Afinal, mais Oficiais de Justiça para quê?
Estamos na época de conhecer os relatórios anuais elaborados pelos tribunais de comarca e por estes dias apreciamos mais um, o da Comarca dos Açores.
O relatório assinala que 2024 decorreu ainda “sob o signo de várias greves” de Oficiais de Justiça que “se projetaram negativamente sobre a tramitação processual”.
Segundo o relatório, a falta de recursos humanos persiste nos Açores, continuando a condicionar a atuação da Comarca, por falta de profissionais da justiça, magistrados e Oficiais de Justiça.
Dos 201 Oficiais de Justiça que a Comarca deveria ter, o ano de 2024 começou com 186 e terminou com 180, ou seja, menos 31 do que o número previsto no quadro legal; quadro legal este que é considerado subdimensionado.
No que diz respeito ao absentismo, o número de Oficiais de Justiça ausentes aumentou, passando de uma taxa de 14,63% de absentismo em 2023 para 18,46% em 2024, calculando-se que o absentismo registado corresponda à força de trabalho de 38 Oficiais de Justiça.
Resumindo: no ano de 2024 constatamos a falta dos 31, relativamente ao quadro, e mais os 38 considerados das ausências, isto é, podemos considerar um total de 69 Oficiais de Justiça em falta.
Como se isso não bastasse, as greves “projetaram-se negativamente sobre a tramitação processual”, pelo que o défice e as ausências e a imprevisibilidade das greves são fatores que devem afetar os resultados da tramitação processual.
Para além dessas vicissitudes com os recursos humanos, de tão elevado número, há ainda um aspeto que concorre negativamente para a pendência: o aumento das entradas.
“Importa registar que o número de processos entrados no TJC/Açores no ano 2024 no que tange à estatística de secretaria ultrapassou o número de entradas no período homólogo anterior (2023) em mais de 574 processos”, lê-se no relatório.
Ora, perante este quadro, facilmente se adivinha que a taxa de resolução dos processos deveria ter sido afetada negativamente, isto é, que seria muito difícil que terminassem tantos processos quanto os entrados, não só pelo aumento das entradas, como pela falta de Oficiais de Justiça e suas tantas greves, mas não, verifica-se precisamente o contrário.
O Tribunal Judicial da Comarca dos Açores registou em 2024 uma diminuição de 10,3% nas pendências oficiais (processos ainda sem decisão) e de 5,37% nas pendências de secretaria (com decisão, mas por arquivar).
Quer isto dizer que, apesar de tudo, nos Açores, foi possível terminar mais processos do que aqueles que entraram. Ou seja, não só se acabou um número igual aos entrados, como ainda se acabaram mais dos que estavam pendentes, fazendo com que a pendência tenha diminuído.
Quer isto dizer que o défice de Oficiais de Justiça, o elevado e crescente absentismo, bem como as greves destes profissionais, não contribuíram para um desempenho negativo, poderão ter contribuído para uma menor eficácia, isto é, a diminuição da pendência poderia ter sido muito maior, mas não deixa a Comarca de apresentar dados que são considerados positivos e mesmo muito positivos em face do panorama que é relatado.
Tudo isto nos conduz à óbvia conclusão que na Comarca dos Açores, em termos de Oficiais de Justiça, afinal, está tudo bem e a correr bem, pois os dados obtidos são muito bons e se são bons, podemos questionar-nos: para quê gastar mais dinheiro em mais Oficiais de Justiça ou mesmo em pagar-lhes um vencimento melhor, uma vez que assim como estão, se obtêm bons resultados?

Fonte: “Jornal Açores 9” e “Açoriano Oriental”.
Aquilo lá nos Açores é uma vergonha, os funcionários nunca fazem greves, nunca fazem nada, só sabem agradar os magistrados.
ResponderEliminarSão uns escovas básicos.
São mal tratados por magistrados e gostam.
Aquilo lá nos Açores não é vergonha nenhuma.
ResponderEliminarFazem-se muitas greves, até mais que em outras comarcas.
Os Oficiais de Justiça são é 'apertados" de todas as maneiras e feitios.
Veja-se o que está a acontecer com a marcação das férias.
Uma autêntica vergonha.
Estão a recusar férias aos Oficiais de Justiça e estão a "sugerir" quando devem marcar os dias e "onde" e com "quem" devem passar as férias.
Sim, é verdade, no ano 2025, passa-se isto nos Tribunais.
Deve ser isto a que chamam a Comarca Periférica.....
Na terra onde os órgãos de gestão tratam os Oficiais de Justiça como mer...
Nesse aspecto, a distância dos centros de decisão e o facto dos Tribunais estarem dispersos pelas ilhas, "joga" a favor dos "Reis" disto tudo...
Aquilo lá para os Açores parece que é bravo.
ResponderEliminarÉ com cada história.
Dá ideia que estão no estrangeiro.
Estão realmente longe.
Parece que não há consideração pelo facto da maiorias das pessoas terem família aqui no continente.
Vou falando com dois colegas que lá estão e há assim umas coisas estranhas....
A seguir.
Nos Açores os Oficiais de Justiça são tratados como carne para canhão.
ResponderEliminarE mais não digo.
Havia muitas coisas para comentar.
ResponderEliminarAçores????
No Ministério Público então....
A coordenação????
Fujam....
Fujam....
Estatística.
Estatística.
Estatística.
Onde é que vão buscar estas pessoas??
Deve estar a referir-se à coordenação do Ministério Público 😃😃😃😃
ResponderEliminarÉ mesmo uma desgraça.
Coitados dos colegas que trabalham nos DIAP.
Levar com aquilo não deve ser fácil.
ResponderEliminarFantástico !!!
Nem mais um funcionário !!
E passem a motosserra com a corrente bem afiada por ali pois não precisam de tanta gente e aguentam-se com metade da verba !!
É preciso parar a máquina!
ResponderEliminarOs sindicatos têm de perder o medo, têm de dizer que chega de negociações!
Queremos o novo estatuto!
Está na altura de tirar o sossego ao MJ, e decretar uma greve aos atos (com especial incidência nas diligências)!
Está na hora da verdade SFJ e SOJ!!
para
ResponderEliminarpelo teu papeio és um analfabeto acerca dos Açores.
Arrogante de mer
Não fales do que desconheces.
Aventura-te a vir para cá!
ResponderEliminarFazer minimo dos minimos.
Esse relatório aqui descrito é fachada.
A começar pelos DIAP´s
ResponderEliminarSó para constar, por destrato, já houve recentemente aqui pelo Açores um funcionário que pediu pediu exoneração.
Informem-me
Infelizmente não è só nos Açores, è por muitos Tribunais por este país fora, até alguns arrisco-me a escrever que não têm falta de recursos humanos, existem vários fatores para o status quó da coisa:
ResponderEliminar- Dinheiro dado a debilidade financeira em que vivem,
- Medo de sofrerem represálias,
- Chefias autoritárias,
- Falta de solidariedade dos colegas,
- Fator estabilidade dado o envelhecimento da classe,
- Etc...
É fácil ás vezes para quem está de fora opinar, mas infelizmente estamos a viver esta triste realidade nos desprotegidos Oficias de Justiça de Portugal....
Esatmo a 4 dias do final do mês de fevereiro!
ResponderEliminarNovidades?!!!
SFJ, SOJ, novidades?!!
Vamos aguardar que o Doutor Fazenda, faça uma dissertação exaustiva sobre o assunto.
ResponderEliminarDepois, volto para comentar.
Obrigado
Faz hoje três anos que começou a guerra na Ucrânia.
ResponderEliminarPor isso, vou lançar aqui uma bomba.
PUMMMMMMMM
💣
não faça barulho, estão todos a dormir...não os acorde!
ResponderEliminarNão tem nada a vêr com o artigo e com as desventuras dos colegas dos Açores mas temos de reconhecer uma coisa: desta vez o segredo das negociações está a ser mesmo religiosamente guardado! Sabia - se mais do 3º segredo de Fátima do que daquilo que se anda a cozinhar para nós à nossa total revelia ! Nunca vi tanto desrespeito e desconsideração pelos Oficiais de Justiça como dos próprios sindicatos. Somos tratados como crianças ou idiotas que só iriamos atrapalhar as negociações que os nossos tutores estão a fazer por nós!
ResponderEliminarNão queria, e era bom se assim fosse, mas tenho de concordar consigo!
ResponderEliminar
ResponderEliminarMais entradas, menos pessoal = Redução das pendências!
Não se queixem!
´
ResponderEliminarContinuem a trabalhar escravos,
Para magistrados que nada querem saber de nós.
Como alguém disse, são silênciados com ordenados chorudos e
com renda de casa, livre de impostos.
Vergonhoso ganharam mais de renda de casa que um OJ em inicio de carreira.
Que justiça é esta???
Continuem a baixar as calças escravos
Muita Atenção:
ResponderEliminarPássaros, passarinhos, aves de arribação e cucos;
Está quase, quase, quase, quase. Faltam dois dias, ou................ talvez não.
Quarta feira é que é......... ou talvez não.
e que .
Piu, piu piu!
ResponderEliminarMais que raio de contas são estas "começa o ano de 2024 com 201 e acaba com 180" e o resultado é - 31 ??????
ResponderEliminarTem parcialmente razão.
ResponderEliminarMas de facto estamos a ser tratados como crianças idiotas, e muito devido à existência de crianças estúpidas e idiotas que só dizem porcaria aqui neste blogue e outras redes.
Até ao dia que começar a entrar queixas crime...também o magistrado que andava durante 20 anos impune agora já foi acusado....também é dos Açores não existe intocáveis...
ResponderEliminarOs colegas dos Açores ainda pagam roaming quando ligam para o continente?
ResponderEliminarPediu exoneração fazendo a vontade a esses seres especiais...que tal a competente queixa por assédio?
ResponderEliminarNos Açores existe um funcionário que gosta de gritar ...e ameaçar os funcionários.... até ao dia que sai a sorte grande...
ResponderEliminarQueria dizer magistrado..
ResponderEliminarEsta negociação envergonhada que os sindicatos estão a fazer nas nossas costas é mais uma demonstração de como nos comportamos como subalternos. E não, não é verdade que as negociações com outros sindicatos tenham ocorrido desta forma, vejam o caso dos prof. e dos policias, foi tudo com reuniões às claras, isso é um embuste por parte do SFJ e SOJ.
ResponderEliminarIsto é uma forma de a Srª. Ministra da Justiça poder puxar dos galões e dizer "comigo não brincam" e nós alinhamos e por isso continuamos a não ter força.
Assim não vamos a lado nenhum.
Agora vai terminar o prazo (mês de Fevereiro) e surpresa... tá tudo na mesma.
??? então que tal começar a fazer as competentes queixas por assédio???
ResponderEliminarPois o medo mata...quem tem medo compra um cão
..
ResponderEliminarCaríssimo,
por mim é 9h - 17, nem mias um minuto
e hora de almoço livre.
não cedo a pressões de tiranos.
Cala te para aí se tens medo compra um.cao...
ResponderEliminarTerá melhor vida com saude fora desta porcaria que fede
ResponderEliminarNem mias!?? O que é isso??
ResponderEliminar
ResponderEliminarNão contem comigo, nem para regimes de acumulação nem horas extra de borla.
Na horinha de saida, fica o que ficar.
fiquem vocês escravos.
Tudo bem mas não vale tudo....eu até pedia exoneração mas da competente queixa não se livravam...
ResponderEliminar
ResponderEliminarVem para cá e saberás.
ResponderEliminarJá tem piado mais baixo.
Tudo bem não faço barulho, pois eles estão concentrados nas negociações secretas....se isto não fosse triste até ia dizer que era um filme de comédia..
ResponderEliminarA ministra diz façam pouco barulho, e não é que os sindicatos assim fazem....ehehe
Não faça isso aos seus colegas...isso é crime.. você é mau?
ResponderEliminarNa qualidade de rei dos oficiais de justiça venho ordenar a todos os oficiais de justiça que parem de colaborar com a escravatura..
ResponderEliminarPorque não lhe quis roubar tempo de trabalho, enquanto como uma sandes, que aliás devoro de forma desenfreada tal a fome que me atormenta (era para ser a meio da manhã ou até da tarde e não foi possível), não querendo que regresse a casa sem ter possibilidade de falar do assunto, tem assim ocasião para o fazer agora (embora a dissertação que esperasse tenha ficado pelo princípio uma vez que desde logo vi e percebi que muitos dos colegas e não só - porque "ocos de ideias e, talvez pior, ocos de pensamento" - vêm aqui fazer o mesmo que fazem num WC ("cocofonia" proveniente da chamada "ventusidade estréptica" que origina muitos divórcios - dizem até que era um dos males do recentemente falecido presidente de um grande clube).
ResponderEliminarE como assim é (caca por caca) uso eu primeiro para não levar com o cheiro nauseabundo que emana de palavras sopradas por tais vias (respiratórias ou estrépticas) próprias de quem digere muito mal o que outros facilmente deglutem.
Dia 26 de fevereiro aproxima-se, e logo logo todos serão apelidados de "Doutores" mesmo que não tragam livros debaixo dos braços e a cheirar a sovaco como as baguetes dos franceses - aos olhos de muito boa gente os OJ serão e continuarão a ser, apesar de tudo (o que possam conseguir da tutela), otários!
Eu admito que também o serei, mas só por mais uns poucos de dias, o colega, pelo contrário, será "Doutor" para o resto da vida!
Muito bem sr. Fazenda, como.bem.sabe só deveria ser tratado por doutor quem tem doutoramento.
ResponderEliminarNem.advigados nem.procuradores devem ser tratados de doutor.
Isto foi um hábito criado no tempo da realeza onde o povo, tratava de dr a quem tinha estudos...habito este trazido da época medieval até aos dias de hoje...
ResponderEliminarqueres ser meu cão?
ainda te dou um papo seco
para
ResponderEliminarA começar por ti, arrogante da treta
ResponderEliminarnão gostas de maus?
não gostas da gestão comarca, magistraturas, mj, dgaj?
que pena
ResponderEliminarMarmitas ainda há?
Ou com o novo estatuto irão esgotar?
Como descreveu o som ( de Dr.) por palavras (Doutor) e estas (as palavras) nem sempre fazem juz ao som produzido pelo vento que as arremessa da boa para fora (imagino que seria qualquer coisa parecida com : "puf...!) limitei-me a reproduzir o que outros escreveram apenas por preguiça e ociosidade pois que me apetecia mais saciar a fome com a sandes que libertar a mão direita para teclar o que fiz apenas para que pudesse regressar a casa de uma forma mais leve (levar consigo algo que tinha preparado para escrever e não pôde seria uma frustração, imagino, de tal monta que lhe poderia provocar uma insónia).
ResponderEliminarNão sei se saberá distinguir os graus académicos de títulos ... para isso era preciso estudar mas não sei se tem tempo ... diz-se por aqui que é trabalho perdido!
Há uns largos anos houve assim um no Minho. Até ao dia em que um funcionário farto dele, entrou no gabinete e, ao mesmo tempo que lhe acertava o passo gritava, senhor doutor deixe-me, não me bata, e ele a aliviar o stress no dito cujo.
ResponderEliminarTestemunhas só os colegas que ouviam o colega gritar e pedir por socorro enquanto aliviava o stress.
Processo disciplinar ao colega ou crime, nada, pois ninguém viu, nem deixou marcas
O dito cujo a partir daí, parece que tomou juízo e passou a tratar os outros de forma diferente
Venho apelar a todos oj açoreanos que brevemente vão ser todos protegidos, vou criar uma associação para vos defender, conto com o vosso apoio.
ResponderEliminarNunca ouviste falar da FLA?
ResponderEliminarEstá na hora de pesquisares.
Convido alguém com o juizinho todo a ler os vários comentários do dia de hoje, e achar um fio condutor entre eles.
ResponderEliminarPresumindo que seria aberta uma discussão sobre o tema de hoje, bastante pertinente, só consegui ler um chorrilho de posts sem nexo.
Um fala da guerra da Ucrânia, outro da motosserra do Milei, sem faltar a conversa da treta dos escravos de marmita, tendo alguém posto a cereja no bolo, ao invocar a Frente de Libertação dos Açores como forma de salvar os colegas da opressão das chefias.
Não se aproveita nada, não se aprende nada, só caca!
Falta pouco para me colocar longe disto ! Nem para trás vou olhar ! Isto é bom só para alguns , poucos ! Os que nada fazem e só mandam bitaites ! As formigas é que fazem mexer o sistema judiciário, e essas só levam as migalhas !
ResponderEliminarColega, não se chateie.
ResponderEliminarAndamos todos mal das nossas cabecitas.
E este blog para além de nos informar diariamente sobre assuntos de elevado e relevante interesse, serve também para expormos a nossa revolta e tristeza em relação às nossas vidas constantemente adiadas.
Como já disse varias vezes aqui, considero ser este o maior espaço de liberdade de todos nós oficiais de justiça.
???? Pudim fla??? O que é que isso tem a haver com proteger os ofíciais de justiça???
ResponderEliminarEsta também tá boa...
Colega, isso é comum ao país todo, agora uns têm capacidade de se impor e outros cedem a tudo. A galinha da vizinha é melhor que a minha... Conversa da treta.
ResponderEliminar