O Comité de Eficiência e Sustentabilidade do MJ

      O Ministério da Justiça decidiu criar um comité para gerar poupanças de dinheiro e garantir a execução do orçamento, anunciou a ministra da Justiça na última audição parlamentar realizada na Assembleia da República.


      E disse assim:


      «Para combater ineficiências, para gerar poupanças e para assegurar que o orçamentado é bem executado, o Ministério da Justiça decidiu criar o “Comité de Eficiência e Sustentabilidade”.»


      Rita Alarcão Júdice explicou que a abrangência deste novo comité será “transversal a todos os organismos” sob a tutela do Ministério da Justiça e que visa melhorar a autossuficiência, considerando que “é possível fazer mais com os recursos humanos existentes” e que é “possível fazer melhor, com os mesmos recursos financeiros disponíveis”.


      Note-se bem que a ministra da Justiça disse que “é possível fazer mais com os recursos humanos existentes”.


      Ora, tal afirmação só poderá ser produzida em relação ao pessoal do seu Ministério e entidades administrativas de gestão, mas nunca em relação ao pessoal que, embora também faça a gestão, se encontra em funções fora das entidades administrativas, como é o caso dos Oficiais de Justiça, nos tribunais e nos serviços do Ministério Público, pois considerar que seria possível aos Oficiais de Justiça fazer mais com o número existente, seria um perfeito disparate, mesmo mantendo a ideia de que a introdução de tecnologias novas pode substituir muitos Oficiais de Justiça.


      Diz a ministra:


      «Desde a gestão da água, à adoção de medidas de eficiência energética e de sustentabilidade, passando pelo uso das novas tecnologias e inteligência artificial, é possível poupar recursos e tempo, desde que haja melhor gestão.»


      A cassete da inteligência artificial é a mais engraçada, uma vez que esse admirável mundo novo que há de vir, ainda só há de vir e, entretanto, o que se vê é que as mesmas pessoas do presente têm de fazer mais tarefas. Por exemplo, já esta semana se iniciará a formação dos Oficiais de Justiça para que a DGAJ possa cumprir os contratos que firmou em relação aos elevadores, sendo pessoas e não a inteligência artificial a desempenhar tais tarefas.


      Já no passado dia 18OUT aqui demos notícia do caderno de encargos dos elevadores e plataformas elevatórias através do artigo intitulado: “Queres nível 3? Carrega no botão e sobe”.


      Há Oficiais de Justiça nomeados para os elevadores em todos os edifícios do país, desde que tenham elevadores ou alguma plataforma elevatória, e fazem-no ao abrigo do ponto 7 da cláusula 7ª do Caderno de Encargos, ao qual pode aceder diretamente pela hiperligação incorporada.


      No tal ponto 7 da cláusula 7ª, consta que haverá uma equipa “responsável pelo funcionamento diário dos equipamentos, nomeadamente plataformas elevatórias e plataformas de escada” e é essa a equipa que a hierarquia formou, tendo notificado os Oficiais de Justiça selecionados que assistirão à formação que será ministrada pela empresa privada dos elevadores, a começar já esta semana, na quinta-feira próxima.


      A formação sobre os equipamentos elevatórios será ministrada brevemente e tem como objetivo “transmitir os procedimentos básicos de atuação e segurança em caso de avaria e situação de emergência, cumprindo, no mínimo, o seguinte conteúdo programático:


      .a) Para os elevadores, entrega de pelo menos um exemplar da chave ao responsável


do edifício, acompanhada de uma instrução escrita, assinalando as precauções especiais a tomar para evitar acidentes que possam resultar de um desencravamento que não seja seguido de um encravamento efetivo;


      .b) Ações a desenvolver em caso de acidente, avaria, paragem e, ou, emergência, para todos os equipamentos;


      .c) Deverá ser entregue relatório com conteúdos da formação e lista de colaboradores que estiveram presentes, no prazo de 7 (sete) dias após a realização da ação de formação.”


      Ora, nesta última alínea aqui reproduzida, a alínea c), refere-se que deverá ser entregue uma lista dos “colaboradores”, portanto, este pessoal colaborador não é Funcionário de Justiça nem é Oficial de Justiça, porque não é mencionado por tal categorização, nem sequer pela menção geral e legal de Trabalhador, conforme consta de todas as leis do Trabalho em vigor.


      Assim, esses colaboradores que o Caderno de Encargos menciona não são Trabalhadores pagos para exercerem o seu trabalho, pelo que deverão ser pessoas novas e externas que prestarão a tal colaboração, uma vez que nenhum Trabalhador pode admitir a infâmia de ser considerado um colaborador quando realiza o seu trabalho a troco de um salário de sobrevivência e não de uma palmadinha nas costas ou de um louvor publicado no Diário da República aquando da despedida de qualquer alto cargo dirigente.


      Já alguém experimentou ir às compras com um louvor do Diário da República? Já alguém experimentou comprar alimentos para o seu sustento e dos seus, prestando colaboração ou sendo colaboracionista?


      É com o trabalho que o Trabalhador exerce que aufere uma contrapartida monetária que lhe permite, a si e aos seus, sobreviverem e esta troca compensatória não é uma colaboração.


      O Código do Trabalho não é o “Código do Colaborador” e nesse diploma legal não existe nem uma única menção ao tal colaborador, nenhuma mesmo, pelo que a assunção de qualquer Trabalhador nessa qualidade constitui algo contrário à Lei e, portanto, se não está em linha com a disposição legal, só pode ser ilegal.


      Não é ilegal que haja colaboradores e é claro que os há em inúmeras atividades, designadamente, as associativas, em que todos colaboram para um bem comum, mas essas atividades, não são, regra geral, remuneradas, são coisa diferente do trabalho forçado e necessário à sobrevivência de cada um. Ora, sendo coisas diferentes e querer confundi-las, ou fundi-las, não só é um erro crasso, como é um insulto a cada Trabalhador.


      Esta problemática da nomeação nas comarcas das equipas dos ditos colaboradores, sendo indicados Oficiais de Justiça, é do conhecimento dos dois sindicatos que representam os trabalhadores Oficiais de Justiça e, ao que apuramos, em relação ao Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), este sindicato enviou um e-mail a solicitar esclarecimentos e recebendo tais esclarecimentos conformou-se.


      Inicialmente, e muito bem, no e-mail dirigido à DGAJ, referia o SFJ o seguinte:


      «Os Oficiais de Justiça exercem funções específicas conforme o seu Estatuto e de acordo com as normas nele definidas, assegurando o regular trâmite dos processos judiciais nas secretarias dos tribunais e do Ministério Público, sob a dependência funcional dos magistrados. A Lei de Organização do Sistema Judiciário (LOSJ) reconhece a especificidade das funções dos Oficiais de Justiça, dado o apoio que prestam a um órgão de soberania (os tribunais). Deste modo, não se vislumbra de que forma é compatível o desempenho de funções técnicas, como as referidas nesta formação, com o conteúdo funcional dos Oficiais de Justiça.»


      A DGAJ respondeu, em síntese, assim:


      «A sessão informativa em causa visa a capacitação dos funcionários indicados pelos gestores do contrato de manutenção de instalações elevatórias, sobre os procedimentos a adotar nas situações em que se verifiquem avarias nos equipamentos de transporte vertical.»


      E a postura final do SFJ, comunicada aos associados, passou a ser, em síntese, assim:


      «Não identificamos nenhum problema, pois a promoção da cultura de segurança em locais de trabalho é fundamental.»


      E pronto, mais um objetivo alcançado para o Comité de Eficiência e Sustentabilidade, sem gastar um cêntimo, nem recurso à inteligência artificial, mas tão-só à inteligência habitual voltada para os mesmos.


ElevadorSobeDesce.jpg


      Fontes: entre outras: “Eco” e “Caderno de Encargos”.

Comentários

  1. O que eu temia acabou por acontecer.

    A deriva neoliberal que Musk pretende implementar nos EUA já está a ter repercursões na Europa.

    O mal do mundo, aos olhos desta gente, é o serviço público.

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  2. Não creio que nos tribunais prestes grande serviço público.

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  3. 02/12/2024

    Estamos no último mês do ano e por incrível que possa parecer, estamos na mesma!

    Ninguém sabe de nada e se alguém o sabe, nada diz, como se isto fosse uma ceita em que tudo é trabalhado em surdina!!

    Incrível como esta carreira foi levada ao extremo, estando a arrastar-se no Ministério da Justiça, sem que ninguém faça nada e sem ocorrer uma mais do que justa valorização de todos os O.J.

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  4. Não há novas do SFJ?

    Demissão ou revolta interna?!

    Tudo certinho, ao ritmo do camarada Estaline!

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  5. Crês mal. Aliás, a avaliar pela crítica gratuita, despropositada, e erro de análise efetuados por ti, fica bem explicado o serviço público que prestarás diariamente.

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  6. Bom dia,

    FALTAM 29 DIAS PARA O FIM DO PRAZO

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  7. Já alguém escreveu:
    a maturidade não a faz os cabelos brancos mas a serenidade das ideias.

    Eu continuo sem saber as ideias que o SFJ enviou á tutela e continuo sem saber os aspetos que mereceram desenvolvimento.

    Temo que nenhum

    O que se passou foi o recrutamento em curso de mãos quase 600 funcionários e pronto, está feito.

    Nunca vi em lado nenhum tamanha incompetência por parte de um sindicato que se diz ser representante de quase 90% da classe.

    Num país em que até o PR tem limitações no número de mandatos só no SFJ é que parece cuidar-se como se fosse uma empresa familiar passando de pais para filhos sem preocupações pela competência e mérito até á falência total.

    Tenham vergonha do que andam a fazer!


    Somos otários.

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  8. Hitler, mesmo quando tinha as tropas deste a 500 metros do bunker estava convencido que ia ganhar a guerra ...

    Portanto não sei qual é a doutrina que se aplica ao caso ... acho que as duas ...

    Certo é que no final dezenas, centenas e até milhares ficaram com a vida profissional hipotecada e não a conseguem expurgar porque a lógica do sindicato não é resolver os conflitos mas apenas e tão só gerir conforme a sua conveniência, ou melhor a longa mão invisível que o mexe como uma marioneta.

    Indignação e descrença!

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  9. Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

    As prostitutas e prostitutos também prestam um "serviço público" e, na idade média, até serviam aas classes mais altas da sociedade, e nem por isso deixaram de ser vistas de forma pouco aceitável e são agora ostracizadas (há quem o faça por livre vontade e prazer).

    Disse o que disse por absurdo apenas para que se perceba que um serviço não é - pode não ser - um serviço publico só por ter sido estatizado. Há empresas enumeras privadas a prestarem verdadeiros serviços públicos - desde IPSS que apoiam com as suas creches e ERPIs e Centros de Dia, às Rodoviárias, empresas que tratam o lixo, etc.

    Os hospitais privados, os colégios privados, as empresas de camionagem e de transporte de passageiros, etc., prestam um serviço público e não são publicas.

    Essa ideia da "sovietização" que ao fim e ao cabo é a estatização de tudo, em que por sua vez tudo é tutelado pelo mesmo patrão, um governo de um só partido cuja direção é decidida na cúpula por um bando de indivíduos endeusados e assim considerados não só é ridículo como manifestamente inviável.

    Quando Portugal perdeu as ex-colónias, dando-lhes a independência - e muito bem - todavia, fê-lo de uma forma que não correu nada bem e, em lugar de seguirem o modelo democrático Europeu, optaram pela "sovietização" até porque, por exemplo a Angola, era e é uma prioridade para a agora Rússia, estando espartilhada entre interesses chineses e russos.

    Há coisas que não têm de estar no Estado. Eu não sou ultraliberal, nem defendo o capitalismo, mas defendo que a cada momento se perceba a principal função de um Estado que nunca, por nunca, deve abdicar da saúde e da Educação, a par da segurança e da justiça - estes quatro setores são de suma importância devendo-se priorizarem-se nas opções tomadas.

    Tudo o resto, deve ser visto numa perspetiva de complementaridade, falo por exemplo dos transportes em que é ridículo o que acontece no setor ferroviário e o mesmo se passa no setor energético onde, tendo-se alienado - muito mal - as infraestruturas no tempo da troika, deveria antes ter-se alugado, apenas e só, a rede (esta alienação só sucedeu pela estupidez de uns (falo do PS e do PSD que assinaram o memorando da troika onde tal cedência lá constava) que a troco de compra da dívida portuguesa cederam aos interesses chineses e pela impassividade de outros, que nem sequer aperceberam do que acontecia.

    Eu sou nortenho e portuense de gema, sou da cidade que defendeu D. Pedro contra os absolutistas de D. Miguel, onde ainda hoje temos impregnada uma ideia de liberalismo igual àqueles que procuraram estabeleceram uma ordem constitucional que valorizava liberdades individuais importantes, como liberdade de expressão e liberdade de associação; um judiciário independente; assim como a abolição dos privilégios aristocráticos.

    É o que penso!

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  10. Venho convidar todos os ofíciais de justiça para fazerem parte da minha associação, denominada de associação revolucionária de oficiais de justiça.

    Cujo o escopo é efetuar manifestações com grande visibilidade, junto do SFJ bem como o Soj.

    Para obriga-los a trabalhar..
    .
    As cotas são 20 euros por mês, quem tiver interessado pode enviar mensagem por aqui..

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  11. Um "idiota" não é um produtor de ideias. E todos sabemos que uma pessoa no estado "comatoso" não tem ideias.

    Logo associando uma coisa à outra, num silogismo bacoco, temos que dificilmente existirão ideias por baio do couro cabeludo de muitos que alegadamente se dizem defender os interesses da nossa classe.

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  12. Rei dos Oficiais de Justiça2/12/24 10:29

    O sr bloguer ontem eu falei de putin e Kim Jon jun .
    Fui banido hoje falam do Hitler e não se passa nada...

    Isso é discriminação...
    Isso é xenofobia..

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  13. Não quero ser mal interpretado, pois não tenho qualquer ligação à direção do Sfj.
    Mas os ataques constantes ao mesmo sindicato é apenas com o intuito de dizer mal ou a reclamar de poucos resultados?
    É que se for a segunda hipótese, não percebo porque o SOJ, estando quietinho num canto , ninguém os chateia.🤷
    É que a mim, se há coisa que me põe doido é a inércia!
    Sinceramente, nesta corrida atrás do prejuízo, entre um e outro venha o diabo e escolha.

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  14. Tem razão na conclusão que faz.

    Mas eu não atiro responsabilidades apenas a uma estrutura, mas a todas as estruturas.

    Agora o colega tem de perceber uma coisa, tendo o SFJ cerca de 87% de sindicalizados, exigia-se uma outra postura, pelo menos muito mais interventiva que o SOJ, e no que respeita ao acordo que firmaram, já deveriam ter, pelo menos, informado a calendarização da alegada negociação da revisão da carreira e isso ainda não aconteceu.

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  15. Também eu sou liberal em muitos aspetos.

    Desde que o meu liberalismo não faça dos outros escravos ou lhes prejudique a vida.

    é a velha história de qeu a nossa liberdade acaba quando começa a dos outros.

    A partir daí, que cada um faça o que bem entende !!

    Agora transformar o mundo numa anarquia em que só os ricos e poderosos mandam...isso não !!! E é exatamente o que vai acontecer nos EUA e nós Europeus, como carneirinhos bem mandados que somos, vamos na mesma conversa.

    E por incrível que pareça, este neoultraliberalismo está intimamente ligado a visões de extrema direita por todo o lado, o que é altamente contraditório pois este pensamento é inerentemente controlador de todos os aspetos da vida de um cidadão.
    Ideologicamente, já nada tem razoabilidade ou bom senso.
    E por outro lado, ver comunistas a apoiar Putin, um ditador oligarca ultranacionalista que nada tem de comunista, é também de um ridículo ideológico gritante.
    Vivemos na era do absurdo, do surreal.
    Minorias controlam as massas que andam adormecidas e entorpecidas.

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  16. NOTA INFORMATIVA

    Na sequência de informações que circulam nos órgãos de comunicação social, sobre uma possível alteração no calendário da revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça, passando para o primeiro semestre de 2025, o Sindicato dos Funcionários Judiciais, vem esclarecer o seguinte:

    I. Em todas as reuniões realizadas com o Ministério da Justiça, ficou acordado que o novo Estatuto estaria concluído até ao final de 2024.

    II. O Acordo firmado em junho de 2024, tinha subjacente que a pré-negociação estatutária se iniciasse logo de seguida, o que se concretizou, e que o seu términus ocorresse até 31 de dezembro de 2024.

    III. Em face das notícias divulgadas, que sugerem uma alteração de agenda por parte do Ministério da Justiça, contactámos, de imediato, o gabinete da Sra. Ministra da Justiça e o gabinete da Sra. Secretária de Estado da Administração Pública, através das respetivas Chefes de Gabinete, Dr.ª Elsa Martins e Dr.ª Alexandra Alvarez.

    No seguimento destas nossas diligências, em contacto direto com a Sra. Secretária de Estado da Administração Pública, Dra. Marisa Garrido, foi-nos garantido que não havia qualquer alteração ao estipulado na sequência do acordo de junho de 2024, mantendo-se o calendário acordado para a revisão estatutária.





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  17. Vejo que alguns comentadores querem colocar o SOJ no mesmo patamar do SFJ. Esqueçam, o SOJ, infelizmente, para o bem e para o mal não existe. Mesmo a tutela só considera o SFJ o SOJ quando e convocado para o quer que seja, e luta formalidade
    E triste mas e assim, o SO J não tem qualquer expressão
    Daí termos que assacar responsabilidades a quem realmente as tem, SFJ
    Estes senhores e senhoras que se perpetuam no poder através de uma extensão corte, são os responsáveis pelo estado de coisas a que chegámos. Agem como se a classe fosse deles, não partilham informação, não prestam contas, são preguiçosos, têm falta de coragem sindical, estão acomodados, não são fiéis nem credíveis. Estes, e que são os verdadeiros culpados, pelo que está a acontecer e o que vem acontecendo desde sempre. Trabalho extraordinário sem pagamento e ilegal, e estes senhores ao fim de mais de 30 anos ainda não acham isto importante.
    Um grande BM para o SFJ.

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  18. Eu digo ainda mais uma coisa:

    Foi o SFJ que acabou a negociação quando chegou acordo com o governo no chamado "acordo dos papos-secos"!.

    O SOJ não acordou com o governo!
    Fez, aliás, a única coisa que era possível, que era requerer a continuação da negociação suplementar, obrigando o governo a reunir mais uma fez com esta estrutura.
    Não deu qualquer resultado, mas fez o que podia fazer, e tornou público perante os órgãos de comunicação social que não chegou a acordo com o governo.

    Para sermos justos, temos de concluir que as responsabilidades e as posições dos 2 sindicatos foram muito diferentes!

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  19. Realmente...

    Que garantias foram essas? Isto é um gozo e uma palhaçada total!!

    Estamos praticamente no final do ano.
    Será mesmo necessário continuar esta autêntica sangria aos O.J., muitos deslocados há anos e a sobreviver...sim...sobreviver com o ordenado que auferem?

    Sejam francos caramba!!

    Digam a verdade. O que "cozinharam" com o Governo para toda esta espera?

    Que valorização substancial é essa que foi verbalizada (e reduzida a escrito numa das comunicações) mas que tarda em chegar?

    Até quando tem esta carreira de aguentar a humilhação e indiferença no seio do Minstério da Justiça?

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  20. Sim, não descurando a eventual culpa de outros, sem dúvida que o SFJ é o grande culpado!

    Uma pequena pergunta (retórica):

    "BM" quer dizer "balde de trampa", não quer?

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  21. "nenhum Trabalhador pode admitir a infâmia de ser considerado um colaborador quando realiza o seu trabalho a troco de um salário de sobrevivência e não de uma palmadinha nas costas ou de um louvor publicado no Diário da República aquando da despedida de qualquer alto cargo dirigente"

    Muito bem Sr Bloguer

    Eu não aceitaria fazer parte dessa equipa para formação dos elevadores! ponto final!

    Quem quiser que aceite!

    Eu recusaria e recorria aos tribunais se a tal fosse obrigado!

    basta de exploração

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  22. Sem duvida que as responsabilidades são diferentes, mas a isso aplica-se o velho ditado, "só erra quem faz".

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  23. Tudo, até a ideologia, é economia.
    Aceite - pelas massas - pois dessa forma dói menos.
    Mas, mesmo que consigam arranjar forma de imortalizar o corpo, acabarão por morrer de toda a forma caso queiram permanecer neste planeta.

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  24. Sim dou-lhe razão.

    Mas lembre-se que não é nada de novo.

    O dono da "Ford" apoiou Hitler e, internamente, nos EUA a extrema direita e não foi o único.

    Hoje muita gente veste "Hugo Boss", e perfuma-se com as suas fragâncias, mas a fragância política desta personagem serviu para vestir as SS de Hitler.

    Isto da parte da Direita radical, mas da parte da Esquerda radical ainda foi bem pior ...

    Lembro o assassínio em massa da classe trabalhadora na Ucrânia - o genocídio em Holodomor pela fome de milhões de ucranianos em decorrência da política econômica de Stalin - onde mantiveram à míngua os trabalhadores, e quem ousava insurgir-se na rua era assassinado dos telhados dos edifícios públicos sem dó nem piedade.

    E eu não quero essas derivas, nem à esquerda nem à direita, nem tenho simpatia por ditadores e imperialistas, o mesmo é dizer por formas de organização política de governos de um só partido como na China, ou agora querem impor à força em Moçambique.

    Nunca gostei de ser escravo seja para o enriquecimento de pessoas (singulares ou coletivas) ou de Estados Imperialistas ou ditatoriais.

    Por isso sempre que alguém vem com a causa pública e a confunde com a apropriação pelo Estado e estatização com a gestão de tudo erigida ao seu interesse e esse interesse é definido de forma pouco democrática, eu tendo a discordar e com severidade argumento contra a mesma para que não se caia na ilusão de um qualquer experimentalismo.

    Daí que "Livre", "BE" , "Chega" e "PCP", para mim são logo excluídos da equação, sem mais considerações por muita simpatia e respeito intelectual que tenha pelas pessoas que os dirigem.

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  25. Mas o que é que quer dizer com isso ?

    Não viu o programa 60 minutos da SIC?

    Quer encetar também um "cancelamento" a quem fala de assuntos e chama à colação pessoas, coisas, ou acontecimentos que de facto existiram e em relação aos quais temos opiniões muito pessoais.

    Eu fale de Hitler e de Stalin entre outros, mas não correlacionei os seus atos com o dos que considerei no comentário.

    Repare que apenas disse que o SFJ acredita num acontecimento que já não é possível (tal como Hitler acreditava vencer a guerra quando estava perdida e prestes a ser capturado/morto) e querer apagar este comentário seria a expressão notória de que por aqui se cerceia o pensamento livre e sem tabus.

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  26. Esqueceu-se de referir aí os da IL que ligam para o tribunal a descompor os oficiais de justiça por não lhes passarem certidões com nota de trânsito antes das decisões transitarem efetivamente em julgado.
    Dizem que é burocracia...
    E da creolina, também na tropa ma deitavam nas poças de água da chuva tal como os russos fizeram aos ucranianos no estalinismo.

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  27. Que eu saiba a IL - de que eu não sou partidario - não é radical ou de extremas ao ponto de cercear liberdades aos cidadãos alegando ser do interesse comum ...
    É preciso não confundir o trigo com o joio

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  28. Não é partidário mas indicou-a como a única força política alternativa para comandar os destinos do país.
    Pois afirmando que o bloco central não serve e identificando os que excluiu como alternativas, só resta a IL no espectro político nacional...
    Sendo que, em face das atuais regras do jogo do direito, considerar o trânsito em julgado burocracia, não deixa de ser para mim um extremismo e um cercear das liberdades, direitos e garantias dos outros.

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  29. E peço desculpa, a ideia não era estar aqui a bater boca.
    Tomara era que se desse a justa valorização da carreira.

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  30. Boa tarde Colegas.

    O Sr. Bloguista hoje baralhou-se mesmo de todo quando regressa à falácia dos elevadores....

    Começa assim: "...Por exemplo, já esta semana se iniciará a formação dos Oficiais de Justiça para que a DGAJ possa cumprir os contratos que firmou em relação aos elevadores, sendo pessoas e não a inteligência artificial a desempenhar tais tarefas..."

    e continua e continua a "bater" no seguinho sem saber o que diz!...

    Daqui a uns tempos, quando esta "alarvidade" for toda reconhecida como uma falsa verdade, vamos aqui neste blog, "...dar a mão à palmatória ..." e depois, quero ver o discurso enviesado que irá fazer a esta matéria...

    Era bem feito que o Sr. Bloguista ficasse dentro de um elevador desde o fim de sexta feira até à segunda feira seguinte...E recorresse à IA para o valer...

    Espero que não apague este comentário...

    Aguardo a sua resposta abrupta e inconsequente.
    Tenho dito!

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  31. eu recusava receber louvores de gente que mal trata.

    Por mim ficam a mão estendida!

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  32. Ora bem, por falar em Prostitutas.
    Sabiam que até à bem poucas décadas, a prostituição em Portugal não era vista como é atualmente e além de ser uma profissão "valorizada" , tinham os seus locais de trabalho devidamente localizados e referenciados, sem qualquer tipo de preconceito?
    O problema foi o facto dos rendimentos das "funcionárias" serem elevados, dado o grande número de "clientes" e começou a criar alguma inveja e algum mal estar na sociedade, principalmente entre o sexo feminino, uma vez que as tais funcionárias tinham um poder de compra maior que muitas famílias da alta sociedade lisboeta.
    Foram precisos muitos anos para ser uma atividade ilegal e ao contrário do que se pensa, não foi uma decisão tomada por base em conceitos morais.
    Foram só negócios....
    Faz-me lembrar, com as devidas distâncias, os Oficiais de Justiça.
    Imaginem que o "bolo" do Ministério da Justiça era repartido de forma justa.
    Quem é que eram os primeiros a ficar insatisfeitos?
    Esses mesmos, os da "alta sociedade".
    Portanto, Manda quem pode.

    Aquele Abraço.
    FF

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  33. Os técnico de elevadores não têm formação na tramitação processual, pois não?

    E não me venham dizer que são coisas distintas, pois é exatamente isso que são, e nós somos OJ!

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  34. Colega hoje é segunda feira.

    É a resposta que lhe consigo dar...para tamanho disparate..."De la palisse..."

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  35. Eu não me estava a referir a ti em concreto. Estava a falar no sentido em que, a justiça portuguesa, não presta grande serviço público.

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  36. Sublime.

    Concordo inteiramente - olhe que até existe um livro na biblioteca da Lusíada, no Porto, que um colega me facultou quando ali cursava e que fala muito sobre o assunto - na altura discutia-se a despenalização ...

    Hoje parece que não tem a importância doutrora, mas como eu adoraria todas as sextas-feiras fumar uma cachinada e beber da fonte do baco acompanhado por umas belas musas - no trabalho é só gente muito séria, sisuda e velha e, sendo eu também velho, dá me

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  37. Eu não quero nenhuma resposta da sua parte, mas é livre de dizer a sua opinião!

    A minha opinião é simples:

    Nem os Oficiais de Justiça, nem os Magistrados, nem os Administrativos têm qualquer obrigação em relação à qualquer incidente com os elevadores!

    Claro que você pode argumentar com isto e aquilo, mas a verdade é que se perguntar a qualquer funcionário, de qualquer profissão (padeiro, engenheiro, enfermeiro, etc, etc, etc, etc, ....) todos, ou quase, lhe responderão como eu o fiz!

    Isto sim, corresponde à "la palisse"! ...

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  38. Esta polémica à volta dos elevadores é de uma estupidez sem fim.
    Em lado algum me parece que tenham pedido para "colaborar" em qualquer tipo de assist técnica.
    O saber não ocupa lugar e acho do mais elementar bom senso que um utilizador de um equipamento tenha conhecimentos mínimos do mesmo e até possa com a sua sapientia livrar alguem de lhe dar uma coisinha má por ficar horas preso à espera de um técnico.
    Estupidez idêntica é achar que numa equipa de trabalho ninguém deve ter noções de socorrismo porque o INEM chega sempre a tempo.
    Até ao dia....

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  39. Esta parte do poema venham mais cinco, é com dedicatória ao comentário das 14:37

    A gente ajuda

    Havemos de ser mais eu bem sei

    Mas há quem queira

    Deitar abaixo o que eu levantei

    A bucha é dura

    Mais dura é a razão que a sustem

    Só nesta rusga

    Não há lugar pr’ós filhos da mãe

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  40. E muito bem esteve o SFJ em reação a este assunto, fazendo referencia a uma cultura de segurança, sem cair em populismos fáceis e tentadores.

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  41. Ao comentário das 15H39m

    Enfim!...

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  42. Andam por aqui alguns que se vestem de altruísmo, mas na hora da verdade são os que saem de fininho, ou aqueles que, por acaso, nunca veem o que toda a gente vê!

    São aqueles que mostram sorrisos, dizem as frases ficam bem a todas as circunstâncias, mas nunca atuam quando é preciso, mas nunca se expõem nos momentos difíceis!

    Essas personagens conheço muitas, esperam o esforço dos outros para ganharem a sua quota parte, sem nunca se terem esforçado!

    São como aqueles que apoiam a greve sem a fazer, esperando o resultado da mesma sem terem eles próprio participado!

    Mas digo mais, quem quer ser bombeiro que lhe vista a pele e que proponha a tal desiderato!

    Eu, por mim, nada tenho a ver com elevadores, nada!

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  43. Resposta ao comentário das 15H59m

    Completamente de acordo. Muito bem dito Colega.

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  44. Resposta a esta resposta "Esta parte do poema venham mais cinco, é com dedicatória ao comentário das 14:37"

    "
    ...Não há lugar pr’ós filhos da mãe."

    Sim para o filhos da mãe não há lugar..., mas para os FDP é que não há mesmo...

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  45. GRANDE MANIFESTAÇÃO

    Sexta feira, dia 13 de Dezembro, pelas 14:00 horas, GRANDE MANIFESTAÇÃO à porta do sindicato.

    É hora de lhes exigir explicações e responsabilidades!!

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  46. Esqueci de dizer.... Do SOJ!
    EHEHEHEH

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  47. De Marçal só aguardamos o anúncio da candidatura a presidência da câmara do Municipio da Lousã.

    Mas de Carlos Almeida continuamos a espera de qualquer informação sobre o processo negocial.

    Já houve alguma reunião?

    Já receberam alguma convocatória?

    Já solicitaram algum esclarecimento ao Ministério da Justiça?

    E por fim, já interpelaram o novo PGR sobre o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade, formulado junto de Lucília Gago e que, até hoje, não obteve qualquer resposta?!...


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  48. Resposta ao das 16:39

    Assim, já há lugar para ti.

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  49. Eu alinho na manifestação do dia 13.

    Têm que nos receber e explicar tudo direitinho.

    É o mínimo!!

    Dia 13 de dezembro, pelas 14 horas!!


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  50. Ao ouvir os nomes desses dois senhores, a ideia que me ocorre é que um deles é realidade virtual.
    Só se ouve falar dele neste blogue.🤔

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  51. Resumindo. No SFJ existem apenas figuras circenses...
    Tenho dito.
    Continuem a descontar para esse circo.
    Depois admirem-se.

    ResponderEliminar
  52. Resumindo. No SFJ existem apenas figuras circenses...
    Tenho dito.
    Continuem a descontar para esse circo.
    Depois admirem-se.

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