A caminho da perda de mais funções
Depois da alegada simplificação da linguagem e daquela apresentação das notificações e citações nos modelos de documentos produzidos no Citius, com blocos de texto à esquerda e à direita, acima e abaixo, tal simplificação parece que ainda não se mostra verdadeiramente simples e parece que está a precisar de ser ainda mais simplificada, para nivelar cada vez mais por baixo a transmissão da mensagem, aproximando-a do nível, também cada vez mais baixo, de compreensão dos cidadãos, incapazes que são de interpretar uma simples carta de um tribunal.
As cartas dos tribunais, quando recebidas pelos destinatários têm dois caminhos possíveis: ou são entregues a um advogado para interpretação ou as pessoas apresentam-se nos tribunais dizendo aos Oficiais de Justiça: “Recebi isto”, passando então os Oficiais de Justiça a explicar o porquê daquela carta, da desnecessidade de comparecer no tribunal, etc., etc.
Este trabalho suplementar diário dos Oficiais de Justiça ao balcão, a explicar aos cidadãos as más notificações que lhes enviam, nasce da deficiente produção das comunicações que, na maior parte das vezes, apenas dizem: “Fica Vª. Exª. notificado do despacho de que se junta cópia”, em vez de dizer à pessoa o que simplesmente se pretende sem juntar cópia nenhuma de despacho nenhum, uma vez que o despacho contém uma instrução para o Oficial de Justiça, para que este atue de determinada forma que não é, de todo, a de enviar cópia daquilo ao cidadão.
O trabalho dos Oficiais de Justiça passou a ser simplificado com os textos automáticos e as ações automáticas, mas passou a dificultar a vida às pessoas com tanto “despacho que se junta” sem um mínimo de esforço interpretativo para o cidadão, sem que o Oficial de Justiça se coloque na pele de quem recebe a carta e não percebe nada disto.
Ora, como os Oficiais de Justiça nada explicam e apenas usam textos automáticos após fazer alguns cliques na plataforma que produz as comunicações padronizadas, isto é, como agem de forma também automática, desde logo pela manifesta impossibilidade de despender mais tempo com cada processo; em face destas constrições, não sendo possível mudar o comportamento do Oficial de Justiça, o Governo prefere mudar o conteúdo do automatismo.
Assim, está o Governo apostado em utilizar outras inteligências que não a dos Oficiais de Justiça e outros automatismos onde a linguagem utilizada interprete melhor o sentido do processo e realize de forma eficaz a transmissão pretendida.
Nesse sentido, está lançado um concurso para um contrato no valor total de 660 mil euros, que pretende a prestação de serviços especializados de simplificação da linguagem e revisão de documentos produzidos pelos serviços de Justiça.
Diz assim o Governo:
«Usar uma linguagem clara, simples que possa ser entendida por cada cidadão é um desafio constante.
Para a Justiça, atrasos ou ausência de resposta podem implicar mais diligências, mais entropias e desperdício de recursos.
Para o cidadão, não compreender uma comunicação do Tribunal pode significar perda de tempo, de dinheiro e até de direitos.»
O contrato apresenta-se em dois lotes:
«Lote 1 - Serviços de análise jurídica e linguística, clarificação e simplificação de linguagem de um conjunto de minutas de comunicações sobre variados temas jurídicos produzidas pelos serviços de justiça (valor de 500 mil euros) e
Lote 2 - Serviços de verificação da revisão de um conjunto de minutas de comunicações sobre variados temas jurídicos produzidas pelos serviços de justiça e objeto de clarificação e simplificação pelo Adjudicatário do Lote 1 (valor: 160 mil euros).
O anúncio de procedimento n.º 22772/2024, de 28 de outubro, foi publicado no Diário da República n.º 209/2024, Série II de 28-10-2024 e os interessados devem apresentar propostas até ao dia 26-11-2024, em: www.acingov.pt »
Mas, dar modelos aos Oficiais de Justiça para que cliquem com o ponteiro do rato no modelo pré-preenchido com a tal linguagem simplificada e apenas para isso, não parece tarefa que não possa ser levada a cabo com automatismos previamente definidos.
Antes dos modelos pré-definidos do Citius, os Oficiais de Justiça escreviam notificações e ofícios, claro que demoravam muito mais, mas eram capazes e criar conteúdo, o que hoje não se verifica, mas na altura também não sabiam clicar com o ponteiro do rato em nada e hoje dominam a técnica do clique.
De uma forma geral e genérica, a simplificação de que carece a linguagem, começou muito antes com a simplificação da ação dos Oficiais de Justiça que se foram adaptando, conformando e desleixando no seu dia-a-dia, podendo hoje ser perfeitamente substituídos por automatismos informáticos em grande parte dos atos que ainda praticam.
Há incúria própria? Sim, há! E talvez por isso não consigam convencer ninguém (ao longo de décadas), da relevância e imprescindibilidade do seu papel no seio do Serviço Nacional de Justiça, ao contrário do que sucede, de forma exitosa, com todas as demais carreiras.

Fonte: “Justiça.Gov no Instagram”.
Perda de mais funções e também perda de umas centenas de €€€'s todos os meses, por via de um acordo que teve a possibilidade de ser MUITO melhor do que aquela miséria que bem se sabe e que me faz perder dinheiro a mim e a todos os O.J.
ResponderEliminarGreves atrás de greves, com os cortes correspondentes na minha folha de salário...e tudo para isto!! Uma mão cheia de nada!
Eu não estou simplesmente insatisfeito. Estou revoltado!
Fazerem-nos perder dinheiro, por inércia ou verdadeira incompetência - num momento em que tínhamos a claríssima possibilidade de receber de forma alinhada com os demais - é revoltante!
Não concordo lá muito com o artigo.
ResponderEliminarSe em vez de se notificar o despacho em anexo se estivesse a especificar o próprio despacho, isto em dezenas de notificações por dia, nem metade do serviço se faria!...
A notificação remete ao despacho, sem necessidade de o duplicar.
É a minha opinião.
Bom dia,
ResponderEliminarÉ preciso não perder o norte.
Ao longo dos anos as tarefas dos oficiais de justiça foram perdendo importância - antes todas as funções hoje deferidas às Conservatórias (falo dos divórcios, e no seu âmbito de acordos REPP, Alimentos, partilhas, etc.), a Agentes (Solicitadores) de Execução (notificações, citações e penhoras), entre muitas muitas outras que se foram perdendo nestes 25 anos que conto nos tribunais. Lembro que até os processos de apoio judiciário eram instruídos nos tribunais.
Tudo isso foi-se perdendo e restam agora - tão só e apenas- algumas, poucas das muitas tarefas mais complexas que antes existiam, sendo essencialmente tarefas de apoio aos magistrados - denominadas de assessor, o mesmo é dizer de servente ou de "chega rebos" - e até se vê casos que nem essas somos capazes de executar, pois estes até já elaboram os próprios autos de declarações em muitos casos.
Com o passar do tempo as principais tarefas passaram a traduzirem-se num simples clicar para expedir uma notificação eletrónica sem conhecermos ou ternos a consciência dos seus termos.
É triste mas foi nisto que se tornaram os oficiais de justiça.
Há muito que se deveria ter lutado pela diferenciação na execução de determinadas tarefas sem termos que as perder para outros serviços, mas não foi isso o querido.
Muitos oficiais de justiça ficaram extremamente contentes com a perda de competências, por exemplo nas execuções por custas e até gostariam que se fosse mais além ...
Pensaram e pensam assim, porque estão perto da reforma, são em maior número e têm a carreira feita e não esperam muito mais dela a não ser o alívio nas tarefas e mais dinheiro, um poucochito mais ..s
O SFJ tinha a obrigação de defender a carreira em nome de todos, de toda a classe, e não o fez.
Nem o fez antes nem o está a fazer agora pelo que a nossa triste sina é perder competências até sermos reduzidos a meros assistentes operacionais e/ou administrativos - e fracos, muito fracos ...!
Nunca vi tanta alarvidade num pequeno texto!
ResponderEliminarA notificação serve para dar conhecimento do teor de um despacho interlocutório ou decisão, e esta última deve ser fundamentada, com o respetivo enquadramento dos fatos narrados ao direito e, muitas das vezes, impõe um determinado comportamento (ação) ao destinatário.
Outras vezes, a notificação surge como decorrência legal (veja-se, entre muitos, o art.º 277.º e ss. do CPP) constituindo esta uma informação dos direitos e das consequências que dela resultam, o que deve ser explicado de uma forma tecnicamente correta.
Já vi, por exemplo, na minha área (laboral) um despacho a determinar a notificação de uma entidade empregadora com as consequências do n.º 3 do art.º 104.º do CPT e a notificação a seguir sem a expressa advertência da possibilidade de condenação em multa remetendo-se tão só para os "termos do despacho anexo".
O que o colega sugere é que doravante o próprio magistrado faça as notificações, pois que a ser assim , basta-se com um clique qualquer numa caixa de validação e segue o despacho de forma automática.
Muito teria que escrever a este propósito mas fico-me por aqui ...
Enfim ...
Assim, muitas das vezes, importa
Conheço colegas que mal sabem redigir um ofício ou uma notificação.
ResponderEliminarNão estou a brincar nem a ironizar.
Para esses, o melhor mesmo é fazerem aquela notificação a remeter para o despacho anexo.
Por vezes vejo notificações e ofícios a outras entidades públicas que, muito francamente, me envergonham.
Fico sempre a pensar: lutam estes tipos pelo grau 3 quando na verdade nem um ofício conseguem redigir.
Todas as promoções deviam ser através de cursos de preparação e provas de conhecimentos onde se incluísse o correcto uso e conhecimento da Língua Portuguesa. Saber ler e escrever devia ser muito importante na nossa função - mas pelos vistos não é.
(Escrevo segundo as regras da antiga grafia)
Não é o funcionário que remete para o despacho é o texto do citius que assim o faz!
ResponderEliminarE é assim que o MJ quer que se faça, porque querem produção, querem quantidade, não qualidade!
ResponderEliminarMesmo!
NOJO de acordo !
traidores
ResponderEliminarMais uma vez dar aqui os meus parabéns a todos os que ao longo de anos aceitam desempenhar funções sem concurso.
E igualmente parabéns a todos que aceitam acumular funções em diversos juízos e por ai fora.
Parabéns porque assim tem ajudado a tutela.
Parabéns porque assim também têm deitado abaixo o normal funcionamento dos movimentos.
Muitos parabéns.
E que a terra vos seja mais levezinha que o serviço que têm prestado a toda a classe.
Você dá um exemplo especifico, e vale para um exemplo especifico, mas qual seria a necessidade de transcrever, por exemplo, um simples despacho que convida uma parte a juntar um determinado documento?
ResponderEliminarNo citius vai constar - "Fica Vª. Exª. notificado do despacho em anexo"
Seria preciso mais?!! Penso sinceramente que não!
Mas não é basicismo caro colega, é apenas a minha opinião!
Infelizmente tem razão e é essa a realidade dos tribunais.
ResponderEliminarPor isso acho ridículo que os próprios não tenham consciência disso e insistam que o grau 3 deve ser para todos, criando resistências que no limite poderão prejudicar o próprio futuro da carreira.
Os quadros técnicos são tão importantes como quaisquer outros, devem ser remunerados condignamente, mas não se percebe estes complexos com a atribuição de grau 3 a quadros superiores que venham a resultar da reestruturação da carreira e que só valorizam a mesma.
Ridicula esta autoflagelacao!
Sim, tiram o lugar que naturalmente pertenceria a outro!
ResponderEliminarTal e qual
ResponderEliminarEXACTAMENTE
ResponderEliminarEmbora fora de tema
ResponderEliminarSabem de vai haver movimento extraordinário ainda este ano para colocar os novos funcionários ?
Gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir transferência para perto de casa.
Todos os dias vem aqui escrever a mesma coisa.
ResponderEliminarO seu nível de ressabiamento e azia é enorme e não se notam melhorias.
Aposto que se fosse um dos "escolhidos" não vinha para aqui escrever o que tem escrito.
Leia melhor o que escrevi.
ResponderEliminarEm lado algum eu escrevi que é o funcionário que remete para o despacho.
Vá lá ler melhor.
E se o movimento extraordinário for só para os primeiros ingressos? Já pensou nisso? É que a tutela já o fez no passado e pondera fazer de novo, pois estamos pacificados.
ResponderEliminarLeia melhor o que escrevi.
ResponderEliminarEm lado algum eu escrevi que você disse que é o funcionário que remete para o despacho.
Vá lá ler melhor.
Mas ele tem razão em estra ressabiado ou não?!!
ResponderEliminarQuando acabar a injustiça, acaba o ressabiamento!
Ou não é assim?
Trabalho num DIAP e todos os dias recebo várias comunicações e ofícios de diversas entidades do Estado.
ResponderEliminarE o que vejo, quase sempre -na maior parte das vezes, são ofícios bem elaborados, bem formatados e bem redigidos.
E todos eles executados por ASSISTENTES TÉCNICOS!!
Nós nos tribunais, com a "nossa" habitual mania das grandezas e da importância, vemos muitas vezes ofícios feitos às três pancadas, num português sofrível, em que muitas vezes para ficar bem bastava copiar e colar o texto do despacho. No entanto, há colegas que nem a esse trabalho se dão.
Não, não é assim.
ResponderEliminarÉ mais assim: quando for "escolhido" acaba o ressabiamento e a azia.
O movimento extraordinário será só para auxiliares, tal como os anteriores.
ResponderEliminarNunca o fez nem pode fazer.
ResponderEliminarPode fazer só para auxiliares mas jamais limitado às primeiras colocações.
"Não é o funcionário que remete para o despacho é o texto do citius que assim o faz"
ResponderEliminarAssim transcrito, é mais fácil.
Pior do que isso ser mentira (movimento só para primeiros ingressos) é que o colega acredita mesmo na barbaridade do que diz, mesmo nunca tendo visto tal movimento.
ResponderEliminarNão vale a pena estrebuchar e fazer gritaria com a inevitabilidade do que aí vem.
ResponderEliminarOu mais depressa nos habilitamos e habituamos à realidade, ou mais sofreremos a curto/médio prazo.
A linguagem jurídica tem muitas causas, mas uma delas é sem dúvida o doutorismo, a prepotência. E aqui incluo advogados e alguns colegas que falam de certos intervenientes como se estivessem a referir-se a estrelas do cinema ou do futebol.
Há que adaptar e ver na mudança oportunidades. É isso que teremos de fazer.
A IA não tarda aí e em força, para acabar com atos redundantes, morosos e sem qualquer efeito prático para o cidadão.
Por exemplo, não tardará muito para vermos um algoritmo a fazer aquilo que a gestão de atividades faz agora, libertando o operador de precioso tempo para verdadeiramente tramitar processos e não justificar/etiquetar constantemente o que fez ou vai fazer, num processo sobre o processo, numa burocracia informática inaceitável como é a que hoje se vive. Controlo, sim. Controlo ao segundo ou minuto, não se justifica. Já alguém contabilizou o tempo médio que se perde por dia a regularizar atividades versus o seu efetivo efeito prático e necessidade?
Há imenso desperdício no nosso dia a dia, na forma como trabalhamos. Há que reanalisar todo o processo de entrega de valor à sociedade, que é a nossa missão primordial. Caso contrário, somos uns inúteis iludidos de que somos o centro de tudo, embrenhados em tarefas labirínticas e processos paralelos.
Há que reanalisar toda a abordagem à tramitação processual de uma forma quase quântica e holística, pragmática, objetiva e que impeça todos os intervenientes de criar morosidade e burocracia. Não estamos sozinhos. Fazemos parte de um grande e complexo ecossistema. A cola que deve unir a entrega de justiça à sociedade, (que é o nosso valor), deve ser a celeridade. Justiça é o produto que temos para dar. Celeridade e descomplicação é a filosofia que deve imperar nessa entrega de valor.
E isso não só é positivo para o cidadão, como o é para nós, que teremos mais tempo para outras atividades. Aqui está a oportunidade na mudança. Enquanto andamos a gerir atividades, não temos tempo para tarefas mais dignas e com responsabilidades acrescidas.
Agora meio milhão de euros…paguem-me metade e eu faço isso, já !!! Que exagero. Falando em desperdício na cadeia de valor…
Uns fazem o hardware, outros o software, OS e aplicações, outros fazem clicks que fazem o citius elaborar um texto pré-escrito, que remete para um despacho, também ele elaborado com clicks, que depois vai para uma impressora, que depois ... ... ...
ResponderEliminarQue conversa da treta!
Você (10:29) é um cínico!
ResponderEliminarNão é pouco mais ou menos uma pessoa justa!
E este pouco tempo que a si dedico é demais, face à pessoa ética que você parece ser!
Bye
bem visto
ResponderEliminarQuando a AI verdadeiramente cá chegar você não vai ser preciso para nada!
ResponderEliminarE quando for aplicada num robot com uma destreza manual equivalente à humana, aí acaba não só o trabalho intelectual mas também o manual!
Tudo será diferente, e até os maiores pensadores da atualidade não conseguem ver como acomodar a sociedade humana a isso!
Os tais propósitos que deixam de existir! ...
Tempos surpreendentes estes!
deves ser cá um funcionário ou já estás na reforma a mandar postas de pescada
ResponderEliminarOuça (10:51), não se trata de cinismo ou de ser ou não uma pessoa justa, como disse.
ResponderEliminarTrata-se de RESSABIAMENTO seu.
RESSABIAMENTO que VExa não consegue ultrapassar.
Nota-se perfeitamente que está chateado por que não foi escolhido. E como tal não lida bem com isso e sente frustração.
Creio até que nem deve dormir bem de noite a pensar por que razão não foi escolhido.
Noites e noites mal dormidas, insónias persistentes. Paciência...
Tem que aceitar e resignar-se.
Ou como agora se diz, "aceitar que dói menos"
Os guardas prisionais é que estão bem ordenado início de carreira 961 j SUPLEMENTOS:
ResponderEliminar961+400+120+204+192=
1877 euros.
E estes pacovios a pensar que são bem pagos..ehehe
Está é dedicada aos fakenews..
O que eu não levei na cabeça dum administrador quando a escrivã lhe foi fazer queixinhas de que eu perdia demasiado tempo a transcrever para as notificações partes dos despachos, agora para isto?!
ResponderEliminarTotalmente errado!!
ResponderEliminarContinuaremos a ser precisos, mas não a executar estas tarefas.
Acha que o mundo vai parar porque pretende continuar a usar o carimbo, o selo branco ou fazer o que hoje faz?
Bem verdade!!
ResponderEliminarPara pretender ter grau 3, há que o merecer.
E temos por aqui gente muito aquém das funções que lhe estão entregues.
Já vi documentos elaborados por colegas e comentários por aqui, de fazer corar um morto. Pela ignorância de escrita, mas também pela pequenez de espírito.
A discrepância é muito grande nesta classe.
Não há forma de evitar uma clivagem, separar o trigo do joio.
Concordo com quase tudo, exceto que não são só os oficiais de justiça que estão perto da reforma, são na sua maioria, os que pouco tempo têm disto. E olhem que eu sei do que falo.
ResponderEliminarDe resto acho que sim, estão a minimizar nossa função.
Bem haja a todos.
Você (11:25) não sabe do que fala, e se soubesse o seu ego não lhe permitiria entender/aceitar!
ResponderEliminarPara 12.11.2024 às 11:03
ResponderEliminarConvives bem o estado de injustiça, não é?
És o beneficiado e os outros que se lixem.
Quando acaba essa vergonha de deturpar os movimentos?
Quem vive bem o estado em que isto está, é gente conivente , gente
sem vergonha na cara.
Em suma: aqui vemos o quanto somos bons a mal tratar os colegas de profissão.
ResponderEliminarÉ por isso que temos o que merecemos.
Tristeza.
Estamos perante um choque tecnológico no funcionamento das unidades de processos e inquéritos do sistema judicial português.
ResponderEliminarDe facto existe o perigo real da perda de competências como já têm vindo a acontecer, mas virão outras e aí os nossos sindicatos terão que pedir os meios adequados para dar resposta a esses novos desafios, por isso força e grau funcional III para todos os Oficiais de Justiça, senão temos guerra.
Não há palavras que consigam descrever a situação e o quão prejudicados estamos a ser, mês atrás de mês...
ResponderEliminarComo é possível termos batido tão fundo, quando tivemos uma oportunidade única para melhorar os nossos salários desde há 5 ou 6 meses para cá.
Como é possível??
E já agora...
ResponderEliminarQue dizer do agora anunciado pela Ministra da Administração Interna.
As forças de segurança já tinham conseguido um acordo faseado de + 200€+50€+50€ face ao que recebiam por suplemento de risco.
Passado tão pouco tempo e a ministra já lhes anunciou também que a componente fixa de um suplemento por serviço nas forças de segurança, que é atualmente 20% do ordenado base dos elementos da PSP e GNR, vai ser atualizada em + 2% no próximo ano, passando assim para 22% do ordenado base.
Em questão de meses... 2 valorizações remuneratórias (que não devem ficar por aqui!).
Pacificação e valorização justa.
Já quanto a nós, quanto ao nosso caso, o que se passa?
Que raio de carreira se tornou esta que nem a Ministra aparece a anunciar nada de justo para nós, nem os Sindicatos parecem sair do marasmo, nem absolutamente nada de nada.
Carreira de deveres e obrigações, que leva pontapés daqui e d'acolá.
Caros concidadãos oficiais de justiça:
ResponderEliminarNão sejais inácios.
Sempre que vos cobrarem um dever não vos esqueçais de perguntar pelos vossos 7 anos, 2 meses e 26 dias.
Pois o problema é que se leva na cabeça dos chefinhos, dos administradores, dos secretários dos magistrados.... é linda esta profissão não foi?
ResponderEliminarTRISTEZA
ResponderEliminarTalvez não estivesse nos tribunais quando isso ocorreu, mas aconteceu... agora também pode ficar descansado, e se isso ocorrer não chore.
ResponderEliminarQue a terra lhes seja levezinha.
ResponderEliminarÁmen!
Deixámos que nos tirassem tudo e agora vai levar anos a recuperar o prejuízo!
ResponderEliminarDe Anónimo a 12.11.2024 às 10:26
ResponderEliminarCTRL+C CTRL+V
O artigo diz a verdade sobre o que se passa nos Tribunais, mas há exceções nos O.J. que nāo vão nessa conversa de modelos formatados que parece por vezes não terem sido feitos por quem sabe do ofício. Transcrever os Códigos é fácil.
ResponderEliminarPor outro lado temos muitos colegas que teriam alguma dificuldade em redigir notificações que as pessoas em casa compreendessem e o modelo ajusta-se à preguiça mental.
São autómatos da informática e nem lêem o que o sistema lhes apresenta para o processo que têm em mão. Colocar-se no lugar de quem vai receber aquilo, muitas das vezes, nem pensam nisso.
Notificar do despacho cuja cópia se junta, é utilizável apenas para advogados.
Para pessoas sem representaçāo, as comunicações têm de ser bem explicadas, para poderem ser entendidas. Qualquer pessoa que perceba disto e que leia alguns dos modelos usados, verifica que nāo são de simples entendimento e gráficamente um aglomerado de carateres.
Penso agora é nos milhares de euros que vāo gastar ( lá estão os dinheiros do PRR a desaparecer em mais um concurso para privados desnecessário) quando o Governo podia fazer este trabalho com a prata da casa. (Está a pagar vencimentos aos seus funcionários qualificados, também na Justiça, e volta a pagar neste concurso )
Uma vergonha. Há muita gente qualificada internamente, que podia fazer estas alterações necessárias até porque as mesmas são faladas e reinvidicadas há muitos anos. Sim, que as tentativas de modernização administrativa não sāo de hoje mas não é fácil
Penso o mesmo.
ResponderEliminarA avaliar pelos comentários que todos os dias aqui vão surgindo, temos tudo o que merecemos.
Alguns até precisavam de ter alguma coisa para fazer!
Não se preocupe que o PRR paga. Quanto ao teor do artigo, não se percebe tanta controvérsia quando muitos de nós já sabíamos o que nos reserva. Mas temos a mania que somos diferentes. Olhem para as finanças e AT e como hoje em dia fazem as comunicações. Custou a início e agora, alguém entrega as declarações em papel? É a realidade e o futuro, meus caros. O que se espera é que o SFJ saiba defender e consagrar para a Classe funções diferentes e que dignifiquem a Carreira.
ResponderEliminarPara os da casa há migalhas, agora para os amigos, não falta !!!
ResponderEliminarConheço umas duas dezenas de colegas capazes de fazer isto e muito mais!!
Mas isto é revelador da falta de confiança em quem cá têm. É tudo analfabeto e incompetente.
É assim que olham para nós há décadas e assim será.
Ou esquecem quem está á frente disto?
O OJ estão assoberbados com trabalho!
ResponderEliminarNão têm tempo para dar os clicks nos textos pré-formatados do citius, quanto mais a escrever individualmente a cada parte!
Nos precisamos de menos trabalho, ou de mais OJ para nos ajudarem ma fazer o dia a dia!
Os preciosismos são para quem tempo para tal!
oh colega...tem de estudar bem o que vem previsto no prr e, já agora, no código dos contratos públicos. Sei que os alguns OJ',s são autodidatas em matéria de contratação mas, mesmo aqueles que não lidam com tais regras, convém pelo menos ter alguma reserva antes de dizer inconsequências.
ResponderEliminarO artigo de hoje é um pouco ridículo.
ResponderEliminarSr Bloger vá trabalhar para uma secção afundada e verá se tem tempo para fazer notificações com florzinhas.
Uma coisa é a perca de competências que durante séculos foram dos oficiais de justiça.
E nos últimos 20 anos foram
entregues a várias profissões sem contestação e sem luta.
Outra coisa são atos simplificados que todos agradecem..
Se querem recuperar o que perderam, que tal apresentar estudos sobre o impacto dos solicitadores e advogados nas execuções, quantos casos de corrupção?
Quantos foram presos?
Será que não mete em causa o estado de direito?
O simulação das execuções quantas existem?
Avaliar o conluio entre o agente de execução e o mandatário do exequente?
A desprotecao do executado?
Vamos lá efetuar análises profundas e deixar as conversas de café....no café.
Claro que o artigo de hoje não faz sentido nenhum..
ResponderEliminarTrabalhem em secções afundadas e depois conseguiram ver se têm tempo para brincar as citações ou notificações,...
E que suplementos são esses?
ResponderEliminarSerão mesmo assim tantos e desse valor?
Parece-me fucknews o que o colega nos diz.
O que conseguiram?
ResponderEliminarFui há pouco informada que o movimento extraordinário vai abrir brevemente mas só estará concluído em finais de Janeiro ou início de Fevereiro.
ResponderEliminarCom listas provisórias e definitivas e prazos de reclamação e tal e coisa, na melhor das hipóteses regresso a casa na Páscoa.
Ainda me irá dizer onde é inconsequente não pensar em externalizar, quando há recuros e conhecimento interno para estas e muitas mais tarefas.
ResponderEliminarVocê fala de contrataçaõ pública, cheia de vícios e procedimentos e impedimentos e tretas legais que não deixam nada ir para a frente.
Eu falo de rapidez de execução, de pragmatismo, de eficiência e eficácia.
Eu não estou arreigado a um sistema administrativo bacoco e desatualizado, colado a legalidade que se subrepõe à necessidade. Aliás, como justifica um sistema administrativo tão basaeado no cumprimento das leis, quando somos dos países mais corruptos da Europa? Percebe o ridículo?
E sei muito bem os meandros da contrataçlão pública, mais do que podserá imaginar. E por isso falo dela.
Saberá você os meandros de outros campos?
Poderia agora dar-lhe uma lição sobre administração pública em vários países e provar-lhe por A mais B como países anglo saxónicos abordam a execução de programas por e com uma perspetiva completamente diferente da nossa e além de serem mais eficientes e eficazes, são menos corruptos.
De todo modo, não falei em concursos. Falei em usar conhecimento interno. Bem mais barato e capaz.
Recorre-se ao outsocrcing quando não há processos, meios e capital humano interno para executar. Não porque é trend, percebe?
Mas fique lá com o seu vasto conhecimento do CCP e outros do género. Por haver tantos entendidos neles é que chegámos a este ponto. Nada se faz neste país sem o aval do entendido, do burocrata, do legalista.
O suplemento dos 204 euros é o de fixação, o de 400 euros é o de risco, que mais queres ver esclarecido?
ResponderEliminaroh colega...até que acompanho algumas partes de análise crítica ao sistema. O que se quis dizer é que, discorde-se ou não, o prr prevê a adjudicação/outsourcing para estes tipo de serviços a entidades/empresas devidamente registadas para o efeito. E essas adjudicações obedecem a critérios bem explícitos em sede do código de contratos públicos. Era melhor de outra forma? talvez. Mas não é possível, porque bruxelas rege-se pelas regras legalmente previstas sob pena de qualquer projeto ser invalidado. E se o serviço for bem prestado, com observância dos critérios exigidos, nada tenho a opor que a uma qualquer empresa portuguesa possa ser adjudicado tal prestação de serviços. Ou o privado é inimigo?
ResponderEliminarCompreendo o seu ponto de vista.
ResponderEliminarPor outro lado, recebemos como meros administrativos.
Isto é, andamos muitos anos a ser pagos por serviço que deveria ser melhor remunerado.
Há pouco tempo, vi um colega nosso a responder a um magistrado que se queixava que a secção dele podia trabalhar melhor que " pelo que recebiam ao fim do mês até já faziam muito"..
A conversa ficou por ali...
Portanto, já todos percebemos que nunca vamos ser valorizados pelo que fizemos ao longo destes últimos 20 ou 30 anos e certamente não vamos ser valorizados e reconhecidos futuramente, basta ver como andamos a ser "comidos" nas supostas negociações com a tutela.
Então, simplifiquem, simplifiquem...
Vamos acabar a telefonar ao Juiz ou ao Procurador a informar que está uma pessoa ao balcão que não percebe o teor da notificação e quando eles perguntarem porque raio estamos a fazer aquele telefonema respondemos que não nos pagam para para aquilo, nós só enviamos a carta.....
Também eu trabalho num DIAP há mais de 25 anos.
ResponderEliminarE as inspeções a que tenho assistido reparo, com tristeza, que os inspectores não vem por exemplo a qualidade das diligências que fazemos, se os interrogatório e as inquirições realizadas pelos colegas são bem feitas, se tem tudo o que é necessário, se o procurador volta ou não a querer ouvir as pessoas.
Quantidade, quantidade, quantidade....
Se isto vem de cima, é natural que mesmo inconscientemente os colegas privilegiem a quantidade à qualidade...
Diga -se a passagem que nunca conheci um inspector do COJ que viesse da carreira do MP, por isso a maioria deles não vê um boi do nosso serviço e das suas especificidades...
Mas isso é outra conversa...
Tenho visto colegas que são licenciados com um português de fugir....
ResponderEliminarO que constato é que ainda são alguns colegas da velha guarda a chamar a atenção a esses colegas e a passar a mensagem que os ofícios não têm "linguagem" de internet e redes sociais...
Depois esses colegas ficam amuados....e vão para as redes sociais fazer queixinhas....
Sugeria ao Blog estar atento a quem ganha o concurso e consequentemente fica com o carcanhol....
ResponderEliminarAlgo me diz que será uma empresa que até já tem uns protocolos com a DGAJ....
E os amigos, Senhor! E os amigos? Os Chronígos amigos Senhor?
ResponderEliminarNão sei do que fala. Se quiser esclarecer, agradeço.
ResponderEliminarEu tenho visto uns colegas licenciados com muito boa formação e que faz com que colegas da "velha guarda" percebam que os tais são efetivamente um leque de Oficiais de Justiça com uma natural maior capacidade e conhecimentos jurídicos comparativamente há 20/30/40 anos atrás. Primeiramente estranha-se e depois entranha-se. E, são poucos mas existem, quando os tais "antigos" são confrontados com questões processuais pertinente e construtivas, reconhecem que, houvessem mais preparados, e a Classe dos OFICIAIS DE JUSTIÇA estava assegurada para o futuro. Ou seja, cada um tem a sua própria perceção.
ResponderEliminarTemos guerra temos.
ResponderEliminarJá nem a caneta seguras bem e ainda queres confusão.
Também concordo!
ResponderEliminarGrau 3 para todos que têm habilitações adequadas.
Rita Júdice acusa antecessora de ter gastado 20 milhões do fundo de modernização para pagar salários
ResponderEliminarnão se tratará de uma mera revisão salarial, estando em cima da mesa o relançamento desta carreira, por forma a adaptar estes profissionais aos "desafios do futuro".
Cum carago, o que virá aí... ?
ResponderEliminarNão sabe?
ResponderEliminarDepois de tantos anos à espera, não creio em mais do que uma cenoura...
Trocado assim por miúdos, certamente percebe o quão descrente estou, depois de tantos anos de perda salarial face à inflação, assim como congelamentos que... para uma carreira em concreto já estão desbloqueados, ao passo que para outras (o nosso caso!!), está tudo na mesma.
Se não existirem aumentos de 300€ desde a base, então continuaremos a marcar passo ad aeternum.