PGR: paz com o Guerra?

      A partir de hoje, Amadeu Guerra assume o cargo de Procurador-Geral da República (PGR), substituindo Lucília Gago.


      Entre tantas polémicas e processos mediáticos, espera-se, por parte dos Oficiais de Justiça e dos magistrados do Ministério Público, que este novo PGR desenvolva esforços de valorização da carreira dos Oficiais de Justiça, no âmbito da especialização no Ministério Público, entre outros aspetos, desde logo, o reforço do número de Oficiais de Justiça ao serviço no Ministério Público, em face da gritante escassez e enormidade dos atrasos existentes.


      É certo que a resolução da escassez de recursos humanos Oficiais de Justiça na carreira especializada do Ministério Público não está inteiramente nas mãos do PGR, no entanto, sendo a realidade tão poderosa e gritante, Amadeu Guerra só pode, e deve, desenvolver todas as diligências possíveis e urgentes para defender a autonomia e a especialização da carreira dos Oficiais de Justiça ao serviço do Ministério Público e, em simultâneo, requerer o preenchimento e reforço dos quadros, entretanto desatualizados, porque estão perfeitamente desajustados da atual realidade.


      O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), Paulo Lona, em artigo de opinião na Sábado, propugna por retirar algumas atribuições aos magistrados do Ministério Público para as transferir para os Oficiais de Justiça.


      Diz assim:


      «É indispensável um estudo de mapeamento dos atos de natureza administrativa praticados pelos magistrados, de modo a avaliar quais os que podem ser automatizados, simplificados ou transferidos para os oficiais de justiça. Os magistrados não devem ser sobrecarregados com tarefas administrativas e estatísticas desnecessárias.»


      Esta opinião do presidente do SMMP nada tem a ver com a opinião e proposta do presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), na sua linha de pensamento de conceder aos Oficiais de Justiça maiores competências, que sejam retiradas às magistraturas, assim valorizando a carreira. Note-se bem que o que Paulo Lona propõe é apenas que algumas tarefas administrativas chatas, ao nível das automáticas ou automatizáveis, possam passar para a esfera das atribuições dos Oficiais de Justiça.


      Ou seja, essa eventual transferência de tarefas não viria somar valor à carreira, talvez até, pelo contrário, retiraria valor, uma vez que a atribuição de tarefas semiautomáticas, isto é, querendo que os Oficiais de Justiça desempenhem as funções que as máquinas ainda não conseguem, constitui uma mera tarefeirização da carreira.


      No entanto, esta ideia e mensagem de Paulo Lona pode perfeitamente vir a concretizar-se em sede da revisão estatutária dos Oficiais de Justiça, porque a visão que o sindicato com maior número de associados apresenta para o futuro da carreira é, precisamente, a atribuição de competências retiradas das magistraturas. É provável que o SFJ venha a agarrar tudo o que possa, cada migalha ofertada ou deixada cair das magistraturas, para se alimentar dessas tarefas e dizer aos quatro ventos: “Vejam só as nossas atribuições conseguidas, mais que muitas, vamos lá a um acordo”.


      O presidente do SMMP elenca vários aspetos nos quais crê que o novo PGR deve atentar e, relativamente à carência de Oficiais de Justiça ao serviço do Ministério Público diz assim:


      «Conseguir o preenchimento dos lugares de Oficiais de Justiça afetos aos serviços do Ministério Público, em função da grande carência que se verifica, que limita o regular funcionamento do Ministério Público, condicionando a sua atividade e bloqueando alguns serviços (no Diap do Porto estão 17.000 inquéritos por registar por falta de Oficiais de Justiça);.»


      Os números começam a atingir uma dimensão digna de um nível de loucura: Paulo Lona afirma que há 17 mil processos de inquérito parados, isto é, por iniciar, devido à falta de Oficiais de Justiça e isto só no Porto.


      Se considerarmos que cada processo tem, em média, 2,5 intervenientes (dois e meio), o número total de cidadãos envolvidos e à espera é – só no Porto – de mais de 42 mil cidadãos em espera só para que o processo arranque. Queixosos, lesados, arguidos, testemunhas, peritos, etc., um sem número de pessoas à espera.


      Os anteriores PGR não têm servido para nada que interesse aos Oficiais de Justiça, pelo que estes, especialmente os que exercem funções nos serviços do Ministério Público, alinhando com o gosto pela escolha manifestada pela maioria dos políticos e mesmo das pessoas na rua, consideram que a ausência de atenção a que estiveram votados pelos anteriores PGR, já atingiu o limite do (im)possível e o novo PGR não tem como escamotear os problemas dos Oficiais de Justiça, especialmente dos que exercem funções nas diversas áreas e secções do Ministério Público.


      É, pois, chegada a hora de um PGR preocupado com os Oficiais de Justiça e é isso mesmo que se aposta que vai acontecer.


PGR-AmadeuGuerra2.jpg


      Fontes: “Diário de Notícias” e artigo de opinião de Paulo Lona, presidente do SMMP na "Sábado"

Comentários

  1. Muitos, discursos, muitas conversetas, contudo atentem ao ponto V do Sistema Remuneratório da Administração Pública 2024.

    Resumindo, os Oficias de Justiça foram incluídos na Tabela Remuneratória Única, em surdina, foram desconsideradas as nossas tabelas remuneratórias!?

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  2. Vamos chegar á segunda quinzena de outubro.
    Todos já compreendemos que não vamos ter novo estatuto em janeiro, nem quando.
    Já só devemos ter uma dúvida. A ministra traiu o Marçal? Ou, o Marçal traiu-nos a todos?

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  3. Assim como assim, das duas uma, luta com o Marçal ao lado, ou luta com substituto do Marçal ao lado.
    Nova subscrição a mesa já. Eleições o quanto antes.

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  4. Aquém e além mar12/10/24 09:18

    A nossa classe já figura no Guiness. O parto mais longo da história, estatuto dos oficiais de justiça.

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  5. As tabelas de remuneração dos Oficiais de Justiça constam, como têm vindo a constar, do ponto X - Carreiras/Categorias não revistas de regime especial

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  6. Rei dos Oficiais de Justiça12/10/24 09:57

    Aqui está o Top 10 países na Europa onde os oficiais de justiça (ou equivalentes) ganham mais, considerando tanto funcionários públicos quanto aqueles que atuam em regime liberal:

    1. Suíça
    Rendimento mensal: 8.000 a 12.000 euros (ou mais).
    Oficiais de justiça na Suíça recebem remunerações elevadas devido ao alto custo de vida e ao sistema salarial do país.
    2. Luxemburgo
    Rendimento mensal: 8.000 a 10.000 euros.
    Graças à economia forte e ao sistema liberal de honorários, os oficiais de justiça luxemburgueses têm alguns dos rendimentos mais altos da Europa.
    3. França
    Rendimento mensal: 4.000 a 8.000 euros (podendo ser maior em grandes cidades).
    Oficiais de justiça franceses, que trabalham de forma liberal, cobram honorários pelos serviços e podem alcançar altos rendimentos.
    4. Bélgica
    Rendimento mensal: 6.000 a 10.000 euros.
    Na Bélgica, os "Huissiers de Justice" também exercem a função como profissão liberal, o que lhes permite obter rendimentos elevados, dependendo do volume de casos.
    5. Alemanha
    Rendimento mensal: 2.500 a 4.500 euros (com possibilidade de aumento com experiência).
    Embora sejam funcionários públicos, os "Gerichtsvollzieher" alemães têm salários estáveis e competitivos, com progressão salarial ao longo da carreira.
    6. Noruega
    Rendimento mensal: 5.000 a 7.000 euros.
    Na Noruega, os salários dos oficiais de justiça são elevados, acompanhando o alto padrão de vida do país e os custos associados.
    7. Dinamarca
    Rendimento mensal: 4.000 a 6.500 euros.
    Na Dinamarca, os oficiais de justiça têm um bom nível de remuneração, compatível com o alto custo de vida do país.
    8. Áustria
    Rendimento mensal: 4.000 a 5.500 euros.
    Na Áustria, os oficiais de justiça são bem remunerados, principalmente devido ao sistema público eficiente e às boas condições de trabalho.
    9. Suécia
    Rendimento mensal: 3.500 a 5.500 euros.
    Embora os salários sejam relativamente mais baixos do que em outros países nórdicos, os oficiais de justiça na Suécia ainda têm rendimentos consideráveis e boas condições de trabalho.
    10. Países Baixos (Holanda)
    Rendimento mensal: 3.500 a 6.000 euros.
    Nos Países Baixos, os oficiais de justiça ("deurwaarders") trabalham tanto em regime público quanto liberal, o que lhes permite ter bons rendimentos, especialmente nas grandes cidades.
    Comparação com países do Leste Europeu:
    Nos países do Leste Europeu, como Bulgária, Romênia, Hungria e Polônia, os oficiais de justiça geralmente recebem salários mais modestos, entre 500 a 1.500 euros mensais, especialmente no setor público.

    Os países com os salários mais altos para oficiais de justiça são predominantemente da Europa Ocidental e Nórdica, onde o custo de vida é mais elevado e, em muitos casos, a função é exercida de forma liberal, permitindo rendimentos mais elevados.

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  7. Finalmente zorro já acordaste o estatuto a existir será para tentar tornar a carreira geral e não especial.

    E tirar alguns direitos como o uso e porte de arma etc...

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  8. Bom dia.
    Sr. Articulista, o último parágrafo do artigo de hoje não é pontuado?

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  9. Cartilheiro12/10/24 10:36

    Ainda que o SFJ já tenha convencido alguns, talvez muitos dos seus associados, do contrário.

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  10. Caga nesse direito ... ou também te julgas pistoleiro.

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  11. De tantos abortos qualquer dia deixa de conseguir fecundação, tornando-se infértil e fica arredada de vez qualquer viabilidade fetal.

    Só por adopção haverá paternidade...

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  12. Ler é uma arte que implica uma exegese não acessível a muitos dos que o tentam fazer, por isso, dedicam-se às minudencias, como é o caso da pontuação obliminando a mensagem que se passa no texto.
    Sobre a mensagem, que é o que no caso importa, discordo totalmente.
    Os funcionários existem não para disputar competências com os magistrados mas para assegurar as suas funções com competência. As funções próprias dos oficiais de justiça, quaisquer que elas sejam, determinam o seu estatuto, se forem diferenciadas são melhores remuneradas senão, sendo indiferenciadas, ficam-se pela base.
    É preciso perceber quais os conteúdos funcionais nos diversos serviços, DIAP, secção criminal, cível, etc. , e o papel que , á luz das leis processuais e substantivas, devemos desempenhar.

    Mais competências, sejam administrativas ou processuais, não aporta necessariamente melhor remuneração, essa é determinada pela complexidade, por sua vez está é determinada pelo grau de autonomia e de exigência técnica.

    Querem ver uma tarefa com autonomização, dou-lhes um exemplo: hoje com o MP Codex do Citius, o magistrado do MP já pode criar a partir do processo principal um dossier próprio (processo administrativo) sem intervenção do funcionário da secção. Ou seja aquele despacho tabelar , do género "extraia cópia de fls... e RDA como PA" tem os dias contados.

    Muitos outros exemplos poderia dar: no judicial , com a citação automática e, uma vez decorrido o prazo, não sendo contestada, o sistema gera automaticamente um fluxo (conclusão) ao magistrado sem intervenção humana.

    Enfim não reconhecer esta evolução é falta de largura de banda cognitiva.
    Precisamos de refletir sobre o nosso papel e isso deve ser feito com mente aberta e sem pré concepções ou falsas ilusões.

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  13. O artigo não está incompleto? Parte final... Obrigado!

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  14. Mas você trabalha n igreja ou num tribunal??

    Corremos todos os dias risco de vida ao lidar com os piores criminosos deste país??

    Quem é que faz o interrogatórios aos arguidos presos é a sua avó??

    Até ao dia que acontece uma desgraça como no brasil e depois ninguém tem armas para se defender..

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  15. A parte final do artigo parece chinês...

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  16. Mais uma razão para me reformarem, compulsivamente, o mais depressa possível.
    Só ando a deslustrar a classe.
    Fiquei tão estagnado nos tempos que já nem sei perceber quando é que os textos acabam.
    Claramente que não estou preparado para esta inteligência de agora.
    Julguei que por lapso o artigo de hoje não tivesse sido concluído, mas afinal parece que eu é que não estou à altura de compreender que terminou mesmo ali, e muito menos apreender o seu sentido final.
    Mais uma nota a juntar ao meu processo de reforma por invalidez.
    Não, leia o comentário anterior, eu é que estou preocupado com a minudente pontuação, quando devia centrar-me mais na exegese.
    Está tudo explicado no comentário anterior, se não consegue comentar o texto por o achar incompleto, então também deve estar a precisar de reforma.

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  17. Também a conta deveria estar já há muito tempo completamente informatizada, desde o seu início processual.
    Não pagaste a taxa devida pelo artidculado apresentado?
    O processo simplesmente não avança.

    Género AT. As partes teriam de preencher caixas de diálogo que surgiam automaticamente e que seriam impeditivas ou não de prosseguir, consoante o devido pagamento e o valor inicialmente atribuido à ação, por exemplo.

    Sanada essa situação, quando fosse hora de elaboração da conta, bastaria efetuar a sua liquidação e automática noitificação dos interessados responáveis.

    E assim, terminariam os gurus da conta e seus entendimentos diversos e exdrúxulos, consoante a sua disposição ou visão naquele dia.

    Já vi entendimentos tão díspares sobre o mesmo artigo do RCP, na mesma seção ou na do lado, que até assusta !! E bem podem criar foruns e dar diretrizes que bem entenderem, pois haverá sempre alguém a decidir por cima disso tudo.

    Fica assim o pobre do cidadão sujeito à interpretação do que se entendeu naquela seção onde está o seu processo.
    Mas se tiver processo igual do lado...tudo pode ser diferente!!

    Com que ideia da justiça fica este cidadão, se até a forma de liquidar as suas despesas de tribunal varia??

    É preciso acabar com esta ambiguidade. Automatize-se de uma vez por todas algo que até nem é tão complicado. Liquidar o IRS é bem mais e já há muito que assim funciona.

    Ha...e tal...assim perdem-se funções e tal. Bem, quando já nem são as seções e os oficiais de justiça que ali trabalham a elaborar a conta...está tudo dito!

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  18. Começo a pensar que há uma doença que atinge a grande maioria dos OJ!

    Será que os OJ não se apercebem que sem eles os tribunais param, que não há justiça?!

    Sim, independentemente dos Srs Magistrados, se nós não fizermos as nossas funções, não há justiça para ninguém!!!

    Será que ninguém vê o poder que essa condição conduz?!!

    É assim tão difícil que uma grande maioria dos OJ efective uma paragem total da máquina judicial?!!

    E não me falem de dinheiro perdido, porque todos os outros trabalhadores perdem dinheiro quendo assim fazem!


    É difícil perceber isto?!

    É difícil mobilizar os OJ para este propósito?!!

    Se as respostas foram sim, então nada merecemos, para além daquilo que já temos!

    Se as pessoas querem lutar pelos seus direitos, pelas suas vidas, o que falta então?

    Porque é que não se avança?!!! ...

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  19. Nós, os oficiais de Justiça, não queremos mais tarefas, principalmente vindas daqueles que as não querem fazer. Antes queremos, pelo menos, um rendimento mensal proporcional ao trabalho que desenvolvemos diariamente, no local de trabalho - vj. lista de aposentados da CGA. OF

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  20. Ninguém usa o Codex.
    Aquilo é uma banhada.
    Dito por juízes e procuradores.
    Informe-se.

    O que o senhor do sindicato dos magistrados do MP quer, é colocar OJ a fazer os mapas estatísticos.
    É chutar para cima dos OJ muitos atendimentos que eles é que têm a obrigação de fazer.
    É delegar serviço que entendem não ser essencial e prioritário.
    Não se trata de valorizar os OJ, trata-se de tirar serviço de cima do lombo deles.
    Por todo lado, seja com Ordens de Serviço, seja com Provimentos ou por despachos proferidos nos inquéritos, os OJ que trabalham nos DIAP 's já fazem muito para além das suas obrigações.

    Diga-se de passagem que os magistrados do MP, ao dia de hoje, são mais controlados e inundados de serviço que os colegas da outra magistratura, esses sim, quanto menos fazem, menos querem fazer....

    Obviamente que nós, OJ, não temos culpa disso, mas levamos por tabela.

    Enfim, é o que é, e não vai mudar....

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  21. Que tolice.
    Ok, lida por vezes com malta perigosa, por regra acompanhada por guardas prisionais ou corpo especial
    Se houver confusão pretende o que, andar aos tiros no tribunal?
    Vai armado para a sala?
    Enfim.....

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  22. Armas para se defender dentro do tribunal?!!😅😅
    Ok, temos um trumpista entre nós.

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  23. Pronto pá, eu faço-te a vontade:
    Vota SOJ, Vota Soj, Vota Soj!

    Ganhem tino e façam mas é alguma coisa pelo bem comum.
    Lá dizia o RAP, "falam, falam mas não os vejo a fazer nada, depois fico chateado."

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  24. Deixem lá o bem comum e comecem é por fazer alguma coisinha pelos vossos próprios associados, nomeadamente que vos pagam cotas há mais de 20 anos e ainda nem sequer foram notificados para receberem aquele valor em função do tempo de provisório.

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  25. Não se avança por 80 por cento da classe está envelhecida não estão para se chatear..

    Porque o SFJ decidiu deixar as greves achando não ser necessário.

    Por não existir uma frente unida dos sindicatos para lutar de uma forma mais incisiva .

    Devido ao fato de reinar na classe uma falta de união e espírito de corporativismo... por exemplo se alguém vir um colega mal ainda vão tentar deitar mais abaixo.

    Depois está enraizado uma mentalidade de escravidão, onde muitos colegas se acham que têm o dever moral e heroíco, e pacto de pseudo amizade com os magistrados e assim estão disponíveis a trabalhar de graça...

    Continuamos a ver isso nos JIC e no MP.

    Claro que temos poder bastava efetuar greve aos casos mediáticos
    ...

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  26. O SOJ já deverá ter perto de 1000 associados.
    Alguns dos associados do SFJ também estão descontentes com o estado das coisas na carreira.
    Um terço de nós a cumprir as greves atualmente em vigor, daqui até ao início das férias judiciais a 20 de dezembro, já iria pôr muitos a rezar, incluindo os nossos próprios colegas, alguns dos quais acabariam por aderir mesmo contra vontade...
    A 21 de novembro cai o fundo de greve, dá para reservar alguma coisinha para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
    Tão cedo não surgirá outra oportunidade destas.
    A alternativa será esperar que o governo tenha ouvido o discurso de tomada de posse de hoje do novo PGR.

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  27. Sim, incompleto, porque, por erro nosso, humano e não informático, foi copiado e aqui colado o texto, elaborado noutra plataforma, copiando-se o documento de trabalho e não a versão final.
    Obrigado pelo alerta. Já corrigimos.

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  28. Novo PGR "deixou vários apelos ao atual Executivo: para que dê prioridade à revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais e adote medidas capazes de “tornar a carreira mais aliciante” ....

    Pressões não faltam, pena que apenas um dos sindicatos esteja empenhado na redação do novo estatuto.
    Mas sim, continuem a lutar de modo esclerosado pela integração do suplementozinho e depois digam que tiveram surpresas, que foram traídos, etc.

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  29. ... 437 associados!

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  30. Quero ver um dia que um preso se solte de má fé e vos agarrar pelo pescoço quero ver como vão fazer .ai vão implorar por armas...

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  31. Vou-lhe contar uma história: há uns anos atrás, numa comarca do norte, em Penafiel, um senhor que era pai de uma magistrada do MP apresentou-se numa sala de audiências onde decorria uma diligência de inventário, penso conferência de interessados, e disparou pelo menos três tiros direcionados a uma advogada (dra Feijó) não a atingindo por sorte e também por sorte não atingiu a minha colega. Ato contínuo abandonou a sala e passou por mim no corredor, segui-o pela saída e no exterior até um jardim , chamado jardim dos amores, a escassos meros do tribunal e quase á mesma distância do PTer da GNR, enquanto colegas chamavam pelas autoridades. Ali permaneci até que o sujeito galgou um muro e desapareceu. A GNR demorou tanto que quando ali chegou o fulano podia ter feito uma peregrinação a Santa Rita. A desculpa foi que tiveram de requisitar o veículo e armas antes de se deslocarem no jipe, como disse por escassos metros.
    O sujeito acabou por regressar a casa e dar um entrevista nesse dia á noite, creio que na SIC. Foi entretanto detido e cumpriu pena, acho que prisão efetiva de 8 anos tendo saído a meio da pena pela idade. Nesse dia corri eu e uma colega riscos elevados na perseguição pois o sujeito de quando em vez parava e metia as mãos ao bolso virando a cabeça na nossa direção. A GNR por outro lado não correu risco algum.

    CONCLUSÃO: Nos tribunais não nos podermos armar em cowboys e devemos deixar essas questões e assuntos para quem é pago para isso e recebe subsídio de risco.

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  32. As resistências vão se quedando aos poucos, já conheço Coordenadores que em face das queixas de falta de oficiais de justiça dizem aos senhores procuradores da Republica para tramitarem eles próprios os processos e é assim que acontece.

    Colega então não acha que a estatística deveria ser encargo do funcionários que até são quem fazem a notação estatística nos detalhes do processo.

    Sejamos sérios, não queira inverter os papéis...

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  33. Pois o Exmo senhor PGR ainda não se sentou, falou de pé, e já desculpou os maus - péssimos - resultados que se avizinham, atirando já para o problema dos recursos humanos - oficiais de justiça.
    Mas poucos sabem que o que está na forja são assessores, técnicos especializados para apoio aos magistrados ...e não virão dos quadros dos OJ .

    Enfim a roda da vida continua, e nós sempre as escuras...

    Nunca nos dizem tudo o que sabem fazem...

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  34. Mais um excelente artigo por cá deixado.
    Obrigado.

    Quanto a nós em concreto - referindo-se à situação que se vive sem valorização - vamos fazendo o que é possível com aquilo que nos é dado.

    Porque o trabalho não é tudo, a vida pessoal de um Oficial de Justiça infelizmente acaba demasiadas vezes afectada pelo...trabalho.

    Vivemos (e sentimo-nos!) quase como que arredados da merecida atenção e que culmina com os acordos conseguidos na Função Pública, com valorizações que a nós nos são cerceadas e nos questionam "Como é que é possível termos ficado mais uma vez para trás??"

    Até coisas já tão normais noutras carreiras, em que os suplementos são pagos a 14 meses, ao passo que connosco se ficou teimosamente pelos 12 meses...quase ilustrando tudo isto como uma forma de ralhete.

    Se calhar porque - desprovido de qualquer sentimento de empatia para os OJ - o Governo nos vê como um 'patinho feio' da Administração Pública.

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  35. Super Zorro12/10/24 18:48

    Nada tem a ver, mas:
    Assinei, eu e muitos colegas, um abaixo assinado dirigido ao presidente da mesa da assembleia geral do SFJ, por iniciativa dos membros das cúpulas sindicais, pedindo o adiamento de eleições, porquanto, na fase, supostamente avançada, em que estávamos em sede de revisão estatutária, tal não seria benéfico para a classe atento o conhecimento da causa por parte do Marçal e companhia
    Na altura, achei bem, os argumentos eram muito válidos e, no interesse da classe, assinei tal manifesto
    Pois vem, a situação foi evoluindo, ou melhor, não evoluiu nada do que queríamos e o estatuto continua na gaveta e não tem cabimento no orçamento apresentado.
    Assim, sugiro um outro manifesto, á contrário, pedindo a realização de eleições já, para ver se arranjamos um corpo directivo que vá e foste de luta. Uma vez que com toda não se conseguiu nada

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  36. Super Zorro12/10/24 18:51

    Queria dizer que faça e goste de luta, uma vez que, com prosa não conseguimos nada

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  37. Até quando vamos ao quarto de banho e passamos junto à sala de audiências, chamar a atenção à testemunha que está encostada à porta da sala à escuta já é um risco, quanto mais...

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  38. Acha?
    Ou já faleceram metade ou então fazem inscrições de dois em dois...?

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  39. 174, parece mais certo.

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  40. E aviso já que estou na faixa etária do Passos Coelho e do Francisco Assis, pelo que será a última vez que me predisponho a estas lutas.
    A partir daqui, se não se organizarem e nada quiserem fazer que produza efetivamente efeitos, não venham cá depois dizer-me para tirar o cuzinho do sofá!
    Continuarei sempre a fazer greves, é claro, mas só em função dos meus interesses pessoais.

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  41. Onde se basear para dizer qual a número de sócios do SOJ??

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  42. Mas vocês são homens de verdade ou são meninas cheias de medo.

    Precisamos de uma força musculada e armada dentro dos tribunais para defender as colegas e os magistrados indefesos..

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  43. Aprendiz de Cartilheiro12/10/24 19:36

    Fiz a minha proposta recentemente e enviaram-me um cartão com o n.º 1772.
    Não liguem.

    ResponderEliminar
  44. Aprendiz de Cartilheiro12/10/24 19:45

    Mas falta treino conjunto com a GNR.
    Afinal são os únicos que lidam com a arma que eu melhor conheço.
    A melhor amiga GNR.
    Já tenho saudades de desmontar e montar uma de olhos vendados em cima de um pano de tenda.

    ResponderEliminar
  45. Querias dizer G3?

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  46. Não percebo.
    Recebi o meu a semana passada e era o número 4780....

    ResponderEliminar
  47. Aí sim, e depois o que fazias, davas lhe um tiro ao lado da polícia para ti preso a seguir?
    Ganha juizo e não queiras ser cowboy.
    Deixa as armas para quem as deve ter.

    ResponderEliminar
  48. Se fosse burrinho o meu seria o 7000!

    ResponderEliminar
  49. Rei dos mercedes12/10/24 20:59

    Para o anónimo das 10h55 fica a dica: é melhor ir trabalhar para uma junta de freguesia! Deve andar por aqui enganado ou é infiltrado! E porque não acabar com os seis dias por ano! E porque não acabar tb com o transporte público gratuito!? Ontem vi aqui um comentário tb de um iluminado ou infiltrado e que escrevia que se perspetiva uma verdadeira revolução tecnológica nos tribunais!! As máquinas vão substituir os funcionários! Nas salas de audiência a IA vai vai fazer o trabalho dos OJ ou parte....Nas secretarias idem
    idem... As contas provavelmente vão ser realizadas por fantásticos programas informáticos...O atendimento personalizado noa balcões Mais, não sei como vai ser, mas certamente haverá ali uma máquina à disposição do cidadão comum para lhe solucionar o problema!! No serviço externo será talvez um robot semelhante aquele s que já existem em alguns Estados Americanos a fazer policiamento nas ruas!!! Mas afinal, pq é que os Sindicatos andam a lutar por um Novo Estatuto, por melhores condições salariais pelo grau 3 etc..!? Se Caminhamos para um Revolução Tecnológica Digital em todos os sentidos...Mas afinal porque é que a DGAJ está a recrutar mais 570 OJ.?? Na perspectiva do homem que fez o comentário, tudo
    indica que o futuro vai passar por menos mão de obra humana ...As máquinas vão nos substituir paulatinamente....E ele vai coser meias para casa!!

    ResponderEliminar
  50. Claro que a IA não vai substituir integralmente os OJs, mas que poderão reduzir em 1/3 ou mais os quadros não tenho qualquer dúvida.
    Na minha opinião se tal acontecer amanhã, já vem tarde.
    É ridículo o dia a dia de uma secretaria nos tempos que correm.
    É ridículo e arcaico prateleiras cheias de processos e impressoras a imprimir de manhã à noite .
    Além dos danos ambientais, revela uma gestão completamente deficiente dos recursos humanos e materiais.
    Um desprezo absoluto pelo bem comum.

    ResponderEliminar

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