Eleições no SFJ: Antecipar ou Postergar?

      A bastonária da Ordem dos Advogados (OA), anunciou, nesta última quarta-feira, a convocação de eleições antecipadas para todos os órgãos da Ordem.


      Perante alguma contestação interna, na sequência da aprovação do novo Estatuto, a bastonária, que foi eleita há dois anos – há tão-só dois anos – decide convocar novas eleições.


      Vem isto a propósito da eleição no Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que, perante uma situação idêntica de alguma contestação interna e mesmo da ocorrência de desfiliações, ao contrário de antecipar as eleições, postergou-as para o próximo ano.


      São duas posturas distintas de duas entidades representativas de uma grande parte dos profissionais da área da justiça: cerca de 37 mil advogados e 7391 Oficiais de Justiça (contagem oficial a 31DEZ2023).


      Apesar da Ordem dos Advogados representar todos os advogados, que obrigatoriamente têm de se inscrever para poder exercer advocacia, no caso dos Oficiais de Justiça a inscrição no SFJ não é obrigatória para se exercer as funções de Oficial de Justiça. Ainda assim, diz a ministra da Justiça, aquando do acordo dos 3,5%, que o SFJ representava cerca de 87% dos Oficiais de Justiça, isto é, qualquer coisa como mais de seis mil Oficiais de Justiça.


      A ministra da Justiça aceitou, sem pestanejar, o acordo dos 3,5% com o SFJ, dada a alegada representatividade, e ignorou completamente o outro sindicato, o SOJ, mesmo quando este foi a novas reuniões negociais, sendo-lhe dito que não tinha peso para negociar nada.


      Estamos perante uma situação em que as negociações se anteveem como uma nova farsa, pois só será atendido e só será alcançado um novo acordo rápido com o SFJ, ignorando-se novamente o SOJ.


      Quer isto dizer que todos os Oficiais de Justiça, mesmo os que não são filiados no SFJ, estão dependentes desse novo acordo que será assinado pelo SFJ no próximo ano, durante as negociações do Estatuto, voltando o SOJ a não contar para nada.


      Todos estão na mão do SFJ, isto é, dos seus atuais dirigentes.


      A experiência que os Oficiais de Justiça têm ao longo de tantos anos, com estes mesmos elementos desse sindicato, não faz antever nada de positivo para a carreira, pelo que o exemplo da bastonária da OA seria muito desejável de ver acontecer no imediato no seio dos Oficiais de Justiça e, apesar da alegação de que este não é o momento para ir a eleições, pensamos precisamente o contrário, este é, especialmente, o momento mais adequado para se ir a eleições e para mudar ou renovar, ou mesmo manter, reforçando a vontade dos associados que, assim, teriam de deixar de alimentar a contestação interna que vem desestabilizando esse sindicato.


      Desconhecemos qual é a verdadeira representatividade atual do SFJ, que tanto pode corresponder aos tais 87% como a mais, ou a menos, mas sabemos que, seja qual for o número de associados, a representatividade é enorme, motivo pelo qual todos os Oficiais de Justiça, associados ou não associados, gostariam de ver dirigentes sólidos e reforçados à frente desse sindicato, porque a responsabilidade é tanta que ultrapassa os próprios associados.


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      Fontes: artigos sobre a antecipação das eleições na OA: “Público” e “Eco”.

Comentários

  1. O fundamentalistas1/12/24 09:15

    Não esquecer que o SFJ, com um novo estatuto, nos moldes que se tem propalado, fica com a sua existência em risco.
    A pergunta que se impõe é: será avisado e inteligente esperar algo de positivo para o futuro dos oficiais de justiça com representantes sindicais que, no caso do SFJ, há já 22 anos demonstram incapacidade e incompetência na defesa dos nossos interesses, assistindo, impavidos e serenos ao abandono e empobrecimento desta classe profissional. Os mesmos "ingredientes", métodos e posturas não podem dar resultados diferentes dos até agora inatingidos. ACORDEM, principalmente os associados, que são os únicos que podem varrer esta gente e arrumar a casa.

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  2. Concordo na integra que sejam realizadas eleições para renovação da direção, mas dos dois sindicatos, Sfj e Soj.
    Mas não deixo de achar que é preciso muita lata, que quem mais insista em mudança no SFJ, seja precisamente quem NADA de substancial conseguiu até à data para melhorar as nossas condições de trabalho, não só por falta de representatividade, mas pela sua postura errática e ineficaz que, como é óbvio, o impede de ser ouvido pela tutela por reconhecer o absurdo da maioria das suas poucas propostas.
    Enfim, faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

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  3. Isto de querer colocar na mesma balança os 2 sindicatos só mesmo de quem não conhece a história.

    Os OJ começaram a perder ou a ver reduzidos os benefícios que tinham bem ANTES da constituição do SOJ.

    A situação actual dos OJ é responsabilidade única de 2 pessoas do SFJ.

    Precisam de um desenho?


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  4. Não têm um pingo de vergonha, caso contrário já se tinha demitido.
    Entreguem os cartões, que não terá alternativa.
    Não precisamos de gente politicamente correto, ou de corta fitas e atribuidor de medalhas.
    Precisamos do oposto.
    Abram os olhos

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  5. O provérbio “amor com amor se paga” espelha bem de onde provém toda a arrogância do Marçal.

    Segundo o psicanalista Abrão Slavutzky, a arrogância é um opositor dos opositores do humor, “o indivíduo arrogante não discute, não escuta, pois acredita, sinceramente, ter razão. Olha o mundo numa perspetiva de guerra, em que ou se está com ele ou contra ele” e que “a arrogância da certeza é típica de uma atitude persecutória”

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  6. De acordo. Total falta de honestidade intelectual pretender colocar no mesmo saco o SOJ.
    Ou então quem o diz também terá responsabildiades e é forma de expiar a sua incompetência e compromissos obscuros que celebrou com a tutela.

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  7. Estaremos todos bem lixados se o sr. terá já comprado outra caneta.

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  8. Comprar outra para quê, se já tem uma treinada

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  9. Eu já fiz a minha parte. Este mês lá vinha o vencimento sem o desconto de 0.75 por cento.
    É a vida.
    Só nos têm prejudicado, desde os tempos do Fernando Jorge. A doutrina não é nova

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  10. O SOJ existe há 18 (dezoito) anos.
    Um exemplo de uma conquista para os OJ, p.f.

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  11. Não era melhor propor-se à Direção e fazer melhor?
    É que as cotas sindicais são dedutíveis em sede de IRS!

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  12. Há quantos anos existe o SFJ?

    Que conquistas conseguiiu?

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  13. Sou defensor de uma manifestação contra o SFJ está na hora.

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  14. Então porque não se sindicaliza no Soj?

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  15. E que tal acionar os meios legais para depor o atual presidente?

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  16. Acho que ainda existe gente com esperança.... ehehe

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  17. Rei dos Oficiais de Justiça1/12/24 15:13

    O bloguer apagou o meu comentário se o apanhasse dava lhe com uma tábua nas costas

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  18. Para quem anda tão desatento não vale a pena sequer peder tempo a explicar.

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  19. Quando vir uma atitude proativa a resultados por parte desse sindicato.

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  20. O efeito mais imediato de todos entregarem o cartão é a demissão, depois nova filiação e eleições.
    Caso contrário.
    Está no poleiro.

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  21. A única solução para a impassividade do presidente e dos que o rodeiam é os sócios se desfiliarem. São demasiados falhanços. Estão agarrados ao poder como moluscos às rochas! O problema está na garra do PCP a comandar as tropas e também nos OJ que, estando filiados, estão bem servidos pelos camaradas!

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  22. Acha?
    Aconselho uma leitura atenta aos estatutos.

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  23. Curiosamente são os poucos sócios do SOJ a fazer o trabalho sindical... a tentar angariar mais alguns sócios... talvez para não se sentirem tão sozinhos e abandonados ...

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  24. Obrigado SOJ
    Por não acordares papo secos.

    Ao fim de 25 anos uns levam 300€ e ojs levam 30€.

    Traiores.
    Canahada

    Fod----

    Revolta







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  25. O SFJ existe há quase 50 ANOS!

    No início estava dividido em delegações: Lisboa, Porto, Coimbra e Évora.

    A última conquista digna desse nome foi em 1999, ou seja, 25 ANOS sempre a perder!


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  26. Fora com os palhaços

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  27. Na situação a que está esta profissão Só digo

    Salario de entrada nos anos 2000 era o dobro do ordenado minimo.

    Agora é quase o mesmo.

    Exigências e pontapé dectoda a gente e sujeitos a processos disciplinares por tudo e por nada.

    E, por fim, conheço amigos que trabalham a servir à mesa que levam para casa o dobro do ordebado minimo atual


    Obvio, que falo na qualidade de alguém que decidiu abandonar profissao de oj

    Passem bem.



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  28. A sua análise é pertinente.... é vergonhoso a forma como os magistrados destratam e humilham os funcionários....mesmo em frente aos advogados e terceiros...

    Isto tem que acabar ....como o entendo a forma como somos destratados não compensa....isso é um fato..

    Já tive outros trabalhos, este é de longe onde fui mais mal tratado, seja de uma forma direta ou de uma forma subliminar ....
    Tenho que me fazer á estrada, não compensa tamanha humilhação...

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  29. E em vez de andares aqui apenas com comentários já experimentaste enviar um email para o SFJ e Soj??

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  30. Não me parece que suscite qualquer tipo de curiosidade perante a flagrante incompetência e ineficácia dos dirigentes.
    A intervenção feita pelo representante do SOJ numa das greves no Porto, foi das poucas assertivas que assisti nos últimos anos.
    Mas ficaram-se por aí, greves e greves, sem acrescentar mais nada que contribua para resolver este impasse e melhorar as condições da classe.

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  31. Humilhado devia estar o TONE, mas não está agarradinho ao poder... poder que voçês lhe DÃO!

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  32. CORRAM O MARÇAL !!!!!!!

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  33. És muito erudito e com uma capacidade expressão fora de série.
    Quem me dera ser assim tão espertinho.🧑‍🎓

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  34. Correr com o Marçal, isso dá uma canseira enorme!

    Não seria melhor, atenta à época que se aproxima, oferece-lhe um bilhete só de ida Lisboa/Lousã, como agradecimento pelo acordo épico dos 30 paus.

    Não te esqueças de ir pela sombra que o sol……

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  35. O comentador das 11:06 seguramente desconhece o sentido de errático. Errático é um sindicato dizer que representa funcionários judiciais, puxar todos para baixo, depois andar a falar nos oficiais de justiça, depois novamente confundir todas as carreiras de funcionários judiciais e, cereja no topo do bolo, aceitar numa segunda reunião o que não consegui nessa reunião e conheceu depois de alcançado pelo SOJ. Acontece que o SOJ achou pouco e o SFJ a meio do processo negocial aceitou tudo. Talvez seja o único sindicato no mundo que de 4 reuniões negociais aceita tudo que outro sindicato alcançou, numa segunda reunião. Quanto ao peso dos sindicatos essa também não é decisão da ministra da justiça, é decisão dos oficiais de justiça. A força dos sindicatos depende dos representados, portanto basta mudar e a ministra fica a falar sozinha. Já agora que se fala de ganhos, quem alcançou que a carreira retomasse os concursos externos, garantindo licenciados até, quando outro sindicato andava de mãos dadas com o governo a defender concursos internos e diminuir os requisitos de ingresso para nos conduzir ao regime geral?

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  36. Verdade é demasiada prumuiscuidade com o poder político.

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  37. Já devia ter ido para a rua.

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