O Movimento Extraordinário mais rápido de todos os tempos
Diz a nota de imprensa que a DGAJ reproduz na sua página, a propósito da super-rápida divulgação do projeto do Movimento Extraordinário deste ano – ao segundo dia útil, após o fecho da entrega dos requerimentos, nunca se tendo visto tal rapidez –, diz a DGAJ na sua página o seguinte:
«Num processo de recrutamento exemplar, conduzido pela Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), ficou hoje concluída a contratação de 570 Oficiais de Justiça que vão reforçar as secretarias judiciais de todo o país.»
A autoavaliação considera que o recrutamento é “exemplar”, mas não é. A DGAJ confunde rapidez e quantidade com excelência na qualidade para se ser verdadeiramente exemplar. O processo de recrutamento não é exemplar, foi apenas rápido, e nem sequer se destina, como é dito, “a reforçar as secretarias judiciais”, porque, para além dessas, se destina também às secretarias judiciárias, isto é, àquelas que não são judiciais, como são as secretarias do Ministério Público e, especialmente a estas, pois vivem hoje momentos de grande stresse. Portanto, nem na propaganda do autoelogio se acerta.
Mas o processo também não é exemplar, desde logo porque contém muitos defeitos, sendo alguns bem graves e contrários à lei, portanto, ilegais.
A começar pelas condições de admissão ao concurso, impugnadas que estão em tribunal, pelo desrespeito do Estatuto EFJ, a acabar na apresentação de uma lista provisória de movimentados que contém diversos erros, óbvios, porque, como diz o povo na sua habitual sabedoria: “Depressa e bem não há quem!”.
Tivemos notícia de Oficiais de Justiça em funções e aptos a concorrer que dizem-se ultrapassados pelas primeiras colocações, o que não pode suceder, e comunicaram-nos também o desrespeito da quota de 5% de acessos para pessoas com deficiência igual ou superior a 60%, como consta do aviso do concurso e, bem assim, do DL 29/2001, de 03 de fevereiro. Isto é, foram colocados em ingresso 570 candidatos, não tendo sido nenhum colocado ao abrigo do citado preceito legal, isto é, não foram reservados 29 lugares como a lei prevê, sendo ignoradas essas pessoas, que irão agora pronunciar-se sobre tal falta.
Esta listagem de colocações e movimentações é uma listagem provisória e está agora, a partir de hoje e até ao dia 17 de dezembro, a aguardar que os candidatos se pronunciem sobre o projeto, designadamente, sobre os erros que, na sua perspetiva, o projeto contém e que carecem de ser corrigidos. Quer isto dizer que a versão final do Movimento, que há de ser publicada após o dia 17 de dezembro, poderá vir a ter alterações significativas, podendo ser retirados alguns candidatos que ora estão com a indicação da colocação, especialmente da primeira colocação.
Vamos aos números:
Este projeto do Movimento Extraordinário abarca 783 pessoas, sendo 570 ingressantes e 213 Oficiais de Justiça já em funções. Dos Oficiais de Justiça movimentados 161 fazem-no por transferência e 52 por transição.
Dos 570 ingressantes na profissão, a maioria provém do concurso deste ano, no entanto, há um lote de cerca de 40 ingressantes que vêm do concurso do ano passado.
Como acima se disse, não há ninguém colocado ao abrigo das disposições do DL 29/2001 de 03FEV (as tais 29 vagas a descontar às 570), mas há 20 movimentados ao abrigo de normas estatutárias do EFJ que convém saber:
Ao abrigo dos artigos 51º e 52º do EFJ, foram colocados 5 mais 1, respetivamente, isto é, Oficiais de Justiça que não tinham lugar atribuído, e que tiveram prioridade sobre os demais, seja porque o lugar que tinham antes terminou, seja porque estavam, por exemplo, numa comissão de serviço que fundou e aguardavam atribuição de lugar.
Ao abrigo do artigo 13º, nº. 2, do EFJ, foram movimentados 3 Oficiais de Justiça, porque tinham sido nomeados oficiosamente em movimentos anteriores e, quem assim é nomeado, pode concorrer de seguida aos movimentos subsequentes.
E também há menção a 11 movimentações ao abrigo do artigo 13º, nº.3, do EFJ, isto é, a quem estando há, pelo menos, um ano na colocação, concorreu a lugares que no anterior Movimento, o Ordinário deste ano, ninguém concorreu e os lugares estavam ali vazios à espera; são as vulgarmente denominadas "vagas desertas".
Verificamos também que neste Movimento foram movimentados quase 50 Oficiais de Justiça que se encontravam recolocados transitoriamente e isto é algo relevante para os movimentados e também para os ingressantes. A saber: os Administradores Judiciários possuem a faculdade legal de recolocar transitoriamente os Oficiais de Justiça em núcleos diferentes da sua colocação pelo Movimento. Note-se que não é a colocação dentro do núcleo, em qualquer secção, mas dentro da comarca, em qualquer núcleo, desde que se observem alguns preceitos legais (cfr. Lei 62/2013 de 26AGO e Portaria 164/2014 de 21AGO). Ou seja, o lugar da colocação pelo Movimento é sempre do Oficiais de Justiça, mas, provisoriamente, pode ir para outro núcleo dentro da mesma comarca.
Na nota de imprensa que a DGAJ igualmente publicita na sua página, para além do autoelogio atrás mencionado, diz mais.
Diz que os ingressantes deverão iniciar funções no dia 13 de janeiro, após publicação em Diário da República da versão final do Movimento.
Diz ainda que tanto a ministra da Justiça como a diretora-geral colocada em regime de substituição e que deverá ser substituída brevemente, estão muito felizes com este projeto do Movimento.
Disse assim a ministra da Justiça:
«Hoje é um dia de dupla celebração para a Justiça: não só se dá início à tramitação eletrónica do inquérito no processo penal – o que muito vai contribuir para dar celeridade aos processos-crime – como ficou concluída a contratação de quase 600 Oficiais de Justiça, preenchendo-se todas as vagas. Os Funcionários Judiciais são essenciais ao funcionamento da Justiça. Estou muito contente por termos fechado esta contratação massiva.»
E a diretora-geral da DGAJ que está em funções, igualmente feliz, disse que os ingressantes vão
«Reforçar as secretarias Judiciais e do Ministério Público, permitindo que a Justiça preste um melhor serviço. Os Funcionários Judiciais são essenciais para que o trabalho dos magistrados e dos advogados seja consequente e eficiente. É com especial satisfação que damos por concluído o processo, preenchendo todas as 570 vagas.»
Nestas últimas declarações está muito bem referido que o reforço se destina às secretarias judiciais e às do Ministério Público, mas já não consideramos razoável que se afirme que se dá “por concluído o processo”, uma vez que este ainda passa por mais duas ou três fases e só na primeira quinzena de janeiro se poderá afirmar a conclusão do procedimento.
A DGAJ informa ainda que as 570 colocações foram distribuídas em maior número para a zona norte e centro, no total de 302, o que é uma significativa mudança de paradigma, que desde há anos se reivindica, para que não se perdesse nenhum candidato.
Note-se que ao permitir a colocação a norte e centro dos 302 candidatos, portanto, mais de metade dos lugares possíveis, o risco de desistências é menor e o recurso às colocações oficiosas, que tão mal resultado deu no passado, fica arredado do concurso.
Assim, os 302 colocados na zona norte e centro constituem uma verdadeira surpresa e, com isso, acabamos por ficar tão ou mais felizes quanto a ministra da Justiça e a diretora-geral em substituição.
Em segundo lugar, com um número também elevado de colocações, está a região da grande Lisboa, como 204 colocados.
Em terceiro lugar a região sul e, por fim, 13 colocados nas ilhas.
Por fim, consta da mesma nota informativa que prossegue a revisão do Estatuto para que possa entrar em vigor numa data a definir no próximo ano de 2025.
Consta assim:
«Entretanto, o Ministério da Justiça prossegue, conjuntamente com a Secretaria de Estado da Administração Pública, os trabalhos de revisão do “Estatuto dos Oficiais de Justiça”, para que possa entrar em vigor em data a definir em 2025.»
Portanto, a revisão está a ser feita internamente pelo Governo, entre o Ministério da Justiça e a Secretaria de Estado da Administração Pública, sem a participação de mais ninguém. Observa-se ainda que a nota contém mais um erro: o que está a ser revisto é o EFJ e não o EOJ, isto é, o que está a ser revisto é o diploma atual e em vigor: o Estatuto dos Funcionários de Justiça (EFJ) e não uma coisa que há de vir, provavelmente, e quando concluído e transfigurado: o tal Estatuto dos Oficiais de Justiça (EOJ), porque este será a proposta que há de ser apresentada aos sindicatos para o processo negocial e este será o documento objeto da negociação que se seguirá durante o próximo ano.

Fontes, entre outras: “DGAJ”, “Portugal.Gov”, “Diário e Notícias” e “Eco”.
Bom dia, apenas para informar que este movimento foi uma mão cheia de nada existe uma comarca onde existem um défice de muitos funcionários (20) e foram colocados 1 e com muitos pretendentes a essa comarca. O que dizer deste critério?
ResponderEliminarO Marçal foi comido de cebolada. Parece que gostou.
ResponderEliminarPrimeiramente dizia, melhor, afirmava, que o novo estatuto estaria em vigor a 1 de janeiro de 2025.
Agora, segundo a ministra, poderá ser até 1 de janeiro de 2026.
E ele cala-se, contentinho que está.
Amanhã, o escritor e comentador Marçal, escreverá mais uns bitaites no CN, e até para a semana.
Triste figura, triste representante, triste candidato a sindicalista que nunca o chega a ser.
Goste-se ou não, e com algumas correções que terão de ser feitas, a dgaj tirou-nos um trunfo negocial. Afinal ingressaram 570 ojs e a questão da falta de pessoal fica para um segundo plano. E o estatuto deixa de ser uma prioridade. Pois, fomos comidos de cebolada. Triste sina!
ResponderEliminarPois onde estão os meninos que diziam que ninguém era colocado no norte??
ResponderEliminarPois as teorias da conspiração..
Essa teoria faz lembrar akelas teoria do ninguém fica para trás...
Ou a teoria de que 20-10=10.
Ou quando a vandumen,determinou que os técnicos superiores,passavam a receber no nível 17 de posição remuneratória...
Isto ninguém fala não é?
Mas será que ninguém entendeu que a ministra está a ganhar em todas as frentes?
ResponderEliminarO próprio SFJ afirmou que a prioridade era contratar mais pessoal .
Claro que agora estamos numa posição de fraqueza para negociar o que quer que seja...
Esperemos que os que vem agora não compactuam com os assédios laborais dos magistrados.
ResponderEliminarE que se acabe com os medos invisíveis, criados e preparados pelos oficiais de justiça.
A propósito dos assédios mais um magistrado em maus lençóis por andar a assediar uma advogada basta ler a capa do correio da manhã.
Para além da suspensão da magistrada do Algarve.
Será que estamos perante uma nova realidade,? Ou será que o pacto de silenciamento nos tribunais vai continuar?
Daqui a uns meses estão a chamar suplentes...
ResponderEliminarAos doidos que vêm para esta miséria só para relembrar que o salário mínimo já vai pelos 870€ e aqui pouco mais se ganha... Sejam colocados em cidades grandes e contraem empréstimos para trabalhar....
Ambiente cada vez mais tóxico nos tribunais portanto não vão ser recebidos como pensam!
E já agora... Quantos se aposentaram ou saíram este ano?
400? 500? Ou mais... Não deve andar longe de isto...
Tudo à espera de explicações por parte do SFJ...
Aos doidos corajosos, bem-vindos à vossa nova profissão de assistentes técnicos! Felicidades e saúde principalmente porque vão precisar muito dela, principalmente a mental!
Coragem!
Na qualidade de rei venho comunicar que ando muito triste, pois já ninguém comenta os meus comentários.
ResponderEliminarTenho saudades dos tempos áureos que todos ficavam furiosos com o que eu escrevia.
E depois com a minha argumentação fundamentada vos esmagava.
Ando muito triste e deprimido, desde que o bloguer disse para ninguém falar comigo .
Sinto me muito sozinho e abandonado.
FALTAM VINTE E SETE (27) DIAS.
ResponderEliminarNão tem o que é preciso! ...
ResponderEliminarTu estás preocupado com os outros?? E tu o que fazes com essas banhas em prol da classe..
ResponderEliminarÉs daqueles que dá opinião sobre os outros mas tu nada fazes para mudar...
Acorda este concurso apesar de fraudulento foi um sucesso, esta ministra não brinca em serviço...
As vagas vão ser preenchidas e vai existir poucas desistências...
Quanto aos assédios morais e maus tratos que existem nos tribunais.... são fruto da convivência e conveniência da própria classe.
Espero que estes novos não tenham medo de lutar contra o sistema...
A propósito uma advogada acabou de fazer queixa contra um magistrado por assédio sexual....pois afinal não existe intocáveis...aí contrário do que pensa esta classe de analfabetos...
Ehehe, mas tu és ingénuo ou desesperado????
ResponderEliminarJá sabes que não vai existir nada até ao fim do ano...
Ainda por cima com esta nova vitória da ministra...
Esquece vai dormir, ou se puderes emigra, ou mete baixa, ou muda de profissão...
Estamos lixados..
Bom dia,
ResponderEliminarPala além do teor do artigo hoje publicado neste sítio, ouvi ontem, no meu regresso a casa, a senhora Diretora Geral da Administração da Justiça numa entrevista ao programa "Justiça Cega" da rádio Observador.
E confirmo, pela boca da personagem, algumas das considerações feitas, designadamente:
- o início de funções em 13 de janeiro do próximo ano;
- a formação específica (e já não de âmbito geral) dos ingressantes de acordo com as colocações efetivas dos senhores Administradores Judiciários;
- não perspetivam outros ingressos a breve prazo;
- que foi efetivamente um recrutamento que foi encurtado em s6 meses a sua duração normal (durou 3 em lugar dos 9 habituais).
- que tal procedimento se deveu à boa articulação entre a DGAJ e a DGAEP.
Confirma-se, ainda, que a senhora Diretora vai cessar funções na DGAJ porque o CSM não autorizou a renovação da comissão - e muito bem.
Foram várias as personagens que pularam em cargos políticos e de direção até alcançarem a jubilação ou um lugar cimeiro na carreira. Para, não ficar pela alusão, nomeio algumas pessoas, concretamente a senhora Desembargadora Dra. Helena Ribeiro, que foi Diretora da DGAJ e Secretária de Estado, e os senhor PGA Jubilado Dr. Jorge Costa com um currículo político semelhante, conseguindo a jubilação apesar de não ter os anos de magistratura exigidos - terão sido considerados os períodos em que exerceu funções politicas.
Dito isto, a senhora Diretora em final de funções referiu, ainda, que existem 4 comarcas/zonas (?) piloto onde se experimenta a autonomia administrativa e financeira (ou seja são os próprios tribunais que gerem o seu próprio orçamento) acrescentando que é uma experiência para dar continuidade e disse as razões - com as quais aliás concordo.
Depois referiu a experiência em curso nos tribunais administrativos onde a A.I. está a ser utilizada para fazer o "varrimento" dos processos no que se refere à "triagem" que até aqui era feita pelos funcionários e magistrados - concretamente, sobre os pressupostos processuais nos processos de legalização de emigrantes (taxas, procuração, etc.) - referindo ser um projeto que se perspetiva venha a ser implementado em todos os tribunais (23 comarcas + 4 zonas dos TAFs).
Curiosamente fiquei com uma certeza que me inquietou.
Com efeito à pergunta que lhe foi feita para explicar o papel da DGAJ, a mesma dispersou-se dizendo, basicamente, que geria os recursos dos tribunais, a cooperação judiciária, o registo criminal e... e por aí.
A resposta era bem mais simples, e eu atrevo-me a um ensaio sobre a mesma: "é a instituição que gere a máquina que suporta a atividade dos tribunais, disponibilizando e gerindo os recursos necessários à sua missão", é ao fim e ao cabo a vertente administrativa da administração da justiça.
E quão importante seria perceber o papel que se desempenha para se atuar em conformidade com os ditames legais que o regem.
Daí compreender agora, e de uma forma mais explícita, quão fraco foi o desempenho do órgão que nos tutela nos últimos anos, com imbróglios jurídicos, uns atrás dos outros, e antes de sair das funções fica mais um (relativo ao processo dos novos ingressos).
É notória a falta (em dose elevada) de visão do futuro por quem teve a mão por cima das nossas cabeças quando deveria ter-nos abraçado no seu colo.
Espero que ao menos se tenham aproveitado para tirar mestrados, especializações e doutoramentos.
Nos Sindicatos é assim, ou isso ou cargos políticos.
Para o comentário das 8:13...
ResponderEliminarUma mão cheia de nada??
Quer queira ou não está á vista de todos que foi um sucesso este movimento...
Essa é a realidade.
Por tal deixe de ser um fakenews.
Agora se existe irregularidades no concurso, isso existe, se é legítimo efetuar exames em casa ..claro que não..
Contudo o que vai acontecer?? Nada...
Talvez o Soj ganhe a acção daqui a uns anos, e possa negociar mais uns papo secos...
Contudo até lá acabou, estamos arruinados...
Claro que sim ...a sua análise está prefeita , só não vê quem não quer...
ResponderEliminarSó vejo um sinal de fraqueza do SFJ... Do mais fraco existente na função pública...
ResponderEliminarVão lá mas é montar a barraquinha na tomada de posse dos novatos e sacar mais uns bons milhares em quotas...
Entretanto tudo despromovido a assistente técnico mas esses já o SFJ defende pois também os representa e não apenas aos antigos oficiais de justiça...
Tudo muito triste...
Ha prazos Prr para cumprir, é claro que a "proposta" está para sair em dezembro.
ResponderEliminarMas não tenham pressa, nem tudo serão rosas.
havendo aplicação informática para a realização dos movimentos não se percebe porque não os três movimentos ordinários
ResponderEliminarseria muito melhor do que as movimentações de alguns administradores
Rua Marçal
O SOJ ganhar uma ação!
ResponderEliminarAh ah, piada da manhã!😂
Engana-se !
ResponderEliminarNão foi a mão.
Foi o chicote!!
Esperamos que o próximo tenha outra postura.
Ei sei, eu sei, mas aqui vai mais uma vez!
ResponderEliminarÉ PRECISO PARA A MÁQUINA!
Tenho dito isto até ao nojo e parece que ninguém percebe!
Parem as diligências e tudo se resolverá.
Tenho a certeza absoluta, e penso, sinceramente, que vocês bem o sabem!
"A Peste Grisalha nos Tribunais"
ResponderEliminarPor estes dias vejo, muito entristecido, muitos dos colegas que fizeram de mim o que sou hoje, enquanto pessoa e profissional, abandonarem os Tribunais de uma forma abrupta e apressada, em muitos casos até mesmo desesperada.
Imagino o turbilhão de sentimentos que se lhes assalta o pensamento, um sentimento misto de alegria e de tristeza, partindo para outra vida e levando consigo todo um repósito de conhecimento adquirido ao longo dos anos - levam com certeza m bocadinho de nós e deixam-nos um bocado de si.
Voltando à "peste grisalha" (falo dos mais velhos) dos tribunais e não só, vejo que são tratados como autênticas "gorduras sociais", e não o deviam ser, pois são antes "poços de sabedoria" repositórios de um saber acumulado, muito mais que aquele que existe nas estantes de uma biblioteca.
Por estes dias são considerados - até pelos nossos colegas - um autêntico estorvo (ou porque obstucalizam as promoções nos lugares cimeiros que ocupam ou porque não se adaptam às novas formas de organização ou simplesmente porque já não são produtivos sem se perceber a sua importância).
A penalização que existiu com a revisão das condições para aposentação tem necessariamente de ser revista, pois o sistema não comporta a manutenção de pessoas com mais - muito mais - de 40 anos dedicados ao serviço, num tempo em que as horas claras do dia não chegavam para contar aquelas outras de trabalho incessante dos oficiais de justiça.
Impõem-se, por isso, uma revisão desta fórmula permitindo o abandono programado de quem tem, pelo menos, 40 anos de serviço e certa idade, que eu considero dever situar-se nos 62 anos.
Só assim se conseguirá a transição pacífica de conhecimento organizacional entre quem sai e quem lhe sucede.
Será por isso um item a considerar nas negociações que não se descortinam em lado algum - digo isto porque a 27 dias do final do prazo (foi dito até ao final do ano pelo Sindicato e pela Tutela e no último trimestre de 2024 pelo Primeiro Ministro).
Para o ano estamos mais velhos e como há muitas eleições eu recomendo severidade no voto para quem, prometendo, não cumpre com a palavra e, acima de tudo, nos fala à verdade apenas por uma questão de sobrevivência política.
Fiquei estupefacto com o que se passou ontem nas ruas de Lisboa.
ResponderEliminarFiquei na dúvida se estávamos no Carnaval e ou se tratava de um desfile de adeptos de clubes Lisboetas, nomeadamente do Benfica, tal a destreza no uso de petardos e de tochas.
Foi um triste espetáculo, muito parecido ao digladio entre as associações de estudantes que parecem ter ocupado dois espaços na Assembleia da República (falo do Chega e do BE).
E por isso não seria de admirar que gravitassem na manifestação ilegal algumas pessoas que marcam presença em todas - é a sua profissão (acicatar).
Paguem o tempo de provisório que me devem!
ResponderEliminarMas primeiro, notifiquem-me.
Devolvam-me o tempo de serviço congelado como estão a fazer a outros cidadãos deste país!
Claro que todos sabem..
ResponderEliminarContudo o que você desconhece, é que existe pelo menos uns 30 a 40 por cento de oficiais de justiça que compactuam com o poder e que estão aliados á tutela.
O SFJ sempre teve ao lado do governo para no futuro poder subir...
Existe interesses que vão para além das necessidades de quem está mal..
Um secretario, um administrador, um principal nos últimos 10 anos de carreira..
Acha que esses estão mal??
A faturarem acima de 2000 euros ainda não sente o bolso vazio...
Por tal é que nada se passa
Sim, de facto alguns são um poço de sabedoria, mas infelizmente a maioria sao um poço de maus vícios e hábitos anacrónicos que não interessa de modo algum transmitir aos mais novos.
ResponderEliminarCaladinhos é que estão bem.
Hum você ficou estupefacto com aqueles que lutam e bem pelos seus direitos.
ResponderEliminarMas não fica estupefacto com o abuso e roubo que fazem aos oficiais de justiça?
Com a falta de uma verdadeira posição de força? Tomara fazermos metade do que os bombeiros fizeram...
Sem medos, a lutarem pela dignidade..
O problema dos tribunais é os politicamente corretos, esta classe que acha que é importante, contudo a qualquer minuto são tratados e destratados por magistrados como se empregados fossem ..
É mais que evidente que a "revisão está a ser feita internamente pelo Governo, entre o Ministério da Justiça e a Secretaria de Estado da Administração Pública, sem a participação de mais ninguém.."
ResponderEliminarPor isso a importância de ambos os sindicatos terem uma atitude pro-ativa na apresentação de propostas que mitiguem os efeitos negativos da reestruturação profunda da carreira que vai acontecer brevemente, principalmente para os não licenciados.
Este estatuto vai sem dúvida ter a marca negativa do sindicato que nada fizer para o melhorar e cuja atitude se resumir a marcar grevezinhas tradicionais.
Uma ineficácia aterradora e de certa forma até surpreendente.
Era o que chegava e sobrava.
ResponderEliminarDois meses seguidos de grevezinhas tradicionais para parar a máquina, como alguém costuma dizer por aqui.
Mas há demasiados aliados e encostados na carreira.
Temos que reconhecer mais uma grande vitória do governo.
ResponderEliminarApós a "pacificação" bem propagandeada com 3,5% de um subsidio mensal, agora a colocação de 570 novos oficiais de justiça.
A próxima será a revisão do estatuto, que por este andar, irá redundar numa nova vitória governamental.
Depois a máquina de propaganda do governo a trabalhar muito bem e com noticias por todo o lado o que é comunicação.
Com os dois sindicatos no bolso, este Ministério tem toda a liberdade para fazer o que bem lhe apetecer com a débil carreira dos oficiais de justiça.
E para acabar o texto, não poderia deixar de dizer "juntos somos mais fortes"......
ResponderEliminarÓbvio, com o salário que pagam não vão ficar metade.
Mais do mesmo, depois me dirão.
Palhaçada.
ResponderEliminarMia do mesmo, tachos e tachinhos.
E serviços todos renbentados.
Serviço acumulado e falta de gente.
Estes não chegam para as encomendas e com o que vão receber, não vão ficar. Certinho.
ResponderEliminarMAIS NADA!
CALOTEIROS
PAGUÉM O QUE DEVEM HÁ 20 ANOS.
JUROS PRA O LADO DE CÁ E EU QUE ESTOU DESLOCADO DE CASA BEM PRECISO DESSE DINHEIRO.
ResponderEliminarContinuem a dar horas de borla escravos!
Sim, é verdade, mas seu eu ganhasse 2000 trataria de poder ganhar 2500!
ResponderEliminarÈ sempre essa a lógica, quer se trate de 2.000 ou 20.000!
Contagem do tempo de serviço congelado, é tempo de fazer essa exigência.
ResponderEliminarQue falta de empenho dos Sindicatos, é uma vergonha...
Foste tu e quem te paga a avença que acabaram com os concursos internos.
ResponderEliminarO movimento foi efetuado e terá que haver rigor acima de tudo nas colocações, respeitar os locais para onde os colegas concorreram neste caso os Núcleos respetivos das suas colocações efetivas e não da conveniência dos orgãos de gestão das comarcas, caso não haja concordância dos mesmos, tudo começa por aí.
ResponderEliminarDesde já felicitando os novos colegas e sejam acima de tudo bons profissionais e exigentes nos seus direitos, em caso dos mesmos serem violados, procurem os sindicatos, aí os mesmos nas suas direções regionais e nacionais têm que ser intransigentes na defesa dos mesmos colegas que procurem a sua ajuda de forma a criarem um vinculo de confiança, sendo uma forma de defender a nossa classe e fomentar a união da mesma, nos ataques que ela tem sido alvo, e é por aqui que tudo começa.
Estamos a uns dias ou provavelmente a umas semanas da publicação do projeto do EFJ no BTEP, aí já não se pode ir na conversa ou em cantigas de aumentos como dizem os cidadãos brasileiros "mixurucas", como nos deram no suplemento em média de trinta e poucos euros mensais, que ainda ontem os Bombeiros Sapadores se indignaram e muito bem com a apresentação do mesmo valor ou aproximado, não me pronunciando quanto à forma do protesto como é obvio, discutível na prespetiva de cada um.
Em suma, como já foi explanado pelo Presidente do SFJ António Marçal, na revisão da futura tabela salarial da dita carreira especial de grau funcional III para todos os Oficiais de Justiça portugueses, valores dignos de aumentos ao fim destes longos 25 anos de espera.
Certamente na minha opinião de outra forma não se poderá aceitar.
Abraço e justiça para os Oficiais de Justiça de Portugal que nela trabalham.
O senhor não é colega, não trabalha nos tribunais.
ResponderEliminarMas caso me tenha enganado, e seja efetivamente colega, acho que deve reconhecer que não tem lugar num sítio onde há regras e se fazem cumprir as regras mesmo quando muitos que o frequentam não o façam e, precisamente por isso, são ali chamados a prestar contas.
Reflita no que disse e ponha-se a mexer porque envergonha a classe, pelo menos envergonha-me a mim.
Não é possível aceitar que se concorde com uma manifestação ilegal por muito justa que seja a reivindicação de quem nela participa.
E olhe que eu concordo com todas as reivindicações daquela classe e profissionais mas não concordo com "lutas de poder instituídos na rua".
Isso acontece mais a sul, nos países Africanos e não é em todos.
Boa Mário.
ResponderEliminarConcordo.
Com efeito, por exemplo, os Bombeiros reclama por uma revisão d carreira que não é feita há 22 anos e nós, no nosso caso, reclamamos por uma que não acontece há cerca de 25 anos, ou seja, de outro século e de outro tempo, tendo intermediado uma reforma do sistema judiciário.
E aberrante este laxismo e esta desconsideração como se fosse possível não olhar pera o problema se ninguém lhe ligar.
Não pode, não é elegível, não é cidadão de pleno direito.
ResponderEliminarA cultura laboral tem-se alicerçado em crenças que premeiam o trabalho excessivo (magistraturas e oficiais de justiça caminham aqui juntos) e equiparam o "estar ocupado" ao sucesso, o que importa é trabalhar, trabalhar, trabalhar.
ResponderEliminarE nós não fomos treinados para definir os limites, não sabemos parar, e o tempo para nos "auto cuidar" é exíguo e, muitas vezes, fica exaurido nas viagens de e para o trabalho.
Antigamente os nossos cérebros estavam preparados e treinados para fugir dos predadores, num instinto de sobrevivência, mas nos nossos dias, os predadores são outros e nós não estamos treinados para lhes fugir - para dizer basta de exploração! para simplesmente parar!
Assim funcionamos constantemente numa lógica de sobrevivência, se contínuo sobressalto (é o mail urgente, é o preso, é a rescrição, são os mapas, os objetivos, etc.).
Somos trabalhadores "todo o terreno".
E os Sindicatos - nomeadamente o SFJ - assemelha-se aqueles escravos eleitos para disciplinar todos os outros e a isso se prontifica sem grandes contrapartidas porque as vai buscar fora, nomeadamente na política (veja-se os cargos do Fernando Jorge e do António Marçal).
Tudo isto deve indignar alguém!
Palpita-me que em lugar de rosas vamos levar com laranjas ...
ResponderEliminarQue magoam mais isso é certo ...
ResponderEliminarNão tome o todo pela parte.
ResponderEliminarPara lhe responder:
há cerca de vinte anos, num belo dia um cidadão entrou na hora do almoço e dirigiu-se ao balcão onde me encontrava na secção a almoçar e reivindicava porque é que o processo dele não tinha desenvolvimento. Eu retorquia para esperar um pouco porque estava na hora da refeição e o processo nem sequer era da minha secção.
O secretário que se encontrava nas imediações abeirou-se daquele e disse-lhe que as pessoas no tribunal trabalhavam e que devia esperar coo os outros esperam que o processo fosse despachado o que mereceu prontamente um desabafo daquele cidadão dizendo: "com esse paleio todo você deve trabalhar muito também!".
E eu não lhe digo o mesmo mas sugiro uma reflexão, será que é justo classificar o todo pela parte, ou pior por apenas uma pequena parte que é aquela mais perto de nós, e com isso, de forma manifestamente injusta desprestigiar todos tratando todos por igual e por baixo.
Decididamente que não deve ser assim.
terá muito mérito nas suas funções mas fraco juízo nas avaliações que faz dos outros.
Como é possível continuar este silêncio???
ResponderEliminarQue se passa para afirmar que:
- Ninguém fica para trás!
- Haverá um aumento substancial nas remunerações dos O.J.!
- O Estatuto estará concluído antes do final do ano!
A carreira está arruinada!!
Deixaram escapar a possibilidade de um aumento justo e digno de 300€ (mesmo que faseado como as demais carreiras), o qual já nos estaria a ser pago desde Junho!
MAS NÃO!! O que foi dado aos O.J. foi um pão e uma linguiça.
Satisfação de todos nós, destes profissionais que tanto têm dado à Justiça, é igual a Zero!! ZERO!!
Satisfação têm as outras carreiras, inclusivamente dentro do próprio Ministério da Justiça...
A responsabilidade de um dos "nossos" sindicatos em tudo o que acontece é brutal!
ResponderEliminarSe outros funcionários, se outros sindicalistas fizessem ideia do que se passou com esse dito sindicato!!
Como foi possível fazer um acordo contra a vontade da maioria, contra aquilo que ele próprio tinha dito na semana anterior!
Se fossem outros os tempos! ...
Viu-se na tv os bombeiros a discordarem alto e bom som com (os) sindicato(s). Partiram eles para a organização da manifestação e muito bem. Não quer dizer que eu concorde com a maneira como o fizeram, mas é preciso que nos organizemos para darmos a saber a nossa insatisfação e a injustiça que cometem connosco!
ResponderEliminarE acha estranho isso acontecer ?
ResponderEliminarQuantos haverá por esse país fora, em todas as classes e profissões há sempre quem se destaque pela negativa?
No caso trata-se apenas de excesso de amor para dar ou partilhar.
Reza assim a Convenção de Istambul (Convenção do Conselho da Europa para a prevenção e o combate à violência contra as Mulheres e a violência doméstica) (... ) Artigo 5º – Obrigações do Estado e diligência devida
1. As Partes deverão abster-se de praticar qualquer ato de violência contra as mulheres e certificar-se de que as autoridades, os funcionários, os agentes e as instituições estatais e outros intervenientes que agem em nome do Estado agem em conformidade com esta obrigação. (ora eu, pessoalmente, acho que o assédio é uma forma de violência - vide art.º 3.º al. d) «Violência de género exercida contra as mulheres» abrange toda
a violência dirigida contra a mulher por ser mulher ou que afeta
desproporcionalmente as mulheres . conjugado com o disposto no art.º 33.º e 34.º e, acima de tudo, 40.º este quanto ao comportamento indesejado de natureza sexual, sob forma verbal, como parece ter sido o caso).
Ao caso faltou a sensibilização prevista no art.º 13.º da Convenção.
Pergunta-se como proceder e o que irá acontecer ao caso - cujos contornos apenas sabemos os noticiados na comunicação impressa e digital.
Ficamos todos à espera dos desenvolvimentos.
Os que ficarem nas suas terrinha não vão sair...e por isso é que existe trezentos e tal colocados no norte...
ResponderEliminarPoe tal tire o cavalinho da chuva
Poucos vão desistir isso é uma esperança sua....
É esperar pelo decurso dos 27 dias e após, fazer o que alude no comentário - manifestar a discordância junto das estruturas sindicais que nos representam.
ResponderEliminarUma forma de o fazer é mandatar alguém, saído eleito de um grupo de oficiais de justiça em número suficiente que lhe confira essa legitimidade e, ao abrigo da liberdade de reunião e de associação e tudo o mais, a que acresce o direito de participação, reivindicar a presença à mesa das reuniões ou, no mínimo, que se conheça os seus desenvolvimentos.
Do ponto de vista jurídico isso não é de todos imponderável, cerdo certo que a lei reserva um papel importante aos sindicatos também é certo que o direito cívico e de cidadania justifica e é fundamento bastante para a dita intervenção.
Para isso é necessário encetar o caminho, alguém que queira tomar a iniciativa - eu não o faço por pertenço à "praga dos grisalhos" , mas apoio quem se prestar a tal papel.
Mas sempre - repito - sempre com respeito pelos deveres cívicos e maior respeito pela legalidade e pelas pessoas.
Concordo.
ResponderEliminarSerá que alguém me poderia explicar como ocorre as colocações, as pessoas que fizeram a prova á mais tempo e tem classificação mais baixa que as pessoas que fizeram a prova este ano entram na mesma á frente dos deste ano? Não faz sentido nenhum… alguém sabe explicar?
ResponderEliminarO que irá acontecer??? É fácil o conselhos superior da magistratura não brinca...
ResponderEliminarAgora e quando as mulheres assediam os homens ninguém fala?
Penso que não será assim.
ResponderEliminarÉ verdade o que afirma...contudo esses já estão com a barriga cheia eu disse 2000 como exemplo mas um secretario e um administrador são valores acima disso...
ResponderEliminarMas qual respeito qual carapuça...aquilo é tudo para partir...
ResponderEliminarAí é assim sim...o fato de ter efetuado a prova mais cedo não lhe beneficiar porque você ainda não entrou nos serviços ou seja a sua antiguidade só conta quando está admitido nos serviços....
ResponderEliminarÉ fácil de esclarecer...
Sou colega sim e sou defensor que se deve praticar crimes em prol de um bem maior..
ResponderEliminarMas já que você gosta de destilar sabedoria vou mete-lo no seu devido lugar..
O oficial de justiça desde do direito romano é considerado a longa manus do juiz, sabia?
O que quer isto dizer que o
oficial de justiça é um comunicador imbuído de fé pública, que concretiza diversos tipos de atos em nome do poder jurisdicional.
Atos esses que podem ser coercivos, administrativos, ou executivos.
Mas na fique contente com o termo longa manus do juiz , pois isso não reflete a verdadeira função do oficial de justiça..
Uma vez que o ofícial de justiça pratica enumeras funções que exigem mais do cumprimento de ordens emanadas pelo magistrado, atos esses que não estão positivados no código.
Após esta pequena aula sobre a sua profissão, que certamente não deveria saber concluo o seguinte:
O oficial de justiça apesar de ter obrigações, também tem direitos, se esses direitos são diariamente violados o mesmo tem direito a violar a lei em prol de repor a justiça...chama-se a isto legítima defesa.
Quid iuris?
Você só pensa no seu umbigo, venho apelar ao Bloger para apagar o seu comentário..
ResponderEliminarNão temos tempo para egoístas.
Então e sindicatos que nao apresentam propostas sobre o estatuto, e que deixam o governo cozinhar o mesmo a seu belo prazer, revelando total desinteresse pelas futuras condições de trabalho dos OJs que representam, que responsabilidade têm no fim do mal estar feito?
ResponderEliminarOu estão à espera da fase de negociações que não irão passar de meras formalidades para encher chouriços ?
Depois venham com greves e lamechices de coitadinhos.
Ingenuidade ou incompetência, venha o diabo e escolha.
Como assim? Então quem teve 12 em 2023 entra á frente de quem teve 15 em 2024? Para a mesma vaga? Entra o de 2023? Só porque fez a prova á mais tempo?
ResponderEliminarclaro que sim. Preferem os mais antigos
ResponderEliminarBasta conhecer a lei nomeadamente o EFJ
Artigo 42.º
Provimento em ingresso
1 - A nomeação em lugar de ingresso inicia-se pelos candidatos que tenham realizado a prova escrita há mais tempo, de acordo com a graduação efectuada nos termos do artigo 21.º
2 - Na falta ou insuficiência de candidatos referidos no número anterior, são nomeados os candidatos que tenham realizado a prova final há mais tempo, de acordo com a graduação efectuada nos termos do n.º 4 do artigo 30.
É inacreditável a quantidade de asneiras que por aqui se dizem sem se preocuparem em conhecer a lei
ResponderEliminarE é lastimável que grande parte dos oficiais de justiça nem conheçam o seu estatuto.
E querem ser grau 3 !!!!!
Quanto mais dias passam pior o fosso para o SFJ , já percebeu certamente o engodo.
ResponderEliminarFalta muito para agirem?
Quantos mais esperam mais incompreensível fica
E se for de outra forma, não aceitará e como reagirá? Acha que o Marçal terá condições para se manter? Ou faz-se de conta que nada de passou?
ResponderEliminarFora com o ANJINHO Circense.
ResponderEliminarPois à sua custa foram-se os 300 paus x 14 a troco de um tempo de antena da CM
Lastimável é estudar para ter boa nota e afinal o nosso "estatuto" nem se importar com isso, e preferir quem teve uma nota muito menor e que não se esforçou nem um terço, são estes os funcionários que queremos na justiça?
ResponderEliminarEU AINDA ACREDITO QUE VAI ACONTECER UM MILAGRE...
ResponderEliminarEntão já se esqueceram dos colegas qua arduamente trabalharam durante as férias a bem de todos nós??? ACREDITEM VAI ACONTECER... (27 dias) Grande MARÇAL
Grande MARÇAL, conseguiste...
ResponderEliminar300 paus x14 meses, és o maior
Não fiquei colocado, mesmo tendo concorrido para a área de grande Lisboa e margem sul... Tive 12, estava confiante de entrar.
ResponderEliminarAcham que nós próximos meses, posso ser chamado? Ou poderá abrir um movimento e eu entrar?
Desde já, obrigado.
é aguardares. ninguém saberá!
ResponderEliminarmas previsivelmente haverá desistências do agora colocados...
Quando nos dão doces nós aceitamos e não abrimos o bico para que não apareça alguém para partilhar.
ResponderEliminarEu, como (o doce) e calo-me!
Olhe, antes de mais "quid iuris", usa-se para questionar qual a solução de direito, mas no seu caso a solução é mais de ensino, deveria voltar às aulas de cidadania, ou então é um caso perdido e então merece uma visita ao Delegado de Saúde ou a um SU de Psiquiatria.
ResponderEliminarQuando alguém defende que a solução dos problemas reside na violência verbal e física e vandalismo e perturbação da ordem de forma exacerbada está tudo dito.
Reafirmo, tenho vergonha alheia, não convivo com trogloditas ou outros seres oriundos dos confins da civilização.
Oh colega, essas são questões que os dirigentes do sfj, tal como o mário, não vai responder. No sfj existe obediência de voto e quem não alinhar, sai fora.
ResponderEliminarEsse comentário revela 2 tipos de ignorância;
ResponderEliminarEm primeiro lugar este critério de preferência é comum na maioria dos concursos de acesso ou de ingresso.
Em segundo lugar quem concorre deverá, no mínimo, saber as regras do próprio concurso. No seu caso que deve ser já oficial de justiça essa ignorância é indesculpável.
Duplamente Lastimável, portanto.
Infelizmente vejo muitos licenciados dos novos tempos com este tipo de discursos completamente básicos. Antigamente também os havia, mas eram 1 ou dois que entretanto foram para bombeiros.
ResponderEliminarNão se esqueçam que esta lista é provisória. Pode haver mudanças como quase sempre acontece.
ResponderEliminarPor isso tenham calma. Quem não foi colocado ainda pode ser e quem foi colocado pode sair da lista.
Indigna alguns mas até parece mal a muitos mais...
ResponderEliminarDescontextualizado.
ResponderEliminarAs notícias mais recentes da Lagarde apontam para que brevemente, em nome do interesse público, sejamos a vanguarda dos indigentes.
A nossa sorte serão os mnham, mnham, tão bons...
Não é MARÇAL é TONE ou antes TONHO rua já !!!!!!!!!
ResponderEliminarOu cognome: "vendido dos papossecos"
ResponderEliminarEstamos velhos cansados... como não se desvincularam ? Passem para SOJ !
ResponderEliminarQuerem continuar a ouvir que representam 80% dos sindicalizados
É assim mas é porque a prova presencial prevalece sobre a prova por meios à distância.
ResponderEliminarTambém está num estatuto.
Ligue para a DGAJ a perguntar se estão a aceitar eventuais, pode ser que consiga emprego enquanto aguarda os próximos movimentos, caso este não venha ainda a sofrer alteração que lhe possa ser favorável.
ResponderEliminarligue para a DGAJ?? Sabe na minha terra isso é crime...
ResponderEliminarChama-se ilegalidade....
Olha liga para a DGAJ a ver se te dão trabalho..
Ehehe
O estatuto é claro no NR 200 do EFJ , quem quem fizer um exame em casa de cuecas, e deitado na cama, não tem preferência sobre que efetuar um exame num café a beber cerveja.
ResponderEliminarAssim não vale.
ResponderEliminarAinda só houve uma não presencial
Não sejas triste. E tu, não estás a pensar no teu umbigo!?
ResponderEliminarA tristeza na carreira, ou o estado lastimável a que chegou, tem muito que ver com o sindicato com maior representatividade.
ResponderEliminarNão consigo ver isto de outra forma. Que me digam 100x o contrário, nada me tira isto da ideia.
E assim sucede, sobretudo, por ter sido aceite numa reunião aquilo que não satisfez minimamente toda uma classe, sendo uma afronta para os +7000 homens e mulheres que todos os dias trabalham nos Tribunais.
O tempo passa e nada mais acontece! Nada é transmitido. Ninguém se compromete com datas e o tempo vai passando como se isto fosse algo para levar de ânimo leve.
Foi uma oportunidade perdida, deitada por terra e que todos os meses nos faz lembrar "Como foi possível?"
Várias carreiras já com a valorização a chegar aos funcionários, às suas famílias, em benefício da sua vida...e nós na mesma, num completo espezinhamento da carreira, num ignorar indescritível das pessoas que nela trabalham.
Só de pensar nas greves que fui fazendo (eu e os meus colegas), a acreditar na mudança, a acreditar que faria a diferença e a valorização salarial ia mesmo acontecer.
ResponderEliminarQue inocente que fui!!!
Inocente por acreditar que na reunião seria expressa a vontade de toda uma classe numa justa valorização.
A única diferença foi o balde de água fria que veio dessa reunião e a folha de vencimento que chegava com menos dinheiro..
Depressa e bem não há quem. Já existem dezenas de pedidos de permutas.
ResponderEliminarAh ah ah!
ResponderEliminarPede mais uma vez, mas com jeitinho, está bem?
Enfim, o desespero é tanto que só falta ajoelhares!
Pois digo-te que preferia ir para um clube de columbofilia, sempre era uma quota tinha alguma utilidade.
Esta provocação só merece uma resposta:
ResponderEliminar100% de adesão à greve de amanhã!
Frederico
A possibilidade de sair da lista de colocados tendo entrado em 1a opção no Norte é alta? Pelas notas há 3 pessoas no mesmo núcleo com notas inferiores
ResponderEliminarForam apresentadas algumas reclamações ao movimento e sei pelo menos de um caso de uma colega que tinha pedido transferência e não estava na lista, mas vai ser colocada na lista definitiva.
ResponderEliminarUma simples mudança pode provocar várias alterações em catadupa. Por isso pode haver colocações novas a serem anuladas
Alguém me sabe dizer como posso reclamar do movimento, é suficiente um email dirigido à DGAJ?
ResponderEliminarSim, é suficiente.
ResponderEliminarMuito obrigada.
ResponderEliminar