Oficiais de Justiça: os gnomos do Natal do Governo
No dia 25DEZ o Primeiro-Ministro dirigiu ao país a habitual mensagem de Natal. Nesta mensagem, entre outros, mencionou os Oficiais de Justiça e fê-lo nos termos que a seguir se transcrevem.
«O ano que agora termina foi um ano de viragem e de mudança. O novo Governo trouxe novas prioridades e novas opções.
Não viemos para olhar ou criticar o passado. Viemos para cuidar do presente e construir o futuro.
Estamos a resolver questões mais urgentes, ao mesmo tempo que vimos implementando transformações estratégicas e estruturais.
Decidimos baixar os impostos sobre o trabalho e sobre as pensões, e aprovamos mesmo o primeiro orçamento de que há memória que não aumenta um único imposto.
Ainda na fiscalidade, adotamos medidas impactantes para os jovens que queremos fiquem e trabalhem em Portugal, junto dos seus amigos, dos seus pais e dos seus avós.
Por outro lado, acordamos na concertação social o aumento do SMN, estimulando em simultâneo o aumento do salário médio.
Ao mesmo tempo, acertamos com os sindicatos a valorização geral dos salários dos trabalhadores do estado e vimos melhorando as remunerações de setores chave da administração pública como os professores, os polícias, as forças armadas, os funcionários da justiça, do sistema prisional e da área da saúde.
Também ao mesmo tempo, atualizamos sem truques todas as pensões, aumentamos duas vezes o complemento solidário para idosos e utilizamos uma parte da disponibilidade orçamental para atribuir um suplemento extraordinário às pensões até 1527 euros.»
A final a mensagem do primeiro-ministro termina assim:
«Trabalhamos juntos para não deixar ninguém para trás.»
Apreciação:
Mais uma vez os acordos alcançados com os sindicatos são todos metidos no mesmo saco, e muito bem, dada a equivalência ou similitude existente, no entanto, como todos bem sabem, há uma exceção: equiparar a valorização salarial das demais profissões com a dos Oficiais de Justiça é algo simplesmente errado, chegando a ser injurioso, porque há, no mínimo, uma diferença de um zero, mas um zero que é muito relevante (entre os 300 dos outros e os 30 dos Oficiais de Justiça).
Quando o Primeiro-ministro mistura todos estes trabalhadores afirmando que todas as suas carreiras foram valorizadas é algo que não é mentira nenhuma, mas há truque. E se não há truque, como refere, para a atualização de todas as pensões, já o mesmo não se pode afirmar de forma tão perentória para as valorizações salariais.
Por fim, o Primeiro-ministro termina a sua mensagem de Natal afirmando que não deixa ninguém para trás e, no entanto, mais uma vez, confunde os Oficiais de Justiça, pois antes do Natal o Ministério da Justiça que é do seu Governo, presenteou os Oficiais de Justiça com uma proposta de linhas gerais que, de facto, pretende deixar uns (e são muitos) para trás.
É esta a má sina dos Oficiais de Justiça que nem no Natal conseguem ser nomeados de forma correta. Ao longo dos anos, nunca os Oficiais de Justiça foram nomeados nos discursos dos primeiros-ministros, nem por bem, nem por mal: zero. Agora, tendo obtido um pouco de "direito de antena", a mensagem natalícia transmite uma ilusão própria do Natal; própria da existência de uns gnomos trabalhadores com virtualidades fantasiosas.

E a propósito de fantasias de Natal, a mensagem de Natal do Primeiro-ministro suscitou diversos comentários dos partidos da oposição. Da Esquerda à Direita, a oposição acusou o primeiro-ministro de tentar passar uma imagem do país muito diferente daquela que é a realidade.
Os partidos dizem que o Primeiro-Ministro vive num "oásis" que “contrasta” com a real situação em que vivem os portugueses.
A líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, considerou que a mensagem de Natal do primeiro-ministro “contrasta com a realidade” e acusou Luís Montenegro de “cavalgar” uma “perceção de insegurança” ao abordar, uma vez mais, o tema da imigração e da segurança no país: “Somos um dos países mais seguros do mundo, mas temos de salvaguardar esse ativo para não o perdermos”, advertiu.
“Temos um Governo que cavalga uma perceção de insegurança que não é real e que a aproveita para entrar numa deriva de populismo securitário e totalitário”, acusou Alexandra Leitão. “Não vale a pena traçar um quadro eleitoralista de um país que não é o que os portugueses conhecem”, frisou a líder parlamentar socialista.
Já André Ventura diz que o discurso de Montenegro foi “redondo” e que António Costa o “poderia ter feito, ou outro primeiro-ministro qualquer antes dele”. Segundo o líder do Chega, “o primeiro-ministro vive num país que “99% dos portugueses não vivem nem veem”.
“Luís Montenegro falou num dos países mais seguros do mundo. Mas ninguém, ou quase ninguém consegue ver esse país”, disse o presidente do partido, afastando a perceção de que Portugal é um país seguro.
Rui Rocha da IL acusa Montenegro de viver num “oásis”. “Os portugueses vivem em condições que não são aquelas que constam do oásis que o primeiro-ministro quer apresentar”, disse o líder da Iniciativa Liberal, apontando a saúde, educação e habitação como “falhanços claros” do Governo.
“O país precisa de mudança a sério e este discurso, que é um discurso que parece contente, enfim, com aquilo que foi fazendo, é um discurso muito afastado das necessidades do país, é um discurso muito afastado da vida dos portugueses”, afirmou Rui Rocha. “À medida que o primeiro-ministro fala, parece que se vai distanciando cada vez mais do país”, disse ainda.
Para Rui Rocha, Luís Montenegro falou num país que “é um oásis”, mas “é um oásis em que só vive o primeiro-ministro e o Governo da Aliança Democrática (AD)”. “Os portugueses vivem em condições que não são aquelas que constam do oásis que o primeiro-ministro quer apresentar”,
“Cenário” de Montenegro não é realidade, diz o deputado do Livre, Paulo Muacho. “O cenário” que Luís Montenegro “tenta pintar” não é a realidade. “[O Livre] dá uma nota muito, muito negativa. Temos muitas reservas relativamente àquilo que tem sido o trabalho deste Governo e às medidas que ainda virão”, disse o deputado.
Tal como os restantes partidos, enumera exemplos que vão desde a saúde, à educação e habitação para sustentar as críticas que faz, e na área da segurança e das migrações acusa o Governo de promover “uma cedência retórica à extrema-direita e uma cedência na política que é cada vez mais securitária”.
O Bloco diz que a crise na saúde e habitação está “mais agravada”. Aliyah Bhikha criticou o Governo por não tratar as pessoas com “humanismo” e “dignidade”, aludindo à operação de fiscalização conduzida pela PSP, na passada sexta-feira, que obrigou dezenas de pessoas a encostarem-se à parede. Aos olhos da jovem bloquista, o Executivo deve “reconhecer que esta [operação policial] foi uma ação politicamente motivada e pedir desculpas ao país”.
Sobre a mensagem de Natal de Montenegro, Bhikha descartou as promessas deixadas pelo primeiro-ministro sublinhando que “entramos em 2024 e saímos com uma crise tanto na habitação como na saúde, cada vez mais agravada” e lamenta que as propostas que o Bloco de Esquerda apresenta continuem a ser recusadas.
Para o PCP, o país de Montenegro não é o do “dia-a-dia dos portugueses”. Jaime Toga, da comissão política do Comité Central do Partido Comunista Português, criticou a ideia defendida por Luís Montenegro de que houve uma mudança na vida política e, à semelhança dos restantes partidos, insistiu na ideia de que o chefe do executivo fala de uma realidade paralela.
“O primeiro-ministro fala-nos de um país que não é o país que nós encontramos no dia-a-dia, em que dois milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza, dos quais 300 mil são crianças. Não nos fala do facto de haver um milhão de reformados com pensões abaixo dos 500 euros, nem de haver um conjunto de 19 grupos económicos que lucram 32 milhões de euros por dia”, referiu o comunista.
Para o PAN, através da deputada Inês Sousa Real, é tempo de que o Governo “passe das palavras à ação”, considerando que o primeiro-ministro “não pode dizer uma coisa no Natal e fazer outra coisa durante todo o ano”.
“O primeiro-ministro não pode dizer que está ao lado dos profissionais, como os polícias, bombeiros e doutores, mas no momento de votar, permite que os partidos que suportam este Governo votem contra a valorização destes profissionais”, apontou. “Luís Montenegro diz uma coisa e faz outra, completamente diferente”, atirou.
“Não nos emocionam as suas palavras e queremos um Governo que passe das palavras à ação porque temos desafios muito prementes para 2025, seja por força do contexto da guerra (…), das alterações climáticas ou das questões sociais tão prementes como a pobreza, a imigração e a própria segurança das populações”, concluiu.

Fontes: Pode aceder à integralidade da mensagem de natal do Primeiro-ministro diretamente pelas seguintes hiperligações: “Governo.pt" e “RTP vídeo”, bem como ver o artigo do “Eco”.
Somos os gremlins da Justiça.
ResponderEliminarMas depois da meia-noite, durante todo o dia e a toda a hora, podemos ser molhados, mij@dos ou c@g@dos que estamos sempre fofinhos.
Bom dia a todos os que desafiam estas manhãs frias num ano que agora finda e se revela, mais uma vez, tragicamente, igual a todos os outros que o antecederam neste século - é mais um ano que chega ao fim e que começou com grandes promessas, que se traduziram, a final, numa grande desilusão.
ResponderEliminarPodem afirmar o que quiserem, de forma reiterada, vezes sem conta, que não alteram o sentimento generalizado dos Oficiais de Justiça.
A proposta aventada é uma "fraude sem força que a faça andar" e por isso ainda hoje penso qual teria sido o fito de quem a autorizou, e já nem categorizo quem teve a ideia tal é a aberração.
Senão, vejamos:
- como é que eu, um adjunto com mais de 10 anos (ainda não cheguei aos 15) e várias notações de mérito - a última das quais a mais elevada - vai aceitar que muitos outros colegas, também adjuntos, recentemente promovidos (há menos de 2/3 anos) em lugares onde entretanto vagaram os lugares de chefia (escrivão de direito e técnicos principais) assumiram desde logo esse cargo (de chefia), em regime de substituição, mesmos sem terem sido avaliados e, apenas por isso (pelas suas feições ou pela circunstância de não terem provido os lugares vagos), passam à minha frente e são investidos no Grau III.
Mas que "caca" vem a ser esta!
Será que ninguém percebe nada do que anda a fazer?
Será que a tutela não sabe que esta situação, para além de injusta, é manifestamente ilegal, inconstitucional e violadora dos mais elementares princípios que norteiam a administração pública.
O que foi proposto é uma autêntica, repito, autêntica aberração e só denota a manifesta impreparação, a incompetência e inexperiência que proliferou nestes anos passados naquele ministério.
Não sei de onde proveio a proposta - se teve origem na ex-Diretora da DGAJ, se nas propostas resultantes do dito "trabalho de formiga" do SFJ (dizem-me que foi o SFJ que intercedeu para que quem ocupasse estes cargos ficasse efetivamente no cargo ao arrepio de concursos e das demais regras que devem nortear esta matéria).
Tudo isto era mais digno do dia 1 de abril, dia das mentiras, que de um dia 17 de dezembro, dia anterior ao início das férias judiciais e de saturação mental!
Ao Presidente do SFJ não faço apelo algum pois que a pessoa já demonstrou a sua (in)capacidade e notoriamente está lá para os amigos - a ser verdade que pugnou pela porque os lugares em regime de substituição fossem convertidos em definitivos, ao arrepio das regras do EFJ e das demais regras de direito, deixou de merecer qualquer credibilidade - o seu pensamento é, em termos figurativos, apenas um engano, uma aberração como muitas que sucedem por aí (saídas dos denominados ID10T).
Será que não há inteligência nas cabeças destas pessoas - nem sequer conseguem copiar/importar um modelo de outro país ou então fazer um ajustamento ao nosso - por exemplo, ajustem o dos Oficiais de Registo e, entretanto, criem um regime transitório, para vigorar por sete ou dez anos (que passam rápido) para os atuais funcionários, que não detêm licenciatura, poderem se propor a provas de acesso mediante a frequência de curso próprio ou realização de prova específica (mediante determinados requisitos - 7 anos de serviço, classificação de mérito ...etc.).
Indignação é a palavra chave.
Dizem-te?!!
ResponderEliminarNinguém te disse nada. Tu é que resolveste inventar e lançar mais uma atoarda reles e vil.
Marçal, Marçal, vês agora o resultado das tuas ações ?!!
ResponderEliminarCriaste prejuízos profissionais e financeiros avultados a 7000 pessoas, 7000 colegas!
E dizer que os 300 paus estavam ali, à disposição, era só pegar neles!...
Dizer, ainda, que:
ResponderEliminarEstou num escalão de adjunto há cerca de 21 meses, ou seja, faltam-me 15 meses para a progressão de escalão.
Com esta proposta, sucederá (como aliás sucedeu nos Oficiais de Registos) que me será "roubado" esse tempo no escalão - será "roubado" a todos (no sentido que será coartado com o reposicionamento na nova tabela).
Pelo que a proposta vai traduzir-se num tamponamento automático que gerará uma poupança imediata de milhões de euros à tutela.
Com efeito, comparando, resulta o seguinte:
- Imaginemos que estava no 5º escalão de adjunto e que daqui por 15 meses passaria para o 6º e último escalão, com um salto quantitativo de 110 euros (na tabela atual).
- Imaginando-se que reunia os requisitos para o nível 3 e que, nos termos da proposta ora apresentada, seria reposicionado
Ora, de facto, esta proposta é "abjeta" e "aberrante" do ponto de vista da justiça material e é de enjeitar sem mais considerações.
Não será isto que vai acontecer - como o pensamento dos nossos líderes sindicais (falo de ambos) é tão rico como uma batata em vitamina C, depois de mergulhada em água a ferver acima dos 40 graus - que de nutritivo fica muito pouco.
Assim, como se apoucaram e, na ótica dos oficiais de justiça, tiveram uma "pequenez de pensamento", deixando-se iludir por ideologia bacoca ou ideias utópicas que, se no plano teorético se apresentam boas, na práxis são manifestamente más e injustas, impossíveis de serem implementadas.
Tudo isto é simplesmente aberrante!
Viva 2025 cheio de ..... e alegria !
Estava presente quando um associado ligou com o Sindicato e ouvi a conversa - o Marçal pugnava para que todos os que estivessem a ocupar esses cargos ficassem efetivamente com o lugar - se me der o contacto pessoal eu digo-lhe quem foi o interlocutor e a altura em que a conversa foi desenvolvida.
ResponderEliminarEm tempo, qualquer um de nós poderá pedir o acesso aos documentos trocados com a tutela sobre o assunto e assim que se inicie o processo negocial ou até concluído este, poderá confirmar-se se que o que aqui referi é verdade ou, no limite, se é apenas uma pequena parte de uma verdade maior que todos esperaríamos que fosse mentira!
ResponderEliminarA ver vamos!
Não, não estavam ali à disposição.
ResponderEliminarQuem os recebeu lutou por eles, não exigiu a alguém que pensasse e lutasse por si.
Shame on you!
Bom dia.
ResponderEliminarJá que estamos a falar de política, e até alguém perguntou:
O Sr. Articulista já viu a nova proposta de estatuto?
Afinal aquela malta do PSD que não concordava com o descongelamento das promoções feito pela geringonça à categoria de adjunto, exceto para casos com licenciatura, sempre vai acabar por levar a sua avante.
Safam-se apenas os que entretanto lá conseguiram ser nomeados em regime de substituição.
Os outros vão ser todos alvo de um saneamento em massa, uma revogação a fazer lembrar as exonerações do atual governo.
Discurso de circunstância para aqui, comentários para ali, contudo, provas para todos é o expectável para recolocação na "nova carreira". Auxiliares que viram a sua carreira congelada anos irão recorrer devido à impossibilidade de igualar requisitos com quem progrediu numa conjuntura "normal" de progressões, sem carreira congelada sem falta de promoções. Não vai ser fácil o processo. Vem aí petição para a AR!
ResponderEliminarPara mim não tem qualquer sustentabilidade legal dar grau 3 a não licenciados, qualquer que seja a categoria.
ResponderEliminarAdmito que um não licenciado, no mínimo com 15 anos de serviço e prestação de provas de creditacao, possa aceder ao grau 3.
É verdade tudo o que diz!
ResponderEliminarMas interessa saber quem pugnou junto da tutela para que assim fosse feito (porque corre a voz que foi o Presidente do SFJ).
Assim, engana-se quando diz ser pretensão do PSD pois há partilha de responsabilidades com o SFJ que, ao que parece, pugnou junto da tutela por essa situação (foi o que ouvi dizer e tal só poderá ser desmentido pelo próprio em comunicado aos associados a informar se pediu ou não para que assim acontecesse - e é o que espero que faça!).
Quero desde já dizer que, se o Presidente do SFJ vier dizer que não foi assim, então desde já me retrato, pedindo as necessárias desculpas, mas repito eu ouvi parte de uma conversa de um colega em que o que perpassou foi exatamente o que disse.
Por outro lado, a seu tempo sempre se poderá pedir o acesso às atas e aos documentos trocados pelo SFJ com a tutela para infirmar ou não o que aqui referi.
Repito, se não tiver sido assim, eu retratar-me-ei.
Correto.
ResponderEliminarAssim espero.
Que se não acomodem e façam o que deve ser feito.
Mas antes de fazerem o que quer que seja, que peça informação sobre o que foi pedido à tutela no âmbito do "trabalho de formiguinha" e poderá ser que encontrem uma surpresa.
É o que temos! Nada contra as pessoas, mas neste assunto em concreto, um escrivão de direito com o antigo 9º ano, é bafejado pela "sorte" legislativa e pela "conjuntura" que refere. Um auxiliar, com 25 anos de serviço e "muito(s) bom(s)", a quem a falta de promoções, aliada ao congelamento da carreira, nunca foi permitida evolução fica prejudicado, sendo preterido.
ResponderEliminarProvas para todos seria justo.
Com este tipo de propostas vai ser do mesmo.
ResponderEliminarNão haverá novo estatuto.
Secalhar a ideia é mesmo essa
É saber como é que a tutela chegou à conclusão de que os adjuntos que ocupassem cargos de chefia, independentemente do tempo de serviço e da classificação, deveriam passar sem mais ao Grau III .
ResponderEliminarÉ preciso saber-se se foi ideia da tutela ou do SFJ e, no caso de ter sido este último, porque é que reivindicou que assim acontecesse.
Faço esta questão porque é muito grave o que foi proposto, pois significa que estes colegas serão reposicionados no Grau III e, suponho, com um considerável salto no vencimento sem terem de se sujeitarem a provas como eu me sujeitei, quer para escrivão quer para técnico principal e secretário.
É no mínimo vergonhoso e de indignação o que foi proposto - eu não aceito isto e partirei para os tribunais com toda a certeza de ganho e com toda a convicção que sairei vencedor!
Em Portugal ainda existem Tribunais , certo!
Claro que é. Ainda não percebeu que esta situação interessa a todos.
ResponderEliminarEnquanto isto está assim, é ver o número de cargos em regime de substituição. Não há promoções a escrivães, técnicos principais ou a secretários. Os últimos que se propuseram tiveram apenas três movimentos para concorrer e com a agravante de terem restringido inúmeros lugares com a reforma de 2014 e com os critérios da DGAJ (rácio de pessoal e de atos praticados, etc.).
Há muita gente que começa a apegar-se aos lugares que ocupou (com ou sem mérito, isso não interessa ao caso) sem prestação de provas e com muito menos tempo de serviço que tantos outros que estudaram e se propuseram a ocupar tais cargos realizando as provas com sucesso.
Tudo isto é, apenas e só, vergonhoso!
Tudo isto dá direito à indignação!
Nem mais!
ResponderEliminarProvas para todos e ponto final!
Só um pequeno alerta. E talvez se compreenda a razão de ser de determinadas propostas.
ResponderEliminarEsta proposta que tanta polémica tem dado, e bem, faria algum sentido se viesse acompanhada de: tipo de categorias a criar relativas ao grau um e grau dois; conteúdos funcionais das mesmas; tabelas salariais adjacentes; suplementos a atribuir.
Como nada disto foi contemplado, o anúncio proclamado, como diz o povo, foi para encher chouriças e para protelar no tempo o que realmente interessa e que são os pontos atrás referidos.
Por outro lado, e o que realmente nos deveria preocupar é o facto do líder do maior sindicato da classe e, por consequência, o nosso maior negociador e representante, há seis dias, ter ficado indignado com a proposta e, num vídeo publicado, com cara de chateado, barba por fazer e sem gravata, dando mesmo o ar de grande azáfama, prometeu uma reação urgente, imediata e a apresentação de um plano de luta.
Pois bem, passados seis dias, onde está o cumprimento das promessas do grande líder.
Estas formas de agir é que nos deviam preocupar, pois acende a esperança em todos nós e a seguir deita-nos um balde de água fria em cima com a sua inação.
Tretas. Ganha vergonha na cara.
ResponderEliminarSó por estares ressabiado por teres sido ultrapassado pela direita, não tens o direito de, a coberto do anonimato, lançares falsidades dessa natureza.
Sim, não vamos fazer o qu o Notariado fez.
ResponderEliminarNós somos diferentes, só passa a grau 3 quem é doutor...
Ninguém vai dar grau 3 a ninguém!!! As tarefas é têm grau 3 e certamente já reparou que as tarefas de grau 3 são as que actualmente são desempenhadas por Escrivães Adjuntos...Ou não será assim?
ResponderEliminarEssa é que era de valor, mostrarem os documentos. Do que se sabe, é verdade que o marçal e mais uns quantos sempre defenderam a passagem administrativa dos que estão em substituição. Nunca o disse foi nos vídeos que viraram moda.
ResponderEliminarMuito lúcido todo o comentário. Concordo totalmente, quer quanto ao proposto, que ainda falta esclarecer muita coisa, quer quanto à atitude e posição do sindicato.
ResponderEliminarClaro que não foi ideia do SFJ.
ResponderEliminarE é das mais fáceis de contestar porque é ilegal. Os lugares em substituição são ocupados por escolha discricionária e logo qualquer benefício que possam conferir quanto a outros funcionários com a mesma categoria e habilitação literária viola o princípio da igualdade.
Aliás a proposta está cheia de ilegalidades e de muitas incertezas.
Não é uma proposta séria. Só foi enviada para cumprir calendário e para lançar os oficiais de justiça uns contra os outros.
O que se passa neste blogue e no facebook demonstra que atingiu os objetivos.
Vamos lá ter calma...
António Marçal, no comunicado de 20 de dezembro, informou que já na próxima semana (esta), iria divulgar o calendário de luta...!
ResponderEliminarEspero que, até ao final do dia, cumpra a promessa e divulgue também toda a correspondência trocada com o Ministério da Justiça.
Transparência exige-se!...
Espera lá que se fosse eu divulgava mesmo tudo.
ResponderEliminarEsperavas sentadinho.
Não confias, candidata-te à sucessão.
Não me parece que seja para encher chouriços, sendo certo que para cumprir prazos PRR, alguma coisa o governo tinha que apresentar em 2024.
ResponderEliminarTrata se de uma proposta parcial, um doc de trabalho com muita aresta a limar, designadamente na atribuição de grau 3.
Na minha opinião , se nem toda a gente fica na carreira grau 3, como é compreensível, só os licenciados ou quem passe por processo de creditação, podem ficar na carreira grau 3.
O SFJ não pode aceitar outra coisa.
Digo eu ...
Não posso!...
ResponderEliminarOs mandatos são como as pastilhas elásticas.
Esticam, esticam, até às eleições autárquicas!...
PROVAS PARA TODOS É JUSTO
ResponderEliminarCalma??? Sim calma, mas para os que foram escolher a caneta, pois ninguém pode ter calma, menos ainda sentir-se seguro ou representado, quando se assinam acordos nas costas de todos.
ResponderEliminarSIM e permite avaliar a quantidade/qualidade dos licenciados apurados!
ResponderEliminarComentário das 12:55...
ResponderEliminarDiga-me por favor.
Que base existe nessa sua afirmação, para que eu, como auxiliar a desejar há muito tempo que haja Promoção (sem a haver!) e a fazer (seja por baixas ou falta de pessoal)...não possa ter o mesmo grau 3.
Como explica isso?
ResponderEliminarPROVAS PARA TODOS É JUSTO
E de repente os licenciados...
Calaram-se!
Eu não fui ultrapassado por lado nenhum. Pelo contrário, sou um dos principais beneficiários da situação mas tal não signifique que concorde com o que está a acontecer . Não sou hipócrita!
ResponderEliminarO Colega diga-me SFF se não foi ideia do SFJ de quem é que foi ?
ResponderEliminarDeixemo-nos de parvoíces, ou será que não acredita que foi o SFJ que propôs esta ideia.
Com esse raciocínio deturpado vais ser nível 33.
ResponderEliminarEntão o comunicado é do Ministério e tu concluis com uma lógica de batata que a ideia é do SFJ !!!!
Explica lá ó Silva!!!
Se quer continuar a pensar assim, continue mas não faça dos outros burros.
ResponderEliminarEstou-lhe a dizer que ouvi de um associado em conversa com a dita personagem agora o colega acredite no que quiser.
Mas SFF não me trate por burro .
Não. Não me calo. É provas para todos e ponto final.
ResponderEliminarEm tempo, quem reprovar deve ter a decência de se conformar com o resultado e , aceitando-o, aceitar também o atestado de incompetência a ele associado.
Sem medo.
Ah ah ah, ouvi dizer!!
ResponderEliminarE eu ouvi dizer que és um grande tóto!
Tb acreditas?
Provas para ninguém, já foram dadas á muito tempo.
ResponderEliminarGrau 3 para todos mais nada.
A reação do SFJ é ridícula, mAis uma oportunidade e o tempo vai passando.
Era greve a começar já.
Não há explicação
De adiamento em adiamento, Marçal no seu explorador.
ResponderEliminarOuçam o que foi dito no vídeo de 20 de dezembro e leiam a mensagem do SFJ de hoje.
A reunião de imediato passou para dia 9 de janeiro e o calendário de luta que era anunciado para esta semana passou para depois de 16 de janeiro.
Isto é gozar com quem trabalha, espera e desespera!...
Digo " Marçal no seu esplendor".
ResponderEliminarA verdade é que o SFJ defendeu sempre a divisão da carreira para proteger alguns. A ministra entendeu foi dividir de forma diferente, e perante a insatisfação o Marçal e a sua direção (são também responsáveis) mudaram uma vez mais o discurso. Agora é esperar que a malta se acalme e tentar fazer novo acordo nas costas de todos. O momento é de esperar que o povo se acalme de novo.
ResponderEliminarPelos vistos não há resposta ao que foi questionado.
ResponderEliminarA realidade é que serão centenas, largas centenas de auxiliares a fazer diariamente trabalho de Adjunto, fazendo-o durante anos e sem receber nem um cêntimo mais por isso.
E não se trata de uma suposta 'usurpação' de funções. Nada disso!
Fazem-no porque existe real necessidade por défice de funcionários nas secções onde trabalham porque são competentes para o fazer, mesmo que à força o Min. da (in)Justiça os queira rotular como incompetentes para ter grau 3 como os demais.
O SFJ agora vem dizer que todos exercem funções de grau de complexidade 3. Mas então não foi esse mesmo sindicato que andou a apresentar propostas de novas funções para termos o grau de complexidade 3? Ainda vamos ouvir dizer que nunca apresentaram nenhuma proposta de novas funções para assegurar o grau 3. É incrível como o SFJ usa e abusa da falta de memória das pessoas
ResponderEliminarAgarram-me que senão vou-me a eles , só que não.
ResponderEliminarRidículo este Marçal .
Até quando?
Estão cheios de pressa para greves a contar que não descontam no vencimento e que o vosso único incomodo seja esperar que o tempo passe a olhar pro teto.
ResponderEliminarRidículo o vosso espírito de sacrifício.
Cus de chumbo!
"(....)E rejeitaremos propostas que não se traduzam numa , por justa, devido ao que esta carreira sempre se sacrificou em prol do cidadão e do Estado de Direito, e em consonância com o elevado grau de importância e complexidade das suas funções.(....)"
ResponderEliminarO sublinhado é da minha autoria, mas já li, ainda que por palavras distintas, este tipo de informações...desde há vários meses atrás.
Concordo colega. Iremos para os tribunais para repor a justiça caso esta ideia inverosímil e vergonhosa vá adiante.
ResponderEliminarO PALHAÇO foi com o Pai Natal no comboio ao circo
ResponderEliminar