Ontem no Terreiro do Paço, no Supremo e na Rua
O dia da sessão solene que assinala a abertura do ano judicial começou cedo, logo pela manhã, com uma curiosa entrevista da ministra da Justiça à Antena 1.
O jornalista abordou a circunstância de haver Oficiais de Justiça que se iriam manifestar mais logo à tarde, junto ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), e questionou a ministra da Justiça sobre se compreendia esse protesto.
A resposta da ministra foi assim:
«Compreender, se calhar é uma palavra muito forte. É normal, é uma manifestação legítima, naturalmente, agora, se há classe que pode e que terá poucas queixas, diria que são os Oficiais de Justiça.»
Perante estas declarações matutinas ficamos na dúvida se a ministra está mesmo convencida do que diz, o que é grave, ou se o diz apenas para tentar convencer, o que é igualmente grave.
E continuou assim:
«Desde a primeira hora que a ministra da Justiça reuniu, com a minha equipa também, reunimos, tivemos todo um processo de negociação, longo, duro; ouvi o que tinham para me dizer, tomamos medidas logo em 2024, em linha com as preocupações e com os pedidos essenciais nessa altura, que era a inclusão do pagamento do suplemento de recuperação processual, que foi conferido e foi pago logo em 2024, e foi desde logo acordado, em 2024, o processo de negociação e fixado, o que estamos a cumprir integralmente.
É natural, isto é um processo de negociação, é natural que a primeira proposta não tenha sido aceite, é normal, é um processo negocial que está em curso. Temos uma reunião já agendada para dia 16 e outras se seguirão, com a certeza, porém, que levaremos a bom porto, ambos, e encontraremos uma solução que seja benéfica para todos e, principalmente, para a justiça.»
À tarde, marcada para as 15H00, estava o início da sessão solene no STJ. Os Oficiais de Justiça haviam combinado a sua presença para as 14H30 na Praça do Comércio, perto do STJ, mas não tão perto assim, tendo a PSP obrigado ao habitual afastamento legal dos órgãos de soberania.
Ali compareceram os dois presidentes dos sindicatos, António Marçal e Carlos Almeida que, também convidados para a cerimónia, estiveram sentados, lado a lado, na plateia do salão nobre do STJ.
Cá fora, na rua, os cerca de 200 Oficiais de Justiça que ali acabaram por se juntar, não permaneceram sempre em silêncio, tendo acabado por apupar algumas chegadas ao Supremo, desde logo a ministra da Justiça e também o Presidente da República que, comentando a presença dos Oficiais de Justiça respondeu aos jornalistas que o assunto já era para estar resolvido há quatro anos.


Alguns Oficiais de Justiça erigiram um monumento fúnebre dedicado à justiça e ali ficaram a aguardar o final da sessão para voltar a encontrar os intervenientes, desde logo a ministra da Justiça, aguardando António Marçal pela mesma com uma prenda que lhe queria ofertar e que consistia num quadro com a habitual camisola negra dos protestos.
A oferta frustrou-se, uma vez que a ministra não saiu pela porta principal, por onde havia entrado e por onde todos os demais intervenientes entraram e saíram, ou então não saiu de todo, porquanto embora todos os demais saíssem, ninguém a viu sair do edifício, enquanto ali estiveram à sua espera.
Dizem os Oficiais de Justiça ali presentes que a 0ministra não quis ser confrontada pelos presentes e que os apupos iniciais a deixaram bastante transtornada, tendo optado por sair pela “porta-do-cavalo” e, de facto, o edifício conta com saídas alternativas.
Iniciada a série de intervenções, pelos seis participantes, quatro deles referiram-se aos Oficiais de Justiça e aos problemas da carreira.
Em seis, quatro não terem podido contornar a problemática dos Oficiais de Justiça é sinal de que a dita problemática atingiu um patamar que já não é possível evitar.
As intervenções começaram pela bastonária da Ordem dos Advogados (OA), que centrou a sua intervenção nos assuntos que dizem respeito aos seus representados: os advogados.
Em segundo lugar interveio o Procurador-Geral da República, o qual não pôde deixar de abordar a falta de Oficiais de Justiça ao serviço do Ministério Público, apresentando números concretos, não esquecendo a revisão estatutária e a necessidade de construção de uma carreira “mais aliciante e atrativa”.
A terceira intervenção foi a do presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que, na qualidade de também presidente do Conselho Superior da Magistratura, referiu o conhecimento que lhe adveio da “escassez” de Oficiais de Justiça. do “descontentamento e desmotivação”, incluindo a situação no rol das “enfermidades” da justiça.
Em quarto lugar ouvimos a ministra da Justiça que se dirigiu concretamente à “vigília silenciosa convocada pelos sindicatos dos Oficiais de Justiça” que decorria “lá fora”, para logo enveredar pela propaganda do aumento do suplemento, pago logo em 2024, a revisão do Estatuto em curso e os quase 600 novos ingressos, isto é, demonstrando que as cerca de duas centenas de Oficiais de Justiça que se encontravam em protesto no exterior só podiam estar baralhados.
O Presidente da Assembleia da República interveio em quinto lugar tendo anunciado uma mega reunião alargada que disse estar a marcar para o próximo mês de fevereiro, com a participação de todos os agentes do setor e também com os grupos parlamentares, com na qual pretende extrair um mínimo de 10 propostas simples que correspondam a 10 mudanças que todos concordem e que sirvam para uma “revolução cultural na justiça”.
A encerrar a sessão, obviamente, tomou a palavra o Presidente da República, o qual também não deixou de mencionar aqueles que estavam lá fora do outro lado da rua, mencionando que se recordava de ter ouvido, há um par de anos, a garantia de que estava “para breve a resolução daquilo que permanece inconclusivo”.
Esta é a grande síntese dos acontecimentos do dia de ontem. Não aprofundamos mais o assunto para que o artigo não fique mais longo do que o que já está. Amanhã (ou se a atualidade impuser outras abordagens, nos dias posteriores) voltaremos com as transcrições das intervenções, nas partes que dizem respeito aos Oficiais de Justiça, para que todos saibam com certeza o que foi realmente dito.


Fontes: “Áudio da entrevista da ministra da Justiça à Antena 1” e “Vídeo do STJ da sessão solene”.
Também quero um quadro igual ao que foi ofertado ao Sr. Presidente da República. Entregue em mãos pelo p..... mor.
ResponderEliminarA abertura do ano judicial está para os OJ como as resoluções de ano ano estão para a maioria dos comuns mortais - servem para nos sentirmos melhor e para distrair da realidade que nos rodeia. A única informação de relevo que trouxe foi a tentativa do presidente do SFJ, junto do presidente do SOJ, para que este desconvocasse as greves em curso!!!????
ResponderEliminarSerá que o presidente do SFJ tem informação privilegiada que mais ninguém tem? Ou será a manchada final?
Não concordo que se suspendam as greves em curso ( se realmente isso foi pedido ...), mas apupar a Ministra numa fase destas, com reuniões agendadas daqui a dias, é de uma burrice sem explicação.
ResponderEliminarIsso pode resultar em manisfestações com trabalhadores de setores com outro peso negocial, agora conosco, alguém que explique a estes colegas o que é um tiro no pé.
Ou então fazem isso precisamente com intuito de lixar tudo, já que a organização a que pertencem precisa de insatisfação e contestação para sobreviver.
Onde é que já vi isto?
E uma pena serem só 200 Oficiais de Justiça. EÉ por isso que a ministra disse que estão baralhados. Realmente se houvesse interesse pelo SFJ, podia ser diferente. Mas não estiveram coragem para dizerem que todos podiam comparecer e aderirem a greve de outro sindicato, ou até marcarem um plenário a semelhança do que fizeram há uns anos. Mas também existe o outro lado da moeda ou seja o SFJ apressou se a assinar os papo secos e isso é um acordo sem dúvida, apesar de ser só com o referido sindicato. Nessa circunstância o SFJ ficou comprometido e tramou toda a gente. Em suma e na minha opinião a direção do SFJ não tem capacidade para nos defender, devem os seus membros serem substituídos imediatamente sob pena de sofremos ainda mais consequências.
ResponderEliminarClaro, caladinhos é que é bom.
ResponderEliminarSim, isso diz tudo!
ResponderEliminarO que esperar de uma Ministra que diz:
"... se há classe que pode e que terá poucas queixas, diria que são os Oficiais de Justiça."
Repartem que se na opinião dessa governante teremos poucas queixas, entãoi teremso também poucas coisas a reivindicar!
É incrivel o que esta gente nos continua a fazer!
É preciso retomar de imediato a greve dos actos!
Temos de parar isto!
Não esquecer que houve muitos Tribunais encerrados da parte da tarde, que estiveram solidários com os colegas que se deslocaram á Praça do Comércio!
ResponderEliminarReparem que a unica classe presente em protesto foram os oficiais de justiça, mais nenhuma da area da justiça. E sabem porque? Porque já todos estão bem servidos e valorizados.
ResponderEliminarSó os ingratos dos oficiais de justiça que afinal são os que tem menos razões para reclamar é que compareceram para estragar a festa.
Ora, isto é surreal e está visto que esta ministra não tem interesse nenhum em resolver os problemas desta classe que considera menor e se deve contentar com umas migalhas.
Foi pena a incompetencia do SFJ em lhe ter dado de mão beijada o acordo dos moletes, pois deu á ministra o pretexto para ardilosamente fazer crer junto da sociedade que já estamos satisfeitos e valorizados sendo os protestos uma ingratidão.
Há gente muito habilidosa em manipular a realidade e os factos.
Bom dia.
ResponderEliminarOnde é que se pode ouvir ou confirmar essa informação??
É que se é verdade está na altura de correr à força com o senhor Marçal dali para fora..
Greve ao Actos.
ResponderEliminarDiligências.
Contabilidade.
Baixas estatísticas (principalmente no MP, pois as chefias vivem disso).
Pagamento dos honorários aos Advogados (temos pena, mas é a vida).
E é já, para ontem.
É porque é inexistente! Não há! Ou então não percebendo, tenta semear discórdia. E quem aqui lançou este boato, queira demonstrar que está errado o que acabei de escrever.
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ResponderEliminarBom dia,
Dolo ou incompetência não sabemos ainda a causa dos nossos males.O que sabemos é que o senhor Presidente da Assembleia da República, que foi ministro da Justiça do XVI Governo (2004-2005) conhece bem do estado do setor e lançou ele próprio uma iniciativa para tentar desbloquear a situação da justiça que não contende só connosco.
Com efeito, no dia de ontem, vi uma série de "comentaristas de algibeira" referirem a propósito do estado do setor da justiça que nas Conservatórias e Lojas do Cidadão o estado é caótico e que funcionam com um défice de 40% dos funcionários acrescentando que a situação se agrava a cada dia que passa, com a aposentação dos funcionários e conservadores.
De facto, os sucessivos governos pós-cavaquismo, em lugar de continuarem com as reformas necessárias, foram atirando para a frente a resolução dos problemas e hoje temos um estado geral que é doentio.
Vejamos o que foi feito num e noutro sítio: nos tribunais, atiraram a nossa idade da reforma por mais 10 anos, obrigando-nos a esse esforço suplementar com uma gritante violação da regras assumidas com o vínculo estabelecido com o Estado; e nas Conservatórias e Notários, com a privatização dos Notários e de alguns atos, muitos dos corpos de funcionários transitaram para as Conservatórias e Lojas do Cidadão, acrescendo aos seus quadros e períodos houve que para os manterem ocupados fizeram regressar competências privatizadas (concorrendo com os Notários privados) e outras até transferidas dos Tribunais (foi o caso dos inventários por exemplo).
Sucede que hoje, esses corpos de funcionários, profundamente desgastados, porque exauridos pela velhice, não podem produzir o mesmo que os mais novos, mais bem preparados para as novas tecnologias e o digital, mas empestam ao serviço todo um conhecimento organizacional e das matérias tratadas sem igual - são um poço de sabedoria isso é bem sabido.
Aqui chegados o que se espera para o futuro?
Nas Conservatórias, tendo sido concluído um processo de recrutamento, todavia tarda em ser incrementado e o principal motivo traduz-se no facto de se pretender agora (re)privatizar alguns atos, de devolver competências ao setor privado (é o caso dos casamentos por exemplo), e só depois disso acontecer - dessa devolução ao setor privado - é que se reformulará os quadros de pessoal e acontecerão novos ingressos.
E nos Tribunais, como é que vai ser? será que vai haver mais subtração de competências?
Essa parece ser a resposta mais óbvia. A mediação penal e também noutras áreas como a família e menores deverá ser incrementada, assim como a resolução alternativa de litígios e os julgados de paz (a devolução de competências do Estado a privados em funções essenciais como é a dos Tribunais é muito perigosa mas é uma certeza cada vez mais evidente).
Por outro lado, com a implementação do Citius na fase de inquérito e mormente na investigação levada a cabo pelos OPC, além de incrementar celeridade nos processos de fluxo de informação entre quem dirige e quem investiga, possibilita a atribuição de competências àqueles (OPC) que hoje são asseguradas pelos funcionários (nomeadamente despachos finais entre outros). Um dia destes são aqueles OPC quem cumpre os despachos dos processos sendo a secção do MP do DIAP residual. Deposi há que não esquecer que muito trabalho de registo de processos e papéis deixa de suceder com esta incrementação - será, e nisso estou muito certo, uma mudança insofismável do paradigma com enormes resultados.
E agora pergunta-se qual será o nosso papel?
Não é fácil atirar uma resposta que agrade a toda a gente.
Mas não sendo fácil vou atirá-la à mesma.
ResponderEliminarÉ fácil, pelo menos para quem anda nestas lides há muito tempo, reconhecer que a divisão das tarefas foi uma conquista do século passado que se revela essencial nos nossos dias e nesse processo também deverá suceder a divisão da carreira nas duas previstas nas sucessivas propostas, uma com maior autonomia técnica e outra de cariz mais administrativo, tal como aliás é apanágio das propostas conhecidas até hoje.
De facto os tribunais precisam de dois quadros distintos de pessoal:
- um quadro que na assessoria do magistrado consiga a gestão da sua agenda pessoal, assegure uma gestão processual correta, a sua regular tramitação e lhe possa prestar uma verdadeira assessoria técnica;
- um quadro que, afastado das competências ante referidas, assegure a realização das diligências processuais - o registo áudio e vídeo e as devidas consignações em ata - para além de outras tarefas a levar a cabo sob a direção e supervisão do coordenador da unidade/secção, o escrivão de direito ou o TJ Principal.
E é nessa divisão que assenta ou deveria assentar a nova reforma nas secretarias dos tribunais por forma a assegurar as funções que no futuro serão reivindicadas aos tribunais.
Õ mundo de hoje já não se compadece com uma ida ao tribunal para pedir informações sobre o processo ou responder a solicitações - o digital, os meios telemáticos, e as ferramentas informáticas que existem já permitem ou deviam permitir essa interação (entre o cidadão e os serviços) como já é permitida para os mandatários (é muito fácil gerir um balcão virtual em que o fluxo de informação e a interação com o utente pode acontecer sem a deslocação ao serviço que a existir será apenas para as situações mais complexas ou que exijam a presença física).
Depois há que acrescentar a esta nova forma de ver as secretarias, a complementaridade das - de todas as- unidades que integram uma Comarca/Tribunal, pois que todas elas podem cooperar entre si na normalização do serviço ou para fazer face a situações conjunturais (acréscimo anormal de serviço ou ausências inesperadas de funcionários) através do trabalho à distância.
Esta nova realidade demanda das pessoas que nos dirigem o destino uma aceitação da realidade e com isso a tomada de decisões acertadas.
Vaso ver como vai ser.
Repulsa.
ResponderEliminarApenas e só.
Por isso, acho que a senhora MJ tem alguma razão no que disse.
ResponderEliminarSenão vejamos,
Nas anteriores propostas (de 2009 com a Dra. Helena Ribeiro, de 2019, do Dr. Mário Belo Morgado e Dra. Francisca Van Dunem e 2023 com a Dra. Catarina Sarmento, em governos do PS) todas elas, repito todas elas, eram muito, mas muito piores que a atual proposta.
Lembro que, em 2009, foi o primeiro ensaio para a introdução do SIADAP nos tribunais e na primeira proposta subsequente, de 2009, por sua vez ensaiou-se a desclassificação generalizada da carreira, passávamos todos a grau II, e na segunda, embora com ajustamentos, sucedia a mesmíssima coisa.
E agora pergunta-se: que melhorias tem a nova proposta em relação àquela outra?
Tem muitas. Vejamos então quais são:
- não existe uma desclassificação generalizada, embora com a divisão da carreira se reconheça que há tarefas que são ou podem ser levadas a cabo por trabalhadores indiferenciados (grau II) com supervisão;
- reconhece-se a especificidade de algumas funções e com isso, consagra-se na divisão, uma nova carreira equiparada à de técnico superior, valorizando estas funções mais técnicas e específicas.
ResponderEliminarvai-te catar. estás bem de vida. continua escravo
ResponderEliminarNem mais!
ResponderEliminarVai buscar Nepaleses, pá!
ResponderEliminarNojo mesmo!
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ResponderEliminarPleno.
Mas isso ninguém quer parar para pensar.
Para o Anonimo das 8:42 tiro no pé??
ResponderEliminarEste ato foi o mais corajoso dos últimos tempos, a ministra finalmente está encostada á parede.
O grande erro foi a negociação do famoso suplemento....tínhamos logo k ter reivindicado a valorização salarial.
Está decisão não foi só do sindicato, foi também de muitos da classe k andaram a brincar aos suplementos...
Mas a ministra tem razão, foram discutir suplementozinhos, e ela de fato até deu mais do que estavam a pedir.
ResponderEliminarPor não entendo qual a dúvida.
Má representação sindical...e aproveitamento ardiloso da Sra. Ministra da incompetência que lhe foi apresentada, .
ResponderEliminarTodos sabem disso mas o polvo não deixa fazer isso pork será??
ResponderEliminarMas qual a parte que não entende que o sindicato foi negociar em primeiro lugar o suplementozinho?? Prontos e ela decidiu dar mais do que estavam a pedir...
ResponderEliminarO erro foi feito lá a trás... é tão simples quanto isso.
Ela não deu nada porque não integrou o suplemento!
ResponderEliminarA realidade com muitos ou poucos a vdd é que o efeito foi conseguido, falaram dos ofíciais de justiça ..
ResponderEliminarFoi demonstrado que o setor não está pacificado
Apesar do SFJ não ter permitido que o pessoal do norte se deslocar-se e existe o triplo de manifestantes, não invalidou a mensagem passada.
Quero agradecer todos os colegas por se terem manifestado com apupos á ministra.
ResponderEliminarApesar de tudo poderiamos facilmente ter enchido a praça.
Mas a mensagem passou...
Tudo bem ela trabalha com má fé, isso já sabemos, quer ficar bem na fotografia isso também já sabemos.
ResponderEliminarCom suplemento integrado ou não integrado ela soube usar esse tópico a sé favor.
Quando na realidade o único tópico que deveria ter sido discutido era valorização salarial em primeiro lugar....
A estratégia de negociação foi mal montada desde do início.
A realidade é que 200 criaram impacto, teria sido pior se não houvesse nada como habitual.
ResponderEliminarO certo é que passou a ideia que o setor não está pacificado..
Pena que o SFJ e o Soj não quiseram que aparecem mais colegas, colegas de todo o país.
Não se pode tornar diferente o que é igual!
ResponderEliminarOs adjuntos não podem ser "partidos" porque são TODOS adjuntos!
O mesmo acontece com TODOS os auxiliares!
Mias uma coisa, não pode ser vedado a nenhum ofciial de justiça a prática de actos que no presente e no passado sempre praticaram, sob pena de ser calssificado como regressão funcional, proíbida por lei!
Também existe o principio da segurança. Não se pode alterar as regras a meio do jogo, não ser, claro, para melhor e com a concordância dos trabalhadores.
Portanto, deixem-se de SIADAPs, deixaem-se de lifcenciados vs não licenciados, deixem-se de tretas!!
Somos todos iguais, estamos todos ao abrigo do mesmo estatuto, e desejamos todos um futuro melhor!
Sim, poderia ter sido massivo mas Tony Marshall não o quis.
ResponderEliminarFez até as coisas para parecer que não havia reação dos oficiais de justiça, e até tentou arrastar o SOJ, mas saiu-lhe mal a brincadeira!
Mas sim, toda a gente sabe agora que não há paz na Justiça.
Tone deu um tiro nos pés, naquilo que era o seu intento, o que foi muito bom parea nós!
Saiam, e depressa, desse sindicato!
Para o fazenda, sabes porque era muito pior, porque certamente não estavas contemplado, para o grau 3, agora que já vai te ser atribuído grau 3 já é tudo bom .
ResponderEliminarConvém recordar que com a van dunem ela propôs todos os licenciados e principais passarem a grau 3, aumento de 20 porcento, e passagem para o nível 17 com integração do suplemento.
Está o k propõe? 28 euros tenha juízo..
Já sabemos k a greve aos atos arrebentava com isto tudo...mas o SFJ não quer.
ResponderEliminarPorque será?
ResponderEliminarAnónimo das 11:08
ResponderEliminarQual é a parte que o(a) colega não entende que independentemente da bost@ que foi negociada, isso não retira em nada a inação governativa, a falta de vontade e a leitura (que facilmente transparece) quanto ao ódio que a Srª Ministra tem quanto aos Oficias de Justiça?
Não só não é aliada dos Oficias de Justiça como ainda por cima se agarra a algo que sacrifica toda uma classe.
O Presidente Marcelo disse, no dia de ontem, que tudo isto, no fundo (e por outras palavras...) toda esta desejada valorização e pacificação da classe, devia estar resolvida já há 4 anos!
Porém, 'só' esta cada vez pior!!
E porque é que você não percebe que aquilo que disse é exatamente o contrário que A. Marçal disse quando fez o acordo dos papos-secos?!!
ResponderEliminarA. Marçal disse até ter tido uma recpetividade da Srª Ministra totalmente diferente das anteriores?
Ou ele estva a mentir, ou você está enganado!
Não é assim?!!!
Ja aqui o dssi no passado:
ResponderEliminarA vitória dela no acordo dos papos-secos foi tão grande que até se tornou numa derrota!
Eu explico:
Ela ganhou tanto com o tão pouco que deu, que acobou por perder porque mesmo dando pouco ninguém ficou satisfeito!
Tivessa dado mais (300 paus, como as suas colegas do governo) e agora teria a almejada paz!
Sempre, sempre, sempre esse sindicato!
ResponderEliminarTem razão sim senhor!!
ResponderEliminarAliás, andamos todos enganados e você está correcto!
Sugiro-lhe que contacte a Srª Ministra e se disponibilize para lhe engraxar os sapatinhos para as cerimónias. Olhe..parece que é muito recetiva e por certo o pagamento se fará com uns merecidos papo-secos.
Comentário as 11:08..
ResponderEliminarQuando a Srª Ministra referiu bem lá atrás (há meses) que iria existir uma valorização salarial aquando da negociação do Estatuto e agora tem vindo já com argumentos e palavreado que não espelham isso, assim como o próprio projeto apresentado também não o faz...qual é a sua dúvida quanto à completa má fé negocial da Srª Ministra!!??
TERMOS DE ACORDO RELATIVO AO SUPLEMENTO DE RECUPERAÇÃO PROCESSUAL REUNIÃO NEGOCIAL COM O SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS JUDICIAIS EM 05.06.2024
ResponderEliminarLembram-se disto? A sério...lembra-se do que foi difundido na altura?
Foi inclusivamente disponibilizado o documento numa informação Sindical em 05/Junho/2024, documento esse contendo as assinaturas dos intervenientes no ato, para que dúvidas não houvesse.
E por lá estava uma frase muito interessante, colocada a negrito, que parece ter ficado esquecida no tempo, perpetuando o sacrifício e a penúria dos Oficiais de Justiça:
Foi feita uma assembleia geral do SFJ e os sócios todos borrados com a ameaça de processos disciplinares pela "senhora da disquete" votaram para acabar com a greve aos atos.
ResponderEliminarA Sra Ministra mostrou falta de carácter em todos os sentidos....
ResponderEliminarE o que vai fazer e dizer Marçal se ela está, como você diz, a faltar à verdade e aos termos da negociação?
ResponderEliminarE o nosso representante sindical não?!!
ResponderEliminarÉ inadmissível, termos parecer positivo para passarmos à definitivo desde setembro, e, até agora, a DGAJ não se pronuncia sobre isso. Uns enviaram email, outros ligaram e todos foram ignorados. Isto é VERGONHOSO.
ResponderEliminarO Fazenda é licenciado há cerca de 16 anos , ainda antes de ser promovido a adjunto, portanto pré-Bolonha (no meu tempo as licenciaturas eram de 5 anos, com provas escritas e orais obrigatórias, independentemente da nota escrita , mesmo que fosse nota 20).
ResponderEliminarDepois, no regime transitório, a vigorar por 10 anos é que se permitia a todos os outros (auxiliares e adjuntos) que pudessem, mediante concurso, ou seja não era certo pois dependia das vagas ao longo de 10 anos, essa possibilidade em paridade com os candidatos sem vínculo - note-se bem.
Mais, o salto para o nível 17 era uma aberração pois que todos os que transitavam de forma automática (Escrivães de Direito, TJ principais e Secretários) já o auferiam.
Depois os tais 20% de aumento não eram para todos como veio a ser reconhecido pela equipa ministerial de apoio e que, reconhecendo a dificuldade de justificação veio a Dra. Catarina Sarmento a desdizer referido ser aplicável ao universo quando a proposta não era esclarecedora e, pelo contrário, abria a porta a que fosse retirado a qualquer momento.
Numa palavra, era e é uma aberração.
Eu, uma vez na vida, consegui obter uma resposta da DGAJ a um requerimento.
ResponderEliminarFoi quando, acerca do mesmo assunto, escrevi ao Presidente da República, que por sua vez comunicou ao Primeiro Ministro, o qual transmitiu a mensagem à Ministra da Justiça, e, só depois e a instâncias desta última, por interposta pessoa, a DGAJ se dignou responder ao gabinete da Ministra da Justiça, de onde por fim recebi uma comunicação com a evasiva resposta dada pela DGAJ a esse gabinete.
Mas ó Colega....Já não está tudo lixado???
ResponderEliminarPara ele não deve de estar , deve ser um adjunto em regime de substituição que vai para grau 3..e assim ele acha que já é recompensado.
ResponderEliminarHá uma coisa que não percebo.
ResponderEliminarHá Polícias na investigação e há polícias a atender telefones.
São todos polícias.
Há enfermeiros em blocos operatórios e há enfermeiros em centros de saúde a medir a temperatura a velhotes.
São todos enfermeiros.
Há funcionários do IRN a fazerem escrituras e outros a oter certidões de nascimento.
São todos Oficiais de Registo, Grau 3.
Há médicos cirurgiões e há médicos de família que receitam benuron.
São todos médicos.
Há militares em teatros de guerra e há militares responsáveis pelo economato.
São todos Militares.
Podia continuar aqui o dia todo.
Porque carga de água, nós, Oficiais de Justiça é que temos que dividir a carreira entre os espertos e os burros, os úteis e os inúteis.
Dividir para Reinar, é isso??
Não se percebe.
Anónimo das 12:21 é um bom ponto de vista.
ResponderEliminarMas os indicadores que aí vêm não me parece serem muito famosos..
É que eu acho que ela entende que já deu muito aos Oficiais de justiça.... acho que ela acredita nisso ou alguém lhe convenceu.
É pertinente o que diz...
ResponderEliminarMuito pertinente, aliás!
Será que existe uma vontade inexplicável de colocar esta carreira para trás de todas as outras?
A sra ministra continua a dizer que CUMPRIU TUDO O QUE FOI ACORDADO. Parece que alguém nos anda a mentir
ResponderEliminarRESPOSTA. NÃO TÊM UM MARÇAL A NEGOCIAR.
ResponderEliminarQue não restam dúvidas que a ministra está de má fé... está á vista de todos
ResponderEliminar.primeiro envia para os sindicatos nas vésperas de natal uma proposta.
Segundo prometeu a valorização salarial e agora nada ou quase nada.
Depois liga muito á comunicação social afirmando que conseguiu a pacificação.
Abriu um concurso ilegal, para acesso á profissão, contra o atual estatuto.
Por tudo isto está comprovada a má fé.
Quanto ao SFJ meteu os pés pelas mãos.
Lamento informar mas bem-vindo ao inferno dos tribunais.
ResponderEliminarOnde somos desconsiderados, atropelados humilhados.
Quem será?
ResponderEliminarComentário das 14:37
ResponderEliminarFoi o comentário com mais clareza que tenho lido por estes lados.
Muito bem colega.
ResponderEliminarJustiça cega, dura, célere, bem apetrechada em termos de recursos humanos e tecnológicos.
.
Penso que é mesmo isso, colega! Dividir para reinar! Penso que sofremos da mesma desgraça de alguns países pobres mas cheios de recursos. Os poderosos precisam de os controlar e dominar para os saquearem. Connosco acontece o mesmo: se é mais difícil controlar os juízes, controlam bem o Ministério Público e os oficiais de justiça. Os politicos e sobretudo esses, que são quem governa e faz as leis, têm pavor à justiça, porque nem todos têm falta de vergonha nem milhões de euros para empatar processos até à morte. Quanto aos podres de ricos, esses nem sequer querem saber da justiça para nada: são verdadeiramente intocáveis.
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ResponderEliminarEu diria FDP.....
ResponderEliminarOs comentários como das 10.18 e 17.26, como seja chamar de nojento e "FDP" e outros análogos, nao evidenciam qualquer raciocinio e apenas se limitam a ofender pessoas e entidades.
ResponderEliminarAtendendo ao dano que causam à imagem dos OJs, acho que os autores teriam algo a ganhar eticamente, caso se identificassem e assumissem eventuais consequências dos seus atos, em vez de se esconderem covardemente no anonimato.
Ou pelo menos que desaparecessem e fossem colmatar a falta de mão obra na construção, limpeza de ruas, etc.
Não fui eu que fiz os comentários, por isso estou à vontade de dizer o que vou dizer:
ResponderEliminarQuanto ao nojento, chamar nojento ao que é nojente, também chamo - NOJENTO!
Quanto à FDP, penso que o comentador queria dizer FD .UTICE, e sendo assim até se compreende!
Aliás, o que nos têm feito não passa disso mesmo!
Não só você é uma virgem ofendida como ainda por cima emprenha pelos atos dos outros!
ResponderEliminarJá agora, o que é que chama a entidades que há mais de 20 anos fazem o que fazem a milhares de funcionários?!!!
Ahh, já sei, uma coisa não invalida a outra não é?!!
Eu estou a favor da proposta conjunta que o SFJ e SOJ fizeram ao Minsitério da Justiça!
ResponderEliminarÉ por aí que temos de ir!
Vejam p.f. os sites dos SOJ e SFJ!
ResponderEliminarEste fazenda com esta já me arrasou.
ResponderEliminarNão brinque com coisas sérias vi o site e não tem nada.
ResponderEliminarNão brinques tu comigo!
ResponderEliminarEstá em ambos os sites do sfj.pt e do soj.pt!
Então tótó já viste?!!
ResponderEliminarTótó!
Abraço
Já conseguimos colocar os sindicatos nos seus devidos lugares.
ResponderEliminarAgora, com união, já é possível enfrentar a tutela.
25 de abril sempre!
E se não aceitarem é lutar lutar lutar lutar.
ResponderEliminarJá chega de tanta injustiça
Apesar de uma gralha aqui e acolá (o que se compreenderá dado o alvoroço que tudo isto tem gerado), parece-me que as tabelas indicadas irão agradar - se não a todos - pelo menos à maioria de Oficiais de Justiça.
ResponderEliminarÉ mesmo isso, lutar lutar e lutar!
ResponderEliminarAbraço!
Mas uma luta diferente da tradicional.
ResponderEliminarSe a má-fé do governo persistir e o país nos virar as costas, oportunamente darei aqui exemplos concretos do que poderá ser uma luta de incúria da nossa parte respondendo na mesma moeda e encalacrando ainda mais a justiça toda.