Novidades em Nomeações: DGAJ e COJ

      Como já aqui anunciamos, a diretora-geral da Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) já é outra, embora a atual esteja em regime de substituição.


      Chegaram-nos notícias de que a mudança trouxe novo ar àquela entidade administrativa, um ar fresco e agradável.


      A satisfação dos funcionários da DGAJ começou logo a exteriorizar-se e alguns Oficiais de Justiça mostraram-se também muito entusiasmados.


      Todos esperam agora uma mudança de rumo, havendo uma certa unanimidade, por aqueles que têm conhecimento, que se perspetiva um novo tempo que aportará calma e respeito aos Oficiais de Justiça.


      E quem é esta nova diretora-geral, apesar de provisória?


      Chama-se Filipa Lemos Caldas, nascida a 24 de julho de 1989 e é licenciada em Direito pela FDUL, em 2011.


      Em 2012 conclui a parte escolar do mestrado em Direito e Ciência Jurídica, especialidade em Direito Administrativo, também na FDUL e, em 2014, dispensa de parte escolar e admissão per saltum à preparação de dissertação de doutoramento em Direito, ainda na FDUL.


      No atual XXIV Governo vinha exercendo funções como técnica especialista no Gabinete da Ministra da Justiça (de abril a dezembro de 2024) e já antes tinha exercido funções no Governo, de 2022 a 2024, como técnica especialista no Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, no XXIII Governo.


      Assistente convidada da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, nas unidades curriculares de Direito Processual Civil I e II (desde 2011); Consultora jurídica, na área de política legislativa, na Direção-Geral da Política de Justiça (desde 2020); investigadora no Centro de Investigação de Direito Privado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (desde 2015); Jurisconsulto (desde 2012).


      Entre outros aspetos curriculares, é autora de diversas publicações, em especial no domínio do Direito Administrativo e Direito Processual Civil.


      O despacho de nomeação de Filipa Lemos Caldas, diretora da DGAJ e, recorde-se, presidente do Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), diz o seguinte:


      «Considerando que o cargo de diretor-geral da Direção-Geral da Administração da Justiça se encontra vago após a cessação de funções da anterior diretora-geral, em regime de substituição, a seu pedido, com efeitos a dia 1 de janeiro de 2025, afigura-se necessário e urgente proceder a uma nova designação em regime de substituição, por forma a garantir o regular funcionamento deste serviço público, até à conclusão dos procedimentos tendentes à designação de um novo titular.


      Considerando ainda que a licenciada Filipa Lemos Caldas reúne os requisitos de competência técnica, aptidão, experiência profissional e formação adequada ao exercício das respetivas funções, conforme é demonstrado pela síntese curricular publicada em anexo ao presente despacho, do qual faz parte integrante, e no uso da competência que me foi delegada pela Ministra da Justiça através do Despacho n.º 6293/2024, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 108, de 5 de junho, determino:


      .1– A designação, em regime de substituição, da Dr.ª Filipa Lemos Caldas para exercer o cargo de diretora-geral da Direção-Geral da Administração da Justiça.


      .2 – A designada fica autorizada ao exercício de funções docentes e de investigação, nos termos conjugados do artigo 16.º do Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Pública e dos artigos 21.º a 23.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual.


      .3 – O presente despacho produz efeitos a 1 de janeiro de 2025.»


DGAJ-FilipaLemosCaldas(desde20250101).jpg


      Para além desta nova diretora-geral e, em simultâneo, presidente do Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), também nesta última entidade (no COJ), foi nomeada uma nova vogal para integrar o Conselho, mantendo-se a tradição de que tal nomeação por escolha seja também um Oficial de Justiça, tal como os demais Oficiais de Justiça presentes na entidade, estes eleitos pelos seus pares.


      Mesmo antes de sair, a anterior diretora-geral nomeou a Escrivã de Direito Luísa Maria dos Santos Coelho.


      Já aqui havíamos dado notícia de uma sua anterior nomeação, per saltum, de Escrivã de Direito a Secretária de Tribunal Superior (sem passar por Secretária de Justiça), passando a exercer tais funções, desde junho de 2020, no Supremo Tribunal de Justiça, o que foi notícia também na comunicação social nacional, pelo mal-estar causado entre Secretários de Justiça.


      E, por fim, ainda para o Conselho dos Oficiais de Justiça, a anterior diretora-geral, também mesmo antes de sair, nomeou para o cargo de vice-presidente do COJ, também mantendo a tradição, mais uma juíza de direito: Célia Marisa Coutinho.


      Também com efeitos a 01JAN2025, a atual vice-presidente do COJ exercia funções no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, tomou posse nesta última quinta-feira, 09JAN, já não com a diretora-geral que a nomeou, mas com a atual.


      Na fotografia abaixo, tomada no dia da posse, da esquerda para a direita, a DGAJ e Presidente do COJ: Filipa Lemos Caldas, ao centro a nomeada vice-presidente do COJ Célia Marisa Coutinho e à direita o subdiretor-geral DGAJ Jorge Tavares.


DirDGAJ-FilipaCaldas+VicePresCOJ-CeliaCoutinho+Sub


      Fontes: “DR nomeação DGAJ”, “DR nomeação Vogal COJ”, “DR nomeação Vice-Presidente COJ”, “DD-OJ artigo de 15JUN2020 nomeação Escrivã para STJ”.

Comentários

  1. O fundamentalista11/1/25 11:02

    Para os mais crentes em novos e maravilhosos tempos para os OJ, aqui fica o balde de água fria - a agora nomeada, ainda que provisoriamente, é a mui orgulhosa autora dos 2 ultimos projetos de estatutos apresentados á classe. 
    É por isso que no próximo dia 13 de janeiro vou participar na vigília, de vela na mão e mordaça na boca e vou rezar pelo futuro enterro desta classe profissional na presença dos seus principais coveiros.

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  2. Mas será que não há ninguém mesmo na DGAJ que nos defenda?
    Que tenha visão da importância dos oficiais de justiça?
    Será que só pensam nas elites da justiça e tem uma visão economicista em que se tiver que poupar são sempre os mesmos a sofrer?
    Isto é revoltante, os sindicatos tambem deixaram-se vender todos estes anos.
    Mas também por culpa nossa pelo comodismo e apatia. Agora não estou a ver uma boa saida para a classe.

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  3. Não percebo o balde de água fria.
    Se este é o 3 governo a apresentar a mesma proposta de estatuto, que dúvidas existem que vai ser implementada a reestruturação da carreira?
    É uma questão de tempo, até todos perceberem que apenas uma minoria está a ganhar em manter tudo como está.

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  4. Esta não é mesma proposta de estatuto 

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  5. Aumentos superiores a trezentos euros nos farmacêuticos do SNS. E os OJ? Na mesma, como as lesmas!!

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  6. Ao OJ das 11.53
    O que diz está correto, mas esta situação só prova a fraquíssima liderança principalmente do SFJ e simultâneamente, mas por interesses e pela ideologia comunista que varre este sindicato! E digo mais isto: ele conseguiu exatamente o que queria e há uma vasta quantidade de OJ muito satisfeitos com o que se diz vir a ser a carreira dos OJ. Quando viram que um licenciado terá a mesma valorização que um não licenciado, isso bastou-lhes. Isso é mais importante do que um aumento de trezentos euros.

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  7. Isto era tão facil de resolver.
    Bastava parar a maquina por 15 dias, nao era preciso mais, duas semanas com os tribunais fechados.
    Esta classe continua a não entender o poder que tem. 
    Primeiro seria preciso coragem da parte dos sindicatos para assumir essa luta e decretar em conjunto uma greve de 15 dias.
    Mas o principal problema está nas pessoas, na falta de união de saber traçar o caminho comum.
    O fracasso das greves vai sempre bater no mesmo, a falta de dinheiro que é sempre curto pra chegar até ao fim do mês. O estado tem os seus funcionários na mão ao deliberadamente mante-los e às suas famílias numa situação de carencia e sobrevivência através de ordenados baixos que tornam dois ou três dias de greve um luxo.
    Depois a outra razão para o pouco sucesso das greves é simplesmente a ideologia de cada um. As simpatias partidarias são sempre um bloqueio mesmo que seja evidente o possivel ganho futuro com uma greve. 
    Por ultimo está o egoismo a ganância de não querer perder nem um dia. Mostrando o quanto essa pessoa tem uma visão limitada da vida da sociedade e da relação de forças. 
    Se não há disponibilidade para um pequeno sacrificio estamos a assumir a derrota. 

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  8. O contestatarop11/1/25 13:56

    Os Sindicatos recebem Cotas,,,,
    Façam Fundo de Greve...


    Deixem-se de greves e grevinhas e de greves por tudo e um par de botas... Ja ninguem liga as greves por serem tão comuns..

    O que é raro vale mais...


    Façam uma greve a serio. parem 30 dias e Paguem o salario aos sindicalizados nesse mês
    Depois falamos...
    .
    Até lá quem se lixa é o mexilhão e a comida na mesa não são os sindicatos que a colocam.

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  9. Continua a mesma conversa de sempre. Andam preocupados com o grau dos licenciados e o prestigio claro está.


    Continuo na minha quero é um ORDENADO DECENTE/DIGNO.


    se ter o tão especial grau III implica continuar com um ordenado de merda eu prefiro grau II mas ORDENADO DECENTE 
    Igualmente abdico do prestigio.


    Quero um ORENADO DECENTE.

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  10. E acrescento ainda merda para os sindicatos e sindicalistas que apenas defendem interesses próprios. Estam-se borrifando para todos os outros desde que os seus interesses sejam atendidos e é isso o que eles têm como prioridade.

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  11. Eu também quero um ORDENADO DE DOCENTE!!

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  12. Pois não esta proposta é bem.pior k as anteriores aliado ao fato que discrimina os licenciados e todos os auxiliares independentemente da antiguidade.

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  13. Pois mas isto é muito grave, é um roubo, 7 anos á espera para chegarem a isto...


    Concordo era precisamente isto que o SFJ queria..


    Nomeadamente incluir os amigos em regime de substituição.

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  14. Espero que este novo estatuto seja aprovado e entre em vigor a tempo do próximo movimento ...

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  15. Os docentes são licenciados. Por isso, têm ordenados bem superiores aos dos OJ!

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  16. Tenho cerca de 30 anos de função pública.


    Nunca tive uma falta injustificada.


    A primeira vai acontecer, na próxima segunda-feira.


    Porque:
    MAIS VALE PERDER UM DIA NA VIDA DO QUE A VIDA NUM DIA.
    CONTEM COMIGO, SEGUNDA-FEIRA, EM  LISBOA, SE CALHAR TAMBÉM COM UMA VELA ACESSA..



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  17. Ok 


    Permaneça em silêncio. 🤫 🔇 
    Senão a PSP vai ter de actuar e levar toda a gente para a esquadra.

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  18. Há quem simplesmente emita uma autodeclaração de doença.

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  19. Seu burro os licenciados nem sequer vão aceder ao grau 3...como diz uma barbaridade dessas..


    Tenha vergonha nessa cara.
    Tudo é culpa dos licenciados?

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  20. Mas aqui é ao contrário querem dar bons salários a quem não tem estudos...


    E está hem??

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  21. Que amigos?
    Eu estou nessa situação, não sou sindicalizado, nunca fui, e não pedi nada a ninguém, antes pelo contrário.

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  22. É  só inveja. Todos com ordenado de merda é que é bom. Vai para a Venezuela ou North Korea

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  23. Penso que os nossos colegas licenciados (nem sei em quê) estão por cá apenas para dividir a classe.
    Assim sendo, não seria preferível apenas melhorar as condições de quem tem mestrado ou grau académico superior, deixando de lado os licenciados?

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  24. Pobre da cuca11/1/25 20:56

    Há satisfação e entusiasmo no ar,  escreveu-se hoje,  mas o porquê de tal coisa nāo se entende.Factos que justifiquem tal contentamento?
    Duas nomeações provisórias, em substituição, diz algo sobre a importância  ( nāo) dada ao cargo. A Exm@  Sr(a) Ministra não tem pessoas competentes no País para servir na DGAJ? 
    Alguém que conheça bem o funcionamento dos Tribunais e MP, e especialmente que conheça bem o trabalho dos obreiros dos processos, que são os Of.Justiça , logo a seguir aos Magistrados?
    Sobre a proposta apresentada: 
    é muito ESTRANHO que da parte do MJ , além do mais, se tenham preocupado em salvaguardar para o nivel 3, pessoas em lugares de chefia, nomeadas em substituição, sem ser por concurso público, livre, aberto,  que ao abrigo do Estatuto em vigor se chama de "movimento" onde todos com as mesmas condições legais se podem candidatar. Tal nunca pode vir a ser aceite. Quem querem beneficiar, nāo sabendo quem seriam outros candidatos que podiam estar nesses cargos de chefia? 
    Que dizem os sindicatos sobre isto? Informaram os sócios?
    Sobre licenciaturas: a discussão para alterações tem de se basear na carreira, funções, e categorias atuais previstas no estatuto, nomeadamente as condições necessárias para acesso, que incluem  licenciaturas ali já  exigidas e não inventar agora outras quaisquer. Os que quando iniciaram, eram possuidores do ensino secundário exigido, nāo podem ser prejudicados. De igual forma não devem ser favorecidos mesmo que entretanto tenham obtido licenciatura, mestrado, ou sejam doutores. 
    A carreira profissional é que tem de fundamentar as alterações. No futuro, para os que venham a iniciar funções, sim, no mínimo exigência de licenciatura nas áreas já hoje previstas estatutáriamente.

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  25. Oi seja, de futuro exige se licenciatura, mas os novos licenciados que entram tem o mesmo conteúdo funcional que os atuais não licenciados, alguns com pouco mais do que a 4a classe.
    Esqueça, NUNCA vai acontecer tamanha incongruência.
    Se é para ficar tudo nivelado, que se mantenha grau 2.

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  26. Tu és doente 

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  27. Já fui. Agora és tu.

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  28. Nomeação de Escrivã de Diteito para o lugar de Secretária de Tribunal Superior. Muito bem.!!! 
    A nossa carreira está a progredir.

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