJ - extratos de notícias”.
Está mesmo a roçar o ridiculo.
ResponderEliminarAgora é comentador da área da justiça.
Quanto aos verdadeiros problemas da classe e para que foi eleito, não informa, não interfere, não luta. Enfim, precisa de férias, férias longas da função.
Eu voto
Ainda ontem a Susana Peralta, no programa tudo é economia defendeu os oficiais de justiça melhor que este senhor - disse entre outras coisas que exigir aos funcionários metas sem darem os meios " é o fim da picada..."
ResponderEliminarAntes de me pronunciar sobre o tema de ontem e de hoje, agradecia a colaboração dos colegas no sentido de ser informado do seguinte:
ResponderEliminarSe conhecem algum secretário, da lista dos SESSENTA E OITO, que não seja associado do SFJ, na afirmativa, em que tribunal.
Ainda relativamente ao artigo de ontem, chego á seguinte conclusão de um imigrante está num país sem visto é considerado emigrante ilegal.
ResponderEliminarUm oficial de justiça que está num cargo sem direito pode ser considerado um trabalhador ilegal.
Os 300 oficiais de justiça que estão nesses cargos vou lhes dar o nome de trabalhadores ilegais..
Face a estas ilegalidades todos os 300 ou mais que ocupam cargos de forma ilegal estão a incorrer no crime de usurpação de funções..
ResponderEliminarAssim desta forma podem incorrer numa pena de prisão de 8 a 10 anos .
Assim determino que abandonem os cargos no
imediato...sob pena de prisão preventiva...
Acho que o Marçal deveria entrar no bigbrother ou numa novela da TVI já que agora só quer aparecer na televisão...
ResponderEliminarO mundo é dos espertos...
Não escrevas nada antes de tomares a medicação
ResponderEliminarAcho que este Blog deveria mudar de nome...talvez para "Blog Anti-Marçal".
ResponderEliminarO que é isto???
ResponderEliminarDiz o princepezinho que andou em Coimbra...
ResponderEliminarNão o do Exupéry, que era decente e inteligente.
A nós, tocou-nos esta aberração.
Mas o homem, afinal, é um sábio! Ainda o vão chamar para professor de inteligência artificial e afins! Ele falou, falou e com fluência! Só teoria, mas não se calou! Aproveitar aquele tempo todo para expor os problemas dos OJ, apresentar soluções, isso é que não! É preciso agradar aos sucessivos ministros e governos! De bem com todos e com os seus apaniguados, os outros que se lixem!
ResponderEliminarNão me parece minimamente adequado, caso não seja a pessoa visada, usar neste espaço o seu nome.
ResponderEliminarAbusivo, no mínimo.
E já agora, disponibilidade e prontidão são caraterísticas muito ambíguas.
Há quem aprecie muito a disponibilidade para ir buscar tabaco e prontidão para o fazer !!
A que preço ficou este louvor na vida privada e tempo de descanso da colega?
Há os lesados dos BES e há os lesados da justiça, os Oficiais de Justiça!
ResponderEliminarÉ sobre estes últimos que Marçal deve falar!
E deve falar porque ainda não resolveu nenhum dos problemas que estes têm!
É fácil "ler" nas entrelinhas, e ver que Marçal tem outras aspirações.
O problema é que as opiniões que profere fora do âmbito dos assuntos sindicais prejudica-o a ele e aos interesses que ele deve defender, que somos nós, OJ.
Seria de bom tom, nesta fase de negociações que se avizinha, reserva total em relação a assuntos políticos e mediáticos.
Só não vê quem não quer ou quem não tem capacidade de ver!..
Bom dia,
ResponderEliminarVejo muita gente - e nem toda será desta profissão - que passa por este espaço e oferece os seus comentários, e isso é ótimo.
Vejo também que, há muitos colegas que "encarneiraram" , são apóstolos de uma profecia escrita ao longo destes anos, que iria levar à extinção da carreira, caso o Governo anterior, do sr. Costa, continuasse em funções.
Fazem-no talvez por julgarem beneficiar dessas relações privilegiadas e por isso, às vezes, defendem o indefensável e, em lugar de oferecer a sua opinião crítica, limitam-se a fazer número, aceitando as decisões da cúpula sem as colocarem em causa.
Resumidamente, são pessoas que fazem concessões dos seus princípios apenas e só para integrarem um grupo julgando que com essa integração serão mais importantes ou, quiçá, poderão beneficiar de melhores condições.
E é assim que chegamos ao dia de hoje, com uma boa parte, senão a maior, dos cargos de chefia ocupados de forma precária e com manifesto prejuízo para todos e para o cidadão utente da justiça.
Sobre este assunto o SFJ e o sr. Marçal pouco fazem, ou melhor, o que é feito é moralmente incorreto e confrangedor - sei de fonte segura que tentou que os colegas assim colocados a exercer funções em regime de substituição beneficiassem dessa circunstância e acabassem por ficar, efetivamente, com o lugar.
Tudo isto ao arrepio das mais elementares regras de progressão e de promoção, nomeadamente pelo mérito e pela competência aferida em provas concursais.
Em lugar disso pretendia-se que se deixasse entrar pela janela aquilo que a porta cerrada não permite, falo das promoções pelas feições, numa lógica de subserviência cega porque dependente de quem nomeia para o cargo.
Para acalentar, o SFJ nem sequer aborda a questão e todos sabemos que esta é uma das coisas que está a "encalacrar" a carreira.
Com a conivência do SFJ foram criados imbróglios gigantescos o tempo dos governos socialistas - falo dos curso de secretários, dos sucessivos movimentos sem promoções a Adjuntos, do regime de provisório/eventual para além do razoável, para além das arbitrariedades nos critérios obstativos aos ajustamentos na vida de cada um de nós, limitando o preenchimento de lugares nas zonas de residência que logo depois são ocupados com recolocações.
Tudo isto, toda esta lógica de permissividade que foi tolerada ao longo dos tempos trouxe-nos até aqui ... a um ponto em que ou se muda de vida ou se morre definitivamente.
Vejo no entanto com bons olhos que o sr. Marçal deixou aquele atavismo incomodativo, que o prendia a conceções que caracterizam aquelas esquerdas mais radicais, e o limitava a reconhecer a mudança e que esta é não só inevitável como necessária e que a devemos acompanhar , adaptando-nos e adaptado os modelos de funcionamento dos serviços e, nomeadamente, a carreira por forma a corresponder às exigências atuais e futuras.
Por isso, não entendo que este blog seja anti-Marçal, pelo contrário, este blog permite que a pessoa sinta o pulsar, conheça os anseios e as duvidas que nos assaltam diariamente, sem ser através daqueles falsos amigos que muitas vezes nos rodeiam com os mosquitos de um elefante, apenas para se alimentarem do nosso fôlego.
Um bom amigo é aquele que não querendo que nenhum mal nos aconteça, nos fale com verdade e, sem falsos elogios, que nos apoie nas boas decisões e chame a atenção naquelas outras.
ResponderEliminarSer amigo não é encarneirar ou ser-se acrítico, antes pelo contrário é ser-se franco e chamar a atenção quando as coisas vão mal.
E os amigos nem sempre têm a razão do seu lado, por isso é que também devem ser recetivos à critica e eu vejo muitos por aqui que se limitam a ser tendenciosos, facciosos nas opiniões e se propõem muitas vezes a dar cobertura ao que mais de errado se faz num Estado de Direito, é o caso do tema de hoje.
A arbitrariedade supostamente permitida pela Lei, não tem um campo tão grande como se faz crer, e é a própria Lei que informa sobre os melhores procedimentos a adotar na seleção das pessoas para ocupar os cargos, os critérios existem e não são para deles se fazer tábua rasa, e quando estes são postos de parte abre-se a porta a situações de "desvio do poder", de claro favorecimento de uns com manifesto prejuízo dos demais.
Imagine-se que um pai não dava a mesma mesada a um dos filhos que até se porta bem e estuda de forma dedicada, preferindo beneficiar um outro apenas porque tem as suas feições ou o seu feitio.
Isto é o que se está a passar nos Tribunais e não é de todo este modelo social que devemos seguir, de privilégios e privilegiados em que uns são filhos da mãe e outros são filhos da ...
E eu acrescento, publicar Portarias para implementar a desmaterialização e o digital sem serem acompanhadas com a afetação de recursos é utópico e inexequível.
ResponderEliminarNão há funcionários, nem existem equipamentos em número suficiente!
Depois, também "não adianta apressar os burros" ou carregar a albarda já ela pesada, isso só "fará com que arreiem mais cedo".
Há medidas que têm de ser contemporâneas, caso contrário em lugar de agilizar constituem um verdadeiro entrave e são ineficientes.
O "digital" , o desmaterializar não é só digitalizar os documentos, é também e acima de tudo o seu tratamento informático
Parecia um qualquer ministro da justiça a falar.
ResponderEliminarMeia dúzia de chavões e palavras que o cidadão não percebe e a tentar passar a imagem que está muito por dentro do assunto, quando todos nós sabemos que não vê um boi.
Quem se lixa somos nós.
É o que dá ficar a meio da ponte.
Defende alguns interesses dos OJ's e defende os seus interesses sempre com vista a um tachinho que possa aparecer.
FF
São todos associados, não venham com tretas.
ResponderEliminar
ResponderEliminarPrefiro ser OJ sem louvores, trabalhando sem sem essas tretas de elogios públicos.
Dispenso.
Trabalho unicamente porque preciso do dinheirinho.
Elogios, dispenso.
Vivam os papo secos.
ResponderEliminarE os valores dos créditos bancários para pagar com os papo secos.
Não concordo de todo.
ResponderEliminarPareceu me uma intervenção bastante pertinente e demonstrativa que está bem ciente dos problemas e das soluções a adotar.
Também gostaria que a sua intervenção fosse para se pronunciar sobre os motivos da suspensão do julgamento por greve dos OJs.
Mas já que os colegas afetos aquele tribunal estão satisfeitos e colaborativos, não faria qualquer sentido o Marçal estar ali a realçar e apoiar qualquer ação de luta, neste caso a greve do SOJ, ainda mais quando foi convidado para outro efeito.
Dadas as circunstâncias, acho que esteve muitíssimo bem, destacando um ponto importantíssimo: que a IA é essencial e que pode tornar a justiça mais célere, mas que nada funciona sem Oficiais de Justiça em número suficiente e motivados.
Parabéns e obrigado pelo serviço prestado!
ResponderEliminarComentário das 10:52
Lambe botismo no seu melhor!
Quais problemas? Dos colegas que colaboraram e permitiram que o julgamento se faça?
ResponderEliminarSó se fosse doido è que ia cair no ridículo dessa forma.
Esteve muito bem.
Querem privilégios colaborem na luta e não com o sistema!
Esta classe é doentia, então o caso BES nem um coitado com uma placa a lutar pelos oficiais de justiça..
ResponderEliminarClasse covarde e vergonhosa...
Penso que o título do artigo de hoje seria mais "A Justiça segundo Marçal" ou "O mundo muito próprio de Marçal"...
ResponderEliminarO homem é um portento, completamente desperdiçado na luta (molezinha) sindical!
Deveria ser um comentador televisivo, um paineleiro alguém que se dedicasse e dissertasse sobre aquilo que realmente lhe interessa:
o conflito israelo-árabe, a guerra da Ucrânia, as alterações climáticas, de onde vimos e para onde vamos...Enfim questões próprias da sua mente superior!!! Agora, aproveitar as televisões e o espaçozinho que lhe dão no CM para sempre, mas sempre, insistir, reclamar, protestar até chatear quem nos governa, isso não! Como dizia o outro: "O meu Reino não é deste mundo"...
Eu não vejo os representantes dos sindicatos dos professores ou enfermeiros vir ás televisões comentar assuntos que não interessam a essas classes e não digam respeito á sua luta.
ResponderEliminarNão sei se é mente superior, mas que é mais esperto que tu é notório.🤦
ResponderEliminarEsse é que é o ponto principal e que já frisei aqui varias vezes.
ResponderEliminarNão existe qualquer manifestação ou protesto por parte dos colegas.
O próprio sindicato que decretou as greves que poderiam suspender este julgamento nada fez, eventualmente em coerência com o que disse anteriormente, quando apelou a que não se fizesse greve no processo BES, um absurdo gigantesco.
Mas depois é esta ladainha dos papo secos.
Enfim, uma palhaçada, assim é impossível, temos o que merecemos e ponto.
Com licenciados destes...
ResponderEliminarMuito bem
ResponderEliminar"Pareceu me uma intervenção bastante pertinente e demonstrativa que está bem ciente dos problemas e das soluções a adotar"
ResponderEliminarOra vejamos:
Falou dos miseráveis computadores com que trabalhamos, que nem colunas têm e do estado miserável do parque informático dos tribunais?
Falou dos portáteis obsoletos que são disponibilizados aos Oficiais de Justiça?
Falou no aproveitamento da IA para rejuvenescer as secções dos tribunais?
Nada disso... apenas aproveitar este novo sistema para testar e implementar em algumas salas de GRANDES comarcas .
Como se vê, o presidente do SFJ está mesmo muito preocupado com os Oficiais de Justiça e as suas parcas condições de trabalho!
O Marçal e a sua tropa fandanga devia ser obrigada a trabalhar nos Tribunais.
ResponderEliminarFogo sua Magestade!
ResponderEliminarAcredita mesmo no que diz?🫣
Pois nao, isso é verdade!
ResponderEliminarMas os professores e enfermeiros não baixam as calças como a maior parte dos colegas, andam na rua a fazer valer os seus direitos.
Neste contexto, em que o julgamento decorre com a maior normalidade, sem qualquer greve, eu não faria nada de diferente do que fez o rep do Sfj.
Devem pedir responsabilidades é a quem andou a apelar para que não se fizesse greve neste julgamento, perdendo se uma oportunidade única.
Desculpem, o comentário perdeu-se em parte sem que me tenha apercebido:
ResponderEliminarqueria dizer: "Há medidas que têm de ser contemporâneas de outras medidas, nomeadamente de reforço de recursos (materiais e humanos) ..."
Não sabia que nos conheciamos...É pouco provável atento o seu comentáriol! Eu não costumo tratar por tú quem não conheço...Mas já agora explique um pouco como chegou a tal conclusão...Demonstre a esperteza sindical do colega Marçal, já que a inteligência nunca a pus em causa.
ResponderEliminarMuito bem, apoiado!
ResponderEliminarHá quem seja tratado por tu pelas altas chefias e até governantes!
ResponderEliminarMas atente-se, é tratado, não trata!...
Apoiado.
ResponderEliminarSó vejo uma solução para os nossos problemas. Ou abandonamos o SFJ ou corremos com o seu Presidente, pois ele não quer mesmo saber do OJ apenas pensa em si. Se assim não fosse não se vendia por dois papo secos. Nunca estivemos tão perto de ter conseguido alguma coisa de jeito mas como este senhor tem outras ambições...
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ResponderEliminarBoa tarde!
Começo por dizer que o sr. Marçal utilizou uns bons dez (10) minutos para excursar sobre aquilo que maior impacto terá sobre a nossa vida - do cidadão em geral e do oficial de justiça.
A substituição do trabalho braçal pelas máquinas, as quais estão em constante evolução, foi um ganho incrível, e agora, que se apresta a substituição (pelo menos em parte) do trabalho intelectual também por máquinas que, elas próprias, podem gerir e controlar será fabulástico e um descanso para muitos dos que leem estes comentários.
A par de um incomensurável incremento na melhoria das condições de trabalho, terá um efeito paralelo muito perverso que, todavia, compensará no futuro a escassez de mão de obra decorrente do fenômeno demográfico provocado pelo envelhecimento.
Nos tribunais será assim também - mas, porque cada vez mais envelhecidos e porque somos cada vez menos, demorará a acontecer.
O sr. Marçal em lugar de excursar sobre uma ferramenta que desconhece deveria debruçar-se sobre a realidade que vivemos, sobre aquilo que nós, os oficiais de justiça, conhecemos e que contende com o envelhecimento e a escassez dos quadros de pessoal, também com a sua qualificação.
Em lugar disso fala de um assunto como se fosse o "Einstein" , referindo-se áquilo que é uma verdadeira assessoria ao magistrado, sem se referir ao papel que o oficial de justiça devia ter e às exigências que, no futuro, tais ferramentas vão aportar.
Nos algoritmos e trâmites automatizados, na execução de tarefas com recurso à I.A., são precisos funcionários diferenciados que sejam capazes do controlo destas atividades processuais, acompanhando a sua evolução automatizada e sem intervenção humana, fazendo-a parar se necessário ou, se for o caso, implementar o trâmite adequado.
Estes desenvolvimentos implicam necessariamente conhecimentos que a maioria de nós não tem e por isso exigia-se que fosse dito algo sobre a (re)qualificação dos serviços, o que não foi feito.
Falamos todos de valorização mas esta deve ser acompanhada da requalificação.
Quando é dada uma oportunidade mediática a uma personagem com responsabilidades sindicais como é o caso do sr. Marçal, e não se fala num único problema associado à ferramenta ou tecnologia que se discute só demonstra deslumbramento e ignorância, mais até do que aqueles que nada sabem sobre o assunto e por isso não caiem na tentação de asneirar.
Ouvi a determinada altura dizer "... nós os oficiais de justiça ..." mas eu não sei onde foi buscar a ideia de que integra o grupo quando, ultimamente, tudo o que diz e faz denota um desligamento profundo e um desconhecimento atroz da forma como trabalhamos.
ResponderEliminarTêm o que merecem.
dinheiro que mal dá para as despesas.
E nada fazem para sair dessa situação.
Força escravos.
ResponderEliminarOra, esses não baixam as calças por isso levam aumentos 10x superiores a papo secos.
ResponderEliminarEscravatura há 25 anos que nada muda.
Cuidado com os trabalhadores ilegais , no tribunal temos oficiais de justiça ilegais, que estão em cargos que não deveriam estar.
ResponderEliminarQue tal começar a intentar as respetivas queixas crimes para serem todos presos?
Mareshal o "Colaboracionista"
ResponderEliminarTudo o que diz e a maioria do que faz leva à exasperação dos - muitos dos - oficiais de justiça.
De tolerável a insuportável, vai um passo que a cada dia que passa se encurta cada vez mais.
Já não posso ouvir os seus silêncios : sobre o novo estatuto que não existe; sobre a valorização que não acontece; sobre as reformas que não existem ...
Enfim é ensudercedor o seu silêncio.
Ah ah ! Você ouviu alguma coisa?
ResponderEliminarEle falou precisamente nisso tudo.😁
Tá bonito tá..
Pois, lutaram por isso.
ResponderEliminarNão esperam que alguém o faça por eles.
Se o Ventura descobre que há nos tribunais "Ilegais" cai o cabo e a trindade ...
ResponderEliminarNão falou nada ...
ResponderEliminarOnde é que falou na valorização dos oficiais de justiça, na necessidade dos ingressos serem feitos de entre candidatos com determinada qualificação mínima, no papel que nos é reservado pela tutela na resposta às demandas da justiça.
Nada disso foi abordado, resultando do comentário daquele que o auxilio na diligência apenas peca por escasso, quando é escassa também a base de recrutamento - muitos de nós já não somos capazes de nos adaptarmos a mais ferramentas e tecnologias sem o apoio adequado, o que também não foi falado.
Mais valia terem convidado um professor de engenharia informática ou um técnico do IGFEJ que esclarecia o assunto com mais competência dizendo exatamente o mesmo que a personagem em causa disse.
Mas terei lavado mal a cara e os ouvidos ficaram por limpar ou então estes perderam a sensibilidade para alguns ruídos porque os compreende como incomodativos e já não os suporta ouvir.
As semanas passam e nada!
ResponderEliminarDaqui a mais duas ou 3 semanitas serão convidados para opinarem sobre outra qualquer questão do estatuto, e depois nada!
Serão meses e ... nada!
Sr. Marçal fale com o Sr. Almeida e tomem, de vez, uma posição de força!
É tarde, mas tem que ser feito!
Independentemente das alusões à mais que evidente falta de competência e capacidade do presidente do SFJ para liderar uma entidade representativa dos interesses dos OJ, o grave é fazer tábua rasa da organização judiciária, misturar as missões e objetivos atribuídos ao Mº.Pº. e aos tribunais, defender uma só carreira, em detrimento das atuais (judicial e do Mº.Pº.), como se o tribunal e o Mº.Pº. fosse um só com a mesma atribuição.
ResponderEliminarIsto vindo de um representante dos OJ é demasiado grave.
De igual modo, confundir a missão e os objetivos do Mº.Pº. com a função do Juiz das Liberdades demonstra uma visão retrógrada, desinformada e desajustada da realidade.
Preocupante é a falta de iniciativa e de massa critica no interior do SFJ, que perpetua pessoas sem nível e sem competências à frente deste sindicato. Por quê? Porque aqueles que alimentam e dão vida ao SFJ são também elas, na sua maioria pessoas que trocam princípios por algum conforto imediato.
Preocupa que gente deste calibre tenha a oportunidade de reunir com vai determinar, de forma definitiva, pelo menos para a maioria de nós, um futuro associado a esta visão do presidente do SFJ para os OJ.
Cada vez vejo menos esperança num futuro digno e valorizado.
Deve ser o Marçal e todos os dirigentes sindicais que apelam a que não se façam greves em determinados julgamentos, como foi no atual caso do BES, perdendo se uma oportunidade única.
ResponderEliminarTemos que ser justos
Se ele é colaboracionista o que dizer dos que apelam a que não se façam greves, em colaboração com a tutela.
ResponderEliminarOs oj ilegais dos tribunais se o Trump os apanha estão arruinados..
ResponderEliminarDizer que são parceiros ...
ResponderEliminarConcordo com a reflexão, sobretudo com os últimos momentos.
ResponderEliminarComo é que um grupo de pessoas, na sua maioria sem possuir qualificação superior, vai influenciar positivamente, com um peso muito considerável, a decisão sobre o que vai ser a nossa carreira no futuro? Será que pensam que daqui por cinco ou dez anos estará tudo mais perto da última década ou estará muito mais avançado do ponto de vista tecnológico e as exigências têm de ser diferentes?
Se não forem permissivos a uma mudança - eu diria uma grande mudança de paradigma - será o fim da carreira, pois que, aos poucos e poucos surgirá Técnicos Superiores entre outros que prestarão apoio técnico especializado e as vocações dos Oficiais de Justiça ficarão reduzidas a sabe-se lá o quê pois que até a impressão e encartamento já está em muitas situações fora dos tribunais.
Será que esta gente, que já terá consigo o "bilhete de identidade" vitalício, pensa que não terá de se adaptar ao futuro, quiçá, regredir e voltar ao tempo do BI, do Cartão de Benef. da SS, do Cartão de Id. Fiscal, tudo em papel, ao tempo em que se pagava tudo em dinheiro e se usava o cheque para movimentos mais elevados, em que a conta era titulada por uma caderneta e tinha-mos de nos deslocar ao Banco para a atualizar.
O modelo do novo estatuto pode muito bem ser decalcado dos Oficiais de Registo que, por estes dias, tiveram notícias do alavancamento nas promoções e, prevê-se, com muitas mexidas já em janeiro (isto caso o PNS apare o Montenegro).
Há coisas tão óbvias que nem precisam de serem ditas.
Vou dar um exemplo daquilo que me incomoda, que rouba tempo, e que facilmente se resolve: imaginemos um processo que vai concluso ao Juiz e que este magistrado entende ser de remeter ao MP para apreciação ou pronúncia, porque é que na finalização do documento (CLS) em lugar da opção de devolução do fluxo à secção não gera o fluxo imediato ao magistrado do MP e, após a pronúncia deste, regressa o fluxo ao Juiz; porque é que ao ser proferida uma sentença, o sistema não reconhece as partes registadas com obrigatoriedade de notificação e procede às mesmas de forma automática, aprazando a atividade no sistema com a inserção do trânsito de forma automática (contabilizada pelo sistema); porque é que ao validarmos a junção (associação) de um documento ao processo o sistema não nos permite, no imediato, gerar o fluxo seguinte (por exemplo CLS ao magistrado, not. às partes, etc.).
Enfim, poderia dar aqui muitos exemplos daquilo que pode vir a ser implementado no futuro e cuja intervenção humana é mínima, fica uma amostra.
Querer confundir a estrada da beira com a beira da estrada é próprio de gente diminuída mental e intelectualmente.
ResponderEliminarA sorte deles é que não são mexicanos ... alguns são afrodescendentes outros descendem daqueles que se acobardaram no tempo dos descobrimentos por terem medo do desconhecido ou de se aventurarem no mar , os tais velhos do restelo, e daí o estado a que chegamos.
ResponderEliminarEu sou a modos que meio achinesado ...
Fazemos fronteira com a Espanha, mas, somos mais parecidos com a Itália.
ResponderEliminarModo simpático de dizer que somos os descendentes daqueles que se acobardaram e se deixaram acomodar enquanto outros se aventuraram por esses mares infinitos ...
ResponderEliminarSim é verdade. A nossa "gema" perdeu-se noutras bandas ...
Por estes dias, em que na América se celebra o Colombo e se critica as suas artes de navegação (com o seu projecto de chegar à China por ocidente que apresentou à Coroa Portuguesa que duvidou da sua mestria) tendo ali chegado por engano.
Por cá, com Vasco da Gama e outros navegadores, não se celebra porra nenhuma apesar destes navegadores terem mestria e sapiência.
Hoje, não se lhes faz tributo algum, nem com celebrações, nem com atitudes no que respeita às decisões da nossa vida.
Neste aspeto, das decisões, somos fraquinhos aliás fraquíssimos e os nossos líderes depressa perdiam o rumo assim que levantasse a âncora e deixassem de ver terra ao longe.
Longe disso, comungo da ideia de que Lisboa (que teve o nome de Júlio Cesar o imperador romano) mais parece Marraquexe de Cima, somos mais próximos do Magrebe, e somos dali descendentes ... onde tudo começou - embora um pouco mais abaixo, no centro de África.
ResponderEliminarNunca vi invejosos tão eruditos!
ResponderEliminarAs particularidade do exercício de funções no DIAP deve ser valorizada e atendida na hora de tomar decisões sobre a carreira.
ResponderEliminarPrecisamos de pessoas com mais autonomia técnica em quem possa ser delegada a realização do (das diligencias) de inquérito.
Em muitos casos, da realidade que conheço e que confesso não é muita, imprime-se pouca celeridade, enquanto uns agilizam e convocam as pessoas indicadas como testemunhas (muitas vezes familiares e amigos dos denunciantes) o que fazem por todos os meios, outros deitam-se a um formalismo exacerbado e qualquer vicissitude dá lugar a um fluxo processual ao magistrado ou emperra o processo na secção.
Conhecer as condições de ação, para o prosseguimento do processo, saber o que perguntar em face do tipo de crime (na burla, por exemplo, há muitas diferenças nas questões, se foi usado documento, se este era falso, etc.), a quem solicitar informação e de que forma, e que autorização é necessária, etc.
Por vezes vemos autos em que a maioria das declarações que dele constam não importam para nada e o que importava recolher ficou esquecido.
Não há tempo para apreender o pouco conhecimento que é partilhado porque lhes falta - a quem partilha - tempo para tudo.
Hoje, existem manuais de boas práticas que se observados imprimiam uma outra celeridade, todavia são obliminados, pura e simplesmente esquecidos e a organização dos processos, por vezes, é tudo menos a dita "organização", não é cronológica nem é facilmente inteligível e pro vezes não se percebe quando é que os autos foram atualizados (com os originais do traslado) e é uma salgalhada de rir ...
Nos tribunais precisava-se de mais tempo para ensinar a quem já cá está e muito mais a quem vem por aí mas atiram-se assim alterações como é o caso do assunto de hoje na esperança de que tudo vai correr bem quando nada corre bem ... antes pelo contrário tudo vai mal, muito mal!
Obrigado
ResponderEliminarLogo no primeiro caso, porque antes de voltar a CLS é necessário que alguém avalie se não tem antes que ir novamente com Vista por causa de algum expediente que tenha entretanto entrado.
ResponderEliminarPorque, é preciso não esquecer, antes de ir CLS é preciso planear em que data isso irá acontecer, pois nas unidades orgânicas onde há trabalho em barda para todos, funcionários e magistrados, só funciona com esse planeamento, caso contrário pode acontecer que, uns e outros, se andem a afundar à vez, mesmo que não seja em simultâneo.
Ou seja, para resumir, um automatismo que crie um fluxo de CLS a um juiz na ordem das 30 diárias, passado algum tempo...
Já para não falar do mau estar geral que isso iria certamente acarretar.
Só não sei é se o representante de Deus na Terra estará para aí virado.
ResponderEliminarTeremos que esperar para ver, mas já não faltará muito.
Em breve, para surpresa de muitos, André Ventura terá uma esmagadora vitória, pois de uma forma ou de outra ficará a governar esta geringonça.
Já que Trump irá efetivamente fazer dele Papa, com aquilo que tem reservado para países como os do eixo de Portugal.
Razão pela qual deveríamos ter lutado pelos 300 paus antes de mais, uma vez que em breve poderão vir a fazer-nos muita falta.
A parte do fenómeno demográfico está completamente descontextualizada.
ResponderEliminarExperimente deslocar-se para o serviço de transporte público, no interior, e quando tiver que ir em pé perceberá que jovens e crianças brotam todos os dias do nada para cada vez mais encherem esses espaços até não caberem mais.
Parece o "TIRIRICA"....
ResponderEliminarobrigado
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