As inspeções do COJ para 2025
O Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), acaba de divulgar o Projeto de Plano Anual de Inspeções Ordinárias 2025.
Trata-se de uma lista nominativa onde constam os Oficiais de Justiça que deverão ser objeto de inspeção ao longo do próximo ano.
A lista foi remetida para os tribunais superiores, tribunais de comarca, tribunais administrativos e fiscais, conselhos superiores e ainda para diversos organismos e serviços onde exercem funções Oficiais de Justiça.
Essa lista provisória, que acabou divulgada por todos os Oficiais de Justiça, está em análise, quer pelos abrangidos, quer pelos não abrangidos, podendo pronunciar-se sobre tal seleção até ao dia 20NOV, levando em consideração os aspetos e condições expressas no despacho que acompanha a lista.
Noutros anos, esta lista nominativa provisória não foi divulgada por todos os Oficiais de Justiça, tendo havido alguns erros e omissões nessa divulgação interna nos tribunais e nos serviços do Ministério Público. Assim, caso ao dia de hoje, haja algum Oficial de Justiça que não tenha recebido na sua caixa de correio eletrónico a tal lista e as condições que a motivam, deverá imediatamente solicitar esse envio, uma vez que o prazo de pronúncia está a correr até ao dia 20NOV.
Muitos Oficiais de Justiça defendem que o COJ devia ser extinto, não percebendo a relevância que este organismo possui para a carreira dos Oficiais de Justiça. Evidentemente que tal importância deve ser incrementada, mas o simples facto de, neste momento, existirem constrangimentos, não significa que se defenda a sua extinção; o que deve ser defendido é o aprofundamento das suas competências e autonomia, tendo por foco as competências dos demais conselhos profissionais das magistraturas.
O Conselho dos Oficiais de Justiça foi criado em 1987 (há quase 40 anos), elegendo-se Oficiais de Justiça para a sua composição em 1989.
Antes, as funções que o COJ hoje desempenha, como a avaliação de desempenho e o exercício do poder disciplinar, estava entregue, em exclusivo, aos magistrados. Os inspetores dos Oficiais de Justiça eram só magistrados e as decisões finais pertenciam aos respetivos conselhos superiores.
Nessa altura, as inspeções avaliativas realizavam-se, em média, a cada 10 anos, enquanto que, com o COJ, esse intervalo de tempo foi sendo paulatinamente reduzido, apesar de nem sempre à mesma velocidade em todo o país, o que criou desigualdades de oportunidades, estando, no entanto, no presente, salvo algumas exceções, no prazo previsto dos três anos.
Com a conquista dos Oficiais de Justiça passarem a ter um conselho próprio, foi também obtida a criação de um corpo inspetivo composto apenas por Oficiais de Justiça, o que, com exclusão das magistraturas, é coisa rara, ou inexistente, na Função Pública.
A detenção deste organismo e sistema inspetivo próprio dos Oficiais de Justiça, ainda que possa, e deva, ser melhorado, constitui uma mais-valia, especialmente quando hoje se pretende nivelar todos pelo sistema SIADAP.
No que se refere às inspeções avaliativas periódicas, estas são muito importantes para aqueles que ainda não atingiram a classificação máxima e se encontram deslocados da sua área de residência, ambicionando o regresso a essa área.
Deter uma inspeção com uma boa classificação pode significar a movimentação para perto da sua área de residência e a poupança de grande parte, senão mesmo todo, o seu vencimento mensal, com o pagamento de despesas com a sua deslocação.
Assim, os Oficiais de Justiça com inspeção positiva e maior possibilidade de serem movimentados, detêm tal vantagem como se fosse uma promoção, uma vez que, apesar de não receberem mais vencimento, podem passar a poupar grande parte do mesmo.
Já para grande parte dos Oficiais de Justiça, colocados em locais do seu agrado, mais inspeção, menos inspeção, é algo que lhes é indiferente.
Vale a pena recordar as competências do Conselho dos Oficiais de Justiça, conforme vêm expressas no atual Estatuto EFJ em vigor:
.a) Apreciar o mérito profissional e exercer o poder disciplinar sobre os Oficiais de Justiça;
.b) Apreciar os pedidos de revisão de processos disciplinares e de reabilitação;
.c) Emitir parecer sobre diplomas legais relativos à organização judiciária e ao Estatuto dos Funcionários de Justiça e, em geral, sobre matérias relativas à administração judiciária;
.d) Estudar e propor ao Ministro da Justiça providências legislativas com vista à eficiência e ao aperfeiçoamento das instituições judiciárias;
.e) Elaborar o plano de inspeções;
.f) Ordenar inspeções, inquéritos e sindicâncias;
.g) Aprovar o regulamento interno, o regulamento das inspeções e o regulamento eleitoral;
.h) Adotar as providências necessárias à organização e boa execução do processo eleitoral;
.i) Exercer as demais funções conferidas por lei.

Fonte: “COJ Info”.
Dar ao país aquilo que o estado nos roubou.
ResponderEliminar7 anos, 2 meses e 26 dias.
Até por aí se vê que não bate a bota com a perdigota, quanto aos 7 anos, 2 meses e 26 dias:
ResponderEliminarJá passei por 4 inspeções ordinárias na categoria depois da promoção e só recentemente passei ao 4.º escalão.
Não recebi nenhuma comunicação por e-mail do plano de inspeções para o ano 2025.
ResponderEliminarÉ possível ter acesso a ela?
O COJ, tem virtudes por explorar e muitos defeitos bem enraizados.
ResponderEliminarQuanto às virtudes, o artigo a comentar, aponta as mais importantes para os OJ.
Os defeitos bem enraizados têm a ver com a sua falta de independência, com a atitude subserviente dos inspectores, com a aplicação desigual e, muitas vezes, influenciada por outros interesses que não a realidade dos inspeccionados, o amiguismo, etc.
Ora, para a maioria dos inspeccionados a sua avaliação de desempenho é vista como um "proforma", que não tem impacto na sua valorização profissional, na sua valorização salarial, mas que agrava a tensão entre colegas. Para mim, o resultado da inspeção, seja ele qual for, para além de uma eventual satisfação pessoal, já que todos gostam de ver o seu empenho valorizado, serve para "encaixilhar".
Que há situações de favorecimento de uns em detrimento de outros, subvertendo critérios e requisitos, isso é mais do que evidente. É a realidade atual nas várias vertentes da vida profissional dos OJ na sua interação com o poder. Ao nível das comarcas e conselhos de gestão, a realidade é a mesma. Há "padrinhos", "afilhados" e "enjeitados".
Tem de ter acesso à lista e ao despacho para poder pronunciar-se, se for caso disso.
ResponderEliminarSolicite o envio do e-mail do COJ ao próprio COJ ou ao Administrador Judiciário do seu tribunal que é quem recebeu a comunicação do COJ para divulgar e não divulgou ou falhou alguém na divulgação que fez.
Como se trata de uma lista nominal interna (não é o mesmo de um concurso público), a lista não pode ser publicamente divulgada, por isso não a divulgamos também.
Na minha opinião de leigo, desde a implementação da Lei n.º 62/2013, de 26 de Agosto, regulamentada pelo Decreto-Lei n.º 49/2014, de 27 de Março, que eu sou daqueles que paulatinamente foram verbalizando publicamente que o COJ deveria apenas manter a vertente deontológica e ser extinta a sua componente inspetiva.
ResponderEliminarA perda de autonomia do referido organismo, que antes era já cada vez mais insidiosa nos termos que refere, passou a partir daí a ter efetiva força de lei, cabendo ao magistrado o parecer final e prevalente, não me parecendo que ter amigos noutro lado possa ajudar muito...
Todavia, se for para mudar do COJ para o SIADAP, à primeira vista, talvez seja passar de cavalo para burro, deixar de ficar na estrita dependência dum magistrado para passar a ficá-lo na discricionariedade duma chefia.
Por isso também creio que o caminho deva ser devolver mais autonomia ao COJ e manter o nosso tricéfalo sistema avaliativo - chefe/magistrado/inspetor - ao invés de mudar para um meio acéfalo sistema em que o poder decisório é detido por um único indivíduo, ainda mais claramente do que o que acontece com o COJ quanto ao magistrado desde a implementação da tal LOSJ em 2013.
Em vinte e tal anos de funcionário nunca gostei dessa coisa (COJ) nem da maior parte das pessoas que que conheci e que pertencem a essa orgão!
ResponderEliminarE não digo isto porque não sou cumpridor das minhas obrigações, mas simplesmente porque nos anos iniciais da minha carreira eram vista como um bicho "papão" composto de pessoas arrogantes, coisa que, em parte ainda, hoje não mudou!
Tenho dito!
"aplicação desigual e, muitas vezes, influenciada por outros interesses"?!🤦
ResponderEliminarEstou aqui a tentar imaginar os vários interesses em jogo, que levam uma equipa inspetiva a dar tratamento desigual entre os 5 OJs de uma unidade orgânica, e já tenho argumentos para fazer uns quantos filmes....
da Disney!🐧🐠
Nem sei como o Ventura ou o Trump não o aproveitou para gerir as suas página pessoais de teorias da conspiração.
ResponderEliminarQue talento desperdiçado.🙄
Sem colocar minimamente em questão a idoneidade das pessoas, o que me parece que não fica bem é a direção-geral da administração da justiça poder acumular com a presidência do conselho dos oficiais de justiça...
ResponderEliminarFinalmente alguém aqui dá uma explicação cabal, fundamentada na lei, até dá gosto de ler...
ResponderEliminarNão é mais uma das opiniões de café que aqui reinam..
A avaliação do coj neste momento é uma aberração, tem que se acabar em definitivo com as opiniões dos magistrados...na nossa avaliação....
ResponderEliminarPor exemplo conheço um casino de uma procuradora decidiu dar suficiente ao funcionário contudo como o mesmo mudou de tribunal a outra procuradora deu muito bom....
Então como um funcionário passa de suficiente a muito bom?? Ou vissê versa? Pois basta uma procuradora não ir com a cara do funcionário....e tá lixado...
Bem verdade!!
ResponderEliminarAcrescento que o COJ, quanto a mim, deveria ter muito mais funções do que a disciplinar e avaliativa. Deveria ter uma palavra a dizer a toda e qualquer nomeação interina, fosse onde fosse, ter uma palavra dizer quanto a medidas tomadas pelos Recursos Humanos e muitas outras matérias relativas à profissão. Deveria ter ali um departamento de análise de dados e de tomada de decisão. Para isso, deveria ter ali pessoas sabedoras de tais matérias, capazes e competentes.
Face à inércia e incapacidade dos RH neste ministério, pela falta de acompanhamento e atualização de políticas corretas nesta matéria bem como pela pesada estrutura dos mesmos, é óbvio que não conseguem, dar resposta a muitos problemas prementes a resolver. Processam salários a tempo e pouco mais, todos bem sabemos disso.
O desperdício em todas as suas formas, está constantemente presente na cadeia de valor deste organismo, ora pelo erro, retrabalho, ora pela elevada processualidade e legalismo, movimentações e burocracias redundantes, inócuos e prejudiciais à criação de valor, sem uma visão mais pragmática, fazedora, executiva, passando também pelo desperdício de talento, (são às centenas os OJ´s que não têm atualizadas as suas habilitações académicas e não obtêm qualquer resposta destes serviços há meses). Este desperdício nestas dimensões tem as mais variadas causas sendo as mais comuns o mau planeamento estratégico, a comunicação ineficiente ou nula e processos ineficientes, onde o referido valor, que é o serviço ao utente se dilui e se perde.
As causas disto tudo? Má qualidade do serviço prestado, aumento de custos e valor diminuído. E se alguém tem dúvidas quanto à importância de uma justiça célere, eficiente e eficaz em qualquer país, pesquisem a correlação entre países desenvolvidos e justiça, no tocante ao desenvolvimento da economia, de investimento, (principalmente o estrangeiro) e de perceção de corrupção nos seus cidadãos.
A questão pode resumir-se a algo bem simples: Todo o gestor/investidor elabora aquilo a que se chama uma análise SWOT à sua empresa e ao contexto do país onde pretende investir, junto com uma análise PEST, entre outras. Relativamente a Portugal e à sua justiça lenta, desatualizada, burocrática, pesada e formalista, este investidor fica logo alarmado e retrai-se nas suas intenções de investir. Basta-lhes ver os tempos de prolação de sentenças em direito cível, comercial de propriedade intelectual e administrativo
Não fariam o mesmo? Bem podem fazer websummits todos os meses, (que têm sido boas para atrair nómadas digitais que não pagam cá os seus impostos e pouco mais), mas sempre haverá retração de grandes investidores, quando estes analisam a eficácia da justiça por cá.
Haaa…e tal…eu quero lá saber dessas tretas todas. Eu quero é o meu tempo de serviço resposto e salários dignos. Percebo e concordo!! Mas eu cá não me esqueço que a minha razão de existir profissionalmente é exatamente o valor do meu serviço, o que posso e devo trazer para a sociedade. O mundo não gravita em meu redor, ou da minha profissão ou do meu ministério. Eu faço parte de toda uma máquina, mereço ser respeitado e ser condignamente remunerado, mas devo cumprir uma missão.
O COJ, teria aqui uma oportunidade de fazer parte da solução, caso houvesse vontade e sensibilidade para perceber isso. Esqueçam lá SIADAP´s, que quem está sob o seu jugo não quer nada com tal aberração. Invistam mas é em meios e competências para que o COJ seja mais interventivo e competente em campos que lhe estão vedados.
De todo modo, não tenho dúvidas nenhumas que, face à rapidez com que mudanças estão a ser operadas a nível social, económico e político mundialmente, é uma questão de médio prazo até serem implementadas efetivas, visíveis mudanças estruturais e consequentes por todo o ministério. Quer se goste, quer não se goste. A sociedade não pode esperar mais pelo “tempo da justiça”, nem por comportamentos egoístas, corporativos.
É chavão que fere os ouvidos de quem tem urgência, de quem precisa da vida resolvid
E se fosse eu a avaliar-te, levavas um medíocre, pela escrita deplorável que tens.
ResponderEliminarImagino o trabalho e tempo que perdem outros para corrigir as tuas atas.
Verdade !
ResponderEliminarA última palavra tem sempre de ser deles.
Para o Anonimo das 12:57...
ResponderEliminarSabes a diferença entre um comentário e um texto??
Vai aprender português...seu...b...o
É esta semana. Está semana é que é. Se não for esta é a próxima, ou então a seguir. Quando muito até ao final do ano.
ResponderEliminarSe correr menos bem será até á páscoa, na pior das hipóteses até ao final de 2025.
Mas que vai acontecer vai, foi o que me transmitiram pessoas ligadas á super elite sindical do SFJ.
Eles têm a certeza de que vai acontecer, nos só temos que esperar e não questionar muito pois os deuses não gostam muito de gente chata.
Portanto, meus caros, a situação é a supra descrita, que vai acontecer, vai certamente, nem que seja uma ida á casa de banho ou ao psiquiatra, quem sabe? Só Deus. Não querem que diga o nome, pois não?
Manter COJ sim.
ResponderEliminarMas que há muita injustiça em grande parte das avaliações há sim senhor.
Tal como já referiram aqui, há filhos protegidos e enteados desprezados.
Ainda assim preferivel sempre ao aberrante SIADAP
Há pessoas qeu pelos mais variados motivos, têm dificuldade em aceitar ordens ou reconhecer liderança.é a sua natureza.
ResponderEliminarNormal.
Há que saber viver e conviver com todos. Se é cumpridor, não tem que se preocupar com o COJ, nem com a polícia, nem com os tribunais, nem com as finanças, nem com o estado em si.
Agora uma coisa é certa, não há relação laboral sem uma hierarquia. Caso contrário, era uma total anarquia. Nem tão pouco uma sociedade/planeta com biliões de humanos poderá alguma vez sobreviver sem regras e o seu cumprimento. Disso, não duvide.
E são dez a decidir.
ResponderEliminarImagine agora apenas um a fazê-lo...
O TONE não quer manter ...
ResponderEliminarE um comentário é escrito em que linguagem ???
ResponderEliminarObrigado por ter respondido.
ResponderEliminarEntretanto um colega disponibilizou o plano no grupo do WhatsApp e já confirmei que irei ser inspeccionado no próximo ano
Obrigado
TONE cozinhou com a Ministra
ResponderEliminarSim e até lá o TONE já mudou para SIADAP.....
ResponderEliminarLamentavelmente o que mais há é OJ, ou pseudo OJ, que preferem a cabeça enterrada na areia do que percepcionar o que se passa a sua volta.
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