A Aliada
«Os funcionários judiciais sabem que têm na ministra da Justiça uma aliada.»
Assim o dizia a ministra da Justiça na passada sessão solene no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), afirmando ser aliada, isto é, uma amiga de proximidade, uma cúmplice e uma defensora dos Oficiais de Justiça, contra tudo e contra todos aqueles que possam querer prejudicar os Oficiais de Justiça.
Perante tal afirmação, os Oficiais de Justiça deveriam ficar perfeitamente sossegados, pois com uma aliada assim, com nada se deveriam preocupar, pois seria essa aliada a primeira a defender a carreira e a valorizá-la até às últimas consequências.
Mas os Oficiais de Justiça sabem que, na realidade, Rita Júdice não é aliada nenhuma dos Oficiais de Justiça, pois a sua ação não segue o caminho que seria de esperar de uma verdadeira aliada.
A frase da aliada completou-a assim a ministra:
«Uma aliada não é alguém que distribui dinheiro público na proporção do ruído ou do número de notícias.»
E é isso mesmo que sucede com esta aliada, não distribui um cêntimo que seja pela proporção do número de notícias, porque se tal sucedesse, teria de distribuir muitos milhões.
A ministra da Justiça faz precisamente o contrário do que fazem todos os seus colegas de governação; esses, à mínima perturbação, à mínima notícia, atribuem imediatamente meios de valorização das carreiras que estão sob a sua alçada, mas a ministra da Justiça não é como os outros, é especial e faz coisa diferente com os Oficiais de Justiça, porquê? Porque é uma aliada.
Na mesma intervenção no STJ, Rita Júdice, referindo-se a si própria, enquanto ministra da Justiça, e referindo-se aos Oficiais de Justiça, continuou assim:
«É alguém que conhece o valor do seu trabalho, que move montanhas para que os tribunais tenham computadores, sistemas informáticos, ar condicionado, segurança, elevadores, rampas de acesso, salas onde não chova.»
Ou seja, a ministra da Justiça diz, no seu papel de aliada, que conhece bem o valor do trabalho dos Oficiais de Justiça e, por isso mesmo, para valorizar a carreira, anda a gastar o dinheiro europeu do PRR em projetos vergonhosos como o das salas de audiências, cujos equipamentos ainda recentemente foram objeto de renovação em tantas salas e agora se substituem porque há que gastar à pressa os dinheiros do PRR.

As reuniões secretas prosseguem, não diretamente com a presença da aliada, mas esta aliada terá de se pronunciar necessariamente sobre o conteúdo secreto das reuniões, pelo que os Oficiais de Justiça já sabem, e muito bem, que a alegada e auto intitulada aliada é – e continuará a ser – um obstáculo que os sindicatos não serão capazes de ultrapassar.
No mesmo dia da sessão solene no STJ, questionada a aliada, logo pela manhã, sobre os Oficiais de Justiça que se manifestariam nessa tarde, junto ao STJ, questionada a ministra da Justiça sobre se compreendia esse protesto, respondeu assim:
«Compreender, se calhar é uma palavra muito forte. É normal, é uma manifestação legítima, naturalmente, agora, se há classe que pode e que terá poucas queixas, diria que são os Oficiais de Justiça.»
Perante tudo isto, ficamos na dúvida se a ministra está mesmo convencida do que diz, o que é grave, ou se o diz apenas para tentar convencer os outros, o que é igualmente grave.
É esta a aliada dos Oficiais de Justiça.

Fontes: “Jornal Económico” e “Artigo DD-OJ de 17JAN2025”.
A aliada anda a pagar aos ditos novatos com ou sem licenciatura menos de 1000 euros.
ResponderEliminarColegas com 10 anos disto estão a receber pouco mais de 1200 euros se isto não é uma vergonha então não sei o que será..
Estes colegas levam uma vida miserável.
Ainda existe colegas mais antigos com raiva deste colegas só porque tem licenciatura..
Estes colegas levam uma vida miserável....
Coitados dos professores dos medicos e dos policias que nao tem aliados.
ResponderEliminarAs respectivas ministras da educação, saude e administracao interna são os piores inimigos dessas classes profissionais pois em vez de ser seus aliados e os proteger apenas lhes atiram com carradas de dinheiro o que até pode ser considerado um insulto.
Ainda bem que temos uma ministra que olha por nós e pelo nosso bem limitando a conta gotas a nociva abundancia subita de dinheiro e melhoria das condições de vida.
A austeridade é uma virtude que a mulher quer preservar na sua quinta. Certamente para os mais abnegados e virtuosos.
Se calhar tinha acertado mais eu ter ido para padre ou monge em vez de oficial de justica. Teria uma vida santa. Ou de santo....
COM AMIGOS COMO ESTA NÃO PRECISO DE INIMIGOS?!?
ResponderEliminarMais tarde ou mais cedo, infelizmente penso que mais cedo, teremos que chamar a aliada á razão e á pedra.
ResponderEliminarTeremos que lhe dar uma visão da realidade.
Teremos que lhe ensinar e demonstrar que estamos fartos, mas tão fartos, que não temos nada, mas mesmo nada, a perder.
Que estamos fartos de demagogas, armadas em chicas-espertas, com jogos de palavras, que já demonstrou não ter capacidade intelecto-oraroria para tal.
Quando ela menos esperar, a realidade irá cair no seu colo, e irá chiara de frustração por finalmente ver que ser menina do papá não resolve tudo e nós não nos vergamos a tias mal preparadas, a maçons, a jogos de palavras, a mentiras descaradax em entrevistas falaciosas. Nós não temos medo e, se for preciso, vamos parar a máquina por semanas ou meses
Nós estamos fartos e já também fartos de tão farta figura .,
Pois mas os mansos dos sindicatos que neste momento tem como nunca tiveram os ofíciais de justiça prontos para esta guerra.
ResponderEliminarNada acontece
.
Reunião atrás de reunião...
E nada de valorização salarial..
ainda se discute se todos os colegas devem passar ou não a grau 3.
A ministra quando afirma que não temos razão de queixa até entendo.
ResponderEliminarOs oficiais de justiça sim uma larga maioria convenceu o SFJ a ir discutir uma percentagem de um suplemento..
Convém não esquecer, e a mesma ai ainda decidiu dar mais do que pediam..
Só que não integrou no salário, nem é página 14 meses.
Prontos foram enganados...
ResponderEliminarAliada?
Cá para mim só se estiver infiltrada!
´
Bem dito.
ResponderEliminarTriste realidade.
Mais uma ministra da treta.
Enganados?
ResponderEliminarEheh
Será para rir?
Enganos que duram 30 anos??
Tristeza.
Agora comam papo secos.
Mesmo miserável.
ResponderEliminarDeslocados e a ganhar assim que mal dá para alojamento
Desculpe colega mas levam uma vida miserável porque querem.
ResponderEliminarSujeitarem-se a um trabalho de m por uma ninharia que nem aos 1000 chega é de quem é muito limitado e que não tem habilidade para mais nada.
Portanto, muito francamente, não tenho pena desses miseráveis.
Preferia trabalhar numas bombas de combustível ou num supermercado ou noutra coisa qualquer.
Ontem alguém dizia que era triste ver que oficiais de justiça para poupar levavam marmita de casa, pois o dinheiro mal chegava para o mês.
ResponderEliminarSem dúvida triste realidade que ano após ano esta carreira tenha perdido poder de compra como nenhuma, dadas as exigências e o valor de entrada há 20 anos, com o de agora.
Mas há quem teime em não querer ver.
Tristeza.
Triste realidade.
ResponderEliminarEu confesso, se tivesse filhos para criar e sem apoios de ninguém, não sei o que faria. Pois quem tem filhos para criar não será fácil chegar ao fim do mês.
Ganhe juizo.
ResponderEliminarA mim o que me enoja é ter colegas dispostos a apresentar discursos estéreis como o seu, que nada acrescentam além de ofender quem tem a faca e o queijo na mão, tendo consciência de que assim prejudicam todos.
Este artigo é o espelho do que tenho por cá deixado nas últimas semanas...
ResponderEliminarA Ministra das 'coisas'.
A parte humana, mesmo após tantos avisos, inclusivamente do PR e do PGR, nada!!
Mas apenas o é para nós.
É inconcebível o arrastar de uma negociação como esta, vendo tantas outras carreiras que, numa fração do tempo, chegaram a ser valorizadas em quase 400€.
Ganhe você juízo se gosta de ser enganada.
ResponderEliminarContinue a ser enganada e destratada.
E tenho nojo de gente como você também
Mas há quem goste.
ResponderEliminarO artigo de hoje apresenta uma crítica construtiva e assertiva à Sra. Ministra, já que cada dia se torna evidente que é tudo menos uma nossa aliada.
ResponderEliminarDefendo que estas críticas sejam acompanhadas quanto antes de formas vigorosas de luta da parte de todos nós.
Esta forma de crítica distingue-se da forma ordinária e leviana com que muitos criticam a MJ e outros, neste blogue e noutras redes, com ofensas e ameaças gratuitas, uns a pôr em causa o bom nome e o caráter de governantes, outros a ameaçar que os agridem com tábuas.
Defendo formas de luta duras e disruptivas, mas enquanto OJ não me revejo de todo em alguma da gentalha que por aqui anda, que propositadamente ou não, age com intuito de lixar a vida de todos.
Acho que há motivos mais que suficientes para agir disciplinarmente e correr com eles da carreira, em defesa do futuro de todos.
Anónimo das 14:10...apoiado...
ResponderEliminarNos tribunais vive -se o síndrome do cidadão exemplar, o cidadão bem comportadinho que não pode reivindicar nem dizer as verdades..
O problema é que temos muitos colegas que defendem a urbanidade, a boa fé e são iludidos que fazem parte de um órgão de soberania..
Contudo esses órgão viola os direitos dos trabalhadores, explora , escraviza, espezinha...
E mesmo assim eles acham que são especiais...
O problema é mesmo esse é que temos colegas que ainda acham que são considerados... só porque o magistrado é simpático, mas já não é para o colega do lado.
ResponderEliminarEstá é a ministra da coisa, e a ministra aliada...e a ministra comidos de cebolada...
É mesmo, vivemos rodeados de especiais, que gostam de têm prazer em ser enganados e contar os trocados para chegar ao fim fo mês
ResponderEliminarGostam mesmo.
ResponderEliminarSão uns tristes.
Tristes vidinhas.
E julgam que são mesmo especiais, como alguém diz. Mas no fim do mês é que se vê a miséria especial. Todas as carreiras com bons aumentos.
Comentário muito contraditório.
ResponderEliminarMas você vive em que mundo???
ResponderEliminarAnda a ser explorado, roubado, escravizado.
E a culpa é dos comentários???
É por posturas, de se apresentar como um ser polido, sofisticado, politicamente correto, a cumprir os deveres de urbanidade e blablablá...
Que chegamos a isto.... são pessoas como você que tem que desaparecer dos tribunais.. vá para a reforma....
Você é muito polido mas tem muito pouco de honestidade intelectual...
Como alguém já disse
ResponderEliminarEu também tenho nojo do discurso dos ministros e ministras deste ministério desde há 20 anos.
Sim, nojo.
Nojo de gente sem palavra.
Nojo de quem se identifica com essa gente.
Ao ler aqui alguns dos comentários, tenho cada vez mais certeza que a opção de tornar as negociações do estatuto "secretas", foi sem dúvida uma opção certeira e inteligente, e mais do que tudo, uma inevitabilidade, em face da postura errática e indigna de alguns.
ResponderEliminarÉ notório que há uma minoria cujo objetivo é boicotar as negociações para manter em vigor o atual estatuto o mais tempo possível e nao é difícil adivinhar porquê.
É urgente pôr esta malta no lugar deles.
Tu és da tutela. Cheiro tresanda ao longe.
ResponderEliminarComam papo secos.
ResponderEliminarGrande acordo vitorioso
Sim senhor
ResponderEliminarBela aliada que nos faz continuar a levar marmita para o almoço.
Força ojs.
Procurem a marmita mais barata.
Não não é tutela, o mais grave é que isto...sim chamo isto em vez de este...
ResponderEliminarIsto é um.administrador ou um secretariio que anda a mamar um.bom salário, e a cag... nos outros...
Diz que quer meter processos aos colegas por causa dos comentários...
O outro dia levei uma marmita e a comida estava a cheirar a plástico não sei o que fazer....
ResponderEliminarSim, tutela pode englobar os tentaculos que são a gestão comarca.
ResponderEliminarBelo
ResponderEliminarAcordo da marmita.
SEM UNIÃO NÃO É POSSÍVEL
ResponderEliminarJá pensaram no que vão levar amanhã na marmita?
ResponderEliminarA marmita de segunda feira é a melhor da semana por causa do almocito melhorado de domingo.
Também é assim convosco, pessoal marmiteiro?
É fácil.
ResponderEliminarLevas uma marmita de vidro.
ResponderEliminarSim como é que a PSP, os BOMBEIROS, os PROFESSORES conseguiram o que pretendiam?!?
Esclareço desde já, certamente não foi com o conluio, nem bem comportados.
Nem com Sindicatos lambe botas... FORÇA
NÃO AUMENTAR OS SALÁRIOS DOS OFICIAS DE JUSTIÇA ACARRETA O RISCO DE AUMENTO DE CORRUPÇÃO.
ResponderEliminarESTA DEVERIA SER A TRAVE-MESTRA NAS NEGOCIAÇÕES ENTRE OS SINDICATOS E A MINISTRA.
NOJO
ResponderEliminarBoa
ResponderEliminarLambe botas e lambe marmitas
Eheh
ResponderEliminarEu levo saco, nem marmita tenho
Corrupção??
ResponderEliminarNão.
Em Portugal não há Corrupção, como disse im dia uma procuradora geral.
Pesquisem e vão ver o que ela disse.
Portugal não, nunca.
Eu não tenho dinheiro para marmitas , eu levo apenas um pão com manteiga embrulhado num guardanapo e bebo a água do tribunal que sabe a ferrugem.
ResponderEliminarAlguém sabe onde posso comprar marmitas em promoção?
Eu ofereço-me para ser corrompido.
ResponderEliminarValor justo.
Sigilo máximo.
Um olé à marmita dos funcionários judiciais
ResponderEliminarQue nome tem alguém que não tem palavra? Que não honra a palavra dada??
ResponderEliminarAliada??
ResponderEliminarMarmita e papo secos
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ResponderEliminarSFJ
desfiliei-me e jamais perdoarei o acordo que fizeste à pressa. Cozinhado de véspera!!
Nunca mais SFJ
Muitos assim fizeram
ResponderEliminarA ministra saberá quem foi o Grande Zeca Afonso? E Sr Carlos Paredes?
ResponderEliminarE para os novatos fazerem uma sociedade melhor, tentai saber a vida e obra
Ah ah ah!
ResponderEliminarJá cá faltavam os mercenários a fazer campanha.
Estiveram de férias?
Está na altura de começarmos a pensar num 3º sindicato...
ResponderEliminarSem os seguidismos do SFJ e nem do sindicato do homem só...
Está na hora de devolver o cartão do Sindicato e de cessar os descontos para este.
ResponderEliminarÉ pesado!!
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