A nova aritmética: [1+1=0]. Proposta + Contraproposta = resultado Zero
Durante o dia de hoje os sindicatos vão transmitir mais informação sobre a reunião de ontem à tarde no Ministério da Justiça, mas, daquilo que ouvimos ontem do presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), ao dizer no final da reunião, no pequeno vídeo gravado, só por si, já é bastante revelador e constitui uma síntese muito boa daquilo que foi a reunião e até daquilo que é o tratamento a que, afinal, os Oficiais de Justiça já estão muito habituados.
No vídeo, embora com muito ruído, ainda se consegue perceber aquilo que, telegraficamente, António Marçal diz e que é o seguinte:
«Estamos a sair do Ministério da Justiça. Não houve nenhuma evolução em relação àquilo que era a nossa contraproposta. Há um pedido do Governo para que haja suspensão das formas de luta. Ficou marcada nova reunião para o dia 5 de fevereiro. Amanhã, juntamente com o outro sindicato, iremos prestar uma informação mais exaustiva sobre o ponto da situação [negociação…].»
Quer isto dizer que a reunião foi inconclusiva? Não, não quer dizer nada disso, uma vez que se podem retirar várias conclusões.
Da reunião, e apesar das brevíssimas declarações de Marçal, podemos concluir vários aspetos que devem ficar bem presentes no conhecimento dos Oficiais de Justiça:
Aquilo que mais preocupa e atormenta o Governo são as greves e especialmente as greves aos casos mediáticos, como esta última desta semana que fez um antigo e muito aclamado dirigente do PSD e também ex-primeiro-ministro que muitos não se cansam de apelar a que regresse à vida política ativa e até sonham vê-lo na presidência da República (Passos Coelho), ir a um tribunal em vão, pois o julgamento, também sobre assunto mediático, foi adiado porque todos os Oficiais de Justiça fizeram greve.
Todos sabemos que há mais casos mediáticos pendentes e até mesmo esse adiamento, com essa mesma individualidade política do PSD, pode voltar a acontecer, pelo que aquilo que causa terror ao Governo é mesmo, e apenas, estas formas de luta. E de tal forma é assim que, sem pejo algum, sem nada em troca, têm – os representantes governamentais negociais – o grande desplante de pedir aos sindicatos que acabem com as formas de luta que estão em curso.
Como vulgarmente se diz: “É preciso ter lata!”; por nada em troca!
Portanto, isto vem demonstrar que os Oficiais de Justiça não têm mais nada a não ser as greves decretadas para poderem usar em sua defesa; não têm rigorosamente mais nada, pelo que, para não ficarem desamparados, agora mais do que nunca, é necessário, não só manter o que está, como incrementar a pressão, isto é, o uso dessas armas, e ainda começar a pensar e a definir o que falta ainda decretar.
Outro aspeto relevante que cumpre tomar nota é o da confiança no Governo, aspeto este que é nulo.
Veja-se bem que foi apresentado um calendário negocial de quatro reuniões, sendo a primeira no dia de ontem e a segunda no próximo dia 30 de janeiro. Pois logo a começar, a reunião do dia 30, a segunda, foi logo adiada, marcando-se uma outra, mas já para o mês seguinte. Ficou marcado o dia 5 de fevereiro. Não se respeitou o calendário acordado, o que indicia que qualquer outro acordo pode vir a ser alterado, por isso não há, porque não pode haver, confiança.
Este mês de janeiro já está arrumado, os próximos episódios ficam para o mês que se segue e, entretanto, a ministra da Justiça pode continuar a manifestar o seu espanto pelas atitudes dos Oficiais de Justiça, como a continuação das greves ou os apupos que lhe foram dirigidos na Praça do Comércio aquando da sua entrada no Supremo Tribunal de Justiça, ao mesmo tempo que afirma coisas como as que disse à Antena 1:
«Compreender, se calhar é uma palavra muito forte. É normal, é uma manifestação legítima, naturalmente, agora, se há classe que pode e que terá poucas queixas, diria que são os Oficiais de Justiça.»
E continuou assim:
«Desde a primeira hora que a ministra da Justiça reuniu, com a minha equipa também, reunimos, tivemos todo um processo de negociação, longo, duro; ouvi o que tinham para me dizer, tomamos medidas logo em 2024, em linha com as preocupações e com os pedidos essenciais nessa altura, que era a inclusão do pagamento do suplemento de recuperação processual, que foi conferido e foi pago logo em 2024, e foi desde logo acordado, em 2024, o processo de negociação e fixado, o que estamos a cumprir integralmente.
É natural, isto é um processo de negociação, é natural que a primeira proposta não tenha sido aceite, é normal, é um processo negocial que está em curso. Temos uma reunião já agendada para dia 16 e outras se seguirão, com a certeza, porém, que levaremos a bom porto, ambos, e encontraremos uma solução que seja benéfica para todos e, principalmente, para a justiça.»
Os Oficiais de Justiça não podem ficar descansados com declarações públicas destas e, muito menos, quando o seu discurso público na sessão solene que assinala o início do ano judicial diz coisas como as que seguem:
«Neste preciso momento, lá fora, há uma vigília silenciosa convocada pelos sindicatos dos Oficiais de Justiça. É uma forma democrática e legítima de protesto.
Mas os Oficiais de Justiça já tiveram provas da determinação e da boa-fé do Governo em resolver os problemas da classe nos últimos meses. No aumento do suplemento de recuperação, decidido e pago logo em 2024, na revisão do estatuto profissional que está em curso e no recrutamento de quase 600 novos profissionais em apenas 6 meses.
Os funcionários judiciais sabem que têm na ministra da Justiça uma aliada, mas uma aliada não é alguém que distribui dinheiro público na proporção do ruído ou do número de notícias, é alguém que conhece e reconhece o valor do seu trabalho, que move montanhas para que os tribunais tenham computadores, sistemas informáticos, ar-condicionado, segurança, elevadores, rampas de acesso, salas onde não chova.»
É este o conceito de valorização da carreira que encabeça o processo negocial. Tomem bem nota: o discurso público está montado e nada será oferecido aos Oficiais de Justiça, tudo aquilo que eventualmente algum dia possam vir a obter será sempre duramente conquistado.
No Supremo Tribunal de Justiça, a ministra também disse o seguinte, a propósito da tramitação eletrónica no último mês no Ministério Público.
«Num mês poupamos 238 dias de trabalho de um Oficiais de Justiça. São 1665 horas. 8 meses de trabalho. É um tempo que pode ser alocado a outras tarefas, também úteis e necessárias. Poupa-se tempo, ganha-se eficiência, ganha-se celeridade.»

Fontes: “SFJ-Vídeo-16JAN2025”, “Áudio entrevista ministra da Justiça à Antena 1 em 13JAN2025”, “Vídeo do STJ da sessão solene de 13JAN2025” e “Discurso da ministra da Justiça na sessão solene de 13JAN2025”.
Reuniões com a Ministra da Justiça.
ResponderEliminarRESULTADO: ZERO
Reuniões com a Ministra da Administração Interna:
RESULTADO:
"(.....)
Finalmente uma postura digna de ambos os sindicatos.
ResponderEliminarFinalmente o SFJ está a acordar para a vida.
Finalmente estão a se tornar transparentes, em vez de fazerem parte do problema estão a fazer parte da solução.
Apenas falta anunciar a greve do SFJ , está na hora de endurecer a luta.
A ministra joga com a mentira, sabe bem que não integrou o suplemento, sabe bem que aquele suplemento foi apenas o início das negociações.
Contudo o grande erro foi sempre ir discutir esse suplemento, ela que joga com a mentira achou-se no direito de afirmar que está a dar muito mais.
Finalmente a luta está a ser bem feita assim sim até dá gosto em ver.
ResponderEliminarEntretanto o governo está disposto a dar 378 euros aos bombeiros.
ResponderEliminarMAS O QUE É ISTO?
Só vejo uma saida que é endurecer a luta.
Quando não há respeito e a classe dos oficiais de justiça contunua a ser espezinhada a resposta tem de ser dada sem medo.
Chegamos a um ponto em que já não há nada a perder. Esta classe perdeu tudo a começar no prestigio e no respeito.
É o que dá negociar com uma parede!
ResponderEliminarParede essa (Ministério) que para Guardas Prisionais foi muito permeável...mas para connosco parece reforçada com betão armado.
O que o governo pede não é legitimo!
ResponderEliminarReparem que a greve é um direito constitucional (sagrado)!
A maior parte dos avanços laborais acontecem em períodos de greve!
Nós devemos avançar para mais greves, as greves dos atos, com especial incidencia nos julgamentos.
É aí que está segredo !...
As negociações nada avançam, e nós estamos a perder tempo!
Os meses passam, e nada, nada, nada ...
SFJ e SOJ, abram os olhos, falem com clareza, falem verdade, e ... vamos para LUTA!
Greve greve greve e mais greve.
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarNão sei o que dizer sobre o assunto de hoje (resultado da reunião de ontem), se ficamos todos na mesma ou, melhor dizendo, se ficamos/continuamos todos na m.r..a !
Já não há mais palavras para descrever a competência de quem lida com as nossas vidas, que são afinal as vidas de todos os portugueses.
Como compreender que quem assume a tutela de um Ministério importante como o é o da Justiça, manifeste, na sua forma de atuar, tudo menos os atributos e predicados exigíveis ao cargo.
Numa lógica de coação (dando a entender que se não cederem nas greves não há discussão, o mesmo é dizer aproximação às reivindicações), a senhora Ministra ensaia uma forna de lidar com os assuntos, como se estivesse a lidar com as birras das suas crianças, trata o assunto de uma forma quase que parental, do género: "o menino não pode ter tudo o que quiser, mesmo que seja justo dar-lhe, à birra do menino a mamã tem de o fazer entender que não lhe adianta chorar e estrebuchar e que se quiser o que pede tem de se portar bem, e isso significa fazer o que a mamã manda!".
Numa negociação, não se paralisa a luta só por si, porque esta negociação existe, se volvidos tantos e tantos anos, as coisas continuam exatamente na mesma e não evolução significativa nas posições e no sentido de decisão sobre as reivindicações.
Para fazer cessar uma luta/greve, terá de haver pelo menos um ponto de partida em que se ache que o (embora ténue) caminho percorrido confere já uma aproximação ao reivindicado.
Mas não é o caso. Com efeito, a senhora Ministra diz que ouviu e reuniu - e isso até pode ser verdade - mas o que faltou dizer é que dessa audição e reunião nada, mas nada resultou em termos de valorização salarial ou de carreira.
Por enquanto temos um regime provisório com o incremento de 3,5% no suplemento agora em 12 meses, mas que é transitório, por isso provisório, e não se sabe os termos em que este perdurará depois da revisão do Estatuto (se incorporado, se mantido ou alterado).
Na valorização da carreira (também remuneratória) o que foi adiantado e nada é a mesma coisa, pois não se sabe de critério algum sobre a transição - dizer que passam uns para uma carreira e outros para outra é dizer nada, pois o que importa é que, independentemente dessa transição, se compreenda a ideia, o desenho, que têm para o novo funcionamento dos serviços, para a nova arquitetura, e, consequentemente, o seu regime remuneratório, em termos de progressões e evolução da carreira.
O que foi atirado em cima do final do ano é, ou traduz-se, em exatamente ZERO.
E esse número, neutral, contínua nas nossas vidas.
Concordo a cem por cento.
ResponderEliminarEstá na hora de luta já chega essa retórica que queremos fazer parte da solução já chega disso..
ResponderEliminarPara a frente sem medos..
Penso eu de que:
ResponderEliminarTemos que dar á ministra o que ela quer:
Ela quer que paremos com as greves e nós vamos intensificar e endurecer as mesmas.
Como espírito com que todos estamos, fartos de sermos tratados como lesmas, se os dois sindicatos, não abdicando das greves já em curso, mascarem conjuntamente uma outra, geral, de 15 dias, marcada já pelos dois sindicatos conjuntamente, a começas a 10 de Fevereiro, então mostraremos à ministra que não somos lesmas e que também sabemos jogar o jogo.
Greve total e geral já.
Atenção António, Carlos e companhia . Estamos convosco, mas vós tendes que estar connosco.
GREVE AOS ATOS E JÁ ! Não a estas greves mixurucas... A prejudicar o ordenado.
ResponderEliminarOs Oficiais de Justiça estão prontos!
ResponderEliminarSFJ e SOJ, vamos para a luta, vamos endurecer a greve!
Não se iludam! Não se deixem enganar!
Está na altura de escalar.
ResponderEliminarAumentar a pressão.
Mostrar ao que estamos dispostos a fazer.
Nós sabemos quais são os julgamentos mediáticos e quando estão marcados.
É aí que vamos actuar.
Eu prefiro entregar uma parte do meu vencimento a um Colega num desses Tribunais que andar a fazer greves aleatórias num núcleo sem visibilidade mediática.
Porque não nos organizamos, com o apoio dos sindicatos ou não e compensamos financeiramente os colegas por exemplo da instrução criminal de
Lisboa e Porto e anunciam uma greve de um mês ou dois??
Já não há paciência e para grandes males, grandes remédios..
Crowdfunding.
ResponderEliminarDevidamente balizado.
É uma bomba atómica.
Do que estamos à espera??
Se não forem os sindicatos, vamos nós..
Já o aqui disse plurímas vezes, mas vou reiterar o que disse.
ResponderEliminar- A equipa ministerial cede em tudo o que diga respeito às magistraturas - vamos ter um novo Pólo do CEJ no Norte (em V. do Conde) e foi já alterado o modelo de ingresso, no que toca aos requisitos de acesso.
- No staff de apoio, o mesmo é dizer com os OJ, nada se passa, menoriza-se a função e despreza-se a competência e qualidade do apoio prestado.
Numa l, as últimas promoções a Adjunto, consubstanciaram uma poupança de milhões a curto prazo, pois que evitaram que muitos funcionários dessem o salto quantitativo para os últimos escalões e fizeram com que transitassem para o correspondente na categoria superior , de valor muito inferior e a vigorar, pelo menos, por mais três anos ou até à reforma do estatuto.
E mesmo na categoria superior, por só contemplar mais dois escalões/níveis, traduz-se em saltos quantitativos inferiores, por exemplo, aos Oficiais dos Registos.
Por outro lado, o regime de substituição em vigor, a que muitos colegas se agarram, constitui ele próprio uma paralisação substancial, na medida em que mantém o funcionário sempre na 1ª posição/nível/escalão mesmo que ocupe o cargo há mais de 3, 6, e até 9 anos - o que se traduz igualmente numa poupança económica, que não se traduz em maior eficiência mas num manifesto prejuízo para esta e para a produtividade ( a instabilidade, é sabido, só cria dificuldades).
Não havendo lugares cimeiros, ditos de chefia a que eu prefiro antes chamar de direção e coordenação, há uma pretensão de poupança com a diminuição dos cargos - apenas no apuro económico do dia pois que a longo prazo reflete-se na produtividade dos serviços.
Não acredito nada no efeito de uma greve por comarcas ou nucleos. Este tipo de greves diluidas nunca resulta.
ResponderEliminarSou a favor de uma greve por 15 dias total a todo o território. So assim terá impacto e sera notada na comunicação social.
Greve aos ATOS! Já! E que venham os processos disciplinares. Já estou por tudo!
ResponderEliminarE eu sou a favor de uma greve geral por tempo indeterminado!
ResponderEliminarVamos lá ver quem os tem no sitio!
(Já sei que alguns, coitadinhos, têm contas para pagar - OS OUTROS NÂO!!! (ironia)).
Deixemo-nos de lamúrias, é agora! ...
Temos que mostrar à sra. ministra que a nossa paciência já se esgotou. O que se passa connosco é uma afronta! Como é possível todos os outros conseguirem tudo e nós não conseguimos nada? Não é compreensível.
ResponderEliminarSim, já tenho gatos mas também posso ter cão!
ResponderEliminarVamos para greve dos atos coelgas, sem medos!!!
O medo é uma construção da mente.
Há outras agendas por esta casa!
ResponderEliminarE ao registo estatístico do MP e pagamentos.
ResponderEliminarEstá na hora Soj e SFJ enfurecer a luta.
ResponderEliminarQuanto à obra feita.
ResponderEliminarPergunte-se-lhe como vai a implementação da nova tecnologia com a qual milhares de oficiais de justiça perderam uma hora de formação, por exemplo na Comarca de Setúbal.
E ainda o Sr. Articulista não sabe que um passarinho amarelo me disse que alguém lhe ensinou, a ela, cujo nome se me começa a tornar impronunciável, que se conseguisse desmarcar estas greves depois, mesmo que fossem remarcadas, já poderiam ser apreciadas e aplicadas, por decreto, novas formas de constrangimentos, quer sejam serviços mínimos ou até mesmo requisições civis.
ResponderEliminarAh pois é!!!
Não se ponham finos não, lembrem-se do que aconteceu aos bem mais poderosos que nós advogados ainda recentemente.
O governo continua de má fé...isso apenas muda se formos á luta como outros.
ResponderEliminarNão me parece que a Srª. Ministra esteja de boa fé!
ResponderEliminarTodos os seus colegas negoceiam com protestos e com greves, manisgestações aliás previstas nas próprias leis!
Parece-me sim, face ao meses que entretanto passaram, que a aparente simpatia esconde de verdade uma grande, grande prepotência!
Nós não podemos perder mais tempo!
Não se esqueçam que tem de haver um reforço slarial de imediato, fora de qualquer discussão do "novo" estatuto, como aconteceu com as outras profissões:
Não sejam bonzinhos, não sejam naives, não sem deixem enganar!
Bom dia,
ResponderEliminarHá previsão de abertura de novo concurso de ingresso para este ano?
Obrigada.
Por agora não há previsão, vão entrar 580 novos oficiais de justiça no dia 20-01-2025.
ResponderEliminarO tempo urge!
ResponderEliminarVamos parar a justiça de Norte a Sul de Portugal!
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarPara mim, na minha modesta opinião era uma greve total de 10 dias no mínimo, Parar Parar Parar, se estas greves estão a fazer estragos, imagine-se uma greve total de 10 dias, sem dó nem piedade.
Abraço
E, já agora, também naquelas unidades orgânicas que não têm serviços mínimos.
ResponderEliminarEstive por aqui a remoer e a remoer e apenas consegui chegar à conclusão que o motivo do adiamento da reunião de 30/1 para o dia 5/2 foi por motivos de greve por parte da equipa ministerial.
ResponderEliminarTambém cheguei á mesma conclusão. A ideia é encerrar estas greves e nas próximas que vierem a ser marcadas, o colégio arbitral já vai decidir de forma diferente, i.e., prejudicar-nos!!!
ResponderEliminarA ministra tem de dizer se aceita a contraproposta ou não!
ResponderEliminarTem de o dizer por escrito e perante os orgãos de comunicação Social!
Não dizendo que aceita, ou que não, que precisa de tempo para avaliar, é uma maniera ardilosa de ganhar tempo!
Não se esqueçam que virá o tempo em que ela dirá que concorda com as nossas pretensões, mas que o colega dela, das Finanças, não!
Essa estratégia já é por nós conhecida, e não duvidem, lá virá o tempo !....
Se nós perdermo esta oportunidade, já não será com este governo que lá vamos.
Pensem no que seria aguardar por um novo governo, por uma nova ministra, que iria ter de se inteteirar de tudo novamente!
Corremos esse risco se não formos firmes e obejctivos!
SFJ e SOJ não percam tempo, vamos para a luta!
Claro que é mesmo isso que se pretende!
ResponderEliminarMas o SOJ não é estupido!
ResponderEliminarEm 1999 conseguiram-se os 10% com uma semana de greve.
Agora, com esta tutele, creio que basta greve às diligências por tempo indeterminado!
.
Luta está na hora
ResponderEliminarSerá que nesse mês a tramitação eletrónica funcionou sozinha, quiçá d e noite e ao fim de semana, para terem produzido o equivalente a 238 dias de trabalho de um oficial de justiça?
ResponderEliminarQuando existe (de forma clara!) má fé negocial e um certo - vou chamar-lhe "prazer" - no arrastar da situação, no empobrecimento da carreira e na forma como a mesma é relegada para trás face a todas as outras, torna os funcionários revoltados e pode, em situação limite, levar a que ocorra a insubordinação que é alimentada pela ausência de respostas justas e em tempo razoável.
ResponderEliminarEspero que a Equipa Ministerial, que tem esta pasta entre mãos, perceba o que está a fazer com a ausência concreta de negociação e, potencialmente, aquilo que pode estar a criar.
Apesar do acordo dos papo secos ter sido ruinoso, o certo é que ainda vamos a tempo
ResponderEliminarO certo é que existiu uma vantagem em tal acordo, que foi verificar as intenções da ministra.
Já enganou o SFJ uma vez não vai enganar uma segunda vez .
Mas ainda não percebeu que o problema contende com a "agenda escondida" e com a "competência" ou falta dela.
ResponderEliminarPara não nos ficarmos só pelos Tribunais, vou falar-lhes nas Conservatórias do R Civil, onde a média de idades até é superior à dos tribunais- anda na casa dos 60 anos.
Foi aberto um concurso externo para ingresso de licenciados que está "bloqueado" e o argumento é o de que se deixou passar um anos sobre a autorização/início do procedimento e carece de (nova) autorização do MF.
Mas o verdadeiro problema contende com o movimento interno, reservado aos funcionários do quadro, e as implicações do mesmo - terá sido mal feito na conceção - e contende, ainda, com a intenção da tutela de privatizar parte das competências (ou admitir a concorrência com os privados) - falo dos casamentos civil (por sinal, não há funcionários que queiram fazê-los aos fins de semana, nos feriados ou depois das horas do expediente).
A confluir com estas explicações, está a inexperiência governativa, na agilização dos dossiers e tudo o mais atinentes aos processos concursais.
Outro exemplo vê-se na DGRSP, em que foi concluído um procedimento recrutamento geral e externo para as equipas de VE e dos Centros Educativos, tendo ao mesmo tempo decorrido internamente um processo que operou a mobilidade de muitos qua as integravam, provocando uma descapitalização de recursos nunca vista.
Há equipas depauperadas e sem funcionários num mínimo que possa assegurar o funcionamento de cada equipa e recorrentemente o problema é solucionado com os sistemas de redundância (em Lisboa) com os perigos associados.
A senhora Ministra não tinha a experiência necessária para o cargo nem foi contemplada com Adjuvantes com essa competência e está metida num sarilho do tamanho do mundo.
Descansem todos os funcionários dos tribunais que esta equipa, por sinal, não consegue resolver nada, e como tal tudo ficará na mesma, o que me parece será do agrado de muitos.
Pelos Tribunais, dizer só que as linhas gerais que foram enviadas pelo Gabinete são, no mínimo, desprestigiantes paro que é proposto é incompreensível e inaceitável denotando o desconhecimento e a abstração que é também evidenciada pela falta de justeza no critério proposto para uns e outros ingressarem nas respetivas carreiras ).
Em poucas palavras : não sabem o que andam a fazer e os sindicatos também perderam o foco - porque se perdem em servir fações procuram agora um refreio do descontentamento generalizado pois sabem que ninguém aceitará o que andaram a atalhar nos segredos partilhados.
Sim, seria perfeito!...
ResponderEliminarNão é de desperdiçar uma oportunidade desta, depois de sua Excelência, Prof. Marcelo, e outros terem posto o dedo na ferida!
É de avançar de imediato!
Boas.
ResponderEliminarTouriga Nacional, Alicante Bouschet e Syrah, não preciso do governo para nada!
Encosta das Perdizes, Tinto, Reserva.
A minha IN ( Inteligência Natural ) acaba de adquirir grau 14.
Pfff!!!
ResponderEliminarProcessos disciplinares, pffff, pffff.
Passo a vida a fazer merd@ e nunca tive nenhum.
O COJ até vai acabar e tudo, vamos para o SIADAP, pfff, pfff!
Eh pá, você sofre de flatulência!
ResponderEliminarMais nada!
ResponderEliminarBebe mais um copo por mim!
ResponderEliminar
ResponderEliminarNunca parar as greves se haver palavra honrada/escrita por parte do MJ.
Está mais que provado que não merecem confiança há décadas!
Se desmarcam as greves, ficamos mesmo sem arma nenhuma.
Acordem sindicatos!
ResponderEliminarNão negociar ou obstaculizar um diálogo franco e com vontade de resolver este problema, é meio caminho andado para produzir efeitos indesejados e que, é mais do que certo, vão lesar a Imagem de "aliada" que a Sra. Ministra quer transparecer para a opinião pública.
Feito.
ResponderEliminarDescanse que eles não estão a dormir.
ResponderEliminarSabem perfeitamente com que gente desonesta estão a lidar e que o que apenas pretendem é retirar-nos o apoio dos juristas que temos do nosso lado, que é simplesmente o lado da lei.
Não irão, creio eu, permitir que fiquemos sozinhos e tenhamos que partir do zero indo na estratégia da ministra, que deve ter algum saloio por detrás dela.
É isso mesmo colega.
ResponderEliminarEu sei esses truques todos e outros mais.
No entanto, ainda ontem de manhã, cônscio de que ia fazer greve da parte da tarde e hoje todo o dia e desconhecendo se alguém iria trabalhar nesses períodos, fiz questão de dar cumprimento a tudo aquilo que é do meu conhecimento funcional que a senhora juiz da minha unidade orgânica considera fundamental em matéria de liberdades e garantias dos cidadãos, pelo que só saí de lá e acionei o Chronus perto das 13 horas.
É algo que poderá mudar a muito curto prazo, esse sentido de responsabilidade caso seja negligenciado pela generalidade dos oficiais de justiça, poderá acarretar consequências para o cidadão comum que só poderão ser assacadas à tutela, pois há muita coisa que nós não fazemos no exercício das nossas funções por obrigação nem remuneração, unicamente pela formação que temos e sentido de responsabilidade que é nosso apanágio, até porque para ingresso não somos avaliados pelos nossos perfis psicológicos mas apenas pelo registo criminal, ao contrário dos juízes a quem está agora a ser proposta no CEJ uma avaliação oral desses pressupostos.
Sim, não fora a abnegação da maioria do OJ e os portugueses, que de nós não querem saber, iam ver como era linda a justiça!
ResponderEliminarEntretanto, estive aqui a escrever um textozito mais prolongado e bebi mais um.
ResponderEliminarSerá que poderei ser desconsiderado por esse facto?
Isto é, considerado um inadaptado dependente?
Seja como for:
"in vino veritas"
Estou mesmo a referir-me à obra filosófica com esse título.
Os neurónios não morrem dum dia para o outro, vão-se simplesmente desvanecendo à medida que vão sendo disparados contra as contrariedades dos estádios do caminho da vida.
Não há necessidade de disparar em todas as direções.
ResponderEliminarO Colégio Arbitral, por norma, não prejudica ninguém.
Faz apenas o que tem a fazer e, graças a Deus que tem funcionado!
Quem nos pode vir a prejudicar é o governo legislando por decreto.
Pfff, pfff!!!
ResponderEliminarBastava suspender pagamentos a outros ministérios e prestadores de serviços - emissão de notas para o IGFEJ - e boicotar toda a emissão de guias e ducs geradores de receita para os cofres durante dois meses.
Pfff, pfff, até nos davam logo 500 paus à cabeça, pfff, pfff!!!
Alô Setúbal.
ResponderEliminarComo está a correr essa implementação do sistema áudio por parte da empresa de telecomunicações contratada?
Mais um fiasco como o da adjudicação da manutenção do Habilus/Citius pelo governo Passos Coelho a uma empresa privada sem quaisquer conhecimentos?
Mais uns milhões do erário público desbaratados pela Dr.ª Júdice?
És mais um adaptado independente!
ResponderEliminarVai mais um trago!
Cá está o sapo!!!!
ResponderEliminarANSIOSOS POR GREVE AOS ATOS!
ResponderEliminarEstão já a reproduzir?
ResponderEliminarNão era um nadinha menos?
Pois está parte ainda não entendi... então onde está o anúncio de nova greve?
ResponderEliminarJá tomei café.
ResponderEliminarEstou agora no estádio da ginja.
As coisas têm que ser devidamente ponderadas.
ResponderEliminarAguarde serenamente e sem stress.
Não esperámos já tanto tempo?
Descontando trans e não-binários a autarquia olisiponense concedeu um subsídio de procriação a oficiais de justiça heterossexuais que se fixassem na respetiva comarca e produzissem.
ResponderEliminar
ResponderEliminarAssunto: Proposta de Elevação dos Oficiais de Justiça ao Grau III - Valorização e Eficiência para o Sistema Judicial
Exma. Senhora Ministra,
Venho, por meio desta, apresentar uma proposta estratégica para a elevação de todos os Oficiais de Justiça ao grau III, com o objetivo de valorizar suas funções, especializar seus conhecimentos e contribuir significativamente para a melhoria da eficiência e qualidade do sistema judicial português.
Os Oficiais de Justiça desempenham um papel essencial no funcionamento dos tribunais, sendo responsáveis por tarefas que são, muitas vezes, fundamentais para a celeridade e qualidade da justiça.
A elevação do grau de todos os Oficiais de Justiça traria benefícios concretos, como a redução de erros administrativos, a maior autonomia nas decisões técnicas e a melhoria no trâmite processual, diretamente impactando na celeridade da justiça prestada aos cidadãos.
A implementação desta proposta não só promoveria a justiça de forma mais eficaz, como também fortaleceria a posição dos Oficiais de Justiça como agentes técnicos e decisivos dentro do processo judicial, em um modelo de gestão mais moderno e eficiente.
Tenho plena confiança de que esta proposta contribuirá para a construção de um sistema judicial mais justo, ágil e equitativo. Estou certo que esta transformação pode ser implementada de forma gradual, com benefícios a longo prazo para o sistema judicial e para a sociedade em geral, e em prol de apaziguamento de toda a classe.
Acresce que em muitas outras carreiras públicas nobres esse mesmo grau foi concedido sem que se sentisse necessidade de quaisquer provas ou testes...
Os Oficias de Justiça não poderão ser desconsiderados por V.ª Ex.ª bem assim como os Sindicatos que os representam.
Agradeço antecipadamente pela sua consideração e espero contar com o seu apoio para transformar a justiça em Portugal, tornando-a mais eficiente e justa para todos.
Com os melhores cumprimentos,
Vamos para a guerra quem tem medo compra um cão..
ResponderEliminarFoi já enviado?
ResponderEliminarOu apenas para dar conhecimento da intenção?
Força nisso...👍
Miauuuuu!
ResponderEliminarTou todo borradinho.
Sobre a reunião de ontem, o SOJ nada informou. O Marçal e companhia fizeram um pequeno video e prometeram informação completa para hoje
ResponderEliminarSão nove da noite e comunicados ou informações, não existem
Passaram já mais de 24 horas
No video ontem contém seis pessoas da direcção do SFJ, provavelmente estiveram outras tantas por parte do SFJ
Não estiveram pessoas suficientes e não passou tempo suficiente para informarem devidamente a classe?
Penso que está postura explica muito do insucesso da classe, que encaixa na apatia dos seus representantes
Este oficial de justiça Jorge da guarda é louco identifico-&se então você não tem medo.
ResponderEliminarNão tem medo que lhe ataquem?
Mas atacam esse colega... porquê??
ResponderEliminarPor perguntar sobre ausência de informações?
Por perguntar o porquê de nada dizerem, depois de referirem que o iam fazer?
Não vejo motivo para ataques...ou medo do que quer que seja.
Parei de ler onde diz "em um modelo ..."
ResponderEliminarFez copy past de um site brasileiro, aposto!
Assim ninguém nos leva a sério.
Eu tenho medo uuuui aaiiiiiio que medo
ResponderEliminarAcabei de ouvir na SIC notícias que os bombeiros recusaram um aumento de 300 euros no subsídio de risco até 2027.
ResponderEliminarEra só isto.
Boa noite e até amanhã.
ResponderEliminarNÃO ESQUEÇAM A VALORIZAÇÃO SALARIAL !
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