Saber copiar bem não é feio, quando é necessário
É natural que haja pessoas que não saibam fazer certas coisas, nem tenham capacidade para aprender a fazê-las. Ora, havendo, como há, pessoas assim, perfeitamente inábeis para determinados afazeres, e tendo mesmo de os fazer, então só lhes resta uma solução: copiar.
E não é nada feio copiar desde que se copie bem e se alcance o objetivo; feio é inventar mal, não alcançar o objetivo e ainda por cima tentar convencer os demais de que se atingiu o máximo possível.
Vem isto a propósito da manifestação de ontem dos professores, carreira que persistiu e conseguiu alcançar muitas das suas reivindicações, ente elas, ver recuperado o tempo de congelamento, o que outras carreiras nem sequer começaram ainda a reivindicar.
Seria de esperar que os professores estivessem já pacificados com tanto que conseguiram, mas, tal como se viu ontem em Lisboa e noutras cidades do país, essa pacificação não existe e se ontem, em Lisboa marcharam nas ruas cerca de um milhar de professores, está já agendada para o próximo dia 17 nova concentração. E os tipos não tiveram um aumentozeco de 3,5% num suplementozito de 10%.
Os professores vão concentrar-se dia 17 de outubro junto ao Ministério da Educação para reclamar das desigualdades nos apoios aos professores deslocados. A concentração acontece quatro dias antes de começarem as negociações para a revisão do Estatuto da Carreira Docente, cuja primeira reunião, não de desenho, está marcada para 21OUT.
Entretanto, ontem, em Lisboa, concentraram-se centenas de professores, não só para comemorar o Dia Mundial dos Professores, mas também para recordar algumas reivindicações da classe ainda não alcançadas.
Na marcha em Lisboa, muitos professores vestiam camisolas pretas com a inscrição: “Professores em Luta” e portavam cartazes verdes pedindo a “valorização” da profissão através de uma “carreira atrativa”, “horários adequados”, “concursos por graduação” e “apoios para todos”.
Os Oficiais de Justiça também têm camisolas negras, mas não dizem que estão em luta e quase foram substituídas por camisolas cor-de-rosa com a inscrição “acredito na pacificação e numa ilusão futura”.
Os professores também reivindicam uma redução da idade da reforma, que consideram uma “aposentação justa”, e uma gestão democrática das escolas são outras das reivindicações que voltaram a mobilizar milhares de docentes no Dia Mundial do Professor.
O secretário-geral da FENPROF disse que o Orçamento do Estado para 2025 vai medir a importância que o Governo dá à Educação e lembrou que a recuperação do tempo de serviço dos docentes não resolve todos os problemas.

Fonte: “SIC-Notícias”.
Muito francamente já não espero nada, nem da parte dos sindicatos nem da nossa classe. A 6 anos da reforma (que em tempo útil se reduz a metade), já nada me interessa! Os sindicatos são demasiadamente fracos face a interesses tão poderosos que nos cercam e tolhem por completo! A classe completamente dividida em várias: os auxiliares, os adjuntos. os escrivães, os Secretários, os licenciados, os com o 12°, os que trabalham nas Centrais, os que trabalham nas secções, os do MP , os do judicial ...Todos mas todos sempre melhores e a trabalhar e a merecer mais que os outros...Entretanto, o poder politico, sempre receoso com a justiça, vai conseguindo fechar o cerco: tem os magistrados bem controlados, satisfeitos com tudo e sem levantarem um dedo para além dos seus próprios interesses e agora controlam-se também os funcionários e o funcionamento das secções, tudo em nome da eficiência da justiça mas na realidade para proteger os do costume...Os interesses são tantos e tão grandes que somos uma pedrinha na engrenagem, que é preciso partir! E agora, vou dormir novamente, que amanhã vou novamente participar desta grande farsa que é a Justiça...
ResponderEliminarInfelizmente é essa a nossa realidade.
ResponderEliminarNão se tem o 'peso' e muito menos a importância - vista aos olhos da opinião pública - que outras carreiras têm, pelo que nos levam à exaustão, nos trilham a força de reacção com promessas que depois não são cumpridas, nos retiram a possibilidade de uma vida digna...ao ficarmos sempre para trás com uma tabela salarial que ficou congelada no tempo.
É de deixar qualquer um incrédulo, ao recordar que nesta carreira especial se entrava logo a ganhar cerca de 2 ordenados mínimos...e agora fazem-se concursos para ganhar pouco mais do que ganha quem vai para um espaço comercial.
Da parte dos Governos, dar condições e zelar por estes profissionais ao serviço da justiça, tem-se revelado pouco mais do que ZERO!
Temos a faca e o queijo na mão. Façamos uso.
ResponderEliminarGreve geral já, ou pelo menos ameaça de tal.
Manif em Lisboa
Garanto que as alterações apareciam
Assim, talvez quando eles quiserem e se quiserem .
Se o concurso ficar preenchido assim, esqueçam.
ResponderEliminarNo balls...
Nunca iremos ter nada de significativo.
ResponderEliminarA meta é ficarmos a ganhar o salário mínimo no início.
Seremos sempre uma classe escravizada.
As magistraturas têm muita força e simplesmente não querem que nada mude para nos terem sempre na mão - a mão do dono!!
Eles sabem que existirá sempre um bando de miseráveis que, não tendo habilidade para fazer outra coisa, vão concorrer para os tribunais e aceitar ganhar pouco mais do que o salário mínimo.
ResponderEliminarEles sabem disso.
Por isso não nos iludamos com melhorias salariais.
Porra, Colega.
ResponderEliminarHá anos que não via um comentário que fosse tão exemplificativo da nossa classe.
Não tirava uma vírgula.
Se calhar só temos o que merecemos....
Abraço.
FF
Estou ao teu lado.
ResponderEliminarFazemos investigação e zero de suplemento.
Temos uso e porte de arma e zero de suplemento.
Temos que lidar com a responsabilidade de prazos e zero de suplemento.
Temos serviços externos e zero de suplementos.
Ordenados de miséria...... ai se eu tivesse novamente 22 anos.
Um abraço....
Para o Anonimo das 9:01 discordo do que diz, a realidade é que temos importância e peso, contudo como somos uma classe desunida, obvio que se perde o peso todo e a importância...
ResponderEliminarEntão com isto que está acontecer não era de uma grande parte da classe se manifestar...somos 7000. Karamba que fossem á assembleia uns 3000 isto já seria impactante...
Agora assim como estamos não vamos lá não....
Perante esta situação só vem para os tribunais quem não tem habilidade pra mais nada. E mesmo assim dentro da função publica há serviços melhores do que isto pelo mesmo dinheiro.
ResponderEliminarNão estou a ver jovens licenciados a abraçarem esta carreira nestas condições de subserviencia a juizes.
Não, não temos!
ResponderEliminarAos olhos da opinião pública, não temos importância.
Lamento decepcionar o(a) colega, mas vive numa ilusão se pensa que a opinião pública nos vê dessa forma ou com essa importância.
Como é óbvio. A opinião pública quer é as escolas e os centros de saúde abertos. Os processos, ninguém se incomoda. Mais mês, menos mês de atraso, é igual.
ResponderEliminarJá tivemos essa importância...
ResponderEliminarImagino que não será propriamente do tempo dos 1000-1500 O.J. mais novos na carreira.
Por estranho que possa parecer nos tempos que correm, a realidade é que até há 15-20 anos atrás existia um certo prestígio na carreira.
Agora, a erosão desse sentimento (e que já não é só sentimento), mostra-nos que o esquecimento e a importância perderam-se quase por completo.
Grande descrição da realidade.
ResponderEliminar25 anos de desumanização.
E, pelos visto, continuará
Somos os nossos piores inimigos.
E da parte da magistratura nada de nos ajudarem porque para eles há tudo.
Já fomos.
Sindicatos não têm capacidade de mobilizar e mudar.
Então, depois dos papo secos, pior, não souberam aproveitar o que foi dito na campanha eleitoral quanto aos oficiais de justiça.
Quem puder que fuja.
Aqui é pagar para ser escravo.
Licenciados a entrar para ganhar o que pagam na mercadona?
ResponderEliminarSó se se for para ganharem vinculo e mudarem logo de carreira.
É muito estrogénio!
ResponderEliminarSe a classe quiser isto vai ao lugar.
ResponderEliminarComo?
A classe tem que ter uma posição de união forte e sairmos todos á rua...
Caso contrário temos que o famoso estatuto apenas para finais de 2025 será publicado, com as regras do governo.
Continuamos com tudo indefenido...
ResponderEliminarSem saber de datas, das novas reuniões...
Já é a segunda vez que chamam os sindicatos para falar do SiADAP..
Obvio que não existirá aumentos salarial uma vez que não está previsto no orçamento de estado...
Por tal bem podem contar com mais um ano..sem receber um aumento significativo...
Ministra está a usar má fé negocial.
ResponderEliminarNão vamos ter nada até ao final do ano.
E no próximo ano logo se verá.
O sindicato foi comido de cebolada.
O sindicato tem de tomar uma posição forte e firme e denunciar a situação!
Outras carreiras com valorizações salariais e nós enterrados em trabalho e aumentos nem vê-los.
SIM nem uma palavra para DIZER que o aumento nada teve a ver com as carreiras que receberam €300. É ver a comunicação social sempre manipulada. E OS SINDICATOS NEM UMA DECLARAÇÃO CONJUNTA?!?
ResponderEliminarSIM ESCLARECER A COMUNICAÇÃO SOCIAL!
ResponderEliminar3000?
ResponderEliminarOnde é que se vão arranjar 1500 OJ insatisfeitos, nos dias que correm?
Nunca vi uma carreira com tanto arauto da desgraça e tanta lamúria, quando 90% nao mexe uma palha para fazer valer os seus direitos, como se viu na ultima manifestação.
ResponderEliminarMas sim, vocês é que estão bem e o sindicato deixou que fosse "comidos de cebolada", ou talvez mais apropriado a meninos, a Cérelac.
E tu, o que já fizeste?!
ResponderEliminarPondo-me na perspetiva do governo, iria deduzir que os únicos descontentes são todos aqueles que concorrem ao ingresso na carreira e desistem quando percebem as reais condições oferecidas.
ResponderEliminarQuanto aos OJs, tendo em consideração a adesão a manifestações e greves, iria concerteza concluir que estao todos satisfeitissimos.
Portanto, será de todo previsível que a existir aumentos, a quem se destinam.
Decorrido este tempo todo apos a reunião com a MJ, o que o SOJ tem para dizer é repetir a sua interpretação do art.218,3, CRP, e marcar 2 piquetes de greve de uma hora?!.
ResponderEliminarMas para quê? Falar de quê em particular?
Para beber um cafezinho e ter o gosto de conhecer pela primeira vez algum dos seus representantes, já que até hoje nunca vi nenhum fora de Lx?
Isto seria ótimo para o programa "gozar com quem trabalha".
Os cartilheiros cada vez que o SOJ diz algo ficam nervosos. Tenha calma pá, coma o papo seco em paz!
ResponderEliminarIsto só lá vai com greve aos atos! E que venham os processos disciplinares!! Nós temos o poder de fechar os tribunais. Basta querer-mos.
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